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A minha gatinha

A minha gatinha parda
inda ontem me fugiu.
Quem achou a minha gata?
Você sabe? Você viu?

O meu gato amarelo
inda ontem me fugiu.
Nunca vi gato mais belo.
Você sabe? Você viu?

O meu pato-corredor
ainda há pouco me fugiu.
Diga lá, amigo Heitor.
Você sabe? Você viu?

O meu ganso da guiné
ainda há pouco me fugiu.
Diga lá, amigo André.
Você sabe? Você viu?

O meu gato Siamês
ainda há pouco me fugiu.
Diga lá, amiga Inês.
Você sabe? Você viu?

O meu porco vietnamita
ainda há pouco me fugiu.
Diga lá, amiga Rita.
Você sabe? Você viu?

António José Ferreira ]

A nossa roda

A nossa linda roda,
mata tira tira ná. (2 v.)
A nossa inda é mais linda,
mata tira tira ná. (2 v.)

Então quem é que queres?,
mata tira tira ná. (2 v.)
Eu quero a Inês,
mata tira tira ná. (2 v.)

Então o que lhe dás,
mata tira tira ná. (2 v.)
Vou dar-lhe uma flor,
mata tira tira ná. (2 v.)

Tradicional ]

Cuco

Cuco, cuco,
oiço a cantar.
A Primavera ‘stá a chegar!
Vamos todos cantar, dançar.

Cuco parasita
Cuco parasita

O Rei D. Dinis

Dinis gostava tanto de cantar e de tocar, (3 v.)
de tocar, gostava de tocar.

Dinis gostava tanto de plantar e semear, (3 v.)
semear, gostava de semear.

Dinis gostava tanto de mandar e governar, (3 v.)
governar, gostava de governar.

António José Ferreira

Diz que uma carochinha

Diz-se que uma vez
uma carochinha
achou uma jóia
varrendo a casinha.

Julgando-se rica
toda se enfeitou
e p’ra arranjar noivo
p’ra janela foi.

Quem se quer casar
com a carochinha
que já não é pobre
e é bem bonitinha?

O porco que passa
encantado está.
Que comes, ó porco?
Do que Deus me dá.

Vai-te embora, porco,
que a ti não quero,
pois melhor marido
do que tu espero.

E o cão que passa
encantado está.
Que comes, ó cão?
Do que Deus me dá.

Vai-te embora, cão,
que a ti não te quero
pois melhor marido
do que tu espero.

O gato que passa
encantado está.
Que comes, ó gato?
Do que Deus me dá.

Vai-te embora, gato,
que a ti não te quero
pois melhor marido
do que tu espero.

E o rato que passa
encantado está.
Que comes, ó rato?
Do melhor que há.

Vem cá, meu ratinho:
mais ninguém eu quero
que melhor marido
do que tu não ‘spero.

Dona Carochinha
e João Ratão
ambos vão à igreja
no Domingo vão.

Mas já na igreja,
mulher e marido
dão p’la falta enorme
do leque esquecido.

Que dirá de nós
todos este povinho?
vai buscar-me o leque,
rico maridinho.

Foi João a casa,
viu o caldeirão.
Foi comer da sopa
por ser um glutão.

Tanto o glutão
do jantar provou
que dentro do tacho
cozido ficou.

Voltou para casa
Dona Carochinha.
Viu o que ao esposo
sucedido tinha.

Viu-se então que a triste
tinha coração
pois ficou chorando
pelo seu João.

Eu perdi o dó da minha viola


Eu perdi o Dó da minha viola
Da minha viola eu perdi o Dó.
DORMIR é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó, ré
Eu perdi o da minha viola
Da minha viola eu perdi o Ré.
REMAR é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó, ré, mi
Eu perdi o Mi da minha viola
Da minha viola eu perdi o MI
MIAR é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó Ré Mi Fá
Eu perdi o Fá da minha viola
Da minha viola eu perdi o Fá.
FALAR é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó Ré Mi Fá Sol
Eu perdi o Sol da minha viola
Da minha viola eu perdi o Sol.
SONHAR é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó Ré Mi Fá Sol Lá
Eu perdi o da minha viola
Da minha viola eu perdi o Lá.
LAVAR é muito bom, é muito bom (2 v.)
É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si
Eu perdi o Si da minha viola
Da minha viola eu perdi o Si.
SILÊNCIO é muito bom, é muito bom (2 v.)

