barítono José de Freitas

JOSÉ DE FREITAS

José de Freitas, de nome completo José Cirilo de Freitas Silva, nasceu na Madeira e foi padre da Congregação da Missão (Padres Vicentinos). Já depois de padre, estudou nos conservatórios do Porto e de Lisboa, onde concluiu o Curso Superior de Canto com excelente classificação. Em 1978 tornou-se artista residente do Teatro Nacional de São Carlos onde se estreou com Schaunard em La Bohème. Foi intérprete de importantes papéis de barítono e de baixo-barítono em Portugal e no estrangeiro. Foi também diretor de coros e compositor de cânticos litúrgicos.

ENTREVISTA

Qual foi o primeiro momento em que se lembra de ter tido consciência de que a música era importante para si?

O primeiro momento?! Preferiria falar de uma pequena série de momentos… Concretizando: No meu 5º ano do seminário (hoje 9º ano), cerca dos 16 anos, quando a chamada “mudança de voz” era já algo acentuada, o meu ilustre professor de música, Padre António Ferreira Telles, poucos dias após ter-me convidado para tocar harmónio em algumas cerimónias litúrgicas (ele era o harmonista oficial, obviamente) e pedir-me para, alternadamente com outro colega, iniciar os cânticos na liturgia (o equivalente a solista), veio falar comigo na véspera da festa do Padroeiro do seminário (S. José), e disse-me: “Confio muito em ti para “segurares” a 4ª voz na missa solene de amanhã.” Ora aí tem um “puzzle” com bastante significado na minha “consciência musical” de jovem seminarista…

Quais os professores que mais o influenciaram no tempo de seminário?

Vou referir-me apenas a professores de música, obviamente. Desde os primeiros anos, tive uma veneração especial por um ilustre mestre, muito “sui generis”, mas muito competente e sabedor: o Padre António Ferreira Telles, a que atrás aludi. Era excelente harmonista, compositor, ótimo harmonizador. O Pe. Fernando da Cunha Carvalho, felizmente ainda entre nós, também teve influência na minha orientação musical, e não só. Mas vou salientar, sem querer ser injusto para os atrás citados e porventura outros, o Pe. João Dias de Azevedo, que muito me ajudou sobretudo no harmónio e no órgão, no Seminário de Mafra, onde fiz o meu noviciado (1954-1956). Nesse período, cheguei a tocar órgão em algumas celebrações dominicais e festas na Basílica de Mafra… E, para completar os anos do seminário, não poderei omitir o Pe. Fernando Pinto dos Reis (1929-2010).

Depois de ir para o seminário e de ser padre, quando é que se apercebeu de que cantar era o mais importante na sua vida profissional?

Como disse, cedo me iniciei e fui crescendo na função de solista. Continuei-a ao longo de todo o curso, alternando-a com o múnus de harmonista. Terminado o curso, fui incumbido da disciplina de Música (além de outras), no seminário menor. O concílio do Vaticano II acabava de privilegiar o vernáculo na liturgia. Iniciei a renovação de todo o repertório vigente. Eu próprio dei largas a uma velha paixão e iniciei a composição de cânticos em português, incluindo o “ordinário” e o “próprio” da missa para determinadas solenidades, além de outros cânticos circunstanciais. Aconselhado por não poucos, matriculei-me no Conservatório do Porto. Canto? Composição? Duas paixões. Muito incitado e encorajado pela professora D. Isabel Mallaguerra, decidi-me mais seriamente pelo canto, sem descurar a composição musical.

Após o curso geral de canto no Conservatório do Porto, vim a concluir o Curso Superior no Conservatório Nacional com a professora D. Helena Pina Manique. Com o programa do exame do curso superior concluído com alta classificação, fui convidado para vários recitais em Lisboa e não só. Iniciei logo de seguida o curso de ópera com o professor Álvaro Benamor e D. Helena Pina Manique. Fui admitido no Coro Gulbenkian, onde estive durante alguns meses até seguir para Paris com uma bolsa de estudos.

