Pião

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A barca virou

A barca virou,
deixá-la virar.
A menina Júlia
não sabe remar.

Se eu fosse um peixinho,
sabia nadar.
Tirava a Júlia
do fundo do mar.

A pomba caiu ao mar

A pomba caiu ao mar,
a pomba ao mar caiu.
A pomba caiu ao mar,
agarrei a pomba
e lá me fugiu. (bis)

A rola caiu ao rio,
a rola ao rio caiu.
A rola caiu ao rio,
agarrei a rola
e lá me fugiu. (bis)

O cuco caiu ao rio,
o cuco ao rio caiu.
O cuco caiu ao rio,
agarrei o cuco
e lá me fugiu. (bis)

Trad. adapt. ]

Ai, ai, ai, minha machadinha

Ai, ai, ai,
minha machadinha, (bis)
quem te pôs a mão
sabendo que és minha? (bis)

Sabendo que és minha,
também eu sou tua. (bis)
Salta machadinha
para o meio da rua. (bis)

Lá p’rò meio da rua
não hei-de eu saltar. (bis)
Eu hei-de ir à roda
escolher o meu par. (bis)

As mulheres do monte,
quando vão à vila,
levam cestos de ovos,
galinhas em cima.

Duma vez, a uma,
caiu-lhe a cestinha.
Quebraram-se os ovos,
fugiu-lhe a galinha.

Chegando ao Outeiro:
“Pira, pira, pira.”
Quanto mais chamava,
mais ela fugia.

Trad. ]

Ao belo sol d’oiro

Ao belo sol d’oiro
que é loiro balão,
já toca o besoiro
no seu rabecão.

E logo a compasso
a clara cigarra
ameiga o espaço,
tocando guitarra.

Moscardo esperto
zumbindo mais fino
ajuda ao concerto
tocando violino.

Mosquitos vibrando
mil asas inquietas
alegram o bando
tocando trombetas.

O solo é do grilo,
cantor e poeta:
Lá baila, ao seu trilo,
a flor-borboleta.

E a música erguida
p’ra os céus não tem fim!
Que festa! Que vida
sorri no jardim!

A. M. Couto Viana ]

Barqueiro

Barqueiro, deita o barco ao Mira,
barqueiro vamos navegar,
mas olha se o barco vira
lá no meio do Mira:
eu não sei nadar.

Se tu soubesses, amigo,
se tu soubesses nadar,
deitava-se o barco ao rio,
eu e tu, amigo, íamos navegar!

Trad. ]

Bóia

Bóia, bóia binha
que faz assim assim
Ora agora a costureira
a fazer assim, assim.

… cozinheira…

… motorista…

… bombeiro…

Trad. ]

Borboleta do pomar

Borboleta do pomar,
poisa aqui, poisa acolá.
Quem te pudesse apanhar!
Coisa mais linda não há!

Sem cessar, a borboleta
bate as asas de cetim,
sempre alegre, sempre inquieta,
a voar assim, assim.

Helena Maria Maia Malta ]

Castanhas

Castanhas, castanhas,
assadinhas com sal,
quentinhas, quentinhas,
que não te façam mal.

Saltitam, crepitam,
toma lá e dá cá.
São Martinho sem sol
e sem castanhas não há.

Dó ré mi fá sol

Dó ré mi fá sol,
olha o caracol.
Dó ré mi fá sol,
deitadinho ao sol.

A a a a a,
quá quá quá quá quá.

E e e e e,
mé mé mé mé mé.

I i i i i,
Gri gri gri gri gri.

O o o o o,
Có có có có có.

U u u u u,
glu glu glu glu glu.

Lá vai uma

Lá vai uma, lá vão duas,
três pombinhas a voar.
Uma é minha, outra é tua,
outra é de quem a apanhar.

A criada lá de cima
é feita de papelão.
Quando vai fazer a cama
diz assim para o patrão:

Sete e sete são catorze,
com mais sete, vinte e um.
Tenho sete namorados
e não gosto de nenhum.

Na mochila guardei

Na mochila guardei
meia dúzia de castanhas.
De tão quentes que estão,
‘inda queimo a minha mão!

Vou dá-las ao pai,
vou dá-las à mãe,
castanhas quentinhas
que cheiram tão bem.

O Outono, ao voltar,
a todos vai dar
castanhas assadas
no lume a estalar.

Luiza da Gama Santos ]

No alto daquela serra

No alto daquela serra (2v.)
está um lenço,
está um lenço a acenar.

‘Stá dizendo viva, viva, (bis)
morra, morra,
morra quem não sabe amar. (bis)

Trad. ]

Papagaio loiro

Papagaio loiro
de bico doirado,
leva-me esta carta
para o outro lado.

Para o outro lado,
Para a outra margem,
Papagaio loiro
De linda plumagem.

Salta o canguru

Salta o canguru,
gosta de saltar.
Salta com o filho
e com o seu par.

Coça o chimpazé,
gosta de coçar.
Quando alguém começa,
já não quer parar.

Senhora Dona Anica

Senhora Dona Anica
venha abaixo ao seu jardim.
Venha ver as lavadeiras
a fazer assim, assim.

… venha ver as costureiras…

… venha ver os carpinteiros…

… venha ver as cozinheiras…

… venha ver os motoristas…

6 … venha ver os professores…

… venha ver os jornalistas…

Sim, não

Sim, não; sim, não.
Grande, pequeno; gigante, anão.
Sim, não; sim, não.
Aqui, acolá; no cimo no chão.
Sim, não; sim, não.
Menino risonho; menino chorão.

Excertos de Patrícia Joyce,
Romance da Gata Preta, Sociedade de Expressão Cultural ]

Caracol

Caracol, vai devagarinho,
não tens de pagar o carrinho.
Prova do que houver no caminho.
Caracol, vai devagarinho.

Leopardo, vai a correr,
que os teus filhos querem comer
e já não há tempo a perder.
Leopardo, vai a correr.

António José Ferreira ]

Tenho um castelo

Tenho um castelo
matarelorelorelo.
Tenho um castelo
matarelorelorão, jim bão.

Onde estão as chaves
matarelorelorelo.
Onde estão as chaves,
matarelorelorão, jim bão.

No fundo do mar…

Quem vai lá buscá-las…

É a menina Catarina…

Tenho um pião

Pião
Pião

Tenho um pião,
gosto de o lançar
e fica, fica
a rodopiar.

Gira que gira
o meu pião.
Gira na palma
da minha mão.

Tenho uma maraca

Tenho uma maraca
e a quem vou dá-la?
É para o Carlos
que adora tocá-la.

António José Ferreira ]

Torradinhas

Torradinhas com manteiga
como logo de manhã.
Come o primo, como eu,
o papá e a mamã.

António José Ferreira ]

Uma laranja

Uma laranja, duas laranjas,
ai três laranjas num raminho.
Uma laranja, duas laranjas,
ai para dar ao meu benzinho.

Ai, para dar ao meu benzinho,
ai, para dar à minha avó.
Uma laranja, duas laranjas,
ai, três laranjas num pé só.

Uma vez uma pastora

Uma vez uma pastora,
Larau-larau-larito.
Com o leite do seu gado,
mandou fazer um queijito.

Mas o gato espreitava,
larau, larau, larito,
mas o gato espreitava
com sentido no queijito.

E aqui metia a pata,
larau, larau, larito,
e aqui metia a pata
e além o focinhito.

A pastora, de zangada,
larau, larau, larito,
a pastora de zangada
castigou o seu gatito.

E aqui termina a estória,
larau, larau, larito,
e aqui termina a estória
da pastora e do gatito.

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