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Roda de Samba, artista Caribé
Historiografia

Fazer música como caminho

PT Brasil

A performance musical é essencial no aprendizado da música, pois há um deslocamento da percepção e da ação de se fazer música e o que passa a ser relevante, o que se levanta e se alça como essencial é o gesto musical, como um gesto dionisíaco de indiferenciação da personalidade (des)integrando a subjetividade da pessoa e a objetividade do fenômeno na unidade do memorável.

Em cada um de nós, pode-se dizer, existem dois seres que, embora sejam inseparáveis – a não ser por abstração -, não deixam de ser distintos. Um é composto de todos os estados mentais que dizem respeito apenas a nós mesmos e aos acontecimentos da nossa vida pessoal: é o que poderia chamar de ser individual. O outro é um sistema de ideias, sentimentos e hábitos que exprimem em nós não a nossa personalidade, mas sim o grupo ou os grupos diferentes dos quais fazemos parte; tais como as crenças religiosas, as crenças e práticas morais, as tradições nacionais ou profissionais e as opiniões coletivas de todo tipo. Este conjunto forma o ser social. Constituir este ser em cada um de nós é o objetivo da educação

Durkheim

E concordando com esse pensamento Libâneo:

Num sentido mais amplo, a educação abrange o conjunto das influências do meio natural e social que afetam o desenvolvimento do homem na sua relação ativa com o meio social. (…) Os valores, os costumes, as ideias, a religião, a organização social, as leis, o sistema de governo, os movimentos sociais são forças que operam e condicionam a prática educativa.

José Carlos Libâneo


Portanto, se a educação tem objetivamente esse caráter formativo e constitutivo do ser social, depreende-se que isso deva acontecer continuamente e dialogicamente: “(…) este ser social não somente não se encontra já pronto na constituição primitiva do homem como também não resulta de um desenvolvimento espontâneo” (Emile Durkheim).

Buscamos compreender as possibilidades a partir das perspectivações da música dentro e fora do espaço escolar. Assumimos que as vivências dinâmicas da escuta do fenômeno musical não podem ser circunscritas ao ambiente escolar apenas.

A maior parte dos nossos conhecimentos adquirimo-los fora da escola. Os alunos realizam a maior parte de sua aprendizagem sem os, ou muitas vezes, apesar dos professores. Mais trágico ainda é o fato de que a maioria das pessoas recebe o ensino da escola, sem nunca ir à escola.

Ivan Illich

Se o currículo escolar avança para além de seus muros tornando-se uma cultura ex-escola, ou seja, até os que não passam pela escola são de algum modo escolarizados, devemos perguntar que currículo escolar é esse e como a música está presente nele.

Perrenoud identifica, como um dos três mecanismos responsáveis pelos sucessos e fracassos produzidos na escola, “(…) o currículo, em outras palavras, o caminho que desejamos que os alunos percorram”.

Há um diálogo urgente que nos convoca para pensar como as teorias do conhecimento que permeiam as concepções de escola recebem o aceno da música, que é sempre uma experiência fundadora de sentido para fazer saber e conhecer.

Premissa fundamental que procuramos colocar em prática: a música está na base de todo conhecimento humano. Se não há música, então, não há conhecimento possível, pois a música funda nossos modos de pensar, dizer e mostrar.

O aprendizado musical nos traz o saber fazer harmonizador, uma harmonia não como um recurso de condução de vozes, mas como composição, até mesmo as técnicas de harmonização das vozes são antes um mostrar-se originário da diferença, da compatibilização dos contrários, por isso harmônicos, sem exclusão de nenhuma parte, eis o princípio articulador da música e uma reflexão para conduzirmos dentro e fora da escola o fundamento harmônico em um currículo escolar segregador e, portanto, excludente, ou seja, desarmônico.

Harmonia é a possibilidade de con-verter em com-posição instâncias substantivas fenomênicas, instâncias substantivas que sejam e/ou façam o movimento em direção ao mostrar-se, significa: harmonizar é ser capaz de juntar concretamente no fim mas desde o princípio torná-las um todo, sem destruir nem diluir nem elidir sua di-ferença. Ao contrário, constituindo uma nova diferenciação, produzindo a diferença entendida como o seu caminho para o des-conhecido, para o que não era harmonizado e passa a ser.

Antonio Jardim

Um currículo escolar que não contemple a música está fadado ao fracasso, ao menos, desde a perspectiva de ensino e aprendizado do poético, ou ainda se considerarmos o que se aprende e ensina fora da escola e que em um “modelo curricular sem música” estaria também destinado a ser um currículo: recortado, aleijado, lacunar, sem um dos pilares, — senão o pilar central que rege o sentido de saber e conhecer — desde as culturais aborígenes, arcaicas e primevas: o que denominamos como música; a experiência singular do memorável presentado em nossas ações sensório-corpóreo-motoras.

A música não é o único caminho, mas é nosso caminho, que apontamos como possibilidade de perspectivação e reflexão do ambiente escolar pautado por um ensino conteudístico curricular desarmonizado da realidade social expericenciada pela própria comunidade escolar.

Perspectivando o aprender e ensinar música: experienciando e refletindo desde o subprojeto PIBID-Música da UFRJ, por Celso Garcia de Araújo Ramalho, Anderson Carmo de Carvalho, Camila Oliveira Querino PPG em Ciência da Literatura Rio de Janeiro – RJ Eliete Vasconcelos Gonçalves, in Educação: Políticas, Estrutura e Organização 10, Gabriela Rossetti Ferreira, org. Atena Editora 2019. [ Excerto ]

Roda de Samba, artista Caribé
Roda de Samba, artista Caribé
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/roda-de-samba-brasil_caribe.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-25 21:10:062021-06-28 14:49:08Fazer música como caminho
Jovem executante de marimbaThe Daily Gazette
Repositório

Fazer e pensar música

Harmonia entre fazer e pensar música

PT Brasil

A metodologia do ensino da música confinada por séculos sob a alcunha dos “conservatórios” apresenta um conjunto de procedimentos que, por vezes, torna certas percepções menos possíveis, como o envolvimento corporal na vivência musical.

A disposição do sistema educacional tradicional organiza os alunos de forma a não haver contato físico, a conter o movimento corporal, a não haver movimento grupal, a conformar o corpo a movimentar apenas a cabeça e os olhos. O movimento restringe-se a cumprir funções tais como orientar o corpo em direção ao professor, à lousa, ao caderno, ao livro, ou ao celular, este último, um aparelho institucionalizado oficiosamente dentro da sala de aula.

Assim, num ambiente que propõe um aprendizado regrado e objetivado, o aprendizado musical é prejudicado por ter que se enquadrar às restrições impostas pela organização e disposição da sala de aula. Objetivar, funcionalizar, não faz parte da essência do que é música, esses procedimentos não contribuem nas avaliações que medem o nível de aprendizado musical dos alunos, nem nas provas de ingresso para instituições.

Apesar das dificuldades que enfrentamos na abordagem dos conteúdos musicais em sala de aula no Ensino Médio, sempre há um esforço em estabelecer um vínculo que provoque o interesse dos alunos. Uma das possibilidades é desenvolver o estímulo a partir do despertar da escuta, que para alguns alunos está relacionada ao caráter do som como fonte imediata de gozo ou deleite sonoro.

Estabelecido o vínculo com os alunos, o próximo passo é pensar em como desfuncionalizar a música e ir além de encerrá-la à esfera do entretenimento, buscando convalidar o espaço regular ou formal de ensino-aprendizagem do fenômeno musical como forma de conhecer o real, isto é, ser verdade, sem reduções representacionais.

O formato das “oficinas de música”, as ações que denominamos “Palco Aberto”, a crítica aos conteúdos e metodologias de abordagem nos livros didáticos de “Artes”, os debates entorno da música como cultura e não como objeto ou abstração e representação social, as possíveis interações da música com as outras disciplinas do currículo escolar, abrem perspectivações para investigarmos música além e aquém das reduções impostas pela regulação da representação antropológico-instrumental da técnica. Saber esperar o tempo musical como tempo para saber saborear o originário.

Saber investigar significa saber esperar, mesmo que seja durante toda uma vida. Numa época, porém, em que só é real o que vai de pressa e se pode pegar com ambas as mãos, tem-se a investigação por “alheada da realidade”, por algo que não vale a pena ter-se em conta de numerário. Mas o Essencializante não é o número e sim o tempo certo, i. é., o momento azado, a duração devida.

Heidegger, 1999

Perspectivando o aprender e ensinar música: experienciando e refletindo desde o subprojeto PIBID-Música da UFRJ, por Celso Garcia de Araújo Ramalho, Anderson Carmo de Carvalho, Camila Oliveira Querino PPG em Ciência da Literatura Rio de Janeiro – RJ Eliete Vasconcelos Gonçalves, in Educação: Políticas, Estrutura e Organização 10, Gabriela Rossetti Ferreira, org. Atena Editora 2019. [ Excerto ]

Jovem executante de marimba
Jovem executante de marimba
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/young-marimba-player-the-daily-gazette.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-25 18:47:072021-06-28 14:50:54Fazer e pensar música
José Afonso
Cidadania

Canções de liberdade

Canções de Liberdade

Letras

Acordai!

Acordai!
Acordai,
homens que dormis
a embalar a dor,
a embalar a dor
dos silêncios vis!
Vinde no clamor
das almas viris,
arrancar a flor
que dorme na raiz!

Acordai!
Acordai,
raios e tufões
que dormis no ar,
que dormis no ar
e nas multidões!
Vinde incendiar
de astros e canções,
as pedras e o mar
o mundo e os corações…

Acordai!
Acordai,
de almas e de sóis,
este mar sem cais,
este mar sem cais,
nem luz de faróis!
E acordai, depois
das lutas finais,
os nossos heróis
que dormem nos covais!
Acordai!

