A performance musical é essencial no aprendizado da música, pois há um deslocamento da percepção e da ação de se fazer música e o que passa a ser relevante, o que se levanta e se alça como essencial é o gesto musical, como um gesto dionisíaco de indiferenciação da personalidade (des)integrando a subjetividade da pessoa e a objetividade do fenômeno na unidade do memorável.
Em cada um de nós, pode-se dizer, existem dois seres que, embora sejam inseparáveis – a não ser por abstração -, não deixam de ser distintos. Um é composto de todos os estados mentais que dizem respeito apenas a nós mesmos e aos acontecimentos da nossa vida pessoal: é o que poderia chamar de ser individual. O outro é um sistema de ideias, sentimentos e hábitos que exprimem em nós não a nossa personalidade, mas sim o grupo ou os grupos diferentes dos quais fazemos parte; tais como as crenças religiosas, as crenças e práticas morais, as tradições nacionais ou profissionais e as opiniões coletivas de todo tipo. Este conjunto forma o ser social. Constituir este ser em cada um de nós é o objetivo da educação
Durkheim
E concordando com esse pensamento Libâneo:
Num sentido mais amplo, a educação abrange o conjunto das influências do meio natural e social que afetam o desenvolvimento do homem na sua relação ativa com o meio social. (…) Os valores, os costumes, as ideias, a religião, a organização social, as leis, o sistema de governo, os movimentos sociais são forças que operam e condicionam a prática educativa.
José Carlos Libâneo
Portanto, se a educação tem objetivamente esse caráter formativo e constitutivo do ser social, depreende-se que isso deva acontecer continuamente e dialogicamente: “(…) este ser social não somente não se encontra já pronto na constituição primitiva do homem como também não resulta de um desenvolvimento espontâneo” (Emile Durkheim).
Buscamos compreender as possibilidades a partir das perspectivações da música dentro e fora do espaço escolar. Assumimos que as vivências dinâmicas da escuta do fenômeno musical não podem ser circunscritas ao ambiente escolar apenas.
A maior parte dos nossos conhecimentos adquirimo-los fora da escola. Os alunos realizam a maior parte de sua aprendizagem sem os, ou muitas vezes, apesar dos professores. Mais trágico ainda é o fato de que a maioria das pessoas recebe o ensino da escola, sem nunca ir à escola.
Ivan Illich
Se o currículo escolar avança para além de seus muros tornando-se uma cultura ex-escola, ou seja, até os que não passam pela escola são de algum modo escolarizados, devemos perguntar que currículo escolar é esse e como a música está presente nele.
Perrenoud identifica, como um dos três mecanismos responsáveis pelos sucessos e fracassos produzidos na escola, “(…) o currículo, em outras palavras, o caminho que desejamos que os alunos percorram”.
Há um diálogo urgente que nos convoca para pensar como as teorias do conhecimento que permeiam as concepções de escola recebem o aceno da música, que é sempre uma experiência fundadora de sentido para fazer saber e conhecer.
Premissa fundamental que procuramos colocar em prática: a música está na base de todo conhecimento humano. Se não há música, então, não há conhecimento possível, pois a música funda nossos modos de pensar, dizer e mostrar.
O aprendizado musical nos traz o saber fazer harmonizador, uma harmonia não como um recurso de condução de vozes, mas como composição, até mesmo as técnicas de harmonização das vozes são antes um mostrar-se originário da diferença, da compatibilização dos contrários, por isso harmônicos, sem exclusão de nenhuma parte, eis o princípio articulador da música e uma reflexão para conduzirmos dentro e fora da escola o fundamento harmônico em um currículo escolar segregador e, portanto, excludente, ou seja, desarmônico.
Harmonia é a possibilidade de con-verter em com-posição instâncias substantivas fenomênicas, instâncias substantivas que sejam e/ou façam o movimento em direção ao mostrar-se, significa: harmonizar é ser capaz de juntar concretamente no fim mas desde o princípio torná-las um todo, sem destruir nem diluir nem elidir sua di-ferença. Ao contrário, constituindo uma nova diferenciação, produzindo a diferença entendida como o seu caminho para o des-conhecido, para o que não era harmonizado e passa a ser.
Antonio Jardim
Um currículo escolar que não contemple a música está fadado ao fracasso, ao menos, desde a perspectiva de ensino e aprendizado do poético, ou ainda se considerarmos o que se aprende e ensina fora da escola e que em um “modelo curricular sem música” estaria também destinado a ser um currículo: recortado, aleijado, lacunar, sem um dos pilares, — senão o pilar central que rege o sentido de saber e conhecer — desde as culturais aborígenes, arcaicas e primevas: o que denominamos como música; a experiência singular do memorável presentado em nossas ações sensório-corpóreo-motoras.
A música não é o único caminho, mas é nosso caminho, que apontamos como possibilidade de perspectivação e reflexão do ambiente escolar pautado por um ensino conteudístico curricular desarmonizado da realidade social expericenciada pela própria comunidade escolar.
Perspectivando o aprender e ensinar música: experienciando e refletindo desde o subprojeto PIBID-Música da UFRJ, por Celso Garcia de Araújo Ramalho, Anderson Carmo de Carvalho, Camila Oliveira Querino PPG em Ciência da Literatura Rio de Janeiro – RJ Eliete Vasconcelos Gonçalves, in Educação: Políticas, Estrutura e Organização 10, Gabriela Rossetti Ferreira, org. Atena Editora 2019. [ Excerto ]
Roda de Samba, artista Caribé
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/roda-de-samba-brasil_caribe.jpg400400António Ferreirahttps://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpgAntónio Ferreira2020-04-25 21:10:062021-06-28 14:49:08Fazer música como caminho
A metodologia do ensino da música confinada por séculos sob a alcunha dos “conservatórios” apresenta um conjunto de procedimentos que, por vezes, torna certas percepções menos possíveis, como o envolvimento corporal na vivência musical.
A disposição do sistema educacional tradicional organiza os alunos de forma a não haver contato físico, a conter o movimento corporal, a não haver movimento grupal, a conformar o corpo a movimentar apenas a cabeça e os olhos. O movimento restringe-se a cumprir funções tais como orientar o corpo em direção ao professor, à lousa, ao caderno, ao livro, ou ao celular, este último, um aparelho institucionalizado oficiosamente dentro da sala de aula.
Assim, num ambiente que propõe um aprendizado regrado e objetivado, o aprendizado musical é prejudicado por ter que se enquadrar às restrições impostas pela organização e disposição da sala de aula. Objetivar, funcionalizar, não faz parte da essência do que é música, esses procedimentos não contribuem nas avaliações que medem o nível de aprendizado musical dos alunos, nem nas provas de ingresso para instituições.
Apesar das dificuldades que enfrentamos na abordagem dos conteúdos musicais em sala de aula no Ensino Médio, sempre há um esforço em estabelecer um vínculo que provoque o interesse dos alunos. Uma das possibilidades é desenvolver o estímulo a partir do despertar da escuta, que para alguns alunos está relacionada ao caráter do som como fonte imediata de gozo ou deleite sonoro.
Estabelecido o vínculo com os alunos, o próximo passo é pensar em como desfuncionalizar a música e ir além de encerrá-la à esfera do entretenimento, buscando convalidar o espaço regular ou formal de ensino-aprendizagem do fenômeno musical como forma de conhecer o real, isto é, ser verdade, sem reduções representacionais.
O formato das “oficinas de música”, as ações que denominamos “Palco Aberto”, a crítica aos conteúdos e metodologias de abordagem nos livros didáticos de “Artes”, os debates entorno da música como cultura e não como objeto ou abstração e representação social, as possíveis interações da música com as outras disciplinas do currículo escolar, abrem perspectivações para investigarmos música além e aquém das reduções impostas pela regulação da representação antropológico-instrumental da técnica. Saber esperar o tempo musical como tempo para saber saborear o originário.
Saber investigar significa saber esperar, mesmo que seja durante toda uma vida. Numa época, porém, em que só é real o que vai de pressa e se pode pegar com ambas as mãos, tem-se a investigação por “alheada da realidade”, por algo que não vale a pena ter-se em conta de numerário. Mas o Essencializante não é o número e sim o tempo certo, i. é., o momento azado, a duração devida.
Heidegger, 1999
Perspectivando o aprender e ensinar música: experienciando e refletindo desde o subprojeto PIBID-Música da UFRJ, por Celso Garcia de Araújo Ramalho, Anderson Carmo de Carvalho, Camila Oliveira Querino PPG em Ciência da Literatura Rio de Janeiro – RJ Eliete Vasconcelos Gonçalves, in Educação: Políticas, Estrutura e Organização 10, Gabriela Rossetti Ferreira, org. Atena Editora 2019. [ Excerto ]
Jovem executante de marimba
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/young-marimba-player-the-daily-gazette.jpg400400António Ferreirahttps://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpgAntónio Ferreira2020-04-25 18:47:072021-06-28 14:50:54Fazer e pensar música
Acordai! Acordai, homens que dormis a embalar a dor, a embalar a dor dos silêncios vis! Vinde no clamor das almas viris, arrancar a flor que dorme na raiz!