É bom camarada, é bom camarada,
É bom, é bom, é bom (2 v.)
É bom!

Eu vou comer

Eu vou comer, comer, comer
laranjas e bananas. (2 v.)

Au váu camar, camar, camar
laranjas a bananas. (2 v.)

Eu véu quemer, quemer,
quemer lerenjes e benenes. (2v.)

Iu viu quimir, quimir,
quimer lirinjis i bininis. (2v.)

Ou vou comôr, comôr, comôr
loronjos o bononos. (2v.)

Ú vú cumur, cumur, cumur
lurunjus e bununus. (2v.)

Foi na loja do mestre André

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um pifarito,
tiro, liro, lir’um pifarito,

Ai olá, ai olé,
Foi na loja do Mestre André. (bis)

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um pianinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir’um pifarito.

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um tamborzinho,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir’um pifarito,

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei uma campaínha,
tlim tlim tlim, uma campainha,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir’um pifarito,

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei uma rabequinha,
Chiribiri-biri, uma rabequinha,
tlim tlim tlim, uma campainha,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir’um pifarito,

Foi na loja do Mestre André
que eu comprei um rabecão,
Chiribiribão, um rabecão,
Chiribiri-biri, uma rabequinha,
tlim tlim tlim, uma campainha,
tum tum tum, um tamborzinho,
plim plim plim, um pianinho,
tiro, liro, lir’um pifarito.

Grândola

Em cada esquina um amigo,
em cada rosto igualdade,
Grândola, vila morena,
terra da fraternidade.

Terra da fraternidade,
Grândola, vila morena,
em cada rosto igualdade,
o povo é quem mais ordena.

À sombra de uma azinheira
que já não sabia a idade,
jurei ter por companheira,
Grândola, a tua vontade.

Grândola, a tua vontade
jurei ter por companheira,
à sombra de uma azinheira
que já não sabia a idade.

Senhora Dona Anica

Senhora Dona Lara,
venha à porta, venha ver.

Olhe aquele motorista.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele jardineiro.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele motoqueiro.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele calceteiro.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele varredor.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele sinaleiro.
Veja o que ele está a fazer.

Olhe aquele jornalista.
Veja o que ele está a fazer.

António José Ferreira, adapt. ]

Havia um atleta

Havia um atleta
um atleta havia.
Se ele treinasse,
corridas venceria.

Havia um motorista,
um motorista havia.
Se ele trabalhasse,
dinheiro ganharia.

António José Ferreira ]

Menina estás à janela

Menina estás à janela
com o teu cabelo à lua.
Não me vou daqui embora
sem levar uma prenda tua.

Os olhos requerem olhos
e os corações corações
e os meus requerem os teus
em todas ocasiões.

Tradicional ]

Hino Nacional de Portugal

Heróis do mar, nobre povo,
Nação valente, imortal,
Levantai hoje de novo
O esplendor de Portugal!
Entre as brumas da memória,
Ó Pátria sente-se a voz
Dos teus egrégios avós,
Que há-de guiar-te à vitória!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Desfralda a invicta Bandeira,
À luz viva do teu céu!
Brade a Europa à terra inteira:
Portugal não pereceu
Beija o solo teu jucundo
O Oceano, a rugir d’amor,
E teu braço vencedor
Deu mundos novos ao Mundo!

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Saudai o Sol que desponta
Sobre um ridente porvir;
Seja o eco de uma afronta
O sinal do ressurgir.
Raios dessa aurora forte
São como beijos de mãe,
Que nos guardam, nos sustêm,
Contra as injúrias da sorte.