Poema: José Gomes Ferreira
Música: Fernando Lopes Graça

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Meloteca, recursos musicais criativos para crianças, professores e educadores

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Dá o Outono

[ As Balas ]

Dá o Outono as uvas e o vinho
Dos olivais o azeite nos é dado
Dá a cama e a mesa o verde pinho
As balas deram sangue derramado

Dá a chuva o Inverno criador
Às sementes dá sulcos o arado
No lar a lenha em chama dá calor
As balas deram sangue derramado

Dá a Primavera o campo colorido
Glória e coroa do mundo renovado
Aos corações dá o amor renascido
As balas deram sangue derramado

Dá o sol as searas pelo Verão
O fermento no trigo amassado
No esbraseado forno cresce o pão
As balas deram sangue derramado

Dá cada dia ao homem novo alento
De conquistar o bem que lhe é negado
Dá a conquista um puro sentimento
As balas deram sangue derramado

De meditar, concluir, ir e fazer
Dá sobre o mundo o homem atirado
À paz de um mundo novo de viver
As balas deram sangue derramado

Dá a certeza, o querer e o construir
O que tanto nos negou o ódio armado
Que a vida construir é destruir
Balas que deram sangue derramado

Essas balas deram sangue derramado
Só roubo e fome e o sangue derramado
Só ruína e peste e o sangue derramado
Só crime e morte e o sangue derramado

Poema: Manuel da Fonseca
Música: Adriano Correia de Oliveira
Intérprete: Cantaremos Adriano (in CD “Homenagem a Adriano Correia de Oliveira: 25 anos após a sua morte”, Musicart, 2007)
Versão original: Adriano Correia de Oliveira (in “Que Nunca Mais”, Orfeu, 1975, reed. Movieplay, 1997; “Obra Completa”, Movieplay, 1994)

Havia um poeta-cantor

[ O Zeca ]

Havia um poeta-cantor
nascido à beira da Ria
que em Coimbra foi estudante
e cavaleiro andante
por amor à poesia.

Sendo cantor andarilho
não se cansou da viagem
e fez a canção de roda
que juntou a malta toda
com a esperança na bagagem.

Ele era o menino de oiro,
campeão da rebeldia
e o canto era o tesoiro
p’ra quem entrava no coro
dessa nova melodia.

Mandou embora os vampiros
que o puseram na prisão;
ouviu gritos e ouviu tiros,
ouviu queixas e suspiros
antes da Revolução.

Se Grândola era morena,
era verde a utopia;
a verdade era um poema
pelo qual valeu a pena
esperar anos por um dia.

O bravo cantor-poeta
deu a cantar o sinal,
boina negra na cabeça
e nos lábios a promessa
de um novo Portugal.

Letra: José Jorge Letria
Música: Manuel Freire
Intérprete: Manuel Freire (in Livro/CD “Abril, Abrilzinho”, Praça das Flores e Público, 2006)

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. 

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Dos que morreram sem saber porquê

[ Madrugada ]

Dos que morreram sem saber porquê
Dos que teimaram em silêncio e frio
Da força nascida do medo
Da raiva à solta manhã cedo
Fazem-se as margens do meu rio.
Das cicatrizes do meu chão antigo
E da memória do meu sangue em fogo
Da escuridão a abrir em cor
De braço dado e a arma flor
Fazem-se as margens do meu povo
Canta-se a gente que a si mesma se descobre
E acordem luzes, arraiais
Canta-se a terra que a si mesma se devolve
Que o canto assim nunca é demais
Em cada veia o sangue espera a vez
Em cada fala se persegue o dia
E assim se aprendem as marés
Assim se cresce e ganha pé
Rompe a canção que não havia
Acordem luzes nos umbrais que a tarde cega
Acordem vozes, arraiais
Cantem despertos na manhã que a noite entrega
Que o canto assim nunca é demais
Cantem marés por essas praias de sargaços
Acordem vozes, arraiais
Corram descalços rente ao cais, abram abraços
Que o canto assim nunca é demais
O canto assim nunca é demais.

Texto e música: José Luís Tinoco
Intérprete: Duarte Mendes

E depois do Adeus

E depois do Adeus
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
De quem me esqueci
Perguntei por mim
Quis saber de nós
Mas o mar
Não me traz
Tua voz.
Em silêncio, amor
Em tristeza e fim
Eu te sinto, em flor
Eu te sofro, em mim
Eu te lembro, assim
Partir é morrer
Como amar
É ganhar
E perder.
Tu vieste em flor
Eu te desfolhei
Tu te deste em amor
Eu nada te dei
Em teu corpo, amor
Eu adormeci
Morri nele
E ao morrer
Renasci.
E depois do amor
E depois de nós
O dizer adeus
O ficarmos sós
Teu lugar a mais
Tua ausência em mim
Tua paz
Que perdi
Minha dor
Que aprendi.
De novo vieste em flor
Te desfolhei…
E depois do amor
E depois de nós
O adeus
O ficarmos sós.

Letra: José Niza
Música: José Calvário
Intérprete: Paulo de Carvalho* (1974) (in CD “Vida”, Farol, 2006)

Este parte

[ Cantar de Emigração ]

Este parte,
aquele parte
e todos, todos se vão
Galiza, ficas sem homens
que possam cortar teu pão

Tens em troca
órfãos e órfãs
tens campos de solidão
tens mães que não têm filhos,
filhos que não têm pais

Coração
que tens e sofre
longas ausências mortais
viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará

Este parte,
aquele parte
e todos, todos se vão
Galiza, ficas sem homens
que possam cortar teu pão

Poema: Rosalía de Castro; trad. José Niza
Música: José Niza
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira* (in “Cantaremos”, Orfeu, 1970, reed. Movieplay, 1999; “Obra Completa”, Movieplay, 1994; “Vinte Anos de Canções”, Movieplay, 2001)

Grândola, vila morena

Grândola, vila morena
Terra da fraternidade
O povo é quem mais ordena
Dentro de ti, ó cidade

Dentro de ti, ó cidade
O povo é quem mais ordena
Terra da fraternidade
Grândola, vila morena

Em cada esquina um amigo
Em cada rosto igualdade
Grândola, vila morena
Terra da fraternidade

Terra da fraternidade
Grândola, vila morena
Em cada rosto igualdade
O povo é quem mais ordena

À sombra duma azinheira
Que já não sabia a idade
Jurei ter por companheira
Grândola a tua vontade

Poema: José Afonso
Música: José Afonso
Intérprete: José Afonso, Cantigas do Maio, 1971

Lisboa adormeceu

[ Lisboa à Noite ]

Lisboa adormeceu, já se acenderam
Mil velas nos altares das colinas.
Guitarras, pouco a pouco, emudeceram
Cerraram-se as janelas pequeninas.

Lisboa dorme um sono repousado,
Nos braços voluptuosos do seu Tejo,
Cobriu-a a colcha azul do céu estrelado
E a brisa veio, a medo, dar-lhe um beijo.

Lisboa andou de lado em lado,
Foi ver uma toirada, depois bailou, bebeu.
Lisboa ouviu cantar o fado,
Rompia a madrugada quando ela adormeceu.

Lisboa não parou a noite inteira,
Boémia, estouvada, mas bairrista,
Foi à sardinha assada, lá na feira,
E à segunda sessão duma revista.

Dali p’ró Bairro Alto enfim galgou,
No céu, a lua cheia refulgia,
Ouviu cantar a Amália e então sonhou
Qu’era saudade, aquela voz que ouvia.

Lisboa andou de lado em lado,
Foi ver uma toirada, depois bailou, bebeu.
Lisboa ouviu cantar o fado,
Rompia a madrugada quando ela adormeceu.

Letra: Fernando Santos
Música: Carlos Dias
Intérprete: Milú (Maria de Lurdes de Almeida Lemos) (in CD “Milú: O Melhor dos Melhores”; vol. 16, Movieplay, 1994; CD “Melodias de Sempre: vol. 2”, Movieplay, 1995)

Meu pensamento

[ Pensamento ]

Meu pensamento
Partiu no vento
Podem prendê-lo
Matá-lo não.

Meu pensamento
Quebrou amarras
Partiu no vento
Deixa guitarras.

Meu pensamento
Por onde passas
Estátua de vento
Em cada praça.

Meu pensamento
Partiu no vento
Podem prendê-lo
Matá-lo não.

Foi à conquista
Do novo mundo
Foi vagabundo
Contrabandista.

Foi marinheiro
Maltês ganhão
Foi prisioneiro
Mas servo não.

Meu pensamento
Partiu no vento
Podem prendê-lo
Matá-lo não.

E os reis mandaram
Fazer muralhas
Tecer as malhas
De negras leis.

Homens morreram
Chamas ao vento
Por ti morreram
Meu pensamento.

Poema: Manuel Alegre
Música: Adriano Correia de Oliveira e António Portugal
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira [in EP “Trova do Vento Que Passa”, Orfeu, 1964; LP “Adriano Correia de Oliveira: Baladas”, Orfeu, 1969; LP “Trova do Vento Que Passa”, Orfeu, 1982; “7CD “Adriano: Obra Completa”: CD “Trova do Vento Que Passa: Adriano canta Manuel Alegre (I)”, Movieplay, 1994; 7 livros/CD “Obra Completa de Adriano Correia de Oliveira”: vol. 3 – “Trova do Vento Que Passa: Adriano canta Manuel Alegre I”, Movieplay/Público, 2007]

Não há machado que corte

[ Livre ]

Não há machado que corte
a raiz ao pensamento: 
não há morte para o vento, 
não há morte.

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida,
sem razão seria a vida,
sem razão.

Nada apaga a luz que vive
num amor, num pensamento,
porque é livre como o vento,
porque é livre.

Não há machado que corte
a raiz ao pensamento:
não há morte para o vento,
não há morte.

Se ao morrer o coração
morresse a luz que lhe é querida,
sem razão seria a vida,
sem razão.

Nada apaga a luz que vive
num amor, num pensamento,
porque é livre como o vento,
porque é livre.

Poema: Carlos de Oliveira (ligeiramente adaptado) 
Música: Manuel Freire
Intérprete: Manuel Freire (in EP “Manuel Freire canta Manuel Freire”, Tagus, 1968; LP “Dedicatória”, Tecla, 1972, reed. Tecla, 1974; livro/CD “Manuel Freire”, col. Canto & Autores, vol. 09, Levoir/Público, 2014)

No céu cinzento

[ Vampiros ]

No céu cinzento sob o astro mudo
Batendo as asas pela noite calada
Vem em bandos com pés veludo
Chupar o sangue fresco da manada

Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo, Eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada.

A toda a parte chegam os vampiros
Poisam nos prédios poisam nas calçadas
Trazem no ventre despojos antigos
Mas nada os prende às vidas acabadas

São os mordomos do universo todo
Senhores à força mandadores sem lei
Enchem as tulhas bebem vinho novo
Dançam a ronda no pinhal do rei

Eles comem tudo eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada
No chão do medo tombam os vencidos
Ouvem-se os gritos na noite abafada

Jazem nos fossos vítimas dum credo
E não se esgota o sangue da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo
E lhes franqueia as portas à chegada

Eles comem tudo, eles comem tudo
Eles comem tudo e não deixam nada

José Afonso

O Cantador

O cantador
chegou de madrugada,
venceu a noite
pelas praias do mar;
na sua voz
teceu uma balada:
amanhecer
que havemos de cantar.

