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Criança na sala de aula
Infância

Festa na Escola

Clique AQUI para adquirir a coletânea temática “Festa na Escola”, partitura (MIDI partilhados).

A Lisete toca trompete

A Lisete toca trompete
e o João toca violão.
O Heitor toca tambor
e a Conceição toca acordeão.

O Albano toca piano
e o Albino toca violino.
O José toca jambé
e o Marcelino toca bombardino.

O Gustavo toca cravo
e o Delfim toca flautim.
A Maria toca bateria
e o Joaquim toca cornetim.

António José Ferreira ]

Come sopa com feijão

Come sopa com feijão
mas de gorduras,
não abuses, não.

Peixe de rio ou de mar
cheira tão bem se a mãe o cozinhar.

Cuida da alimentação,
come laranjas,
peras e melão.

Ai que bons os cereais!
E também gosto
de outros vegetais.

Come um ovo por semana.
Terão saúde
o pai, a mãe a mana.

Come fibras e legumes.
Quando cresceres,
nunca, nunca fumes.

António José Ferreira ]

Cuida sempre da alimentação

Cuida sempre da alimentação,
come sopa, come feijão!
Cuida sempre da alimentação,
come uvas, pera, melão.

Cuida sempre da alimentação,
come truta, polvo, salmão;
cuida sempre da alimentação,
come alface e agrião.

Cuida sempre da alimentação
bebe água de verno ou verão;
cuida sempre da alimentação,
joga e corre com precaução.

António José Ferreira ]

Este é o nosso dia

Este dia é o nosso dia.
Vem, ó pai, ficar comigo.
Quero dar-te aquele abraço
que se dá ao grande amigo.

Mostra-me aquilo que sabes,
vê aquilo que já faço.
Para ti tenho um poema
com a forma de abraço.

António José Ferreira ]

Disse a professora

Disse a professora
ao seu esqueleto:
mexe lá o crânio,
não sejas obsoleto.

Refrão:
Quélè quélè qué
lè quélè quélè quélè.

Disse a professora
ao seu esqueleto:
mexe lá a coluna,
não sejas obsoleto,
mexe lá o crânio,
não sejas obsoleto.

Disse a professora
ao seu esqueleto:
mexe lá os membros,
não sejas obsoleto.
Mexe lá a coluna,
não sejas obsoleto.
Mexe lá a cabeça,
não sejas obsoleto.

António José Ferreira ]

Ele não larga o boneco

Ele não larga o boneco,
não o larga nunca nem p’ra dormir.
Rui, dá descanso ao boneco,
ou a tua mãe vai-te proibir.

Ele não larga o boneco,
não o larga nunca, nem p’ra estudar.
Rui, dá descanso ao teu boneco,
ou a professora vai-to confiscar…

António José Ferreira ]

Escola amiga

Escola minha amiga
ajuda-me a crescer.
Já faço tantas coisas,
muitas mais vou fazer.

Com todos os amigos
a brincar aprendi.
Nos livros, nas estórias,
quanto já descobri.

Bate o Verão à porta,
leva-me a passear.
Quero ouvir as cigarras
e as ondas do mar.

António José Ferreira ]

Faz como o Rodrigo

Faz como o Rodrigo.
Mostra lá que és amigo.

Faz como o Gonçalo.
Divertido é imitá-lo.

Faz como a Maria
a tocar com alegria.

Faz como o Vicente,
para trás e para a frente.

Faz como o José.
Faz que tocas o jambé.

Faz como o Simão
a tocar acordeão.

Faz como a Andreia,
a calçar a sua meia.

Faz como a Joana
a tocar flauta de cana.

Forte é o teu abraço

Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso,
ter-te ao meu lado, ó pai,
é tudo o que eu preciso.

Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso.
Ter-te ao meu lado, ó mãe,
é tudo o que eu preciso.

Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso.
Ter-te ao meu lado, avô,
é tudo o que eu preciso.

Forte é o teu abraço,
meigo é o teu sorriso.
Ter-te ao meu lado, avó,
é tudo o que eu preciso.

Foi há muito tempo: História da poluição

Foi há muito, muito tempo,
‘stava a história a começar.
Tinham homem e mulher
o dia todo p’ra caçar.
Ninguém tinha a sua horta
nem plantava o pomar.
O céu era mesmo azul
e o ar bom p’ra respirar.

Foi há muito, muito tempo,
ninguém sabia escrever;
nem sequer era preciso
as florestas abater.
O homem não sabia ainda
fazer fogo p’ra aquecer;
um raio caiu num ramo
que logo ficou a arder.

O homem não descansou
até fogueiras acender.
O fogo chegou à carne
e ai que bom era o comer!
O homem fazia o fogo
mas não o sabia conter.
Com incêndios na floresta,
fauna e flora a morrer.

Por vezes faltava caça,
havia que produzir.
E a floresta onde caçara
passou a diminuir.
Abatia-se uma árvore,
outra árvore a seguir.
Pouco a pouco, a humanidade
começou a poluir.

O homem do vale fez
muros p’ra se defender
e com pedras criou armas
p’ra os animais abater.
Com o frio que chegara
precisou de se aquecer
e usava peles quentes
para o corpo proteger. (…)

Começou a polir pedra,
fez anzóis para pescar.
Dos ossos criou agulhas
para a roupa costurar.
Já fazia esculturas
e gostava de pintar.
Tinha arte, inteligência
e gostava de tocar.

Com os troncos que rolavam
mudou coisas do lugar,
coisas grandes e pesadas
conseguia transportar.
Da roda passou ao carro
com animais a puxar;
e descobriu o petróleo
que tudo veio mudar.

Com o séc’lo XIX,
tudo estava a progredir,
e o homem já pensava
tudo poder conseguir.
Os comboios circulando,
tanto fumo a subir,
e as chaminés das fábricas
era sempre a poluir.

As cidades e as vilas
‘stavam sempre a aumentar.
Os esgotos e o lixo
iam p’ra qualquer lugar.
Monumentos escurecem
c’o a poluição do ar.
Quero um planeta limpo
e feliz para habitar.

Hoje tantos são os carros
e gazes que há no ar
que desejo andar a pé
e ter ar p’ra respirar.
É tão bom voltar ao campo,
ouvir pássaros cantar;
o meu sonho é um céu azul
e o meu lema, reciclar.

Se quer’s ter muita saúde
p’ra correr e p’ra jogar,
faz que muita coisa mude,
vamos reutilizar.
Numa lata, bom tambor
escondido pode estar.
Só tens de estar bem atento
e de experimentar.

António José Ferreira ]

No céu, uma nova luz

No céu, uma nova luz
parece fazer sinal
e outras estrelas
todas tão belas
dizem: Feliz Natal!

“Aos homens na terra paz!”,
se ouve um anjo a dizer:
E vão os pastores
ver o Menino
que acaba de nascer.

António José Ferreira ]

No mês de junho

No mês de Junho há odores sem par,
há manjericos para partilhar
e as sardinhas gordinhas a assar
o nosso santo nos vêm recordar.
E Santo António lá vem passear
com o Menino, feliz, a acenar.

No mês de Junho, há cores sem par,
verde e vermelho, balões a voar;
os bailes enchem de música o ar,
e São João vem connosco dançar,
e o cordeiro não pode faltar:
salta contente, como a celebrar.

António José Ferreira ]

Nas ondas do teu cabelo

Nas ondas do teu cabelo
já pesquei duas pescadas.
Olha para as ondas do mar,
como estão despenteadas.

Guardo o dinheiro no banco,
guardo o banco na cozinha.
Tenho cem contos de fadas,
que grande fortuna a minha.

Com medo que algum ladrão
um dia me vá roubar,
mandei pôr na minha porta
três grossas correntes de ar.

Encomendei um cachorro
naquela pastelaria;
quem havia de dizer
que o maroto me mordia?!

Entrei numa carruagem
para voltar à minha terra,
enganei-me na estação
e desci na Primavera

Luísa Ducla Soares ]

O franganote queria casar

O franganote queria casar
com a franga que viu passar.
A mãe galinha não deixou,
o franganote não gostou.

O franganote foi trabalhar,
para a família sustentar.
O pai galo já deixou
e o franganote se casou.

Que todo o tempo seja de Natal

Que todo o tempo seja de Natal,
que todo o ano seja de Natal.
Que sempre haja alegria
igual à deste dia.
Que todos tenham um Feliz Natal.

Que todo o tempo seja de Natal,
que todo o ano seja de Natal.
Que sempre haja esperança
nos sonhos da criança.
Que todos tenham um Feliz Natal.

Que todo o tempo seja de Natal,
que todo o ano seja de Natal.
Que sempre haja amizade,
justiça e liberdade.
Que todos tenham um Feliz Natal.

António José Ferreira ]

Se queres ter bom coração

Se quer’s ter bom coração,
cuida da alimentação.

Se quer’s ter muita saúde,
come fruta amiúde.

Se quer’s ser inteligente,
come peixe como gente.

Se quer’s ser especial,
bebe água natural.

Se quer’s ter a pele fina,
fruta já tem vitamina.

António José Ferreira ]

Sei falar [ Final de Ano ]

Criança na sala de aula
Criança na sala de aula

Sei falar contigo e escrever em Português,
sei dizer “Hello” como se fosse mesmo inglês.
Sei fazer as contas de somar e subtrair.
Sei como é bonita a palavra dividir.

Refrão:
Sei que é muito bom estar aqui:
minha vida não é igual sem ti.

Sei fazer ginástica e jogo futebol,
sei que há planetas e outros astros como o sol.
Sei alguns estilos e figuras musicais,
sei que ser amigo vale ainda muito mais.

Sei contar estórias com princesas de encantar,
sei dizer os rios que a correr vão para o mar.
Sei pintar as flores e arbustos do jardim,
sei o que é a urze, o loureiro, o alecrim.

António José Ferreira ]

Uma bruxinha [ Halloween ]

Uma bruxinha andava a varrer
com uma lata no rabo a bater.
Quanto mais a bruxa varria,
mais a lata no rabo batia.

Uma bruxinha andava a voar,
porque adorava a vassoura montar.
Quanto mais a bruxa voava,
mais a vassoura cansada ficava.

Uma bruxinha ‘stava a cozinhar,
com a colher a mexer o jantar.
Quanto mais a bruxa mexia,
mais o cheiro do tacho saía.

António José Ferreira ]

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/crianca-na-sala-de-aula.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-16 18:14:352021-06-29 12:48:22Festa na Escola
BarquinhoFernando Peneiras
Infância

Canções para crianças

Clique AQUI para adquirir a coletânea “Música a Brincar”, com partitura (MIDI partilhados).

A nossa roda

A nossa roda é tão linda,
mata tira lira lira.
A nossa roda roda é tão linda,
mata tira tira pan.

A nossa inda é mais linda,
mata tira lira lira.
A nossa roda inda é mais linda,
mata tira tira pan.

Então diz lá quem é que queres?,
mata tira lira lira.
Então diz lá quem é é que queres,
mata tira tira pan.

Eu quero a menina Inês,
mata tira tira lira.
Eu quero a menina Inês,
mata tira tira pan.

Então o que é que tu lhe dás,
mata tira tira lira.
Então o que é que tu lhe dás,
mata tira tira pan

Vou dar-lhe uma flor bonita,
mata tira tira lira.
Vou dar-lhe uma flor bonita,
mata tira tira pan.

A pega palrava [ Vozes de animais ]

A pega palrava,
a rola gemia,
o touro berrava,
a ovelha balia.

O pombro arrulhava,
a vaca mugia,
o burro zurrava,
a abelha zumbia.

O tigre bramava,
o cachorro latia,
o pato grasnava,
o porco grunhia.

O rato chiava,
o mosquito zunia,
o mocho piava,
a onça rugia.

Andorinha [ Primavera ]

Andorinha faz o ninho,
Andorinha faz o ninho,
andorinha faz o ninho
nos beirais. (bis)

Já chegou a Primavera,
já chegou a Primavera,
andorinha pelos campos
a voar. (bis)

Borboletas e crianças,
a brincar, a brincar.
Primavera éo o sol
a cantar. (bis)

Primavera é o sol
a cantar.
Primavera é o sol
a cantar.

Madalena Leitão ]

Cá está o cortejo [ Carnaval ]

Cá está o cortejo
pronto a desfilar
com os mascarados
para todos intrigar.

Vestido de chita,
c’roa de metal,
cá está a princesa
da Festa de Carnaval.

Tocam apitos,
batem martelos,
grande algazarra,
que grande chinfrim!

Tocam cornetas,
rufam tambores,
risos, gargalhadas,
viva o Carnaval.

Luiza da Gama Santos ]

Cai a neve

Cai a neve e vem o frio
p’ra as pessoas a juntar.
Sons de guizos, sons de sinos:
é o Natal que está a chegar.

António José Ferreira ]

Coelhinho da Páscoa

Coelhinho da Páscoa,
que tens para me dar?
Tenho um ovo, dois ovos,
e mais um p’ra pintar.

Coelhinho da Páscoa,
que tens p’ra oferecer?
Tenho um lindo filhote.
É fofinho, vais ver.

António José Ferreira ]

Gosto de tocar

Gosto de tocar
quando estás a tocar.
Gosto de cantar
e tocar.
Vamos tocar bombo,
vamos tocar pratos.
Caixa, guizos…
Como é bom tocar, tocar!

António José Ferreira ]

Gosto muito de escutar [ Animais ]

Gosto muito de escutar
os grilinhos a cantar:
gri gri gri gri,
gri gri gri gri.

Gosto muito de escutar
os patinhos a grasnar:
qua qua qua qua,
qua qua qua qua qua.

Gosto muito de escutar
os gatinhos a miar:
miau miau miau miau,
miau miau miau miau miau.

Gosto muito de escutar
os cachorros a ladrar:
béu béu béu béu,
béu béu béu béu béu.

António José Ferreira ]

Joga a laranjinha

Joga a laranjinha.
Quem tem sede, vai beber
e eu vou na roda,
tenho o direito a escolher.

No Inverno cai a chuva
e outras vezes um nevão.
Muitas folhas já caíram,
quantos pés as pisarão?

António José Ferreira ]

No jardim um pássaro

No jardim um pássaro estava a cantar.
Muita gente ia para o escutar.
Quem ‘stava triste, ao voltar,
tinha alegria para partilhar.

António José Ferreira ]

O barquinho

O barquinho vai para o mar,
leva uma rede p’ra ir pescar.
O pescador lá vai a cantar:
trai lai lai lai lai lai lai lai lai lai. (2 v.)

O barquinho volta do mar,
traz o peixinho fresquinho a saltar
e o pescador lá vem a cantar:
trai lai lai lai lai lai lai lai lai lai. (2 v.)

Barquinho
Barquinho

O Inverno

O Inverno é mau,
traz chuva, traz frio.
O Inverno é mau.
Que mau é o frio.
Mas eu p’ra aquecer,
vou saltar, vou correr.
O Inverno assim,
não é mau p’ra mim.

Pandeireta

Pandeireta, gosto do teu som,
das soalhas a entrechocar.
Pandeireta, quando oiço o teu som,
fico alegre e ponho-me a dançar.

António José Ferreira ]

Para a frente

Para a frente assim,
para trás depois. (…)

Para cima assim,
p’ra baixo depois. (…)

P’rà direita assim,
p’rà esquerda depois. (…)

Para dentro assim,
p’ra fora depois. (…)

Piu, piu

Piu piu, diz o pinto
de fato amarelo.
Piu piu, ‘stá contente
a comer farelo.
Piu piu, diz o pinto
na horta a cantar.
Piu piu, diz o pinto
sempre a debicar.

Quando vou para o campo,
gosto de brincar,
mas gosto mais de ouvir
o cuco a cantar.
Cucu, cucu,
onde estará metido?
Cucu, cucu,
mas que grande atrevido!

Vitória Reis ]

Quem quer castanhas

Quem quer castanhas quentinhas
todas assadinhas
no meu assador?
Que bom!
Quentinhas e boas,
todas assadinhas aqui ao calor.
Quem as quiser provar,
terá que as comprar.

Ignez Mazoni ]

São Martinho

São Martinho traz o sol:
adoro o calor do teu Verão.
Sem calor,
nem as castanhas se assarão.
Sem calor
nem as castanhas se assarão.

António José Ferreira ]

Trinta dias tem novembro

Trinta dias tem novembro,
abril, junho e setembro.
Vinte e oito tem só um;
todos os mais trinta e um.

Tradicional ]

Vem, vem ouvir [ Outono ]

Vem, vem ouvir no monte
ramos a estalar.
Vem ouvir as folhas a mexer
e o vento a soprar.

António José Ferreira ]

Vem comigo [ Santos populares ]

Vem comigo p’rà rua cantar,
vem comigo p’rà rua dançar.
Já lá vem a marcha dos santos populares,
Rapazes e moças desfilam aos pares.

Mangericos cheirosos, viçosos,
mil fogueiras p’ra irmos saltar.
Vem daí comigo, acende o teu balão.
Viva Santo António, São Pedro e São João.

Luiza da Gama Santos ]

Uma papoila

Uma papoila crescia, crescia,
grito vermelho num campo qualquer. (bis)
Como ela, somos livres
somos livres de crescer. (bis)

Uma criança dizia, dizia:
“Quando for grande, não vou combater.”
Como ela, somos livres,
somos livres de dizer.

Somos um povo que cerra fileiras,
parte à conquista do pão e da paz.
Somos livres, somos livres,
não voltaremos atrás.

Ermelinda Duarte ]

Um pintassilgo

Um pintassilgo
passava o dia
sem alegria
numa gaiola.
Queria fugir,
queria voar,
mas só podia
piar, piar.

Mas uma vez
a portinhola
lá da gaiola
ficou aberta.
E o pintassilgo
logo cantou,
bateu as asas,
voou, voou!

Virgílio Santos ]

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/barquinho-fernando-peneiras.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-16 16:22:492021-06-29 12:48:31Canções para crianças
Gentileza e simpatia
Infância

Canções de gentileza

Clique AQUI para adquirir recursos Meloteca.

Abraços

Dá-me lá o teu abraço
Que me aperte como um laço.
Deixa esse embaraço
que eu não vou roubar-te espaço.
És o meu amigalhaço
Que me apoia no cansaço,
Resistente como aço,
Vais comigo passo a passo.

António José Ferreira ]

Catrapás, sim à paz

Catrapás, catrapás.
Não à guerra, sim à paz!

Catrapés, catrapés.
Mostra-me o bom que tu és!

Catrapis, catrapis.
Sou feliz se és feliz!

Catrapós, catrapós.
Ama e cuida dos avós!

Catrapus, catrapus.
Para mim és uma luz.

Com as mãos

Com as mãos
Se guia e conduz.
Com as mãos
Se amassa o pão.
Com as mãos
Se acende uma luz.
Com as mãos
Se ajuda o irmão.

Com as mãos
Se dá um aperto.
Com as mãos
Se faz poesia.
Com as mãos
se faz um enxerto.
Com as mãos
Se acena e guia.

António José Ferreira, baseado no poema “As mãos” de Manuel Alegre ]

Comboio da delicadeza

Vem comigo no comboio
que se chama Alegria.
Quando chegas à escola,
de manhã, dizes “Bom dia!”

Vem comigo no comboio
Que se chama Educação.
Diz palavras delicadas
E evita o calão.

Vem comigo no comboio
onde vai o Professor.
Quando queres uma coisa
deves pedir “Por favor!”

Vem comigo no comboio
do menino educado.
Fará toda a diferença
tu dizeres “Obrigado!”

Vem comigo no comboio
Para o Desenvolvimento.
É melhor seres delicado
Do que seres violento.

Vem comigo no comboio
Da Sustentabilidade.
Equilíbrio no consumo
Dá-te mais felicidade.

António José Ferreira ]

Dentro de nós

Dentro de mim,
dentro de ti,
dentro de nós
existe Alguém.
Eu sou assim,
tu és assim,
diferentes,
e ainda bem.

Todos dif’rentes, todos iguais,
diferentes e iguais.

A escola é minha,
a escola é tua,
a escola é
de todos nós.
A trabalhar,
a estudar,
toda a gente
fica a ganhar.

Isabel Carneiro, Brincadeiras Cantadas ]

Lojas

Fazes-me um favor?
Vai à peixaria.
E eu comprei sardinhas
como a mãe queria.

Fazes-me um favor?
Vai à frutaria.
E eu comprei laranjas
como a mãe queria.

Fazes-me um favor?
Vai à padaria.
E eu comprei regueifa
como a mãe queria.

Fazes-me um favor?
Vai à confeitaria.
E eu comprei bolinhos
como a mãe queria.

Fazes-me um favor?
Vai à pizzaria.
E eu comprei a pizza
como a mãe queria.

Fazes-me um favor?
Vai à charcutaria.
E eu comprei fiambre
como a mãe queria.

Fazes-me um favor?
Vai à retrosaria.
E eu comprei as linhas
como a mãe queria.

António José Ferreira ]

Mãos

Uso as mãos para tocar,
nunca para magoar.
Uso as mãos para acenar
nunca para arranhar.

Uso os pés p’ra caminhar,
Nunca p’ra pontapear.
Uso os pés p’ra ir e vir,
Nunca para agredir.

Uso as pernas para jogar,
Nunca para rasteirar.
Uso a boca p’ra falar,
Nunca para ameaçar.

António José Ferreira ]

Mulher

Hoje é dia da grande mulher
que ensina, que escreve ou canta,
e que esteja ela onde estiver
nos apoia, acarinha e levanta.

Hoje é dia da mãe e da mana,
da madrinha, da avó e da tia,
da Matilde, da Bruna e da Ana,
da Filipa, da Inês, da Sofia.

Hoje é dia da minha professora,
da doutora e da cabeleireira,
da flautista e da compositora,
da autarca e da cozinheira.

António José Ferreira ]

Músculos

Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Nem sequer eu te sorria.

Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Nem sequer saudaria.

Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Nem sequer acenaria.

Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Que abraços eu daria?

Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Como é que te ajudaria?

Músculos! Músculos!
Se eu não os tivesse,
Gargalhadas não daria!

António José Ferreira ]

No teu lugar

Imagino o que sentes,
ponho-me no teu lugar
p’ra saber o melhor modo
de te poder ajudar.

Imagino como estás
Mesmo que tu não mo digas
E escolho entre as palavras
As que são tuas amigas.

‘Stavas presa no teu corpo,
libertou-te o teu sorriso.
Com a tua mão na minha
aprendi o que é preciso.

António José Ferreira ]

Nomes coletivos

Se eu fosse um músico,
queria-te na minha orquestra.
Se eu fosse um cantor,
queria-te no meu coro.

Se eu fosse um sino,
queria-te no meu carrilhão.
Se eu fosse uma tecla,
queria-te no meu teclado.

Se eu fosse um disco,
queria-te na minha discoteca.
Se eu fosse uma corda
Queria-te no meu encordoamento.

Se eu fosse um soldado,
queria-te no meu batalhão.
Se eu fosse pescador,
Queria-te na minha companha.

Se eu fosse um navio,
queria-te na minha armada.
Se eu fosse um avião,
queria-te na minha esquadrilha.

Se eu fosse um ator,
queria-te no meu elenco.
Se eu fosse um poeta,
queria-te na minha plêiade.

