Repositório de teses, dissertações e artigos científicos nos campos da música e da dança

Criança tocando flauta

MÚSICA NAS ESCOLAS WALDORF

A proposta de educação musical nas escolas Waldorf como inspiração para o trabalho em outros contextos

Erika de Andrade Silva (1), Marcelo Petraglia (coord.) (2) (ERAS, European Review of Artistic Studies)

Resumo

No Brasil, desde 2008 testemunhamos a efervescência de debates acerca da volta da música para a escola. A lei 11.769 torna a música conteúdo obrigatório em todas as escolas brasileiras, desde a educação infantil até o ensino médio. No entanto, muito se tem discutido a respeito dos profissionais que assumirão este desafio, das metodologias e conteúdos envolvidos e da função da música na escola. O que pretendo compartilhar com o leitor são algumas observações e reflexões, realizadas a partir de vivências durante minha trajetória profissional, tanto como educadora musical atuando em uma escola Waldorf, quanto como docente em cursos de Licenciatura em Música em duas universidades do interior paulista.

Seja supervisionando estágios ou ministrando disciplinas pedagógicas, observo inúmeros questionamentos de músicos e educadores musicais a respeito da volta da música para a escola. O foco deste trabalho é descrever a proposta de educação musical praticada nas escolas Waldorf. Presente no Brasil desde 1955, esta pedagogia conta com mais de 50 anos de experiência, portanto, é possível identificar nos caminhos já trilhados, possibilidades e indicações para a Educação Musical, tanto na escola tradicional quanto em projetos socioeducativos. Este texto trará um breve histórico acerca da pedagogia Waldorf e descreverá o currículo musical, desde o jardim de infância até o ensino médio. Serão abordados também os aspectos que envolvem a formação humana do professor, seus conhecimentos, habilidades, atitudes e competências e por fim, será apresentado um balanço das possíveis aplicações dessas experiências para a educação musical em outros contextos.

Introdução

No Brasil, desde 2008 testemunhamos a efervescência de debates acerca da volta da música para a escola. A lei 11.769 torna a música conteúdo obrigatório em todas as escolas brasileiras, desde a educação infantil até o ensino médio. No entanto, muito se tem discutido a respeito dos profissionais que assumirão este desafio, das metodologias e conteúdos envolvidos e da função da música na escola.

Ao longo de 20 anos de carreira na área da educação musical, pude vivenciar o processo ensino-aprendizagem em diversos espaços, como em escolas especializadas em música, escolas regulares públicas e privadas, em aulas particulares, além de projetos sociais. O que pretendo compartilhar com o leitor são algumas observações, a partir de vivências realizadas durante minha trajetória profissional, com diferentes públicos, desde crianças até idosos.

O foco deste trabalho é discutir a educação musical sob o prisma das escolas tradicionais e dos projetos sociais, comparando com a proposta antroposófica, praticada nas escolas Waldorf.

Atualmente existem mais de 900 escolas Waldorf espalhadas pelo mundo. Presentes no Brasil desde 1955, a educação musical inserida na proposta pedagógica Waldorf, conta com mais de 50 anos de experiência. Portanto, é possível identificar nos caminhos já trilhados, possibilidades, experiências e indicações para a Educação Musical, tanto na escola tradicional quanto em projetos sócio-educativos.

Este texto, a princípio, trará um breve histórico acerca da pedagogia Waldorf e de suas propostas. Logo depois, de forma objetiva, haverá a descrição do currículo musical Waldorf, assim como os principais conteúdos musicais, desde o jardim de infância (educação infantil) até o ensino médio. Serão abordados também os aspectos que envolvem a formação humana do professor, seus conhecimentos, habilidades, atitudes e competências e por fim, será apresentado um balanço das possíveis aplicações dessas experiências para a educação musical em outros contextos.

Histórico Pedagogia Waldorf no Brasil

A pedagogia Waldorf baseia-se na compreensão do ser humano e do mundo a partir Antroposofia (ciência espiritual), criada pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925). Segundo Steiner “a nossa mais elevada tarefa deve ser a de formar seres humanos livres que sejam capazes de, por si mesmos, encontrar propósito e direção para suas vidas”.

Com este pensamento, Steiner propôs que a pedagogia não seja um sistema rígido, portanto não existem receitas, fórmulas e repetições monótonas de conteúdos e metodologias de ensino. Cada educador, ao descobrir-se, deve também descobrir os educandos, de modo que construam possibilidades de ensinar e aprender mutuamente: “cada qual precisa desdobrar de modo artístico seu próprio ser e entregá-lo com espontaneidade” (FRIEDENREICH, 1990, p.14).

A pedagogia Waldorf é proposta nos âmbitos do pensar, do sentir e do querer de forma equilibrada e integrada. Por pensar, podemos compreender todos os processos cognitivos, da percepção, da memória, da abstração, do pensamento, das conexões, das comparações e relações mentais, ou seja, tudo o que envolve o intelecto. Por sentir, podemos compreender uma educação que contempla a imaginação, a fantasia, os sentimentos, os desejos e as expressões artísticas e, todo o mundo invisível interno e externo relacionado às emoções. Por querer, é possível compreender o movimento, à vontade, o impulso que nos move para transformar o mundo.

De forma esquemática podemos associar o pensar à região da cabeça; o sentir à região do tórax, mais precisamente ao sistema cardio-respiratório; e o querer ao sistema metabólico motor (abdome e membros) (LANZ, 2005, p.32).

É possível afirmar que a educação contemporânea tem se preocupado muito mais com a construção do pensar, e muitas vezes, desconsidera e até mesmo menospreza os âmbitos do sentir e do querer. Por exemplo, podemos verificar a quantidade de horas diárias destinadas ao intelecto como a resolução de problemas, a leitura e escrita. Os estudantes dedicam grande parte dos seus dias a estas atividades e geralmente permanecem fechados no ambiente da sala de aula, sentados em suas cadeiras, muitas vezes executando poucos movimentos corporais e quase nunca tem espaço para manifestar seus sentimentos e pensamentos próprios.

As consequências desse modelo de educação são seres humanos pouco comprometidos com as necessidades da sociedade atual, voltados para seus próprios interesses, tecnicistas e “duros” emocionalmente.

A educação musical nas escolas Waldorf não está a serviço da aquisição de conhecimento e de habilidades musicais, nem é tratada de forma isolada das demais atividades e conteúdos vivenciados, e sim, está intrinsecamente associada à formação humana, à conquista do desenvolvimento pessoal e das relações sociais, à educação estética, ao despertar da sensibilidade e dos valores.

Estando entre o pensar (cabeça) e o querer (abdome/membros), o sentir (tórax) é a região responsável pelo sistema rítmico (respiração, pulsação). É neste âmbito que as artes, e especialmente a música, agem de forma harmoniosa, integrando os dois polos: intelecto e vontade.

Os elementos musicais ritmo, melodia e harmonia estão diretamente relacionados com a trimembração humana: pensar, sentir e querer.

Podemos associar o ritmo ao movimento, ao gesto, à energia terrena que se manifestam pelas batidas de mãos e pés, pela dança, pela parte mais inconsciente de nosso ser.

Já a expressividade, a emoção, a plataforma de sensações em que os acordes e cadências são construídos e se relacionam é denominada harmonia.

A harmonia, juntamente com a articulação, o timbre e a dinâmica, é responsável por direcionar a qualidade sonora, o “clima” musical, a sensação de alegria, tristeza, suspense. É possível então relacionar a harmonia ao sentir: através dela podemos compreender a natureza de determinada música. Esta é a parte semiconsciente do nosso ser. Muitas vezes sentimos, mas não temos consciência de nossos sentimentos, emoções.

A melodia é uma construção lógica. Encadeada de determinada maneira promove um discurso, semelhante à linguagem falada ou escrita, tanto que denominamos da mesma forma: frases, sentenças, períodos… Sendo assim, cada motivo inciso pode ser considerado como unidades de sentido (palavras), que se relacionam e dão sentido às ideias e que permitem a comunicação humana. Sendo assim, a melodia está relacionada ao intelecto, ao pensar, pois nos permite compreender a direção, a intenção, e o sentido do discurso musical. Esta é a parte mais consciente de nosso ser, é onde nos expressamos com intencionalidade.

Sendo assim, uma educação musical deve contemplar os três elementos ritmo, melodia e harmonia de forma equilibrada, sem privilegiar ou restringir nenhum dos elementos.

De forma prática e bastante redutiva é possível dizer que numa aula de música, os alunos devem realizar movimentos corporais, trabalhos de coordenação de pés e mãos em diversos níveis de dificuldade para que trabalharem a vontade, o querer – através do ritmo.

Precisamos também estimular o pensamento, o discurso musical, através do canto e de instrumentos melódicos como a flauta, por exemplo, assim estaremos contemplando o pensar na formação musical.

Já o sentir deve ser explorado pelas sensações provenientes de vivências harmônicas, que iniciam de forma rudimentar com um ambiente de quintas, através de ostinatos no xilofone, ou cordas soltas de instrumentos de arco, passando pela escala pentatônica. Num segundo momento, podem ser apresentados os modos gregos e então as escalas diatônicas, maiores e menores.

Cada sistema tem seu ambiente e a criança, desde pequena, passa por essas vivências sonoras e as registra no âmbito do sentir. Já o jovem experimenta os sons cromáticos e vivencia as dissonâncias e escalas exóticas, a fim de compreender essas novas formas de sentir e de se relacionar, inclusive com as tensões e expansões que esse material sonoro-musical pode oferecer.

Currículo

A pedagogia Waldorf tem como base de sua metodologia de ensino a compreensão do mundo a partir da visão do micro para o macro, ou seja, as crianças aprendem a partir da sua relação com o mundo, com as pessoas, dentro da escola, da família, para, ao longo dos 12 anos escolares, compreenderem as questões mais complexas da humanidade e do universo.

A educação musical na escola Waldorf preocupa-se em apresentar os conteúdos curriculares respeitando a faixa etária e o desenvolvimento da criança, usando a mesma lógica percorrida pela história da humanidade.

Inicia-se o trabalho musical na educação infantil estabelecendo-se ritmos que ajudam a organizar a rotina da criança, marcados por movimentos de contração e expansão (brincar fora – no parque, brincar dentro – na sala). As propostas musicais não tem a intenção de “ensinar” a criança, mas proporcionar a integração delas nas rodas, chamadas de rodas rítmicas, que geralmente trazem como tema as épocas do ano (Festas cristãs como a Páscoa, São João, Natal…).

Na roda rítmica, as crianças cantam, se movimentam, brincam e se relacionam. Utilizam-se objetos e brinquedos provenientes exclusivamente de materiais naturais (madeira, sementes, tecidos de algodão, lã, areia). Esses instrumentos possibilitam reproduzir sons da natureza como o pau de chuva, os apitos, o carrilhão, os triângulos, os sinos e guizos, e outros como xilofones e flautas pentatônicas e o Kântele (3). Estes instrumentos são utilizados para sonorizar histórias, e as crianças assumem a função de apresentá-los quando o personagem designado para determinado instrumento surge (chuva, vento, pássaros, rios, estrelas). Assim, ela aprende o momento de tocar e de silenciar, a partir da observação do mundo. O canto precisa ser suave, na região aguda, apropriada à voz infantil, em uníssono e baseado na escala pentatônica. Melodias folclóricas podem ser vivenciadas.

Por volta do 1º e 2º ano, aos poucos são inseridos outros instrumentos como a flauta doce (geralmente de madeira, para preservar o contato com elementos naturais e vivos) e pequenos instrumentos de percussão.

No terceiro ano, temos uma grande mudança no desenvolvimento da criança, uma fase denominada rubicão. Segundo Marina Calache (2008) aos 9 ou 10 anos de idade inicia-se uma época na qual a consciência da criança amplia-se, ela sai daquele mundo seguro, onde a confiança no adulto é plena e irrestrita e começa a perceber que todos têm falhas. A vivência dos modos maiores e menores é bem-vinda nesse período. Músicas modais e tonais já são desejáveis também. Nesta fase, a criança já pode experimentar cantar em cânone, vivenciando a melodia no seu grupo e ao mesmo tempo no outro, porém com defasagem de tempo.

O cânone proporciona treino para independência, mas ao mesmo tempo, se integra ao todo. Nesta fase também acontece uma vivência com instrumento de corda, violino, que exige delicadeza, concentração, integração entre a respiração e o movimento, interiorização dos sons.

No 4º ano, os alunos devem conhecer o bairro, a cidade e o estado em que vivem. É desejável que eles possam conhecer um pouco da cultura local, cantando o hino da cidade, visitando locais importantes como teatros e museus, conhecendo grupos musicais e artísticos de origem local e regional, ampliando os conhecimentos a nível estadual.

No 5º ano esses conteúdos se expandem para as regiões do Brasil. Ritmos, danças, festas, músicas são vivenciados com grande variedade. Músicas provenientes de civilizações antigas como Pérsia, Egito, Grécia também são estudadas.

No 6º ano o tema América Latina proporciona grande variedade de ritmos, músicas andinas. A inserção da flauta contralto e o domínio da subdivisão rítmica ternária proporcionam maiores recursos, gerando grande entusiasmo nas crianças. Os estudos sobre Roma antiga pode trazer ritmos de marcha e a sonoridade do canto em latim.

No 7º e 8º ano, os estudos se ampliam para África, América do Norte, Europa, Ásia, Oceania permitindo aos alunos um grande contato com as diversas sonoridades provenientes destes locais, entre os períodos renascentista e clássico. Biografias de compositores são pesquisadas, a música erudita ganha ênfase neste período.

No final do 8º ano, há a preparação de uma peça teatral, quando os alunos já devem conseguir compor coletivamente algumas canções para serem utilizadas como trilha sonora do espetáculo.

As atividades de criação musical (composições e improvisações) estão sempre presentes, iniciando no jardim com jogos de palavras e ritmos até o ensino médio, quando ganham profundidade e complexidade. Os ensaios são realizados em pequenos grupos e isso auxilia no estreitamento das relações sociais, com desenvolvimento da cooperação e da ajuda mútua.

No ensino médio, as atividades de leitura e escrita, teoria, harmonia, ganham mais espaço, e a compreensão da música do ponto de vista estrutural, formal, estético e filosófico são abordados.

A música é estudada cronologicamente, desde o romantismo até os dias atuais, a partir dos aspectos culturais e de suas diferentes funções: como arte, entretenimento, terapia, linguagem, em seus diversos usos e recursos. O objetivo é chegar até a atualidade, abordando inclusive conhecimentos relacionados com a tecnologia, com as diversas mídias e com música de vanguarda.

O professor

O professor, de acordo com a proposta pedagógica Waldorf assume, nas 3 fases do desenvolvimento humano (no três primeiros setênios) papéis diferentes.

Na Educação infantil (jardim), o professor é a autoridade a ser imitada, ou seja, o modelo, portanto seu comportamento, sua forma de conduzir, sua fala, seus gestos serão reproduzidos pela criança. A criança precisa sentir confiança, segurança para se desenvolver de forma saudável, portanto, o professor precisa proporcionar um ninho de aconchego, de calor e proteção, para que ela vença os principais desafios do primeiro setênio: andar, falar e pensar.

No ensino fundamental, o professor é a autoridade amada, que ajudará a criança a desvendar o mundo. Os conhecimentos apresentados de forma artística auxiliam a criança a ser tornar um ser humano mais sensível, a formar as bases do comportamento ético, da cidadania e da responsabilidade consigo mesmo, com o outro e com o mundo. Nesta fase, a criança descobre as belezas do mundo. O mundo é belo e o professor deve conduzir os conhecimentos valorizando artística e esteticamente tudo o que faz.

No ensino médio, o professor é aquele que traz a verdade. O adolescente precisa sentir nas atitudes do professor a sinceridade, a franqueza, a justiça. O mundo é verdadeiro. A partir deste prisma é possível discutir as grandes questões da humanidade, as dificuldades que o ser humano enfrenta no mundo e as possíveis formas de transformações da sociedade atual.

Além de uma formação técnica, acadêmica e artística, o professor ainda precisa cuidar de sua autoeducação, do autoconhecimento e procurar manter um permanente espírito investigativo de sua ação no mundo, incluindo a análise de sua prática pedagógica e de sua relação com os alunos. Relação esta baseada no respeito, na consideração do outro como um ser dotado de individualidade, e, no amor, imprescindível para que o processo ensino-aprendizagem seja efetivo.

Quanto à educação musical nas escolas tradicionais

A educação musical na escola deve ser ministrada pelo licenciado em música, todavia, de acordo com o cenário atual, é possível que outros profissionais como os bacharéis e mesmo os professores de artes ou os pedagogos lecionem música na escola. É preciso então, que existam a médio e longo prazo, projetos e ações que visem à profissionalização do educador musical assim como a valorização e o favorecimento dos cursos de Licenciatura em Música.

Para que haja de fato uma educação comprometida, que forme integralmente seres humanos mais autônomos e livres, é preciso uma educação sólida, com disciplinas e projetos transdisciplinares, transversais. Não basta haver pequenas abordagens esporádicas, fragmentadas e redutivas, como as que ocorrem eventualmente, durante as aulas de Artes; o professor generalista precisa conhecer, dominar e trabalhar com as quatro linguagens artísticas: dança, teatro, música e artes visuais, ou seja, muitas vezes estas áreas são ministradas durante um bimestre.

De forma descontínua, superficial e teórica estão sendo ministradas, em grande parte das escolas, as aulas de artes.

Havendo professores com formação específica em cada uma das linguagens artísticas, com tempo e espaço no currículo destinado para as aulas de teatro, dança, artes visuais e música tudo seria diferente.

A música, assim como todas as demais disciplinas poderia contextualizar os inúmeros conteúdos e integrar o currículo geral, buscando dialogar com as diversas culturas do mundo. É possível, mesmo numa escola tradicional, ou num projeto social que haja aproximação entre o professor de música e os demais profissionais, buscando pontos comuns para projetos em parceria.

O desenvolvimento do currículo musical acompanhando a evolução da humanidade ajudaria o professor a organizar os conteúdos de forma lógica e natural, acompanhando também o desenvolvimento da criança.

Os alunos inseridos num projeto de educação musical escolar longitudinal deveriam ao final do ensino médio conhecer história da música, teoria musical, cantar e tocar instrumentos, criar e improvisar, discutir a respeito de diferentes sistemas de afinação, tecnologia musical e produções musicais atuais. Esses conteúdos proporcionam que os adolescentes tenham uma formação prática, artística, e principalmente crítica, que reflitam sobre suas escolhas e sobre a diversidade cultural existente no mundo.

Quando o currículo respeita as fases do desenvolvimento físico, anímico e espiritual da criança e do jovem, proporciona que os conteúdos e o repertório sejam organizados de forma a auxiliar no equilíbrio do pensar, do sentir e do querer, despertando e ampliando a consciência sobre si e sobre o mundo. O professor, independente do espaço em que atua, pode planejar suas aulas contemplando estes três diferentes aspectos do ser humano, trabalhando de forma a integrar estas habilidades, sem privilegiar uma em detrimento da outra.

Experiência vivida

Tanto como professora de música em escolas públicas quanto como supervisora de estágio na universidade pude vivenciar ao longo de muitos anos como a música na escola ou em projetos sociais está distante do ponto em que pensamos que ela mereça e possa estar, do seu potencial. Os reais objetivos da educação musical ainda não são plenamente atingidos, na maioria das escolas. Segundo minhas experiências e de acordo com muitos dos relatos de estagiários dos cursos de Licenciatura em Música, há muitos problemas, brevemente apresentar a seguir:

A – Na maioria das escolas não há professor especialista em música, ou seja, o professor de artes ou o professor unidocente quem ministra as aulas de Música. Os estagiários deveriam adquirir experiência através da observação, preparando-se para carreira docente, no entanto, o que acontece, muitas vezes, é que precisam auxiliar os professores durante as aulas, pois esses não tem formação específica na área, muitas vezes não possuem noções básicas de música, sendo que a atuação dos estagiários, no mínimo, acaba por garantir mais qualidade ao trabalho realizado.

B – Grande parte dos coordenadores pedagógicos não possui formação artística musical e geralmente são essas pessoas que organizam as festas e eventos escolares. Sendo assim, há pouco cuidado com a escolha do repertório, que via de regra, é inadequado do ponto de vista estético, do vocabulário, da faixa etária e da adequação à tessitura vocal da criança.

C – Não há espaço próprio destinado às aulas de música. Geralmente as atividades precisam ser realizadas na própria sala de aula, necessitando nova organização do espaço, perdendo-se muito tempo com a retirada de carteiras para qualquer atividade corporal. Outro grande problema é que as salas de aula vizinhas ficam prejudicadas devido ao som produzido no momento da aula de música, causando conflitos entre professores.

Às vezes as aulas são ministradas na quadra, na biblioteca, na sala de informática ou no pátio, ou seja, em espaços não adequados para a realização das aulas de música.

D – Faltam equipamentos e instrumentos em quantidade e qualidade para todos. Geralmente o professor de música empresta seus instrumentos pessoais para realizar seu trabalho. Quando a escola ou o projeto social possui equipamentos e instrumentos, geralmente são os que foram confeccionados pelas próprias crianças ou são de baixa qualidade. Independente do instrumental utilizado: cordas, sopro, percussão, etc, muitas vezes a quantidade de instrumentos também é pequena para o número de alunos atendidos.

E – Falta de clareza a respeito dos objetivos das aulas de música. Muitas pessoas ainda não compreenderam que a música faz parte do desenvolvimento humano e que é uma área do conhecimento independente. Muitos professores, coordenadores pedagógicos e diretores acreditam que a música deva estar a serviço das festividades escolares e que as aulas de criação musical são “perda de tempo”. Estimular a improvisação, o diálogo sobre música(s), a composição coletiva e a aquisição de conhecimento específico, muitas vezes, não é prioridade para essas pessoas. O importante, neste caso, é que as crianças se apresentem.