Acordai! Acordai, raios e tufões que dormis no ar, que dormis no ar e nas multidões! Vinde incendiar de astros e canções, as pedras e o mar o mundo e os corações…
Acordai! Acordai, de almas e de sóis, este mar sem cais, este mar sem cais, nem luz de faróis! E acordai, depois das lutas finais, os nossos heróis que dormem nos covais! Acordai!
Poema: José Gomes Ferreira Música: Fernando Lopes Graça
Meloteca, recursos musicais criativos para crianças, professores e educadores
Dá o Outono
[ As Balas ]
Dá o Outono as uvas e o vinho Dos olivais o azeite nos é dado Dá a cama e a mesa o verde pinho As balas deram sangue derramado
Dá a chuva o Inverno criador Às sementes dá sulcos o arado No lar a lenha em chama dá calor As balas deram sangue derramado
Dá a Primavera o campo colorido Glória e coroa do mundo renovado Aos corações dá o amor renascido As balas deram sangue derramado
Dá o sol as searas pelo Verão O fermento no trigo amassado No esbraseado forno cresce o pão As balas deram sangue derramado
Dá cada dia ao homem novo alento De conquistar o bem que lhe é negado Dá a conquista um puro sentimento As balas deram sangue derramado
De meditar, concluir, ir e fazer Dá sobre o mundo o homem atirado À paz de um mundo novo de viver As balas deram sangue derramado
Dá a certeza, o querer e o construir O que tanto nos negou o ódio armado Que a vida construir é destruir Balas que deram sangue derramado
Essas balas deram sangue derramado Só roubo e fome e o sangue derramado Só ruína e peste e o sangue derramado Só crime e morte e o sangue derramado
Poema: Manuel da Fonseca Música: Adriano Correia de Oliveira Intérprete: Cantaremos Adriano (in CD “Homenagem a Adriano Correia de Oliveira: 25 anos após a sua morte”, Musicart, 2007) Versão original: Adriano Correia de Oliveira (in “Que Nunca Mais”, Orfeu, 1975, reed. Movieplay, 1997; “Obra Completa”, Movieplay, 1994)
Havia um poeta-cantor
[ O Zeca ]
Havia um poeta-cantor nascido à beira da Ria que em Coimbra foi estudante e cavaleiro andante por amor à poesia.
Sendo cantor andarilho não se cansou da viagem e fez a canção de roda que juntou a malta toda com a esperança na bagagem.
Ele era o menino de oiro, campeão da rebeldia e o canto era o tesoiro p’ra quem entrava no coro dessa nova melodia.
Mandou embora os vampiros que o puseram na prisão; ouviu gritos e ouviu tiros, ouviu queixas e suspiros antes da Revolução.
Se Grândola era morena, era verde a utopia; a verdade era um poema pelo qual valeu a pena esperar anos por um dia.
O bravo cantor-poeta deu a cantar o sinal, boina negra na cabeça e nos lábios a promessa de um novo Portugal.
Letra: José Jorge Letria Música: Manuel Freire Intérprete: Manuel Freire (in Livro/CD “Abril, Abrilzinho”, Praça das Flores e Público, 2006)
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias.
Contacte-nos:
António José Ferreira 962 942 759
Dos que morreram sem saber porquê
[ Madrugada ]
Dos que morreram sem saber porquê Dos que teimaram em silêncio e frio Da força nascida do medo Da raiva à solta manhã cedo Fazem-se as margens do meu rio. Das cicatrizes do meu chão antigo E da memória do meu sangue em fogo Da escuridão a abrir em cor De braço dado e a arma flor Fazem-se as margens do meu povo Canta-se a gente que a si mesma se descobre E acordem luzes, arraiais Canta-se a terra que a si mesma se devolve Que o canto assim nunca é demais Em cada veia o sangue espera a vez Em cada fala se persegue o dia E assim se aprendem as marés Assim se cresce e ganha pé Rompe a canção que não havia Acordem luzes nos umbrais que a tarde cega Acordem vozes, arraiais Cantem despertos na manhã que a noite entrega Que o canto assim nunca é demais Cantem marés por essas praias de sargaços Acordem vozes, arraiais Corram descalços rente ao cais, abram abraços Que o canto assim nunca é demais O canto assim nunca é demais.
Texto e música: José Luís Tinoco Intérprete: Duarte Mendes
E depois do Adeus
E depois do Adeus Quis saber quem sou O que faço aqui Quem me abandonou De quem me esqueci Perguntei por mim Quis saber de nós Mas o mar Não me traz Tua voz. Em silêncio, amor Em tristeza e fim Eu te sinto, em flor Eu te sofro, em mim Eu te lembro, assim Partir é morrer Como amar É ganhar E perder. Tu vieste em flor Eu te desfolhei Tu te deste em amor Eu nada te dei Em teu corpo, amor Eu adormeci Morri nele E ao morrer Renasci. E depois do amor E depois de nós O dizer adeus O ficarmos sós Teu lugar a mais Tua ausência em mim Tua paz Que perdi Minha dor Que aprendi. De novo vieste em flor Te desfolhei… E depois do amor E depois de nós O adeus O ficarmos sós.
Letra: José Niza Música: José Calvário Intérprete: Paulo de Carvalho* (1974) (in CD “Vida”, Farol, 2006)
Este parte
[ Cantar de Emigração ]
Este parte, aquele parte e todos, todos se vão Galiza, ficas sem homens que possam cortar teu pão
Tens em troca órfãos e órfãs tens campos de solidão tens mães que não têm filhos, filhos que não têm pais
Coração que tens e sofre longas ausências mortais viúvas de vivos mortos que ninguém consolará
Este parte, aquele parte e todos, todos se vão Galiza, ficas sem homens que possam cortar teu pão
Poema: Rosalía de Castro; trad. José Niza Música: José Niza Intérprete: Adriano Correia de Oliveira* (in “Cantaremos”, Orfeu, 1970, reed. Movieplay, 1999; “Obra Completa”, Movieplay, 1994; “Vinte Anos de Canções”, Movieplay, 2001)
Grândola, vila morena
Grândola, vila morena Terra da fraternidade O povo é quem mais ordena Dentro de ti, ó cidade
Dentro de ti, ó cidade O povo é quem mais ordena Terra da fraternidade Grândola, vila morena
Em cada esquina um amigo Em cada rosto igualdade Grândola, vila morena Terra da fraternidade
Terra da fraternidade Grândola, vila morena Em cada rosto igualdade O povo é quem mais ordena
À sombra duma azinheira Que já não sabia a idade Jurei ter por companheira Grândola a tua vontade
Poema: José Afonso Música: José Afonso Intérprete: José Afonso, Cantigas do Maio, 1971
Lisboa adormeceu
[ Lisboa à Noite ]
Lisboa adormeceu, já se acenderam Mil velas nos altares das colinas. Guitarras, pouco a pouco, emudeceram Cerraram-se as janelas pequeninas.
Lisboa dorme um sono repousado, Nos braços voluptuosos do seu Tejo, Cobriu-a a colcha azul do céu estrelado E a brisa veio, a medo, dar-lhe um beijo.
Lisboa andou de lado em lado, Foi ver uma toirada, depois bailou, bebeu. Lisboa ouviu cantar o fado, Rompia a madrugada quando ela adormeceu.
Lisboa não parou a noite inteira, Boémia, estouvada, mas bairrista, Foi à sardinha assada, lá na feira, E à segunda sessão duma revista.
Dali p’ró Bairro Alto enfim galgou, No céu, a lua cheia refulgia, Ouviu cantar a Amália e então sonhou Qu’era saudade, aquela voz que ouvia.
Lisboa andou de lado em lado, Foi ver uma toirada, depois bailou, bebeu. Lisboa ouviu cantar o fado, Rompia a madrugada quando ela adormeceu.
Letra: Fernando Santos Música: Carlos Dias Intérprete: Milú (Maria de Lurdes de Almeida Lemos) (in CD “Milú: O Melhor dos Melhores”; vol. 16, Movieplay, 1994; CD “Melodias de Sempre: vol. 2”, Movieplay, 1995)
Meu pensamento
[ Pensamento ]
Meu pensamento Partiu no vento Podem prendê-lo Matá-lo não.
Meu pensamento Quebrou amarras Partiu no vento Deixa guitarras.
Meu pensamento Por onde passas Estátua de vento Em cada praça.
Meu pensamento Partiu no vento Podem prendê-lo Matá-lo não.
Foi à conquista Do novo mundo Foi vagabundo Contrabandista.
Foi marinheiro Maltês ganhão Foi prisioneiro Mas servo não.
Meu pensamento Partiu no vento Podem prendê-lo Matá-lo não.
E os reis mandaram Fazer muralhas Tecer as malhas De negras leis.
Homens morreram Chamas ao vento Por ti morreram Meu pensamento.