O cantador
rasgou as nossas penas
num canto moço
que havemos de acender;
na sua voz
ergueu vilas morenas:
Maio maduro
que havemos de colher.

Ergueu cidades
sem muros nem ameias,
lançou sementes
na terra de ninguém;
cantou o sol,
rompeu nossas cadeias,
trouxe consigo
outro amigo também.

O cantador
chegou de madrugada,
venceu a noite
pelas praias do mar;
na sua voz
teceu uma balada:
amanhecer
que havemos de cantar.

O cantador
rasgou as nossas penas
num canto moço
que havemos de acender;
na sua voz
ergueu vilas morenas:
Maio maduro
que havemos de colher.

Ergueu cidades
sem muros nem ameias,
lançou sementes
na terra de ninguém;
cantou o sol,
rompeu nossas cadeias,
trouxe consigo
outro amigo também.

Letra e música: José Medeiros
Arranjo: Paulo Borges e José Medeiros
Intérprete: José Medeiros com Mariana Abrunheiro (in CD “Torna-Viagem”, Memórias/Fortes & Rangel, 2004)

O meu amor disse que vinha

[ Trova do Vento Que Passa n.º 2 ]

O meu amor disse que vinha
quando a lua viesse
A lua já acolá vem
meu amor não aparece

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que eu morro por meu país

Letra: Popular (1.ª quadra) e Manuel Alegre
Música: Adriano Correia de Oliveira
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira (in “O Canto e as Armas”, Orfeu, 1969; reed. Movieplay, 1997; “Obra Completa”, Movieplay, 1994)

O teu silêncio de estanho

O teu silêncio de estanho
Não alimenta a esperança
De ver o mundo mudar,
De haver alguma mudança.
O teu silêncio de estanho…

O mundo ficou tão estranho
Desde que tu te calaste;
Tomara que abandonasses
O teu silêncio de estanho!
O mundo ficou tão estranho…

Foi num beco sem saída
Que procuraste um abrigo,
Onde encontraste guarida,
Tua liberdade em perigo.
Foi num beco sem saída…

Andas de cabeça baixa,
Os olhos postos no chão;
Toda a gente te rebaixa,
E agora é tarde de mais,
Esqueceste o teu irmão.
Com os olhos postos no chão…

O desespero é tamanho,
Já não se sente a fragrância
Daquela força de antanho,
Daquela antiga pujança.
O desespero é tamanho…

Já não se sente a esperança,
Desde que tu desististe,
Desde que te demitiste,
Baixaste os braços, caíste.
Já não se sente a esperança…

Foste tu é que deixaste
Aquele estranho a mandar;
Calado, inerte ficaste,
Teu destino abandonaste,
Morreste sem se notar.
Deixaste um estranho a mandar…

Liberdade, tem cuidado, que te matam!
Tem cuidado, que te matam, Liberdade!
Liberdade, tem cuidado, que te matam!
Tem cuidado, que te matam, Liberdade!
Liberdade, Liberdade, tem cuidado, que te matam!
Tem cuidado, que te matam, Liberdade, tem cuidado!
Liberdade, Liberdade, tem cuidado, que te matam!
Tem cuidado, que te matam, Liberdade!…

Liberdade, tem cuidado!
Tem cuidado, que te matam!
Liberdade, tem cuidado!
Tem cuidado, que te matam!
Liberdade, tem cuidado!
Tem cuidado, que te matam!

Andas de cabeça baixa.
Baixaste os braços, caíste.
Eles que decidam por ti.

Não queres saber do futuro,
Eles decidem por ti,
Andas perdido no escuro;
E agora cobram-te o juro,
«— Porquê? Eu já me esqueci!»,
Eles decidem por ti.

Mas quando quiseres matar
O medo e a sua lembrança
Já vai ser tarde de mais;
Vais com certeza esbarrar
No teu silêncio de estanho.

Vais com certeza esbarrar
No teu silêncio de estanho.
Vais com certeza sair
Do teu silêncio de estanho.
Vais com certeza sair
Do teu silêncio de estanho.
Vais com certeza sair
Do teu silêncio de estanho…
Vais com certeza sair
Do teu silêncio de estanho…
Vais com certeza sair…

Letra e música: Rodrigo Crespo
Intérprete: Canto Ondo (in CD “Entre o Alto do Peito e as Campainhas da Garganta”, A Monda – Associação Cultural/Canto Ondo, 2016)

Pergunto ao vento

[ Trova do Vento Que Passa ]

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Poema (excerto): Manuel Alegre
Música: António Portugal
Intérprete: Adriano Correia de Oliveira (in EP “Trova do Vento Que Passa”, Orfeu, 1963; “Obra Completa”, Movieplay, 1994)

Quando a corja topa

[ O Que Faz Falta ]

Quando a corja topa da janela
O que faz falta
Quando o pão que comes sabe a merda
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta

Quando nunca a noite foi dormida
O que faz falta
Quando a raiva nunca foi vencida
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta

Quando nunca a infância teve infância
O que faz falta
Quando sabes que vai haver dança
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um cão te morde uma canela
O que faz falta
Quando à esquina há sempre uma cabeça
O que faz falta

O que faz falta é animar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

Quando um homem dorme na valeta
O que faz falta
Quando dizem que isto é tudo treta
O que faz falta

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta

Se o patrão não vai com duas loas
O que faz falta
Se o fascista conspira na sombra
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder à malta
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta

O que faz falta é acordar a malta
O que faz falta
O que faz falta é empurrar a malta
O que faz falta

O que faz falta é agitar a malta
O que faz falta
O que faz falta é libertar a malta
O que faz falta

O que faz falta é avisar a malta
O que faz falta
O que faz falta é dar poder à malta
O que faz falta

Letra e música: José Afonso
Intérprete: José Afonso (in “Coro dos Tribunais”, Orfeu, 1974; reed. Movieplay, 1987, 1996)

Quero falar-te

[ Zeca ]

Quero falar-te e o coração, de comovido,
perde as palavras que juntara para ti.
Cantar-te sei e apenas isso faz sentido.
Menino d’oiro,
vem sentar-te aqui!
Menino d’oiro,
vem sentar-te aqui!

Por todo o ano é tempo de cantar janeiras.
Mulher da erva, inda agora a vi passar.
Por mar profundo, terra e todas as fronteiras
venham mais cinco
mil p’ra te saudar.
Venham mais cinco
mil p’ra te saudar.

Pode o Sol morrer de velho,
pode o gelo arder também,
mas a voz que de ti nasce
já não morre com ninguém.

No céu cinzento, o astro mudo inda revela
um bater de asas, o disfarce do seu pé.
Bebem do sangue, comem tudo… olhai, cautela!
O que faz falta
já se sabe o que é.
O que faz falta
já se sabe o que é.

Junta-te a nós, ó bairro negro! vem, falua,
p’la noite fora até que se erga o sol de Verão!
Solta as amarras, sopra, ó vento! continua,
que este homem não
se foi embora, não!
Que este homem não
se foi embora, não!

Pode o Sol morrer de velho,
pode o gelo arder também,
mas a voz que de ti nasce
já não morre com ninguém.

Letra: Hélia Correia
Música: Janita Salomé
Intérprete: Janita Salomé [in CD “Utopia: Vitorino e Janita Salomé cantam José Afonso (ao vivo)”, Virgin/EMI-VC, 2004]

Sempre tão constante

[ Liberdade ]

Sempre tão constante
o pulsar da Liberdade
ameaçada a cada instante,
perseguida pela vaidade
em que a mentira
gera ambiguidade.

Hoje, tão desperta
como nunca, a Humanidade
é confrontada com a severa,
insidiosa impunidade…
e a indiferença
esmaga a vontade.

Ferozmente silenciadas
as Palavras necessárias
às mudanças, tão contrárias
às ideias instaladas…

Brilha,
por entre as sombras
rompe a Claridade
insubmissa,
a chama da Verdade.

Luta
por encontrar um rumo,
para cumprir-se
imaculada a Dignidade,
a insubmissa
chama da Verdade.

Letra: Teresa Salgueiro
Música: Teresa Salgueiro, Rui Lobato, Óscar Torres, Marlon Valente e Graciano Caldeira
Intérprete: Teresa Salgueiro (in CD “O Horizonte”, Teresa Salgueiro/Lemon, 2016)

Somos filhos da madrugada

[ Canto Moço ]

Somos filhos da madrugada
Pelas praias do mar nos vamos
À procura de quem nos traga
Verde oliva de flor no ramo
Navegamos de vaga em vaga
Não sabemos de dor nem mágoa
Pelas praias do mar nos vamos
À procura da manhã clara

Lá no cimo de uma montanha
Acendemos uma fogueira
Para não se apagar a chama
Que dá vida na noite inteira
Mensageira pomba chamada
Companheira da madrugada
Quando a noite vier que venha
Lá no cimo de uma montanha

Onde o vento cortou amarras
Largaremos p’la noite fora
Onde há sempre uma boa estrela
Noite e dia ao romper da aurora
Vira a proa minha galera
Que a vitória já não espera
Fresca brisa moira encantada
Vira a proa da minha barca

Letra e música: José Afonso
Intérprete: José Afonso (in “Traz Outro Amigo Também”, Orfeu, 1970; reed. Movieplay, 1987)
Outras versões: Teresa Silva Carvalho (in “Ó Rama, Ó Que Linda Rama”, Orfeu, 1977, reed. Movieplay, 1994); Vitorino e Janita Salomé (in CD “Utopia”, EMI-VC, 2004); Zé Eduardo Unit (in CD “A Jazzar no Zeca”, Clean Feed, 2004); Erva de Cheiro (in CD “Que Viva o Zeca”, Musicart, 2007)

Sonhei

[ O Madrugar de um Sonho ]

Sonhei… que já alta madrugada,
Viera a Razão armada
P’ra defender a Cidade;
Olhei… e vi que este nosso Povo
Levantara-se de novo
Aos vivas à Liberdade.