Se eu fosse uma ilha,
queria-te no meu arquipélago.
Se eu fosse uma serra,
queria-te na minha cordilheira.

António José Ferreira ]

Os valores importantes

Os valores importantes
são a ajuda ao amigo,
escutar com atenção
quem está a falar comigo.

Os valores importantes
não são roupa nem dinheiro,
mas cumprir bem as tarefas,
ser honesto e verdadeiro.

Os valores importantes
são respeitar os seus pais
e tratar bem os amigos,
incluindo os animais.

António José Ferreira ]

Palavras mágicas

Mágicas palavras
para te saudar:
digo “Olá! Bom dia!”
depois de acordar.

Mágicas palavras,
boas de dizer:
“muito obrigado”
para agradecer.

Mágicas palavras,
boas de dizer:
digo “com licença”,
se um arroto der.

Mágicas palavras,
boas de dizer:
digo “por favor”,
se algo quero ter.

Mágicas palavras,
boas de dizer:
“olá!”, “boa tarde”
a quem estiver.

Mágicas palavras,
boas de dizer:
“perdão”, ou “desculpe”,
se asneira fizer.

Mágicas palavras,
que deves lembrar:
digo “Boa noite!”
antes de deitar.

António José Ferreira ]

Gentileza e simpatia
Gentileza e simpatia

Peixe-palhaço

Peixe-palhaço,
‘stás a nadar.
Quem é que escolhes
p’ta te adotar.

É quem tiver
Tempo p’ra de mim cuidar
E precisa de dinheiro
Para me alimentar.

António José Ferreira, Brincadeiras Cantadas ]

Quem é amigo

Quem é amigo
está para ajudar.
Quem é amigo
está para apoiar,
faz rir e não chorar,
e convida p’ra jogar.
O amigo é um tesouro:
há que o preservar.

António José Ferreira ]

Rimar não custa

Não custa nada
fazer uma rima:
joga com a prima.

Não custa nada
rimar com geleia.
É uma boa ideia.

Não custa nada
rimar com cantiga:
canta se és amiga.

Não custa nada
rimar com cadela:
é brincar com ela.

Não custa nada
rimar com o cão:
é dar-lhe ração.

Não custa nada
rimar com o gato:
é encher-lhe o prato.

Não custa nada
rimar com cavalo:
é saber montá-lo.

Não custa nada
rimar com o burro:
basta ser casmurro.

Não custa nada
rimar com o galo:
basta depená-lo.

Não custa nada
rimar com galinha:
é fazer canjinha.

António José Ferreira ]

Saber estar na escola

Distraído é que não,
pois não se aprende a lição.
Ser atento, isso sim,
é bom p’ra ti, é bom p’ra mim.

Falar sempre é que não
pois não se aprende a lição.
Levantar o dedo, sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim.

Ter a mesa suja não
que isso faz-me confusão.
Manter limpa a sala, sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim.

Brigar c’os amigos, não,
que até perdes a razão.
Ser prestável, isso sim!
É bom p’ra ti, é bom p’ra mim!

Chamar nomes é que não,
ou serás tu malcriadão?
Educado, isso sim,
é bom p’ra ti, é bom p’ra mim.

Fazer troça é que não,
que o colega é como irmão.
Ajudá-lo, isso sim,
é bom p’ra ti, é bom p’ra mim.

António José Ferreira, Brincanto ]

Singular e plural

Singular é apenas um,
é ser tão especial
como o Dia da Criança,
a Páscoa, o Carnaval.

Singular é ser o amigo,
dizer palavra certa,
o beijo de boa noite,
o rádio que te desperta.

Singular é coisa rara,
singular é ser um só
como o sorriso da mãe
ou o bolo da avó.

Singular é não ter “s”
colado ao nosso artigo,
ser colega de escola,
ser a amiga, ser o amigo.

Um presente é singular,
mais do que um já é plural:
prendas, bolas e brinquedos,
e enfeites de Natal.

Um disfarce é singular,
singular é o Carnaval;
mascarados e caretos,
serpentinas é plural.

António José Ferreira ]

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/gentileza-criancas.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-16 15:10:372023-05-02 12:38:09Canções de gentileza
Criança e pandeireta
Infância

Canções para brincar

Clique AQUI para adquirir a coletânea “Música a Brincar”, com partitura (MIDI partilhados).

A bola bate

A bola bate, bate,
ao ritmo da canção.
Vai agarrar a bola
quem está com atenção.

A bola passa, passa,
ao ritmo da canção.
Não deixes que a bola
escape da tua mão.

António José Ferreira ]

A cabrinha saltou

A cabrinha saltou
p’ra cima do rochedo.
A cabrinha saltou
e nunca teve medo.
A cabrinha desceu,
não tremeram os seus pés.
Cabrinha,
que brava que tu és.

O cabrito saltou
p’ra cima do rochedo.
O cabrito saltou
e nunca teve medo.
O cabrito desceu,
não tremeram os seus pés.
Cabrito,
que bravo que tu és.

O rebanho saltou
p’ra cima do rochedo.
O rebanho saltou
e nunca teve medo.
O rebanho desceu,
não tremeram os seus pés.
Rebanho,
que bravo que tu és.

António José Ferreira ]

A escola

A escola é tua casa
e casa dos teus pais,
lugar para aprenderes
e seres muito mais.

A escola é para amar,
é quase tua mãe.
Aplica o que ela ensina
e vais sentir-te bem.

António José Ferreira ]

Bati à porta do número um

Bati à porta do número um,
vi uma foca a beijar um atum.

Refrão:
Isto é uma loucura!
Isto é uma loucura!

Bati à porta do número dois,
vi a jogar uma junta de bois.

Bati à porta do número três,
vi um burrinho a falar japonês.

Bati à porta do número quatro,
vi uma ovelha a comer do prato.

Bati à porta do número cinco,
vi a dançar um ornitorrinco.

Bati à porta do número seis,
vi um leão a ditar as leis.

Bati à porta do número sete,
vi um besouro a tocar trompete.

Bati à porta do número oito,
vi um texugo a correr afoito.

Bati à porta do número nove,
um fantasma que não se move.

Bati à porta do número dez,
vi um palhaço a tirar cafés.

Dizem as galinhas

Dizem as galinhas:
cacaracacá!
Dizem as peruas:
glu glu glu glu glu!

Dizem os cachorros:
ão ão ão ão ão!
Dizem os gatinhos:
miau miau miau miau miau!

Dizem as ovelhas:
mé mé mé mé mé!
Dizem as vaquinhas:
mu mu mu mu mu!

António José Ferreira ]

Domina

Domina!
Se tu visses o que há,
Domina,
em casa da Salomé,
Domine,
uma tarte de kiwi,
Domini,
e um belo pão-de-ló,
Domino;
mas dele não comes tu,
Dominu.

Domina!
Se tu visses o que há,
Domine,
em casa da Salomé,
Domini,
uma tarte de kiwi,
Domino,
e um belo pão-de-ló,
Dominu;
mas dele não comes tu,
Dominu!

António José Ferreira ]

É o cavalo a relinchar

É o cavalo a relinchar
e a vaca a mugir.
É o gato a miar
e o cachorro a latir.

É o burro a zurrar,
e a cigarra a fretenir.
É o touro a berrar
e a abelha a zumbir.

É a pega a palrar,
e a ovelha a balir.
É o pombo a arrulhar
e o porco a grunhir.

É o lobo a uivar
e o tigre a rugir.
É o mocho a piar
e o mosquito a zunir.

António José Ferreira ]

Já fui à China

Já fui à China uma vez!
Um, dois, três!
Nunca eu vi tanto chinês!
Um, dois, três!

De olhos em bico está a Inês!
Um, dois, três!
Nunca ela viu tanto chinês!
Um, dois, três!

Fica espantado um chinês!
Um, dois, três!
Como é difícil o Inglês!
Um, dois, três!

António José Ferreira ]

Quem soube escutar

Quem soube escutar, tocou,
quem soube escutar tocou.
Escolho para tocar,
aquele que sabe escutar,
Quem sabe ouvir e calar,
este tambor vai tocar.

António José Ferreira ]

Lecanué tchinbindibau

Lecanué tchinbindibau.
Eh tatá tchinbindibau.
Eh mamá tchinbindibau.
Eh kaká tchinbindibau.
Eh tatá eh mamá eh kaká
Eh! Tchinbindibau.

Tradicional ]

Listen to my big drum

Listen to my big drum:
bang, bang, bang.
Listen to my triangle:
tang, tang tang.
Listen to my trumpet:
too too too.
Listen to my tambourine:
shoo shoo shoo.

Bate as mãos nas pernas

Bate as mãos nas pernas,
bate os pés no chão.
Bate as mãos nos ombros,
dá-me a tua mão.

Nesta casa antiga
mora um grande gato.
Quem disser o “1”
vai tornar-se um rato!

António José Ferreira ]

O rapaz se apaixonou

O rapaz se_apaixonou
por uma menina que com ele_estudou.

Foram juntos ao cinema.
Viram uma animação! [ Panda kungfu, ou outro ]
Foram juntos ao cinema.
Viram filme de ficção! [ Robô ]
Foram juntos ao cinema.
Viram um bonito drama! [ Choro ]
Foram juntos ao cinema.
Viram filme de terror! [ Dizem aú ]
Foram juntos ao cinema.
Viram filme de cowboys! [ atirar um laço com corda ]
Foram juntos ao cinema.
Viram ótima comédia. [ Gargalhada ]
Foram juntos ao cinema.
Viram um filme de amor. [ Beijinho ]

O Vasco foi a Angola

O Vasco foi a Angola
p’ra ver como era Angola.
Que linda que era Angola.
América!
Angola!

Saber estar

Saber estar,
saber ‘scutar,
saber calar,
saber jogar.

Saber falar,
saber cantar,
saber tocar,
saber dançar.

António José Ferreira ]

Salsa, salseirinha

Salsa, salseirinha,
ó-i-o-i-ó-ai,
assim faz o baterista,
assim, assim, assim. (bis)

Salsa, salseirinha,
ó-i-ó-i-ó-ai,
assim faz o pianista,
assim, assim, assim. (bis)

Salsa, salseirinha,
ó-i-ó-i-ó-ai,
assim faz o trompetista,
assim, assim, assim. (bis)

Salsa, salseirinha,
ó-i-ó-i-ó-ai,
assim faz a maestrina,
assim, assim, assim. (bis)

Salsa, salseirinha,
ó-i-ó-i-ó-ai,
assim faz o organista,
assim, assim, assim. (bis)

António José Ferreira, adapt. ]

Segunda-feira . Dias da Semana

Segunda-feira,
que canseira!
Terça-feira,
que canseira!
Quarta-feira,
que canseira!
Quinta-feira,
que canseira!
Sexta-feira,
que canseira!

Após os cinco dias úteis, declamado:

Sábado não tem feira,
nem canseira.
Domingo não tem feira
nem canseira.
Posso descansar
na espreguiçadeira,
e ficar mais tempo
à tua beira.

António José Ferreira ]

Solifá

Solifá,
toma leite de manhã.
Solirré,
come peixe com puré.
Solimi,
come pera e kiwi.
Solidó,
não abuses da filhó.
Solitu,
come carne de peru.

Solifá,
minha mãe gosta de chá.
Solirré,
e o meu pai toma café.
Solimi,
minha avó come kiwi.
Solidó,
eu gosto de pão-de-ló.
Solitu,
diz-me o que comes tu?

António José Ferreira ]

Ti ti ti, ‘stou aqui

Ti ti ti,
‘stou aqui mas não ‘stou feliz.

Ti ti ti,
vou viver para outro país.

António José Ferreira ]

Tiyaya

Tiyaya, tiyaya oh! (3 v.)
Tiyaya, tiyaya oh!
Ai! Oh! Ai! Oh!
Tiyaya tiyaya oh!

Tradicional

Toca o sino da igreja

Toca o sino da igreja,
o sino da igreja.
Toca o sino da igreja,
o sino da igreja.
Dam dom dam!
Dam dom dam!
Dam dom dam!
Dam dom dam!

Oiço ao longe um chocalho,
ao longe um chocalho.
Oiço ao longe um chocalho,
ao longe um chocalho.
Dam dom dam!
Dam dom dam!
Dam dom dam!
Dam dom dam!

António José Ferreira ]

Trus trus trus! O Senhor pintor

Trus trus trus! Quem é que quer entrar?
É o senhor pintor que a sua casa vem pintar.

Pegue nos pincéis e comece a trabalhar.
Pinte nos lugares que lhe vou já indicar.

Na cozinha, quero uma bananeira,
para alegrar o coração da cozinheira.

Na salinha quero um rosinha
para a aquecer o coração da mamãzinha.

No portão, quero um cachorrão
para dar um susto à cara feia do ladrão.

Vou pintar aquilo que me diz.
Espero que goste e que seja mais feliz.

Já acabei! Adeus, minha senhora,
até outro dia, que já me vou embora.

Criança e pandeireta
Criança e pandeireta
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/pandeireta-e-crianca.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-16 14:00:382023-05-02 12:37:52Canções para brincar
Cuco parasitaDavid Kjaer
Infância

Canções da Escola

Clique AQUI para adquirir a coletânea “Canta a Escola”, com partitura (MIDI partilhados).

A minha gatinha

A minha gatinha parda
inda ontem me fugiu.
Quem achou a minha gata?
Você sabe? Você viu?

O meu gato amarelo
inda ontem me fugiu.
Nunca vi gato mais belo.
Você sabe? Você viu?

O meu pato-corredor
ainda há pouco me fugiu.
Diga lá, amigo Heitor.
Você sabe? Você viu?

O meu ganso da guiné
ainda há pouco me fugiu.
Diga lá, amigo André.
Você sabe? Você viu?

O meu gato Siamês
ainda há pouco me fugiu.
Diga lá, amiga Inês.
Você sabe? Você viu?

O meu porco vietnamita
ainda há pouco me fugiu.
Diga lá, amiga Rita.
Você sabe? Você viu?

António José Ferreira ]

A nossa roda

A nossa linda roda,
mata tira tira ná. (2 v.)
A nossa inda é mais linda,
mata tira tira ná. (2 v.)

Então quem é que queres?,
mata tira tira ná. (2 v.)
Eu quero a Inês,
mata tira tira ná. (2 v.)

Então o que lhe dás,
mata tira tira ná. (2 v.)
Vou dar-lhe uma flor,
mata tira tira ná. (2 v.)

Tradicional ]

Cuco

Cuco, cuco,
oiço a cantar.
A Primavera ‘stá a chegar!
Vamos todos cantar, dançar.

Cuco parasita
Cuco parasita

O Rei D. Dinis

Dinis gostava tanto de cantar e de tocar, (3 v.)
de tocar, gostava de tocar.

Dinis gostava tanto de plantar e semear, (3 v.)
semear, gostava de semear.

Dinis gostava tanto de mandar e governar, (3 v.)
governar, gostava de governar.

António José Ferreira

Diz que uma carochinha

Diz-se que uma vez
uma carochinha
achou uma jóia
varrendo a casinha.

Julgando-se rica
toda se enfeitou
e p’ra arranjar noivo
p’ra janela foi.

Quem se quer casar
com a carochinha
que já não é pobre
e é bem bonitinha?

O porco que passa
encantado está.
Que comes, ó porco?
Do que Deus me dá.

Vai-te embora, porco,
que a ti não quero,
pois melhor marido
do que tu espero.

E o cão que passa
encantado está.
Que comes, ó cão?
Do que Deus me dá.

Vai-te embora, cão,
que a ti não te quero
pois melhor marido
do que tu espero.

O gato que passa
encantado está.
Que comes, ó gato?
Do que Deus me dá.

Vai-te embora, gato,
que a ti não te quero
pois melhor marido
do que tu espero.

E o rato que passa
encantado está.
Que comes, ó rato?
Do melhor que há.

Vem cá, meu ratinho:
mais ninguém eu quero
que melhor marido
do que tu não ‘spero.

Dona Carochinha
e João Ratão
ambos vão à igreja
no Domingo vão.

Mas já na igreja,
mulher e marido
dão p’la falta enorme
do leque esquecido.

Que dirá de nós
todos este povinho?
vai buscar-me o leque,
rico maridinho.

Foi João a casa,
viu o caldeirão.
Foi comer da sopa
por ser um glutão.

Tanto o glutão
do jantar provou
que dentro do tacho
cozido ficou.

Voltou para casa
Dona Carochinha.
Viu o que ao esposo
sucedido tinha.

Viu-se então que a triste
tinha coração
pois ficou chorando
pelo seu João.

Eu perdi o dó da minha viola

Dó
Eu perdi o Dó da minha viola
Da minha viola eu perdi o Dó.
DORMIR é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó, ré
Eu perdi o Ré da minha viola
Da minha viola eu perdi o Ré.
REMAR é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó, ré, mi
Eu perdi o Mi da minha viola
Da minha viola eu perdi o MI
MIAR é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó Ré Mi Fá
Eu perdi o Fá da minha viola
Da minha viola eu perdi o Fá.
FALAR é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó Ré Mi Fá Sol
Eu perdi o Sol da minha viola
Da minha viola eu perdi o Sol.
SONHAR é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó Ré Mi Fá Sol Lá
Eu perdi o Lá da minha viola
Da minha viola eu perdi o Lá.
LAVAR é muito bom, é muito bom (2 v.)
É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si
Eu perdi o Si da minha viola
Da minha viola eu perdi o Si.
SILÊNCIO é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Eu vou comer

Eu vou comer, comer, comer
laranjas e bananas. (2 v.)

Au váu camar, camar, camar
laranjas a bananas. (2 v.)

Eu véu quemer, quemer,
quemer lerenjes e benenes. (2v.)

Iu viu quimir, quimir,
quimer lirinjis i bininis. (2v.)

Ou vou comôr, comôr, comôr
loronjos o bononos. (2v.)

Ú vú cumur, cumur, cumur
lurunjus e bununus. (2v.)

Foi na loja do mestre André

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um pifarito,
tiro, liro, lir’um pifarito,

Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André. (bis)

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um pianinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir’um pifarito.

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um tamborzinho,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir’um pifarito,

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei uma campaínha,
tlim tlim tlim, uma campainha,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir’um pifarito,

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei uma rabequinha,
Chiribiri-biri, uma rabequinha,
tlim tlim tlim, uma campainha,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir’um pifarito,

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um rabecão,
Chiribiribão, um rabecão,
Chiribiri-biri, uma rabequinha,
tlim tlim tlim, uma campainha,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir’um pifarito.

Grândola

Em cada esquina um amigo,
em cada rosto igualdade,
Grândola, vila morena,
terra da fraternidade.

Terra da fraternidade,
Grândola, vila morena,
em cada rosto igualdade,
o povo é quem mais ordena.

À sombra de uma azinheira
que já não sabia a idade,
jurei ter por companheira,
Grândola, a tua vontade.

Grândola, a tua vontade
jurei ter por companheira,
à sombra de uma azinheira
que já não sabia a idade.

Senhora Dona Anica

Senhora Dona Lara,
venha à porta, venha ver.

Olhe aquele motorista.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele jardineiro.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele motoqueiro.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele calceteiro.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele varredor.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele sinaleiro.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele jornalista.
Veja o que ele está a fazer.

António José Ferreira, adapt. ]

Havia um atleta

Havia um atleta
um atleta havia.
Se ele treinasse,
corridas venceria.

Havia um motorista,
um motorista havia.
Se ele trabalhasse,
dinheiro ganharia.

António José Ferreira ]

Menina estás à janela

Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua.
Não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua.

Os olhos requerem olhos
e os corações corações
e os meus requerem os teus
em todas ocasiões.

Tradicional ]

Hino Nacional de Portugal

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d’amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Henrique Lopes de Mendonça ]

Havia um estudante

Havia um estudante,
um estudante havia.
Se ele estudasse,
no exame passaria.

Havia um escritor,
um escritor havia.
Se ele publicasse,
um êxito seria.

Havia um pianista,
um pianista havia.
Se fosse talentoso
um disco gravaria.

António José Ferreira ]

No dia dos namorados

No dia nos namorados,
eu peço a São Valentim
que abra os teus lindos olhos
e volte o teu amor p’ra mim.

Ó malhão

Ó malhão, malhão,
que vida é a tua?
Comer e beber, ó terrim tim tim,
passear na rua.

Ó malhão, malhão,
ó malhão do Norte, (bis)
quando o mar ‘stá bravo,
quando o mar ‘stá bravo
faz a onda forte. (bis)

Ó malhão, malhão,
ó malhão do Sul, (bis)
quando o mar ‘stá manso,
quando o mar ‘stá manso
faz a onda azul. (bis)

Passa, passa

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
As cozinheiras fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
Os pescadores fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
Os jardineiros fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
Os motoristas fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
Os professores fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
Os pianistas fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Que linda falua

Que linda falua
que lá vem lá vem.
É uma falua
que vem de Belém.

Eu peço ao barqueiro
que deixe passar,
que eu tenho filhinhos,
ai, p’ra sustentar.

Então passará,
mas alguém ficará.
Se não for a mãe,
ai, um filho será.

Ribeira vai cheia
E o barco não anda.
Tenho o meu amor
lá naquela banda.

Lá naquela banda,
lá naquele lado.
Ribeira vai cheia
E o barco parado.

Tradicional de Portugal ]

Rola a pombinha

Rola a pombinha
lá na janela;
vem o pombinho,
põe-se atrás dela.

Rola a pombinha
lá no poejo;
vem o pombinho
e dá-lhe um beijo.

Tradicional ]

Rosa branca

Rosa branca ao peito,
a todos fica bem.
Rosa branca ao peito,
a todos fica bem.
À menina (Rosa), olaré,
melhor que a ninguém.
À menina (Rosa), olaré,
melhor que a ninguém.

Melhor que a ninguém,
por dentro ou por fora.
Melhor que a ninguém,
por dentro ou por fora.
Quem sabe lá, olaré,
quem ela namora.
Quem sabe lá, olaré,
quem ela namora.

Quem ela namora,
quem ela namorou.
Quem ela namora,
quem ela namorou.
O menino (Zé), olaré,
a mão lhe apertou.
O menino (Zé), olaré,
a mão lhe apertou.

Tradicional ]

Salsa, salseirinha

Salsa, salseirinha,
ó-i-ó-i-ó-ai,
assim faz o carpinteiro,
assim, assim, assim.

Salsa, salseirinha,
ó-i-ó-i-ó-ai,
assim faz o cozinheiro,
assim, assim, assim.

Tradicional dos Açores ]

São João

São João à minha porta
E eu sem ter que lhe dar.
Dou-lhe uma caninha verde
para por no seu altar.

São João, chora, chora
lágrimas de pedra fina
por lhe fugir uma ovelha
por aquela serra acima.

Tradicional ]

Vai correndo o lindo anel

Vai correndo o lindo anel,
corre, voa sem parar.
Onde está, onde se encontra?
Quem o pode adivinhar?

T. Nogueira ]

Viva os palhaços, viva o Carnaval

Viva os palhaços,
viva o Carnaval.
Viva a alegria
que a ninguém faz mal.

Ta-ta-ra-ta,
Ta-ta-ra-ta,
Ta-ta-ta-ta-ta-ta.