Poema: Manuel Alegre Música: Adriano Correia de Oliveira e António Portugal Intérprete: Adriano Correia de Oliveira [in EP “Trova do Vento Que Passa”, Orfeu, 1964; LP “Adriano Correia de Oliveira: Baladas”, Orfeu, 1969; LP “Trova do Vento Que Passa”, Orfeu, 1982; “7CD “Adriano: Obra Completa”: CD “Trova do Vento Que Passa: Adriano canta Manuel Alegre (I)”, Movieplay, 1994; 7 livros/CD “Obra Completa de Adriano Correia de Oliveira”: vol. 3 – “Trova do Vento Que Passa: Adriano canta Manuel Alegre I”, Movieplay/Público, 2007]
Não há machado que corte
[ Livre ]
Não há machado que corte a raiz ao pensamento: não há morte para o vento, não há morte.
Se ao morrer o coração morresse a luz que lhe é querida, sem razão seria a vida, sem razão.
Nada apaga a luz que vive num amor, num pensamento, porque é livre como o vento, porque é livre.
Não há machado que corte a raiz ao pensamento: não há morte para o vento, não há morte.
Se ao morrer o coração morresse a luz que lhe é querida, sem razão seria a vida, sem razão.
Nada apaga a luz que vive num amor, num pensamento, porque é livre como o vento, porque é livre.
Poema: Carlos de Oliveira (ligeiramente adaptado) Música: Manuel Freire Intérprete: Manuel Freire (in EP “Manuel Freire canta Manuel Freire”, Tagus, 1968; LP “Dedicatória”, Tecla, 1972, reed. Tecla, 1974; livro/CD “Manuel Freire”, col. Canto & Autores, vol. 09, Levoir/Público, 2014)
No céu cinzento
[ Vampiros ]
No céu cinzento sob o astro mudo Batendo as asas pela noite calada Vem em bandos com pés veludo Chupar o sangue fresco da manada
Se alguém se engana com seu ar sisudo E lhes franqueia as portas à chegada Eles comem tudo, Eles comem tudo Eles comem tudo e não deixam nada.
A toda a parte chegam os vampiros Poisam nos prédios poisam nas calçadas Trazem no ventre despojos antigos Mas nada os prende às vidas acabadas
São os mordomos do universo todo Senhores à força mandadores sem lei Enchem as tulhas bebem vinho novo Dançam a ronda no pinhal do rei
Eles comem tudo eles comem tudo Eles comem tudo e não deixam nada No chão do medo tombam os vencidos Ouvem-se os gritos na noite abafada
Jazem nos fossos vítimas dum credo E não se esgota o sangue da manada Se alguém se engana com seu ar sisudo E lhes franqueia as portas à chegada
Eles comem tudo, eles comem tudo Eles comem tudo e não deixam nada
José Afonso
O Cantador
O cantador chegou de madrugada, venceu a noite pelas praias do mar; na sua voz teceu uma balada: amanhecer que havemos de cantar.
O cantador rasgou as nossas penas num canto moço que havemos de acender; na sua voz ergueu vilas morenas: Maio maduro que havemos de colher.
Ergueu cidades sem muros nem ameias, lançou sementes na terra de ninguém; cantou o sol, rompeu nossas cadeias, trouxe consigo outro amigo também.
O cantador chegou de madrugada, venceu a noite pelas praias do mar; na sua voz teceu uma balada: amanhecer que havemos de cantar.
O cantador rasgou as nossas penas num canto moço que havemos de acender; na sua voz ergueu vilas morenas: Maio maduro que havemos de colher.
Ergueu cidades sem muros nem ameias, lançou sementes na terra de ninguém; cantou o sol, rompeu nossas cadeias, trouxe consigo outro amigo também.
Letra e música: José Medeiros Arranjo: Paulo Borges e José Medeiros Intérprete: José Medeiros com Mariana Abrunheiro (in CD “Torna-Viagem”, Memórias/Fortes & Rangel, 2004)
O meu amor disse que vinha
[ Trova do Vento Que Passa n.º 2 ]
O meu amor disse que vinha quando a lua viesse A lua já acolá vem meu amor não aparece
Vi minha pátria na margem dos rios que vão pró mar como quem ama a viagem mas tem sempre de ficar
Vi florir os verdes ramos direitos e ao céu voltados E a quem gosta de ter amos vi sempre os ombros curvados
Se o verde trevo desfolhas pede notícias e diz ao trevo de quatro folhas que eu morro por meu país
Letra: Popular (1.ª quadra) e Manuel Alegre Música: Adriano Correia de Oliveira Intérprete: Adriano Correia de Oliveira (in “O Canto e as Armas”, Orfeu, 1969; reed. Movieplay, 1997; “Obra Completa”, Movieplay, 1994)
O teu silêncio de estanho
O teu silêncio de estanho Não alimenta a esperança De ver o mundo mudar, De haver alguma mudança. O teu silêncio de estanho…
O mundo ficou tão estranho Desde que tu te calaste; Tomara que abandonasses O teu silêncio de estanho! O mundo ficou tão estranho…
Foi num beco sem saída Que procuraste um abrigo, Onde encontraste guarida, Tua liberdade em perigo. Foi num beco sem saída…
Andas de cabeça baixa, Os olhos postos no chão; Toda a gente te rebaixa, E agora é tarde de mais, Esqueceste o teu irmão. Com os olhos postos no chão…
O desespero é tamanho, Já não se sente a fragrância Daquela força de antanho, Daquela antiga pujança. O desespero é tamanho…
Já não se sente a esperança, Desde que tu desististe, Desde que te demitiste, Baixaste os braços, caíste. Já não se sente a esperança…
Foste tu é que deixaste Aquele estranho a mandar; Calado, inerte ficaste, Teu destino abandonaste, Morreste sem se notar. Deixaste um estranho a mandar…
Liberdade, tem cuidado, que te matam! Tem cuidado, que te matam, Liberdade! Liberdade, tem cuidado, que te matam! Tem cuidado, que te matam, Liberdade! Liberdade, Liberdade, tem cuidado, que te matam! Tem cuidado, que te matam, Liberdade, tem cuidado! Liberdade, Liberdade, tem cuidado, que te matam! Tem cuidado, que te matam, Liberdade!…
Liberdade, tem cuidado! Tem cuidado, que te matam! Liberdade, tem cuidado! Tem cuidado, que te matam! Liberdade, tem cuidado! Tem cuidado, que te matam!
Andas de cabeça baixa. Baixaste os braços, caíste. Eles que decidam por ti.
Não queres saber do futuro, Eles decidem por ti, Andas perdido no escuro; E agora cobram-te o juro, «— Porquê? Eu já me esqueci!», Eles decidem por ti.
Mas quando quiseres matar O medo e a sua lembrança Já vai ser tarde de mais; Vais com certeza esbarrar No teu silêncio de estanho.
Vais com certeza esbarrar No teu silêncio de estanho. Vais com certeza sair Do teu silêncio de estanho. Vais com certeza sair Do teu silêncio de estanho. Vais com certeza sair Do teu silêncio de estanho… Vais com certeza sair Do teu silêncio de estanho… Vais com certeza sair…
Letra e música: Rodrigo Crespo Intérprete: Canto Ondo (in CD “Entre o Alto do Peito e as Campainhas da Garganta”, A Monda – Associação Cultural/Canto Ondo, 2016)
Pergunto ao vento
[ Trova do Vento Que Passa ]
Pergunto ao vento que passa notícias do meu país e o vento cala a desgraça o vento nada me diz.
Mas há sempre uma candeia dentro da própria desgraça há sempre alguém que semeia canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste em tempo de servidão há sempre alguém que resiste há sempre alguém que diz não.
Poema (excerto): Manuel Alegre Música: António Portugal Intérprete: Adriano Correia de Oliveira (in EP “Trova do Vento Que Passa”, Orfeu, 1963; “Obra Completa”, Movieplay, 1994)
Quando a corja topa
[ O Que Faz Falta ]
Quando a corja topa da janela O que faz falta Quando o pão que comes sabe a merda O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta O que faz falta O que faz falta é avisar a malta O que faz falta
Quando nunca a noite foi dormida O que faz falta Quando a raiva nunca foi vencida O que faz falta
O que faz falta é animar a malta O que faz falta O que faz falta é acordar a malta O que faz falta
Quando nunca a infância teve infância O que faz falta Quando sabes que vai haver dança O que faz falta
O que faz falta é animar a malta O que faz falta O que faz falta é empurrar a malta O que faz falta
Quando um cão te morde uma canela O que faz falta Quando à esquina há sempre uma cabeça O que faz falta
O que faz falta é animar a malta O que faz falta O que faz falta é empurrar a malta O que faz falta
Quando um homem dorme na valeta O que faz falta Quando dizem que isto é tudo treta O que faz falta
O que faz falta é agitar a malta O que faz falta O que faz falta é libertar a malta O que faz falta
Se o patrão não vai com duas loas O que faz falta Se o fascista conspira na sombra O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta O que faz falta O que faz falta é dar poder à malta O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta O que faz falta O que faz falta é avisar a malta O que faz falta
O que faz falta é acordar a malta O que faz falta O que faz falta é empurrar a malta O que faz falta
O que faz falta é agitar a malta O que faz falta O que faz falta é libertar a malta O que faz falta
O que faz falta é avisar a malta O que faz falta O que faz falta é dar poder à malta O que faz falta
Letra e música: José Afonso Intérprete: José Afonso (in “Coro dos Tribunais”, Orfeu, 1974; reed. Movieplay, 1987, 1996)
Quero falar-te
[ Zeca ]
Quero falar-te e o coração, de comovido, perde as palavras que juntara para ti. Cantar-te sei e apenas isso faz sentido. Menino d’oiro, vem sentar-te aqui! Menino d’oiro, vem sentar-te aqui!