Depois…, e já de janela aberta,
Ouvi um bradar – “Alerta!” –
E o eco, p’la rua fora,
Gritou p’ra dizer com Razão pura
Que uma era de tortura
Terminava àquela hora!

Julguei ser um sonho,
Mas foi realidade;
E às vezes suponho
Que não foi verdade!

Mas se alguém disser
“Não há Liberdade!”,
Eu posso morrer
Mas não é verdade!

Saí… e vi uns homens libertos,
Todos de braços abertos…
Todos a pedir justiça!
Alguns já de saúde perdida
E com metade da vida
Em prisões de luz mortiça.

Ouvi… milhões de palmas e brados;
Trabalhadores e soldados
Vivendo a mesma euforia;
Senti… que havia um Portugal novo;
Vi tão alegre o meu povo,
Que até chorei de alegria!

Julguei ser um sonho,
Mas foi realidade;
E às vezes suponho
Que não foi verdade!

Mas se alguém disser
“Não há Liberdade!”,
Eu posso morrer
Mas não é verdade!

Mas se alguém disser
“Não há Liberdade!”,
Eu posso morrer
Mas não é verdade!

Letra e música: Frederico de Brito
Arranjo: Pedro Osório
Intérprete: Carlos do Carmo* (in LP “Álbum”, Philips/Polygram, 1980, reed. Universal Music, 2003, Universal Music, Série ’50 Anos’, 2013)

Tejo que levas as águas

Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar

Lava-a de crimes espantos
de roubos, fomes, terrores,
lava a cidade de quantos
do ódio fingem amores

Leva nas águas as grades
de aço e silêncio forjadas
deixa soltar-se a verdade
das bocas amordaçadas

Lava bancos e empresas
dos comedores de dinheiro
que dos salários de tristeza
arrecadam lucro inteiro

Lava palácios, vivendas
casebres, bairros da lata
leva negócios e rendas
que a uns farta e a outros mata

Tejo que levas as águas
correndo de par em par
lava a cidade de mágoas
leva as mágoas para o mar

Lava avenidas de vícios
vielas de amores venais
lava albergues e hospícios
cadeias e hospitais

Poema: Manuel da Fonseca
Música: Adriano Correia de Oliveira
Intérprete: Cantaremos Adriano (in CD “Homenagem a Adriano Correia de Oliveira: 25 anos após a sua morte”, Musicart, 2007)
Versão original: Adriano Correia de Oliveira (in “Que Nunca Mais”, Orfeu, 1975, reed. Movieplay, 1997; “Obra Completa”, Movieplay, 1994; “Vinte Anos de Canções”, Movieplay, 2001)

Venham mais cinco

Venham mais cinco
Duma assentada
Que eu pago já
Do branco ou tinto
Se o velho estica
Eu fico por cá

Se tem má pinta
Dá-lhe um apito
E põe-no a andar
De espada à cinta
Já crê que é rei
D’aquém e d’além-mar

Não me obriguem
A vir para a rua gritar
Que é já tempo
D’embalar a trouxa e zarpar

A gente ajuda
Havemos de ser mais
Eu bem sei
Mas há quem queira
Deitar abaixo
O que eu levantei

A bucha é dura
Mais dura é a razão
Que a sustém
Só nesta rusga
Não há lugar
P’rós filhos da mãe

Não me obriguem
A vir para a rua gritar
Que é já tempo
D’embalar a trouxa e zarpar

Bem me diziam
Bem me avisavam
Como era a lei
Na minha terra
Quem trepa
No coqueiro é o rei

A bucha é dura
Mais dura é a razão
Que a sustém
Só nesta rusga
Não há lugar
P’rós filhos da mãe

Não me obriguem
A vir para a rua gritar
Que é já tempo
D’embalar a trouxa e zarpar

Letra e música: José Afonso
Intérprete: Cristina Branco (in CD “Abril”, Universal Classics France, 2007)
Versão original: José Afonso (in “Venham Mais Cinco”, Orfeu, 1973; reed. Movieplay, 1987, 1996)
Outras versões: Miguel Salerno com sua Orquestra e Coros (in LP “E Depois do Adeus… e Outros Grandes Êxitos da Música Portuguesa”, Alvorada, 1974); A Turma (in EP “O Facho”, Discos Estúdio, 1975); Nana Sousa Dias (in “Ousadias”, Polydor/Polygram, 1986); Tubarões (in CD “Filhos da Madrugada Cantam José Afonso”, BMG Ariola, 1994); Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra (in CD “Em Cantos”, Movieplay, 1995); Incógnita (in CD “A Morte Saiu à Rua”, Virtual Records, 1995); Hi-Tech Ensemble (in CD “Memórias II: Versões Instrumentais”, CNM, 1995); Banda da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (in CD “Terra da Fraternidade”, C. M. de Grândola, 1999); Vozes da Terra (in CD “Tributos (ao Vivo)”, Música a Metro, 2003); Nem Truz Nem Muz (in CD “Ao Vivo”, InforArte, 2004); Mar Fora (in CD “Ao Vivo”, Mar Fora, 2004); Mário Laginha e Bernardo Sassetti (in CD “Grândolas”, MVM, 2004); Sons da Fala (in CD “Sons da Fala”, Som Livre, 2007); Milladoiro (in CD “A Quinta das Lágrimas”, Pai Música, Galiza, 2008); Grupo Vocal Canto Décimo (in CD “Conta-me Um Conto (Ao Vivo)”, Canto Décimo, 2008)

Viemos com o peso do passado

[ Liberdade ]

Viemos com o peso do passado e da semente
Esperar tantos anos torna tudo mais urgente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
e a sede de uma espera só se estanca na torrente
Vivemos tantos anos a falar pela calada
Só se pode querer tudo quando não se teve nada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só quer a vida cheia quem teve a vida parada
Só há liberdade a sério quando houver
A paz, o pão
habitação
saúde, educação
Só há liberdade a sério quando houver
Liberdade de mudar e decidir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir
quando pertencer ao povo o que o povo produzir

Sérgio Godinho

José Afonso
Zeca Afonso
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/09/jose-afonso-cantautor.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-24 19:05:132025-06-09 18:07:16Canções de liberdade
Música na Pré-Escola
Infância

Cantigas para a Pré-Escola

Clique AQUI para adquirir a coletânea temática “Canta o Jardim”, partitura (MIDI partilhados).

A bandinha vai tocar

A bandinha vai tocar,
muito depressa, sem parar.
Prestem muita atenção
pois os triângulos vão tocar:

Tarata tchim, tarata tchim,
Tarata tchim, tchim, tchim, tchim, tchim
.

A bandinha vai a tocar,
vai lentamente, sem parar.
Prestem muita atenção
pois os tambores vão a rufar.

Burumbumbum, burumbumbum,
burumbumbum bum bum bum bum.

Música na Pré-Escola
Música na Pré-Escola

A barata

A barata diz que tem
uma cama de marfim. (bis)
É mentira da barata,
ela dorme no jardim.
Ah ah ah, eh eh eh,
ela dorme no jardim. (bis)

A barata diz que tem
sapatinhos de fivela. (bis)
É mentira da barata,
os sapatos não são dela.
Ah ah ah, eh eh eh,
os sapatos não são dela. (bis)

A chuva

A chuva cai, cai,
a chuva cai, cai.
A chuva cai na cabeça.

A mover-se

A andar, a andar,
os patinhos vão nadar.

A correr, a correr,
os gatinhos vão comer.

A voar, a voar,
as pombinhas vão no ar.

A nadar, a nadar,
os peixinhos vão no mar.

A trotar, a trotar,
os cavalos vão ganhar.

A saltar, a saltar,
os esquilos vão brincar.

As pombinhas

As pombinhas da Cat’rina
andaram de mão em mão.
Foram ter à Quinta Nova,
ao pombal de São João.

Ao pombal de São João,
à quinta da Rosalina. (bis)
Minha mãe mandou-me à fonte
e eu parti na cantarinha. (bis)

Ao passar o ribeirinho

Ao passar o ribeirinho,
água sobe, água desce, (bis)
dei a mão ao meu amor,
não quiz que ninguém soubesse. (bis)

Se tu és o meu amor,
dá-me cá os braços teus. (bis)
Se não és o meu amor,
vai-te embora, adeus, adeus. (bis)

Cai neve

Cai neve, cai neve,
cai neve no jardim.
Branquinha cobre o chão
e então tudo é branquinho assim.

Cai chuva, cai chuva,
cai chuva no jardim! (bis)
A água cobre o chão
e então, parece um lago assim! (bis)

– Coelhinho da Páscoa
que trazes p’ra mim?
Um ovo, dois ovos,
três ovos assim. (2 v.)

– Coelhinho da Páscoa
com quem vais dançar?
Com uma menina
que saiba cantar. (2 v.)
Com uma menina

– Coelhinho da Páscoa
que lhe vais of’recer?
Um saco de amêndoas
p’ra ela comer. (2 v.)

Eu fui ao jardim celeste

Eu fui ao jardim celeste.
O que foste lá fazer…
Fui lá buscar uma rosa…
Para quem é essa rosa…
É para a menina…

Eu tenho um martelo

Eu tenho um martelo
para martelar. (bis)
Trás trás trás, trás trás trás,
eu já sei pregar. (bis)

Eu tenho uma serra
para trabalhar: (bis)
rr rr rr, rr rr rr,
eu já sei serrar. (bis)

Ignez Mazoni ]

Faz como eu

Faz assim como eu,
assim assim. (bis)

Bate o pé como eu,
assim assim. (bis)

Bate palmas como eu,
assim assim. (bis)

Dá estalinhos como eu,
assim assim. (bis)

Mexe os ombros como eu,
assim assim. (bis)

Ergue os braços como eu,
assim, assim. (bis)

Toca assim como eu,
assim, assim. (bis)

Dança assim como eu,
assim, assim. (bis)

Marcha assim como eu,
assim, assim. (bis)

Faz assim, como o Paulo…

Havia um lindo balão

Havia um lindo balão
que sempre queria voar.
Descia e subia, descia e subia
e ao céu já queria chegar.

António José Ferreira ]

Lagarto pintado

Lagarto pintado,
quem te pintou?
Foi uma velha
que aqui passou.

No tempo da eira,
fazia poeira.

Puxa, lagarto,
por aquela orelha.

ALTERNATIVA

– No campo da aldeia,
ó que poeira!
Puxa, lagarto,
por esta orelha!

Marcha soldado

Marcha soldado,
cabeça de melão.
Se não marchar’s direito,
sairás do batalhão.