F – Conflitos a respeito das metodologias de ensino: geralmente nas escolas tradicionais são aplicadas metodologias de ensino que abordam os seguintes aspectos: foco no conteúdo, o professor é o detentor do conhecimento, há distância entre o conteúdo aprendido com a realidade vivida pelo aluno, entre outros. Nos projetos sociais, muitas vezes o potencial da música e da educação musical são subaproveitados, geralmente porque o objetivo é tirar as crianças da rua. Nem sempre a qualidade é buscada. Com a falsa pretensão de incluir, muitas vezes as crianças e adolescentes se afastam e evadem pela falta de motivação por não serem desafiados e encorajados a criar e a manifestar suas compreensões a respeito da música (KATER, C. 2004)

As propostas pedagógicas musicais modernas buscam o foco no aluno, a construção coletiva do conhecimento a partir de experiências e diálogo, relação de respeito mútuo entre professor e alunos. Buscam ainda a aproximação com o cotidiano da criança e do jovem, trazendo para a sala de aula as referências sonoras e musicais que esses alunos ouvem e praticam no seu dia-a-dia. Muitas vezes, essa metodologia de ensino, que promove a liberdade de expressão, a integração entre o corpo e o sentimento e pretende em última instância, que os seres humanos sejam livres, criativos e independentes. Essa metodologia muitas vezes é condenada pelos professores tradicionais, pois temem que seus alunos se rebelem, pensam que podem perder o controle da turma e que os alunos se tornem críticos de mais, dificultando o trabalho deles. Esta é a descrição de uma relação ensino-aprendizagem bastante autoritária, presente em grande parte das escolas hoje.

Muitos estagiários relatam a dificuldade de realizar atividades mais livres e criativas, devido às críticas dos professores de sala. Alguns relatam também que são desencorajados pelos coordenadores e administradores dos projetos sociais a buscar qualidade nos trabalhos desenvolvidos, uma vez que somente o fato do aluno estar frequentando as aulas já é o suficiente.

Estes são apenas alguns dos problemas existentes.

São grandes os desafios que a educação musical precisa enfrentar, porém, com uma sólida formação do professor, com investimentos, com cursos de capacitação, é possível, em longo prazo, mudar este cenário.

É preciso também ressaltar que iniciativas como parcerias entre escolas, ONGs e projetos sociais e universidades, através de convênios de estágios tem alterado positivamente as práticas em educação musical em todo país.

Segundo um levantamento realizado por Jordão (2012) e demais autores, diversos secretarias de Estados da federação tem buscado diálogo e orientações para práticas em educação musical nos cursos de licenciatura em Música. Algumas escolas abrem espaço para os universitários implantarem projetos inovadores e atualizados com a realidade local.

Outra iniciativa bastante positiva é o projeto financiado pela Coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de nível superior – CAPES, denominado PIBID. Segundo o site da Capes “o Pibid é uma iniciativa para o aperfeiçoamento e a valorização da formação de professores para a educação básica. O programa concede bolsas a alunos de licenciatura participantes de projetos de iniciação à docência desenvolvidos por Instituições de Educação Superior (IES) em parceria com escolas de educação básica da rede pública de ensino. Os projetos devem promover a inserção dos estudantes no contexto das escolas públicas desde o início da sua formação acadêmica para que desenvolvam atividades didático-pedagógicas sob orientação de um docente da licenciatura e de um professor da escola.”

Além da integração universidade-escola, é possível ressaltar que tais projetos também promovem a curiosidade, a investigação e a produção de conhecimento dos estudantes e docentes, ampliando e favorecendo as pesquisas científicas.

Considerações finais

Diante dos pontos levantados é possível pensar que alguns aspectos dependem muito mais da vontade do educador musical do que de uma mudança no modelo estrutural da educação escolar atual ou da administração dos projetos sociais, ou seja, é preciso que a profissão do professor seja, de fato, uma vocação, que a sala de aula seja compreendida como um espaço de descobertas e que os alunos sintam prazer em conhecer. As dificuldades são imensas, porém, algo precisa ser feito para melhorar este cenário.

Somente aguardar por políticas públicas e projetos da iniciativa privada que favoreçam o desenvolvimento das artes e da educação, no âmbito escolar e social, não é suficiente. É preciso que a formação de professores de educação musical, seja ampliada em quantidade e qualidade, e que sejam cada vez mais conscientes do seu papel, de sua importância na sociedade. É preciso engajamento para pensar e discutir a respeito da música, da educação e da relação de ambas com os seres humanos.

Se o professor iniciar o trabalho pensando em criar uma relação professor-aluno mais respeitosa, conhecendo as pessoas e descobrindo seus interesses, estabelecendo uma organização dos conteúdos curriculares que seja mais coerente, aproximando a música dos conteúdos das demais áreas do conhecimento, compreendendo e valorizando a cultura local, considerando a música do outro e suas diferenças, é possível pensar numa educação musical que proporciona, em última instância, uma educação promotora do autodesenvolvimento e da paz.

NOTAS

(1) ERIKA DE ANDRADE SILVA – Licenciada em Música pela Universidade de Ribeirão Preto, UNAERP, especialista em Musicoterapia (UNAERP) e mestre em Educação pela Universidade Federal de São Carlos. Educadora musical na escola Waldorf João Guimarães Rosa (RP), docente e coordenadora do curso de Licenciatura em Mùsica da UNAERP. Correio eletrónico: esilva@unaerp.br

(2) MARCELO SILVEIRA PETRAGLIA – Licenciado em Música pela Universidade de São Paulo, Mestre em Biologia Geral e Aplicada pela Universidade Júlio Mesquita Filho – UNESP e doutorando em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo. Correio eletrónico: marcelo@ouvirativo.com.br

(3) O Kântele é um instrumento originário da Finlândia, foi resgatado por Rudolf Steiner no início do
século XX. Pertence à família das liras e é composto de um jogo de cordas montadas sobre uma caixa
acústica de madeira.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

FONTERRADA, M. T. O. (2008). De tramas e fios: um ensaio sobre música e educação (2. ed.) São Paulo: Editora da UNESP.

FRIEDENREICH, C. A. (1990). A educação Musical na escola Waldorf: sugestão para o ensino (Trad. Edith Asbeck). São Paulo: Editora antroposófica.

JORDÃO, G.; ALLUCCI, R.R.; MOLINA, S.; & TERAHATA, A. M. (2012). A música na escola. Allucci & Associados comunicações. São Paulo.

KATER, C. (2004). O que podemos esperar da educação musical em projetos de ação social. In: Revista da ABEM, Porto Alegre: v. 10, 43-51.

LANZ, Rudolf. (1998). A pedagogia Waldorf: Caminho para um ensino mais humano. São Paulo: Antroposófica. 6ª edição.

STEINER, R. (2012). A arte e estética segundo Goethe (4ª edição). São Paulo: Editora Antroposófica.

RICHTER, T. (ed). Objetivo pedagógico e Metas de ensino de uma escola Waldorf. (Trad- Rudolf Lanz). Publicação da Federação das Escolas Waldorf no Brasil FEWB.

WEBGRAFIA

Coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de nível superior – CAPES –

www.capes.gov.br/educacao-basica/capespibid

Acesso janeiro 2013

Sociedade antroposófica brasileira. SETZER, Valdemar

www.sab.org.br/antrop/

Acesso maio 2012

Escola Waldorf João Guimarães Rosa

www.waldorfribeirao.org

Acesso em maio 2012

Federação as escolas Waldorf no Brasil

www.federacaoescolaswaldorf.org.br

Acesso janeiro 2013

Ouvir ativo

www.ouvirativo.com.br

Acesso maio 2012

Escola Waldorf Polen –

www.polen.org.br/escolas-waldorf/

Acesso junho 2012

Escola Waldor Rudolf Steiner

www.ewrs.com.br/index.php/pedagogiawaldorf

Acesso agosto 2012

Criança tocando flauta

Criança tocando flauta

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Professor inovador

O PROFESSOR COMO INOVADOR

por Susana Vale

Os seres humanos precisam de estar prontos para aprender ao longo da vida. O presente século XXI aponta para mudanças em todos os níveis, as quais contribuem para quebras de paradigmas.

Na área da educação, essas mudanças impulsionam uma aprendizagem construtivista, assente numa interacção frequente aluno-professor, motivando os alunos a descobrir novos conhecimentos e a aplicar os já adquiridos, de maneira a que, alunos e professores, em conjunto, adquiram o saber, passo a passo.

As organizações e a escola, enquanto tal, sentem-se continuamente impelidas para a aprendizagem, de forma a poderem enfrentar os novos desafios, como o saber aprender, com o objectivo daquela ser reconhecida como uma organização de extrema importância na sociedade.

A prática educativa é um fenómeno social e universal, sendo uma actividade humana necessária à existência de todas as sociedades.

Compete à escola o papel de socializar o saber historicamente produzido. O trabalho do professor é, assim, uma parte integrante de um processo educativo mais generalizado, pelo qual os indivíduos são preparados para participar da vida social.

A visão que se possuí do professor no cenário educacional contemporâneo exige que a sua acção pedagógica seja inovadora, provocativa e reflexiva e que possibilite ao aluno a construção da sua aprendizagem crítica e orientadora da sua formação ética e cidadã, num ambiente de expressão, afectividade, confiança e respeito.

Em 2001, Yves Bertrand, classifica as teorias da educação contemporânea em sete grandes correntes: académicas; humanista espiritualista; humanista personalista; social, sociocognitivas; psicocognitivas e tecnológicas.

A estratégia adoptada por Bertrand para fazer esta classificação encontra quatro aspectos polarizadores: o aprendiz/formando, beneficiário da educação; a sociedade, em benefício da qual e em nome da qual se faz a educação e formação; os conteúdos, por intermédio dos quais se educa; e a interacção, seja ela presencial, à distância ou mista, formal ou informal, que unifica o acto educativo.

Os quatro pólos da estratégia de Yves Bertrand são aspectos que estão sempre presentes nas teorias de educação, porque são essenciais à análise, reflexão e apresentação de propostas de mudanças. De acordo com a ênfase dada a cada um dos pólos, teremos diferentes teorias e, consequentemente, diferentes práticas pedagógicas.

Uma vez que as teorias humanistas se prendem com o sujeito/aprendiz, verifica-se que esta grande corrente engloba a visão construtivista da educação, na medida em que o construtivismo é uma abordagem de ensino que procura dar ênfase aos alunos e à sua oportunidade de participar em experiências concretas nas quais eles podem descobrir padrões, levantar as suas próprias perguntas e construir os seus próprios modelos, conceitos e estratégias.

Verifica-se que na abordagem construtivista o propósito essencial da educação baseia-se no facto do conhecimento não poder ser transmitido, mas sim construído pelo aprendiz através da busca de significados de experiência.

Segundo José Carlos Libâneo, a sala de aula é o lugar de partilha e troca destes significados, entre o professor e alunos e entre os próprios alunos. É o local da interlocução, de levantamento de questões, dúvidas, de desenvolver a capacidade de argumentação, do confronto de ideias. É o lugar onde, com a ajuda indispensável do professor, o aluno aprende autonomia de pensamento, realizando actividades com os colegas.

Neste sentido, a escola deverá ser entendida como uma organização de aprendizes envolvidos em diálogos, actividades e reflexões de maneira a construírem novos conhecimentos.

De acordo com G. Rich e Alto, as organizações que aprendem são formadas por pessoas que expandem, continuamente, a sua capacidade de criar os resultados que desejam, onde se estimulam padrões de comportamento novos e abrangentes, a aspiração colectiva ganha liberdade, e as pessoas exercitam-se, continuamente, em aprender juntas.

Uma organização aprendente está atenta ao que se passa dentro e fora dela, ouve todos os seus colaboradores internos e externos e acompanha a evolução da sociedade. Nesta organização é eliminado o medo de tomar iniciativas e de cometer erros. Nela existe um ambiente de confiança e de respeito entre todos os membros da organização.

Convicto de que as organizações e, consequentemente, a escola são o produto de como os seus membros pensam e interagem, de que a aprendizagem envolve comunicação e interligação e de que a aprendizagem é conduzida por uma motivação ou visão, Peter Senge descreve uma Teoria das Organizações Aprendentes assente em cinco disciplinas de Aprendizagem:

  • Domínio pessoal – cada indivíduo deverá compreender o que lhe é realmente importante e viver ao serviço das suas aspirações;
  • Modelos mentais – as percepções que temos de nós próprios e do mundo afectam o conhecimento que cada um de nós constrói;
  • Visão compartilhada – a organização deve ter uma missão genuína para que as pessoas dêem o melhor de si e adoptem uma visão compartilhada, na qual prevalece o compromisso e o comprometimento;
  • Aprendizagem em equipa – diálogo em vez de aceitação;
    Pensamento sistémico – esta é a quinta disciplina, a que integra todas as outras, o elo de ligação, fundindo-as num corpo coerente de teoria e prática. O pensamento sistémico ajuda-nos a olhar para as coisas como parte de um todo, não apenas como peças isoladas, bem como a criar e a mudar a realidade.

Estas disciplinas orientam a construção de organizações voltadas para a aprendizagem, onde as pessoas trabalham em equipa, permitindo-lhes ajustarem-se e responderem mais eficaz e rapidamente às transformações e exigências do ambiente que as rodeia.

Uma aprendizagem sistemática e profunda constitui a essência de uma organização que aprende, assente no reforço das relações interpessoais, potenciando, não só, o desenvolvimento de novas capacidades mas também alterações fundamentais, tanto ao nível individual como colectivo.

A escola, como lugar de vida e trabalho, pode ser um local de repressão da inovação, mas também pode ser, pelo contrário, um catalisador dessa inovação. Por conseguinte, será possível criar uma organização aprendente através do desafio dos agentes educativos a estarem sujeitos a um processo de mudança e fortalecimento da instituição de ensino, utilizando o desenvolvimento conjunto, a interligação e a interdependência das cinco disciplinas.

CONCLUSÃO

Compreende-se que hoje o diagnóstico dos obstáculos à aprendizagem está razoavelmente completo e bem feito. Urge, portanto, a análise séria e aprofundada desses obstáculos. Parece ser consensual que uma instituição fechada à aprendizagem, hermética face às interrogações e alicerçada em rotinas, acabará por repetir inevitavelmente os mesmos erros e não aprenderá. As escolas devem percorrer os caminhos que conduzam a aprender a negociar, a gerir conflitos, divergências e interesses; a aprender a aceitar a diferença; e, acima de tudo, a aprender a conviver com a complexidade e a provisoriedade do conhecimento e da vida.

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Professor inovador

Susana Vale

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Grande órgão da Basílica de Fátima (antigo)

MÚSICA EM FÁTIMA NO SÉC. XX

por António José Ferreira

INTRODUÇÃO

Ainda antes de as Aparições serem declaradas dignas de crédito pelo Bispo de Leiria, a 13 de Outubro de 1930, Fátima e a música tinham já juntos um percurso inevitável, por motivos antropológicos, pedagógicos e pastorais. Os primeiros reitores tiveram de estruturar a prática musical, seleccionando, promovendo novos cânticos, editando manuais, pensando no projecto do órgão.

A centralidade do Santuário viria a ter consequências nas manifestações musicais do âmbito eclesial, contribuindo para certo estilo de canto litúrgico em Portugal. As visitas da Imagem Peregrina, a partir de 1940, a realização de congressos católicos em Fátima nos anos 50, a organização do culto para responder à crescente vinda de peregrinos portugueses e estrangeiros originaram um repertório musical próprio, com o contributo de numerosos compositores.

Neste processo, Fátima não podia ignorar a legislação canónica em vigor que considera(va) a música (especialmente o canto) insubstituível nas celebrações litúrgicas da Eucaristia, do Ofício Divino, das devoções e peregrinações a santuários. Todavia, dois documentos (com pontos comuns e perspectivas eclesiológicas diversas) marcaram a música em Fátima, como, aliás em todo o mundo católico: o Motu Proprio de Pio X, “Tra le Sollecitudini“, de 1903, e o capítulo sobre música da Constituição Conciliar “Sacrosanctum Concilium“, de 1963. O primeiro valorizava especialmente o gregoriano e a polifonia clássica, o coro e o órgão de tubos; o segundo valorizava, acima de tudo, a participação “actuosa” da assembleia, num contexto orgânico de diferentes serviços, sem depreciar o papel do coro, do regente, do solista e do organista.

Realçada nas peregrinações aniversárias pela massa das vozes e pelo carácter mediático do acontecimento, a música realiza no Santuário tarefas quotidianas nas celebrações litúrgicas e, desde há quase uma década, no Terço do Rosário transmitido pela Rádio Renascença.

I. JÚLIA D’ALMENDRA

Um dos factos mais importantes da Música Sacra em Portugal e em Fátima, no século XX, são as Semanas Gregorianas, que persistem, sob a direcção de Idalete Giga. Foram concebidas e iniciadas por Júlia d’Almendra (n. 1904 – m. 1992), trinta e três anos depois das Aparições, 47 anos após o Motu Proprio de Pio X sobre música sacra “Tra le Sollecitudini“, 13 anos antes da constituição litúrgica “Sacrosanctum Concilium“.

Na Solenidade de Cristo Rei de 1949, a musicóloga que deixara o violino para se interessar pela música da Idade Média e do Renascimento, revelou ao Prelado de Leiria a ideia de fazer de Fátima o centro do Movimento Gregoriano em Portugal, criando as Semanas de Estudos Gregorianos destinadas a todas as dioceses. «Um dia, quando regressava de Trás-os-Montes, onde passara umas férias, a fim de seguir para Paris a completar o meu último ano, passei, sem o esperar, em Fátima, e ocorreu-me de súbito a ideia de ali começar as Semanas Gregorianas em Portugal. Tão bem compreendida fui pelo Sr. Bispo de Leiria, então S. Ex.cia Rev. D. José Alves Correia da Silva, que a 1ª Semana se realizou logo no ano seguinte, nas férias da Páscoa de 1950, com a presença do director do Instituto Gregoriano de Paris, o ilustre Prof. Auguste Le Guennant que, no Conservatório Nacional, proferiu uma lição que marcou, pode dizer-se, a data dum verdadeiro movimento gregoriano, para leigos e religiosos, em Portugal» (ALMENDRA, O 10º aniversário, 7).

O Prelado, que ficara intimamente ligado aos fenómenos de Fátima, à bênção do carrilhão, ao envio dos padres António Gregório e Carlos Silva para o Instituto Pontifício de Música Sacra, ficou também associado ao Movimento Gregoriano em Portugal. A “I Semana Portuguesa de Formação Gregoriana e Litúrgica”, que tinha o alto patrocínio do Cardeal Patriarca, do Bispo de Leiria, do Instituto Francês de Lisboa e do Conservatório Nacional de Música, contou Auguste Le Guennant, do Instituto Gregoriano de Paris, o ilustre liturgista beneditino Tomás Gonçalinho de Oliveira, Luís Rodrigues, compositor e reitor da Lapa, no Porto e Manuel Ferreira de Faria, de Braga, entre os seus formadores. Ainda em Fátima, no ano de 1950, após a I Semana, o Bispo assistiu a uma reunião em que se lançou a “Liga dos Amigos do Canto Gregoriano”.

Já debilitado em termos de saúde, chegou a presidir em cadeira de rodas a missas de encerramento de “semanas de formação gregoriana”. Viria a falecer em 1957, mas os bispos que lhe sucederam na Diocese, designadamente D. João Pereira Venâncio (que foi professor de Música, director da “Schola Cantorum” do Seminário Diocesano de Leiria e da Sé), apoiaram o projecto das semanas gregorianas. Com formadores de renome internacional como D. Joseph Gajard, Jos Lennards, Ferdinand Haberl, Johannes Overath, Jacques Chailley (n. 1910 – m. 1999), Antoine Sibertin-Blanc e, entre os portugueses, Frederico de Freitas (n. 1902 – m. 1980), Manuel Faria (n. 1916 – m. 1983), José Augusto Alegria (n. 1917 – m. 2004), Mário Brás, ensinaram e fomentaram a prática do canto gregoriano, prepararam directores de coro e cantores, deram aos organistas aperfeiçoamento técnico e facultaram preparação musical e pedagógica. Por esta via, foram ouvidos em concerto, tanto em Fátima como em Lisboa, organistas como Édouard Souberbielle, Gaston Litaize (n. 1909 – m. 1991) e Jean Guillou (n. 1930), uma das figuras mais proeminentes da música contemporânea francesa.

Num país atrasado em comunicações e transportes, numa fase de estagnação da actividade organística, Júlia d’Almendra contribuiu para o ressurgimento do órgão de tubos. Noticiadas pelo “Diário de Notícias” e o “Novidades”, católico, e outros jornais, as semanas tiveram um alcance que ultrapassa em muito a estatística dos participantes.

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II. COMPOSITORES

Na produção litúrgica e devocional, uma década após as Aparições, foram surgindo obras dedicadas a Nossa Senhora de Fátima, cânticos de peregrinação, hinos e missas. Entre os autores, contam-se Tomás Borba (n. 1867 – m. 1950), José Angerri, Eduardo da Fonseca, Luís Gonzaga Mariz, SJ, Josué Trocado, Jacinto Martins, SJ, João C. Lima Torres, Inacio Aldassoro, SSCC, Berta Alves de Sousa (n. 1916 – m. 1997), Luís Rodrigues, Mário Brás, Armando Leça, Manuel Faria.

César Morais (n. 1922), autor de um conhecido concerto para violoncelo e orquestra gravado e uma suite para arcos gravadas com a Orquestra Clássica do Porto, escreveu, além de muitas outras obras sacras, uma “Missa de Nossa Senhora de Fátima”.

Joaquim dos Santos fez a orquestração da missa homónima de Manuel Faria, para coro e órgão, cuja estreia em versão orquestral aconteceu em Braga (1984), com a Orquestra do Porto e o Coro da Sé Catedral do Porto sob a direcção de Günter Arglebe. O próprio Padre J. G. dos Santos compôs uma “Missa em Honra de Nossa Senhora de Fátima” para duas vozes iguais, cuja partitura foi publicada em 1971. O Padre Jacinto Martins, S.J., notável compositor religioso dentro dos Jesuítas, escreveu várias composições musicais sobre Fátima, que editou em Barcelona (“Senhora de brancura imaculada” e “Ao meio dia”, entre outros). Alguns cânticos aparecem nos primeiros hinários de Fátima.