Por todo o ano é tempo de cantar janeiras. Mulher da erva, inda agora a vi passar. Por mar profundo, terra e todas as fronteiras venham mais cinco mil p’ra te saudar. Venham mais cinco mil p’ra te saudar.
Pode o Sol morrer de velho, pode o gelo arder também, mas a voz que de ti nasce já não morre com ninguém.
No céu cinzento, o astro mudo inda revela um bater de asas, o disfarce do seu pé. Bebem do sangue, comem tudo… olhai, cautela! O que faz falta já se sabe o que é. O que faz falta já se sabe o que é.
Junta-te a nós, ó bairro negro! vem, falua, p’la noite fora até que se erga o sol de Verão! Solta as amarras, sopra, ó vento! continua, que este homem não se foi embora, não! Que este homem não se foi embora, não!
Pode o Sol morrer de velho, pode o gelo arder também, mas a voz que de ti nasce já não morre com ninguém.
Letra: Hélia Correia Música: Janita Salomé Intérprete: Janita Salomé [in CD “Utopia: Vitorino e Janita Salomé cantam José Afonso (ao vivo)”, Virgin/EMI-VC, 2004]
Sempre tão constante
[ Liberdade ]
Sempre tão constante o pulsar da Liberdade ameaçada a cada instante, perseguida pela vaidade em que a mentira gera ambiguidade.
Hoje, tão desperta como nunca, a Humanidade é confrontada com a severa, insidiosa impunidade… e a indiferença esmaga a vontade.
Ferozmente silenciadas as Palavras necessárias às mudanças, tão contrárias às ideias instaladas…
Brilha, por entre as sombras rompe a Claridade insubmissa, a chama da Verdade.
Luta por encontrar um rumo, para cumprir-se imaculada a Dignidade, a insubmissa chama da Verdade.
Letra: Teresa Salgueiro Música: Teresa Salgueiro, Rui Lobato, Óscar Torres, Marlon Valente e Graciano Caldeira Intérprete: Teresa Salgueiro (in CD “O Horizonte”, Teresa Salgueiro/Lemon, 2016)
Somos filhos da madrugada
[ Canto Moço ]
Somos filhos da madrugada Pelas praias do mar nos vamos À procura de quem nos traga Verde oliva de flor no ramo Navegamos de vaga em vaga Não sabemos de dor nem mágoa Pelas praias do mar nos vamos À procura da manhã clara
Lá no cimo de uma montanha Acendemos uma fogueira Para não se apagar a chama Que dá vida na noite inteira Mensageira pomba chamada Companheira da madrugada Quando a noite vier que venha Lá no cimo de uma montanha
Onde o vento cortou amarras Largaremos p’la noite fora Onde há sempre uma boa estrela Noite e dia ao romper da aurora Vira a proa minha galera Que a vitória já não espera Fresca brisa moira encantada Vira a proa da minha barca
Letra e música: José Afonso Intérprete: José Afonso (in “Traz Outro Amigo Também”, Orfeu, 1970; reed. Movieplay, 1987) Outras versões: Teresa Silva Carvalho (in “Ó Rama, Ó Que Linda Rama”, Orfeu, 1977, reed. Movieplay, 1994); Vitorino e Janita Salomé (in CD “Utopia”, EMI-VC, 2004); Zé Eduardo Unit (in CD “A Jazzar no Zeca”, Clean Feed, 2004); Erva de Cheiro (in CD “Que Viva o Zeca”, Musicart, 2007)
Sonhei
[ O Madrugar de um Sonho ]
Sonhei… que já alta madrugada, Viera a Razão armada P’ra defender a Cidade; Olhei… e vi que este nosso Povo Levantara-se de novo Aos vivas à Liberdade.
Depois…, e já de janela aberta, Ouvi um bradar – “Alerta!” – E o eco, p’la rua fora, Gritou p’ra dizer com Razão pura Que uma era de tortura Terminava àquela hora!
Julguei ser um sonho, Mas foi realidade; E às vezes suponho Que não foi verdade!
Mas se alguém disser “Não há Liberdade!”, Eu posso morrer Mas não é verdade!
Saí… e vi uns homens libertos, Todos de braços abertos… Todos a pedir justiça! Alguns já de saúde perdida E com metade da vida Em prisões de luz mortiça.
Ouvi… milhões de palmas e brados; Trabalhadores e soldados Vivendo a mesma euforia; Senti… que havia um Portugal novo; Vi tão alegre o meu povo, Que até chorei de alegria!
Julguei ser um sonho, Mas foi realidade; E às vezes suponho Que não foi verdade!
Mas se alguém disser “Não há Liberdade!”, Eu posso morrer Mas não é verdade!
Mas se alguém disser “Não há Liberdade!”, Eu posso morrer Mas não é verdade!
Letra e música: Frederico de Brito Arranjo: Pedro Osório Intérprete: Carlos do Carmo* (in LP “Álbum”, Philips/Polygram, 1980, reed. Universal Music, 2003, Universal Music, Série ’50 Anos’, 2013)
Tejo que levas as águas
Tejo que levas as águas correndo de par em par lava a cidade de mágoas leva as mágoas para o mar
Lava-a de crimes espantos de roubos, fomes, terrores, lava a cidade de quantos do ódio fingem amores
Leva nas águas as grades de aço e silêncio forjadas deixa soltar-se a verdade das bocas amordaçadas
Lava bancos e empresas dos comedores de dinheiro que dos salários de tristeza arrecadam lucro inteiro
Lava palácios, vivendas casebres, bairros da lata leva negócios e rendas que a uns farta e a outros mata
Tejo que levas as águas correndo de par em par lava a cidade de mágoas leva as mágoas para o mar
Lava avenidas de vícios vielas de amores venais lava albergues e hospícios cadeias e hospitais
Poema: Manuel da Fonseca Música: Adriano Correia de Oliveira Intérprete: Cantaremos Adriano (in CD “Homenagem a Adriano Correia de Oliveira: 25 anos após a sua morte”, Musicart, 2007) Versão original: Adriano Correia de Oliveira (in “Que Nunca Mais”, Orfeu, 1975, reed. Movieplay, 1997; “Obra Completa”, Movieplay, 1994; “Vinte Anos de Canções”, Movieplay, 2001)
Venham mais cinco
Venham mais cinco Duma assentada Que eu pago já Do branco ou tinto Se o velho estica Eu fico por cá
Se tem má pinta Dá-lhe um apito E põe-no a andar De espada à cinta Já crê que é rei D’aquém e d’além-mar
Não me obriguem A vir para a rua gritar Que é já tempo D’embalar a trouxa e zarpar
A gente ajuda Havemos de ser mais Eu bem sei Mas há quem queira Deitar abaixo O que eu levantei
A bucha é dura Mais dura é a razão Que a sustém Só nesta rusga Não há lugar P’rós filhos da mãe
Não me obriguem A vir para a rua gritar Que é já tempo D’embalar a trouxa e zarpar
Bem me diziam Bem me avisavam Como era a lei Na minha terra Quem trepa No coqueiro é o rei
A bucha é dura Mais dura é a razão Que a sustém Só nesta rusga Não há lugar P’rós filhos da mãe
Não me obriguem A vir para a rua gritar Que é já tempo D’embalar a trouxa e zarpar
Letra e música: José Afonso Intérprete: Cristina Branco (in CD “Abril”, Universal Classics France, 2007) Versão original: José Afonso (in “Venham Mais Cinco”, Orfeu, 1973; reed. Movieplay, 1987, 1996) Outras versões: Miguel Salerno com sua Orquestra e Coros (in LP “E Depois do Adeus… e Outros Grandes Êxitos da Música Portuguesa”, Alvorada, 1974); A Turma (in EP “O Facho”, Discos Estúdio, 1975); Nana Sousa Dias (in “Ousadias”, Polydor/Polygram, 1986); Tubarões (in CD “Filhos da Madrugada Cantam José Afonso”, BMG Ariola, 1994); Coro dos Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra (in CD “Em Cantos”, Movieplay, 1995); Incógnita (in CD “A Morte Saiu à Rua”, Virtual Records, 1995); Hi-Tech Ensemble (in CD “Memórias II: Versões Instrumentais”, CNM, 1995); Banda da Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense (in CD “Terra da Fraternidade”, C. M. de Grândola, 1999); Vozes da Terra (in CD “Tributos (ao Vivo)”, Música a Metro, 2003); Nem Truz Nem Muz (in CD “Ao Vivo”, InforArte, 2004); Mar Fora (in CD “Ao Vivo”, Mar Fora, 2004); Mário Laginha e Bernardo Sassetti (in CD “Grândolas”, MVM, 2004); Sons da Fala (in CD “Sons da Fala”, Som Livre, 2007); Milladoiro (in CD “A Quinta das Lágrimas”, Pai Música, Galiza, 2008); Grupo Vocal Canto Décimo (in CD “Conta-me Um Conto (Ao Vivo)”, Canto Décimo, 2008)
Viemos com o peso do passado
[ Liberdade ]
Viemos com o peso do passado e da semente Esperar tantos anos torna tudo mais urgente e a sede de uma espera só se estanca na torrente e a sede de uma espera só se estanca na torrente Vivemos tantos anos a falar pela calada Só se pode querer tudo quando não se teve nada Só quer a vida cheia quem teve a vida parada Só quer a vida cheia quem teve a vida parada Só há liberdade a sério quando houver A paz, o pão habitação saúde, educação Só há liberdade a sério quando houver Liberdade de mudar e decidir quando pertencer ao povo o que o povo produzir quando pertencer ao povo o que o povo produzir
Sérgio Godinho
Zeca Afonso
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/09/jose-afonso-cantautor.jpg400400António Ferreirahttps://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpgAntónio Ferreira2020-04-24 19:05:132025-06-09 18:07:16Canções de liberdade
A barata diz que tem uma cama de marfim. (bis) É mentira da barata, ela dorme no jardim. Ah ah ah, eh eh eh, ela dorme no jardim. (bis)
A barata diz que tem sapatinhos de fivela. (bis) É mentira da barata, os sapatos não são dela. Ah ah ah, eh eh eh, os sapatos não são dela. (bis)
A chuva
A chuva cai, cai, a chuva cai, cai. A chuva cai na cabeça.