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/cuco-alimentacao-david-kjaer.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-16 09:03:462021-06-29 12:49:28Canções da Escola
Primavera, menina
Infância

Canções para ocasiões

Clique AQUI para adquirir a coletânea “Canções para as ocasiões”, com partitura (MIDI partilhados).

A árvore

A árvore que planto
tem ramos a crescer, (bis)
muita sombra p’ra dar,
muitas aves p’ra acolher. (2 v.)

A árvore que rego…

A árvore que podo…

António José Ferreira ]

À roda

À roda, à roda,
o vento rodopia.
Já levanta a saia
da menina Maria.

À roda, à roda,
o vento assobia.
Varreu todas as folhas
que pelo chão havia.

À roda, à roda,
o vento num tropel
arrastou os pardais
para o seu carrocel.

À roda, à roda,
o vento arrebatou
as sementes das plantas
e à terra as atirou.

À roda, à roda,
até que enfim poisou
à espera que nasçam
as flores que semeou.

Vá de Roda ]

Brinca com as mãos

Brinca com as mãos
e faz como_eu já fiz.

Toca como eu
e toca_assim depois.

Dança agora_assim
e mexe como eu.

Sente o corpo, assim,
e cria novos sons.

António José Ferreira ]

Chego à escola

Chego à escola e digo olá.
Olá! Olá!
Gosto muito de saudar.
Olá! Como está?
E na escola descobrimos
a alegria de cantar.
Pará pá pá.

Venho co’_a mochila às costas.
Olá! Olá!
Levo_o gosto de saber.
Olá! Como está?
Faço música tocando:
isso é o maior prazer.
Pará pá pá.

António José Ferreira ]

Cuida da alimentação

Cuida da alimentação,
toma leite, come pão.
Cuida da alimentação,
come truta e salmão.
Cuida da alimentação,
come pera e melão.
Cuida da alimentação,
bebe água até mais não.

António José Ferreira ]

Descasca a castanha

Descasca a castanha
muito bem descascadinha.
Verás que dentro da casca
há outra casca castanha fininha.

Tradicional ]

E boas festas viemos dar

E boas festas, e boas festas
nós aqui viemos dar,
às senhoras e senhores
que estão a escutar.

As janeiras vimos cantar
desejando neste dia
um bom ano para todos
com saúde e alegria.

Vivam todos os professores,
vivam os auxiliares.
Vivam também os alunos
e os seus familiares.

Tradicional ]

Esta pandeireta

Esta pandeireta
a quem vou eu dá-la?

Vai ser para a N.
que adora tocá-la. (bis)

António José Ferreira ]

Este pandeiro que eu toco

Este pandeiro que eu toco,
este que tenho na mão
fui pedi-lo emprestado
p’ra trazer ao São João.

P’ra trazer ao São João,
p’ra trazer à romaria;
este pandeiro que eu toco,
não é meu, é da Maria.

Trad. Vieira do Minho ]

Eu queria ser o Pai Natal

Eu queria ser o Pai Natal
e ter um carro com renas
para pousar nos telhados
mesmo ao pé das antenas.

Eu queria ser o Pai Natal. (2 v.)

Descia com o meu saco
ao longo da chaminé
carregado de brinquedos
e roupas pé ante pé.

Em cada casa trocava
um sonho por um presente.
Que profissão mais bonita
fazer a gente contente.

Luísa Ducla Soares ]

Feliz Natal

Feliz Natal! (2v.)
Para todos
um ano especial.

Um presépio,
um pinheiro,
uma luz no mundo inteiro.

Um Menino,
um presente,
uma estrela diferente.

António José Ferreira ]

Funga aláfia

Funga aláfia, ashe ashe.
Funga aláfia, ashe ashe.

Peace be with you and all these you meet.
Peace be with you and all these you meet.

Em ti eu penso, contigo eu falo.
De ti eu gosto: somos amigos.

Gosto de tocar

Gosto de tocar
p’ra te ouvir a cantar.
Vamos tocar bombo,
vamos tocar pratos,
guizos, reque!
É tão bom tocar.

António José Ferreira ]

Há na casa um esqueleto

Há na casa um esqueleto,
uma vassoura e um gato preto.

Há na casa uma teia,
e uma janela aberta à lua cheia.

Há na casa uma aranha
e sai do órgão música estranha.
Há na casa um vampiro
que bebe sangue e come um diospiro.

António José Ferreira ]

Havia um elefante

Havia um elefante
que andava numa savana sem fim.
Havia um elefante:
tinha uma tromba assim, assim.
Tinha uma tromba assim.

Havia um crocodilo
na água turva do rio sem fim.
Havia um crocodilo:
tinha uma boca assim, assim.
Tinha uma boca assim.

Havia uma girafa.
Comia folhas e não o capim.
Havia uma girafa.
Tinha um pescoço assim, assim.
Tinha um pescoço assim.

Havia uma pantera.
Corria alegre por entre o capim.
Havia uma pantera.
Tinha uma cauda assim, assim.
Tinha uma cauda assim.

Havia uma serpente.
Gostava de passear no jardim.
Havia uma serpente.
Tinha uma língua assim, assim.
Tinha uma língua assim.

António José Ferreira ]

Leva-me, ó Verão

Leva-me, ó Verão,
vamos passear.
Vamos de mãos dadas
a caminhar.

Quero ir de férias
e aproveitar
para os meus amigos
encontrar

Leva-me, ó Verão,
vamos descansar.
Vamos para a serra
e sentir-lhe o ar!

Leva-me, ó Verão,
vamos navegar,
passear na praia
e mergulhar!

Leva-me, ó Verão,
vamos viajar.
Vamos de avião
sobre o grande mar.

António José Ferreira ]

Lisboa

Lisboa faz surgir,
ai, que milagre é aquele?
Cantigas a florir
num cravo de papel.

Nos arcos enfeitados
poisaram as estrelas
e há anjos debruçados
nos telhados das vielas.

Mãos de mãe

Mãos de mãe são as mais fofas,
mãos que sabem acalmar.
mãos que fazem a comida
e que aprendem tudo para ensinar.

Tuas mãos são as mais fortes,
mãos que sabem apoiar,
mãos que apontam o caminho
para que o meu sonho possa conquistar.

Tuas mãos são divertidas,
mãos que gostam de brincar,
mãos que agarram quando caio,
mãos que vão à frente para abraçar,

mãos que lutam e acreditam,
mãos que sabem trabalhar,
mãos que abrem uma estória,
mãos que neste dia, mãe, quero beijar.

António José Ferreira ]

Na cidade

Na cidade,
tantos ruídos!
Uns, desagradáveis,
outros divertidos.

Na cidade,
oiço tantos sons:
uns são cansativos
e outros muito bons.

Na cidade,
oiço sons de sinos,
uns são muito grossos,
outros são mais finos.
Na cidade,
posso_ir ao concerto
ouvir uma banda
e ver os músicos de perto.

Na cidade,
oiço, de repente,
“golo” no estádio,
festa para a gente.
Na cidade
voz de multidão,
grave ou aguda,
é um grito de emoção.

António José Ferreira ]

O meu pai

O meu pai
sabe ensinar,
o meu pai
sabe apoiar,
o meu pai
sabe brincar,
o meu pai
sabe abraçar.
Vou cantar-lhe a canção mais bonita
que sei cantar.

António José Ferreira ]

O Senhor Entrudo

O Senhor Entrudo
por ser comilão
ficou barrigudo
como um melão.

Pum tskà pum,
a banda a tocar.
Pum tskà pum,
a escola a desfilar.

Faço palhaçadas
pelo Carnaval.
Se são engraçadas
ninguém leva a mal.

Hoje uma princesa
sai c’o mosqueteiro.
Vai uma chinesa
com o marinheiro.

António José Ferreira ]

Sol de Outono

Crianças caminhando sobre folhas no Outono
Crianças caminhando sobre folhas no Outono

Sol de Outono, Outono, Outono,
Sol doirado, doirado, doirado,
Folhas que caem, caem, caem.
Leva-as o vento, o vento, o vento.

Lá vão tantas, tantas, tantas,
p’ra tão longe, longe, longe,
dizendo adeus, adeus, adeus
ao sol do Verão, do Verão, do verão.

Luiza da Gama Santos ]

Voltou a Primavera

Voltou a Primavera
com prendas p’ra me dar:
um campo de papoilas
e o cuco a cantar:
Cucu, cucu,
adoro escutar
o cuco entre os ramos
no monte a cantar.

Voltou a Primavera
com prendas p’ra me dar,
um campo de papoilas
e um pássaro a cantar:
Piu piu, piu piu.
Adoro escutar
um pássaro entre os ramos
na árvore a cantar.

Voltou a Primavera
com prendas p’ra me dar:
um campo de papoilas
e um grilo a cantar:
Gri gri, gri gri.
Adoro escutar
um grilo entre as ervas
no prado a cantar.

António José Ferreira ]

Vem o frio

Vem o frio, a geada,
e adorava ver nevar.
Cai a chuva e o granizo,
põe-se o vento a soprar.

Só preciso de um cachecol
para eu me enrolar. (bis)

Vem o frio, a geada,
e adorava ver nevar.
Cai a chuva e o granizo,
põe-se o vento a soprar.

Só preciso de um bom casaco
para eu me agasalhar. (bis)

António José Ferreira ]

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/primavera-menina.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-16 00:15:082021-06-29 12:49:54Canções para ocasiões
CabrasMervin Coleman
Infância

Canções de animais

Canções de animais

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A cabrinha subiu

[ Canção para crianças ]

A cabrinha subiu
p’ra cima do rochedo.
A cabrinha subiu
e superou o medo.

A cabrinha desceu.
Não tremeram os seus pés.
– Cabrinha,
que brava que tu és!

António José Ferreira ]

A Micas ao cão

[ A Micas do Trapo ]

A Micas ao cão
tem-lhe uma afeição
como ele fosse gente:
quando vai ao lixo,
leva sempre o bicho
que rosna p’rá gente.

Se vai pedir esmola
leva na sacola
o comer à certa:
quando a fome aperta,
come ela primeiro,
depois o rafeiro.

Oh! Micas do trapo
também és farrapo,
farrapo da vida
perseguindo em vão
sonhos que lá vão
na noite perdida!

Esse lixo agora
também foi outrora
desvelo e carinho,
foi rei ao seu jeito,
latejou no peito
como jorra o vinho.

E nas tuas mãos,
dedos bons irmãos
procuram, sem fim,
coisas de criança
onde ainda a esperança
não chegou ao fim.

A Micas ao cão
tem-lhe uma afeição
como ele fosse gente:
quando vai ao lixo,
leva sempre o bicho
que rosna p’rá gente.

Se vai pedir esmola
leva na sacola
o comer à certa:
quando a fome aperta,
come ela primeiro,
depois o rafeiro.

quando a fome aperta,
come ela primeiro,
depois o rafeiro.

Letra e música: Armando Estrela
Intérprete: Tereza Tarouca (in EP “A Micas do Trapo”, RCA Victor, 1971; 2LP “Álbum de Recordações”: LP 1, Polydor/PolyGram, 1985; CD “Temas de Ouro da Música Portuguesa”, Polydor/PolyGram, 1992)

A minha gatinha parda

[ Canção para crianças ]

A minha gatinha parda
inda ontem me fugiu.
Quem achou a minha gata?
Você sabe? Você viu?

O meu gato amarelo
inda ontem me fugiu.
Nunca vi gato mais belo.
Você sabe? Você viu?

Tradicional de Portugal ]

A pega palrava

[ Canção para crianças ]

A pega palrava,
a rola gemia,
o touro berrava,
a ovelha balia.

Belo concerto
com os animais!

O pombo arrulhava,
a vaca mugia,
o burro zurrava,
a abelha zumbia.

O tigre bramava,
o cachorro latia,
o pato grasnava,
o porco grunhia.

O rato chiava,
o mosquito zunia,
o mocho piava,
a onça rugia.

António José Ferreira ]

Agarrei o passarinho

[ O Passarinho ]

Agarrei o passarinho!
Agarrei o passarinho
antre a treia do centeio.
Ó ladrão que te regalas!
Ó ladrão que te regalas
com o passarinho alheio.

Sou ferreiro, faço ferro,
também faço vergas d’ aço!
Faço orelhas a meninos
sem medida nem compasso!

Sou poeta, planto versos,
também cavo muitas letras!
Faço línguas para os bichos
pr’a que digam muitas tretas!

Apanhei a joaninha!
Apanhei a joaninha
antre as folhas de um faval.
Ó ladrão que te regalas!
Ó ladrão que te regalas
c’a carocha no natal.

Acacei a formiguinha!
Acacei a formiguinha
antre as pedras do terreiro.
Ó ladrão que te regalas!
Ó ladrão que te regalas
c’o a trabalhinho alheio.

Sou ferreiro, faço ferro,
também faço vergas d’aço!
Faço orelhas a meninos
sem medida nem compasso!
Sou poeta, planto versos,
também cavo muitas letras!
Faço línguas para os bichos
pr’a que digam muitas tretas!

Intérprete: Chulada da Ponte Velha

Chulada da Ponte Velha
Chulada da Ponte Velha

Alentejo quando canta

[ Eu Ouvi o Passarinho ]

Alentejo quando canta
Peito dado à solidão
Traz a alma na garganta
E o sonho no coração

Eu ouvi um passarinho
Às quatro da madrugada
Cantando lindas cantigas
À porta da sua amada

Por ouvir cantar tão bem
A sua amada chorou
Às quatro da madrugada
Um passarinho cantou
Alentejo, terra rasa
Toda coberta de pão
As suas espigas doiradas
Lembram mãos em oração

Eu ouvi um passarinho
Às quatro da madrugada
Cantando lindas cantigas
À porta da sua amada

Por ouvir cantar tão bem
A sua amada chorou
Às quatro da madrugada
Um passarinho cantou

Alentejo quando canta
Peito dado à solidão
Traz a alma na garganta
E o sonho no coração

Eu ouvi um passarinho
Às quatro da madrugada
Cantando lindas cantigas
À porta da sua amada

Por ouvir cantar tão bem
A sua amada chorou
Às quatro da madrugada
Um passarinho cantou
Alentejo, terra rasa
Toda coberta de pão
As suas espigas doiradas
Lembram mãos em oração

Eu ouvi um passarinho
Às quatro da madrugada
Cantando lindas cantigas
À porta da sua amada

Por ouvir cantar tão bem
A sua amada chorou
Às quatro da madrugada
Um passarinho cantou

Letra e música: Popular (Alentejo)
Intérprete: Grupo Coral de Cantares Regionais de Portel (in EP “Cantes de Portel”, Orfeu/Rádio Triunfo, 1984; CD “Cantares Regionais de Portel”, Lusosom, 1993; CD “25 Anos a Cantar Portel”, Ovação, 2004; CD “O Melhor de Grupo Coral de Cantares Regionais de Portel”, Ovação, 2010)

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança, a capacitação de profissionais e a qualidade de vida dos seniores. 

Contacte-nos:

António José Ferreira
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Alto, alto! A Vaca dá um salto

[ Canção para crianças ]

Alto, alto,
a vaca dá um salto!
Alto, alto,
o burro dá um salto!
Alto, alto,
o coelho dá um salto!
Alto, alto,
o animal selvagem dá um salto!
Alto, alto,
o animal doméstico dá um salto!

Aqui já fui lagarto ao sol

[ Lagarto ]

Aqui já fui lagarto ao sol
Na pedra ardendo exacto
Aqui restou de mim o Eu
Lagarto, lagarto
Estive e fui ardendo ao sol
Agora parto. Parto
Aqui já fui lagarto ao sol
Na pedra ardendo exacto

Aqui já fui lagarto ao sol
Na pedra ardendo exacto
Aqui restou de mim o Eu
Lagarto, lagarto
Aqui já fui lagarto ao sol
Na pedra ardendo exacto
Aqui restou de mim o Eu
Lagarto ardendo. Parto

Aqui já fui lagarto ao sol
Na pedra ardendo exacto
Aqui restou de mim o Eu
Lagarto, lagarto
Estive e fui ardendo ao sol
Agora parto. Parto
Aqui já fui lagarto ao sol
Na pedra ardendo exacto

Aqui já fui lagarto ao sol
Na pedra ardendo exacto
Aqui restou de mim o Eu
Lagarto, lagarto
Aqui já fui lagarto ao sol
Na pedra ardendo exacto
Aqui restou de mim o Eu
Lagarto ardendo. Parto

Aqui já fui lagarto ao sol
Na pedra ardendo exacto
Aqui restou de mim o Eu
Lagarto, lagarto
Estive e fui ardendo ao sol
Agora parto. Parto
Aqui já fui lagarto ao sol
Na pedra ardendo exacto

Poema: José Eduardo Agualusa
Música: João Afonso Lima
Intérprete: João Afonso (in CD “Sangue Bom: João Afonso canta Agualusa e Mia Couto”, João Afonso/Universal Music Portugal, 2014)

As ovelhas

[ Ovelhudas ]

As ovelhas, lá no prado,
Terão todas seu pastar,
Terão todas seu pastar
No que o prado tem p’ra dar;
O pasto será de todas,
Mas de cada o paladar,
Mas de cada o paladar
No que o prado tem p’ra dar.

Ovelhudas e lanudas
Que o prado transformam em lã:
Lã fofa da cor da neve
Cardada à luz da manhã.

Bom ou mau ou muito ou pouco,
Nada escapa ao seu olhar,
Nada escapa ao seu olhar;
Param, andam a pastar…
E se o prado está pior
O seu melhor vão buscar,
O seu melhor vão buscar;
Param, andam a pastar…

Ovelhudas e lanudas
Que o prado transformam em lã:
Lã fofa da cor da neve
Cardada à luz da manhã.

Lá vai uma, lá vão duas,
Todas num só carreirinho,
Todas num só carreirinho;
Lá vêm, lá vão mansinho…
Olham as ervas do chão,
Ruminam devagarinho,
Ruminam devagarinho;
Lá vêm, lá vão mansinho…

Ovelhudas e lanudas
Que o prado transformam em lã:
Lã fofa da cor da neve
Cardada à luz da manhã.

Letra e música: Amélia Muge
Intérprete: Segue-me à Capela (in Livro/CD “San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher”, Segue-me à Capela/Fundação GDA/Tradisom, 2015)

Segue-me à Capela, San'Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher
Segue-me à Capela, San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher

Chegaram andorinhas

[ Canção para crianças ]

Chegaram andorinhas
e não vão parar.
Vão fazer o ninho
para aos filhos dar.

António José Ferreira ]

Coelhinho da Páscoa

[ Canção para crianças ]

Coelhinho da Páscoa,
que tens para me dar.
Tenho muita alegria
e ternura p’ra dar.

António José Ferreira ]

Coelhinho fofo

[ Canção para crianças ]

Coelhinho fofo,
se és meu amigo,
traz o teu filhote
p’ra brincar comigo.

A Páscoa é uma festa
de alegria e cor,
com muitas amêndoas
e com muito amor.

António José Ferreira ]

Coitado do rouxinol!

[ Noite perdida ]

Coitado do rouxinol!
Passou a noite ao relento,
do pôr ao nascer do Sol,
sem descansar um momento,
sempre a cantar, sem dormir,
absorto no pensamento
de ver uma rosa a abrir…

Coitado do rouxinol!
Passou a noite ao relento,
do pôr ao nascer do Sol,
sempre a cantar, sem dormir…

Mas o mísero — coitado!
Cantando tão requebrado,
com tal cuidado velou,
que adormeceu de cansado,
e os olhos tristes cerrou
no minuto, no momento
em que ao luar e ao relento
a rosa desabrochou.

Coitado do rouxinol!
Com tal cuidado velou
do pôr ao nascer do Sol,
e tanto, tanto cantou,
a noite inteira ao relento,
que de fadiga e tormento,
sem descansar, sem dormir,
fecha os olhos, perde o alento,
no minuto, no momento
em que a rosa vai abrir…

Coitado do rouxinol!

Poema: António Feijó (in “Novas Bailatas”, sob o pseudónimo de Ignacio d’Abreu e Lima, Paris-Lisboa: Livrarias Aillaud e Bertrand, 1926; “Poesias Completas de António Feijó”, Lisboa: Livraria Bertrand, 1940 – p. 424; “Poesias Completas”, pref. J. Cândido Martins, Porto: Edições Caixotim, 2004)
Música: Carlos Garcia
Intérprete: Carlos Garcia com Luís Represas (in livro/CD “cancioneiro da Bicharada”, Porto Editora/Constroisons, 2014)

Cuco, cuco, oiço a cantar

[ Canção para crianças ]

Cuco, cuco,
oiço a cantar.
A Primavera
está a chegar.
Vamos todos
saltar, dançar.

Ru ru, ru ru,
oiço a cantar.
A Primavera
está a chegar.
Vamos todos
saltar, dançar!

António José Ferreira ]

Lá traz a Cegonha

[ Senhora Cegonha ]

Lá traz a Cegonha
No bico o raminho;
De meia encarnada,
Vem dando chegada
Ao seu velho ninho.

Senhora Cegonha,
Como tem passado?
Não há quem a veja
Voar p’rá igreja,
Poisar no telhado.

No seu velho ninho,
Ponha ovos, ponha!
Que seja bem-vinda!
Branquinha, tão linda,
Lá vem a Cegonha.

Em chegando Agosto,
O bando levanta
Anunciando a hora
De se ir embora;
Leva a meia branca.

Senhora Cegonha,
Como tem passado?
Não há quem a veja
Voar p’rá igreja,
Poisar no telhado.

No seu velho ninho,
Ponha ovos, ponha!
Que seja bem-vinda!
Branquinha, tão linda,
Lá vem a Cegonha.

Em chegando Agosto,
O bando levanta
Anunciando a hora
De se ir embora;
Leva a meia branca.

Letra e música: Popular (Alentejo)
Intérprete: Mário Moita (in CD “Alentejo ao Piano”, DistriRecords, 2014)

O pulo do Lobo

Dias a fio andou
Por andar chegou
Em chegando viu
E então sorriu
A sorrir pensou
Por pensar agiu
Ao agir falou

“Diz-me andorinha,
Deste voo teu,
Se é dança ou feitiço,
Se me emprestas a vertigem
Dessa queda livre
Do teu voo raso
Desse baile alado,
Sim?”

E saltou,
Ao saltar tremeu
A tremer subiu
Por subir desceu
E então caiu,
A cair bateu
Ao bater sentiu,
Ao sentir pensou

“Diz-me andorinha,
Sentes como eu?
O poder da terra
Na torrente, rodopio
Estilhaço o corpo
Num grito calado
Sob um manto de água,
Não?”

E voou

Eu vou dançar à tua porta
Vou acordar o teu sorriso
Quando soprar o vento frio
Eu vou deixar-te sem aviso

Vou partir

Eu hei-de ir por entre as nuvens
Bebendo a chuva, cortando o ar
P’ra descer num voo louco
Rasando as fragas
Cheirando a terra
Beijando o mar

E voou,
Por andar chegou
Ao saltar tremeu
Em chegando viu
E então caiu
Ao sorrir pensou
Ao bater sentiu
Ao agir falou

“Diz-me andorinha,
Deste voo teu,
Se é dança ou feitiço,
Se me emprestas a vertigem
Dessa queda livre
Do teu voo raso
Desse baile alado,
Sim?”

