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A cabrinha subiu

A cabrinha subiu
p’ra cima do rochedo.
A cabrinha subiu
e superou o medo.

A cabrinha desceu.
Não tremeram os seus pés.
– Cabrinha,
que brava que tu és!

António José Ferreira ]

A minha gatinha parda

A minha gatinha parda
inda ontem me fugiu.
Quem achou a minha gata?
Você sabe? Você viu?

O meu gato amarelo
inda ontem me fugiu.
Nunca vi gato mais belo.
Você sabe? Você viu?

Tradicional de Portugal ]

A pega palrava

A pega palrava,
a rola gemia,
o touro berrava,
a ovelha balia.

Belo concerto
com os animais!

O pombo arrulhava,
a vaca mugia,
o burro zurrava,
a abelha zumbia.

O tigre bramava,
o cachorro latia,
o pato grasnava,
o porco grunhia.

O rato chiava,
o mosquito zunia,
o mocho piava,
a onça rugia.

António José Ferreira ]

Alto, alto! A Vaca dá um salto

Alto, alto,
a vaca dá um salto!
Alto, alto,
o burro dá um salto!
Alto, alto,
o coelho dá um salto!
Alto, alto,
o animal selvagem dá um salto!
Alto, alto,
o animal doméstico dá um salto!

António José Ferreira ]

Berra a ovelha

Berra a ovelha.
Não ‘stá zangada.
É assim que ela fala.
A ovelha berra,
você não.
Então,
porque não se cala?

Ronca o porco.
Não, não ressona.
É assim que ele fala.
O porco ronca,
você não.
Então,
porque não se cala?

António José Ferreira ]

Chegaram andorinhas

Chegaram andorinhas
e não vão parar.
Vão fazer o ninho
para aos filhos dar.

António José Ferreira ]

Coelhinho da Páscoa

Coelhinho da Páscoa,
que tens para me dar.
Tenho muita alegria
e ternura p’ra dar.

António José Ferreira ]

Coelhinho fofo

Coelhinho fofo,
se és meu amigo,
traz o teu filhote
p’ra brincar comigo.

A Páscoa é uma festa
de alegria e cor,
com muitas amêndoas
e com muito amor.

António José Ferreira ]

Cuco, cuco, oiço a cantar

Cuco, cuco,
oiço a cantar.
A Primavera
está a chegar.
Vamos todos
saltar, dançar.

Ru ru, ru ru,
oiço a cantar.
A Primavera
está a chegar.
Vamos todos
saltar, dançar!

António José Ferreira ]

Disse o galo p’rà galinha

Disse o galo p’rà galinha:
casemos, ó priminha.
Sim, casaremos,
mas falta a madrinha.
Respondeu a cobra
lá da ribeirinha
que ela estava pronta
para ser madrinha.

– A madrinha já nós temos
e mui certa a temos.
Agora o padrinho,
onde nós iremos?

Respondeu o rato
do seu buraquinho
que ele estava pronto
para ser padrinho.

– O padrinho já nós temos
e mui certo o temos;
agora o carneiro,
onde nós iremos?

Respondeu o lobo
lá do seu lobal
que ele estava pronto
p’rò carneiro dar.

– O carneiro já nós temos
e mui certo o temos;
agora, ó carneiro,
onde nós iremos?

Responde a formiga
do seu formigal
que ela estava pronta
para o trigo dar.

– O pão trigo já nós temos
e mui certo o temos;
mas a cozinheira,
onde nós iremos?

Responde a raposa
por ser mais lampeira
que ela estava pronta
p’ra ser cozinheira.

– Cozinheira já nós temos
e mui certa a temos.
Não nos falta nada,
sim, sim, casaremos!

Tradicional ]

Diz o galo à galinha

Diz o galo à galinha:
Casaremos a nossa filhinha.

Casaremos ou não casaremos,
mas o noivo, onde o encontraremos?
Diz o gato que estava no lar:
Eu estou pronto para me casar.

Um bom noivo já nós temos cá.
A madrinha donde nos virá?
Diz a cabra da sua casinha:
Eu estou pronta para ser a madrinha.

A madrinha já nós temos cá.
O enxoval, donde nos virá?
Diz a aranha do seu aranhal:
Eu estou pronta p’ra dar o enxoval.

Enxoval já nós temos cá.
Bailarina donde nos virá?
Diz a mosca que andava no ar:
Eu estou pronta p’ra vir dançar.