Em meados do século XX, D. José Alves Correia da Silva enviou Carlos da Silva (n. 1928-), ordenado presbítero em 1951, para o Instituto Pontifício de Música Sacra, na linha das recomendações do Magistério Universal. Nascido em Minde, próximo de Fátima, educado num ambiente familiar com tradições musicais, o Padre Carlos da Silva, estudou Canto Gregoriano, Órgão e Piano em Roma. Regressado a Portugal, foi, a partir de 1955, professor de Música, Canto Coral e História, de centenas de jovens candidatos ao sacerdócio, durante três décadas, no Seminário Diocesano de Leiria. Além disso, em 1957, passou a dirigir o Serviço de Música do Santuário e as grandes assembleias de peregrinos. Neste contexto se enquadram a composição de cerca de 50 cânticos marianos e o peso das suas composições litúrgicas e devocionais no repertório litúrgico-devocional de Fátima (cerca de 30%).

Melodista por formação e missão, o Pe. Carlos da Silva compôs geralmente para uma voz, com o objectivo de fomentar a participação da assembleia. Carlos Silva procura valorizar e amplificar o texto – daí o uso frequente de compassos mistos 2/4 e 3/4. Pelo uso da repetição e da imitação, com frases melódicas fluentes e equilibradas, potencia a participação colectiva. O refrão é, por vezes, estruturado em ABA (“A minha alma glorifica o Senhor”, “Feliz és tu, porque acreditaste”) ou ABCA (“Ó verdadeiro Corpo do Senhor”). Oriundo de uma freguesia com grandes tradições etnográficas e musicais, inspira-se na música de raiz popular, mas também no canto gregoriano. Cerca de 25% das suas melodias têm características modais e 75% uma base tonal. Em resposta a encomendas pontuais do Santuário, António Cartageno compôs “Totus tuus, Maria”, “Hino dos Pastorinhos”, (expressamente para a Beatificação em Maio de 2000, pelo Papa João Paulo II,) e “Venite adoremus Dominum”.

Na música erudita, a produção musical dedicada ou inspirada em Fátima é quase nula. Catorze anos depois das Aparições, foi executado no Teatro Nacional de São Carlos a oratória “Fátima” de Rui Coelho (n. 1892 – m. 1986), autor de várias óperas, sinfonias e sonatas. Composto sobre poema de Afonso Lopes Vieira (que também escreveu o texto do “Ave de Fátima”), a obra foi, nessa data, dirigida pelo próprio compositor. Em 1933, a obra foi executada com êxito no Teatro Guarany, Baía, no âmbito do I Congresso Eucarístico do Brasil, por 150 músicos, incluindo coros e orquestra. A direcção esteve a cargo do jesuíta Padre Luís Gonzaga Mariz, organizador do “Devocionário Musical” (1927, 1930). Pela primeira vez em Fátima, no Centro Pastoral Paulo VI e no âmbito do Congresso “Fenomenologia e Teologia das Aparições“, a obra foi apresentada a 10 de Outubro de 1997, com a participação dos coros do Santuário de Fátima, Paroquial de Alburitel, Chorus Auris, Gaudia Vitae, Choral Phydellius e da Orquestra Artave, sob a direcção do Cónego António Ferreira dos Santos.

A influência de Fátima na música, pela via devocional dos autores e intérpretes, é visível em alguns casos, tanto em Portugal como no estrangeiro, sendo significativa a canção “The Miracle of the Rosary“, cantada por Elvis Presley, escrita em 1960 pelo amigo Lee Denson (música e texto). O “rei do rock” pertencia à Igreja Evangélica Baptista, mas o seu amigo Lee Danson era casado com uma devota de Fátima. Nos anos 80, esta canção (que foi fora abençoada pelo Papa Paulo VI), foi cantada por Lee no Santuário de Fátima e no Carmelo de Coimbra, na presença da Irmã Lúcia.

III. REPERTÓRIO

As primeiras composições utilizadas em Fátima foram cânticos marianos conhecidos e adaptações de de Lourdes. O “Manual do Peregrino da Fátima“, reduzido em termos de repertório, aconteceu em 1926 e esgotou-se rapidamente.

As sucessivas edições, que foram incorporando novos cânticos, valorizavam mais a devoção (ao Coração de Jesus, ao Santíssimo Sacramento, a Nossa Senhora) do que a Liturgia, em Latim, e o tempo litúrgico. Nele, podemos encontrar “clássicos” da liturgia e da música sacra, como “O Salutaris”, “Pange Língua”, “Adoro Te devote”, “Lauda Jerusalém”, “Tantum Ergo”, ou “Te Deum laudamus”, “Salve Regina”. Em, português, “Hóstia santa, manso cordeiro”, “Ó anjos cantai comigo” (o cântico preferido de Jacinta Marto), “Santos Anjos e Arcanjos”, “Queremos Deus”, o “Ave de Fátima”, “Sobre os braços da Azinheira”, “Salve nobre padroeira”, “Virgem pura”, aparecem na edição de 1926. O repertório cresceria com “Bendizemos o teu nome”, “Senhora nossa”, e o “Adeus final” (“Ó Virgem do Rosário”) que hoje conhecemos.

O “Guia do Peregrino de Fátima”, (3ª edição, 1997), além das orações e informações úteis aos peregrinos e organizadores de peregrinações, valoriza a Liturgia das Horas e reflecte as mudanças introduzidas pelo II Concílio do Vaticano. Carácter litúrgico reflecte especialmente

o hinário “Canta, Povo de Deus” (1999), edição preparada pelo Padre Artur de Oliveira, para a Eucaristia e Ofício Divino. A inclusão de cânticos latinos e da Missa “De Angelis“, em continuidade com as anteriores edições musicais do Santuário, reflecte o carácter universal da Igreja e de Fátima, permitindo uma participação mais efectiva num contexto multilingue.

Na composição devocional, os cânticos mais conhecidos apresentam uma escrita homofónica claramente tonal, com utilização preponderante do modo maior. A melodia é pontualmente enriquecida por notas de passagem cromáticas e a duplicação à terceira. O compasso predominante é o quaternário 4/4 (“Sobre os braços da azinheira”, “Virgem pura”, “Salve nobre padroeira”, “Bendizemos o teu nome”), sendo caso mais raro o compasso ternário (“Ave de Fátima” e “Senhora nossa, Senhora minha”). Os esquemas rítmicos regulares facilitam a memorização. De modo a permitir a participação, o andamento, por vezes indicado na partitura, é lento, e o carácter marcial.

Tratando-se de cânticos a uma voz, para grandes massas populares, os cânticos não descem para um registo muito grave nem atingem um registo demasiado agudo. O seu âmbito não ultrapassa em muito a 8ª Dó-Dó, atingindo por vezes o Mi e excepcionalmente o Fá. Há contornos melódicos que se repetem; as frases são geralmente curtas, de acordo com a estrutura simples da poesia popular, em redondilha maior ou menor. Além da conjunção melódica, observa-se a predominância do intervalo de terceira, tanto maior como menor, sobre os outros intervalos que, exceptuando os aumentados, os diminutos e os de sétima, também são, por vezes, utilizados.

Fazendo a distinção entre cânticos litúrgicos (para a missa e outros sacramentos e liturgia das horas) e os cânticos devocionais (destinados a formas de oração mais livres), deve referir-se que os repertórios anteriores ao Concílio tinham características acentuadamente populares e devocionais; a partir do Concílio, o repertório ganha um forte pendor litúrgico, inspirado na tradição bíblica e no canto gregoriano sem rejeitar a influência do canto popular (Manuel Luís, Manuel Faria, Manuel Simões, Carlos Silva, António Cartageno, António Azevedo Oliveira, António Ferreira dos Santos).

Na produção musical pós-conciliar para Fátima, há uma predominância de linhas melódicas baseadas em segundas e pequenos saltos, na linha da influência gregoriana, compassos mistos 2/4 e 3/4, de acordo com os textos essencialmente bíblicos. O canto deixou o carácter nacionalista, o complexo de povo “escolhido”, a identificação da igreja com o estado (“não se chame português / quem cristão de fé não for”) para assumir um carácter mais cosmopolita e ecuménico.

Com o Padre Pedro Ferreira, OCD, a director do Secretariado Nacional de Liturgia, com o trabalho de Augusto Frade e António Cartageno, as edições do SNL prestam um importante serviço à música litúrgica em Portugal, com Cânticos para a Liturgia das Horas, para a Eucaristia, Salmos Responsoriais, Guiões do ENPL, Cânticos Instrumentados para Banda, Cânticos para crianças, colectâneas de autor (Carlos Silva e Ferreira dos Santos). Fátima tornou-se também o centro das edições musicais eclesiásticas e a “biblioteca” onde mais facilmente se podem adquirir, assumindo um papel que fora, de algum modo, desempenhado pela Tipografia Editorial Franciscana, em Braga, até aos anos 70.

No que se refere a registos de Fátima, o Padre João Caniço, SJ, preparou em Lisboa, em 1981, a gravação de uma cassete para as Missões da Consolata, intitulada “Cânticos de Fátima”, que teve várias edições. Em 1995, foi gravado um CD intitulado “Fátima. Cânticos. Lieder. Songs”, pelo Coro do Carmo de Beja sob a direcção de António Cartageno e Jaime Branco ao órgão, pela etiqueta Weto (Alemanha). O registo inclui “A treze de Maio”, “Senhora nossa, Senhora minha”, “Senhora, um dia descestes”, “Bendizemos o teu nome”, Sobre os braços da azinheira”, Senhora, nós vos louvamos”, “O Santíssima”, “Adeus de Fátima”.

A 12 de Outubro de 2004, foi apresentado à comunicação social o CD “Cânticos Marianos do Santuário de Fátima”, o primeiro editado pelo Santuário. Num projecto que teve a colaboração de Ismael Hernandez e Nicolas Roger, a edição contou com as vozes do Coro do Santuário, sob a direcção do Padre Artur de Oliveira, director do Coro e do Serviço de Música do Santuário. O registo inclui 14 cânticos emblemáticos de Fátima, os anteriormente referidos e “Avé Maria”, “Hino dos Pastorinhos”, “Ave, o Theotokos”, “Mater Ecclesiae”, “Magnificat”.

III. INSTRUMENTOS E ACTIVIDADE ORGANÍSTICA

Constituído por 62 sinos, dos quais o maior pesa três toneladas e o badalo 90 quilos, fundidos e temperados pelo bracarense José Gonçalves Coutinho, foi benzido em 1948 o carrilhão de Fátima, fruto das ofertas de muitos fiéis de todo o País.

Na linha das orientações universais da Igreja, o Padre António de Oliveira Gregório (n. 1925 – m. 1986), foi ordenado presbítero em 1948 e em 1950 partiu para o Instituto Pontifício de Música Sacra, onde concluiu a licenciatura em Canto Gregoriano e o Curso de Órgão (1956). Em Pádua, fez um estágio na firma “Fratelli Ruffatti”. Regressado de Roma, foi capelão, organista oficial e responsável pela Música no Santuário entre 1956-1986.

Num contexto de influência italiana, foi construído e montado pela “Famiglia Artigiana Fratelli Ruffatti”, em 1952, um grande órgão de tubos na Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, inaugurado por Filipe Rosa de Carvalho. O Órgão, apresentado na “Voz da Fátima” com grandes elogios às dimensões, qualidade estética e tecnologia, com 152 registos, cerca de 12000 tubos (o maior com onze metros e o menor com nove milímetros), ficou aquém do que se esperava em termos de rendimento. Numa basílica com demasiada reverberação, o órgão dispôs de três consolas distintas: a original, na tribuna, outra no recinto e outra no altar em que se encontra o sepulcro de Jacinta Marto.

Pela descoordenação causada, com a construção dos órgãos do Recinto e da Capelinha, acabou por ficar apenas a consola do coro alto, com cinco teclados e pedaleira. No mesmo espaço, em 1962, juntaram-se ao grande órgão e recitativo três corpos do grande órgão (positivo, eco e solo) que se encontravam no altar-mor, por detrás do trono do Santíssimo. Foram construídos novos tubos, a mecânica foi remodelada, a fachada tornou-se um belíssimo elemento decorativo, mas em 5 décadas o órgão apresentou muitos problemas que se prendem com o sistema electro-pneumático de transmissão, a pouca qualidade de certos materiais e a própria falta de manutenção.

Em 1985/1986, mais dois órgãos Ruffatti foram colocados, um na galeria fechada do Recinto e outro na Capela das Aparições. A capacidade sonora, as condições atmosféricas adversas (com acentuadas amplitudes térmicas) e o sistema de transmissão, electro-pneumático como o da Basílica, acabaram por ditar o fim dos órgãos ligados à presença do Padre António de Oliveira Gregório. Ismael Hernandez, organista sub-titular desde Abril de 1991, frequentou algumas Semanas Gregorianas, onde teve como professor de Direcção Coral Gregoriana Jos Lennards. Concluíu os Cursos Gerais de Canto Gregoriano e de Órgão no Centro de Estudos Gregorianos (actual Instituto Gregoriano de Lisboa), tendo tido como professores Júlia d’Almendra e Antoine Sibertin-Blanc e Joaquim Oliveira Bragança (Liturgia).

A aquisição de novos órgãos, já no séc. XXI, está associada a Nicolas Roger, organista francês nascido em Paris em 1952. No Consevatório de Paris, concluíu os estudos de Harmonia e Contraponto com os professores J. Lequien e P. Lantier e obteve o 1° Prémio de Estudos Superiores de Órgão no Conservatório Nacional de Angers sob a orientação do Professor André Isoir. Em França, foi titular do Órgão da Igreja Saint Martin – Saint Laurent e professor de Órgão no Conservatório Nacional de Orsay. Casado com uma portuguesa, Nicolas Roger instalou-se entre nós em 1997. Iniciou as funções de organista titular do Santuário a 1 de Fevereiro de 1998, começando em 1999 a dar aulas no Curso de Órgão do Santuário. Trabalhou no projecto dos novos órgãos, continuando a actividade concertística em Portugal e outros países da Europa.

Em 2001, o Boletim Informativo do Santuário tornava pública a decisão de substituir os órgãos do Recinto e da Capelinha das Aparições. Para a construção do órgão da Capela das Aparições foi escolhido o projecto Gerhard Grenzing, de Barcelona. O órgão foi concebido para o acompanhamento litúrgico, embora possa executar peças sacras no âmbito celebrativo. Limitado pelo espaço disponível, possui 12 registos, com dois manuais e pedaleira.

O órgão do Recinto, de Yves Koenig (Estrasburgo), totalmente mecânico, dispõe de 20 registos, repartidos por dois manuais e pedaleira. Foi concebido em primeiro lugar para as celebrações dominicais com acompanhamento de coro, desde a Páscoa à Festa de Todos os Santos e às peregrinações aniversárias, mas também para a classe de órgão da Escola de Música do Santuário. O órgão pode executar também muito repertório organístico. A sala do coro foi ampliada e melhorada em termos acústicos e técnicos, tendo capacidade para cem cantores.

Em 2003, chegou, além de um órgão para estudo de dois registos, um órgão de 13 registos para o coro da Basílica, junto à capela-mor, também do organeiro Gerhard Grenzing. Os concertos dominicais promovidos pelo Serviço de Música Sacra e realizados pelo organista titular e duas audições anuais públicas pelos alunos da Escola de Órgão de Tubos do Santuário de Fátima assumem cada vez mais um papel importante no diálogo do Santuário com a cultura, na fidelidade ao Magistério da Igreja, para além dos valores espirituais que promovem.

Sintomático do interesse que a Reitoria do Santuário reconhece à música e ao órgão de tubos foi o Congresso “O Órgão e a Liturgia Hoje” (20-22 de Novembro de 2003). Este Congresso nasceu de interrogações práticas, acústicas e económicas suscitadas pela perspectiva do órgão a construir na futura Igreja da Santíssima Trindade com capacidade para 9000 pessoas sentadas e na perspectiva de substituição do grande órgão da Basílica. A Comissão científica era constituída por João Peixoto Luís Silva, liturgistas, José González Uriol, organista, e Ruy Vieira Néry, musicólogo, sob a presidência de António Ferreira dos Santos.

O Congresso, que passou despercebido à Comunicação Social, contabilizou, incluindo conferencistas, convidados e participantes, 145 pessoas (organeiros, organólogos, musicólogos, directores de coro, organistas, compositores, liturgistas, professores). Entre os conferencistas, contam-se reconhecidos especialistas nacionais como Rui Vieira Nery (n. 1957) e José Maria Pedrosa Cardoso (n. 1942) e, no plano internacional, Franz Joseph Stoiber (n. 1959), Valentino Miserachs Grau (n. 1943), Johann Trummer, Fréderic Blanc, Felice Rainoldi (n. 1935), Klemens Schnorr (n. 1949), Sérgio Dias (n. 1960), David Eben (n. 1965), Andrzej Chorosinsky (n. 1949), Gerhard Grenzing. Em concerto, participaram o Coro da Sé Catedral do Porto e António Esteireiro, (dirigidos por Eugénio Amorim), João Vaz e Rui Paiva (n. 1961) aos órgãos de Mafra, Grupo Vocal Ançã-ble, dirigido pelo Padre Pedro Miranda, Coro Gregoriano de Lisboa, dirigido por Maria Helena Pires de Matos, Coro de Santa Maria de Belém, dir. Fernando Pinto e Coro Gulbenkian, dirigido por Fernando Eldoro.

V. CURSOS E ENCONTROS

Acessos rápidos desde o Alto Minho como desde o Algarve, aliados às boas condições logísticas, tornaram Fátima ainda mais central. A diversidade de encontros realizados conferem ao Santuário de Fátima maior importância musical litúrgica e, ao mesmo tempo, uma responsabilidade acrescida.

A partir de 1975, o Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica deu formação pastoral litúrgica e musical, promoveu a musicalização de textos da Liturgia das Horas e da celebração eucarística. Embora não seja especificamente musical, pela prática litúrgica em que a música tem um lugar destacado, o Encontro Nacional de Pastoral Litúrgica desempenha um papel relevante na educação litúrgico-musical das assembleias cristãs de Portugal. De 87 participantes, dos quais 53 eram padres, em 1975, até 1540, dos quais 1202 leigos, em 2004, o ENPL regista já o número de 29510 presenças de padres, consagrados e leigos empenhados na Pastoral Litúrgico-musical das comunidades cristãs, de norte a sul do País.

Pela prática musical que os acompanha, os cursos de animadores vocacionais, encontros de religiosos, peregrinações de movimentos e associações católicos, jornadas catequéticas, festivais da canção juvenil, “semanas” diversas (missionárias, bíblicas, de pastoral social) contribuem para a troca de experiências musicais e litúrgicas. A música (cânticos, acompanhamento de órgão, concertos corais e organísticos) é ouvida por grande número de pessoas que vão assimilando certo estilo de canto.

Sedeado em Fátima, o Serviço Nacional de Música Sacra, organismo que se insere no Secretariado Nacional de Liturgia, é presidido pelo Cónego António Ferreira dos Santos. Tem como objectivos o fomento da música sacra e litúrgica nas dioceses e comunidades cristãs em geral, a formação litúrgico-musical e a publicação de música.

O Curso de Música Litúrgica (1991-1994, 1995-1998, 2003-2006) tem desempenhado um papel importante na formação de organistas e directores de coro litúrgicos, sendo a aquisição de novos e melhores órgãos benéfica também nesse sentido. Frequentaram o curso António Esteireiro, Emanuel Pacheco e Filipe Veríssimo, Fernando Pinto, entre outros. Para alguns alunos, este contacto foi o estímulo a frequentarem o ensino superior nesta área.

Na fase de arranque, o Curso teve o importante contributo dos alemães Otmar Faulstich, Hubert Velten e Franz Joseph Stoiber. Entre os formadores portugueses, contam-se António Cartageno, António Azevedo Oliveira, Fernando Valente, António Mário Costa, Eugénio Amorim, Paulo Alvim, José Paulo Antunes, Emanuel Pacheco, Filipe Veríssimo e António Esteireiro.

Em Fátima, são recebidos coros oriundos de diversos países e regiões, com interpretações de música sacra na Basílica ou animação de eucaristias. Com apoio do Santuário e organização do SNMS, a I Jornada Nacional de Grupos Corais Litúrgicos (1990), o I Encontro Nacional de Pequenos Cantores (1992), o Jubileu dos Músicos (2000), o Encontro de Compositores de Música Litúrgica (2005) representam trabalho prévio com coros e músicos, mas também questões e novos desafios a aprofundar nas dioceses.

CONCLUSÃO

Se Júlia d’Almendra terá sido a primeira pessoa a aperceber-se, de forma consequente, da centralidade que Fátima podia ocupar em termos de Música na Igreja, os bispos, reitores, superiores religiosos e músicos foram criando e descobrindo condições para o encontro com a música litúrgica, a que não é alheia a centralidade geográfica, religiosa e social do Santuário.

Entre os reitores, Monsenhor Luciano Guerra (1973-) fica especialmente ligado à evolução da Música no Santuário, contribuindo com a sua parte na evolução da Música litúrgica ao longo de mais três décadas. Actualmente, a Secção de Música Sacra, enquadrada no Serviço de Pastoral Litúrgica, tem 5 sectores: Pessoas (responsável, organistas, coros, solistas), Programação (selecção e programação diária), Publicações (para uso interno e uso público), Acolhimento (música ambiente, concertos), Formação (Música, Órgão Litúrgico).

Superando opções nefastas em termos de património organístico, os desafios são grandes para o século XXI no sentido de melhorar a qualidade da execução litúrgica, a oferta de concertos espirituais, promoção da grande música sacra, diálogo com a música contemporânea.

Para o programa dos 90 anos das Aparições, em 2006/2007, foram encomendados um novo “Hino aos pastorinhos”, a Paulo Lameiro, uma oratória à Santíssima Trindade para a inauguração da nova Basílica, ao Cónego António Ferreira dos Santos, e outra sobre as Aparições de Fátima, ao Padre Cartageno. No âmbito de outras manifestações culturais, foi igualmente previsto um Festival da Canção sobre os Pastorinhos e um bailado.