E caiu

Eu vou dançar à tua porta
Vou acordar o teu sorriso
Quando soprar o vento frio
Eu vou deixar-te sem aviso

Vou partir

Eu hei-de ir por entre as nuvens
Bebendo a chuva, cortando o ar
P’ra descer num voo louco
Rasando as fragas
Cheirando a terra
Beijando o mar

Vou por entre as nuvens
Bebendo a chuva, cortando o ar
P’ra descer num voo louco
Rasando as fragas
Cheirando a terra
Beijando o mar

Andorinhas
Andorinhas

Disse o galo p’rà galinha

[ Canção para crianças ]

Disse o galo p’rà galinha:
casemos, ó priminha.
Sim, casaremos,
mas falta a madrinha.
Respondeu a cobra
lá da ribeirinha
que ela estava pronta
para ser madrinha.

– A madrinha já nós temos
e mui certa a temos.
Agora o padrinho,
onde nós iremos?

Respondeu o rato
do seu buraquinho
que ele estava pronto
para ser padrinho.

– O padrinho já nós temos
e mui certo o temos;
agora o carneiro,
onde nós iremos?

Respondeu o lobo
lá do seu lobal
que ele estava pronto
p’rò carneiro dar.

– O carneiro já nós temos
e mui certo o temos;
agora, ó carneiro,
onde nós iremos?

Responde a formiga
do seu formigal
que ela estava pronta
para o trigo dar.

– O pão trigo já nós temos
e mui certo o temos;
mas a cozinheira,
onde nós iremos?

Responde a raposa
por ser mais lampeira
que ela estava pronta
p’ra ser cozinheira.

– Cozinheira já nós temos
e mui certa a temos.
Não nos falta nada,
sim, sim, casaremos!

Tradicional ]

Diz o galo à galinha

[ Canção para crianças ]

Diz o galo à galinha:
Casaremos a nossa filhinha.

Casaremos ou não casaremos,
mas o noivo, onde o encontraremos?
Diz o gato que estava no lar:
Eu estou pronto para me casar.

Um bom noivo já nós temos cá.
A madrinha donde nos virá?
Diz a cabra da sua casinha:
Eu estou pronta para ser a madrinha.

A madrinha já nós temos cá.
O enxoval, donde nos virá?
Diz a aranha do seu aranhal:
Eu estou pronta p’ra dar o enxoval.

Enxoval já nós temos cá.
Bailarina donde nos virá?
Diz a mosca que andava no ar:
Eu estou pronta p’ra vir dançar.

Bailarina já nós temos cá.
O gaiteiro donde nos virá.
Diz o burro do seu palheiro:
Eu estou pronto para ser o gaiteiro.

Tradicional ]

Fui aranha coxa

[ Mãos de Aranha Coxa ]

Letra: Daniel Catarino
Música: Bicho do Mato
Intérprete: Bicho do Mato com Ana Miró (in CD “A Vingança do Bicho do Mato”, Bicho do Mato/Alain Vachier Music Editions, 2016)

Fui aranha coxa na chuva de Verão
De pata ao peito, grades no coração
Se é que o tenho, sei que a teia é só um lençol
Ou talvez enleio tosco de um aranhol
Ou teia que virou colcha
P’ra mim, aranha coxa

Fui aranha coxa numa teia qualquer
Espectadora no processo de envelhecer
Velha para a vida, nova para morrer
À espera que a sorte mude o que acontecer
Cabe a vida numa trouxa
Pobre aranha coxa!

Com mãos de aranha
Com mãos de aranha coxa
Eu vou tecendo
Vou tecendo

Velha para a vida, nova para morrer
À espera que a sorte mude o que acontecer
Ou que alguém varra atrás da porta
E eu vire aranha morta

Com mãos de aranha
Com mãos de aranha coxa
Eu vou tecendo
Vou tecendo
Vou tecendo
Vou tecendo
Vou tecendo
Vou tecendo…

Gri gri gri, estou cansado de estar aqui

[ Canção para crianças ]

Gri gri gri,
‘stou cansado de estar aqui.

Gri gri gri,
vou agora cantar ali.

António José Ferreira ]

No campo vi um grilo

[ Canção para crianças ]

No campo vi um grilo,
tiriti grilo, tiriti grilo.
Cantava ao desafio,
tiriti fio, tiriti fá.

No campo vi um grilo
que cantava ao desafio.
Cantava ao desafio
e fazia gri gri gri.

O bicho da seda,
sempre a trabalhar,
tece o seu casulo
para lá morar.

Que grande surpresa
vai acontecer:
linda borboleta
de lá vai nascer!

O meu pato mandarim

[ Canção para crianças ]

O meu pato mandarim
inda ontem me fugiu.
Diga lá, amigo Delfim.
Você sabe? Você viu?

O meu ganso africano
há dois dias me fugiu.
Diga lá, amigo Adriano.
Você sabe? Você viu?

O meu pombo juvenil
há três dias me fugiu.
Diga lá, amigo Gil.
Você sabe? Você viu?

O meu gato de olho azul
há uma semana me fugiu.
Diga lá, amigo Raul.
Você sabe? Você viu.

António José Ferreira ]

O pato pateta

[ Canção para crianças ]

O pato pateta
não sabe cantar.
Tem pelo amarelo,
não sabe voar.

O pato peludo
de pelo doirado
tem bico redondo
e peito pelado.

O pato patudo
de rabo no ar
tem penas pequenas
e sabe nadar.

Tradicional ]

O rouxinol nasceu na floresta

[ Canção para crianças ]

O rouxinol nasceu na floresta,
adora ser livre,
adora voar,
adora ser livre,
adora voar.

O rouxinol nasceu na floresta,
adora ser livre,
adora cantar,
adora ser livre,
adora cantar.

António José Ferreira ]

Os alegres passarinhos

Os alegres passarinhos
quando cantam na floresta
‘stão c’o bico tico tico
quero esta, quero esta.

Os alegres passarinhos
quando cantam pelo tojo,
estão c’o bico, tico, tico,
e as asinhas vão de rojo.

Trad. do Alentejo ]

Palram pega e papagaio

[ Canção para crianças ]

Palram pega e papagaio
e cacareja a galinha.
Os ternos pombos arrulham,
geme a rola inocentinha.

Muge a vaca, berra o touro,
grasna a rã, ruge o leão.
O gato mia, uiva o lobo,
também uiva e ladra o cão.

Relincha o nobre cavalo,
os elefantes dão urros.
A tímida ovelha bala;
Zurrar é próprio dos burros.

Regouga a sagaz raposa,
brutinho muito matreiro;
Nos ramos cantam as aves
mas pia o mocho agoureiro.

Sabem as aves ligeiras
o canto seu variar:
fazem gorjeios às vezes,
às vezes põem-se a chilrar.

O pardal, daninho aos campos,
não aprendeu a cantar;
como os ratos e as doninhas,
apenas sabe chiar.

O negro corvo crocita,
zune o mosquito enfadonho.
A serpente no deserto
solta assobio medonho.

Chia a lebre, grasna o pato,
ouvem-se os porcos grunhir.
Libando o suco das flores,
costuma a abelha zumbir.

Bramam os tigres, as onças;
pia, pia o pintainho.
Cucurica e canta o galo;
late e gane o cachorrinho.

A vitelinha dá berros,
o cordeirinho balidos.
O macaquinho dá guinchos,
a criancinha vagidos.

A fala foi dada ao homem,
rei dos outros animais:
Nos versos lidos acima
se encontram em pobre rima
as vozes dos principais.

Pedro Diniz ]

Quando a porta encosta

[ A Pena de um Elefante ]

Quando a porta encosta e se fecha, o teu nome não vai
Quero um rosto quente e vago, mas o pecado não sai
Espero na noite fria, agora, uns braços sem dono
Fico pela casa toda à espera do teu retorno

Abre o guarda-fato e leva aquelas tuas promessas
Porque pesam sobre o chão dúvidas descobertas
Enchem todo o espaço, sobranceiro e errante
Dormem sobre a cama, como a pena de um elefante

E só espero que me acorde
Num espirro quase ofegante
Como um elefante enorme

Num sonho mirabolante
La la la la la la
La la la la la la

Como um elefante enorme
Num sonho mirabolante

La la la la la la
La la la la la la

Como um elefante enorme
Num sonho mirabolante

Numa só pegada marcas o teu território
E num céu de lágrimas faço o meu dormitório
Sem pousar a alma na minha almofada
Sinto a lança em África de maneira errada

E só espero que me acorde
Num espirro quase ofegante
Como um elefante enorme
Num sonho mirabolante

La la la la la la
La la la la la la

Como um elefante enorme
Num sonho mirabolante

La la la la la la
La la la la la la

Como um elefante enorme
Num sonho mirabolante

La la la la la la
La la la la la la

Como um elefante enorme
Num sonho mirabolante

La la la la la la
La la la la la la

Letra e música: Jorge Roque
Intérprete: Jorge Roque (in CD “Às Vezes”, Vidisco, 2013)

Quero um cavalo de várias cores

[ Que o Mundo É Meu ]

Quero um cavalo de várias cores,
Quero-o depressa, que vou partir.
Esperam-me prados com tantas flores,
Que só cavalos de várias cores
Podem servir.

Quero que as rédeas façam prodígios:
Voa, cavalo, galopa mais,
Trepa às camadas do céu sem fundo,
Rumo àquele ponto, exterior ao mundo,
Para onde tendem as catedrais.

Quero uma sela feita de restos
Dalguma nuvem que ande no céu.
Quero-a evasiva — nimbos e cerros —
Sobre os valados, sobre os aterros,
Que o mundo é meu.

Quero que as rédeas façam prodígios:
Voa, cavalo, galopa mais,
Trepa às camadas do céu sem fundo,
Rumo àquele ponto, exterior ao mundo,
Para onde tendem as catedrais.

Deixem que eu parta, agora, já,
Antes que murchem todas as flores.
Tenho a loucura, sei o caminho,
Mas como posso partir sozinha
Sem um cavalo de várias cores?

Quero uma sela feita de restos
Dalguma nuvem que ande no céu.
Quero-a evasiva — nimbos e cerros —
Sobre os valados, sobre os aterros,
Que o mundo é meu.

Poema: Reinaldo Ferreira (ligeiramente adaptado de “Quero um Cavalo de Várias Cores”)
Arranjo: Ricardo J. Dias e Mário Delgado
Intérprete: Filipa Pais (in CD “À Porta do Mundo”, Vachier & Associados, 2003)

Salto eu

[ Canção para crianças ]

Salto eu,
saltas tu,
para vermos quem mais salta.
Não sou eu,
não és tu,
quem mais salta é o canguru.

Sou agora uma preguiça

[ Canção para crianças ]

Sou agora uma preguiça
que se move devagar.
Tenho garras preparadas
para às árvores trepar.

Sou cavalo lusitano
na lezíria a galopar.
Sou feliz porque sou livre,
minha voz é relinchar.

Tenho um guizo, tenho um guizo,
tenho um guizo a chocalhar.
Sou agora a cascavel
na floresta a rastejar.

Sou um gato grande e gordo
a miar e a bufar.
São retráteis minhas garras,
uso-as para atacar.

António José Ferreira ]

Tenho alguns amigos

[ Canção para crianças ]

Tenho alguns amigos,
deles vou falar.
Uns andam depressa
outros devagar.

Tartaruga, vai devagar.
Tens o tempo todo p’ra chegar.
Assim tu não vais transpirar.
Tartaruga vai devagar.

Corre lebre, corre lebre,
não podes parar.
Se não corres para a meta
não irás ganhar.

António José Ferreira ]

Tenho um gatinho

[ Canção para crianças ]

Tenho um gatinho
que sabe miar.
Quando dorme a sesta,
põe-se a ronronar.

Tenho um cãozinho
que sabe ladrar.
Quando vê um gato
corre para atacar.

Tem ratos

Tem ratos
Tem ratos
Tem ratos
Vivem escondidos
Nos nossos sapatos

Tem ratos
Vivem escondidos
Nos nossos sapatos
Roem-nos os dedos

Tem medos
Tem medos
Vivem escondidos
Nos nossos segredos

Letra e música: Sérgio Godinho
Intérprete: Sérgio Godinho* (in LP “À Queima-Roupa”, Guilda da Música/Sassetti, 1974, reed. Philips/Polygram, 1990, Universal Music Portugal, 2001, 2018)

Sou um gato

[ Canção para crianças ]

Sou um gato grande e gordo
a miar e a bufar.
São retráteis minhas garras,
uso-as para atacar.

Sou cavalo lusitano
na lezíria a galopar.
Sou feliz porque sou livre,
minha voz é relinchar.

António José Ferreira ]

Tenho uma galinha pintada

[ Canção para crianças ]

Tenho uma galinha pintada
que a minha mãe comprou.
É bonita e põe ovos,
bom dinheiro ela custou.

Tlim, tlim, tlim, tlão,
tenho um realejo
que me ganha o queijo,
tenho um violão
que me ganha o pão.

Já me deram pelo bico
uma casa em Machico;
com isso não me contento,
chut galinha, lá p’ra dentro.

Já me deram pelas patas
uma saca de batatas;
com isso não me contento,
chut galinha, lá p’ra dentro.

Já me deram pelos ossos
uma saca de tremoços;
com isso não me contento,
chut galinha, lá p’ra dentro.

Já me deram pelos pés
uma saca de cafés;
com isso não me contento,
chut galinha, lá p’ra dentro.

Um dia, foi à pesca

[ Canção para crianças ]

Um dia, foi à pesca, (3v),
foi fraca a pescaria. (bis)

Pescou um só peixinho, (3v)
levou-o à Maria. (bis)

Quando chegou a casa, (3v)
ouviu o que não queria. (bis).

– Se fosse um peixe grande, (3v)
que almoço não daria. (bis)

– O peixe é pequenino (3 v)
e muito cresceria. (bis)

José pegou o balde (3 v),
deitou o peixe à ria. (bis)

António José Ferreira ]

Um macaquinho

[ Canção para crianças ]

Um macaquinho
gosta de dançar,
outro põe-se
a imitar.
Dancem, macaquinhos,
vão ‘scolher um par.
Assim é
melhor dançar.

Um pinguim convencido

[ Canção para crianças ]

Um pinguim convencido
desceu lá do Pólo Norte.
Veio de trouxa às costas
p’ra tentar a sua sorte. (3 v.)

Ficou todo aborrecido
pois começou a suar.
Não vinha prevenido
para calor suportar. (3 v.)

E trouxe gelo de reserva
mas o gelo derreteu.
Trouxe peixe de conserva
mas o peixe já comeu. (3 v.)

Resolveu p’ra trás voltar
pois a lição aprendeu.
Cada um deve gostar
do cantinho que é seu. (3 v.)

Isabel Sousa ]

Uma raposa estava cansada

[ Canção para crianças ]

Uma raposa estava cansada,
tinha a barriga muito vazia.
Viu cachos de uvas numa videira,
deu logo um salto de tanta alegria.

Bem tentou ela atingir o cacho,
mas o cansaço não lho deixava.
Indo-se embora, ouviu um barulho,
e o cacho de uvas lá continuava.

São uvas verdes – disse a raposa,
cheia de fome e desiludida.
Foi pelos montes, foi pelos campos,
ia sonhando em ter outra vida.

António José Ferreira ]

Vem aí o gato

[ Canção para crianças ]

Vem aí o gato!
Deixa lá o queijo!
Se não te pões a mexer,
o Bigodes te vai ver…
Foge lá, ó rato,
esquece o teu desejo.

Vi pousado num raminho

[ O Tentilhão ]

Vi pousado num raminho
Numa árvore toda em flor
Um pequeno passarinho
Cantando com muito amor

Era suave e meiguinha
A sua linda canção
A pequena avezinha
Era o lindo tentilhão

E veio-me logo ao sentido
Se as penas do tentilhão
Teriam elas caído
Do meu pobre coração

Julguei mal a ave querida
Através do meu pensar
Pensei que a sua vida
Fosse comer e cantar

Eu não tinha reparado
Ali num outro raminho
Estava mesmo a seu lado
A companheira no ninho

A cuidar dos seus filhinhos
Grande espanto foi o meu
Quando lhe vi dar beijinhos
Como a minha mãe me deu

Tanto trabalho e canseira
Teve aquele passarinho
Com a sua companheira
P’ra fazer ali seu ninho

Vamos todos trabalhar
Povo da minha nação
Para podermos cantar
Como aquele tentilhão

(Constantino José Abreu, “o Caipira”)

Voa

[ Canção para crianças ]

Voa, pica-pau,
ter preguiça é mau.
Leva-me a conhecer o Norte,
pica-pau!

Voa, pega-azul,
voa para Sul.
Leva-me às férias dos meus sonhos,
pega-azul.

Voa, codorniz,
vai e sê feliz!
Leva-me contigo para Este,
codorniz.

Voa, galeirão,
vá, não digas não!
Leva-me contigo para Oeste,
galeirão.

Voa, albatroz,
leva-me aos avós.
Leva-me p’ra um lado e para o outro,
albatroz.

António José Ferreira ]

Voltou a Primavera

[ Canção para crianças ]

Voltou a Primavera
com prendas p’ra me dar:
um campo de papoilas
e um cuco a chamar.

Cucu, cucu,
adoro escutar
o cuco entre os ramos
no monte a cantar.

António José Ferreira ]

Cabras

Cabras

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/cabras-creditos-mervin-coleman.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-15 22:32:072025-06-13 17:41:53Canções de animais
Krzystof Penderecki, compositor e maestro
Biografias

Krzysztof Penderecki

Esta Páscoa está a ser marcada pela “passagem” de muitos. Os anónimos e outros, cujo legado singular celebramos. O compositor polaco Krzysztof Penderecki (1933-2020) morreu num domingo, no passado 29 março, na cidade polaca de Carcóvia, com a idade de 86, depois de doença prolongada.

Penderecki nasceu no dia 23 de novembro no seio de uma família que transportava a memória das migrações arménias, naquela geografia. No seu país de origem, Krzysztof Penderecki é celebrado, a par de Witold Lutosławski (1913-1994), como um dos principais representantes da cultura contemporânea polaca. Mas o mesmo podemos afirmar, na perspetiva da cultura europeia e norteamericana, tendo em conta que o seu trabalho e o seu reconhecimento ultrapassaram as fronteiras criadas pelas dinâmicas políticas de sovietização da Europa de Leste, para se inscrever no coração das práticas musicais contemporâneas.

A obra de Krzysztof Penderecki tem momentos diversos. Não é uma biografia intelectual linear. A sua linguagem musical conheceu momentos de redireccionamento. O abandono de algumas tendências mais vanguardistas foi criticado pelos seus pares e, em certos casos, saudado pelos públicos. Mas julgo que se poderá afirmar que ele ficará na história da música ocidental, da segunda metade do século XX, pelo facto de a sua obra ser um lugar de codificação inventiva das aquisições técnicas mais avançadas, nesse período.

Ainda hoje, as suas obras são uma biblioteca segura para a descoberta das novas formas de abordagem dos instrumentos musicais, e sua notação, que acompanharam essa modernidade musical.

Entre outras, a obra Trenodia [Ode] às Vítimas de Hiroshima tornou-se um símbolo desta contemporaneidade. Trata-se de uma obra para um ensemble de 52 instrumentos de corda, composta em 1960 e premiada, em 1961, pela Tribuna Internacional dos Compositores (UNESCO). Nessa criação, pode dizer-se que Penderecki experimenta todos os limites da escrita para estes instrumentos, construindo o mapa de um mundo sonoro desconhecido. A obra homenageia os residentes de Hiroshima, vítimas da explosão atómica.

Deve referir-se ainda o seu trabalho de criação musical para filmes como O Exorcista, de William Friedkin, Shining de Stanley Kubrick, e Um coração selvagem de David Lynch. Em 2011, Penderecki colaborou com projetos musicais de Jonny Greenwood, guitarrista dos Radiohead, e com o compositor de música eletrónica Aphex Twin.

A memória deste compositor polaco ficará associada à presença de referências religiosas na música contemporânea europeia – referências raras em muitos dos seus compagnons de route. Em todas as fases da sua biografia musical, encontramos vários frescos corais, recebidos como referências incontornáveis para a história recente da música vocal. É disso exemplo o seu Stabat Mater (1962) – obra que foi acolhida como o símbolo da incorporação do movimento de vanguarda do pós-guerra na música religiosa. Nesse mesmo ano, recebeu a encomenda da rádio de Colónia para a criação de uma Paixão segundo São Lucas, que virá a concluir em 1965. A sua conceção acompanhará a realização do II Concílio do Vaticano, contexto em que, como é sabido, se procurou inscrever a relação com o judaísmo numa nova linguagem. Segundo as palavras do compositor, com esta obra, pretendia “não apenas voltar a narrar o sofrimento e a morte de Cristo, mas falar da crueldade do nosso século, do martírio de Auschwitz”. No quadro deste programa, Penderecki pretende “transportar o auditório para o coração do acontecimento, como num mistério medieval, onde ninguém permanece de fora”.

Recordo que o século XX foi o século do regresso da Paixão como forma musical, particularmente depois da I Guerra Mundial. Se acompanharmos René Girard, que leu os evangelhos cristãos da Paixão como o testemunho de uma estreia cultural – a emergência de um Deus das vítimas –, podemos descobrir uma forte correlação entre a valorização musical dessa narrativa e a centralidade do valor atribuído ao “cuidado da vítima”, na memória desse século. Mas há um problema. Como vão lidar os compositores com uma ambivalência: a passagem da figura dos judeus como perseguidores (nos evangelhos) para o lugar da vítima?

A Paixão de Penderecki segue o Evangelho de Lucas, mas introduz diversas interpolações, constituídas por textos litúrgicos da Semana Santa – incluindo o Stabat Mater, escrito anteriormente. O resultado é um mosaico musical, com algumas alusões às tradições da música ritual latina, mas fortemente marcado pelas experiências do compositor no domínio da criação coral de grande escala. A obra foi recebida como um monumento musical de grande impacto. Mas algumas das leituras da obra sublinhavam o paradoxo patente entre a intenção do compositor e a sua escolha de materiais. Essa relação diz respeito à incongruência notada entre a evocação dos judeus vítimas em Auschwitz e os judeus que constituem a “turba” que reclama a crucifixão – ou ainda a centralidade que os “impropérios” recebem no programa construído por Penderecki.

A sensibilidade Penderecki à questão das vítimas judaicas encontrará uma expressão mais evidente, já em 2009 – 43 anos depois da Paixão –, quando passavam 65 anos sobre a destruição do ghetto de Lodz. Neste contexto, Penderecki escreveu o oratório Kaddish, dedicado a “todos os Abrameks de Lodz que queriam viver e aos polacos que salvaram judeus”. O nome indicado na dedicatória da obra é o de Abramek Cytryn, jovem judeu morto com quinze anos, a quem pertence o poema que abre o oratório.

Diria que se poderia fazer a história do século XX a partir das criações musicais sobre as narrativas da Paixão. Nessa história, desvendam-se as feridas da nossa contemporaneidade e pode descobrir-se uma trajetória de valorização da dimensão universal destas narrativas cristãs.