Bailarina já nós temos cá.
O gaiteiro donde nos virá.
Diz o burro do seu palheiro:
Eu estou pronto para ser o gaiteiro.

Tradicional ]

Gri gri gri, estou cansado de estar aqui

Gri gri gri,
‘stou cansado de estar aqui.

Gri gri gri,
vou agora cantar ali.

António José Ferreira ]

Um dia, foi à pesca

Um dia, foi à pesca, (3v),
foi fraca a pescaria. (bis)

Pescou um só peixinho, (3v)
levou-o à Maria. (bis)

Quando chegou a casa, (3v)
ouviu o que não queria. (bis).

– Se fosse um peixe grande, (3v)
que almoço não daria. (bis)

– O peixe é pequenino (3 v)
e muito cresceria. (bis)

José pegou o balde (3 v),
deitou o peixe à ria. (bis)

António José Ferreira ]

No campo vi um grilo

No campo vi um grilo,
tiriti grilo, tiriti grilo.
Cantava ao desafio,
tiriti fio, tiriti fá.

No campo vi um grilo
que cantava ao desafio.
Cantava ao desafio
e fazia gri gri gri.

O bicho da seda,
sempre a trabalhar,
tece o seu casulo
para lá morar.

Que grande surpresa
vai acontecer:
linda borboleta
de lá vai nascer!

O meu pato mandarim

O meu pato mandarim
inda ontem me fugiu.
Diga lá, amigo Delfim.
Você sabe? Você viu?

O meu ganso africano
há dois dias me fugiu.
Diga lá, amigo Adriano.
Você sabe? Você viu?

O meu pombo juvenil
há três dias me fugiu.
Diga lá, amigo Gil.
Você sabe? Você viu?

O meu gato de olho azul
há uma semana me fugiu.
Diga lá, amigo Raul.
Você sabe? Você viu.

António José Ferreira ]

O pato pateta

O pato pateta
não sabe cantar.
Tem pelo amarelo,
não sabe voar.

O pato peludo
de pelo doirado
tem bico redondo
e peito pelado.

O pato patudo
de rabo no ar
tem penas pequenas
e sabe nadar.

Tradicional ]

O rouxinol nasceu na floresta

O rouxinol nasceu na floresta,
adora ser livre,
adora voar,
adora ser livre,
adora voar.

O rouxinol nasceu na floresta,
adora ser livre,
adora cantar,
adora ser livre,
adora cantar.

António José Ferreira ]

Os alegres passarinhos

Os alegres passarinhos
quando cantam na floresta
‘stão c’o bico tico tico
quero esta, quero esta.

Os alegres passarinhos
quando cantam pelo tojo,
estão c’o bico, tico, tico,
e as asinhas vão de rojo.

Trad. do Alentejo ]

Palram pega e papagaio

Palram pega e papagaio
e cacareja a galinha.
Os ternos pombos arrulham,
geme a rola inocentinha.

Muge a vaca, berra o touro,
grasna a rã, ruge o leão.
O gato mia, uiva o lobo,
também uiva e ladra o cão.

Relincha o nobre cavalo,
os elefantes dão urros.
A tímida ovelha bala;
Zurrar é próprio dos burros.

Regouga a sagaz raposa,
brutinho muito matreiro;
Nos ramos cantam as aves
mas pia o mocho agoureiro.

Sabem as aves ligeiras
o canto seu variar:
fazem gorjeios às vezes,
às vezes põem-se a chilrar.

O pardal, daninho aos campos,
não aprendeu a cantar;
como os ratos e as doninhas,
apenas sabe chiar.

O negro corvo crocita,
zune o mosquito enfadonho.
A serpente no deserto
solta assobio medonho.

Chia a lebre, grasna o pato,
ouvem-se os porcos grunhir.
Libando o suco das flores,
costuma a abelha zumbir.

Bramam os tigres, as onças;
pia, pia o pintainho.
Cucurica e canta o galo;
late e gane o cachorrinho.

A vitelinha dá berros,
o cordeirinho balidos.
O macaquinho dá guinchos,
a criancinha vagidos.

A fala foi dada ao homem,
rei dos outros animais:
Nos versos lidos acima
se encontram em pobre rima
as vozes dos principais.

Pedro Diniz ]

Salto eu

Salto eu,
saltas tu,
para vermos quem mais salta.
Não sou eu,
não és tu,
quem mais salta é o canguru.

Sou agora uma preguiça

Sou agora uma preguiça
que se move devagar.
Tenho garras preparadas
para às árvores trepar.