O carro da Rita

O carro da Rita
rr rr rr rr rr rr rr rr rr.
O carro da Rita rr rr rr
corre pela rua.

A abelha bonita, bz bz bz,
bz bz bz, bz bz bz.
A abelha bonita, bz bz bz,
faz uma algazarra.

O Manel tinha uma bola

O Manel tinha uma bola,
mas, por falta de atenção,
lá deixou ele ir a bola
Presa aos dentes de um cão.

O Manel tinha uma bola,
mas agora não tem, não.
E a gente, a ver se o consola,
vai cantar-lhe esta canção.

Olha a laranjinha

Olha a laranjinha,
foi do chão ao ar.
O meu amorzinho
não veio ao jantar.

Não veio ao jantar,
não veio ao almoço.
Olha a laranjinha,
foi do chão ao poço.

Olha a laranjinha,
foi do chão à terra.
O meu amorzinho
é de lá da serra.

É de lá da serra,
é de lá do monte.
Olha a laranjinha,
foi do chão à fonte.

Os olhos da Joaninha,
tenho-os, eu, aqui na mão. (bis)

Os olhos da Susaninha
são negros, cor do carvão. (bis)

Que tens, canguru

Que tens canguru
nessa linda bolsinha.
Eu levo o meu filho
à sua escolinha.

– Diz lá, cangurú:
vais de carro ou a pé?
Eu vou aos saltinhos
com o meu bebé.

Gira a roda

Gira a roda, gira, gira,
gira a roda e vai girar.
Gira a roda, gira, gira,
gira a roda até parar.

Se queres ser meu amigo

Se queres ser meu amigo,
diz-me o nome.

… dá-me a mão…

… diz olá…

… diz por favor…

… diz desculpa…

… com licença…

… até logo…

Meu lindo balão

Meu lindo balão, ão, ão,
pelo ar subiu, iu, iu,
mas caiu no chão, ão, ão,
nunca mais se viu, iu, iu.

Todos os patinhos

Todos os patinhos
sabem bem nadar,
cabeça para baixo,
rabino para o ar.

Quando estão cansados,
da água vão sair.
Depois em grande fila
p’ra o ninho querem ir.

Traz traz

Traz-traz, p’ra aquecer,
bate palminhas, bate palminhas!
Traz-traz, que bem que faz.
Bate palminhas, traz-traz-traz.

Texto de M.C. Diogo

Truz-truz, p’ra aquecer
bate na mesa, bate na mesa!
Truz-truz, que bem faz.
Bate na mesa, truz-truz-truz!

Um copo com água

Um copo com água,
uma escova e pasta
p’ra lavar os dentes
é o que me basta.

‘Sfrego, ‘sfrego, ‘sfrego,
muito esfregadinho:
Com os dentes lavados,
que rico cheirinho!

Luiza da Gama Santos ]

Um dedo assim

Um dedo assim tiquitim, tiquitim,
eu mexo já já tacatá tacatá.
Um dedo assim tiquitim, tiquitim,
eu mexo já já tacatá tacatá.

Uma mão…

Um braço…

Um pé…

Uma perna…

O corpo assim….

Um elefante se balanceava

Um elefante se balanceava
sobre a teia de uma aranha.
Como ele sabia que não cairia,
foi chamar outro elefante.

Dois elefantes… Três elefantes… (…)

Dez elefantes se balanceavam
sobre a teia de uma aranha.
Como eles sabiam que já cairiam
não chamaram mais nenhum.

Na última estrofe, as notas finais são dó – dó.

Texto português de Un elefante se balanceava por António José Ferreira ]

Vamos dançar

Vamos dançar:
Começa devagar;
Depois de começar,
Não podes mais parar.

Falado:

Um dedo

Outro dedo

Uma mão

Outra mão

Um cotovelo

Outro cotovelo

Um ombro

Outro ombro

Um pé

Outro pé

Uma perna

Outra perna

A cabeça

O corpo inteiro

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/pre-escola-instrumentos.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-19 14:11:222023-05-02 12:37:04Cantigas para a Pré-Escola
Criança tocando jambé
Infância

Canções e animação

A ouvir

A ouvir, a tocar
que tens bom ouvido vais mostrar.
A sentir, a cheirar,
que tens bom olfato vais mostrar.
A tocar, a apalpar,
que és bom no tacto vais mostrar.
A comer, a mascar,
mostra-me que tens bom paladar.
A olhar, a piscar,
mostra a visão para o teu par.

António José Ferreira ]

Animais

Animais da terra,
animais do mar,
uns movem-se rápido,
outros devagar.

Tartaruga, vai devagar.
Tens o tempo todo p’ra chegar.
Assim tu não vais transpirar.
Tartaruga vai devagar.

Corre lebre, corre lebre,
não podes parar.
Se não corres para a meta
não irás ganhar.

António José Ferreira ]

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Meloteca, recursos musicais criativos para a infância

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Cai a castanha

Cai a castanha,
é de quem a apanha;
cai a castanhinha,
talvez seja minha.
É castanha crua,
deve ser a tua;
esta é bem assada,
para a minha amada.
Esta é cozida,
é boa comida;
se é bem descascada,
não restará nada.

António José Ferreira ]

Cuida sempre da alimentação

Cuida sempre da alimentação,
come sopa, arroz e feijão.
Cuida sempre da alimentação,
come uvas, pera, melão.

Cuida sempre da alimentação,
come truta, polvo, salmão;
cuida sempre da alimentação,
bebe água até mais não.

António José Ferreira ]

Da abóbora faz melão

Da abóbora faz melão,
do melão faz melancia.
Faz dança, faz dança,
faz dança, ó Maria.

Quem quer dançar melhor,
vai à casa do José.
Ele pula, ele roda,
ele mexe bem o pé.

Trad. do Brasil ]

Eu fui ao Senhor doutor

Eu fui ao senhor doutor,
eu fui ao senhor doutor,
que me disse que eu tenho um tique,
que me disse que eu tenho um tique,
eu tenho um tique, eu tenho um tique,
tique tique, tique tique.

Eu fui ao Senhor doutor
que mandou mexer as pernas…
Eu tenho um tique,
Eu tenho um tique, tique tique, tique tique.
… mexer a anca…
… mexa os braços…
… mexa os ombros…
… mexer a cabeça…

La la, chickalileelo

La la, chickalileelo,
la la, chickalileelo.

Quem soube escutar, tocou,
quem soube escutar tocou.

Vou escolher para tocar,
aquele que sabe escutar,

Quem sabe ouvir e calar,
este tambor vai tocar.

Mãezinha

Mãezinha, querida mãezinha,
diz quando me levas a passear.
A criança pergunta então:

Mãe,
quando me levas a passear?
A mãe diz, por exemplo:

Domingo!
A criança diz com ansiedade:

Ah se já fosse Domingo….

Na segunda

Na segunda, venho à escola;
na terça, trago a sacola;
na quarta, visto a camisola;
na quinta, jogo à bola;
na sexta, fecho a escola;
no sábado, bebo coca-cola;
no domingo, toco viola.

António José Ferreira ]

Ó abre a roda

Ó abre a roda, tingolelé.
Ó abre a roda, tingolelá.
Ó abre a roda, tingolelé, tingolelé,
tingolalá.

Ó fecha a roda…

Ó gira a roda…

Ó bate o pé…

Ó dá um pulo…

Ao pé coxinho…

Ó bate palmas…

Ó dá um abraço…

Trad. do Brasil ]

Ó filho!

Ó filho, lava a cara.
Ó pai, eu já lavei.
Quando lavaste a cara?
Ó pai, eu lavei ontem.

Lavaste, lavas e lavarás. (2 v.)

Ó filho, faz a cama.
Ó pai, eu já a fiz.
Quando fizeste a cama?
Ó pai, eu já fiz ontem.

Fizeste, fazes e farás. (2 v.)

Ó filho, arruma o quarto.
Ó pai, já arrumei.
Quando arrumaste o quarto?
Ó pai, arrumei ontem.

Arrumaste, arrumas e arrumarás. (2 v.)

Ó filho, põe a mesa.
Ó pai, eu já a pus.
Quando puseste a mesa.
Ó pai, eu já pus ontem.

Puseste, pões e porás. (2v.)

Ó filho, come a sopa.
Ó pai, eu já comi.
Quando comeste a sopa?
Ó pai, eu comi ontem.

Comeste, comes e comerás. (2 v.)

Ó filho, lava os dentes.
Ó pai, eu já lavei.
Quando lavaste os dentes?
Ó pai, eu lavei ontem.

Lavaste, lavas e lavarás. (2v.)

António José Ferreira ]

O maestro manda

O maestro manda
tocar um ritmo. (2 v.)
O maestro manda
fazer estalos. (2 v.)
O maestro manda
bater nos ombros. (2 v.)
O maestro manda
bater as palmas. (2 v.)
O maestro manda
bater nas pernas. (2 v.)
O maestro manda
bater o pé. (2 v.)

Olha o bichinho

Olha o bichinho
que está no meio.
Deixai-o ‘star,
‘stá a dormir, ‘stá a descansar,
vem agora ó bichinho,
anda ‘scolher o teu par.

Papá Pinguim

Papá pinguim, papá pinguim,
eu sou o papá pinguim, pois sim.
e se és um bom filho,
vem atrás de mim.

Para a frente, para trás

Para a frente, para trás,
é assim que a gente faz.
Para trás, para a frente,
é assim que faz a gente

Para um lado, para o outro;
esta dança sabe-me a pouco.
Para baixo, para cima;
é a dança da minha prima.

Para cima, para baixo;
que em breve damos despacho.
Para o lado, ao pé cochinho.
Aguenta mais um pouquinho.

Mãos nas ancas a dançar
que esta moda vais recordar.

António José Ferreira ]

Saltam castanhas

Salta uma, saltam duas,
três castanhas a estalar.
Dá-me uma, dá-me duas,
dá-me outra p’rò meu par.

António José Ferreira ]

Se eu for doutor

Se eu for doutor,
cuidarei bem do Senhor.
Se eu for enfermeira,
‘starei sempre à tua beira.
Se eu for pianista,
vou tocar como um artista.
Se eu for costureira,
farei roupas de primeira.
Se eu for bombeiro,
chegarei sempre em primeiro.
Se eu for bombeiro,
chegarei sempre em primeiro.
Se eu cozinheira,
farei pratos à maneira.