A mover-se
A andar, a andar, os patinhos vão nadar.
A correr, a correr,
os gatinhos vão comer.
A voar, a voar,
as pombinhas vão no ar.
A nadar, a nadar,
os peixinhos vão no mar.
A trotar, a trotar,
os cavalos vão ganhar.
A saltar, a saltar,
os esquilos vão brincar.
As pombinhas
As pombinhas da Cat’rina andaram de mão em mão. Foram ter à Quinta Nova, ao pombal de São João.
Ao pombal de São João, à quinta da Rosalina. (bis) Minha mãe mandou-me à fonte e eu parti na cantarinha. (bis)
Ao passar o ribeirinho
Ao passar o ribeirinho, água sobe, água desce, (bis) dei a mão ao meu amor, não quiz que ninguém soubesse. (bis)
Se tu és o meu amor, dá-me cá os braços teus. (bis) Se não és o meu amor, vai-te embora, adeus, adeus. (bis)
Cai neve
Cai neve, cai neve, cai neve no jardim. Branquinha cobre o chão e então tudo é branquinho assim.
Cai chuva, cai chuva, cai chuva no jardim! (bis) A água cobre o chão e então, parece um lago assim! (bis)
– Coelhinho da Páscoa que trazes p’ra mim? Um ovo, dois ovos, três ovos assim. (2 v.)
– Coelhinho da Páscoa com quem vais dançar? Com uma menina que saiba cantar. (2 v.) Com uma menina
– Coelhinho da Páscoa que lhe vais of’recer? Um saco de amêndoas p’ra ela comer. (2 v.)
Eu fui ao jardim celeste
Eu fui ao jardim celeste. O que foste lá fazer… Fui lá buscar uma rosa… Para quem é essa rosa… É para a menina…
Eu tenho um martelo
Eu tenho um martelo para martelar. (bis) Trás trás trás, trás trás trás, eu já sei pregar. (bis)
Eu tenho uma serra para trabalhar: (bis) rr rr rr, rr rr rr, eu já sei serrar. (bis)
Ignez Mazoni ]
Faz como eu
Faz assim como eu, assim assim. (bis)
Bate o pé como eu, assim assim. (bis)
Bate palmas como eu, assim assim. (bis)
Dá estalinhos como eu, assim assim. (bis)
Mexe os ombros como eu, assim assim. (bis)
Ergue os braços como eu, assim, assim. (bis)
Toca assim como eu, assim, assim. (bis)
Dança assim como eu, assim, assim. (bis)
Marcha assim como eu, assim, assim. (bis)
Faz assim, como o Paulo…
Havia um lindo balão
Havia um lindo balão que sempre queria voar. Descia e subia, descia e subia e ao céu já queria chegar.
António José Ferreira ]
Lagarto pintado
Lagarto pintado, quem te pintou? Foi uma velha que aqui passou.
No tempo da eira, fazia poeira.
Puxa, lagarto, por aquela orelha.
ALTERNATIVA
– No campo da aldeia, ó que poeira! Puxa, lagarto, por esta orelha!
Marcha soldado
Marcha soldado, cabeça de melão. Se não marchar’s direito, sairás do batalhão.
O carro da Rita
O carro da Rita rr rr rr rr rr rr rr rr rr. O carro da Rita rr rr rr corre pela rua.
A abelha bonita, bz bz bz, bz bz bz, bz bz bz. A abelha bonita, bz bz bz, faz uma algazarra.
O Manel tinha uma bola
O Manel tinha uma bola, mas, por falta de atenção, lá deixou ele ir a bola Presa aos dentes de um cão.
O Manel tinha uma bola, mas agora não tem, não. E a gente, a ver se o consola, vai cantar-lhe esta canção.
Olha a laranjinha
Olha a laranjinha, foi do chão ao ar. O meu amorzinho não veio ao jantar.
Não veio ao jantar, não veio ao almoço. Olha a laranjinha, foi do chão ao poço.
Olha a laranjinha, foi do chão à terra. O meu amorzinho é de lá da serra.
É de lá da serra, é de lá do monte. Olha a laranjinha, foi do chão à fonte.
Os olhos da Joaninha, tenho-os, eu, aqui na mão. (bis)
Os olhos da Susaninha são negros, cor do carvão. (bis)
Que tens, canguru
Que tens canguru nessa linda bolsinha. Eu levo o meu filho à sua escolinha.
– Diz lá, cangurú: vais de carro ou a pé? Eu vou aos saltinhos com o meu bebé.
Gira a roda
Gira a roda, gira, gira, gira a roda e vai girar. Gira a roda, gira, gira, gira a roda até parar.
Se queres ser meu amigo
Se queres ser meu amigo, diz-me o nome.
… dá-me a mão…
… diz olá…
… diz por favor…
… diz desculpa…
… com licença…
… até logo…
Meu lindo balão
Meu lindo balão, ão, ão, pelo ar subiu, iu, iu, mas caiu no chão, ão, ão, nunca mais se viu, iu, iu.
Todos os patinhos
Todos os patinhos sabem bem nadar, cabeça para baixo, rabino para o ar.
Quando estão cansados, da água vão sair. Depois em grande fila p’ra o ninho querem ir.
Traz traz
Traz-traz, p’ra aquecer, bate palminhas, bate palminhas! Traz-traz, que bem que faz. Bate palminhas, traz-traz-traz.
Texto de M.C. Diogo
Truz-truz, p’ra aquecer bate na mesa, bate na mesa! Truz-truz, que bem faz. Bate na mesa, truz-truz-truz!
Um copo com água
Um copo com água, uma escova e pasta p’ra lavar os dentes é o que me basta.
‘Sfrego, ‘sfrego, ‘sfrego,
muito esfregadinho:
Com os dentes lavados,
que rico cheirinho!
Luiza da Gama Santos ]
Um dedo assim
Um dedo assim tiquitim, tiquitim, eu mexo já já tacatá tacatá. Um dedo assim tiquitim, tiquitim, eu mexo já já tacatá tacatá.
Uma mão…
Um braço…
Um pé…
Uma perna…
O corpo assim….
Um elefante se balanceava
Um elefante se balanceava sobre a teia de uma aranha. Como ele sabia que não cairia, foi chamar outro elefante.
Dois elefantes… Três elefantes… (…)
Dez elefantes se balanceavam
sobre a teia de uma aranha.
Como eles sabiam que já cairiam
não chamaram mais nenhum.
Na última estrofe, as notas finais são dó – dó.
Texto português de Un elefante se balanceava por António José Ferreira ]
Vamos dançar
Vamos dançar: Começa devagar; Depois de começar, Não podes mais parar.
Falado:
Um dedo
Outro dedo
Uma mão
Outra mão
Um cotovelo
Outro cotovelo
Um ombro
Outro ombro
Um pé
Outro pé
Uma perna
Outra perna
A cabeça
O corpo inteiro
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/pre-escola-instrumentos.jpg400400António Ferreirahttps://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpgAntónio Ferreira2020-04-19 14:11:222023-05-02 12:37:04Cantigas para a Pré-Escola
A ouvir, a tocar que tens bom ouvido vais mostrar. A sentir, a cheirar, que tens bom olfato vais mostrar. A tocar, a apalpar, que és bom no tacto vais mostrar. A comer, a mascar, mostra-me que tens bom paladar. A olhar, a piscar, mostra a visão para o teu par.
António José Ferreira ]
Animais
Animais da terra, animais do mar, uns movem-se rápido, outros devagar.
Tartaruga, vai devagar. Tens o tempo todo p’ra chegar. Assim tu não vais transpirar. Tartaruga vai devagar.
Corre lebre, corre lebre, não podes parar. Se não corres para a meta não irás ganhar.