Sendo a música praticada na Igreja um importante meio de formação/deformação, espera-se que Fátima assuma cada vez melhor um serviço de qualidade musical, sem substituir as dioceses, mas estimulando o seu desenvolvimento.

FONTES

ALMEIDA, J. C. P. – Missa coral em louvor de Nossa Senhora de Fátima. Braga, 1937;

BORDA, M. F. – Adeus. Cântico para o fim de Maio. Braga, 1951.

Cânticos de Fátima. Fátima: Missões Consolata, 1966;

FARIA, M. F. – Cântico para a coroação da Nossa Senhora de Fátima Rainha de Portugal. Braga: Missões Franciscanas, 1946;

FARIA, M. F. – Cântico para o Cinquentenário das Aparições de Fátima. Braga, 1967;

FARIA, M. F., Saudação a Nossa Senhora de Fátima Peregrina do Minho. Braga 1951;

Guia do Peregrino de Fátima. Fátima: Edição do Santuário de Fátima, 1990, 2 ed.;

LEÇA, A. – Torres Vedras a Fátima. Cântico da Peregrinação de 1951. Braga, 1951;

Manual do Peregrino de Fátima. Lisboa: União Gráfica, 1926, 1ª ed;

Manual do Peregrino de Fátima. Fátima: Edição do Santuário de Fátima 1950, 7 ed.;

OLIVEIRA, A. R., org. – Canta, povo de Deus. Fátima: Santuário de Fátima, 1999.

OLIVEIRA, A. R., org. – Guia do Peregrino de Fátima. Cânticos. Santuário de Fátima, 1998.

RAPOSO, M. J. – Angelus de Fátima. Cânone a 4 vozes. Porto: Ed. do Autor 1951;

50º Aniversário do Motu Proprio “Tra le sollecitudini” de S. Pio X, Fátima, Maio de 1954. Braga, 1954;

Peregrinação Nacional das Crianças a Fátima. Secretariado Nacional da Cruzada Eucarística . Braga, 1962;

Oração do Anjo diante do SS.mo Sacramento. Basílica do Santuário. Fátima, 1990;

SANTOS, J. G. – Missa em honra de Nossa Senhora de Fátima (2. v. i.). Braga: Comissão Bracarense de Música Sacra;

SILVA, Carlos – Orar Cantando. Fátima: Secretariado Nacional de Liturgia 2001.

TORRES, L. – Carrilhão de Fátima. Às mulheres de Portugal às quais se deve a iniciativa do novo Carrilhão para a Basílica de Fátima. Barcelos: Edição do Autor, 1945;

TORRES, L. – Ecos da romagem das juventudes católicas à Cova da Iria (13 de Maio de 1946 ). Braga: Edição do Autor, 1946;

TROCADO, J. F. – Hino Popular a Nossa Senhora de Fátima. Braga: Missões Franciscanas, 1948;

BIBLIOGRAFIA

ALMENDRA, J. – O 10º aniversário do Centro de Estudos Gregorianos, Canto Gregoriano, ano 6, nº 26, 1963, 7.

FERREIRA, A. J. – A Igreja e a Música, in A Igreja e a Cultura Contemporânea em Portugal, coord. Natália Correia Guedes e Manuel Braga da Cruz. Lisboa: Universidade Católica Portuguesa 2001, 2 ed;

ID. – Música e celebração: Magistério Pontifício do século XX. Vila Fria: Meloteca 2001;

ID. – Músicas na Igreja: Magistério das Congregações Romanas. Vila Fria: Meloteca 2001;

Versão longa de artigo publicado na Enciclopédia de Fátima. Lisboa: Principia 2007.

António José Ferreira

Grande órgão da Basílica de Fátima (antigo)

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Flauta pré-histórica descoberta na Alemanha

A EVOLUÇÃO TECNOLÓGICA DOS INSTRUMENTOS

Excerto de A Engenharia e a Música, Projeto FEUP 2013/2014 – Equipa 1M3_04, Diogo Antunes, Oleksandra Sidlovska, Rita Beco, Rui Costa, Tiago Rodrigues, Diogo Antunes, Oleksandra Sidlovska, Rita Beco, Rui Costa, Tiago Rodrigues

(…) A História dos instrumentos musicais de sopro começou há mais de 67 mil anos com a produção de som através de frutos secos ou de pedaços de plantas. Através de uma longa e rica evolução estes instrumentos chegaram até aos dias de hoje com variadíssimas formas e sonoridades, para as quais a engenharia teve um contributo muito significativo.

Quase todos os países têm um instrumento de sopro primitivo, no entanto são muito variadas as formas como eles evoluíram. Sabe-se, por exemplo, que os sul-americanos desenvolveram flautas de pã, enquanto os pastores de Zulu aumentaram a escala harmónica com instrumentos de uma nota apenas, através da vibração dos lábios.

Não obstante, ao mesmo tempo, instrumentos de sopro de diferentes civilizações como o Egipto, a China e a Samaria progrediram no mesmo sentido, criando aquela que é considerada uma das mais importantes etapas na História da música: a invenção dos orifícios na flauta. Estes foram progressivamente aumentando em número, o que permitiu aos músicos tocar uma maior variedade de notas (melódicas e harmónicas).

Posteriormente, surgiram constantes mudanças na flauta, mas as dedilhações destes instrumentos continuavam a ser difíceis. Este problema só viria a ser resolvido pela engenharia, séculos mais tarde.

Foi já no século XIX, no apogeu da música clássica, que compositores, instrumentistas e fabricantes de instrumentos confluíram numa verdadeira revolução musical. A par deste ambiente, a engenharia evoluía a um ritmo extraordinário, aplicando também as suas inovações no campo da música.

Foi em particular o alemão Boehm que virou uma página na História dos instrumentos de sopro de madeira. Defendendo que era necessário um orifício para cada nota da escala cromática, dimensionou orifícios posicionados de acordo com seus princípios acústicos e não pela conveniência do dedilhado.

Para conseguir controlar os orifícios distantes, criou o sistema mecânico Boehm, com chaves (peças metálicas em forma de anel que tapariam os orifícios). Esta inovação teve um enorme êxito, tendo sido aplicados sistemas semelhantes a outros instrumentos, como o clarinete e o saxofone. (…)

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Presépio da Madre de Deus. Séc. XVIII. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa

Adeste Fideles: quem é o autor?

por Rui Vieira Nery

Todos os anos, mais ou menos por esta altura, há uma alma patriótica que desenterra não se sabe bem de onde, com a melhor das intenções o disparate musicológico absoluto da atribuição do conhecido hino de Natal “Adeste fideles” ao nosso Rei D. João IV, o que desperta logo uma corrente interminável de “likes” de orgulho nacional.

Tocador de violino. Machado de Castro. Séc. XVIII. Basílica da Estrela, Lisboa

Tocador de violino. Machado de Castro. Séc. XVIII. Basílica da Estrela, Lisboa

Ano sim, ano não, a irritação profissional pela perpetuação desta atoarda faz-me tentar desmentir como posso o boato (tanto mais que a figura de D. João IV, sobre quem trabalho há quase quarenta anos, nos deve merecer a todos o maior respeito pelo seu papel inimitável de protector da Música e dos músicos portugueses do seu tempo, e não precisa para tal desta atribuição abusiva de paternidade musical).

Aqui fica, pois, mais uma vez, o devido esclarecimento, embora sabendo que estarei provavelmente a pregar no deserto, porque a mística do mito tem sempre mais força do que qualquer argumento racional.

  1. O “Adeste fideles” é uma obra composta em harmonia funcional inteiramente tonal, com acompanhamento de baixo contínuo, num estilo absolutamente incompatível com a prática musical do tempo de D. João IV, que morreu em 1656. Atribui-lo ao nosso Rei ou a qualquer compositor europeu da sua geração seria sensivelmente o mesmo disparate do que dizer que Bach poderia ter escrito da “Nona Sinfonia” de Beethoven ou que Brahms poderia ter sido o autor da “Sagração da Primavera”…
    2) Como se isto não bastasse, o próprio texto “Adeste fideles” não consta de quaisquer livros litúrgicos antes do século XVIII, até à sua edição por John Francis Wade no início da década de 1740, embora possa ter sido baseado, remotamente, num texto medieval. Estes dois argumentos deveriam ser suficientes para qualquer pessoa que saiba alguma coisa de Música do século XVII. Mas deve referir-se ainda que:
  2. É absolutamente falso que existam em Vila Viçosa quaisquer manuscritos do início do século XVII – ou de qualquer outro período, por sinal, até pelo menos meados do século XX – com esta obra. Trata-se de uma invenção surrealista de quem escreveu o artigo “Adeste fideles” da Wikipedia portuguesa.
  3. Nenhuma das várias fontes contemporâneas de D. João IV que enumeram detalhadamente as suas composições refere que ele tenha composto qualquer “Adeste fideles” (o que em qualquer caso não poderia ter feito porque o texto ainda não existia). E mesmo quando no final do século XVIII começou a haver a moda de atribuir arbitrariamente ao Rei obras anónimas, como o “Crux fidelis” ou o “Adjuva nos”, nunca o “Adeste fideles” foi sequer incluído nestas falsas atribuições.
    De onde nasceu então o mito da atribuição a D. João IV? É simples:
  4. Ao “Adeste fideles” foi dado o nome de “Portuguese Hymn” em várias publicações inglesas porque esta composição era cantada na capela da Embaixada de Portugal em Londres, que até à legalização do culto católico em Inglaterra, com a promulgação do Roman Catholic Relief Act de 1829, era um dos únicos locais em que ele podia ser celebrado em território britânico. Vincent Novello (1781–1861), que foi a partir de 1797 Mestre de Capela e Organista da Capela Portuguesa, publicou em 1811 uma colectânea intitulada A Collection of Sacred Music, as Performed at the Royal Portuguese Chapel in London que teve depois grande influência na constituição de um repertório católico inglês, e como “Adeste fideles” estava nela incluído passou a ser conhecido como o “Hino Português” e assim se foi divulgando no mundo católico internacional. Mais tarde seria incluído, numa versão “pseudo-gregoriana”, no próprio “Liber Usualis” editado na sequência da reforma litúrgica de Pio X, no início do século XX.
  5. A atribuição da obra a D. João IV é, pois, uma fantasia romântica sem qualquer fundamento, cuja origem é hoje impossível de datar com precisão, mas que não é sustentada por nenhum – absolutamente nenhum – dos autores que estudaram a vida e obra de D. João IV, de Joaquim de Vasconcelos e Ernesto Vieira a Mário de Sampaio Ribeiro e Luís de Freitas Branco, o que sugere que tenha surgido já em meados do século XX.
    Quem é então o autor do “Adeste fideles”?
  6. Não sabemos, pura e simplesmente, mas a natureza da própria música indica que não poderá ter sido composto antes do último quarto do século XVII e mais provavelmente já em inícios do século XVIII. Vincent Novello, quando publica o seu arranjo da obra, atribui-a a John Reading, organista do Winchester College que morreu em 1692, mas a primeira versão escrita que se conhece é de John Francis Wade (1711 – 1786), e sendo Reading protestante e Wade um católico assumido, que se exilou inclusive no Continente por lealdade à causa do Pretendente Stuart, seria mais natural que a Capela da Embaixada Portuguesa adoptasse uma obra sua do que uma da composição de um anglicano.

Rui Vieira Nery (artigo publicado no Facebook)

Presépio da Madre de Deus. Séc. XVIII. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa

Presépio da Madre de Deus. Séc. XVIII. Museu Nacional do Azulejo, Lisboa

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ESMAE, Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo

BIBLIOGRAFIA DE TESES SOBRE MÚSICA

Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo

[ Artigo em desenvolvimento ]

A gravação vídeo como ferramenta de autorregulação na aprendizagem de clarinete, Maria Francisca Pinheiro Aidos Tomás, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

A inclusão de reportório alternativo através do modelo de audição-reprodução-assimilação, no ensino formal da guitarra, Luís Pedro Marques Poças, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

A pedagogia pianística do compositor Carl Czerny (Viena 21 de fevereiro de 1791 – 15 de julho de 1857), e os “estudos” das obras 299 e 500, João Paulo da Costa Moreira, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

Adaptação de repertório tradicional açoriano para o ensino do clarinete, Valter Alberto Nicolau da Ponte, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

As transcrições de Liszt – proposta de análise e interpretação das obras “Gretchen am Spinnrade” e “Widmung”, Nuno Queirós Moreira Lopes, 2020. Consulte AQUI.

Callejon de la Luna (Taranta) de Vicente Amigo e a sua aplicação no ensino da guitarra, José Pedro Campos Costa Lima, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

Estudo em torno dos possíveis benefícios da introdução da disciplina de fonética no currículo do curso básico de música, na vertente de canto lírico, Tânia Oliveira Esteves. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

Estudo sobre a utilização das obras portuguesas para clarinete e piano no ensino básico e secundário de música, Sara Márcia Meireles Costa, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

Francis Kleynjans: o contributo didático dos estudos para guitarra Estudines e Cinq Nouvelles Estudines, António Maria Mendes do Vale, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

Harmonia e ritmopoiesis: potencial criativo no conceito de número sonoro, Tiago Alexandre Faro Cardoso Sá Cortez, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

Humor e música: delineação de processos composicionais e a sua aplicação na composição, Eduardo Portela Serra, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

Leitura à primeira vista na marimba: o reconhecimento de padrões musicais no caminho para a autonomia, Jonathan Andrés Esteves da Silva, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

Linhas de fuga: a música pop como material para uma prática composicional, João Luís Pinho Vilar, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

Quem canta seus males espanta – o uso do canto como estratégia para uma aprendizagem musical mais consciente, Mariana da Costa Morais, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

Reflexão e contributo para a estrutura curricular do curso profissional de instrumentista de jazz passados dez anos da sua homologação, Davide Humberto Martins Fournier, 2020. Consulte AQUI. [ ESMAE – DM – Ensino de Música]

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Susana Sardo, musicóloga

BIBLIOGRAFIA DE TESES

Teses elaboradas no século XX sobre Música em Portugal

Projeto em desenvolvimento

Joly Braga Santos (1924-1988): estudos analíticos e estilísticos a partir das suas principais obras, Anabela de Sousa Bravo Simões, Universidade de Aveiro: Departamento de Comunicação e Arte [Doutoramento em Música]

A música na liturgia bracarense nos séculos XII e XIII, Jorge Alves Barbosa, 1993, Modus, vol. III, 1989-1992: pp. 81-271. Lisboa: Instituto Gregoriano de Lisboa. Magistério – Canto Gregoriano (1991), Instituto Pontifício de Música Sacra, Roma, Itália.

«Aptos, preparados ou esclarecidos?»: Contribuição para o estudo da aptidão musical, Helena Maria Ferreira Rodrigues da Silva, 1993. [Tese policopiada]. 1 vol. (VI, 205 pp.) M.C.E.- Psicologia da Educação, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra.

«Batuko é nôs alma é nôs tera»: uma abordagem etnomusicológica de uma tradição das mulheres de Santiago, Cabo-Verde, na Amadora, Jorge Manuel de Mansilha Castro Ribeiro, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas [Mestrado em Ciências Musicais, Etnomusicologia]

«Brush up your Shakespeare»: para uma integração de «Kiss me, Kate» de Cole Porter no contexto musical da Broadway, Paula Cristina Baptista Pina, 1996. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: 245 pp.; 2°: n.p.) M.L.C.N.A., Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa.

«Composer»: un logiciel de composition assisté par ordinateur écrit en langageMAX, Carlos Miguel Marques da Costa Caires, Diplôme d’Études Approfondies (D.E.A.) – Esthétiques, technologies et créations artistiques -Musique, Universidade de Paris VIII (SaintDenis), França.

«Essa pobre filha bastarda das Artes»: A Escola de Música do Conservatório Real de Lisboa, 1842-1862, Joaquim Oliveira Carmelo Rosa, Musicologia Histórica, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas [Mestrado em Ciências Musicais]

«Frank Zappa»: Répertoire, recensement et sélection des vidéos (une critique de la sociéte à travers la musique et les arts visuels), Régine Aguilar Gonçalves, 1998. [Tese policopiada]. 1 vol. (III, 105, XXV pp.) Maitrise, Faculdade de Música e Musicologia, Universidade de Paris – Sorbonne (Paris IV), França.

«Mandó»: um género performativo em Coa, Susana Sardo, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas [Doutoramento em Ciências Musicais, Etnomusicologia]

«Orphéoniser la Nation» ou les politiques musicales de l’État Nouveau portugais dans les années 30/40, Manuel Pinto Deniz Silva, Paris (França) Universidade de Paris VIII (Saint-Denis) [ Doutoramento em Estética, Ciências e Tecnologia das Artes – Música ]

«Poesia per Musica»: A música e a palavra nas obras corais «a cappella» de Fernando Lopes-Graça, Mário Mateus, Universidade Nova de Lisboa: Faculdade de Ciências Sociais e Humanas [Doutoramento em Ciências Musicais, Musicologia]

«Porquê sou Filarmónico?» Um estudo etnomusicológico sobre a Filarmónica na Sra. da Gaiola, Paulo Jorge Santos Lameiro, Mestrado em Ciências Musicais, Etnomusicologia, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

«Ranchos folclóricos»: A Strategy for Identity among Portuguese Migrants in New ]ersey, João Filipe Soutelo Soeiro de Carvalho, 1990. [Tese policopiada]. 1 vol. (III, 88 pp.) M.A., Faculdade das Artes e das Ciências, Universidade de Columbia, Nova Iorque, Estados Unidos da América.

«Soli Deo gloria». Um contributo interdisciplinar para a fundamentação da dimensão musical da liturgia cristã, José Paulo da Costa Antunes, 1996. Col. Biblioteca Humanística e Teológica, n. 10. Porto: Universidade Católica Portuguesa; Fundação Eng. António de Almeida, 1996. Universidade de Regensburg, Alemanha [Ph.D.]

«Tratado de música mensurável» de Mateus de Aranda, José Filomeno Martins Raimundo, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras [Mestrado em Ciências Musicais]

«Vox Phenomena»: a manifestação do imperceptível, António Gabriel de Castro Correia Salgado, Reino Unido, Universidade de Sheffield [ Doutoramento, Estudos de interpretação – Canto ]

A «Mousiké» na tragédia de Eurípides, Aires Manuel Rodeia dos Reis Pereira, 1994. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: 271 pp.; 2°: 265 pp.) Doutoramento em Ciências Musicais, Musicologia Histórica, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

A actividade musical da Sé de Braga no tempo do Arcebispo D. Frei Agostinho de Jesus (1588-1609), Elisa Maria Maia da Silva Lessa, 1992. 1 vol. (141 pp.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra [Mestrado em Ciências Musicais]

A Brigada Vitor ]ara e a recriação da música tradicional portuguesa (1975-2000), Maria João Lima, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais, Etnomusicologia]

A Capela Musical da Sé de Braga no arcebispado de D. Gaspar de Bragança (1758-1789), Manuel Lopes Simões, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (127 pp.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

A Colegiada de Santa Maria de Alcáçova de Santarém: a música litúrgica nos seus usos e costumes, Cristina Emília Duarte Serrão Penteado, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (89 pp.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

A disciplina de canto coral no período do Estado Novo: contributo para a história do ensino da educação musical em Portugal, Maria José Conde Artiaga Barreiros, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais, Musicologia Histórica]

A educação musical no 1° ciclo do ensino básico: ordenamento jurídico e realidade educativa, um projecto de mudança, José Augusto de Pinho Neno, 1995. Santarém: Escola Superior de Educação, Instituto Politécnico de Santarém. M.C.E.- Análise Social e Administração da Educação (1994), Universidade de Aveiro.

A escola pianística portuguesa no século XIX, Francesco Esposito, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Doutoramento em Ciências Musicais, Musicologia]

A fé e o canto. Ensaio de leitura teológica do canto religioso em Português (1903-1963), António José Leite Ferreira, 1991. [Tese policopiada]. 1 vol. (111 pp.) Faculdade de Teologia, Universidade Católica Portuguesa, Porto. [ Licenciatura em Teologia]

A geração portuguesa de Darmstadt: a música de piano da vanguarda portuguesa, Francisco José dos Santos Barbosa Monteiro, Universidade de Sheffield (Reino Unido) [Ph.D. Estudos de interpretação]

A iconografia musical na cidade de Coimbra, Maria do Amparo Carvas Monteiro, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (142, CLXXIII pp.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

A indústria musical em Portugal, Carla Maria Lopes Martins, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas [ [Mestrado em Ciências Musicais, Etnomusicologia]

A missa «Pro defunctis» na Escola de Manuel Mendes: ensaio de análise comparada, Rui Miguel Cabral Lopes, 1996. [Tese policopiada]. 3 vol. (1°: 213 pp.; 2°: n.p.; 3°: 85 pp.) Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais]

A música e a reconstrução da identidade: um estudo etnomusico1ógico do «Grupo de Danças e Cantares da Casa de Coa» em Lisboa, Susana Bela Soares Sardo, 1994. [Tese policopiada]. 1 vol. (VII, 219 pp.) Provas de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica – Etnomusicologia, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

A música em Portugal entre 1580 e 1706: contribuições para o estudo de um século esquecido, Maria Adriana de Matos Fernandes Latino, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Doutoramento em Ciências Musicais]

A música em São Luís do Maranhão no período imperial: o arquivo do Padre João Mohana, Alberto Pedroso Dantas Filho, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais Históricas]

A música na Sé de Castelo Branco: apontamento histórico e catálogo dos fundos musicais, Maria Luísa Faria de Sousa Cerqueira Correia Castilho, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (165 pp.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

A música na Universidade de Coimbra, Maria do Amparo Carvas Monteiro, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras [Doutoramento em Ciências Musicais Históricas]

A música no universo juvenil: práticas e representações, Pedro Manuel Simão Belchior Nunes, 1997. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: 316 pp.; 2°: 92 pp.) M.S.A.R.P., Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

A música nos presépios setecentistas, Maria de Lurdes de Sousa Álvares Ribeiro, 1996. [Tese policopiada]. 2 vol. (1°: 137 pp.; 2°: n.p.) M.H.A., Faculdade de Letras, Universidade do Porto.