António José Ferreira ]

Animais

Animais da terra,
animais do mar,
uns movem-se rápido,
outros devagar.

Tartaruga, vai devagar.
Tens o tempo todo p’ra chegar.
Assim tu não vais transpirar.
Tartaruga vai devagar.

Corre lebre, corre lebre,
não podes parar.
Se não corres para a meta
não irás ganhar.

António José Ferreira ]

Tenho uma vassoura

Tenho uma vassoura,
vassoura com magia.
Ela me transporta
de noite e de dia.

Imaginação, imaginação…

Monstros e vampiros
e múmias e aranhas;
bruxas e fantasmas,
e músicas estranhas.

António José Ferreira ]

Uma pipoca

Uma pipoca a estourar numa panela,
vem logo outra e começa a responder.
Aí começa um tremendo falatório
e já ninguém se consegue entender.

É tal o ploc,
plo-ploc ploc ploc.
É tal o ploc,
plo-ploc ploc ploc.

Trad. do Brasil ]

Vamos lá cantar

Vamos lá cantar,
rir e festejar.
Ao nosso amigo Carlos
um abraço vamos dar.

Parabéns!
Parabéns!
Ao nosso amigo Carlos
um abraço vamos dar.
Oh yeah!
Um abraço!
Mais uma vez!

António José Ferreira ]

Vamos parar e escutar

Vamos parar e escutar.
Vamos ouvir o João a tocar.

Vamos parar e escutar.
Vamos ouvir as meninas a tocar.

Vamos parar e escutar.
Vamos ouvir os rapazes a tocar.

Vamos parar e escutar.
Vamos ouvir toda a turma a tocar.

António José Ferreira

Vou no carro azul

Vou no carro azul,
vou de férias para o sul.

Vou no carro azul,
vou a casa do Raúl.

Ponho sempre o cinto.

Meto a primeira.

Ando para a frente.

Ando para trás.

Viro à direita.

Viro à esquerda.

Paro no vermelho.

António José Ferreira ]

Clique AQUI para adquirir a coletânea temática “Animação e Música”.

Criança tocando jambé
Criança tocando jambé
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/jambe-crianca.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-18 00:24:322023-05-02 12:36:26Canções e animação
Criança a tocar jambéRhythm Kids, Music Together
Infância

Percussão do Jardim

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A bola bate e passa

A bola bate e passa,
ao ritmo da canção.
Agarra bem a bola
e não a largues, não!

A bola bate e passa
marcando a pulsação.
Cuidado com a bola
não vá rolar p’lo chão.

António José Ferreira ]

Bate os pés

Bate os pés no chão.
Sente o ritmo,
sente o ritmo da canção

Bate mãos nas perninhas,
p’ra ficarem,
p’ra ficarem mais quentinhas.

Bate as mãos no peito.
para vermos,
para vermos quem tem jeito.

‘Sfrega, ‘sfrega a barriga.
Quem não ‘sfrega
come sopa de formiga.

‘Sconde, esconde a cara.
Se está suja,
assim já ninguém repara.

Lava, lava a cara
Se está suja,
se está suja alguém repara.

Passa as mãos nas costas
e confessa,
e confessa que até gostas.

António José Ferreira ]

Como é bom tocar

Como é bom tocar!
Que grande animação!
Uns batem com o pé,
outros batem com a mão!

Como é bom tocar
ao ritmo da canção.
Ficamos mais amigos,
faz-nos bem ao coração.

António José Ferreira ]

Eu toco o meu tamborim

Eu toco o meu tamborim.
Tu podes cantar p’ra mim.

Bom bom beribom bom bom.
Bom bom, beribom bom bom!

António José Ferreira ]

Fazer música

Fazer música contigo
é uma grande animação,
a tocar um instrumento,
a cantar uma canção.

Fazer música contigo
dá-me grande alegria!
Torna a escola colorida
e diverte o meu dia.

António José Ferreira ]

Há castanhas

Há castanhas a estalar
e com elas vou saltar.

Há castanhas a estourar
e com elas vou pular.

Há castanhas a assar
para eu saborear.

António José Ferreira ]

Sente o som

Sente o ritmo que há nos teus pés.
Sente o som escondido nos teus pés.

Sente o ritmo que há nas tuas mãos.
Sente o som escondido em tuas mãos.

Sente o ritmo que há nas tuas pernas.
Sente o som escondido em tuas pernas.

Sente o ritmo que há nos teus ombros.
Sente o som escondido em teus ombros.

Sente o ritmo que há no teu corpo.
Sente o som escondido em teu corpo.

Tenho um robô

Refrão:
Tenho um robô
que me deu o meu avô.

Bate com um pé.
Com o outro pé.

Bate com a mão.
Com a outra mão.

Roda a cabeça.
Ergue a cabeça.

Toca como eu

Toca
como eu!
Quem imita
aprendeu!

Toca
como eu!
Quem se enganou
perdeu!

António José Ferreira ]

Toco eu, tocas tu

Toco eu, tocas tu,
toda a turma acompanha.
Toco eu, tocas tu
um estalo de castanha.

António José Ferreira ]

Um, dois, compro uns bois

Um, dois,
compro uns bois;
três, quatro,
compro um fato;
cinco, seis,
compro pastéis;
sete, oito,
compro biscoito.
nove, dez,
compro jambés.

António José Ferreira ]

Uma pipoca

Uma pipoca estoirava na panela
e eu agora vou fazer igual a ela.
Fazemos ploc ploc ploc.
Fazemos ploc ploc ploc.

Uso as mãos

Uso as mãos para tocar,
nunca para magoar.

Uso as mãos para acenar
nunca para arranhar.

Uso as mãos para limpar,
nunca estragar.

António José Ferreira ]

Vamos parar

Vamos parar
e escutar.
Vamos ouvir
o João a tocar.

Vamos parar
e escutar.
Vamos ouvir
as meninas a tocar.

Vamos parar
e escutar.
Vamos ouvir
os rapazes a tocar.

Vamos parar
e escutar.
Vamos ouvir
toda a turma a tocar.

António José Ferreira ]

Criança a tocar jambé
Criança a tocar jambé
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/jambe-rhythm-kids_music-together.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-17 21:55:182023-05-02 12:37:18Percussão do Jardim
Canção de roda
Infância

Canções de roda

Canções de roda

Letras

A viuvinha está triste

[ Jogo da Viuvinha ]

A viuvinha está triste
Que lhe morreu seu marido
Não tem quem lhe aqueça a cama
Anda com o sono perdido.

A Senhora Viuvinha
Com quem é que quer casar
É com o Senhor da Alemanha
Ou com o Senhor General.

Eu não quero esses homens
Que eles não são para mim
Eu sou uma pobre viúva
Ninguém tem dó de mim

Tradicional da Madeira ]

Ai, eu entrei na roda

Ai, eu entrei na roda.
Ai, eu não sei como se dança.
Ai, eu entrei na “rodadança”.
Ai, eu não sei dançar.

Sete e sete são quatorze,
com mais sete, vinte e um.
Tenho sete namorados
só posso casar com um.

Namorei um rapazinho
do colégio militar.
O diabo do garoto,
só queria me beijar.

Todo mundo se admira
de a macaca fazer renda.
Eu já vi uma perua
ser caixeira de uma venda.

Lá vai uma, lá vão duas,
lá vão três pela terceira.
Lá se vai o meu benzinho,
de avião para a Madeira.

Essa noite tive um sonho
que chupava picolé
Acordei de madrugada,
chupando dedo do pé.

Tradicional do Brasil ]

Cai, cai, balão

Cai, cai, balão, cai, cai, balão
Aqui na minha mão.
Não cai, não, não cai, não, não cai, não,
Cai na rua do Sabão.

Tradicional do Brasil ]

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. 

Contacto

António José Ferreira
962 942 759

Ciranda

Ciranda, cirandinha,
Vamos todos cirandar.
Vamos dar a meia-volta,
Volta e meia vamos dar.

O anel que tu me deste
Era de vidro e quebrou.
O amor que tu me tinhas
Era pouco e acabou.

Por isso, colega Ana,
Entre dentro desta roda.
Diga um verso bem bonito,
Diga adeus e vá-se embora.

Escravos de Jó

Escravos de Jó
Jogavam caxangá.
Tira, bota, deixa ficar.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue-zigue-zá.
Guerreiros com guerreiros fazem zigue-zigue-zá.

Tradicional do Brasil ]

Ó condessa

[ Condessinha de Aragão ]

Ó condessa, ó condessinha,
Ó condessa de Aragão,
Venho pedir-te uma filha
Destas três que aqui estão.

Minhas filhas não as dou,
Nem por ouro nem por prata,
Nem por sangue de zaragata
Que me custou a criar
Com a ponta da minha agulha
E com o rabo do meu dedal.

Ai que contente que eu vinha,
Que triste me vou achar!
Pedi a filha à condessa,
Condessa não ma quis dar.

Volta atrás ó cavaleiro
Se fores homem de bem
Entra aqui no meu chiqueiro
E escolhe a que for capaz.

Esta quero, esta levo
Por seres a minha condessa
Que me come o pão da cesta
E o vinho da Calheta.

Tradicional da Madeira ]

Olha a Rosa

Olha a Rosa amarela, Rosa
Tão Formosa, tão bela, Rosa
Olha a Rosa amarela, Rosa
Tão Formosa, tão bela, Rosa

Iá-iá meu lenço, ô Iá-iá
Para me enxugar, ô Iá-iá
Esta despedida, ô Iá-iá
Já me fez chorar, ô Iá-iá

Vai correndo o lindo anel

Vai correndo o lindo anel,
corre, voa, sem parar.
Onde está, onde se encontra?
Quem o pode adivinhar?!

Quem o pode adivinhar,
se é que não adivinhou?
Onde pára o lindo anel
que da minha mão voou?!

T. Nogueira ]

Vai de galho em galho

Vai de galho em galho
Vai de flor em flor
Vai de braço dado
Vai de braço dado mais o seu amor.

Muito chorei eu num Domingo à tarde
Aqui este meu lenço
Aqui está o meu lenço que fala a verdade.

Ah, seu ladrão, seu ladrão manjerico
Não queiras ficar
Não queiras ficar na praia sozito.

Na praia sozito não hei-de eu ficar
Eu hei-de ir à roda
Eu hei-de ir à roda escolher meu par.