Alfredo Teixeira, compositor e antropólogo

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/krzysztof-penderecki-compositor-polaco.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-13 11:36:592021-06-30 12:05:05Krzysztof Penderecki
Saint Cecilia, John Melhuis Strudwick
Glossário

Dicionário de Música Inglês-Português

Dicionário de termos musicais

Inglês-Português

8th: colcheia

16th: semicolcheia

32nd: fusa

64th: semifusa

A

A: Lá

> A major: Lá maior

> A minor: Lá menor

Absolute (adj.): absoluto

> Absolute music: música absoluta

Accompaniment (subst.): acompanhamento

Accompanist (it.): acompanhador

Accidental (subst.): acidente

Accordeon (subst., instr.): acordeão

Accordionist (subst.): acordeonista

Acoustics (subst.): acústica

> Acoustic guitar (instr.): guitarra acústica

Aerophone (subst.): aerophone

Aesthetical (adj.): estético

Aesthetically (adv.): esteticamente

Afuche (subst.): afuche, cabaça

Agogo wood/metal (subst.): agogo madeira/metal

Air (subst.): ária

Album (subst.): álbum

Aleatory (adj.): aleatório

> Aleatoric music: música aleatória

Allegro: (ital.) allegro

Alphorn (subst.): trompa alpina

Alternate (to) with (v.): alternar com

Alternation (subst.): alternância

Alternative (subst.): alternativa

Amanuensis (subst.): amanuense

Amplification (subst.): amplificação

Ancient Music: Música Antiga

Anniversary (subst.): aniversário

Answer (subst.): resposta

Anthem (subst.): hino

Antiphonal (adj.): antifonal

Appogiatura (subst.): apogiatura

Arabesque (subst.): arabesco

Archiv (subst.): arquivo

Aria (subst.): ária

Arpeggio (subst.): arpejo

Arrangement (subst.): arranjo

Articulation (subst.): articulação

Artistic (adj.): artístico

> Artistic director: director artístico

Atonality (subst.): atonalidade

Audience (subst.): audição

Audition (subst.): audição

Auditorium (subst.): Auditório

Augmented (adj.): aumentado (intervalo)

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. 

Contacto

António José Ferreira
962 942 759

B

B: Si

> B major: Si maior

> B minor: Si menor

Bagpipe (subst., instr.): gaita-de-foles

Balalaika (subst., instr.): balalaica

Ballad (subst.): balada

Bamboo chimes: árvore de bambu

Banjo (subst.): banjo

Bar (subst.): compasso

> Bar line: barra de compasso

> Bar Chimes (instr.): árvore de Sinos

Baroque: Barroco

Bass (subst.): Baixo

> Bass Clef: clave de Fá

> Bass drum (instr.): bombo

> Bass viol (instr.): contrabaixo

Bassoon (subst.): fagote

Beat (subst.): tempo, pulsação

Bebop (subst.): bebop

Bell (subst.): sino

> Bells ringing: toque dos sinos

Biblical text: texto bíblico

Binary (adj.): binário

> Binary form: forma binária

Biography (subst.): biografia

Bird whistle (instr.): passarinho

Black key: tecla preta

Block of wood (instr.): bloco de madeira

Blower (subst.): foleiro

Bombarde (subst.): bombarda

Bow (subst.): arco

Brass (subst.): metais

> Brass ensemble: agrupamento de metais

> Brass instrument: instrumento de sopro de metal

> Brass section: secção dos metais

Bridge (subst.): ponte

Broken chord: acorde quebrado

Bugle (subst.): clarim, corneta militar

Builder (subst.): construtor

> Organ-builder (subst): organeiro

C

C: Dó

> C major: Dó Maior

> C minor: Dó menor

Cadence (subst.): cadência

Call and response: pergunta e resposta, canto responsorial

Canon (subst.): cânone

Cantata (subst., ital.): cantata

> Grand and spectacular cantata: grandiosa e espetacular cantata

Career (subst.): carreira

> International career: carreira internacional

> Successful career: carreira de sucesso

Carillion (subst.): carrilhão

Carnival (subst.): Carnaval

Carol (subst.): natal, canção de Natal

Castanets (subst.): castanholas

Catalogue (subst.): catálogo

Celebration (subst.): celebração

> Celebration of the centenary of: celebração do centenário de

Celesta (subst.): celesta

Cellist (subst.): violoncelista

Cello (subst.): violoncelo

Celtic harp: harpa celta

Centenary (subst.): centenário

Chairman (subst.): presidente (de assembleia, reunião ou júri)

Chamber (subst.): câmara

> Chamber choir: coro de câmara

> Chamber-concert: concerto de câmara

> Chamber-group: grupo de câmara

> Chamber music: música de câmara

Chime (subst.): carrilhão, toque, repique; v. tocar sinos

Chinese bell tree (instr.): árvore de sinos chineses

Chinese block (instr.): caixa chinesa

Choir (subst.): coro

> Choirmaster (subst.): director de coro

Choral (adj.): coral

> Choral music: música coral

Choral(e) (subst.): coral, hino, coro

> Chorale prelude: prelúdio coral

> Chorale variation: variação coral

Chorally (adv.): em coro

Choralist (adv.): corista, orfeonista

Chord (subst.): corda vocal, acorde

> Chord symbol: cifra

Chordophone (subst.): cordofone

Choreographer (subst.): coreógrafo

Choreographic (adj.): coreográfico

Choreography (subst.): coreografia

Chorister (subst.): corista

Coreography (subst.): coreografia

Chorus (subst.): coro

Christmas Carols: canções de Natal

Chromatic (adj.): cromático

> Chromatic scale: escala cromática

Church (subst.): Igreja

> Church choir: coro litúrgico

> Church modes: modos eclesiásticos

> Church sonata: sonata de igreja, sonata da chiesa (it.)

Circle (subst.): círculo

> Circle of fifths: círculo das quintas

Cittern, cither (instr.): cistro

> Clap (subst.): pancada, aplauso

> Clap (to) (v.): aplaudir

> Clap (to) hands (v.): bater palmas

Clarinet (subst., instr.): clarinete

Class (subst.): aula, classe

> Class acompaniment: acompanhamento de aulas

Classical (adj.): clássico

> Classical guitar (instr.): guitarra clássica

> Classical music: música clássica

> Classical organ (instr.): órgão clássico

Classicism (subst.): classicismo

Clavichord (subst.): clavicórdio

Clavier: teclado, instrumento de tecla

Clef (subst.): clave

Codex (lat.): codex

Choir (subst.): coro

> Amateur choir: coro amador

Collection (subst.): coleção

College of Music: Conservatório de Música

Combination of stops: combinação de registos

Comic opera: ópera cómica

Comparative study: estudo comparativo

Competition (subst.): concurso

> Prestigious international competition: prestigiado certame internacional

Composer (subst.): compositor

> Composer in residency: compositor em residência

> Notable composer: compositor notável

Compound meter: compasso composto

Computer and video: informatização e vídeo (ópera)

Concert (subst.): concerto

> Concert season: temporada de concertos

> Monographic concert: concerto monográfico

Concerto: concerto (género instr.)

Concertina (instr.): concertina

Conductor (subst.): maestro, director de orquestra ou de outro agrupamento musical

> Chief conductor: maestro titular

> Principal guest conductor: maestro convidado principal

Congas (subst.): congas

Congregation (subst.): congregação, assembleia

> Congregational participation: participação da assembleia

Conservatoire (subst.): conservatório (de música ou arte dramática)

Conservatory (subst.): conservatório (de música ou arte dramática)

Continuos bass: baixo contínuo

Contrabass (subst.), double bass: contrabaixo

Contrapuntual (adj.): contrapontístico

Contrast (subst.): contraste

Cornamuse (subst.): cornamusa

Cornett (subst.): corneta

Costumes (subst.): figurinos (ópera)

Count (subst.): tempo

Counterpoint (subst.): contraponto

Countertenor (subst.): contratenor

Course (subst.): curso

> Open course (on the History of Music): curso livre (de História da Música)

Cowbell (subst.): chocalho

Credo (lat.): credo

Crescendo (ital.): crescendo

Crotales (gr.): crótalos

Crotchet (subst.): semínima

Crotchet rest: pausa de semínima

Crumhorn (subst.): cromorne

Culture (subst.): cultura

> Culture production: produção cultural

Curriculum vitae (lat.): curriculum vitae

Curtal (subst.): baixão

Cycle (subst.): ciclo

Cyclical form: forma cíclica

Cymbals (subst., instr.): címbalos

D

D: Ré

> D major: Ré maior

> D minor: Ré menor

Dance (subst.): dança

> Dance company: companhia de dança

Decibel (subst.): decibel

Declamation (subst.): declamação

Decrescendo (it.): diminuendo

Definite pitch: altura definida

Development (subst.): desenvolvimento

Dialogue (subst.): diálogo

Diatonic (adj.): diatónico

Diminished (adj.): diminuto (intervalo)

Diminuendo (it.): diminuendo

Direction (subst.): direção

> Under the direction of conductors: sob a direção de maestros

Director (subst.): encenação, encenador (em ópera)

Disc (subst.): disco

Disco (subst.): disco (música de dança)

Discography (subst.): discography

Dismanteling (subst.): desmontagem (de órgão de tubos)

Dissonance (subst.): dissonância

Divertimento (it.): divertimento

Divine Offices: Ofício Divino, Liturgia das Horas

Doctorate (subst.): doutoramento

Doctrin of the affections: teoria dos afectos

Dodecaphonic (adj.): dodecafónico

Dozaine (subst., instr.): dulçaina

Dominant (subst.): dominante

> Dominant chord: acorde da dominante

Dot (subst.): ponto

> Dotted: pontuada

> Dotted minim: mínima pontuada

> Double bar line: barra dupla

> Double bass: contrabaixo

> Double flat: duplo bemol

> Double reed: palheta dupla

> Double sharp: duplo sustenido

Down beat: tempo forte

Drum (subst.): tambor

> Drum set (instr.): bateria

Drums (subst.): percussão, tambores

Duet (subst.): dueto

Dulcian (subst.): baixão, dulciana

Dulcimer (subst.): dulcimer

Duple meter: compasso binário

Duration (subst.): duração

Dynamics (subst.): dinâmica

E

E: Mi

> E major: Mi maior

> E minor: Mi menor

Early Music: Música Antiga

Échapée (subst.): escapada

Edition (subst.): edição

Electric violin: violino eléctrico

Embellishment (subst.): ornamento

Embouchure (subst.): embocadura

Encore (fr.): encore

Ensemble (subst.): agrupamento

Entry (subst.): entrada

Epic (adj.): épico

Equal temperament: temperamento igual

Ethnomusicology (subst.): etnomusicologia

Etude (subst.): estudo

Euphonium (subst.): eufónio

Exposition (subst.): exposição

Expression (subst.): expressão

F

F: Fá

> F major: Fá maior

> F minor: Fá menor

Façade (subst.): fachada

Fanfare (subst.): fanfarra

Female voice: voz feminina

Festival (subst.): festival

Fiddle (subst.): fídula, rabeca, violino

Figure (subst.): figura

> Key figure (of Russia): figura fundamental (da Rússia)

Figured bass: baixo figurado

Film music: banda sonora de filme

Fingering (subst.): dedilhação

Flag (subst.): cauda (de figura ds notas)

Flat (subst.): bemol

Flexatone (subst.): flexatone

Flute (subst.): flauta

Folia (ital.): folia

Folk tune: melodia tradicional

Folklorisation (subst.): folclorização

Form (subst.): forma

Formalism (subst.): formalismo

Format (subst.): formato

> Acoustic format: formato acústico

Four-hand piano music: música para piano a quatro mãos

Fragment (subst.): excerto

Free reeds (instr.): palhetas livres

French organ (instr.): órgão francês

Frequency (subst.): frequência

Fugue (subst.): fuga

Fusion (subst.): fusão

G

G: Sol

> G major: Sol maior

> G minor: Sol menor

Galante: galante

> Galante style: estilo galante

Galliard: galharda

Gamba (subst.): viola da gamba

Gamelan (instr.): gamelão

Genre (subst.): género

Gigue (subst.): giga

Gong (subst.): gongo

Grand piano (instr.): piano de cauda

Gregorian (adj.): gregoriano

> Gregorian chant: canto gregoriano

Guiro (subst.): reco-reco

Guitar (subst.): guitarra

Gypsy music: música cigana

H

Half (subst.): mínima

> Half step: meio tom

Hammers (subst.): martelos

Hand bell (instr.): campainha

Harmonic: harmónico

> Harmonic function: função harmónica

> Harmonics (subst.): harmónicos

Harmonica (subst.): harmónica

Harmonization (subst.): harmonização

Harmonious (adj.): harmonioso

Harmony (subst.): harmonia

Harp (subst.): harpa

Harpsichord (subst.): cravo

Haunt (subst.): caça

Heptatonic scale: escala heptatónica

High (adj.): agudo

> High register: registo agudo

> High sound: som agudo

Homophonic (adj.): homofónico

> Homophonic texture: textura homofónica

Hurdy-gurdy, wheel fiddle (instr.): sanfona, viola de roda

Hymn (subst.): hino

I

Idea (subst.): ideia

Idiophone (subst.): idiofone

Imitation (subst.): imitação

Imperfect (adj.): imperfeita (cadência)

Improvisation (subst.): improvisação

Improvise (to) (v.): improvisar

Information (subst.): informação

> For information: para informação

Inspiration (subst.): inspiração

> Melodic inspiration: inspiração melódica

Instrument (subst.): instrumento

> Period instruments: instrumentos da época

Instrumentally (adv.): instrumentalmente

Instrumentalist (subst.): instrumentista

Intensity (subst.): intensidade

Intermezzo (it.): intermezzo

Interpretation (subst.): interpretação

> Interpretation course: curso de interpretação

Interrupted (adj.): interrompida (cadência)

Interval (subst.): intervalo

> Interval ear-training: ditado de intervalos

Introit (subst.): intróito

Invention (subst.): invenção

Inversion (subst.): inversão

Irish harp (instr.): harpa irlandesa

Isorhytmic motet: motete isorrítmico

J

Japanese kokirico (instr.): kokirico japonês

Jewish music: música judaica

Jingle stick (instr.): chincalho

Jongleurs (subst.): jograis

K

Kettledrums (instr.): tímpanos, timbales

Key (subst.): tecla

> Key signature: armação da clave

Keyboard: (subst.): teclado

L

Label (subst.): etiqueta, editora

Largo (ital.): largo

Leading note: sensível

Legacy (ital.): legado

Legato (ital.): legato

Leger line: linha suplementar

Level (subst.): nível

> Level of difficulty: grau de dificuldade

Librettist (subst.): libretista

Libretto (subst.): libretto

Light design: desenho de luz (ópera)

Line (subst.): linha

Liturgical music: música litúrgica

Liturgy (subst.): liturgia

Log drum (instr.): caixa de madeira

Long notes: notas longas

Loud (adj.): forte

Low sound: som grave

Lute (subst., instr.): alaúde

Lyre (subst., instr.): lira

Lyrical (adj.): lírico

Lyrics (subst.): letra, texto (de partitura ou canção)

M

Madrigal (subst.): madrigal

Magazine (subst.): revista

Maintenance (subst.): manutenção

Mandolin (subst.): bandolim

Majestic (adj.): majestoso

Major (adj.): maior

> Majorkey: tonalidade maior

> Major scale: escala maior

Manual (subst.): manual

Manuscript paper: papel pautado (com pentagramas)

Maracas (subst.): maracas

March (subst.): marcha

Marking (subst.): sinal

Mass (subst.): missa

Masterclass (subst.): curso intensivo de aperfeiçoameno, classe de aperfeiçoamento

Masterpiece (subst.): obra-prima

Masterwork (subst.): obra-prima

Matracas (subst.): matracas

Measure (subst.): compasso

Mediant (subst.): mediante

Melismatic (adj.): melismático

Melodic (adj.): melódico

> Melodic line (subst.): linha melódica

> Melodic minor: menor melódica (escala)

Melody (subst.): melodia

> Beautiful melody: melodia belíssima

Membranophone (subst.): membranofone

Memory (subst.): memória

> (To) perform from memory: tocar de cor (sem partitura)

Mensural (adj.): mensurado

Metal castanets: castanholas de metal

Meter (subst.): compasso

Metronome (subst.): metrónomo

Mezzo-soprano (subst.): mezzo-soprano

Microtone: microtom

Middle C: Dó central

MIDI: acrónimo de “musical instrument digital interface”

Military band: banda militar

Miniaturist (subst.): miniaturista

Minim (subst.): Mínima; o m. q. half note

Minim rest: pausa de mínima

Minimalism (subst.): minimalismo

Minor (adj.): menor

> Minor key: tonalidade menor

> Minor 2nd: segunda menor

> Minor 3rd: terceira menor

> Minor scale: escala menor

Minuet (subst.): minueto

Modal (adj.): modal

Mode (subst.): modo

Modulation (subst.): modulação

Monophonic (adj.): monofónico

Monothematic (adj.): monotemático

Mordent (subst.): mordente

Motet (subst.): motete

Motif (subst.): motivo

Mouth organ (instr.): harmónica

Mouthpiece (subst.): embocadura, bocal

Movement (subst.): andamento (de uma sonata, por exemplo)

> Concluding movement: andamento final

MTV (subst.): MTV, acrónimo de Music Television

Multifaceted (adj.): multifacetado

Mus. D., ou Mus. Doc. (abrev.): Doctor of Music

Muse (subst.): musa

Musette (subst.): variedade de gaita-de-foles

Music (subst.): música (to set a poem to music: musicar um poema)

> Contemporary music: música contemporânea

> Music book: livro de música

> Music cabinet: móvel para guardar músicas

> Music drama: drama musical

> Music Education: Educação Musical

> Music games: jogos musicais

> Music History: História da Música

> Music paper: papel de música

> Music punctuation: pontuação musical

> Music rack: estante de música

> Music staff: pauta musical

> Music-hall: café concerto

> Music-stand: estante de música desmontável

> Music-stool: banco de piano

> Music Theory: Teoria Musical

> Sacred music: música sacra

> Secular music: música profana

Musical (adj.): musical

> Musical angel (pint.): anjo músico

> Musical box (instr.): caixa de música

> Musical comedy: opereta

> Musical director: director musical

> Musical ear (to have a): ouvido musical

> Musical evening: sarau musical

> Musical instruments: instrumentos musicais

> Musical material: material musical

> Musical score: partitura

> Musical voice: voz harmoniosa

Musicality (subst.): musicalidade

Musically (adv.): musicalmente, melodicamente

Musicalness (subst.): musicalidade, harmonia

Musician (subst.): músico, executante de um instrumento musical

> Young and promising musician: jovem promessa da música

Musicianly (adv.): com virtuosismo

Musicographer (subst.): musicógrafo

Mute (subst.): surdina

> Mute (to) (v.): tocar em surdina

Muting (subst.): colocação de surdina

N

Name (subst.): nome

> Renowned name: nome destacado

Neoclassical (adj.): neoclássico

> Neoclassical music: música neoclássica

Neumatic (adj.): neumático

> Neumatic notation: notação neumática

Neumes (subst.): neumas

Ninth chord: acorde de nona

Nocturne (subst.): nocturno

Note (subst.): figura (da nota)

> Note value: duração da nota

O

Obligato (it.): obligato

Oboe (subst.): oboé

Octave (subst.): oitava

Octet (subst.): octeto

Ode (subst.): ode

Off (adv.): desligado

On (adv.): ligado

Ondes Martenot (fr.): ondas Martenot

Open recital: concerto inaugural

Opening concerto: concerto de abertura

Opera (subst.): ópera

> Opera buffa: ópera bufa

> Opera singer: cantor de ópera

Operatic (adj.): operático

Opus (lat., subst.): opus, obra

> Opus list: lista de obras

Oral tradition: tradição oral

Oratorio (subst.): oratório

Orchestra (subst.): orquestra

> Renowned orchestra: orquestra conceituada

> The greatest orchestras: as grandes orquestras

Orchestral (adj.): orquestral

> Orchestral triangle (instr.): triângulo de orquestra

Orchestrator (subst.): orquestrador

> Brilliant orchestrator: orquestrador genial

Ordinary (subst.): ordinário

Organ (subst., instr.): órgão

> Organ builder: organeiro

> Organ building: organaria

> Organ stop: registo (de órgão)

> Organ-grinder: tocador de realejo

Organographic (adj.): organográfico

Ornamental (adj.): ornamental

> Ornamental note: nota ornamental

Ornamentation (subst.): ornamentação

P

Pan-pipes (subst.): flauta de pan

Part (subst.): parte

Participant (subst.): participante

Partita (subst.): partita

Passing note: nota de passagem

Passion (subst.): Paixão

> St Mathew Passion: Paixão segundo São Mateus

Pastoral: pastoral

Pedal (subst.): pedal

Pentatonic: pentatónica

> Pentatonic scale: escla pentatónica

Percussion (subst.): percussão

> Percussion section: secção da percussão

Perfect (adj.): perfeita (cadência)

Perfect 4th: quarta perfeita; quarta justa

Perfect 5th: quinta perfeita; quinta justa

perform, to (v.): executar

Performance (subst.): apresentação

Performer (subst.): executante

Philharmonic: filarmónica

Phrase (subst.): frase

Phrasing (subst.): fraseado

Pianism (subst.): pianismo

> Romantic pianism: pianismo romântico

Pianistic (adj.): pianístico

Piano (subst.): piano

> At the piano: ao piano

> Baby-grand piano (instr.): piano de quarto de cauda

> Cottage piano (instr.): pequeno piano vertical

> Grand piano (instr.): piano de cauda

> Piano-action: mecânica do piano

> Piano-player (instr.): pianola

> Piano-tuner: afinador de piano

> Piano concert: concerto para piano

> Piano quartet: quarteto com piano

> Piano quintet: quarteto com piano

> Piano pieces: peças para piano

> Piano recital: recital de piano

> Piano sonata: sonata para piano

> To play on the piano: tocar piano

Pianoforte (subst.): piano-forte

Piece (subst.): peça

> Compulsory piece: peça obrigatória

Pipe (subst.): tubo

> Pipe organ (instr.): orgão de tubos

Pitch (subst.): altura

Pitched percussion: percussão de altura definida

Plagal (adj.): plagal

Plainchant: cantochão, gregoriano

Plainsong (subst.): cantochão

Play (to) (v.): tocar

Player (subst.): intéprete, executante, tocador

> Viola player: violetista

Polonaise: polaca

Polychoral (adj.): policoral

Plyphonic (adj.): polifónico

Polyphonically (adv.): polifonicamente

Polyphonist (subst.): polifonista

> Great polyphonist: grande polifonista

Polytonality (subst.): politonalidade

Portative organ (instr.): órgão portativo

Positive organ (instr.): órgão positivo

Prelude (subst.): prelúdio

Primière (subst.): estreia

> world première: estreia mundial

Prepared piano: piano preparado

Prodigy (subst.): menino prodígio

Professor (subst.): professor

> Professor of music: professor de música

Program (subst.): programa

> Program music: música programática

Programming: programação

Proposal (subst.): proposta

> Unmissable proposal: proposta imperdível

Project (subst.): projeto

Psalm (subst.): salmo

Psaltery (subst., subst.): saltério

Pulse (subst.): pulsação

Q

Quadruple meter: compasso quaternário

Quarter (subst.): semínima

Quartet (subst.): quarteto

Quaver (subst.): colcheia; o m. q. eight note

Quaver rest: pausa de semínima

Quintet (subst.): quinteto

R

Rainstick (subst.): pau-de-chuva

Rap (subst.): rap

Ratchet (subst.): cegarrega

Recital (subst.): recital

Recitative (subst.): recitativo

Reconstruction (subst.): reconstrução

Recorder (subst.): flauta de bisel, flauta doce

Recording (subst.): gravação, registo

> Award-winning recording: gravação premiada

Reed (subst.): palheta

Reform (subst.): Reforma

Refrain (subst.): refrão

Register (subst.): registo

Registration (subst.): registação

Relative minor: relativo menor

Renaissance (subst.): Renascença

> Portuguese Renaissance: Renascença portuguesa

Repair (subst.): reparação

> Repair (to) (v.): reparar

Repeat sign: sinal de repetição

Repetiteur (subst.): correpetidor (pianista)