Meloteca, recursos musicais criativos para a infância
Cai a castanha
Cai a castanha, é de quem a apanha; cai a castanhinha, talvez seja minha. É castanha crua, deve ser a tua; esta é bem assada, para a minha amada. Esta é cozida, é boa comida; se é bem descascada, não restará nada.
António José Ferreira ]
Cuida sempre da alimentação
Cuida sempre da alimentação, come sopa, arroz e feijão. Cuida sempre da alimentação, come uvas, pera, melão.
Cuida sempre da alimentação, come truta, polvo, salmão; cuida sempre da alimentação, bebe água até mais não.
António José Ferreira ]
Da abóbora faz melão
Da abóbora faz melão, do melão faz melancia. Faz dança, faz dança, faz dança, ó Maria.
Quem quer dançar melhor, vai à casa do José. Ele pula, ele roda, ele mexe bem o pé.
Trad. do Brasil ]
Eu fui ao Senhor doutor
Eu fui ao senhor doutor, eu fui ao senhor doutor, que me disse que eu tenho um tique, que me disse que eu tenho um tique, eu tenho um tique, eu tenho um tique, tique tique, tique tique.
Eu fui ao Senhor doutor que mandou mexer as pernas… Eu tenho um tique, Eu tenho um tique, tique tique, tique tique. … mexer a anca… … mexa os braços… … mexa os ombros… … mexer a cabeça…
La la, chickalileelo
La la, chickalileelo, la la, chickalileelo.
Quem soube escutar, tocou, quem soube escutar tocou.
Vou escolher para tocar, aquele que sabe escutar,
Quem sabe ouvir e calar, este tambor vai tocar.
Mãezinha
Mãezinha, querida mãezinha, diz quando me levas a passear. A criança pergunta então:
Mãe, quando me levas a passear? A mãe diz, por exemplo:
Domingo! A criança diz com ansiedade:
Ah se já fosse Domingo….
Na segunda
Na segunda, venho à escola; na terça, trago a sacola; na quarta, visto a camisola; na quinta, jogo à bola; na sexta, fecho a escola; no sábado, bebo coca-cola; no domingo, toco viola.
António José Ferreira ]
Ó abre a roda
Ó abre a roda, tingolelé. Ó abre a roda, tingolelá. Ó abre a roda, tingolelé, tingolelé, tingolalá.
Ó fecha a roda…
Ó gira a roda…
Ó bate o pé…
Ó dá um pulo…
Ao pé coxinho…
Ó bate palmas…
Ó dá um abraço…
Trad. do Brasil ]
Ó filho!
Ó filho, lava a cara. Ó pai, eu já lavei. Quando lavaste a cara? Ó pai, eu lavei ontem.
Lavaste, lavas e lavarás. (2 v.)
Ó filho, faz a cama. Ó pai, eu já a fiz. Quando fizeste a cama? Ó pai, eu já fiz ontem.
Fizeste, fazes e farás. (2 v.)
Ó filho, arruma o quarto. Ó pai, já arrumei. Quando arrumaste o quarto? Ó pai, arrumei ontem.
Arrumaste, arrumas e arrumarás. (2 v.)
Ó filho, põe a mesa. Ó pai, eu já a pus. Quando puseste a mesa. Ó pai, eu já pus ontem.
Puseste, pões e porás. (2v.)
Ó filho, come a sopa. Ó pai, eu já comi. Quando comeste a sopa? Ó pai, eu comi ontem.
Comeste, comes e comerás. (2 v.)
Ó filho, lava os dentes. Ó pai, eu já lavei. Quando lavaste os dentes? Ó pai, eu lavei ontem.
Lavaste, lavas e lavarás. (2v.)
António José Ferreira ]
O maestro manda
O maestro manda tocar um ritmo. (2 v.) O maestro manda fazer estalos. (2 v.) O maestro manda bater nos ombros. (2 v.) O maestro manda bater as palmas. (2 v.) O maestro manda bater nas pernas. (2 v.) O maestro manda bater o pé. (2 v.)
Olha o bichinho
Olha o bichinho que está no meio. Deixai-o ‘star, ‘stá a dormir, ‘stá a descansar, vem agora ó bichinho, anda ‘scolher o teu par.
Papá Pinguim
Papá pinguim, papá pinguim, eu sou o papá pinguim, pois sim. e se és um bom filho, vem atrás de mim.
Para a frente, para trás
Para a frente, para trás, é assim que a gente faz. Para trás, para a frente, é assim que faz a gente
Para um lado, para o outro; esta dança sabe-me a pouco. Para baixo, para cima; é a dança da minha prima.
Para cima, para baixo; que em breve damos despacho. Para o lado, ao pé cochinho. Aguenta mais um pouquinho.
Mãos nas ancas a dançar que esta moda vais recordar.
António José Ferreira ]
Saltam castanhas
Salta uma, saltam duas, três castanhas a estalar. Dá-me uma, dá-me duas, dá-me outra p’rò meu par.
António José Ferreira ]
Se eu for doutor
Se eu for doutor, cuidarei bem do Senhor. Se eu for enfermeira, ‘starei sempre à tua beira. Se eu for pianista, vou tocar como um artista. Se eu for costureira, farei roupas de primeira. Se eu for bombeiro, chegarei sempre em primeiro. Se eu for bombeiro, chegarei sempre em primeiro. Se eu cozinheira, farei pratos à maneira.
António José Ferreira ]
Animais
Animais da terra, animais do mar, uns movem-se rápido, outros devagar.
Tartaruga, vai devagar. Tens o tempo todo p’ra chegar. Assim tu não vais transpirar. Tartaruga vai devagar.
Corre lebre, corre lebre, não podes parar. Se não corres para a meta não irás ganhar.
António José Ferreira ]
Tenho uma vassoura
Tenho uma vassoura, vassoura com magia. Ela me transporta de noite e de dia.
Imaginação, imaginação…
Monstros e vampiros e múmias e aranhas; bruxas e fantasmas, e músicas estranhas.
António José Ferreira ]
Uma pipoca
Uma pipoca a estourar numa panela, vem logo outra e começa a responder. Aí começa um tremendo falatório e já ninguém se consegue entender.
É tal o ploc, plo-ploc ploc ploc. É tal o ploc, plo-ploc ploc ploc.
Trad. do Brasil ]
Vamos lá cantar
Vamos lá cantar, rir e festejar. Ao nosso amigo Carlos um abraço vamos dar.
Parabéns! Parabéns! Ao nosso amigo Carlos um abraço vamos dar. Oh yeah! Um abraço! Mais uma vez!
António José Ferreira ]
Vamos parar e escutar
Vamos parar e escutar. Vamos ouvir o João a tocar.
Vamos parar e escutar. Vamos ouvir as meninas a tocar.
Vamos parar e escutar. Vamos ouvir os rapazes a tocar.
Vamos parar e escutar. Vamos ouvir toda a turma a tocar.
António José Ferreira
Vou no carro azul
Vou no carro azul, vou de férias para o sul. Vou no carro azul, vou a casa do Raúl.
Ponho sempre o cinto.
Meto a primeira.
Ando para a frente.
Ando para trás.
Viro à direita.
Viro à esquerda.
Paro no vermelho.
António José Ferreira ]
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Criança tocando jambé
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/jambe-crianca.jpg400400António Ferreirahttps://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpgAntónio Ferreira2020-04-18 00:24:322023-05-02 12:36:26Canções e animação
A viuvinha está triste Que lhe morreu seu marido Não tem quem lhe aqueça a cama Anda com o sono perdido.
A Senhora Viuvinha Com quem é que quer casar É com o Senhor da Alemanha Ou com o Senhor General.
Eu não quero esses homens Que eles não são para mim Eu sou uma pobre viúva Ninguém tem dó de mim
Tradicional da Madeira ]
Ai, eu entrei na roda
Ai, eu entrei na roda. Ai, eu não sei como se dança. Ai, eu entrei na “rodadança”. Ai, eu não sei dançar.
Sete e sete são quatorze, com mais sete, vinte e um. Tenho sete namorados só posso casar com um.
Namorei um rapazinho do colégio militar. O diabo do garoto, só queria me beijar.
Todo mundo se admira de a macaca fazer renda. Eu já vi uma perua ser caixeira de uma venda.
Lá vai uma, lá vão duas, lá vão três pela terceira. Lá se vai o meu benzinho, de avião para a Madeira.
Essa noite tive um sonho que chupava picolé Acordei de madrugada, chupando dedo do pé.
Tradicional do Brasil ]
Cai, cai, balão
Cai, cai, balão, cai, cai, balão Aqui na minha mão. Não cai, não, não cai, não, não cai, não, Cai na rua do Sabão.
Tradicional do Brasil ]
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias.
Contacto
António José Ferreira 962 942 759
Ciranda
Ciranda, cirandinha, Vamos todos cirandar. Vamos dar a meia-volta, Volta e meia vamos dar.
O anel que tu me deste Era de vidro e quebrou. O amor que tu me tinhas Era pouco e acabou.
Por isso, colega Ana, Entre dentro desta roda. Diga um verso bem bonito, Diga adeus e vá-se embora.
Escravos de Jó
Escravos de Jó Jogavam caxangá. Tira, bota, deixa ficar. Guerreiros com guerreiros fazem zigue-zigue-zá. Guerreiros com guerreiros fazem zigue-zigue-zá.