A música orquestral de Jorge Peixinho: técnicas de composição e linguagem musical, Eugénio Zoudilkine, Departamento de Comunicação e Arte, Universidade de Aveiro [ Doutoramento em Música, Composição ]

A música religiosa de Marcos Portugal, António Jorge Marques, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas [D.C.C.]

A música tradicional de Lafões: o processo aculturativo dum repertório de música vocal no decurso do séc. XX, António Vicente de Figueiredo, 1995. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: VI, 229 pp.; 2°: 203 pp.) M.L.C.P., Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

A música tradicional de Penha Garcia: continuidade e mudança, Flávio Alexandre Neves Correia de Pinho, 1995. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: 226 pp.; 2°: 163 pp.) M.L.C.P. – Culturas Regionais Portuguesas, Departamento de Estudos Portugueses, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

A música tradicional na região urbana de Coimbra, Avelino Rodrigues Correia, Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

A obra de José Maurício na génese da pedagogia musical em Portugal, Rui Paulo de Moura Branco Simões, Universidade de Coimbra: Faculdade de Letras [Mestrado em Ciências Musicais]

A orquestra e os instrumentistas da Real Câmara de Lisboa de 1764 a 1834, Joseph Elisée Albert Scherpereel, 1985. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. [Edição bilingue, em português e francês.] Ph.D. (1974), Universidade da Califórnia do Sul (University of Southern California), Los Angeles, Estados Unidos da América.

A poesia oral em Baião, Carlos Manuel Teixeira Nogueira, 1999. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: 206 pp.; 2°: 124 pp.) Mestrado em Estudos Portugueses e Brasileiros, Faculdade de Letras, Universidade do Porto.

A Portuguese source of Seventeenth-Century Iberian organ music: Manuscript no. 1577, Loc. B, 5, Municipal Library, Oporto, Portugal, Barton Hudson, 1961. [Tese policopiada de microfilme (UMI)]. 2 vol. (1 °: IV, 1-130, X, 1-210; 2°: III, 211-414, III, 415-619) Ph.D. – Musicologia, Universidade de Indiana, Bloomington, Estados Unidos da América.

A prática e o ensino de música na Misericórdia do Porto, Marta de Figueiredo Fernandes Seca, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras [Mestrado em Ciências Musicais]

A reforma do ensino da música no contexto das reformas liberais: do Conservatório Geral da Arte Dramática de 1836 ao Conservatório Real de Lisboa de 1841, Jorge Alexandre Cardoso Marques da Costa, M.C.E. – Sociologia das Organizações Educativas, Universidade do
Minho, Braga.

A sonata para instrumentos de tecla com acompanhamento no início da era clássica, Helena Paula Marinho Silva Carvalho, Ph.D., Estudos de interpretação, Universidade de Sheffield, Reino Unido.

A teoria musical em Frei Domingos do Rosário, Manuel de Jesus da Silva e Sousa, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras [ Mestrado em Ciências Musicais]

A theory of modulation: the plastic model of tonal syntax, José Miguel Ribeiro Pereira, Nova Iorque (Estados Unidos da América) Universidade de Columbia [Ph.D.]

A tipologia do órgão na obra de Frei José de Santo António Ferreira Vilaça, Teresa Alves de Araújo, 1996. [Tese policopiada]. 3 vol. (1 °: IX, 173 pp.; 2°: 138 pp.; 3°: 253 pp.) Universidade do Porto, Faculdade de Letras [M.H.A.]

A vida social e a música no Porto na segunda metade do século XIX: o papel das colectividades, Helena Maria Correia Ribeiro, Universidade de Coimbra: Faculdade de Letras [Mestrado em Ciências Musicais]

Actividades lúdicas de expressão musical, motora e verbal: análise do repertório infantil dos sete aos dez anos no Concelho de Campo Maior, Fernanda Aurélia Salgueiro Magno Prim, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (V, 358 pp.) M.L.C.P. – Culturas Regionais Portuguesas, Faculdade de Ciências

Acústica de auditórios para música, Pedro Martins da Silva, 1975. [Tese policopiada]. 1 vol. (38 pp.) Prova Complementar de Doutoramento, Instituto Superior Técnico, Lisboa.

An annotated bibliographyon Coptic Music, Salwa El-Shawan, 1975. [Tese policopiada]. 1 vol. (119 pp.) M. Phil. – Ciências Musicais, Universidade de Columbia, Nova Iorque, Estados Unidos da América.

Análise crítica da programação da RDP-2 Rádio Cultura, Maria Luísa Prado de Castro Martins, 1994. [Tese policopiada]. 1 vol. (IV, 140 pp.) M.C.C., Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

Analyse de «Rituel in memoriam Bruno Maderna» de Pierre Boulez: démonter une cérémonie, Emanuel João Enes Marcelino, 1999. [Tese policopiada]. 1 vol. (109 pp.) Maitrise en musique – UFR Arts, Philosophie et Esthétique, Universidade de Paris VIII (Saint-Denis), França.

António da Silva Leite (1759-1833): aspectos seleccionados da vida e obra, José Paulo Torres Vaz de Carvalho, 1993. [Tese policopiada]. 3 vol. (1 °: 166 f; 2°: n.p.; 3°: n.p.) M.C.M., Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra.

Arp Schnitger, dois órgãos congêneres de 1701: suas destinações atuais e características técnicas, Marcello Martiniano Ferreira, 1991. Niterói, Rio de Janeiro, Brasil: edição particular. D.M., Musicologia (1985), Instituto Pontifício de Música Sacra, Roma, Itália.

Artur Santos: precursor da etnomusicologia em Portugal, Cristina Brito da Cruz, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais, Etnomusicologia]

As «Canzonette» na obra de Policarpo José da Silva (1745-1803), Miguel Ângelo de Faria Couto Martins Ribeiro, 1995. [Tese policopiada]. 2 vol. (1°: XI, 129 pp.; 2°: IV, 201 pp.) Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais]

As cantigas de D. ]oan Garcia de Guilhade (trovador do século XIII): edição crítica, com notas e introdução. Oskar Nobiling, 1907. [Bona]: K. B. Hof- und Universitãt- Buchdruckerei von Junge & Sohn, Doutoramento, Faculdade de Filosofia, Universidade de Bona, Alemanha.

As escolas de piano europeias: tendências nacionais da interpretação pianística no século XX, Sofia Inês Ribeiro Lourenço da Fonseca, D.M., Departamento de Comunicação e Arte, Universidade de Aveiro.

As obras para conjuntos de câmara de João Domingos Bomtempo (1775-1842): levantamento e análise, Maria Clara Ferreira Canelhas Correia, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (178 pp.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

As seis missas «Ab initio et ante saecula creata sum» do «Liber Tertius Missarum» de Frei Manuel Cardoso, Filipe Santos Mesquita de Oliveira, 1995. [Tese policopiada]. 2 vol. (II, 162 pp.; 115 pp.) Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais]

As sonatas e as sonatinas para piano solo de Fernando Lopes-Graça, Patrícia Carla Ferraria Lopes Bastos, D.M., Departamento de Comunicação e Arte, Universidade de Aveiro.

As Vésperas de João de Sousa: para o estudo do salmo «concerta to» em Portugal em meados do século XVIII, Cristina Isabel Videira Fernandes, 1997. [Tese policopiada]. 3 vol. (1 °: XIV, 251 pp.; 2°: XV, 141 pp.; 3°: IV, 163 pp.) Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais]

Aspectos do cancioneiro popular açoreano, José de Almeida Pavão Júnior, 1981. Ponta Delgada. Doutoramento em Filologia Românica (1980), Universidade dos Açores, Ponta Delgada.

Avaliação da aptidão musical em crianças do 1° ciclo de escolaridade: aferição do teste «lntermediate Measures of Music Audiation» (I.M.M.A.) para a área educativa de Lisboa, Helena Maria Ferreira Rodrigues da Silva, 1997. [Tese policopiada]. 1 vol. (XIII, 299 pp. + 2 cassetes áudio) Doutoramento em Psicologia, Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, Universidade de Coimbra.

Boécio «De Musica»: introdução, tradução e notas, Luís Manuel Gaspar Cerqueira, 1990. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 o v.: 257 pp.; 2° v.: 199 pp.) M.L.L., Faculdade de Letras, Universidade de Lisboa.

Carlos Seixas: The development of the keyboard sonata in Eighteenth-Century Portugal. A lecture recital together with three recitais of selected works of ]ohann Sebastian Bach, Samuel Barber, Ludwig van Beethoven, Frederic Chopin, César Franck, Sergei Prokofieff, and Alexander Scriabin, Brian Jerome Allison, 1982. [Tese policopiada de microfilme (UMI)]. 1 vol. (10, XII, 24 pp.) D.M.A. – Interpretação Pianística, Universidade do Texas do Norte (University of North Texas ou North Texas State University), Denton, Estados Unidos da América.

Chorinhos brasileiros, Maristela Cardoso, Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Composição e tecnologias: estratégias de ensino, Mário José Oliveira Relvas de Assunção, M.A. – Educação Musical, Universidade de Surrey Roehampton, Londres, Reino Unido.

Conservatório de Música de Aveiro: as representações e os seus efeitos organizacionais, Alcino dos Santos Cartaxo, 1994. 1 vol. (389 pp.) M.C.E., Análise Social e Administração da Educação, Universidade de Aveiro.

Construção de instrumentos de corda e arco em Portugal, Fernando José Calegares Duarte. Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Contributo para o estudo da música religiosa de Francisco Antônio de Almeida, João Paulo Janeiro. Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais, Musicologia Histórica]

Crendices, usos, costumes e reminiscências pagãs nos ritos funerários do Alto Minho, José Inácio Alves Ribeiro, 1968. [Tese impressa]. 1 vol. (100 pp. + mapa do Alto Minho em anexo) Licenciatura em História, Universidade do Porto.

D. Francisco de Santa Maria: cantor-mor de Sta. Cruz de Coimbra, Pedro Carlos Lopes de Miranda, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras [ [Mestrado em Ciências Musicais]

Der portugiesische Komponist João Domingos Bomtempo, Patricia Heineken, 1995. [Tese policopiada]. 1 vol. ( 148 pp.) M.A. , Musicologia, Faculdade de Filosofia e História, Universidade Ruprecht-Karls, Heidelberg, Alemanha.

Determinantes do desenvolvimento musical de crianças nos primeiros anos de educação musical no Ensino Básico, Maria da Graça Parente Figueiredo da Mota, 1997. [Tese policopiada]. 1 vol. (283 pp.) Ph.D.- Psicologia da Música, Universidade de Keele, Reino Unido.

Edição crítica de uma ópera de Augusto Machado, António José Vassalo Neves Lourenço, D.M.A., Universidade de Cincinnati, Ohio, Estados Unidos da América.

Elliot Carter: le rapport avec la musique européenne dans le domaine du rythme et du temps, Maria do Rosário da Silva Santana, 1998. [Tese policopiada]. 1 vol. (499 pp.) Doctorat- Musicologie, Universidade de Paris – Sorbonne (Paris IV), França.

Espace-temps dans «Gruppen» de Karlheinz Stock.hausen, Mário Pedro do Amaral Ribeiro e Tomaz, 1998. [Tese policopiada]. 1 vol. (157 pp.) Diplôme d’Études Approfondies (D.E.A.) – Música e Musicologia do Século XX, Escola de Estudos Superiores em Ciências Sociais (École des Hautes Études en Sciences Sociales)/Universidade de Sorbonne/ /CNRS/IRCAM, Paris, França.

Estudo e edição prática de uma ópera portuguesa do século XVIII: «11 mondo della luna», música de Pedro Antônio Avondano, libreto de Carla Goldoni, Jorge Manuel da Matta (Mata) Silva Santos, 1994. [Tese policopiada]. 4 vol. (1°: 232 pp.; 2°: 1-150 pp.; 3°: 151-287 pp.; 4°:288-317 pp.). Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais]

Evolução do ensino da música em Portugal numa perspectiva histórico-normativa, Maria Paula do V alie Moura da Costa Magalhães Dias. Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Figuras/presenças: importância e funcionalidade da recorrência a símbolos e mitos culturais no ensino da interpretação musical, Jorge Manuel Salgado Castro Correia, Ph.D., Estudos de interpretação, Universidade de Sheffield, Reino Unido.

Fingering and hand position: A study of some of the implications of fingering in piano performance, Luís Filipe Barbosa Loureiro Pipa, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (54 pp.) M.Mus. – Estudos de interpretação, Universidade de Reading, Reino Unido.

Francisco Carro, Mestre da Capela Real de Lisboa (ca. 1590/1623): o «Livro de Antífonas, Missas e Motetes» publicado em Lisboa em 1609, Maria Adriana de Matos Fernandes Latino, 1992. [Tese policopiada]. 2 vol. (1°: 177 pp.; 2°: XIV, 232 pp.). Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Francisco de Sá Noronha e «L’Arco di Sant’Anna»: para o estudo da ópera em Portugal (1860-1870), Luísa Mariana de Oliveira Rodrigues Cymbron, 1990. [Tese policopiada]. 1 vol. (201 pp.) Prova de Aptidão Pedagógica e Capacidade Científica, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

Francisco Lopes Lima de Macedo – compositor em Coimbra nos meados do século XIX, César Augusto Coutinho da Silva Nogueira, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras [Mestrado em Ciências Musicais]

Historial pedagógico e inovações de vanguarda no ensino de piano, Maria de Lurdes de Sousa Álvares Ribeiro, Universidade de Aveiro, Departamento de Comunicação e Arte [Doutoramento em Música]

Impressions of the «Rising Sun»: Operatic images of ]apan, Domingos Catalim Telles da Gama de Mascarenhas, Universidade de Leeds (Reino Unido), Departamento de Música da Faculdade de Artes [Ph.D. Musicologia]

Interpretação e educação musical. Formação de instrumentistas e teoria da interpretação musical: estudo comparativo, Francisco José Dias Santos Barbosa Monteiro, 1994. [Tese policopiada]. 1 vol. (162, 32 pp.). Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Italianismos musicais: sistematização e entrada na língua portuguesa, José Bento da Silva, 1997. [Tese policopiada]. 1 vol. (IX, 194 pp.) M.L.P.H., Curso de Humanidades, Faculdade de Filosofia, Universidade Católica Portuguesa, Braga.

Jerónimo Francisco de Lima (1741-1822): aberturas de óperas e de serenatas, Anabela de Sousa Bravo Simões, 1994. [Tese policopiada]. 2 vol. (1°: VIII, 114 pp.; 2°: III, 149 pp.). Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

João de Sousa Carvalho (1745-1799/1800): catálogo comentado das obras existentes nos principais arquivos e bibliotecas de Portugal, Carlos Humberto Nobre dos Santos Luiz, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (349 pp.). Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

La dynamique d’orchestre dans l’oeuvre de João Domingos Bomtempo, Ladan Taghian Eitekhari, 1993. [Tese policopiada]. 1 vol. (82 pp.) Diplôme d’Études Approfondies (D.E.A.) – Esthétique, Sciences et Technologie des Arts, Universidade de Paris VIII (Saint-Denis), França.

La problématique de la forme dans la production musicale de Pierre Boulez et Karlheinz Stockhausen entre 1952 et 1965, Mário Pedro do Amaral Ribeiro e Tomaz. Paris, França: École des Hautes Études en Sciences Sociales. [ Doutoramento em Música e Sociologia do Século XX ]

Le traitement sonore en temps réel: analyse pragmatique de son intégration dans la composition musicale, Emanuel João Enes Marcelino, Universidade de Paris VIII (Saint-Denis) (França) [Diplôme d’Études Approfondies, D.E.A.- Artes de Cena e do Espetáculo – Música]

Lectures scéniques actuelles: esthétiques différencielles du drame lyrique au début du XXe siecle, Paula Cristina Roberto Gomes Ribeiro Brandão, Doctorat – Esthétique, Sciences et Technologie des Arts -Musique, Universidade de Paris VIII (Saint-Denis), França.

Les modes grégoriens dans l’oeuvre de Claude Debussy, Júlia d’Almendra, ed. rev. et aug. Paris: Librairie Gabriel Enault 1950. Tese apresentada no Instituto Gregoriano de Paris (1948), França.

L’objet sonore: situation, évaluation et potentialités, António de Sousa Dias de Macedo, Universidade de Paris VIII (Saint-Denis) (França) [Doutoramento, UFR Arts, Filosofia e Estética]

L’orchestration chez lannis Xenakis: ]’espace et le rythme, fonctions du timbre, Helena Maria da Silva Santana, 1998. [Tese policopiada]. 1 vol. (461 pp.) Doctorat – Musicologie, Universidade de Paris – Sorbonne (Paris IV), França.

Luigi Nono: as obras para piano, Paulo Adérito Pereira Assis Miranda, Universidade de Aveiro Departamento de Comunicação e Arte [D.M.]

Manuel Ferreira de Faria: o homem e o sacerdote / o compositor e o pedagogo, Cristina Adriana Toscano de Faria, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (148, LXXVII pp.). Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Mapping dance to musical rhythm: the creation of a computational algorithm for musical gesture, Carlos Alberto Barbosa Cunha Mendonça Guedes, Ph.D. -Composição, Departamento de Música e das Profissões das Artes do Espectáculo, Universidade de Nova Iorque, Estados Unidos da América.

Motion-controlled music, Guilherme Campos, 1997. [Tese policopiada]. 1 vol. (97 pp., apêndices n.p.) M.A./M.Sc. Tecnologia da Música, Universidade de Iorque, Reino Unido.

Music at Cluny: The tradition of Gregorian Chant for the Proper of the Mass, Melodic variants and microtonal nuances, Manuel Pedro Ramalho Ferreira, 1997. [Tese policopiada:]. 2 vol. (1 °: IX, 289 pp.; 2°: 263 pp.) Ph.D. – Musicologia, Universidade de Princeton, Estados Unidos da América.

Music manuscripts from the «Casa de Bragança» in Vila Viçosa until 1640, Michael Ryan, Reino Unido, Universidade de Londres [Doutoramento]

Music, identity, and the impact of tourism in the Portuguese settlement, Melaka, Malaysia, Margaret Lynne Sarkissian, 1993. [Tese policopiada]. 1 vol. (337 pp.) Ph.D. , Universidade de Illinois em Urbana-Champaign, Estados Unidos da América.

Música nas comunidades timorenses, Maria Manuel Conceição Pacheco Silva, Goldsmith’s College, Universidade de Londres [Doutoramento]

Música Sacra e/ou Música Litúrgica: critérios para uma delimitação conceptual a partir do magistério da Igreja no Século XX e a sua recepção em Portugal, António José Leite Ferreira, 1998. [Tese policopiada]. 1 vol. (174 pp.) Mestrado em Teologia Sistemática, Faculdade de Teologia, Universidade Católica Portuguesa, Lisboa.

Musique et Fascisme: la «Mocidade Portuguesa» dans les années 30/40, Manuel Pinto Deniz Silva, 1999. [Tese policopiada]. 2 vol. (99 pp. + anexos: partituras, iconografia, cassete áudio)

Niccolà ]ommelli – The last years, 1769-1774, Marita Petzoldt McClymonds, 1978. Michigan: UMI. 1 vol. (XVIII, 983 pp.) Ph.D. – Musicologia, Universidade da Califórnia em Berkeley, Estados Unidos da América.

Non-commercial music in member states of the European Union: Portugal, France, UK and Denmark cases, José Miguel Caetano Rocha Santos, Universidade de Westminster, Reino Unido [ Doutoramento ]

O «cante ao baldão» no (re)encontro de identidades no Baixo Alentejo: um estudo etnomusicológico, Maria José Barriga, M.C.M. – Etnomusicologia, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

O Antifonário do Convento de Nossa Senhora da Conceição de Beja e o Ofício Rítmico de São Francisco, António Júlio da Silva Cartageno, 1991. [Tese policopiada]. 1 vol. (112 pp.) Magistério – Canto Gregoriano, Instituto Pontifício de Música Sacra, Roma, Itália.

O canto litúrgico da Paixão em Portugal nos séculos XVI e XVII: os Passionários polifónicos de Guimarães e Coimbra, José Maria Pedrosa de Abreu Cardoso, 1998. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: 760 pp.; 2°: 415 pp.) D.C.M., Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra.

O Conservatório de Música do Porto: das origens à integração no Estado, Maria Helena Ribeiro da Silva Caspurro, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (150 pp.). Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

O conservatório de música: actores, organização e políticas, António Ângelo de Jesus Ferreira de Vasconcelos, Universidade de Lisboa: Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação [ Mestrado em Ciências da Educação ]

O desenvolvimento da flauta transversa e o seu repertório em Portugal de 1750 a 1850, Alexandre Alberto Silva Andrade, D.M., Departamento de Comunicação e Arte, Universidade de Aveiro.

O ensino musical no Porto durante o século XIX: elementos para o seu estudo, Maria Luísa Martins Delerue, 1970. [Tese policopiada]. 1 vol. (XII, 201 pp.) Licenciatura em História, Faculdade de Letras, Universidade do Porto.

O livro de Motetes de João Tavares de Andrade: transcrição e análise, Miguel Botelho Moniz Sobral Cid, 1995. [Tese policopiada]. 1 vol. (239 pp.). Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais]

O Mosteiro Beneditino de Santo Tirso: um pólo sociocultural na região de Entre Douro e Minha (séculos XVII a XIX), Ana Paula Macedo, 1998. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: 146 pp., 2°: 153 pp.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

O Mosteiro de São Bento da Vitória: espaço e música, Anacleto Pereira Dias, 1999. [Tese policopiada.] 1 vol. (439 pp.) M.H.A. em Portugal – Arquitectura Religiosa nos séculos XVII e XVIII, Faculdade de Letras, Universidade do Porto.