Às armas, às armas!
Sobre a terra, sobre o mar,
Às armas, às armas!
Pela Pátria lutar
Contra os canhões marchar, marchar!

Henrique Lopes de Mendonça ]

Havia um estudante

Havia um estudante,
um estudante havia.
Se ele estudasse,
no exame passaria.

Havia um escritor,
um escritor havia.
Se ele publicasse,
um êxito seria.

Havia um pianista,
um pianista havia.
Se fosse talentoso
um disco gravaria.

António José Ferreira ]

No dia dos namorados

No dia nos namorados,
eu peço a São Valentim
que abra os teus lindos olhos
e volte o teu amor p’ra mim.

Ó malhão

Ó malhão, malhão,
que vida é a tua?
Comer e beber, ó terrim tim tim,
passear na rua.

Ó malhão, malhão,
ó malhão do Norte, (bis)
quando o mar ‘stá bravo,
quando o mar ‘stá bravo
faz a onda forte. (bis)

Ó malhão, malhão,
ó malhão do Sul, (bis)
quando o mar ‘stá manso,
quando o mar ‘stá manso
faz a onda azul. (bis)

Passa, passa

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
As cozinheiras fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
Os pescadores fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
Os jardineiros fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
Os motoristas fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
Os professores fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Passa, passa, Gabriel,
toda a gente passa. (2x)
Os pianistas fazem assim.
Ai ai ai ai, todo a gente passa.

Que linda falua

Que linda falua
que lá vem lá vem.
É uma falua
que vem de Belém.

Eu peço ao barqueiro
que deixe passar,
que eu tenho filhinhos,
ai, p’ra sustentar.

Então passará,
mas alguém ficará.
Se não for a mãe,
ai, um filho será.

Ribeira vai cheia
E o barco não anda.
Tenho o meu amor
lá naquela banda.

Lá naquela banda,
lá naquele lado.
Ribeira vai cheia
E o barco parado.

Tradicional de Portugal ]

Rola a pombinha

Rola a pombinha
lá na janela;
vem o pombinho,
põe-se atrás dela.

Rola a pombinha
lá no poejo;
vem o pombinho
e dá-lhe um beijo.

Tradicional ]

Rosa branca

Rosa branca ao peito,
a todos fica bem.
Rosa branca ao peito,
a todos fica bem.
À menina (Rosa), olaré,
melhor que a ninguém.
À menina (Rosa), olaré,
melhor que a ninguém.

Melhor que a ninguém,
por dentro ou por fora.
Melhor que a ninguém,
por dentro ou por fora.
Quem sabe lá, olaré,
quem ela namora.
Quem sabe lá, olaré,
quem ela namora.

Quem ela namora,
quem ela namorou.
Quem ela namora,
quem ela namorou.
O menino (Zé), olaré,
a mão lhe apertou.
O menino (Zé), olaré,
a mão lhe apertou.

Tradicional ]

Salsa, salseirinha

Salsa, salseirinha,
ó-i-ó-i-ó-ai,
assim faz o carpinteiro,
assim, assim, assim.

Salsa, salseirinha,
ó-i-ó-i-ó-ai,
assim faz o cozinheiro,
assim, assim, assim.

Tradicional dos Açores ]

São João

São João à minha porta
E eu sem ter que lhe dar.
Dou-lhe uma caninha verde
para por no seu altar.

São João, chora, chora
lágrimas de pedra fina
por lhe fugir uma ovelha
por aquela serra acima.

Tradicional ]

Vai correndo o lindo anel

Vai correndo o lindo anel,
corre, voa sem parar.
Onde está, onde se encontra?
Quem o pode adivinhar?

T. Nogueira ]

Viva os palhaços, viva o Carnaval

Viva os palhaços,
viva o Carnaval.
Viva a alegria
que a ninguém faz mal.

Ta-ta-ra-ta,
Ta-ta-ra-ta,
Ta-ta-ta-ta-ta-ta.

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