Tradicional do Brasil ]
Ó condessa
[ Condessinha de Aragão ]
Ó condessa, ó condessinha, Ó condessa de Aragão, Venho pedir-te uma filha Destas três que aqui estão.
Minhas filhas não as dou, Nem por ouro nem por prata, Nem por sangue de zaragata Que me custou a criar Com a ponta da minha agulha E com o rabo do meu dedal.
Ai que contente que eu vinha, Que triste me vou achar! Pedi a filha à condessa, Condessa não ma quis dar.
Volta atrás ó cavaleiro Se fores homem de bem Entra aqui no meu chiqueiro E escolhe a que for capaz.
Esta quero, esta levo Por seres a minha condessa Que me come o pão da cesta E o vinho da Calheta.
Tradicional da Madeira ]
Olha a Rosa
Olha a Rosa amarela, Rosa Tão Formosa, tão bela, Rosa Olha a Rosa amarela, Rosa Tão Formosa, tão bela, Rosa
Iá-iá meu lenço, ô Iá-iá Para me enxugar, ô Iá-iá Esta despedida, ô Iá-iá Já me fez chorar, ô Iá-iá
Vai correndo o lindo anel
Vai correndo o lindo anel, corre, voa, sem parar. Onde está, onde se encontra? Quem o pode adivinhar?!
Quem o pode adivinhar, se é que não adivinhou? Onde pára o lindo anel que da minha mão voou?!
T. Nogueira ]
Vai de galho em galho
Vai de galho em galho Vai de flor em flor Vai de braço dado Vai de braço dado mais o seu amor.
Muito chorei eu num Domingo à tarde Aqui este meu lenço Aqui está o meu lenço que fala a verdade.
Ah, seu ladrão, seu ladrão manjerico Não queiras ficar Não queiras ficar na praia sozito.
Na praia sozito não hei-de eu ficar Eu hei-de ir à roda Eu hei-de ir à roda escolher meu par.
Tradicional da Madeira ]
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/cancao-de-roda.jpg400400António Ferreirahttps://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpgAntónio Ferreira2020-04-17 15:08:572024-11-13 14:32:36Canções de roda
Clique AQUI para adquirir a coletânea temática “Canta a criança”, partitura (MIDI partilhados).
A barca virou
A barca virou, deixá-la virar. A menina Júlia não sabe remar.
Se eu fosse um peixinho, sabia nadar. Tirava a Júlia do fundo do mar.
A pomba caiu ao mar
A pomba caiu ao mar, a pomba ao mar caiu. A pomba caiu ao mar, agarrei a pomba e lá me fugiu. (bis)
A rola caiu ao rio, a rola ao rio caiu. A rola caiu ao rio, agarrei a rola e lá me fugiu. (bis)
O cuco caiu ao rio, o cuco ao rio caiu. O cuco caiu ao rio, agarrei o cuco e lá me fugiu. (bis)
Trad. adapt. ]
Ai, ai, ai, minha machadinha
Ai, ai, ai, minha machadinha, (bis) quem te pôs a mão sabendo que és minha? (bis)
Sabendo que és minha, também eu sou tua. (bis) Salta machadinha para o meio da rua. (bis)
Lá p’rò meio da rua não hei-de eu saltar. (bis) Eu hei-de ir à roda escolher o meu par. (bis)
As mulheres do monte, quando vão à vila, levam cestos de ovos, galinhas em cima.
Duma vez, a uma, caiu-lhe a cestinha. Quebraram-se os ovos, fugiu-lhe a galinha.
Chegando ao Outeiro: “Pira, pira, pira.” Quanto mais chamava, mais ela fugia.
Trad. ]
Ao belo sol d’oiro
Ao belo sol d’oiro que é loiro balão, já toca o besoiro no seu rabecão.
E logo a compasso a clara cigarra ameiga o espaço, tocando guitarra.
Moscardo esperto zumbindo mais fino ajuda ao concerto tocando violino.
Mosquitos vibrando mil asas inquietas alegram o bando tocando trombetas.
O solo é do grilo, cantor e poeta: Lá baila, ao seu trilo, a flor-borboleta.
E a música erguida p’ra os céus não tem fim! Que festa! Que vida sorri no jardim!
A. M. Couto Viana ]
Barqueiro
Barqueiro, deita o barco ao Mira, barqueiro vamos navegar, mas olha se o barco vira lá no meio do Mira: eu não sei nadar.
Se tu soubesses, amigo, se tu soubesses nadar, deitava-se o barco ao rio, eu e tu, amigo, íamos navegar!
Trad. ]
Bóia
Bóia, bóia binha que faz assim assim Ora agora a costureira a fazer assim, assim.
… cozinheira…
… motorista…
… bombeiro…
Trad. ]
Borboleta do pomar
Borboleta do pomar, poisa aqui, poisa acolá. Quem te pudesse apanhar! Coisa mais linda não há!
Sem cessar, a borboleta bate as asas de cetim, sempre alegre, sempre inquieta, a voar assim, assim.
Helena Maria Maia Malta ]
Castanhas
Castanhas, castanhas, assadinhas com sal, quentinhas, quentinhas, que não te façam mal.
Saltitam, crepitam, toma lá e dá cá. São Martinho sem sol e sem castanhas não há.
Dó ré mi fá sol
Dó ré mi fá sol, olha o caracol. Dó ré mi fá sol, deitadinho ao sol.
A a a a a, quá quá quá quá quá.
E e e e e, mé mé mé mé mé.
I i i i i, Gri gri gri gri gri.
O o o o o, Có có có có có.
U u u u u, glu glu glu glu glu.
Eu queria unir as pedras desavindas
[ Não Me Mintas ]
Eu queria unir as pedras desavindas escoras do meu mundo movediço aquelas duas pedras perfeitas e lindas das quais eu nasci forte e inteiriço
Eu queria ter amarra nesse cais para quando o mar ameaçar a minha proa e queria vencer todos os vendavais que se erguem quando o diabo se assoa
Tu querias perceber os pássaros Voar como o Jardel sobre os centrais Saber por que dão seda os casulos Mas isso já eram sonhos a mais
Conta-me os teus truques e fintas Será que os Nikes fazem voar Diz-me o que sabes não me mintas ao menos em ti posso confiar
Agora diz-me agora o que aprendeste De tanto saltar muros e fronteiras Olha p’ra mim vê como cresceste Com a força bruta das trepadeiras
Põe aqui a mão e sente o deserto Tão cheio de culpas que não são minhas E ainda que nada à volta bata certo eu juro ganhar o jogo sem espinhas
Tu querias perceber os pássaros Voar como o Jardel sobre os centrais Saber por que dão seda os casulos Mas isso já eram sonhos a mais
Letra: Carlos Tê Música: Rui Veloso Intérprete: Rui Veloso (in filme “Jaime”, de António Pedro Vasconcelos, 1999; CD “O Melhor de Rui Veloso”, EMI-VC, 2000)
Lá vai uma
Lá vai uma, lá vão duas, três pombinhas a voar. Uma é minha, outra é tua, outra é de quem a apanhar.
A criada lá de cima é feita de papelão. Quando vai fazer a cama diz assim para o patrão:
Sete e sete são catorze, com mais sete, vinte e um. Tenho sete namorados e não gosto de nenhum.
Na mochila guardei
Na mochila guardei meia dúzia de castanhas. De tão quentes que estão, ‘inda queimo a minha mão!
Vou dá-las ao pai, vou dá-las à mãe, castanhas quentinhas que cheiram tão bem.
O Outono, ao voltar, a todos vai dar castanhas assadas no lume a estalar.
Luiza da Gama Santos ]
No alto daquela serra
No alto daquela serra (2v.) está um lenço, está um lenço a acenar.
‘Stá dizendo viva, viva, (bis) morra, morra, morra quem não sabe amar. (bis)
Trad. ]
Papagaio loiro
Papagaio loiro de bico doirado, leva-me esta carta para o outro lado.
Para o outro lado, Para a outra margem, Papagaio loiro De linda plumagem.
Salta o canguru
Salta o canguru, gosta de saltar. Salta com o filho e com o seu par.
Coça o chimpazé, gosta de coçar. Quando alguém começa, já não quer parar.
Senhora Dona Anica
Senhora Dona Anica venha abaixo ao seu jardim. Venha ver as lavadeiras a fazer assim, assim.
Ai que medo, ai que susto! Um fantasma atrás do arbusto!
Refrão: Ai ai ai ai ai ai ai! Ai ai ai ai ai ai ai!
Ai que medo, ai que terror! Um fantasma assustador!
Ai que medo, ai que receio! Um fantasma doido e feio!
Ai que susto, ai que medo! Um fantasma no arvoredo!
António José Ferreira ]
As pombinhas
As pombinhas da Joana vão em bando a voar. Gostam que lhes dê comida, fogem se as quer apanhar.
As pombinhas do João quando saem do pombal vão ao milho dos vizinhos pois não sabem que está mal.
Bate as palmas
Bate as palmas a cantar. Bate o pé p’ra animar.
Bate os ombros devagar, faz um ritmo com o par.