O Mosteiro do Rio Covo à luz do Breviário de 1514: estudo analítico do Temporal, Arménio Alves da Costa Júnior, 1992. 1 vol. (154 pp.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

O motete na Escola de Évora: Manuel Cardoso, Estêvão Lopes Morago e Estêvão de Brito, Vanda de Sá Martins Silva, 1995. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: li, 166 pp.; 2°: 199 pp.). Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais]

O Orfeon Académico de Coimbra: causas determinantes, objectivos e evolução, Virgílio Alberto Valente Caseiro, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (143 pp., anexos n.p.). Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

O papel sociocultural e político do «canto de intervenção» na oposição ao Estado Novo (1960-1974), Eduardo Raposo, 1998. [Tese policopiada]. 1 vol. (201, [78] pp.) Mestrado em História dos Séculos XIX e XX – Secção Século XX, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

O pensamento polifónico na pedagogia guitarrística do século XVII ao século XX, José Paulo Torres Vaz de Carvalho, D.M., Departamento de Comunicação e Arte, Universidade de Aveiro.

O problema da tradição na obra musical e literária de Fernando Lopes-Graça (1906-1994), Teresa lnmaculada Cascudo García-Villaraco, D.C.M.- Musicologia Histórica, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

O Próprio da Missa de três notáveis santos, em Coimbra: São Teotónio, Rainha Santa Isabel e Santo Agostinho nos códices MM. 120 e MM. 121 da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, Portugal, Manuel Augusto da Silva Frade, 1987. [Tese policopiada]. 1 vol. (153 pp.) Magisterio – Canto Gregoriano, Instituto Pontifício de Música Sacra, Roma, Itália.

Ofício de S. Gonçalo – de André de Resende: produção litúrgico/musical de um humanista do renascimento português, Jorge Manuel Rebotim Rosado Raposo, 1997. [Tese policopiada]. 1 vol. (161 pp., apêndices n.p.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

On the air: voz, som e música na dramaturgia radiofónica e televisiva de Samuel Beckett, Vasco Lorente Corisco, 1996. [Tese policopiada]. 1 vol. (136 pp.) Mestrado em Estudos Literários Comparados, Departamento de Estudos Alemães, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

Opera in Portugal1793-1828: A study in repertoire and its spread, David John Cranmer, 1997. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: 233 pp.; 2°: 318 pp.) Ph.D.- Musicologia, Universidade de Londres, Reino Unido.

Ópera italiana nos teatros do Porto (1760-1820): memórias de um tempo e de uma cidade, Paula Cristina Abrunhosa de Figueiredo Ferreira, 1998. [Tese policopiada]. 1 vol. (178, XIII pp.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Operamulti: a re-união contemporânea das artes, José Júlio Alves Lopes, 1994. 1 vol. (IV, 253 pp.) M.C.C., Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

Orgelmusik und Orgelbau im Portugal des 17. Jahrhunderts. Untersuchungen an Hand des Ms 964 Braga der Biblioteca Pública in Braga, Gerhard Doderer, 1978. Tutzing: Hans Schneider Ph.D. – Ciências Musicais (1975), Universidade de Würzburg, Alemanha.

Os acontecimentos musicais em Portugal, noticiados na «Gazeta de Lisboa» na segunda metade do século XVIII (1750-1808), Maria Marta Alves Pinto Pereira, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas [ Mestrado em Ciências Musicais, Musicologia Histórica]

Os cantares polifónicos das mulheres do Baixo-Minho e a problemática da sua transformação, Ana Maria Lemos Pinto de Azevedo Mendes, 1990. [Tese policopiada]. 1 vol. (317 pp.) M.L.C.P., Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Dissertação apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau de Mestre.]

Os cantares tradicionais de Lafões: a sua preservação enquanto património cultural, José Fernando Monteiro de Oliveira, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras [Mestrado em Museologia e Património Cultural]

Os jesuítas e a música na expansão portuguesa quinhentista, Ana Luísa Balmori Padesca 1997. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: 107 pp.; 2°: CXXII pp.). Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Os libretos de Caetano Martinelli e a ópera de corte em Portugal (1769-1795), Paulo Mugayar Kühl, 1998. 2 vol. Doutoramento, Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, Brasil.

Os livros de coro do Museu Alberto Sampaio em Guimarães, Eduardo Amândio Rodrigues Magalhães, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras [Mestrado em Ciências Musicais]

Os Prelúdios para guitarra de H. Villa-Lobos: sua interpretação analítica e valorização estética, Gustavo Eurico Nogueira Brandão, 1996. [Tese policopiada]. 1 vol. (X, 156, 10 pp.). Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Os profissionais do disco: um estudo da indústria discográfica em Portugal, José Soares da Silva Neves, 1998. [Tese policopiada]. 1 vol. (IX, 157, XLVIII, 46 pp.) Mestrado em Comunicação, Cultura e Tecnologias da Informação, Departamento de Sociologia, Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, Lisboa.

Os versos e os modos concertados em Frei Theotonio da Cruz (MM 52), Inês Pereira de Andrade. Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Pensar é morrer ou o Teatro de São Carlos na mudança de sistemas sociocomunicativos desde fins do século XVIII aos nossos dias, Mário Vieira de Carvalho, 1993. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda. Ph.D. – Ciências Musicais (1984), Universidade Humboldt, Berlim, Alemanha. [Tese apresentada em alemão.]

Perspectivas teóricas e pragmáticas dos estudos sobre a música portuguesa de tradição oral: abordagem diacrónica (de 1865 a 1985), José Hermínio da Costa Machado, 1990. [Tese policopiada]. 1 vol. (4, 259 pp.) M.L.C.P., Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa.

Polyphony in Portugal, c. 1530 – c. 1620: sources from the monasteryof Santa Cruz, Coimbra, Owen Rees, 1995. Nova Iorque, Londres: Garland. Ph.D. (1991), Universidade de Cambridge, Reino Unido.

Posaunen! or!, The place of Beethoven’s Oratorio «Chistus am Ólberge» in the composer’s dramatic development and the «new way», Domingos Catalim Telles da Gama de Mascarenhas, 1999. [Tese policopiada]. 1 vol. (44 pp.). M.Mus., Departamento de Música da Faculdade de Artes, Universidade de Leeds, Reino Unido.

Prática musical na Santa Casa da Misericórdia de Aveiro: desde a data da construção da igreja, Domingos Peixoto, 1996. [Tese policopiada]. 1 vol. (227 pp.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Práticas musicais urbanas: géneros e instituições, António José Rodrigues Tilly Santos, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas [ Mestrado em Ciências Musicais, Etnomusicologia ]

Prolegomenes a l’ethnosociologie de la musique. La démarche pragmatique: transcription et analyse des textes, João Ranita da Nazaré, 1981. [Tese policopiada]. 3 vol. (1 °: 404 pp.; 2°: ?; 3°: 280 pp.) Doctorat d’État- Letras e Ciências Humanas, Universidade de Paris – Nanterre, França.

Quadro técnico da música concertante em Portugal no século XVIII, José Francisco Bastos Dias de Pinho, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras [Mestrado em Ciências Musicais]

Rationalisme et empirisme dans la musique contemporaine (esquisse d’un probleme), Cândido de Oliveira Lima, 1976. [Tese policopiada]. 1 vol. (192 pp.) Maitrise – Música e Estética das Artes Musicais, Instituto de Estética e das Ciências da Arte, Universidade de Paris I (Panthéon-Sorbonne), França.

Retention of Musical Models: «Fado» Performance Among 77 78, Maria de São José Côrte-Real Gonçalves Ferraz de Oliveira Soeiro de Carvalho, 1991. Portuguese Migrants in New York. [Tese policopiada]. 1 vol. (V, 130 pp.) M.A., Faculdade das Artes e das Ciências, Universidade de Columbia, Nova Iorque, Estados Unidos da América.

Rojão, um prelúdio português do século XVII, Rosa Teresa Paião Picado, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras [Mestrado em Ciências Musicais]

Sacred polychoral repertoire in Portugal (1580-1660), José António Pereira Nunes Abrue, Ph.D., Universidade de Surrey, Reino Unido.

Santa Cruz de Coimbra: centro de actividade musical nos séculos XVI e XVII, Ernesto Gonçalves de Pinho, 1981. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian. Licenciatura em História (1970), Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra.

Sistematização da dança tradicional portuguesa: classificação das variáveis coreográficas, espaço, ritmo e gestos técnicos, Margarida da Conceição de Jesus Moura Fernandes, 1999. [Tese policopiada]. 1 vol. (XII, 252 pp., anexos n.p.) Doutoramento em Motricidade Humana, Faculdade de Motricidade Humana, Universidade Técnica de Lisboa.

Structure and strategy in Azorean-Canadian song duels, Thomas Leroy Avery, 1984. [Tese policopiada de microfilme (UMI)]. 1 vol. (IX, 402 pp.) Ph.D., Universidade de Indiana, Bloomington, Estados Unidos da América.

Tchiloli e identidade em São Tomé e Príncipe, Rosa Clara Neves, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas [Doutoramento em Ciências Musicais, Etnomusicologia]

Tempo e tempos do discurso musical, António Manuel Chagas Rosa, Universidade de Aveiro [Doutoramento em Música]

Tenebrismo e «maniera». Os responsórios da Semana Santa de Carlo Gesualdo à luz do contexto estético e ideológico da época, Maria Manuela Toscano Vaz de Oliveira, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas [ Doutoramento, Ciências Musicais Históricas]

The development o f the flute and its music in Portugal during the 18th Century, Alexandre Alberto Silva Andrade, 1997, [Tese policopiada]. 1 vol. (52 pp.) Waterford Institute of Technology, República da Irlanda ( [M.A.M., Interpretação]

The music manuscripts in the Library of King D. João IV of Portugal (1604-1656 ): A study o f Iberian music repertoire in the Sixteenth and Seventeenth Centuries, Rui Fernando Vieira Nery, 1990. [Tese policopiada]. 2 vol. (XIV, 820 pp.) Ph.D.- Musicologia, Universidade do Texas em Austin, Estados Unidos da América.

The piano sonatas of Rodolfo Halffter: Transformation or new techniques? A lecture recital together with three recitais of selected works of L. V. Beethoven, M. Ravel, F. Liszt, R. Schumann, W A. Mozart, C. Debussy, ]. Brahms, and D. Shostakovich, Nancy Lee Harper, 1985. [Tese poli copiada]. 1 vol. D.M.A. – Interpretação Pianística, Universidade do Texas do Norte (University ofNorth Texas), Denton, Estados Unidos da América.

The piano variations and fantasias of João Domingos Bomtempo, Gabriela Gomes da Cruz, 1992. [Tese policopiada]. 1 vol. (VIII, 245 pp.) M.M., Universidade do Texas em Austin, Estados Unidos da América.

The reception of Wagner in Spain and Portugal in the 19th to 20th centuries, Maria João Rodrigues Araújo, Ph.D., Christ Church, Universidade de Oxford, Reino Unido.

Tratado de metodologia e pedagogia do piano, Patrícia Lopes Bastos, 1994. [Tese policopiada]. 1 vol. (149 pp.) Docerend Musicus- Piano, Faculdade de Música, Escola Superior de Artes de Utreque, Holanda. [Dissertação de pedagogia e metodologia apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau Docerend Musicus.] [Tese apresentada em inglês.]

Une esthétique de l’audiovisuel, miroir de la composition musical. Esquisse d’un essai interdisciplinaire multimedia: la musique contemporaine en télévision, Cândido de Oliveira Lima, Doctorat d’État, Universidade de Paris I I Paris IV (Panthéon-Sorbonne), França.

Viana da Mota, Patrícia Carla Ferraria Lopes Bastos, 1994. [Tese policopiada]. 1 vol. (81 pp.) Docerend Musicus – Piano, Faculdade de Música, Escola Superior de Artes de Utreque, Holanda. [Dissertação histórica apresentada como requisito parcial para a obtenção do grau Docerend Musicus.] [Tese apresentada em inglês.]

Viana do Castelo: o Teatro Sá de Miranda no espaço músicocultural da cidade (1885-1914), Carla Maria Palmeira Soares Barbosa, 1992. 1 vol. (119, XXX pp.) Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Vicentius Lusitanus: ein Portugiesicher Komponist und Musiktheoretiker des 16. ]ahrhunderts, Maria Augusta Alves Barbosa, 1977. Lisboa: Secretaria de Estado da Cultura – Direcção Geral do Património Cultural. Ph.D., Musicologia, Universidade de Colónia, Alemanha.

Vida e obra de Marcos Portugal, Bárbara Maria Conceição Silva Villalobos Filipe, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa. [Mestrado em Ciências Musicais]

Vilancicos portugueses, Rui Manuel Pereira da Silva Bessa, Faculdade de Letras, Universidade de Coimbra. [Mestrado em Ciências Musicais]

Villancicos in a Portuguese monastery: A study and partia] transcription of Coimbra M.Mss. 228, 238 and 240, Manuel Carlos da Costa Brito, 1977. [Tese policopiada]. 2 vol. (1 °: 85 pp.; 2°: 135 pp.) M.Mus. -Musicologia, King’s College, Universidade de Londres, Reino Unido.

Vozes da Terra: a folclorização em Manhouce (1938-2000), PESTANA, Maria do Rosário Pestana, Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas [ [Mestrado em Ciências Musicais, Etnomusicologia]

NOTA:

as teses não datadas estavam em curso em 1999 e não foi possível ainda completar a informação.

FONTES

Bibliografia de teses sobre música (I), Patrícia Lopes Bastos, Lisboa, Revista Portuguesa de Musicologia
9, 1999, pp. 63-136.

 

 

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Universidade de Évora, Escola de Artes

Teses de Música discutidas na Universidade de Évora

[ Artigo em desenvolvimento, com base nas fontes da UE ]

Aspetos fisiológicos, interpretativos e técnicos a ter em conta na atribuição do reportório a uma voz, Ana Luísa Cardoso, 2013. Consulte AQUI.

A assimilação de influências de cariz popular na escrita contemporânea para saxofone, Tiago Jorge Cordeiro, 2012. Consulte AQUI.

A Canzona Prima A2 de Marcin Mielczewski no contexto da reinterpretação do repertório barroco polaco, Ewa Michalska, 2013. Consulte AQUI.

A coexistência de linguagens musicais diferentes, Tiago de Derriça, 2011. Consulte AQUI.

A contribuição de Fernando Lopes Graça para o repertório violinístico, Júlio Lima Neto, 2012. Consulte AQUI.

A Cultura Judaica e sua influência na Música do Século XX: Ernest Bloch, Edison Verbisck, 2012. Consulte AQUI.

A escrita idiomática para guitarra na música contemporânea, Pedro Nuno Louzeiro, 2013. Consulte AQUI.

A escrita violinística na tradição da escola Franco-Belga do séc. XIX, Ana Rita Bandeira, 2013. Consulte AQUI.

A estadia de Fernando Lopes-Graça em Paris (1937-1939) e respectiva influência na sua obra para piano, Tiago Lopes Oliveira, 2015.

A Expressão do castizo na zarzuela oitocentista e novecentista e no universo lírico argentino do século XX – os exemplos de chueca, Serrano, Barbieri, Giménez, Chapi Piazzolla, Maria Beatriz Cebola, 2014. Consulte AQUI.

A Forma no Contexto de uma Linguagem Composicional por Principio Gerador Ùnico, Gilson Jappe Beck, 2012. Consulte AQUI.

A Funcionalidade da textura no Discurso Musical, João Miguel Antunes, 2011. Consulte AQUI.

A importância do corpo na praxis musical: execução, interpretação e percepção, André Rafael Tempera, 2011. Consulte AQUI.

A importância e a influência do Génio de Frédéric Chopin (1810-1849) na vida e obra do pianista e compositor Milosz Magin (1929-1999), Barbara Scheffs-Endres, 2010. Consulte AQUI.

A influência de Chopin na música brasileira dos séculos XIX e XX: Considerações históricas, e análise comparada de obras representativas, William de Bueno, 2014. Consulte AQUI.

A influência de Teilhard de Chardin nas obras para flauta de André Jolivet: espiritualidade e filosofia em Ascèses, Pipeaubec e Une Minute Trente, Joana Maria Fernandes, 2014. Consulte AQUI.

A interpretação das obras para violino e piano de Fernando Lopes-Graça: perspectiva histórica antes e depois do centenário (2006), Joana Inês Gomes, 2012. Consulte AQUI.

A língua Portuguesa na Ópera do século XXI: os casos de Christopher Bochmann e Pedro Amaral, Pedro Francisco, 2013. Consulte AQUI.

A música para piano de Clara Schumann: uma perspectiva analítica, Ana Fernandes, 2013. Consulte AQUI.

A Notação e o Discurso Musical, Jorge Alberto Machado, 2011. Consulte AQUI.

A Problemática interpretativa do Concierto de Aranjuez, Tiago Miguel Vicente, 2012. Consulte AQUI.

A problemática da escrita musical para guitarra, na obra de Mario Castelnuovo – Tedesco: análise editorial da Sonata op.77 (Omaggio a Boccherini) e proposta de edição e digitação da Suite op. 133, André Daniel Lopes, 2015. Consulte AQUI.

A problemática interpretativa do Nocturnal de Benjamin Britten, Ricardo Batista, 2012. Consulte AQUI.

A relevância das divisões rítmicas mais complexas, Manuel Joaquim Costa, 2011. Consulte AQUI.

A relevância das divisões rítmicas mais complexas, Manuel Joaquim Costa, 2011. Consulte AQUI.

António Carreira: 4 Peças Inéditas para Órgão, Pedro Miguel, 2013. Consulte AQUI.

António Pinho Vargas – uma caracterização musical. Inter-relações estéticas e técnicas com a música do próprio autor, Ricardo Luís Correia, 2013. Consulte AQUI.

Aspectos Morfológicos do Ritmo em Composição, Gonçalo Alves Lopes, 2010.

Bach-Busoni Chaconne: A arte da transcrição, António Pedro Cebola, 2012. Consulte AQUI.

El Concierto para clarinete y orquesta de Jean Françaix, Rubén Rosado, 2012.

El movimiento corporal como parte de una pieza musical en el repertorio para clarinete, Felix Picon Gonzalez, 2012.

Elementos de jazz na música contemporânea para saxofone, Alexandre Geirinhas, 2012. Consulte AQUI.

Essay IX para Trompete de Christopher Bochmann – A Obra e a Interpretação, André Filipe Marçal, 2013. Consulte AQUI.

Estudio interpretativo de los conciertos para fagot, cuerdas e continuo: Concierto en Sib Mayuor RV 501, “La Notte”, de Antonio Vivaldi y Concierto en Do Mayor FWVL: C2, de Johann Friedrich Fasch, Mónica Acosta Celdrán, 2015. Consulte AQUI.

Estudos Interpretativos do Tenor nas Óperas – Rigoletto e Un Ballo in Maschera de Giuseppe Verdi, Marcos Santos, 2011. Consulte AQUI.

Heitor Villa-Lobos e a Educação Musical no Brasil, Jaqueline Barreto 2012.

Henri Dutilleux – Sonata para Piano – 1947/48, Pedro Gonçalves, 2012.

Henry Tomasi: Concerto para Trompete e Orquestra, Hélio Manuel Ramalho, 2012. Consulte AQUI.

Iniciación en la improvisación e creatividad en el jazz, Joaquin Montaña Maya, 2015. Consulte AQUI.

Introdução à música contemporânea no ensino do piano do 1º ao 8º anos, Ana Rita Nunes, 2012. Consulte AQUI.

Keiko Abe e a Marimba Solista, Ricardo Silveira, 2012. Consulte AQUI.

La Sonata para tuba “La Guerra de las Naranjas” de Salvador Rojo, Francisco Vidigal, 2014. Consulte AQUI.

Les Délices de la Solitude de Michel Corrette – O violoncelo e a Música Francesa de Século XVIII, Juliana Radke Silva, 2012. Consulte AQUI.

Manuel Ferreira Cardoso (1851-1923) A vida musical em Lisboa no final do século XIX e início do XX, Maria João Cerol, 2014. Consulte AQUI.

Mythes para violino e piano, op. 30 – contextualização e análise da obra de Karol Szymanowski, Francisco Moser, 2011.

O Aspecto visual na perfomance pianística, Ana Luísa Monteiro, 2010.

O choro contemporâneo de Hermeto Pascoal, Paulo Jorge Temeroso, 2013. Consulte AQUI.

O clarinete na música de câmara de Joly Braga Santos, João Pedro Santos, 2012.

O desenvolvimento do ensino de Alexander Scriabin através das suas quatro primeiras sonatas para o piano, Sara Fernandes, 2015. Consulte AQUI.

O Dramma Per Musica nos papéis verdianos de Nabucco, Rigoletto e Iago, Pedro Miguel Nunes, 2010.

O Hino “Veni Creator” de Nicolas de Grigny – Uma análise interpretativa da obra com especial ênfase na ornamentação e inegalité, Margarida de Oliveira, 2011. Consulte AQUI.

O Musical em Lisboa (2000-2010), Paulo Carrilho, 2012. Consulte AQUI.

O papel das Ferramentas para Gerar a Gerir a Figura como material de base do discurso musical, Ana Luísa Seara, 2010.

O Piano na Graciosa: Práticas Musicais durante a Primeira República, Fábio Manuel Mendes, 2011. Consulte AQUI.

O processo de difusão do violão clássico no Brasil através da ” Escola de Tárrega” entre 1916 a 1960, Leandro Gonçalves, 2015. Consulte AQUI.

O Ritmo nos limites da estruturação da memória: o estudo dos intervalos de tempo e das acentuações, César Filipe Silveira, 2013. Consulte AQUI.

O saxofone após o concerto de Jorge Peixinho 1961, Ricardo João Pires, 2011. Consulte AQUI.

Obra vocal de câmara de S. V. Rachmaninov, Anna Marenkova, 2011. Consulte AQUI.

Os Tentos de meio registo e as batalhas de Pedro de Araújo: questões de autoria e edição crítica, Sérgio Manuel Silva, 2011. Consulte AQUI.

Os Tímpanos como Instrumento Solista no Contexto da Percussão de Altura Definida, Lídio Correia, 2010. Consulte AQUI.