Repertoire (subst.): repertório

Representative (adj.): representativo

> Key repertoire: repertório fundamental

Resonating body: caixa de ressonância

Resolution (subst.): resolução

Responsorial manner: maneira responsorial

> Responsorial singing: canto responsorial

Rest (subst.): pausa

Restore (to) (v.): restaurar

Restoration (subst.): restauro

Ressonator (subst.): caixa de ressonância

Retrograde (adj.): retrógrado

Reverb (subst.): reverberação

Rock group: grupo rock

Romanticism (subst.): Romantismo

Round (subst.): cânone

Rules of composing: regras da composição

Rythmic (adj.): rítmico

> Rythmic dictation: ditado rítmico

> Rhythmic pattern: padrão rítmico

S

Sandpaper block (instr.): bloco de lixa

Scale (subst.): escala

> Scale step: grau da escala

School (subst.): escola

> Prestigious school: escola prestigiada

Scenery (subst.): cenário

Score (subst.): partitura

Second Viennese School: Segunda Escola de Viena

Secondary theme: tema secundário

Semibreve (subst.): semibreve

Semibreve rest: pausa de semibreve

Semiquaver (subst.): semicolcheia; o m. q. sixteenth note

Semiquaver rest: pausa de semicolcheia

Semitone (subst.): meio tom

Serialism (subst.): serialismo

Serpent (subst., instr.): serpentão

Shape of a note: figura

Sharp (subst.): sustenido

Shawm (instr.): charamela

Shell chimes (instr.): árvore de conchas

Sing, to (v.): cantar

Singer (subst.): cantor

> Popular singer: cantor popular

Singing saw (instr.): serrote musical

Single reed (instr.): palheta simples

Skip (subst.): salto

Sleigh bells (instr.): guisos

Slide whistle (instr.): assobio

Slur (subst.): ligadura de expressão

Snare drum (instr.): caixa, tarola

Solo (subst.): solo

> Solo instrument: instrumento solista

Soloist (subst.): solista

Sonata (subst.): sonata

> Sonata form: forma sonata

Song (subst.): canção

> Regional song: canção regional

> Song-cycle: ciclo de canções

Sopranino recorder: flauta de bisel sopranino

Soprano (subst.): soprano

Sound (subst.): som

> Sound waves: ondas sonoras

Sousaphone (subst., instr.): sousafone

Space (subst.): espaço

Specialist (subst.): especialista

> Specialist of the polish school: especialista na escola polaca

Spectacular (adj.): espetacular

Spinet (subst., instr.): espineta

Spiritual: espiritual

Staff (subst.): pauta

Stage (subst.): palco

Stem (subst.): haste (de uma figura musical)

Step (subst.): tom, intervalo

> Step down: intervalo descendente

> Step up: intervalo ascendente

Stick: pau, paulito

> Stick dance: dança dos paus, dança dos paulitos

> Stick dancers: pauliteiros

Story (subst.): história, estória

> Enchanting story: história de encantar

Street organ (instr.): órgão de rua, órgão de tubos mecânico

String (subst.): corda

> String family: família das cordas

> String orchetra: orquestra de cordas

> String quartet: quarteto de cordas

> String quintet: quinteto de cordas

> String trio: trio de cordas

> The strings: as cordas

> Stringed instrument: instrumento de corda

Strophic (adj.): estrófico

Studio (subst.): estúdio

> Studio record: álbum de estúdio

Style (subst.): estilo

Subdominant (subst.): subdominante

> Subdominant chord: acorde da subdominante

Subject (subst.): sujeito

Supertonic (subst.): sobretónica

Symphony (subst.): sinfonia

> Symphonyorchestra: orquestra sinfónica

Synthesis (subst.): síntese

T

Tablature (subst.): tablatura

Tale (s. m.): conto

> Fairy tale: conto de fadas

Talent (s. m.): talento

Tambourine (subst.): pandeireta

Thematic material: material temático

Temple Block: bloco de madeira

Tempo (subst.): andamento

Tenor (subst.): tenor

Terminology (subst.): terminologia

Ternary (adj.): ternário

> Ternary form: forma ternária

Texture (s. m.): textura

Thai gong (instr.): gongo tailandês

Theme (subst.): tema

Theorbo (subst.): tiorba

Third (subst.): terceira

Tie (subst.): ligadura de prolongação

Timbre (subst.): timbre

> Time signature: indicação de compasso

Timpani, timpany (subst.): timbales

Tonal (subst.): tonal

> Tonal system: sistema tonal

Tonality (subst.): tonalidade

Tonic (subst.): Tónica

Toy (subst.): brinquedo

Track (subst.): faixa

Train whistle (subst.): apito de combóio

Transpose (to) (v.): transpor

Traverso (subst.): traverso

Treble: agudos

> Treble clef: clave de sol

Triad (subst.): tríade

Triangle (subst., instr.): triângulo, ferrinhos

Trill (subst.): trilo

Triple-meter: compasso ternário

Tripplet (subst.): tercina

Trombone (subst., instr.): trombone

Trouvères (subst.): troveiros

Trumpet (subst., instr.): trompete

Tuba (subst.): tuba

Tune (to) (v.): afinar

Tuning (subst.): afinação

> Tuning system: sistema de afinação

Tupplet (subst.): quiáltera

Turn (subst.): grupeto

Turntable (subst.): giradiscos

U

Unison (subst.): uníssono

Upright piano (instr.): piano vertical

Urban (adj.): urbano

> Urban music: música urbana

V

Variation (subst.): variação

> Variations on a theme: variações sobre um tema

Variety (subst.): variedade

Vespers: Vésperas, oração litúrgica da tarde

Vibraphone (subst.): vibrafone

Vibration (subst.): vibração

Viol, viola da gamb a (instr.): viola da gamba

Viola (subst.): viola, violeta

Violin (subst.): violino

Virginal (subst.): virginal

Vocal (adj.): vocal

> Vocal technique: técnica vocal

Voice (subst.): voz, canto

Voicer (subst.): intonador

W

Wagner tuba (instr.): tuba wagneriana

Waltz (subst.): valsa

Wind (instr.): vento, sopro, instrumentos de sopro

> Wind instruments (instr.): instrumentos de sopro

Winner (subst.): vencedor

Whistle (subst., instr.): apito

White key: tecla branca

Whole (subst.): semibreve

> Whole-tone scale: escala de tons inteiros

> Whole step: tom inteiro

Woodblock (subst., instr.): caixa chinesa

Woodwinds (instr.): sopros de madeira

> Woodwind family (instr.): família dos sopros

> Woodwind ensemble (instr.): agrupamento de sopros

> Woodwind quartet (instr.): quarteto de sopros

> Woodwind quintet (instr.): quinto de sopros

Words (subst.): letra (de canção)

Work (subst.): obra

> Choral work: obra coral

> Representative work: obra representativa

World premiere: estreia mundial

X

Xylophone (subst., instr.): xilofone

Xylophonist (subst.): xilofonista, executante de xilofone

Y

Z

Zingaro (subst.): zíngaro, cigano

Saint Cecilia, John Melhuis Strudwick
Saint Cecilia, John Melhuis Strudwick
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/10/saint-cecilia-john-melhuish-strudwick.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-05 01:01:322024-11-13 14:38:13Dicionário de Música Inglês-Português
Dicionário de Música
Glossário

Dicionário de Música

Dicionário de Música

Termos e Expressões Musicais

Veja AQUI dicionários Alemão-Português, Espanhol-Português, Francês-Português, Inglês-Português e Italiano-Português de Música.

A

A:

Letra que, no sistema alfabético (países anglo-saxónicos), designa a nota chamada Lá no sistema silábico de Guido d’Arezzo. Na Época Medieval, a letra A já designava a nota Lá. A letra A pode também ser a abreviatura de “alto” (contralto) (Cf. SATB).

A battuta:

“com o compasso”, é uma indicação que aparece após uma passagem (cadência, por exemplo) tocada livremente, “ad libitum”.

A capella:

Locução que designava inicialmente composições polifónicas como “na capella”, em ritmo binário “alla breve”. A partir do século XIX, passou a designar a música vocal sem acompanhamento instrumental.

ABA:

forma musical estruturada em três secções ou partes, sendo a terceira uma repetição com variações da primeira, em contraste com a secção B.

Abendmusik (alem.):

Traduzido literalmente, significa “Música da Tarde”, designando concertos de música sacra na MarienKirche de Lübeck. Esta instituição teve um grande impulso com Buxtehude, no terceiro quartel do século XVII.

Abertura:

peça instrumental que introduz uma obra de grande desenvolvimento como uma ópera, cantata ou oratório; ou pode ser uma obra autónoma (forma de composição). Nascida em França no século XVII, a forma abertura continua a ser composta, designadamente para sinalizar ambientes em filmes, e integra o repertório de muitas orquestras e bandas filarmónicas.

Abreviatura:

conjunto de letras que simplifica a escrita nas partituras, cada vez mais complexas a partir do século XVII. Podem ser indicações de intensidade, como p de piano, indicações de movimentos regulares, como glissandi, substituições de acordes, no caso do baixo cifrado.

Accelerando (ital.):

Literalmente, significa “acelerando”, apressar gradualmente o andamento de uma peça.

Accentus (lat.):

canto do celebrante que preside na Liturgia Romana, ao qual o coro ou os solistas respondem em uníssono (concentus).

Acciacatura (ital. acciacare):

ornamento melódico utilizado na literatura para cravo e instrumentos de tecla, em que uma nota, uma segunda menor inferior à principal, é atacada ao mesmo tempo, mantendo-se depois apenas a principal.

Acento:

sinal em forma de ângulo que na posição vertical (v) significa aumento súbito da intensidade da nota, enquanto na posição horizontal (>) significa ataque forte seguido de diminuição súbita da intensidade. Na posição invsersa (<) significa ataque suave seguido de aumento súbito da intensidade.

Acidente:

sinal de notação que indica alteração de uma nota, estranha à tonalidade indicada pela armação da clave. O bemol baixa meio tom, o sustenido sobe meio tom e o bequadro anula o efeito do sustenido ou bemol.

Acompanhamento:

conjunto de elementos vocais e instrumentais que estão subordinados à parte principal e a realçam, pelo seu poder expressivo, carácter rítmico e riqueza harmónica.

Acoplamento:

dispositivo que, no órgão de tubos ou no cravo, permite associar as sonoridades diferentes de dois teclados.

Acorde:

grupo de três ou mais sons simultâneos identificáveis como um conjunto (dó mi sol, por exemplo, com duas terceiras sobrepostas).

Acústica:

capítulo da Física e da Música que estuda os fenómenos sonoros, a sua natureza, produção e propagação.

Ad libitum (lat.):

como “a piacere”, “senza tempo”, “a capriccio”, significa “à vontade”, livremente, conferindo ao intérprete certa liberdade no andamento de uma passagem ou cadência.

Adagietto (ital.):

diminutivo de “adagio”, designa um andamento um pouco menos lento e um carácter mais ligeiro que o “adagio”.

Adagio (ital.):

literalmente “à vontade”, designa um andamento lento de carácter sério, 100-126 batimentos por minuto. Na sinfonia, o “adagio” é, muitas vezes, o segundo andamento.

Aerofone:

tipo de instrumento, como a flauta, o acordeão ou a trompete, cujo som é produzido pela vibração de uma coluna de ar dentro de um tubo. A classificação dos instrumentos feita por Hornbostel e C. Sachs distingue, além dos aerofones, os membranofones, cordofones e idiofones.

Affetto (ital.):

afeto, palavra usada por G. Caccini e outros compositores do Barroco para significar um estado de alma e ornamentos vocais inspirados em afectos do texto poético.

Affetuoso (ital.):

termo usado essencialmente no Barroco para exprimir um sentimento terno.

Agnus Dei (lat.):

“Cordeiro de Deus”, designa a tripla invocação feita na missa, com base na metáfora usada por João Batista, no Evangelho segundo São João, e Apocalipse, para designar Jesus.

Agógica:

conjunto de pequenas flutuações na execução de uma obra musical ao nível do andamento, permitindo certa liberdade de expressão e interpretação.

Agregado sonoro (cluster, em inglês):

grupo de notas com pequenos intervalos entre elas, tocadas ao mesmo tempo, não identificável com os acordes da harmonia clássica.

Agudo:

som de altura elevada, som fino em linguagem popular, som com elevado número de vibrações por segundo.

Aleatória (música):

expressão que, no século XX, em obras de Boulez, Berio e Stochausen, por exemplo, apresenta certo grau de indeterminação que pode afectar vários parâmetros da estrutura global de uma obra.

Aleluia (hebr.):

literalmente a palavra significa “louvai a Deus”. É uma expressão e canto de louvor que aparece em alguns salmos e é utilizada nas celebrações eucarísticas ao longo do ano litúrgico, excepto na Quaresma (em que a aclamação ao Evangelho tem outra expressão menos festiva, como “Louvor a Vós, Rei da Eterna Glória”).

Alemanda:

canção e dança de origem germânica, de andamento moderado, em compasso quaternário 4/4, que passou a ser utilizada em França a partir do séc. XVI nas suites instrumentais.

Al fine (ital.):

expressão que indica que, após a repetição da primeira parte de uma peça, se deve prosseguir “até ao fim”.

Alla (ital.):

palavra italiana que significa “à maneira de”, como no “Rondó alla turca” de W. A. Mozart.

Alla breve (ital.):

“À breve”.

Alla marcia (ital.):

locução italiana que significa “com carácter de marcha”.

Allargando (ital.):

alargando, retardando progressivamente o andamento.

Allegretto (ital.):

diminutivo de allegro, indica um andamento mais lento que o allegro e pode ser acompanhado de adjectivo, “giocoso”, por exemplo.

Allegro (ital.):

termo que significa inicialmente carácter “alegre” e designa um andamento rápido, entre 120-168 semínimas por minuto.

All’ottava (ital.):

“à oitava”, é um procedimento que permite escrever notas acima ou abaixo da pauta sem recorrer a muitas linhas suplementares.

Al segno (ital.):

a expressão significa “ao sinal”, indicando que uma parte da peça deve ser repetida a partir do sinal S e não desde o princípio.

Alteração:

modificação da altura de uma nota em relação ao seu estado natural, através de bemol, duplo bemol, sustenido, duplo sustenido, ou bequadro.

Alternância:

execução da música repartida por solista e grupo, ou dois grupos, ou dois solistas, presente tanto na música tradicional como na música erudita, sacra ou profana.

Alto:

a mais grave das vozes femininas. As solistas aparecem mais frequentemente designadas por contralto.

Altura:

qualidade dos sons que os torna mais graves ou mais agudos e que tem a ver com a frequência mais ou menos elevada, com o número maior ou menor de vibrações por segundo.

Âmbito:

intervalo entre a nota mais grave e a nota mais aguda de uma partitura, obra vocal ou instrumento.

Ambrosiano:

canto eclesiástico atribuído a Santo Ambrósio, bispo de Milão (340-397).

Amen (hebr.):

usada muitas vezes por Jesus, a palavra significa “em verdade”, ou “assim seja”. Na liturgia, dita ou cantada, a palavra significa adesão ao que foi dito antes.

Anacrusa:

nota ou grupo de notas não acentuadas que começam um trecho musical antes do primeiro tempo forte.

Análise:

estudo da forma, estrutura, tonalidade, ritmo, harmonia, melodia, orquestração, temática, intensidade, dinâmica e outros parâmetros de uma obra musical.

Andamento:

grau de velocidade ou movimento, mais lento ou mais rápido, de uma música.

Andante (ital.):

palavra que apareceu em finais do séc. XVII e significa “andando”. Designou um andamento moderado, entre o adagio e o allegro; com o romantismo, aproximou-se do adagio. A sua velocidade está entre 76-108 semínimas por minuto.

Andantino (ital.):

diminutivo de andante, designa um movimento um pouco mais rápido que o andante.

Animato (ital.):

andamento animado. Exemplo: andante animato.

Antecipação:

técnica de composição que consiste na escrita de uma nota estranha à harmonia que pertence já ao acorde seguinte.

Antífona (gr.):

elemento muito antigo da liturgia católica que se canta normalmente no princípio e no fim de um salmo ou cântico bíblico.

Antifonário:

em sentido estrito, o livro que continha as antífonas para a Missa e o Ofício Divino, na liturgia católica.

A piacere (ital.):

sinónimo de “ad libitum”, “à vontade”, livremente no que se refere ao tempo e ao uso do rubato pelo intérprete.

Apassionato (ital.):

indicação essencialmente romântica que aparece na partitura a prescrever um estilo ardoroso e apaixonado.

Appoggiatura (ital.):

nota (longa ou breve) estranha à harmonia do acorde, dissonante, que resolve por tom ou meio tom ascendente ou descendente.

Arco:

parte de madeira e pelo de crina de cavalo com que normalmente os vioninistas, violistas e violoncelistas friccionam as cordas do instrumento. Na partitura, a palavra indica ao violinista que deve retomar o arco, após um “pizzicato”.

Argumento:

resumo da intriga de uma ópera ou obra dramática.

Ária:

melodia cantável, ou trecho incluído numa ópera, por exemplo, cantado a solo com acompanhamento instrumental. Na música instrumental, francesa, sobretudo, designa uma peça com carácter melódico.

Armação da clave:

número de sustenidos ou bemóis que, colocados no princípio da pauta, imediatamente a seguir à clave, afectam todas as notas respectivas. A ordem dos sustenidos é “fá dó sol ré lá mi si” e a dos bemóis é “si mi lá ré sol dó fá”. Se existe apenas um sustenido, na linha do Fá, por exemplo, todas as notas Fá são Fá #, a não ser que, entretanto, apareça indicação contrária (bequadro). No fundo, as alterações constitutivas fazem com que se mantenha a sequência de tons e meios tons que existe na escala de Dó maior, qualquer que seja a nota em que se comece.

Arpejo:

execução sucessiva das notas de um acorde, da nota mais grave para a mais aguda, podendo também suceder o inverso.

Arranjo:

transcrição de uma peça para um instrumento ou instrumentos diferentes daqueles para que foi composta, ou redução de uma obra orquestral para um instrumento.

Ars Antiqua (lat.):

música que vai desde as origens da polifonia, de finais do séc. IX até ao primeiro quartel do séc. XIV.

Ars Nova (lat.):

estilo polifónico na França do século XIV, com novas formas musicais como o motete a três e quatro vozes, novas temáticas musicais, ritmo e contraponto mais livres.

Articulação:

execução clara do fraseado, interpretação desligada das notas de uma peça instrumental.

Assai (ital.):

ligada a uma indicação de andamento, significa “bastante”. “Allegro assai” significa tempo bastante rápido.

Ataque:

fase inicial da produção de um som por um instrumento. Pode também significar o início, a primeira ou as primeiras notas de uma peça musical.

A tempo (ital.):

locução sinónima de “tempo primo”, que devolve uma peça ao andamento incial, após uma parte em que aconteceu uma aceleração ou retardamento.

Atonal:

música sem um centro tonal ou nota que atraia as outras ou tenha preponderância sobre elas.

Atonalidade:

característica da música em que não são aplicadas as funções e leis tonais em que repousa a música ocidental desde o Barroco.

Audição:

conjunto de processos que vão desde a percepção pelo ouvido humano ao reconhecimento dos sons pela consciência.

Aumentação:

prolongação da duração de uma nota, através de um ponto, por exemplo. Processo da composição que consiste em acrescentar proporcionalmente valor às notas.

Aumentado:

intervalo (ou acorde) meio tom maior do que o intervalo normal. Dó-Fá, por exemplo, é uma quarta justa; Dó-Fá# é uma quarta aumentada.

Ave Maria (lat.):

a mais conhecida de todas as orações do culto católico à Virgem, cujas palavras se baseiam no Evangelho de São Lucas, na Anunciação do Anjo e Visitação de Isabel à sua prima Maria. Numerosos compositores musicaram esta oração, desde a Renascença à actualidade. A “Ave Maria” de Franz Schubert é a adaptação latina, apócrifa, de uma poesia alemã sobre a qual o compositor escreveu. Num processo questionável, Gounod acrescentou uma melodia ao primeiro prelúdio do “Cravo bem temperado”, de Johann Sebastian Bach. A “Ave Maria” de Verdi é uma oração de Desdémona, da ópera “Otelo”.

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B

B:

nome da nota “si” nos países anglossaxónicos. Nos países de língua alemã, a letra B designa o si bemol enquanto que o si (natural) é representado pela letra H.

Badinerie:

sinónimo de bagatela, designa uma peça musical dos séc. XVII e XVIII, com um matiz certa ingenuidade e simplicidade. Ficou célebre da “badienrie” da Suite nº 2 em Si menor de Johann Sebastian Bach.

Bagatela (ital. bagatella):

palavra que designa uma peça musical viva, ligeira e breve. A mais conhecida é provavelmente a “Bagatela em lá menor ‘Para Elisa’”, de L. v. Beethoven.

Bailado:

espectáculo coreográfico com origem na corte francesa durante o século XVI.

Baixo cifrado:

escrita musical abreviada dos acordes por meio de cifras, a partir do baixo. Faz parte do ensino académico da Harmonia e esteve particularmente em voga durante o século XVII e XVIII.

Balada:

uma das formas da poesia lírica medieval, em forma estrófica, inicialmente monódica e depois polifónica; canção sentimental em andamento lento, na Pop, Rock, Jazz.

Ballata (ital.):

forma musical em forma estrófica destinada ao canto e à dança, muito difundida na Itália, entre os séc. XIII-XV. Antes de ser destronada pela “frottola”, foi cultivada por compositores célebres como Landini, Ciconia e Dufay.

Banda de música:

conjunto instrumental constituído basicamente por sopros (metais e madeiras) e percussão, frequentemente associada a atuações em coretos.

Barcarola:

geralmente em compasso 6/8, (semínima colcheia semínima colcheia) é uma canção inspirada na ondulação do mar, inicialmente canção dos gondoleiros de Veneza. Esta forma musical foi usada por vários compositores europeus, designadamente Mendelssohn e Offenbach.

Bardo:

designação de poetas e cantores celtas da Inglaterra antiga, que se faziam acompanhar de um instrumento tradicional chamado “crwth”.

Barítono:

a voz masculina intermédia entre o baixo, a mais grave e o tenor, a voz mais aguda. No Jazz, barítono sem mais designa o saxofone barítono.