Tradicional da Madeira ]

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/cancao-de-roda.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-17 15:08:572024-11-13 14:32:36Canções de roda
Pião
Infância

Canções de criança

Clique AQUI para adquirir a coletânea temática “Canta a criança”, partitura (MIDI partilhados).

A barca virou

A barca virou,
deixá-la virar.
A menina Júlia
não sabe remar.

Se eu fosse um peixinho,
sabia nadar.
Tirava a Júlia
do fundo do mar.

A pomba caiu ao mar

A pomba caiu ao mar,
a pomba ao mar caiu.
A pomba caiu ao mar,
agarrei a pomba
e lá me fugiu. (bis)

A rola caiu ao rio,
a rola ao rio caiu.
A rola caiu ao rio,
agarrei a rola
e lá me fugiu. (bis)

O cuco caiu ao rio,
o cuco ao rio caiu.
O cuco caiu ao rio,
agarrei o cuco
e lá me fugiu. (bis)

Trad. adapt. ]

Ai, ai, ai, minha machadinha

Ai, ai, ai,
minha machadinha, (bis)
quem te pôs a mão
sabendo que és minha? (bis)

Sabendo que és minha,
também eu sou tua. (bis)
Salta machadinha
para o meio da rua. (bis)

Lá p’rò meio da rua
não hei-de eu saltar. (bis)
Eu hei-de ir à roda
escolher o meu par. (bis)

As mulheres do monte,
quando vão à vila,
levam cestos de ovos,
galinhas em cima.

Duma vez, a uma,
caiu-lhe a cestinha.
Quebraram-se os ovos,
fugiu-lhe a galinha.

Chegando ao Outeiro:
“Pira, pira, pira.”
Quanto mais chamava,
mais ela fugia.

Trad. ]

Ao belo sol d’oiro

Ao belo sol d’oiro
que é loiro balão,
já toca o besoiro
no seu rabecão.

E logo a compasso
a clara cigarra
ameiga o espaço,
tocando guitarra.

Moscardo esperto
zumbindo mais fino
ajuda ao concerto
tocando violino.

Mosquitos vibrando
mil asas inquietas
alegram o bando
tocando trombetas.

O solo é do grilo,
cantor e poeta:
Lá baila, ao seu trilo,
a flor-borboleta.

E a música erguida
p’ra os céus não tem fim!
Que festa! Que vida
sorri no jardim!

A. M. Couto Viana ]

Barqueiro

Barqueiro, deita o barco ao Mira,
barqueiro vamos navegar,
mas olha se o barco vira
lá no meio do Mira:
eu não sei nadar.

Se tu soubesses, amigo,
se tu soubesses nadar,
deitava-se o barco ao rio,
eu e tu, amigo, íamos navegar!

Trad. ]

Bóia

Bóia, bóia binha
que faz assim assim
Ora agora a costureira
a fazer assim, assim.

… cozinheira…

… motorista…

… bombeiro…

Trad. ]

Borboleta do pomar

Borboleta do pomar,
poisa aqui, poisa acolá.
Quem te pudesse apanhar!
Coisa mais linda não há!

Sem cessar, a borboleta
bate as asas de cetim,
sempre alegre, sempre inquieta,
a voar assim, assim.

Helena Maria Maia Malta ]

Castanhas

Castanhas, castanhas,
assadinhas com sal,
quentinhas, quentinhas,
que não te façam mal.

Saltitam, crepitam,
toma lá e dá cá.
São Martinho sem sol
e sem castanhas não há.

Dó ré mi fá sol

Dó ré mi fá sol,
olha o caracol.
Dó ré mi fá sol,
deitadinho ao sol.

A a a a a,
quá quá quá quá quá.

E e e e e,
mé mé mé mé mé.

I i i i i,
Gri gri gri gri gri.

O o o o o,
Có có có có có.

U u u u u,
glu glu glu glu glu.

Eu queria unir as pedras desavindas

[ Não Me Mintas ]

Eu queria unir as pedras desavindas
escoras do meu mundo movediço
aquelas duas pedras perfeitas e lindas
das quais eu nasci forte e inteiriço

Eu queria ter amarra nesse cais
para quando o mar ameaçar a minha proa
e queria vencer todos os vendavais
que se erguem quando o diabo se assoa

Tu querias perceber os pássaros
Voar como o Jardel sobre os centrais
Saber por que dão seda os casulos
Mas isso já eram sonhos a mais

Conta-me os teus truques e fintas
Será que os Nikes fazem voar
Diz-me o que sabes não me mintas
ao menos em ti posso confiar

Agora diz-me agora o que aprendeste
De tanto saltar muros e fronteiras
Olha p’ra mim vê como cresceste
Com a força bruta das trepadeiras

Põe aqui a mão e sente o deserto
Tão cheio de culpas que não são minhas
E ainda que nada à volta bata certo
eu juro ganhar o jogo sem espinhas

Tu querias perceber os pássaros
Voar como o Jardel sobre os centrais
Saber por que dão seda os casulos
Mas isso já eram sonhos a mais

Letra: Carlos Tê
Música: Rui Veloso
Intérprete: Rui Veloso (in filme “Jaime”, de António Pedro Vasconcelos, 1999; CD “O Melhor de Rui Veloso”, EMI-VC, 2000)

Lá vai uma

Lá vai uma, lá vão duas,
três pombinhas a voar.
Uma é minha, outra é tua,
outra é de quem a apanhar.

A criada lá de cima
é feita de papelão.
Quando vai fazer a cama
diz assim para o patrão:

Sete e sete são catorze,
com mais sete, vinte e um.
Tenho sete namorados
e não gosto de nenhum.

Na mochila guardei

Na mochila guardei
meia dúzia de castanhas.
De tão quentes que estão,
‘inda queimo a minha mão!

Vou dá-las ao pai,
vou dá-las à mãe,
castanhas quentinhas
que cheiram tão bem.

O Outono, ao voltar,
a todos vai dar
castanhas assadas
no lume a estalar.

Luiza da Gama Santos ]

No alto daquela serra

No alto daquela serra (2v.)
está um lenço,
está um lenço a acenar.

‘Stá dizendo viva, viva, (bis)
morra, morra,
morra quem não sabe amar. (bis)

Trad. ]

Papagaio loiro

Papagaio loiro
de bico doirado,
leva-me esta carta
para o outro lado.

Para o outro lado,
Para a outra margem,
Papagaio loiro
De linda plumagem.

Salta o canguru

Salta o canguru,
gosta de saltar.
Salta com o filho
e com o seu par.

Coça o chimpazé,
gosta de coçar.
Quando alguém começa,
já não quer parar.

Senhora Dona Anica

Senhora Dona Anica
venha abaixo ao seu jardim.
Venha ver as lavadeiras
a fazer assim, assim.

… venha ver as costureiras…

… venha ver os carpinteiros…

… venha ver as cozinheiras…

… venha ver os motoristas…

6 … venha ver os professores…

… venha ver os jornalistas…

Sim, não

Sim, não; sim, não.
Grande, pequeno; gigante, anão.
Sim, não; sim, não.
Aqui, acolá; no cimo no chão.
Sim, não; sim, não.
Menino risonho; menino chorão.

Excertos de Patrícia Joyce,
Romance da Gata Preta, Sociedade de Expressão Cultural ]

Caracol

Caracol, vai devagarinho,
não tens de pagar o carrinho.
Prova do que houver no caminho.
Caracol, vai devagarinho.

Leopardo, vai a correr,
que os teus filhos querem comer
e já não há tempo a perder.
Leopardo, vai a correr.

António José Ferreira ]

Tenho um castelo

Tenho um castelo
matarelorelorelo.
Tenho um castelo
matarelorelorão, jim bão.

Onde estão as chaves
matarelorelorelo.
Onde estão as chaves,
matarelorelorão, jim bão.

No fundo do mar…

Quem vai lá buscá-las…

É a menina Catarina…

Tenho um pião

Pião
Pião

Tenho um pião,
gosto de o lançar
e fica, fica
a rodopiar.

Gira que gira
o meu pião.
Gira na palma
da minha mão.

Tenho uma maraca

Tenho uma maraca
e a quem vou dá-la?
É para o Carlos
que adora tocá-la.

António José Ferreira ]

Torradinhas

Torradinhas com manteiga
como logo de manhã.
Come o primo, como eu,
o papá e a mamã.

António José Ferreira ]

Uma laranja

Uma laranja, duas laranjas,
ai três laranjas num raminho.
Uma laranja, duas laranjas,
ai para dar ao meu benzinho.

Ai, para dar ao meu benzinho,
ai, para dar à minha avó.
Uma laranja, duas laranjas,
ai, três laranjas num pé só.

Uma vez uma pastora

Uma vez uma pastora,
Larau-larau-larito.
Com o leite do seu gado,
mandou fazer um queijito.

Mas o gato espreitava,
larau, larau, larito,
mas o gato espreitava
com sentido no queijito.

E aqui metia a pata,
larau, larau, larito,
e aqui metia a pata
e além o focinhito.

A pastora, de zangada,
larau, larau, larito,
a pastora de zangada
castigou o seu gatito.

E aqui termina a estória,
larau, larau, larito,
e aqui termina a estória
da pastora e do gatito.

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/piao.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-17 13:40:412023-05-02 12:36:01Canções de criança
Canções no Jardim
Infância

Canções no Jardim

Canções no Jardim

Letras

Ai que medo! O fantasma

Ai que medo, ai que susto!
Um fantasma atrás do arbusto!

Refrão:
Ai ai ai ai ai ai ai!
Ai ai ai ai ai ai ai!

Ai que medo, ai que terror!
Um fantasma assustador!

Ai que medo, ai que receio!
Um fantasma doido e feio!

Ai que susto, ai que medo!
Um fantasma no arvoredo!

António José Ferreira ]

As pombinhas

As pombinhas da Joana
vão em bando a voar.
Gostam que lhes dê comida,
fogem se as quer apanhar.

As pombinhas do João
quando saem do pombal
vão ao milho dos vizinhos
pois não sabem que está mal.

Bate as palmas

Bate as palmas
a cantar.
Bate o pé
p’ra animar.

Bate os ombros
devagar,
faz um ritmo
com o par.

António José Ferreira ]

Bom dia

Bom dia, amigos,
como estão?
O sol me alegra,
a chuva não.
O frio não
me gela a mão.
Bom dia, amigos!

Bom dia, amigos.
Como estão?
As coisas tristes
vêm e vão.
Os bons amigos
ficarão.
Bom dia, amigos!