Pablo de Sarasate, Elena Rodríguez Adame, 2011. Consulte AQUI.

Phantasiestüke para clarinete e piano op. 73 de Robert Schumann: Uma outra voz, a mesma música, Carlos Tony Gomes, 2011. Consulte AQUI.

Primeros Pasos En La Educacion Musical Del Trombonista, David Taboada Rama, 2013. Consulte AQUI.

Referências à morte na música para piano solo nos séculos XIX e XX: Marchas Fúnebres e Tombeaux, Ana Carvalho Marques, 2012. Consulte AQUI.

Reportório de Jazz para guitarra solo, Mário Manuel Delgado, 2015. Consulte AQUI.

Ron Miller e o pensamento modal-cromático no jazz – abordagem analítica, Alexandre Diniz, 2015. Consulte AQUI.

Sonata op.22 de Alberto Ginastera – Estudos de Interpretação, Joana Maria Gama, 2010. Consulte AQUI.

Sonata para violino e piano de op.94 bis de Serguei Prokofiev: história e análise comparativa com versão original, Rui Pedro Cristão, 2012. Consulte AQUI.

Trompeta digital. Nuevas Tecnologias em el mundo clásico, Miguel Angel Melfi, 2014. Consulte AQUI.

Trompete – Interpretação e Condição Física, João Patrício Rocha, 2013. Consulte AQUI.

Uma Aproximação Estilística e Histórica ao Concerto n.º1 para Trompete e Orquestra de Charles Chaynes, André Filipe Dourado, 2014. Consulte AQUI.

Fonte:

Universidade de Évora, 15 de novembro de 2020

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Orquestra da Universidade do Minho
DISSERTAÇÕES DE MESTRADO / RELATÓRIOS DE ESTÁGIO

Ensino da Música na Universidade do Minho (Portugal)

A “audiação” no desenvolvimento da criatividade na aprendizagem do saxofone / José Carlos Pinto Ribeiro 2015. Consulte AQUI.

A abordagem de técnicas estendidas no contexto do Ensemble de Flauta Transversal / João Daniel Magalhães Ferreira 2017. Consulte AQUI.

A abordagem pedagógica de Paul Harris no ensino do Clarinete numa escola do ensino artístico especializado da música / Alcina da Conceição Silva de Azevedo 2015. Consulte AQUI.

A Aplicabilidade Pedagógica do Canto no ensino do Violoncelo / André Nogueira Carriço 2015. Consulte AQUI.

A aplicação da técnica de buzzing no processo de ensino/aprendizagem do trombone / Bruno Ricardo Rodrigues Fernandes 2017. Consulte AQUI.

A aprendizagem das Ciências Musicais: estratégias potenciadoras do estudo autónomo dos alunos / Pedro Manuel Coutinho Lopes 2018. Consulte AQUI.

A Aprendizagem Instrumental Fora do Contexto da Partitura – Benefícios de um Maior Domínio da Escala do Violino / Sílvia Dorina Csigó Martins 2018. Consulte AQUI.

A aula como viagem: o património local no ensino das Ciências Musicais / Joel Luís Vilarinho de Barros Zão 2018. Consulte AQUI.

A aula de orquestra como laboratório para a criatividade / Carina Raquel Trindade de Albuquerque 2015. Consulte AQUI.

A Concentração na Prática Instrumental do Piano – métodos e estratégias de apoio ao estudo / Natália Sofia Varela Ferreira 2015. Consulte AQUI.

A Construção da Técnica Elementar de Viola d’arco no Ensino Especializado da Música / Emídio António Moreira Carvalho Ribeiro 2017. Consulte AQUI.

A coordenação motora bimanual no processo de ensino-aprendizagem da guitarra clássica. Estratégias para resolução de problemas técnicos e musicais / Rafael Rodrigues Centeio 2019. Consulte AQUI.

A criação e interpretação de personagem como veículo de expressão musical e consolidação da técnica violinística / Mara Alina Andrade Lopes Figueiredo da Silva 2016. Consulte AQUI.

A dança contemporânea como atividade artística complementar no ensino instrumental de guitarra / David José Lopes Ramalho 2017. Consulte AQUI.

A disciplina de Classe de Conjunto no regime de Iniciação: Contributo para o repertório da orquestra de sopros / Jorge Dinis Ribeiro Fernandes 2017. Consulte AQUI.

A disciplina de Música de Câmara do 3º Grau: Construção partilhada de um portefólio de sugestões didáticas / Eva Sofia Ferreira Neiva 2013. Consulte AQUI.

A escola do século XXI – Monitorização do estudo do violino através das Novas Tecnologias / Dora Isabel Correia Durães 2017. Consulte AQUI.

A exemplificação instrumental como ferramenta de motivação nas aulas de contrabaixo no ensino especializado da música / Ana Raquel Marcos Quintas 2019.

A fixação articular como ferramenta para uma aprendizagem mais eficiente e eficaz no violino / Sara Emanuel dos Santos Nunes 2019. Consulte AQUI.

A Fonética Portuguesa na Articulação da Flauta Transversal / Fátima Alexandra Barbosa Seabra 2018. Consulte AQUI.

A gravação audiovisual como estratégia pedagógica no ensino de piano em contexto de sala de aula / Maria de Menezes Falcão Gomes Marques 2017. Consulte AQUI.

A Imagem como Recurso Pedagógico para o Ensino das Ciências Musicais / Leandro Vieira Monteiro 2016. Consulte AQUI.

A implementação do conceito Solkattu nas aulas de flauta transversal / Liliana Patrícia Rodrigues Gonçalves 2019.

A importância da aprendizagem da bateria na evolução técnica e musical de um percussionista / Bruno Alexandre Machado Reis 2018. Consulte AQUI.

A importância da aprendizagem de escalas no estudo da flauta transversal / Andreia Filipa Fernandes Soares 2016. Consulte AQUI.

A importância da definição de objetivos na aprendizagem do violino / Joaquim Aníbal Rego da Cruz Pimenta Pereira 2019. Consulte AQUI.

A importância da embocadura na aprendizagem da trompete e a sua influência na motivação discente / Pedro Celestino Fernandes Faria 2017. Consulte AQUI.

A importância da embocadura no ensino- aprendizagem da Tuba / José Romeu Barbosa da Silva 2017. Consulte AQUI.

A importância da Improvisação e o seu papel na formação de jovens músicos: contexto de Formação Musical e História da Cultura e das Artes / Diana Ribeiro da Costa 2015. Consulte AQUI.

A importância da prática performativa na pedagogia do canto no ensino artístico especializado / Ana Paula Fiúza Baptista de Matos 2017. Consulte AQUI.

A importância da relação professor/aluno / Ana Rita Von Doellinger Magalhães no ensino do Instrumento 2017. Consulte AQUI.

A importância da rotina diária no ensino especializado de trompete / André Fernando Alves da Rocha 2016. Consulte AQUI.

A Importância de uma Embocadura Eficiente no Processo de Ensino-Aprendizagem da Trompete / André Miguel Costa da Silva 2017. Consulte AQUI.

A importância do Coro de Pais como potenciador do sucesso escolar no contexto do Ensino Vocacional / Cosme Alberto Macedo Carneiro da Silva Campinho 2015. Consulte AQUI.

A importância do movimento e gesto corporal na performance musical em alunos de saxofone do Ensino Secundário / Luís Miguel Moreira Martins dos Reis Coelho 2018. Consulte AQUI.

A importância dos materiais didáticos no ensino das Ciências Musicais / Mónica Paula Fernandes Teixeira 2016. Consulte AQUI.

A importância dos meios digitais no desenvolvimento do estudo individual do Clarinete: O contributo dos mesmos como fator potenciador da motivação e elemento de autoavaliação dos discentes / Patrick Daniel Tavares Monteiro 2016. Consulte AQUI.

A improvisação aplicada como estratégia pedagógica no estudo da guitarra / Sérgio Andrade Gonçalves 2013. Consulte AQUI.

A Improvisação como Ferramenta Pedagógica no Ensino da Trompa nos 1º e 2º Ciclos / André Ferreira Maximino 2018. Aceda AQUI.

A improvisação na otimização da aprendizagem do saxofone no ensino especializado da música / Ana Margarida Leite de Faria 2016. Aceda AQUI.

A inclusão dos instrumentos da música tradicional nos conteúdos programáticos do ensino vocacional da percussão / Cláudio Gomes Miranda 2018. Consulte AQUI.

A Influência da Música Portuguesa no Ensino do Trombone / Luís Miguel Tavares de Almeida 2017. Consulte AQUI.

A Influência da Postura Corporal na Performance do Trombone em alunos do 3º Ciclo e Secundário / Ricardo André Gomes Pereira 2013. Consulte AQUI.

A influência do Gesto na Obtenção de Dinâmicas e Articulações nos Instrumentos de Percussão / António Henriques Magalhães Novais 2019

A influência positiva do envolvimento familiar no ensino do Fagote / Sandra Gonçalves Ochoa 2015. Consulte AQUI.

A Interdisciplinaridade no Ensino Vocacional de Música: Aprendizagem musical centrada no instrumento musical / Liliana Simões de Oliveira Magalhães 2014. Consulte AQUI.

A memorização musical para o desenvolvimento de competências de aprendizagem do trompete / Sérgio Filipe Rocha Pereira.

A memorização na aprendizagem da flauta transversal: uma compilação de estratégias de memorização segundo diferentes fases de aprendizagem do instrumento / Vera Lúcia Ferreira da Silva 2016. Consulte AQUI.

A Metáfora e a Imagética: um contributo para a expressividade musical no ensino do violino / Ana Filipa Alves Costa 2016. Consulte AQUI.

A Música Contemporânea de Vanguarda como Fator de Motivação no Ensino-Aprendizagem do Trombone / Luís Filipe Brandão Campos 2015. Consulte AQUI.

A Música Contemporânea para Clarinete Solo como meio de desenvolvimento de Competências Musicais na Aprendizagem do Clarinete no Ensino Secundário Especializado / Frederic da Silva Cardoso 2017. Consulte AQUI.

A Música Portuguesa no Ensino das Ciências Musicais e da Formação Musical / Sónia Maria Guimarães Marques 2014. Consulte AQUI.

A Música Tradicional Portuguesa no ensino vocacional / Mariana Freitas da Silva 2013. Consulte AQUI.

A otimização da leitura à primeira vista na disciplina de Classes de Conjunto – Coro / Ernesto José Meireles Clemente 2017. Consulte AQUI.

A otimização da respiração na aprendizagem da trompa no ensino especializado de música / Filipe Luís Bernardo 2016. Consulte AQUI.

A Otimização da Respiração na Aprendizagem da Trompete / Henrique Nuno Silva de Azevedo 2014. Consulte AQUI.

A participação dos pais na vida escolar do aluno no ensino vocacional de música / Tiago Manuel Magalhães Ferreira 2015. Consulte AQUI.

A prática de excertos orquestrais como contributo para o desenvolvimento da leitura à primeira vista na aprendizagem de violino no Ensino Especializado da Música / Mariana Vidal Barros 2017. Consulte AQUI.

A prática do vibrato como recurso técnico e expressivo a partir dos primeiros anos de aprendizagem da guitarra clássica / Luís Miguel Silva Leite 2019. Consulte AQUI.

A preparação para a performance no ensino especializado de música: ansiedade, motivação e estratégias de estudo na aprendizagem do oboé / Daniela Marisa da Silva Pinhel 2017. Consulte AQUI.

A prevenção de lesões músculoesqueléticas na aprendizagem do saxofone no ensino especializado de música / Hugo Miguel Vieira Pinto Leite 2018. Consulte AQUI.

A prevenção de Lesões por Esforço Repetitivo (LER) nas aulas de saxofone / Juliana Azevedo Moreira 2015. Consulte AQUI.

A relação entre a postura e performance na aprendizagem do clarinete e em grupos de música de câmara / Inês Carolina Ramos Afonso 2019. Consulte AQUI.

A relevância do play along no acompanhamento pedagógico do trompete / Rui Miguel Vidal Tavares 2020

A respiração na prática do ensino da Flauta Transversal / Sofia Marlene Pereira do Rego 2017. Consulte AQUI.

A série de harmónicos e a mão direita na aprendizagem da Trompa no ensino especializado de música / Maria Helena Alves Costa 2018. Consulte AQUI.

A Técnica ao serviço da Performance – Aplicação de exercícios no estudo individual em prol da melhoria da execução técnica e performativa dos alunos de piano do 2º e 3º ciclo / Bárbara Dias Luís 2019

A tecnologia educativa ao serviço do estudo do piano: Estratégias para uma assimilação mais eficaz do texto musical / Luís Carlos Ferreira Cardoso Arede 2019. Consulte AQUI.

A voz cantada no ensino especializado de música / Sónia Alexandra Ferreira Macedo Gonçalves 2017. Consulte AQUI.

Acontecimentos significativos na aprendizagem do Violino. Um estudo exploratório em contexto pedagógico / Joana Luísa Gouveia da Costa 2018. Consulte AQUI.

Adaptação do método Colourstrings ao ensino da trompa / Paula Sofia Midão Teixeira 2020

Afinação como meio de uma vivência musical afetiva e efetiva. Os exercícios melódicos e harmónicos como base para o seu desenvolvimento nas aulas de Formação Musical / Iryna Horbatyuk 2019

Afinação: Estratégias para a obtenção de melhores resultados no estudo do fagote / Décio Bruno Nunes Escórcio 2019. Consulte AQUI.

Análise Musical na Formação do Jovem Músico: componente exclusiva da disciplina de Análise e Técnicas de Composição? / Andreia Cristina Soares da Silva 2018. Consulte AQUI.

Análise teórico-prática da partitura no ensino especializado da guitarra /José Pedro Costa Brandão 2018. Consulte AQUI.

Ansiedade na performance em crianças e adolescentes: Algumas estratégias pedagógicas de autocontrolo / Joana Mafalda Peixoto Araújo 2013. Aceda AQUI.

Aplicação de conceitos de “Audiação” na aprendizagem do Trombone / José Rafael Carvalho Badajós 2018. Consulte AQUI.

Aplicación de metodologías del deporte com balón en el aprendizaje de la percusión: Fútbol Sala y Percusión / Marta Rodríguez Figueiredo 2016. Consulte AQUI.

Aprendizagem contextual. Impacto motivacional de atividades musicais extracurriculares em alunos de Guitarra de um Conservatório de música / Marco Paulo Duarte Ferreira 2015. Consulte AQUI.

As atividades extracurriculares como fator de motivação na aprendizagem do instrumento / André Miguel Pereira Vieira 2014. Aceda AQUI.

As Canções Populares como contributo para o repertório de Iniciação ao Violino / Amaia Perez Eizaguirre 2014. Consulte AQUI.

As canções populares no 1º e 2º ciclos: A aplicação do Gradual de Iniciação para Trompete dos Professores Vasco Faria e Vítor Faria no Conservatório Bomfim / Telmo José Araújo Sousa 2019. Consulte AQUI.

As danças de salão brasileiras como base para exercícios de desenvolvimento técnico e interpretativo no ensino de piano / Catarina Dias Real de Oliveira 2019

As Estratégias de Estudo na Otimização da Aprendizagem de Clarinete no Ensino Vocacional de Música / Daniela Filipa Miranda Costa 2014. Consulte AQUI.

As novas tecnologias no ensino artístico especializado. Implicações na organização e estruturação do estudo da viola de arco / Bárbara Maria Falcão Peixoto Ribeiro 2016. Consulte AQUI.

As referências extramusicais portuguesas no ensino de piano: uma abordagem contextualizada de repertório contemporâneo português / Isabel Antunes Romero 2019

Aspetos técnicos de Flexibilidade na Trompa: uma proposta para a melhoria da performance musical dos alunos do ensino básico / Nelson Miguel Oliveira da Silva 2018. Consulte AQUI.

Aspetos técnicos e musicais subentendidos na prática violinística. A inclusão tácita de recursos gestuais e fisiológicos no ensino do instrumento / Ana Beatriz Veloso Cardona 2017. Consulte AQUI.

Associação da cor à notação musical tradicional: Efeitos na leitura e na compreensão musical global /Bárbara Serrano de Freitas 2019. Consulte AQUI.

Audição Musical Orientada: aplicação de estratégias pedagógicas de audição para uma compreensão musical mais significativa / João Pontes de Araújo 2015. Consulte AQUI.

Benefícios de um estudo variado para alunos de clarinete: flexibilização do trabalho de bases / David Emanuel Marinho Ferreira 2019

Compêndio do Clarinete: Um contributo para a sistematização dos recursos técnicos e expressivos no nível secundário do ensino vocacional / Paulo Ricardo Sampaio Martins 2015. Consulte AQUI.

Compilação de exercícios e estratégias, com guia para consolidação dos aspetos técnicos no ensino da flauta transversal / Luís Miguel Pontes Sousa 2019

Contributos do repertório multicultural para performance coral / Isabel Alexandra da Costa Soares Ribeiro 2019

Contributos para uma Etnopedagogia Musical / Hugo Manuel Soares de Brito 2013. Consulte AQUI.

Desenvolvimento da expressividade musical em alunos de Flauta Transversal / Milene Vera Mondim Tomaz 2018. Consulte AQUI.

Desenvolvimento da gramática tonal na aula de guitarra clássica através da improvisação / Tiago Morais Ribeiro de Sousa 2015. Consulte AQUI.

Diário – o aquecimento como contributo para o estudo e performance no ensino da Flauta Transversal / Joana Isabel Dias Miranda Guia 2015. Consulte AQUI.

Do repertório para a escala – estratégias criativas de ensino-aprendizagem de escalas e arpejos no ensino de piano / Nuno André Ferreira Pinheiro Areia 2019

Eficácia do aquecimento vocal na prática coral / António Fernando Rodrigues Oliveira 2018. Consulte AQUI.

El trabajo de la memoria en el piano: Estudio de pasajes en contextos determinados / Jorge Hernández Vidal 2016. Consulte AQUI.

Embocadura, Respiração e Articulação, princípios fundamentais para o estudo do clarinete / Nuno Ricardo da Cruz Teixeira 2018. Consulte AQUI.

Ensino coletivo de violino: a escolha do repertório como fator motivacional na aprendizagem do instrumento /Ana Filipa da Costa Abreu 2013. Consulte AQUI.

Entre o sopro e o som: Estratégias de desenvolvimento do pensamento musical segundo Arnold Jacobs / João Daniel Rebelo Fonseca 2017. Consulte AQUI.

Estratégias audiovisuais para o desenvolvimento da memorização com alunos de viola d’arco / Ana Luzia Lapo Franco 2016. Consulte AQUI.

Estratégias de Consciencialização do Estudo em Violino / Ricardo Filipe Dias Antunes 2013. Consulte AQUI.

Estratégias de ensino-aprendizagem de obras musicais com e sem recurso à partitura. Vantagens e desvantagens / Tiago Emanuel de Oliveira Sampaio 2015. Consulte AQUI.

Estratégias de leitura à primeira vista no ensino de piano em grupo / Sara Cristina Veloso Vilaça 2015. Consulte AQUI.

Estratégias de motivação e aprendizagem no ensino da História da Música: o papel da Iconografia Musical / José Manuel Oliveira Marques 2016. Consulte AQUI.

Estratégias didático-pedagógicas para resolução de problemas da técnica do arco aplicadas a jovens violetistas / Francisca Maria da Costa Moreira 2015. Consulte AQUI.

Estratégias e Práticas do Ensino de Mudanças de Posição no Violino / Eduardo Neves de Sousa 2017. Consulte AQUI.

Estratégias para a resolução de passagens musicais problemáticas no ensino especializado da Guitarra Clássica / Flávia de Freitas Oliveira 2018. Consulte AQUI.

Estratégias para desenvolver a velocidade de execução na guitarra desde os primeiros anos de estudo / António Oliveira Lopes 2019. Consulte AQUI.

Estratégias para o desenvolvimento da perceção auditiva na performance dos alunos de piano / Teresa Berenice Dores Fernandes 2018. Consulte AQUI.

Estratégias pedagógicas na aprendizagem da emissão de som no clarinete – respiração, material e metodologias de estudo / Hélder António Ferreira Lopes Barbosa 2015. Consulte AQUI. Exemplar 1/2 Exemplar 2/2

Estudo de Excertos Orquestrais como Ferramenta no Ensino de Flauta Transversal no 2º Ciclo do Ensino Básico / Susana Regina Azevedo Moreira 2018. Consulte AQUI.

Estudo de padrões de digitação de escalas. Uma estratégia para promover o domínio do diapasão da guitarra clássica no ensino artístico especializado / André Pires Morais da Costa 2016. Consulte AQUI.

Estudo mental no ensino do piano – implementação de estratégias no contexto de sala de aula no segundo ciclo do ensino básico / João Miguel Moreira e Silva 2019

Exercícios benéficos para a rotina performativa de um violoncelista / Paulo Pedro Pereira Dias Vasques Cepêda 2016. Consulte AQUI.

Exploração de funções sociais da música nas aulas de Saxofone e de Música de Conjunto / Sílvia Madalena de Brito Ferreira Gonçalves 2018. Consulte AQUI.

Finalidades do Estudo de um Instrumento Musical Intervenção pedagógica com recurso a estratégias no ensino do violino para desenvolver a atenção seletiva / Joana Rebelo de Pinho 2015. Consulte AQUI.

Harmonia e Melodia: “duas faces da mesma moeda”; A linguagem musical na prática de guitarra clássica / David Louro Ribeiro 2016. Consulte AQUI.

Inclusão de compositores portugueses como fator de motivação no estudo básico do piano / Giosuè De Vincenti 2015. Consulte AQUI. Exemplar 1/2 Exemplar 2/2

Iniciação ao estudo da trompa – Ferramentas pedagógicas para a formação do trompista / Nuno Tiago Fernandes 2019. Consulte AQUI.

Introdução à música contemporânea no ensino vocacional de clarinete / Fábio Carvalho Meneses 2016. Consulte AQUI.

Jogos de improvisação como estratégia para a aquisição de competências técnicas e musicais na aprendizagem da percussão / Paulo Alexandre Pereira da Costa 2016. Consulte AQUI.