Barra:

linha vertical que, dividindo os compassos se chama simples, podendo, além disso, ser dupla ou final.

Barroco:

estilo muito ornamentado nascido em Itália com a monodia acompanhada e a invenção do baixo contínuo. Neste período de um século e meio (1600-1750, sensivelmente), entre a Renacença e o Classicismo, surgem a ópera, a cantata, o oratório e desenvolvem-se a sonata, o concerto e a música para teclado, especialmente para órgão. A utilização do baixo contínuo e a teoria dos afectos caracterizam este período da História da Música. Entre os grandes compositores deste período contam-se Giovanni Gabrieli, Claudio Monteverdi, Antonio Vivaldi, Domenico Scarlatti, Johann Sebastian Bach, George Frederick Haendel.

Batalha:

composição vocal ou organística de carácter bastante descritivo muito em voga no século XVI. Ficou célebre a “Batalha de Marignan”, de Jannequin).

Bel canto (ital.):

ópera; maneira de cantar e estilo de composição entre o séc. XVII até às primeiras décadas do séc. XIX, na Itália.

Bemol:

sinal usado na notação musical para baixar meio tom, sem que ela mude de nome. O duplo bemol baixa dois meios tons.

Benedicamus Domino (lat.):

fórmula dialogada utilizada na liturgia como cláusula da Liturgia das Horas ou a própria Missa.

Benedicite (lat.):

antiga oração de bênção da refeição nos mosteiros e nos lares cristãos.

Benedictus (lat.):

segunda parte do “Sanctus”, na Missa. Na Liturgia, quando se fala hoje em “Benedictus” refere-se o canto Bíblico retirado do Evangelho de São Lucas 1, 68, que começa com as palavras “Benedictus Dominus Israel” (“Bendito o Senhor, Deus de Israel”) e é cantado na Liturgia das Horas, na oração matinal de Laudes. Este é, com o “Magnificat” (cantado ou rezado à tarde, na oração de Vésperas) e o “Nunc dimittis” (na oração de completas, antes de deitar), um dos cânticos maiores da Igreja Católica Romana.

Bequadro:

sinal gráfico usado na notação musical para anular o efeito das alterações anteriores.

Binário:

compasso ou ritmo de dois tempos, sendo forte o primeiro tempo e fraco o segundo. Os compassos simples são constituídos por tempos divisíveis por dois (divisão binária).

Bis (lat.):

no fim de um refrão, por exemplo, significa que se canta “duas vezes”. No fim de um concerto, o público pede a repetição de uma peça ou a execução de um número extra programa.

Bitonalidade:

base de composição de uma peça musical em que estão presentes duas tonalidades em simultâneo.

Bizantino (canto):

canto tradicional da Igreja ortodoxa cujas origens remontam ao canto hebraico e a tradições musicais sírias e arménias.

Blues (ingl.):

música lenta e triste dos negros americanos, sobre poesia popular, que fundiu as influências das músicas europeias e africanas.

Bolero:

dança espanhola, particularmente andaluza, conhecida desde finais do séc. XVIII, em compasso ternário e andamento moderado. Tornou-se também popular na América Latina e mesmo em Paris, no século XIX, sendo especialmente conhecida na música erudita pela obra homónima de Ravel.

Bombarda:

instrumento de sopro em madeira, de palheta dupla, da família do oboé, usado especialmente entre os séculos XV-XVII; registo do órgão.

Bombo:

bimembranofone, o maior dos tambores.

Bourdon:

um dos registos de base do órgão de tubos, tanto na pedaleira como nos outros teclados.

Bourrée (fr.):

antiga e animada dança francesa em compasso binário ou ternário, ainda hoje praticada em certas regiões de França (Berry).

Braguinha:

o m.q machete, instrumento tradicional madeirense de 4 cordas afinadas em Ré.

Breve:

unidade fundamental de duração na métrica antiga que se manteve nos solfejos até meados do século XX, sendo equivalente a duas semibreves.

Buffa (Opera):

ópera-bufa, expressão italiana para “ópera cómica”.

BWV:

abreviatura de Bach-Werke-Verzeichnis, no catálogo usado para designar as obras de Johann Sebastian Bach, segundo a organização de Wolfgang Schmieders.

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacto

António José Ferreira
962 942 759

C

C:

designação alfabética da nota Dó usada nos países de língua inglesa e alemã.

Caccia (ital.):

forma vocal utilizada na Itália por Landini e outros compositores da Ars Nova, sobretudo no século XIV. “Da caccia”, indicação que podemos encontrar em cantatas de Johann Sebastian Bach, por exemplo, precisa o carácter de certos instrumentos do Barroco.

Cadência:

fórmula da harmonia tradicional que conclui uma frase ou uma obra.

Caixa de ressonância:

corpo de um instrumento cuja cavidade amplifica a vibração das cordas.

Calando (ital.):

diminuição da intensidade retardando o andamento.

canção de embalar:

canção popular em andamento lento e melodia docemente balançada para adormecer as crianças.

Cânone:

forma musical baseada na imitação – uma melodia é executada em duas ou mais partes diferentes, repetindo-se indefinidadmente.

Cantata:

obra para coro e/ou vozes solistas, com acompanhamento instrumental.

Cantus firmus (lat.):

melodia de um canto religioso ou profano, tomado como base de uma obra contrapontística.

Cantus firmus (lat.):

melodia de um canto religioso ou profano, tomado como base de uma obra contrapontística.

Canzona (ital.):

canção polifónica renascentista ou obra instrumental composta no mesmo estilo.

Cifra:

símbolo usado na música para designar um acorde e a sua composição.

Clave:

símbolo colocado logo no princípio da pauta ou pentagrama para indicar o nome das notas musicais. Há três claves: Sol, Fá e Dó, em diferentes linhas da pauta.

Cláusula:

cadência na música medieval.

Coda:

termo italiano que significa cauda, isto é, fim de um trecho musical, de um andamento de uma sonata ou sinfonia.

Col legno (ital.):

locução italiana que significa “com a madeira” em vez de tocar com o arco da forma normal (indicação para os intrumentistas de arco).

Coloratura:

significando inicialmente cor ou colorido, a palavra italiana passou a designar as obras vocais extremamente ornamentadas em registo agudo que exigem do intérprete grande virtuosidade.

Comedia per musica (ital.)::

comedia lirica, ópera-bufa, “ópera cómica”.

Compasso:

divisão métrica de um texto musical, em que há uma regularidade de tempos fortes e fracos.

Concerto:

obra para um ou mais instrumentos e orquestra; apresentação pública de obras musicais.

Concerto grosso:

concerto barroco em que a um pequeno grupo solista (concertino) se contrapõe o orquestral (“ripieno”).

Conductus (lat.):

forma medieval em que uma voz realizava um contraponto incipiente sobre um canto dado, chamado “cantus firmus”.

Consonância:

combinação de sons simultâneos que produzem uma sensação de equilíbrio ou repouso.

Contralto:

a voz feminina mais grave.

Contraponto:

técnica de composição musical para duas ou mais melodias independentes e autónomas.

Cordofone:

instrumento com cordas, sejam elas percutidas, como o caso do piano, friccionadas com um arco, como ou violino, ou dedilhadas, como a guitarra portuguesa.

Coro:

grupo de cantores que executam em conjunto obras de música profana ou sacra, a uma ou várias vozes diferentes, masculinas, femininas ou mistas, juvenis ou adultas.

Corpo:

a caixa de ressonância de um instrumento musical.

Cromática:

escala em que os doze sons se sucedem sempre por meios tons, por movimento ascendente ou descendente.

Courante (fr.):

dança aristocrática francesa, em compasso ternário, inserida na suite clássica.

Crescendo (ital.):

aumento progressivo da intensidade de uma parte da música.

D

D:

designação da nota Ré no sistema alfabético.

Da capo (ital.):

voltar ao princípio do trecho musical. Aparece muitas vezes abreviada pelas letras D. C.

Dedilhação:

utilização dos dedos na execução de um instrumento musical, ou a indicação numérica de como os dedos se devem posicionar no teclado.

Diapasão:

embora haja o diapasão de sopro (que dá as doze notas da escala cromática e se chama, por isso, diapasão cromático) o diapasão de percussão é um objecto de metal em forma de garfo, sensivelmente, que dá apenas a nota Lá. Batendo-se contra uma uma superfície dura, dá as 440 vibrações por segundo.

Diatónico:

que procede por intervalos de tom e meio tom.

Dies Irae (lat.):

“Dia de Ira”, é a parte da Missa de Requiem (dos Defuntos) que se refere ao Juizo Final.

Diminuendo (ital.):

termo italiano que significa diminuição gradual da intensidade do som.

Dinâmica:

conjunto de variações na intensidade de uma peça musical, crescendo ou diminuindo.

Dissonância:

combinação de sons cujo efeito provoca uma sensação de instabilidade.

Divertimento giocoso (ital.):

comedia lirica, ópera-bufa, ópera cómica.

Dó:

primeira nota da escala diatónica de Dó, correspondente à letra C do sistema alfabético.

Dodecafonismo:

sistema de composição baseado nas doze notas da escala cromática. No que diz respeita à melodia, harmonia e contraponto, rejeita as bases admitidas pelo sistema tonal, como a preponderância de determinados graus sobre outros (como a tónica, dominante, subdominante, sensível).

Doxologia:

forma laudatória utilizada na liturgia no fim de um salmo, hino ou outra oração. O canto dos salmos e cânticos da Liturgia das Horas é concluído com “Gloria Patri…”, ou “Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”.

Drama giocoso (ital.):

comedia lirica, ópera-bufa, ópera cómica.

Duração:

valor de uma figura musical cuja execução é mais ou menos longa.

E

E:

designação da nota Mi no sistema alfabético.

Ensemble:

pequeno agrupamento de intérpretes que pode englobar instrumentistas e/ou cantores.

Escala:

série de sons que serve de base a uma composição musical e que dá a uma peça o seu estilo de música ligeira, cigana, chinesa ou jazz, por exemplo.

Estilo:

termo amplamente usado na música e com diferentes significados, associado a diversos adjetivos: estilo monódico, estilo polifónico, estilo galante, estilo clássico, estilo New Orleans (Jazz).

Etnomusicologia:

ramo da musicologia que estuda cientificamente as músicas do mundo tanto do passado como do presente, com especial ênfase para as influências culturais e raciais.

Exposição:

primeira parte de uma peça em forma de sonata, em que os temas principais são apresentados.

F

F:

designação da nota Fá no sistema alfabético.

Fado:

Canção urbana originária de Lisboa, cantada de forma diferente em Coimbra e no Porto, com acompanhamento da guitarra portuguesa, é um símbolo internacionalmente reconhecido de Portugal.

Fandango:

dança popular espanhola, andaluza, especialmente, em compasso ternário 3/4 ou 3/8, acompanhada por guitarra e castanholas. Importada, provavelmente, da América Latina, era muito divulgada já no século XVII. Embora lhe esteja subjacente a temática amorosa, nesta dança homem e mulher não se tocam. Em Portugal, o fandango enraizou-se especialmente no Ribatejo, onde é executada por dois homens e acompanhada de concertina, harmónica e outros instrumentos nos ranchos folclóricos. Nicolai Rimsky-Korsakov introduziu esta dança no seu “Capricho Espanhol”, o que aconteceu também com obras orquestrais de outros compositores (Albéniz, Falla, Graandos, Soler, Bocherini).

Fantasia:

peça musical que, composta a partir de melodias conhecidas e trechos de ópera, revela a técnica do compositor e o virtuosismo do intérprete.

Falsa relação:

designa, na harmonia, o fazer-se ouvir, simultanea ou consecutivamente, dois sons considerados incompatíveis, especialmente o trítono (intervalo de 3 tons, entre Fá e Si natural).

Fermata:

antigo nome do ponto de órgão como sinal de paragem.

Ficta (musica, ital.):

prática medieval e renascentista que consistia em omitir na escrita musical alterações que deviam ser feitas na execução.

Figuras:

símbolos que indicam a duração dos sons (semibreve, mínima, semínima, colcheia, semicolcheia, fusa e semifusa, que vão desde os 4 tempos até 1/16 tempo).

Finale (ital.):

último andamento de uma obra em vários andamentos.

Forte:

qualidade dos sons executados com intensidade elevada, isto é, dos sons que têm grande amplitude de onda sonora.

Forte-piano (ital.):

expressão que aparece abreviada na partitura (fp) e significa ataque forte de uma nota, seguido de uma execução em piano.

Fortissimo (ital.):

abrevidada na partitura em ff, é uma das expressões de intensidade do som.

Fox-trot:

Dança norte-americana que surgiu por volta de 1910; música sincopada, em andamento moderado, em compasso 4/4, e marcha moderada.

Frase:

pequena secção coerente de uma música, comparável a uma oração na linguagem falada.

Fuga:

obra contrapontística em três ou mais partes com a mesma importância, que entram sucessivamente, imitando a outra.

Funaná:

género musical tocado pelas mulheres da Ilha de Santiago, Cabo Verde.

G

G:

designação da nota Sol na Idade Média e no sistema alfabético hoje usado nos países de língua inglesa ou alemã. Foi inicialmente o símbolo da clave de sol que, através de várias transformações, chgou à actual configuração.

Galharda:

dança de corte, em andamento vivo, compasso ternário, muito em voga no séc. XVI, que entrou nas suites instrumentais dos séc. XVI-XVII.

Galope:

dança rápida originária da Europa central, em compasso binário, cujo ritmo evoca o galope de um cavalo; figura pontuada seguida da figura que vale metade daquela.

Gavota:

dança muito graciosa e delicada, nascida no século XVI, nos Alpes Franceses, em compasso binário, andamento moderado e ritmo anacrúsico. Na música “erudita”, podemos encotrar esta dança em L. Marchand, os Couperin, Lully).

Giga:

dança bastante movimentada em compasso 6/8 ou 12/8 que teve origem na Inglaterra entre as gentes do mar.

Glissando (ital.):

passagem de uma nota a outra através de um portamento.

Gloria (lat.):

Primeiro nome de várias peças latinas (Glória ao Pai, Glória a Deus nas alturas…)

Graduale (lat.):

Parte do Ordinário (conjunto de cantos váriáveis de missa para missa), normalmente em estilo melismático, cantada entre a Epístola e o Evangelho. A palavra “Graduale” designa também o livro que inicialmente continha estes cânticos. O cântico ou salmo é actualmente cantado de modo responsorial, com uma parte cantada pelo salmista e um refrão entoado por toda a assembleia.

Grave:

som de altura reduzida, de baixa frequência que, por analogia, popularmente se diz “grosso” (que alguém tem uma “voz grossa”).

Gregoriano:

canto coral monofónico sacro, “a capella”, que a tradição da Igreja Católica associou ao Papa Gregório I.

Gymel (ingl.):

tipo rudimentar de polifonia a duas partes paralelas, muito utilizado no século XV, na Inglaterra. As partes evoluem em intervalos de terceira ou sexta.

H

H:

Nos países de língua alemã, a letra H designa o Si natural, enquanto o B designa o si bemol, His, o Si sustenido e hisis o Si duplo sustenido.

Habanera:

dança de origem provavelmente afro-cubana, de Habana, em compasso 2/4. O seu ritmo é basicamente constituído por uma colcheia pontuada seguida de semicolcheia e duas colcheias. A habanera foi trazida para Espanha na segunda metade do século XIX. Uma dessas danças foi utilizada por Georges Bizet na ópera “Carmen”, em 1875. A habanera inspirou outros compositores, tanto em Espanha como em França (Isaac Albéniz, Manuel de Falla, Camille Saint-Saëns, Georges Bizet, Emmanuel Chabrier, Claude Debussy).

Handel-Werke-Verzeichnis (alem.):

catálogo que identifica as obras de Georg Frederic Handel. Cada obra aparece identificada pela abreviatura HWV seguida de um número.

Harmonia:

ciência dos acordes com a sua sonoridade global e encadeamentos.

Harmónico (intervalo):

intervalo em que os sons são apresentados ao mesmo tempo, escritos na vertical.

Harmónicos:

sons que acompanham a emissão de um som fundamental, formando uma série de harmónicos superiores naturais.

Hebraica (música):

conjunto de práticas vocais e instrumentais dos antigos hebreus que assumiram grande importância no templo de Jerusalém, transmitidas oralmente e testemunhadas por muitos exemplos da Sagrada Escritura.

Heptatónica (grec.):

literalmente “sete tons”, no sentido de “sete sons”, escala de sete sons.

Hertz:

sinónimo de “ciclos por segundo”, é a unidade de medida da frequência dos sons. O nome homenageia o físico alemão Heinrich Hertz (1857-1894).

Heterofonia:

na etnomusicologia designa a prática de executar em várias partes a mesma melodia, com variantes e ornamentos que não estão presentes em outras partes.

Hinário:

recolha de hinos e, por extensão, de cânticos cristãos. Com a imprensa, os hinários deixaram de ser conjuntos isolados, estando hoje os hinos colocados nos ofícios próprios, juntamente com outros cânticos.

Hino:

poema estrófico a Deus, Cristo, aos santos, que termina muitas com uma doxologia à Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). A palavra pode designar também a música identificativa de uma congregação, associação, movimento religioso, região, país.

Homofonia (gr.):

literalmente significa “vozes semelhantes”, designando música em uníssono (ao contrário de heterofonia), ou música em que as partes se movimentam juntas, nota contra nota (homorritmia).

Homorritmia (gr.):

concordância de uma nota, em termos de ritmo, com as notas das outras partes, executadas em simultâneo. Enquanto a polirritmia, que surge com o motete, desenvolve o Contraponto, a homorritmia, que nasce do “conductus” do séc. XIII, está na base da Harmonia.

Hoqueto:

processo rítmico que consiste em repartir as notas de uma linha melódica entre as vozes ou instruemntos de uma composição. Esta técnica apareceu no século XIII e foi muito utilizada no século XIV, na Ars Nova.

Horas (Liturgia das):

Ofício litúrgico católico que consiste na recitação e canto de salmos e cânticos bíblicos enquadrados por antífonas, e escuta de leituras da Bíblia e da Tradição da Igreja.

Hossana (hebr.):

aclamação que se mantém em vários momentos da Liturgia católica, designadamente o “Sanctus”, ou “Santo”, na Missa.

Humoresque:

a palavra designa uma peça instrumental que apareceu no século XIX, com sentido humorístico (“humour”), ou como expressão de um estado de alma (do francês “humeur”).

I

Idiofone:

instrumento de percussão, em que uma parte bate na outra, sem ajuda de membrana, cordas ou tubos.

Infra-som:

vibração sonora inaudível, de frequência inferior a 15 ciclos por segundo.

Impressionismo:

tendência musical que surgiu em França, no início do Século XX. Paralelamente à pintura de Monet, Manet, Sisley (nos anos 1860/1870), é aplicada a certas obras de Debussy e Ravel.

Improvisação:

criação de uma música no momento, designadamente no Jazz e no Órgão de Tubos.

Incipit (lat.):

terceira pessoa do singular do verbo latino que significa “começar”. Designa as primeiras notas de um trecho musical.

Indefinida:

instrumentos em que não é possível dar alturas ou notas determinadas.

Intensidade:

qualidade do som que se prende com a energia utilizada pelo executante e a amplitude da vibração sonora, com sons mais fortes ou mais fracos.

Intermezzo (ital.):

peça que assumiu diversos papéis na evolução dos géneros líricos. No século XVI, era um espectáculo completo, com dança, canto e música instrumental. No século XVII, estava inserido nas festas palacianas e, nos teatros, teve também a função de distrair o público nas mudanças de cena.

Interlúdio:

intermezzo, pequena peça instrumental entre duas cenas ou actos de uma ópera, preenchendo o vazio gerado pelo fechar do pano. São célebres os interlúdios de “Pelléas et Melisande”, de Claude Debussy.

Interpretação:

execução de uma partitura numa realização sonora fiel; desempenho de um músico ou um agrupamento.

Intervalo:

distância entre duas notas musicais no que se refere à altura.

Introdução:

secção inicial de uma peça que não começa directamente pelo tema.

Introito (lat.):

primeiro canto da missa católica, do próprio, na liturgia anterior ao II Concílio Vaticano; cântico de entrada. Entoado enquanto o padre entra e se dirige ao altar, o cântico de entrada dá aos fiéis o sentido litúrgico da celebração.

Invenção:

peças musicais que correspondem a uma especial intenção do compositor. Ficaram célebres as invenções para cravo de Johann Sebastian Bach a duas e três vozes.

Ite Missa est:

Fórmula pela qual na missa em latim se despediam os fiéis (“Ide, a missa acabou”).

J

Jazz:

Música afro-americana nascida no século XX em comunidades negras dos Estados Unidos da América, baseada na improvisação e num especial tratamento do ritmo (swing). O Jazz teve desde o início a influência das culturas europeias e africanas.

Jota:

dança tradicional espanhola de origem aragonesa, em compasso ternário, que inspirou vários compositores (Granados, Albéniz, Falla, Glink, Lizst, Chabrier).

Jubilus (lat.):

palavra que evoca a alegria (júbilo) comentada por Santo Agostinho nas “Enarrationes super salmos”, consiste em vocalisos que ornamentam a sílaba final da aclamação “Alleluia”.

K

Kantorei (alem.):

nome dado nos séc. XVI e XVII a um coro pertencente a uma igreja, corte de um rei ou príncipe.

Kyriale (gr.):

livro litúrgico com as melodias do Comum ou Ordinário da Missa, cujo primeiro canto é o “Kyrie”.

Kyrie eleyson (gr.):

Primeiras palavras da tripla invocação que dá início ao Ordinário da Missa, aparecendo assim em primeiro lugar nas missas polifónicas ou corais que não incluem o Próprio, mas apenas as partes comuns. Com a reforma litúrgica do Concílio Vaticano II, canta-se geralmente em português: “Senhor, tende piedade de nós”.

L

Lá:

sexto grau da escala diatónica de Dó, designado pela letra A nos países anglossaxónicos; nota dada pelo diapasão.

Lamentações:

Música baeada no “Livro das Lamentações” de Jeremias, utilizado na Liturgia Católica da Semana anterior à Páscoa, chamada Semana Santa. Entre os séculos XV-XVIII, numerosos compositores escreveram “Lamentações”, “a capella” e com acompanhamento de órgão e outros instrumentos (Thomas Tallis, Orlando di Lasso, Tomás Luís de Victoria, Palestrina, Marc-Antoine Charpentier, François Ciuperin, Igor Stravinsky).

Larghetto (ital.):

diminutivo italiano que designa um andamento lento, menos lento que o largo, de carácter lento e solene, entre 69-100 batimentos por minuto.

Largo (ital.):

termo italiano que indica um andamento muito lento, o mais lento de todos, entre 40-69 batimentos por minuto.

Lauda:

termo que significa “canto de louvor”. Canção religiosa escrita em língua vernácula, teve um papel importante na Itália pré-renascentista, antecedendo, pelo seu carácter polifónico, a “frottola”.

Laudes:

oração matinal da “Liturgia das Horas” forma, com as orações de Vésperas e Completas, a parte mais importante do Ofício Divino. Antigamente, as laudes rezavam-se ou cantavam-se ao amanhecer, enquanto as matinas, “Ofício das trevas”, se cantavam ainda de noite.