António José Ferreira ]

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacto

António José Ferreira
962 942 759

Caem castanhas

Cai uma castanha,
é de quem a apanha. (2 v.)

Caem duas castanhas:
vê se as apanhas. (2 v.)

Caem três ao chão:
p’ra quem é que são. (2 v.)

António José Ferreira ]

Esta é a história

Esta é a história da serpente
que perdeu o rabo
e que não parou de o procurar.
E serás tu?
E serás tu?
E serás tu um bocadinho do meu rabo?

Eu adoro vir à escola

Eu adoro
vir à escola e ficar contigo.

Eu adoro
vir à escola e tocar contigo.

Eu adoro
vir à escola e cantar contigo.

Eu adoro
vir à escola e brincar contigo.

Eu adoro
vir à escola e almoçar contigo.

Eu adoro
vir à escola e pintar.

António José Ferreira ]

Eu sou um pirata

Eu sou um pirata aventureiro
e sinto muito gozo em navegar.
Comigo tenho sempre o binóculo
p’ra ver se há inimigos no alto mar.

Eu sou um pirata aventureiro
e gosto de sentir o cheiro a mar.
No barco tenho um canhão potente
e vou agora mesmo disparar.

Fogo!

António José Ferreira ]

Há três noites que eu não durmo

Há três noites que eu não durmo, lalá,
eu perdi o meu galito, lalá.
Coitadito, lalá!
pobrezito, lalá!
Eu perdi-o no jardim.

Ele é branco e amarelo, lalá,
tem a crista encarnada, lalá.
Bate as asas, lalá,
abre o bico, lalá,
ele faz faz quiquiriqui!

Tradicional

Hoje venho à janela

Hoje venho à janela,
‘stá tão chuvoso o dia. [ ou nublado ]
Quero ficar aqui dentro
e tocar com alegria.

António José Ferreira ]

Lá vem o carteiro

Lá vem o carteiro.
Que é que ele trará?
Traga o que trouxer,
se receberá.

Parte falada opcional:

Truz truz!

Quem é?

É o carteiro.

Traz um vale? [ Traz dinheiro? ]

Não?

Então adeus!

Levantar o dedo

Levantar o dedo e depois falar,
se o professor autorizar.
Quando cada um aprendeu a estar
torna-se mais fácil o tocar.

António José Ferreira ]

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacto

António José Ferreira
962 942 759

Mais!

Mais! Mais!
A mãe deu-me umas calças,
com mais fiquei.
Mais! Mais!
O pai deu-me uma bola,
com mais fiquei.

Mais! Mais!
A tia deu-me um livro,
com mais fiquei.
Mais, mais!
O tio deu-me um gato,
com mais fiquei.

Mais! Mais!
A avó deu-me um pijama,
com mais fiquei.
Mais! Mais!
O avó deu-me uma nota,
com mais fiquei!

António José Ferreira ]

O Rei mandou

O Rei de Portugal,
o Rei de Portugal
mandou aos soldados
que subissem ao castelo.

O Rei de Portugal,
o Rei de Portugal
mandou aos bobos
que fizessem palhaçadas.

O Rei de Portugal,
o Rei de Portugal
mandou aos músicos
que tocassem uma peça.

O Rei de Portugal,
o Rei de Portugal
mandou aos cozinheiros
que fizessem um assado.

António José Ferreira ]

Para a frente

Para a frente,
para trás,
é assim
que a gente faz.

Para trás,
para a frente,
é assim
que faz a gente.

Para a esquerda,
p’ra direita,
e esta dança
está perfeita.

Para o lado,
para o outro.
Esta dança
sabe a pouco.

António José Ferreira ]

Pinga! Pinga! Cai a chuva

Pinga! Pinga!
Cai a chuva!
Pinga! Pinga!
Chega até ao chão!
Pinga! Pinga!
Cai a chuva!
Veste roupa quente,
abre o chapéu,
senão a chuva vai molhar-te,
vai molhar-te a mão!

António José Ferreira ]

Tchaka tchaka tchu tchu

Tchaka tchaka tchu tchu, tchaka tchu.

Vamos ver as serras e o mar.
O comboio gosta de apitar.
Tchaka tchaka tchu tchu, tchaka tchu.

Já estamos prontos p’ra partir.
Quem se atrasa já não pode vir.

António José Ferreira ]

Todos, todos lá p’ra trás

Todos, todos lá p’ra trás.
Salta só quem é rapaz.

Todos, todos para a frente.
Salta quem não está doente.

Todos todos para cima.
Salta só quem é menina.

Todos, todos para o lado.
Salta quem não é casado.

Todos, todos para baixo.
Salta só o que é macho.

Todos todos à vontade.
Salta só esta metade.

António José Ferreira ]

Vesti as calças

Vesti as calças
p’ra vir à escola;
pus sapatilhas
p’ra jogar à bola.

Joga, joga, joga,
faz bem jogar.
Joga, joga joga,
faz bem jogar.

António José Ferreira ]

Canções no Jardim
Criança tocando pandeiro
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/pandeiro-crianca.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-17 13:00:512024-11-13 14:30:55Canções no Jardim
Pandeireta
Infância

Canções na Pré-Escola

Canções na Pré-Escola

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Canta bem cedo

Canta bem cedo com sua voz potente,
ouve-se longe o galo da avó.
Canta cedinho, acorda toda a gente.
Canta o galo: có-cró-có.

Cocrocó!
O sol se levanta:
logo o galo canta!

Cá-c’rá-cá!
Diz a mãe ga-linha:
saltem da caminha!

Cô-cô-cô!
Diz ela de novo
quando põe o ovo.

C’rrô-c’rrô-c’rrô!
Fala com voz rouca
a galinha choca.

Qui-qu’ri-qui!
Sai o pintainho,
sai do seu ovinho.

Pi-pi-pi!
Traz a cozinheira
milho à capoeira.

Coelhinho novo

Coelhinho novo,
eu sou teu amigo!
Como eu gostava
de brincar contigo!

Quadra de António José Ferreira

Dlim dlão! Vai casar o João Ratão

Dlim dlão, dlim dlim dlão!
Vai casar o João Ratão.
Os dois sinos tocarão.

Dlim dlão! Dlim dlim dlão!
Toca, toca, sacristão.
Toca, toca o carrilhão.

Dlim dlão, dlim dlim dlão!
Vai casar o João Ratão
no dia de São João.

Há uma borboleta

Há uma borboleta assim,
no jardim
do Martim.
Há uma borboleta assim
no jardim.

Há uma cobra a rastejar
no pomar
do Gaspar.
Há uma cobra a rastejar
no pomar.

António José Ferreira ]

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacto

António José Ferreira
962 942 759

Numa roda dança

Numa roda dança, dança dança.
Numa roda dança dando as mãos.

Numa roda dança, dança, dança,
numa roda dança dando os braços.

Numa roda dança, dança, dança,
numa roda dança dando os ombros.

Numa roda dança, dança, dança.
Numa roda dança dando a cabeça.

Numa roda dança, dança, dança.
Numa roda dança, dando o joelho.

Numa roda dança, dança, dança.
Numa roda dança, dando a perna.

Numa roda dança, dança, dança.
Numa roda dança, dando o pé.

O mar

O mar tem peixes grandes:
como é grande o mar! (2x)

O mar dá-nos beijinhos:
como é bom o mar. (2x)

O mar tem estrelinhas:
como é lindo o mar. (2x)

António José Ferreira ]

Passos

Passos à direita,
sempre sem parar. (bis)
Passos à esquerda
para variar. (bis)

Passos para a frente,
vamos avançar. (bis)
Passos para trás,
e vamos recuar. (bis)

António José Ferreira ]

Que gira a nossa roda

Que gira a nossa roda!
Rodopia p’ra direita.
Que gira a nossa roda!
Rodopia e bate palmas.

Que gira a nossa roda!
Roda e bate palmas.
Que gira a nossa roda!
Roda e bate palmas!

Que gira a nossa roda!
Roda para a esquerda!
Que gira a nossa roda!
Roda para a esquerda!

Que gira a nossa roda!
Roda e bate palmas.
Que gira a nossa roda!
Roda e bate palmas.

António José Ferreira ]

Quem é que ali vem

Quem é que ali vem,
tão devagar,
com grandes orelhas
sempre a abanar.

É o elefante
que eu vou imitar.

Tenho lá em casa um gato

Tenho lá em casa um gato fabuloso.
É muito inteligente e muito atencioso.
Já fala Inglês e já conta até doze.
Tenho lá em casa um gato espantoso.

Quando bebe o leite antes de deitar,
é com uma palhinha p’ra não entornar.
Fala com bons modos, nunca lambe o prato,
limpa os bigodes com o guardanapo.

O cão da vizinha ladra a bom ladrar
quando vai à rua e o vê passar.
Indi’rente, o gato nem olha p’rò lado,
‘stica o pescoço e vira-lhe o rabo.

Desconhecido ]

Tenho na quinta um peru

Tenho na quinta um perú,
glu glu glu, glu glu glu.
Tenho na quinta um perú
e diz glu glu glu glu.

Tenho na quinta um garnizé,
qué-qué-ré, qué-qué-ré.
Tenho na quinta um garnizé
e diz qué-qué-ré-qué.

Tenho um cãozinho

Tenho um cãozinho
chamado Loló.
Faz a sua cama,
limpa sempre o pó.

Tenho uma vaca
chamada corneta.
Fez há pouco um ano,
já não quer chupeta.

Tenho um macaco
que coça a barriga.
Não sei que lhe faça,
não sei que lhe diga.

Tenho um pomar

Tenho um pomar, tiroliro liro liro.
Tenho um pomar, tiroliro liro ló.

Que tem o pomar, tiroliro liro liro.
Que tem o pomar, tiroliro liro ló.

Tem uma pereira…

Que tem a pereira…

Tem um belo ninho…

Que tem esse ninho…

Tem um lindo ovo…

Que tem esse ovo…

Tem um passarinho…

Tem um passarinho…

Um gatinho

Um gatinho peludinho
que miava lá em casa,
miau miau miau miau.
Tinha os olhos sempre em brasa,
tinha os olhos sempre em brasa.

O gatinho todo preto
que miava no quintal,
miau miau miau miau,
era um gato especial,
era um gato especial.

Pandeireta
Pandeireta
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/pandeireta-de-plastico-e-crianca.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-04-16 20:58:482024-11-13 14:29:23Canções na Pré-Escola
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