Sou cavalo lusitano
na lezíria a galopar.
Sou feliz porque sou livre,
minha voz é relinchar.

Tenho um guizo, tenho um guizo,
tenho um guizo a chocalhar.
Sou agora a cascavel
na floresta a rastejar.

Sou um gato grande e gordo
a miar e a bufar.
São retráteis minhas garras,
uso-as para atacar.

António José Ferreira ]

Tenho alguns amigos

Tenho alguns amigos,
deles vou falar.
Uns andam depressa
outros devagar.

Tartaruga, vai devagar.
Tens o tempo todo p’ra chegar.
Assim tu não vais transpirar.
Tartaruga vai devagar.

Corre lebre, corre lebre,
não podes parar.
Se não corres para a meta
não irás ganhar.

António José Ferreira ]

Tenho um gatinho

Tenho um gatinho
que sabe miar.
Quando dorme a sesta,
põe-se a ronronar.

Tenho um cãozinho
que sabe ladrar.
Quando vê um gato
corre para atacar.

Sou um gato

Sou um gato grande e gordo
a miar e a bufar.
São retráteis minhas garras,
uso-as para atacar.

Sou cavalo lusitano
na lezíria a galopar.
Sou feliz porque sou livre,
minha voz é relinchar.

António José Ferreira ]

Tenho uma galinha pintada

Tenho uma galinha pintada
que a minha mãe comprou.
É bonita e põe ovos,
bom dinheiro ela custou.

Tlim, tlim, tlim, tlão,
tenho um realejo
que me ganha o queijo,
tenho um violão
que me ganha o pão.

Já me deram pelo bico
uma casa em Machico;
com isso não me contento,
chut galinha, lá p’ra dentro.

Já me deram pelas patas
uma saca de batatas;
com isso não me contento,
chut galinha, lá p’ra dentro.

Já me deram pelos ossos
uma saca de tremoços;
com isso não me contento,
chut galinha, lá p’ra dentro.

Já me deram pelos pés
uma saca de cafés;
com isso não me contento,
chut galinha, lá p’ra dentro.

Um macaquinho

Um macaquinho
gosta de dançar,
outro põe-se
a imitar.
Dancem, macaquinhos,
vão ‘scolher um par.
Assim é
melhor dançar.

Um pinguim convencido

Um pinguim convencido
desceu lá do Pólo Norte.
Veio de trouxa às costas
p’ra tentar a sua sorte. (3 v.)

Ficou todo aborrecido
pois começou a suar.
Não vinha prevenido
para calor suportar. (3 v.)

E trouxe gelo de reserva
mas o gelo derreteu.
Trouxe peixe de conserva
mas o peixe já comeu. (3 v.)

Resolveu p’ra trás voltar
pois a lição aprendeu.
Cada um deve gostar
do cantinho que é seu. (3 v.)

Isabel Sousa ]

Uma raposa estava cansada

Uma raposa estava cansada,
tinha a barriga muito vazia.
Viu cachos de uvas numa videira,
deu logo um salto de tanta alegria.

Bem tentou ela atingir o cacho,
mas o cansaço não lho deixava.
Indo-se embora, ouviu um barulho,
e o cacho de uvas lá continuava.

São uvas verdes – disse a raposa,
cheia de fome e desiludida.
Foi pelos montes, foi pelos campos,
ia sonhando em ter outra vida.

António José Ferreira ]

Vem aí o gato

Vem aí o gato!
Deixa lá o queijo!
Se não te pões a mexer,
o Bigodes te vai ver…
Foge lá, ó rato,
esquece o teu desejo.

Voa

Voa, pica-pau,
ter preguiça é mau.
Leva-me a conhecer o Norte,
pica-pau!

Voa, pega-azul,
voa para Sul.
Leva-me às férias dos meus sonhos,
pega-azul.

Voa, codorniz,
vai e sê feliz!
Leva-me contigo para Este,
codorniz.

Voa, galeirão,
vá, não digas não!
Leva-me contigo para Oeste,
galeirão.

Voa, albatroz,
leva-me aos avós.
Leva-me p’ra um lado e para o outro,
albatroz.

António José Ferreira ]

Voltou a Primavera

Volltou a Primavera
com prendas p’ra me dar:
um campo de papoilas
e um cuco a chamar.

Cucu, cucu,
adoro escutar
o cuco entre os ramos
no monte a cantar.

António José Ferreira ]

Cabras
Cabras
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