Legato (ital.):

modo de executar uma música vocal ou instrumental em que as notas estão o mais possível ligadas entre si, sem qualquer interrupção.

Lento (ital.):

andamento semelhante ao “largo”, mas sem ter necessariamente aquele carácter grave.

Leitmotiv (alem.):

palavra usada especialmente para a obra de Wagner, que significa “motivo condutor”, tema.

Lento (ital.):

andamento lento.

Libreto (ital.):

diminutivo de “libro”, passou a designar texto de uma ópera, oratório ou outra obra de características operáticas.

Lição:

tradução inexacta de “lectio”, leitura de textos do Antigo Testamento, dos Padres da Igreja e de Santos, colocada nas horas canónicas. Em França, Lambert, Charpentier, F. Couperin, Delalande compuseram para as “Leituras de trevas”.

Lied (alem.):

palavra alamã que, remontando à Idade Média, designa uma forma musical característicmente alemã constiuída por um texto poético cantado, com acompanhamento de piano. Entre os compositores de “lieder” encontram-se Schubert, Beethoven, Schumann, Brahms, Wolf, Mahler, Richard Strauss.

Ligadura:

linha curva que junta duas notas da mesma altura somando-lhes a duração (ligadura de prolongação) ou várias notas de alturas diferentes para sugerir que não se devem destacar mas ligar (ligadura de expressão).

Linha suplementar:

linha que, em caso de necessidade, se acrescenta por cima (suplementar superior) ou por baixo da pauta (suplementar inferior), permitindo escrever notas num âmbito mais alargado.

Litania (gr.):

oração dialogada, rezada ou cantada, constituída por uma série mais ou menos longa de invocações com respostas curtas.

Liturgia (gr.):

conjunto de celebrações públicas da Igreja, que pode ter ou não canto e acompanhamento instrumental.

Loco (ital.):

“no lugar”, significa que, depois de uma passagem executada “à oitava”, se regressa à tessitura normal.

Longa:

figura musical usada antigamente.

Luthier (fr.):

designando inicialmente um fabricante de alaúdes, com o seu declínio, passou a designar o construtor de violinos e outros instrumentos da família.

M

Machete:

o m.q braguinha, instrumento tradicional madeirense de 4 cordas afinadas em Ré.

Madrigal:

peça de carácter contrapontístico e vocal sobre um texto profano, cultivada na Europa entre os séc. XV-XVII.

Maestoso (ital.):

indicação de “majestoso”, de carácter solene, mas não necessariamente lento. Um andamento pode ser “allegro maestoso”.

Maestro (ital.):

director de um coro ou de uma orquestra, que é também, por vezes, na música barroca, um dos instrumentistas.

Magnificat (lat.):

primeira palavra (verbo na terceira pessoa do singular) do cântico evangélico atribuído por São Lucas a Maria: “Magnificat anima mea Dominum”. Estas palavras de louvor aparecem no contexto da Visita que Maria faz à sua prima Isabel após a Anunciação. É rezado ou cantado na oração litúrgica de Vésperas (ao fim da tarde). Johann Sebastian Bach e K. Penderecki, entre muitos outros, compuseram sobre o “Magnificat”.

Manual:

teclado de um órgão tocado com as mãos, ao contrário da pedaleira, que é um teclado adaptado e tocado com os pés.

Manúbrio:

puxador existente na consola de um órgão de tubos histórico, que serve para ligar ou desligar os registos, na medida em que se puxa ou empurra.

Marcato (ital.):

modo de tocar martelando um pouco as notas.

Marcha:

peça musical com grande regularidade rítimica, em compasso binário. Originariamente servia para o acompanhamento de uma procissão ou exército. Há várias tipos de marcha: marcha turca, marcha fúnebre, marcha nupcial, encontrando-se exemplares em Haydn, Mozart, Beethoven, Schubert, Méhul.

Marcha harmónica:

modulante ou não, consiste num encadeamento de acordes.

Máxima:

figura musical usada antigamente.

Mazurka:

dança polaca em compasso 3/4 ou 3/8, coreograficamente complexa, originária da província de Mazuria. Mais aristocrática do que a polka, afirmou-se como forma musical no século XIX através de Frédéric Chopin e outros compositores românticos.

Mediante:

terceiro grau da escala nos sistemas tonal ou modal. A palavra “Mediante” significa o grau que está a meio caminho entre a tónica e a dominante.

Meio soprano:

voz feminina intermédia.

Melisma (gr.):

“cantar sem palavras”, significa um grupo maior ou menor de notas musicais sobre uma mesma sílaba com uma função ornamental ou jubilatória. Diversamente do vocalizo, tem um carácter ocasional, uma dimensão restrita (e não inclui a noção de virtuosismo).

Melismático:

técnica de canto (gregoriano ou não) em que, a uma sílaba, correspondem várias notas.

Melodia:

sucessão mais ou menos cantável de notas de altura diferente.

Melódico (intervalo):

intervalo horizontal, isto é, em que uma nota é tocada ou cantada a seguir a uma outra, seja ela igual, mais aguda ou mais grave.

Melos (gr.):

parte de uma frase musical, canto ritmo, melodia cantada.

Metrónomo:

Metrónomo
Metrónomo

aparelho mecânico (ou digital) criado por Winkel e patenteado por Maelzel para regular o andamento da execução musical. O metrónomo dá ao compositor a possibilidade de escrever o andamento exacto que pretende para a sua obra.

Mezza voce (ital.):

“A meia voz”, expressão que tanto pode dar para o canto como para a execução instrtrumental.

Mezzo-forte (ital.):

expressão italiana que significa uma intensidade média do som.

Mezzo-soprano (ital.):

mezo-roprano, categria musical feminina, entre o contralto e e o soprano).

Mi:

terceira nota da escala diatónica de de Dó, correspondente à letra E nos países anglossaxónicos.

Minueto:

dança rústica francesa em compasso ternário usada especialmente nos séc. XVII e XVIII.

Miserere (lat.):

palavra que significa “Tende compaixão” e dá início aos salmos 50, 54 e 55. Aparece muitas vezes nos textos litúrgicos católicos.

Missa:

Celebração principal do culto católico, é constituído por duas partes essnciais: a Liturgia da Palavra e a Liturgia eucarística.

Moderato (ital.):

andamento moderado, entre 108-120 batimentos por minuto.

Modo:

nome para cada uma das formas de organizar os sons da escala.

Modulação:

mudança de tonalidade.

Monorritmia:

existência de um só ritmo numa peça, tocado por uma ou várias pessoas.

Morna:

género musical cabo-verdiano

Motivo:

pequena célula rítmico-melódica que está na origem da frase musical e que pode surgir com sons de alturas diferentes.

Música de câmara:

música destinada a uma pequena sala de concertos, geralmente composta para um reduzido grupo de instrumentos ou vozes.

N

Neoclássico:

termo aplicado a alguns compositores do século XX que usaram formas e processos composicionais da música do Período Clássico.

Neumas:

sinais da notação medieval eclesiástica colocados sobre as sílabas para representar subida ou descida da melodia.

Neumático:

estilo de canto gregoriano em que a cada sílaba correspndem sensivelmente duas a quatro notas.

Noturno:

pequena peça para piano em um andamento, com carácter lírico e poético. John Field, Chopin e Francis Poulenc, entre outros, compuseram nocturnos.

Notação:

conjunto de sinais convencionais utilizados para representar graficamente a duração, altura, ritmo e outros aspectos de uma obra musical.

O

Ofertório:

canto da missa católica cantado durante a apresentação das oferendas, a seguir ao Credo (e à chamada Oração dos fiéis).

Oitava:

grau número 8 da escala; som resultante de multiplicar por dois a frequência de um som (oitava ascendente) ou de reduzi-la para metade (oitava descendente).

Ópera:

obra musical composta sobre uma argumento, cantada com acompanhamento instrumental e encenada à semelhança do teatro.

Opus (lat.):

termo latino que significa obra ou trabalho. A partir do século XVII, seguida de um número, serve para estabelecer a ordem de classificação das obras de um compositor.

Oratório:

obra musical religiosa ou profana, para coros e orquestra, por vezes com solistas, com proporções e estilo comparável à ópera. Nasceu em meados do século XVI na Congregação do Oratório de São Filipe de Neri, com carácter religioso, em vista da Reforma da Igreja Católica.

Organum (lat.):

forma polifónica primitiva medieval. Na sua forma mais rudimentar consiste em dobrar uma melodia com a sua quarta ou quinta.

Ornamentação:

inserção de uma ou mais notas decorativas numa melodia principal.

Orquestra:

conjunto de instrumentos musicais agrupados em seccções homogéneas, por famílias de instrumentos, com predomiância das cordas.

Ostinato (ital.):

conjunto de notas que se repetem com insistência num trecho musical.

P

Pantonalidade:

termo que designa uma organização harmónica e melódica que, não sendo propriamente atonal, evolui do sistema tonal e se alarga através da assunção de influências diversas.

Partitura:

representação gráfica do conjunto dos sons e silêncios de uma obra, partes instrumentais ou vocais de um trecho musical em que as diversas partes simultâneas aparecem sobrepostas.

Pasodoble (esp.):

dança espanhola em compasso 2/4 e em tempo allegro moderato, quase sempre em modo menor.

Pausa:

silêncio que pode durar mais ou menos tempo e é representado por um símbolo numa partitura.

Pauta:

pentagrama, isto é, conjunto de cinco linhas paralelas e equidistantes com quatro espaços entre elas onde se escrevem os sinais musicais.

Pavana:

dança de corte da Renascença (séc. XVI), em andamento lento e estilo solene, em compasso 2/4.

Pedilhação:

utilização dos pés na execução do órgão com pedaleira, ou a indicação numérica de como os pés devem evoluir na pedaleira.

Pentagrama:

sinónimo de pauta musical, conjunto de cinco linhas paralelas e equidistantes onde se escrevem as figuras musicais.

Pentatónico:

sistema que utiliza cinco sons da escala diatónica (dó ré mi sol lá, por exemplo).

Percussão:

efeito de percutir; produção de sons e de música através de batimento ou entrechoque.

Perfil sonoro:

tempo de vida de um som, desde que é atacado até que se extingue (ataque, corpo, queda).

Piano:

antes de significar o conhecido instrumento musical de corda e tecla, já este termo italiano significava um som ou um conjunto de sons tocados com pouca de intensidade.

Pizzicato (ital.):

indicação, nos instrumentos de arco, de que o intérprete deve tocar as cordas com os dedos e não com o arco.

Plectro:

pequena peça utilizada para tocar certos de corda como a cítara, a lira e a balalaika.

Poema Sinfónico:

obra orquestral sem forma concreta, de carácter programático e rapsódico.

Polifonia:

execução simultânea de várias notas e melodias.

Politonalidade:

coexistência de várias tonalidades na mesma obra.

Polirritmia:

existência mais do que um ritmo diferente, tocados ao mesmo tempo.

Ponto de aumentação:

ponto que, colocado imediatamente a seguir a uma figura musical, lhe aumenta a duração em metade do seu valor.

Portamento:

termo italiano que significa passagem gradual de uma nota a outra, que pode ser intencional ou acontecer por falta de conhecimentos em muitos coros e cantores amadores.

Prelúdio:

introdução musical a uma ópera, ou pequena peça independente, sem forma pre-estabelecida, como os “Prelúdios e fugas” de J. S. Bach, ou os “Prelúdios” de Chopin.

Prestissimo (ital.):

andamento ainda mais rápido que o presto, entre 200-208 semínimas por minuto.

Presto (ital.):

palavra italiana que significa andamento muito rápido, entre 168-200 semínimas por minuto.

Pulsação:

marcação regular de uma música ou canção que pode não se ouvir mas se sente por trás do ritmo.

Q

Quadrivium (lat.):

nome que Boécio deu ao conjunto das ciências dos números (Aritmética, Música, Geometria e Astronomia), na obra “De Arithmetica”.

Quaternário:

compasso ou ritmo de quatro tempos.

Quinta:

grau número 5 de uma escala diatónica, ou o intervalo entre uma nota e outra nota cinco graus acima ou abaixo.

Quinteto:

composição para cinco partes, ou agrupamento de cinco músicos.

R

Rajão:

instrumento tradicional madeirense de 5 cordas com afinação reentrante.

Rapsódia:

composição com carácter de fantasia sobre temas pre-existentes, em geral populares. Na História da Música, destacam-se as rapsódias de Liszt, Lalo e Rachmaninov).

Ré:

segunda nota da escala diatónica de dó, designada por D nos países anglossaxónicos.

Recital:

concerto dado por um só intérprete ou um grupo reduzido.

Recitativo:

parte de uma obra que valoriza especialmente o texto e que, nas óperas e oratórios, antecede uma ária; nome de um dos teclados do órgão.

Renascimento:

palavra que designa a época da História, das Artes e da Música, entre a Idade Média e antes do Barroco, sensivelmente entre 1430-1600 d. C. É um período em que se evolui dos modos eclesiásticos para o sistema tonal e a polifonia atinge um lugar destacado. Alguns dos instrumentos mais utilizados são o alaúde, a harpa, o virginal, o órgão (de tubos), a flauta doce, o oboé e o cromorne. Entre os compositores da Época devem referir-se Giovanni Pierluigi da Palestrina, Orlando di Lassus, William Byrd, Orlando Gibbons, Tomás Luis de Victoria.

Requiem (lat.):

Missa dos Defuntos. Palavra tirada do canto inicial: “Requiem aeternam dona eis, Domine”, que significa “Dá-lhes, Senhor, o eterno descanso”.

Ricercare (ital.):

palavra italiana que designava no séc. XVI e XVII uma forma instrumental com carácter de improvisação.

Ritardando (ital.):

termo italiano que significa diminuição gradual do andamento.

Ritmo:

componente fundamental da música, tem a ver com a organização dos sons e dos silêncios e respectiva duração.

Roda:

círculo que se forma para certas canções infantis, podendo também verificar-se em danças espanholas.

Rondó:

canção medieval francesa com refrão.

Rumba:

dança popular cubana de origem negra, com carácter sincopado, que usa como acompanhamento instrumentos de percussão, essencialmente.

RV:

letras seguidas de um número que designam as obras de Antonio Vivaldi, segundo o catálogo de Peter Ryom’s, “Ryom Verzeichnis”.

S

Saibara:

género musical desenvolvido na corte do Japão durante doze séculos.

Salmo:

poema cantado retirado do “Livro dos Salmos”, do Antigo Testamento (parte da Bíblia anterior a Cristo). Os salmos são utilizados na Liturgia Católica, tanto na Missa e nos sacramentos em geral, e foram musicados por numerosos compositores.

Saltarello (ital.):

antiga dança italiana de carácter saltitante e andamento rápido em compasso 6/8.

Samba:

género musical oriundo do Rio de Janeiro que deriva do canto, dança e instrumentos musicais dos negros no Brasil ( século XIX).

Sanctus (lat.):

parte invariável da missa, particularmente solene, de louvor a Deus (“Santo, santo, santo, Senhor Deus do universo”).

Schola Cantorum (lat.):

locução latina, ligada à Igreja Católica, que significa “grupo de cantores”. Vincent d’Indy fundou em Paris, em 1896, uma escola de música que adoptou o nome de “Schola Cantorum”.

Segunda:

relação de um grau da escala com o grau anterior ou seguinte, podendo ser de um tom ou meio tom.

Seguidilla (esp.):

canção e dança tradicional de Espanha, em ritmo vivo e compasso 3/4 e 3/8.

Semibreve:

figura rítmica de maior duração, utilizada atualmente como padrão e referência para o compasso. No compasso 4/4, por exemplo, o denominador indica qual a figura que é unidade de tempo (a que vale 1/4 da unidade de valor, isto é, a semínima). O numerador indica que o compasso, no caso apresentado, tem 4 semínimas ou o equivalente.

Sensível:

sétimo grau da escala diatónica, com intervalo de meio tom relativamente à tónica, para a qual tem tendência a resolver.

Serenata:

peça instrumental sem forma determinada. É célebre a “Pequena Serenata Nocturna” de Mozart.

Septeto:

formação ou obra para sete instrumentos ou vozes.

Sétima:

som que na escala diatónica ocupa o 7º grau ascendente. É sétima também o intervalo entre as duas notas.

Sexta:

som que numa escala diatónica é o sexto a contar da tónica (Dó-lá); intervalo que daí resulta.

Sexteto:

agrupamento de seis vozes ou instrumentos, ou obra escrita a seis partes.

Sforzando (ital.):

aumento da força dinâmica.

Silábico:

estilo de canto gregoriano em que a cada sílaba corresponde uma nota.

Síncopa:

forma rítmica em que o acento do tempo forte é deslocado para o tempo fraco, ou a parte fraca do tempo.

Sinfonia:

obra orquestral de grandes dimensões, em vários andamentos, em geral.

Sinfonietta (ital.):

diminutivo que pode designar uma pequena orquestra ou uma pequena sinfonia.

Solo:

secção de um trecho musical executado por um só intérprete (solista).

Sonata:

obra instrumental em 3 ou quatro andamentos para um ou mais intérpretes.

Sonatina:

sonata de pequenas dimensões.

Soprano:

a mais aguda das vozes femininas.

Staccato (ital.):

tipo de articulação de uma música em que cada nota aparece um pouco destacada da nota seguinte.

Suite:

peça instrumental em vários andamentos.

Sustenido:

sinal da notação musical que modifica uma nota em meio tom ascendente. O duplo sustenido sobe dois meios tons.

T

Tantum ergo (lat.):

hino católico em latim cantado na bênção do Santíssimo Sacramento.

Tarantela:

dança rápida em compasso 6/8 rápido e com mudanças entre tonalidade maior e menor.

Te Deum (lat.):

hino católico latino de louvor a Deus, cantado especialmente em ocasiões solenes.

Tiento (esp.):

termo utilizado no século XVI para designar uma obra instrumental com carácter bastante improvisativo, designadamente ao órgão.

Tenor:

a voz mais aguda das vozes masculinas.

Terceira:

intervalo entre uma nota (primeira) e a nota que se segue à nota seguinte, inferior ou superior.

Tercina:

célula rítmica que subdivide em três um tempo que normalmente se divide em duas partes iguais.

Ternário:

compasso ou ritmo de três tempos.

Tessitura:

parte da escala sonora de um instrumento ou voz, indicando as oitavas e fragmentos de oitava que o instrumento ou voz compreende.

Tetracorde:

quatro notas, havendo entre cada uma delas e a superior, um tom, excepto entre o terceiro e o quatro graus, que se encontram à distância de meio tom.

Textura:

termo que, por analogia, significa a quantidade de sons e timbres utilizados em determinada peça musical.

Timbre:

cor ou característica do som que permite distinguir um instrumento ou uma voz, mesmo quando dão notas da mesma altura, deve-se à forma como o som é produzido.

Tocata:

composição instrumental livre, de carácter brilhante e vivo, normalmente para órgão ou cravo.

Tom:

intervalo de segunda maior. A palavra pode significar também tonalidade.

Tónica:

a nota fundamental de uma escala diatónica, ou o centro que polariza a tonalidade no regime harmónico diatónico.

Trio:

composição escrita a três partes ou para três instrumentos. A mesma palavra pode designar a parte central do minueto, e um conjunto de três instrumentos.

Trítono:

intervalo de três tons, que corresponde a uma quarta aumentada. Pela dificuldade de entoação, era chamado na Época Medieval “Diabolus in Musica”.

Trovador:

poeta músico medieval existente em vários países da Europa com nomes e características diferentes.

tuna:

agrupamento vocal e instrumental de músicos amadores, em geral estudantes.

Tutti (ital.):

secção executada por todos os músicos.

U

Uníssono:

posição de duas ou mais notas na mesma altura.

Ut (lat.):

Nome antigo da nota Dó, manteve-se até ao séc. XVII. No séc. XI, na Itália, a partir do conhecido hino a São João Baptista “Ut queant laxis / Resonare fibris / Mira gestuorum / Famuli tuorum / Solve polluti / Labii reatum / Sancte Iohannes” (Para que os teus servos possam exaltar a plenos pulmões as maravilhas dos teus milagres, perdoa a falta dos lábios impuros, São João!), Guido de Arezzo achou que podia ensinar os alunos a memorizar a altura dos sons, tendo assim nascido o sistema silábico.

V

Valsa:

dança em compasso ternário muito popular entre as danças de salão vienenses do século XIX, em grande parte pelo contributo dos compositores da família Strauss. É uma das poucas danças ocidentais que conjugaram música erudita e o gosto popular.

Variação:

forma musical em que um tema é transformado através de vários recursos próprios da composição. Até se tornar uma forma complexa, partiu de um princípio muito simples e comum, o de acrescentar a uma composição novos elementos musicais e ornamentos.

Verismo:

palavra que designa uma corrente literária italiana e, por extensão, diversas óperas de finais do século XIX e princípios do séc. XX. Entre os compositores de óperas veristas, com o seu realismo trágico, destacam-se Mascagni e Leoncavallo.

Versículo:

parte de um cântico litúrgico entoado por um solista, a que o coro ou a assembleia responde com um “responsório” ou aclamação.

Vésperas:

oração católica da Liturgia das Horas, feita ao final da tarde por padres e religiosos, sobretudo, e cantadas nas festividades mais solenes, muitas vezes com acompanhamento instrumental. A partir do século XIX, tornou-se muito raro entre os compositores eruditos a composição de música para a Liturgia das Horas, designadamente, a oração da tarde.

Vibrato:

ligeira ondulação provocada num som com uma finalidade expressiva, no canto ou em instruemntos de sopro.

Villanella (ital.):

canção popular popular a três e quatro vozes, com origem napolitana, popular na Itália do século XVI.

Villancico (esp.):

tipo de canto religioso espanhol conhecido desde finais do séc. XVI, com raizes na música profana (danças populares), na tradição religiosa (Natal).

Viola de arame:

instrumento tradicional madeirense de 10 cordas afinadas em ré.

Vira:

dança tradicional do folclore português, característico do Minho e de outras regiões, como a Estremadura. Conhecem-se vários “viras”: vira antigo, vira das desgarradas, vira das sortes, vira de costas, vira valseado, vira batido, vira de dois pulos.

Vivace (ital.):

palavra que sugere vivacidade andamento.

Vocaliso:

execução vocal sem palavras, ou sobre uma sílaba. Exercício técnico em que um fragmento melódico é repetido em diferentes alturas para aquecimento das cordas vocais ou outros objectivos específicos.

Voz:

instrumento musical privilegiado e universal, pode executar música a solo ou em grupo, com acompanhamento de um instrumento ou de uma orquestra.

W

Work-song (ingl.):

tipo de canto que serve para sustentar o trabalho ou torná-lo menos árduo, é, por vezes, acompanhado pela própria ferramenta de trabalho.

X

Y

Yodel:

modo de cantar característico dos Alpes suiços e do Tirol, sobretudo por homens.

Z

Zarzuela:

representação cénica típica de Espanha, com partes faladas e outras cantadas.

Zingaresca:

peça musical ao estilo cigano.

Zortzico:

dança popular basca em compasso 5/8, em ritmo vivo.

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/download.jpeg 225 225 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-03 16:33:292024-11-13 14:35:54Dicionário de Música
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