António José Ferreira ]
Bom dia
Bom dia, amigos, como estão? O sol me alegra, a chuva não. O frio não me gela a mão. Bom dia, amigos!
Bom dia, amigos. Como estão? As coisas tristes vêm e vão. Os bons amigos ficarão. Bom dia, amigos!
António José Ferreira ]
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
Contacto
António José Ferreira 962 942 759
Caem castanhas
Cai uma castanha, é de quem a apanha. (2 v.)
Caem duas castanhas: vê se as apanhas. (2 v.)
Caem três ao chão: p’ra quem é que são. (2 v.)
António José Ferreira ]
Esta é a história
Esta é a história da serpente que perdeu o rabo e que não parou de o procurar. E serás tu? E serás tu? E serás tu um bocadinho do meu rabo?
Eu adoro vir à escola
Eu adoro vir à escola e ficar contigo.
Eu adoro vir à escola e tocar contigo.
Eu adoro vir à escola e cantar contigo.
Eu adoro vir à escola e brincar contigo.
Eu adoro vir à escola e almoçar contigo.
Eu adoro vir à escola e pintar.
António José Ferreira ]
Eu sou um pirata
Eu sou um pirata aventureiro e sinto muito gozo em navegar. Comigo tenho sempre o binóculo p’ra ver se há inimigos no alto mar.
Eu sou um pirata aventureiro e gosto de sentir o cheiro a mar. No barco tenho um canhão potente e vou agora mesmo disparar.
Fogo!
António José Ferreira ]
Há três noites que eu não durmo
Há três noites que eu não durmo, lalá, eu perdi o meu galito, lalá. Coitadito, lalá! pobrezito, lalá! Eu perdi-o no jardim.
Ele é branco e amarelo, lalá, tem a crista encarnada, lalá. Bate as asas, lalá, abre o bico, lalá, ele faz faz quiquiriqui!
Tradicional
Hoje venho à janela
Hoje venho à janela, ‘stá tão chuvoso o dia. [ ou nublado ] Quero ficar aqui dentro e tocar com alegria.
António José Ferreira ]
Lá vem o carteiro
Lá vem o carteiro. Que é que ele trará? Traga o que trouxer, se receberá.
Parte falada opcional:
Truz truz!
Quem é?
É o carteiro.
Traz um vale? [ Traz dinheiro? ]
Não?
Então adeus!
Levantar o dedo
Levantar o dedo e depois falar, se o professor autorizar. Quando cada um aprendeu a estar torna-se mais fácil o tocar.
António José Ferreira ]
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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Mais!
Mais! Mais! A mãe deu-me umas calças, com mais fiquei. Mais! Mais! O pai deu-me uma bola, com mais fiquei.
Mais! Mais! A tia deu-me um livro, com mais fiquei. Mais, mais! O tio deu-me um gato, com mais fiquei.
Mais! Mais! A avó deu-me um pijama, com mais fiquei. Mais! Mais! O avó deu-me uma nota, com mais fiquei!
António José Ferreira ]
O Rei mandou
O Rei de Portugal, o Rei de Portugal mandou aos soldados que subissem ao castelo.
O Rei de Portugal, o Rei de Portugal mandou aos bobos que fizessem palhaçadas.
O Rei de Portugal, o Rei de Portugal mandou aos músicos que tocassem uma peça.
O Rei de Portugal, o Rei de Portugal mandou aos cozinheiros que fizessem um assado.
António José Ferreira ]
Para a frente
Para a frente, para trás, é assim que a gente faz.
Para trás, para a frente, é assim que faz a gente.
Para a esquerda, p’ra direita, e esta dança está perfeita.
Para o lado, para o outro. Esta dança sabe a pouco.
António José Ferreira ]
Pinga! Pinga! Cai a chuva
Pinga! Pinga! Cai a chuva! Pinga! Pinga! Chega até ao chão! Pinga! Pinga! Cai a chuva! Veste roupa quente, abre o chapéu, senão a chuva vai molhar-te, vai molhar-te a mão!
António José Ferreira ]
Tchaka tchaka tchu tchu
Tchaka tchaka tchu tchu, tchaka tchu.
Vamos ver as serras e o mar. O comboio gosta de apitar. Tchaka tchaka tchu tchu, tchaka tchu.
Já estamos prontos p’ra partir. Quem se atrasa já não pode vir.
António José Ferreira ]
Todos, todos lá p’ra trás
Todos, todos lá p’ra trás. Salta só quem é rapaz.
Todos, todos para a frente. Salta quem não está doente.
Todos todos para cima. Salta só quem é menina.
Todos, todos para o lado. Salta quem não é casado.
Todos, todos para baixo. Salta só o que é macho.
Todos todos à vontade. Salta só esta metade.
António José Ferreira ]
Vesti as calças
Vesti as calças p’ra vir à escola; pus sapatilhas p’ra jogar à bola.
Joga, joga, joga, faz bem jogar. Joga, joga joga, faz bem jogar.
António José Ferreira ]
Criança tocando pandeiro
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/pandeiro-crianca.jpg400400António Ferreirahttps://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpgAntónio Ferreira2020-04-17 13:00:512024-11-13 14:30:55Canções no Jardim
Dlim dlão, dlim dlim dlão! Vai casar o João Ratão no dia de São João.
Há uma borboleta
Há uma borboleta assim, no jardim do Martim. Há uma borboleta assim no jardim.
Há uma cobra a rastejar no pomar do Gaspar. Há uma cobra a rastejar no pomar.
António José Ferreira ]
Reciclanda
O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.
Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.
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António José Ferreira 962 942 759
Numa roda dança
Numa roda dança, dança dança. Numa roda dança dando as mãos.
Numa roda dança, dança, dança, numa roda dança dando os braços.
Numa roda dança, dança, dança, numa roda dança dando os ombros.
Numa roda dança, dança, dança. Numa roda dança dando a cabeça.
Numa roda dança, dança, dança. Numa roda dança, dando o joelho.
Numa roda dança, dança, dança. Numa roda dança, dando a perna.
Numa roda dança, dança, dança. Numa roda dança, dando o pé.
O mar
O mar tem peixes grandes: como é grande o mar! (2x)
O mar dá-nos beijinhos: como é bom o mar. (2x)
O mar tem estrelinhas: como é lindo o mar. (2x)
António José Ferreira ]
Passos
Passos à direita, sempre sem parar. (bis) Passos à esquerda para variar. (bis)
Passos para a frente, vamos avançar. (bis) Passos para trás, e vamos recuar. (bis)
António José Ferreira ]
Que gira a nossa roda
Que gira a nossa roda! Rodopia p’ra direita. Que gira a nossa roda! Rodopia e bate palmas.
Que gira a nossa roda! Roda e bate palmas. Que gira a nossa roda! Roda e bate palmas!
Que gira a nossa roda! Roda para a esquerda! Que gira a nossa roda! Roda para a esquerda!
Que gira a nossa roda! Roda e bate palmas. Que gira a nossa roda! Roda e bate palmas.
António José Ferreira ]
Quem é que ali vem
Quem é que ali vem, tão devagar, com grandes orelhas sempre a abanar.
É o elefante que eu vou imitar.
Tenho lá em casa um gato
Tenho lá em casa um gato fabuloso. É muito inteligente e muito atencioso. Já fala Inglês e já conta até doze. Tenho lá em casa um gato espantoso.
Quando bebe o leite antes de deitar, é com uma palhinha p’ra não entornar. Fala com bons modos, nunca lambe o prato, limpa os bigodes com o guardanapo.
O cão da vizinha ladra a bom ladrar quando vai à rua e o vê passar. Indi’rente, o gato nem olha p’rò lado, ‘stica o pescoço e vira-lhe o rabo.
Desconhecido ]
Tenho na quinta um peru
Tenho na quinta um perú, glu glu glu, glu glu glu. Tenho na quinta um perú e diz glu glu glu glu.
Tenho na quinta um garnizé, qué-qué-ré, qué-qué-ré. Tenho na quinta um garnizé e diz qué-qué-ré-qué.
Tenho um cãozinho
Tenho um cãozinho chamado Loló. Faz a sua cama, limpa sempre o pó.
Tenho uma vaca chamada corneta. Fez há pouco um ano, já não quer chupeta.
Tenho um macaco que coça a barriga. Não sei que lhe faça, não sei que lhe diga.
Tenho um pomar
Tenho um pomar, tiroliro liro liro. Tenho um pomar, tiroliro liro ló.
Que tem o pomar, tiroliro liro liro. Que tem o pomar, tiroliro liro ló.
Tem uma pereira…
Que tem a pereira…
Tem um belo ninho…
Que tem esse ninho…
Tem um lindo ovo…
Que tem esse ovo…
Tem um passarinho…
Tem um passarinho…
Um gatinho
Um gatinho peludinho que miava lá em casa, miau miau miau miau. Tinha os olhos sempre em brasa, tinha os olhos sempre em brasa.
O gatinho todo preto que miava no quintal, miau miau miau miau, era um gato especial, era um gato especial.
Pandeireta
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/04/pandeireta-de-plastico-e-crianca.jpg400400António Ferreirahttps://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpgAntónio Ferreira2020-04-16 20:58:482024-11-13 14:29:23Canções na Pré-Escola