Jogos digitais no ensino: criação e implementação nas disciplinas de História da Música e Formação Musical / António Sérgio Fortuna Castro Canaveira do Vale 2019

La búsqueda de la expresividad en el piano: estrategias para estimular la musicalidad / Natalia Outón Gestido 2017. Consulte AQUI.

Leitura à primeira vista – componente imprescindível para o estudo bem-sucedido do piano / Filipa Gomes Figueiredo de Andrade 2014. Consulte AQUI.

Leituras Solfejadas: a escolha de excertos do repertório instrumental como estratégia de motivação / Analisa Almeida de Sousa Correia 2017. Consulte AQUI.

Linguagem corporal como recurso no ensino especializado do clarinete / Rui Jorge do Nascimento Lopes 2017. Consulte AQUI.

Memorização de uma Fuga do Cravo Bem Temperado de J.S.Bach – aplicação pedagógica de estratégias de memorização em alunos de piano do ensino vocacional / Vera Maria Seco Afonso da Fonte 2013. Consulte AQUI.

Motivação: Uma ferramenta para a aprendizagem / Ricardo Daniel Caló Santos 2015. Consulte AQUI.

Música e dança na era barroca – perspetivas da sua aplicabilidade no Ensino das Ciências Musicais / Carla Sofia Magalhães Moreira Sabino 2018. Consulte AQUI.

Música e Património no contexto da aprendizagem das Ciências Musicais / Ivânia Sofia Santos Esteves 2016. Consulte AQUI.

Música para marimba de Ney Rosauro como potenciador de aprendizagem para alunos do 1º ciclo ao secundário / Marília Belelli Barbosa 2016. Consulte AQUI.

O Aquecimento Direcionado como Ferramenta Pedagógica no Ensino do Contrabaixo / Cristiana de Sousa Gonçalves 2015. Consulte AQUI.

O cancioneiro musical português no Ensino das Ciências Musicais / Gerson Fábio Rodrigues Silva http://hdl.handle.net/1822/41303 2015. Consulte AQUI.

O Canto como ferramenta pedagógica no ensino/aprendizagem de Oboé no ensino especializado de Música / Joana Marisa Carvalho Moreira 2017. Consulte AQUI.

O Canto coral a capella no desenvolvimento da acuidade auditiva no ensino especializado de música / Emanuel Ferreira Soares da Silva 2017. Consulte AQUI.

O Cinema como Estratégia de Motivação e Aprendizagem no Ensino das Ciências Musicais e Formação Musical / Victor Thadeu Reis Oliveira 2016. Consulte AQUI.

O contributo da Técnica Alexander para a aprendizagem do violino no ensino especializado de música / Ana Marisa Rodrigues Teixeira 2019

O Contributo do Coaching para o Desenvolvimento do Aluno de Flauta Transversal / Raquel Sofia Duarte da Silva 2018. Consulte AQUI.

O coro infantil na escola vocacional: contributo para uma seleção informada e alargamento de repertório / Cíntia Andreia Alves Pereira 2017. Consulte AQUI.

O Desenvolvimento da Articulação no Ensino-Aprendizagem do Saxofone / Ana Carolina Lobo Correia 2016. Consulte AQUI.

O desenvolvimento da autonomia do estudante de Guitarra através da experimentação lúdica nas primeiras fases da aprendizagem / Eduardo Daniel Martins Baltar Soares 2013. Consulte AQUI.

O desenvolvimento da criatividade em contexto de mini-grupo: sugestões pedagógicas para o ensino do saxofone / Eugénia Filipa Ribeiro Martins 2013. Consulte AQUI.

O desenvolvimento de competências criativas do professor de Música de Conjunto / Vera Fernandes Duque 2016. Consulte AQUI.

O desenvolvimento de hábitos positivos no processo de ensino-aprendizagem do violino: exercícios de relaxamento / Vera Lúcia Carvalho Lima Ferreira 2017. Consulte AQUI.

O Ensino das Ciências Musicais e a Retórica: Discurso Musical no Período Barroco / Paulo Jorge Miranda Araújo 2016. Consulte AQUI.

O Envolvimento Parental como Estratégia Pedagógica no Ensino Especializado de Música – um estudo com alunos de Contrabaixo / Nuno Jorge Pinto Guimarães Ribeiro Campos 2015. Consulte AQUI.

O envolvimento parental na otimização da aprendizagem da trompete no ensino especializado / Pedro Manuel Castro Silva 2017. Consulte AQUI.

O Flautim na iniciação à aprendizagem da Flauta Transversal / Elsa Daniela Ferreira da Costa 2019

O gosto como fator motivacional nos primeiros anos de estudo de violino / Alexandre Barbosa Ferreira / 2015. Consulte AQUI.

O Mindfulness na prática Guitarrística / João Paulo Santos Lopes 2020

O movimento corporal como ferramenta pedagógica nas aulas de Classe Conjunto – Coro / Paula Cristina do Monte Santa Marinha 2018. Consulte AQUI.

O Multiculturalismo no Ensino Especializado da Música / César Filipe Mendonça Freitas 2017. Consulte AQUI.

O papel da aprendizagem cooperativa na disciplina de Música de Câmara: contributo para a definição de estratégias pedagógicas / Patrícia Fernandes Pires 2018. Consulte AQUI.

O papel da exemplificação instrumental pelo professor nas aulas de oboé / Luís Filipe Carneiro Gomes Alves 2016. Consulte AQUI.

O Papel da Memória na Aprendizagem das Ciências Musicais / Eduardo Miguel Fraguito Gomes Canelas 2017. Consulte AQUI.

O papel do Encarregado de Educação na autorregulação do aluno no contexto do ensino da viola d’arco / Ângela Raquel Machado Teles 2015. Consulte AQUI.

O papel dos pais na motivação para o estudo/aprendizagem do violino / Vânia Sofia Oliveira Fontão 2015. Consulte AQUI.

O Património Musical Bracarense no Currículo das Disciplinas de História da Música, Organologia e Formação Musical / Ana Rita Fernandes Campos 2014. Consulte AQUI.

O Potencial Pedagógico da Improvisação (Jazz) no processo Ensino/Aprendizagem da Trompete / António José Pacheco Ribeiro 2015. Consulte AQUI.

O Repertório Erudito Contemporâneo no Ensino Especializado de Música: Programas Curriculares e Práticas Pedagógicas na Disciplina de Violino / Diogo Camelo Costa 2019

O repertório para Cordofones Dedilhados como Fonte de Aprendizagem no Ensino das Ciências Musicais / David Emanuel Guedes Rodrigues 2016. Consulte AQUI.

O trabalho auditivo na aula de saxofone: Estratégias de abordagem ao repertório / Andreia Carina Monteiro Mendes 2018. Consulte AQUI.

O Trabalho instrumental no estudo individual de violino do ensino básico: uma proposta de metodologia / Eliana Teresa Azevedo de Magalhães 2013. Consulte AQUI.

O uso de efeitos sonoros como estímulo no ensino do contrabaixo / Paulo Jorge Novo Boaventura 2018. Consulte AQUI.

O uso dos meios tecnológicos no ensino da trompa / Henrique Veríssimo Saleiro Torres 2015. Consulte AQUI.

O vibrato no saxofone – estratégias para a sua aprendizagem no ensino especializado de música / Miriam Aneiros Muiño 2019

Operacionalização do Processo de Raciocínio no estudo para o Desenvolvimento Técnico do Violino / Christelle Veiga do Vale 2015. Consulte AQUI.

Organização do tempo do estudo musical: Sugestões pedagógicas para a gestão do tempo do estudo individual do oboé / Jorge Gonçalo Vieira Patrão 2015. Consulte AQUI.

Os Concursos de Saxofone como reforço da motivação no estudo diário do aluno / Pedro Miguel da Silva Melo 2019

Os efeitos da ansiedade na performance dos alunos de fagote / Tiago Manuel da Silva Rodrigues 2017. Consulte AQUI.

Os princípios da Técnica Alexander no ensino instrumental de Contrabaixo / João Francisco de Magalhães e Silva Gonçalves 2018. Consulte AQUI.

Os Processos Criativos na aprendizagem da técnica do Violoncelo no Ensino Vocacional de Música / Adriana Amélia Pombal Dantas Esteves 2015. Consulte AQUI.

Otimização do Bouché e do Trilo na Trompa no Ensino Especializado de Música / Pedro Miguel Pereira Fernandes 2017. Consulte AQUI.

Otimização do estudo inicial do oboé: A procura da motivação / Sofia Alexandra Mendes Martins de Brito 2015. Consulte AQUI.

Otimização dos registos de grave e agudo na aprendizagem da trompa no ensino vocacional especializado de música / Nuno Leandro Dias da Silva 2017. Consulte AQUI.

Palhetas Simples: Técnicas de Manutenção para Aplicação na Interpretação e Pedagogia do Clarinete / Cátia Rosana Marinho Mendes 2015. Consulte AQUI.

Performance musical: Melhor com recurso à partitura? / Daniel Joaquim Ferreira Lemos 2015. Consulte AQUI.

Postura corporal en la interpretación y aprendizaje del clarinete en la enseñanza vocacional de la música / Adriana Carrera Carrera 2016. Consulte AQUI.

Postura e relaxamento: influência e importância na prática da trompa / Rui Emanuel Sampaio Martins 2016. Consulte AQUI.

Prática composicional no ensino da Guitarra clássica: Uma articulação pertinente? / André Daniel Marques Castilho de Matos Lopes 2015. Consulte AQUI.

Promoção da acuidade auditiva no Estudo Individual de Viola d’Arco: um estudo exploratório com base na audição interna / Carla Daniela da Costa Ferreira Marques 2015. Consulte AQUI.

Recursos mnemotécnicos na aula de Flauta Transversal / Maria Salomé Ramos Ferreira 2017. Consulte AQUI.

Reflexão crítica sobre um percurso profissional de ensino de piano nas Academias de Música de Barcelos e Guimarães nos anos 2003 – 2013. Relatório de Actividade Profissional / Ana Raquel Gomes da Rosa 2013. Consulte AQUI.

Reflexão e auto-regulação no processo de ensino-aprendizagem da guitarra / Ana Rita Rodrigues Gouveia Barbosa 2017. Consulte AQUI.

Relatório de Actividade Profissional / Cecilia Marga Siebrits 2018. Aceda AQUI.

Relatório de Actividade Profissional / Cidália de Fátima Rodrigues Fernandes 2013, Consulte AQUI.

Relatório de Actividade Profissional / Sara Maria Soares Cardoso 2013. Consulte AQUI.

Relatório de Actividade Profissional . Descrição e reflexão sobre um percurso profissional / Armando García 2015. Consulte AQUI.

Relatório de Actividade Profissional Música e Vida: Aprendizagem, Performance e Docência em Cuba e Portugal / Rafael Fernando Cutiño Dieguez 2015. Consulte AQUI.

Relatório de Actividade Profissional Percurso de Vida: A Formação Musical ao Encontro do Instrumentista / Mário de Jesus Fernandes da Cunha Bezerra 2017. Consulte AQUI.

Relatório de Actividade Profissional Percurso Profissional do Piano ao Cravo / Paula Alexandra Ribeiro da Silva Peixoto 2015. Consulte AQUI.

Relatório de Actividade Profissional Sons e silêncios duma vida / Rudesindo Soutelo Fernandez 2015. Consulte AQUI.

Relatório de Actividade Profissional Um Percurso Profissional / Vítor Manuel Ferreira da Silva Albuquerque 2013. Consulte AQUI.

Relaxamento, Correção Postural e Respiração na prática da Flauta Transversal: Aplicação de exercícios de Técnica de Alexander / Ricardo Manuel Teixeira de Pinho 2015. Consulte AQUI.

Relevância da Atividade Sensorial nos primeiros anos de aprendizagem do violino / Rúben Manuel da Silva 2016. Consulte AQUI.

Repertório multi-estilístico para guitarra clássica no ensino especializado da música. Consequências da sua inclusão / Carlos Ferreira dos Santos David 2015. Aceda AQUI.

Repertório Português para Violoncelo – Aplicabilidade Pedagógica no Ensino Básico / António José Aguiar da Silva Oliveira 2013. Consulte AQUI.

Respiração e articulação nos primórdios da aprendizagem. A sua importância para desenvolver uma técnica interpretativa eficaz / Rúben Dário Rêgo Henriques 2015. Consulte AQUI.

Respiração e Embocadura: Um contributo para o aperfeiçoamento na emissão e qualidade sonora no clarinete / Bruno Miguel Ferreira da Costa 2018. Consulte AQUI.

Seleção e Criação de Exercícios para a Resolução de Diferentes Problemas Técnicos no Contrabaixo / Ana Margarida Machado de Sousa 2017. Consulte AQUI.

Semanal do Trompinhas – Uma proposta de exercícios de aquecimento para a aprendizagem da trompa no ensino especializado de música até ao 2º Ciclo / Alfredo Moreira Macedo 2019

Soalhas, madeiras e metais. Os instrumentos complementares da Percussão nos Programas Curriculares / Duarte Nuno Aveiro dos Santos 2019

Técnica da Mão Esquerda: Uma Ajuda Essencial aos Alunos de Violoncelo do Ensino Básico / Ana Luísa Cadilhe Marques 2013. Consulte AQUI.

Técnicas de respiração na aprendizagem do clarinete no nível básico do ensino especializado da música /Tânia Sofia Capela Barbosa 2016. Aceda AQUI.

Teoria e Prática nas aulas de Formação Musical e História da Cultura e das Artes / Adriano Alberto Queirós de Macedo 2016. Consulte AQUI.

Um percurso profissional no Piano e na Música de Câmara no Ensino Especializado de Música em Portugal e em Itália / Francesca Serafini 2017. Consulte AQUI.

Uma abordagem da leitura à primeira vista na Guitarra Clássica / Tiago Manuel Carneiro Marques 2016. Consulte AQUI.

Uma abordagem jazzística ao currículo das Ciências Musicais no Conservatório de Música do Porto / César Miguel Gomes do Nascimento Oliveira 2018. Consulte AQUI.

Utilização de recursos áudio no ensino do trompete / Artur Miguel Lemos de Oliveira 2015. Consulte AQUI.

Valorização de práticas instrumentais em Formação / Flávio Ulisses Vasco Cardoso 2018. Consulte AQUI.

WikiScore: uma ferramenta tecnológica no ensino das Ciências Musicais / Teresa Augusta Carneiro Marinho 2013. Consulte AQUI.

Orquestra da Universidade do Minho

Orquestra da Universidade do Minho

[ Dados fornecidos pela Professora Doutora Elisa Lessa e publicados na Meloteca a 12 de novembro de 2020 ]

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Os Músicos Embarcados

Nos anos 50 do século XX, muitos músicos madeirenses receberam propostas de trabalho fora da Madeira.

Nos casinos e hotéis do continente (Figueira da Foz, Cúria, Espinho, Estoril), nas boates e cabarés de Lisboa ou Porto, nos hotéis e boates de Luanda, Lourenço Marques, África do Sul e Rodésia, era possível encontrar um músico ou cantor insular, contratado para atuar. De entre eles, Raul Abreu, ”Freitinhas”, ”Barrinhos”, Libertino Lopes, João Moura, Américo de Nóbrega, Luiz Abreu ‘’Mascote’’, Antero Gonçalves, José Marques dos Santos, Helder Martins, Zeca da Silva, Fernando Olim, Artur Andrade, Carlos Fernandes ”Tachi”, Carlos Freitas, Paquete de Oliveira e Jimmy de Sousa, seguiriam uma carreira artística nacional com visibilidade e divulgação das suas atividades no Diário de Notícias da Madeira.

Em janeiro de 1950 o Diário deu conta da presença do cantor ”Jimmy” de Sousa no Funchal: «Encontra-se de novo, entre nós , o apreciado vocalista Jaime de Sousa ”Jimmy” que ultimamente tem atuado, com grande êxito em Lisboa. As suas interpretações vêm merecendo as melhores referências, sendo de notar que o Nina o contratou desde há tempos para ali atuar.» Jimmy de Sousa, irmão de Max, integrou a partir de 1954 o Conjunto de Jorge Brandão com outro conterrâneo, o guitarrista Antero Gonçalves. Juntos atuaram na boate «Tágide» e no Casino Estoril, entre outros espaços, partindo posteriormente com o restante grupo para atuações em Moçambique e na África do Sul, residindo por aquelas paragens durante anos.

Luiz Abreu ”Mascote” (trompetista) atuou na década de 50 na Orquestra de Ferrer Trindade em Lisboa e depois, na noite musical de Ponta Delgada, nos Açores.

Os casos também de Raul de Abreu e Libertino Lopes que passaram pelo Casino da Figueira da Foz e pelos hotéis da região centro do país, rumando depois aos Açores.

José Marques dos Santos tocou no Porto, no cabaré Casa Nova e no Ateneu Comercial do Porto, trabalhando numa das primeiras lojas de instrumentos musicais daquela cidade, onde também dava aulas de guitarra elétrica. Mais tarde, foi músico nas orquestras de bordo dos navios portugueses «Angra do Heroísmo», «Funchal» e «Infante Dom Henrique», neste último já na década de 70.

A saída profissional para a maioria dos músicos da Madeira tinha como primeiro destino a cidade de Lisboa. Os contratos estavam lá. Todos eles sabiam também que podiam contar com uma geração de músicos seus conterrâneos, pioneiros nestas lides artísticas, como por exemplo Tony Amaral, o cantor Max e o guitarrista Carlos Menezes. Estes músicos tinham estatuto e experiência no meio musical da capital. Eram a estes colegas de profissão, mas também amigos, que muitas das vezes pediam opinião ou conselho, sobre contratos e oportunidades profissionais.

Outro dos grandes pianistas madeirenses a desenvolver carreira nacional em Lisboa foi Helder Martins. Desde 1953 a residir na capital, o pianista, compositor e cantor, Helder Martins, tinha uma agenda cheia de eventos e muitas solicitações para atuar. Salientam-se por esta altura os convites para integrar o recém criado Quinteto de Jazz do Hot Club, os vários programas de música ao vivo (nas diversas rádios de Lisboa) e a gravação dos seus primeiros trabalhos discográficos. Através dele, outros músicos insulares conseguiram o seu primeiro contrato no continente, como foi o caso de Zeca da Silva que em quarteto inaugurou o Ronda, um espaço frequentado pelas elites portuguesas (alta finança, ministros e os ”ricos” da linha de Cascais).

O Diário de Notícias da Madeira na sua edição de 12 de julho de 1955 anuncia a partida destes músicos: «A Fim de cumprirem um contrato verdadeiramente honroso, «Jess And His Boys» seguem hoje para Lisboa, no «Império», onde vão trabalhar numa elegante ”Boite” no Estoril que se inaugura brevemente. Associa-se a este conjunto, um animador, um outro artista madeirense, Helder Martins, que no meio musical de Lisboa se tem afirmado pelo seu incontestável valor.»

Outro dos jovens músicos a sair do Funchal foi o contrabaixista Maurílio Teixeira. O seu destino levou-o mais longe, à cidade de Santos no Brasil. Uma vez mais, pelo Diário de Notícias da Madeira de 7 de outubro de 1961, com o título «Um artista em foco» o matutino insular refere que o músico estaria a atuar com a orquestra sinfónica da cidade e que fruto do seu empenho e estudo, tinha sido convidado a integrar uma outra agremiação. Salientava ainda o artigo: «Na base do triunfo do nosso artista estão os ensinamentos colhidos com aproveitamento na Academia de Música da Madeira, onde foi aluno brilhante.»

O Diário de Notícias da Madeira de 11 de julho de 1963 dava conta de quem regressava após concluir os contratos musicais: « Após longos anos de atuação em Moçambique onde conheceu os melhores êxitos integrado no conjunto privativo do Hotel Girassol, de Lourenço Marques, acaba de regressar à Madeira o exímio violinista, nosso conterrâneo, Américo de Nóbrega. Figura conhecida no Music Hall madeirense, fez parte dos conjuntos de Tony Amaral e Flamingo, tendo atuado em Joanesburgo e na Rodésia.»

Outros músicos insulares como Carlos Freitas, Virgílio Cardoso, Mário de Freitas, Adão Freitas, Manuel Lobo de Matos ou Óscar Fernandes percorreriam as províncias ultramarinas portuguesas de Angola e Moçambique, até ao final da década de 60. No caso de Carlos Freitas, contrabaixista, integrou também o célebre Conjunto de Fernando de Albuquerque, passando por importantes espaços de música ao vivo da capital portuguesa como o «Tágide» o «Palm Beach» e o «Concha». Atuou ainda no acompanhamento de discos de Maria José Valério e em vários serões musicais organizados pela Emissora Nacional e Rádio Clube Português.

Uma vez mais, o Diário de Notícias da Madeira, na sua edição de 26 de setembro de 1963 segue o desenvolvimento de um convite endereçado a um artista madeirense, desta vez ao jovem pianista Rui Afonso: «Contratado para o Hotel Infante de Ponta Delgada, segue no próximo domingo para os Açores o Conjunto musical de Rui Afonso, constituído por este jovem e apreciado pianista e por Amadeu Filho (saxofone, clarinete), Manuel José Abreu (bateria e vocalista) e Amadeu Pestana (baixo). O simpático conjunto terá uma festa de despedida no próximo sábado à tarde, no Ateneu Comercial, que registará por certo a presença dos seus muitos admiradores.»
O pianista Rui Afonso daria nas vistas ao longo da década de 60 atuando no Hotel Miramar, Hotel Nova Avenida, Hotel Santa Isabel (a solo) e com o seu Trio no Hotel Monte Carlo, no Piano Bar «Lar Madeirense» e na famosa Boate do Golden Gate. O Trio de Rui Afonso era constituído em 1967 pelo próprio ao piano, «Barrinhos» (bateria) e Maurílio Teixeira (contrabaixo). Este último elemento regressado da sua temporada musical no Brasil.

Texto e pesquisa:

Vítor Sérgio Sardinha

[ Músicos naturais da Madeira ]
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