O diretor do Teatro Nacional de São Carlos, Eng. João Paes, que já me ouvira no Conservatório, convidou-me para, temporariamente, interromper o estágio em Paris e vir a Lisboa preparar o desempenho de um importante papel numa ópera portuguesa. Bem sucedido, pediu-me para, após o estágio parisiense, seguir para Florença, afim de preparar, com o famoso Gino Bechi, o importantíssimo papel de primeiro barítono (Lord Enrico d’Ashthon) da ópera Lucia di Lamermoor, de Donizetti. Cantei esse papel em novembro de 1977, no Teatro Rivoli (Porto)…

Toda esta “bola de neve” a partir da conclusão do curso superior de canto em 1974, todo o incrível desencadear de situações até finais de 1977, todo o ano de 1977 sobretudo, tudo isso responde à sua pergunta… Parafraseando, em contraste, um fadista, diria: “Ser cantor não foi meu sonho, mas cantar foi o meu fado…”

Dos anos em que estudou Música e Canto, que professores tiveram uma influência mais decisiva?

Nos conservatórios do Porto e de Lisboa, tive a felicidade de ser orientado respetivamente pelas professoras D. Isabel Mallaguerra e D. Helena Pina Manique, e ainda, por algum tempo, pela D. Arminda Correia, sem esquecer o Prof. Álvaro Benamor (cena).

Em Paris, como olvidar o trabalho com a famoso baixo Huc-Santana e o não menos célebre barítono Gabriel Bacquier? Em Itália, e aqui em Portugal, Gino Bechi foi simplesmente precioso no trabalho vocal e cénico. Este famoso barítono, que também me honrava com a sua amizade, cantou nos anos 40, em todos os grandes palcos do mundo. A sua famosa “entrega” aos espetáculos e nos espetáculos, quer cenicamente mas sobretudo vocalmente, levou-o a tal desgaste que teve de terminar a sua carreira por volta dos 40 anos, precisamente com a idade com que eu comecei…

Foi difícil deixar de ser padre e optar pela carreira musical?

Quando, em finais dos anos 60, me matriculei no Conservatório do Porto, confesso que o meu sonho era dar uma componente artística à minha missão de padre.

Começaram a surgir, porém, situações que não deixaram de me ir perturbando. Alguma confusão começou a instalar-se nos meus horizontes… Estávamos em pleno pós-74… Sobretudo a partir de 1977, comecei a sentir-me ultrapassado pelos acontecimentos. Tinham de ser tomadas decisões… Não podia viver na ambiguidade!… Houve muitas dúvidas, muitas incertezas… O meu Padre Provincial de então propôs-me fazer as duas coisas: padre e cantor… Tudo se desenrolava vertiginosamente… Eram convites para concertos, para óperas, etc.
Cheguei mesmo a atuar durante não pouco tempo, estando ainda no exercício do ministério… Fui chegando à conclusão de que as duas funções não faziam grande sentido… Em finais de 1978, acabei por tomar a decisão: pedi para Roma a dispensa do exercício das ordens. Não tive resposta fácil. Demorou mais de dois anos. Pelo meio, um apelo a que repensasse…

Qual foi o papel da Igreja na sua vida musical?

Primeiramente, como é obvio, penso em todo o curso do seminário. Para além de todos os aspetos da formação, a música da Igreja, o canto gregoriano, ocupou uma grande parte desse período, quer na teoria, quer na prática. O nosso Cantuale, um livro específico da Congregação da Missão com os mais belos cânticos gregorianos e muitos outros, a uma ou mais vozes, dominou grande parte desses anos, as nossas vozes e as nossas almas.

No seminário Maior, durante o curso de filosofia e teologia, para além das mais belas obras de polifonia sacra, cantávamos, todos os domingos e festas, o “comum” e o “próprio” em gregoriano, de acordo com o emblemático Liber Usualis, a mais completa obra do canto da Igreja. Tudo isto, naturalmente acompanhada da parte teórica, marca indelevelmente a minha personalidade e a minha formação musical. E não esqueço que quase sempre, alternadamente, fui organista e solista…

Após a ordenação, seguiram-se anos dominados pelo Concílio do Vaticano II, com uma série extraordinária de documentos sobre a música e a liturgia em vernáculo,com o aparecimento de excelentes compositores. E foram sempre surgindo, com os diversos papas, importantes documentos sobre a música litúrgica. Não posso esquecer os “famosos” cursos gregorianos de Fátima que frequentei.

Durante os anos 1977-1995, em que a vida artística teve o seu lado prioritário, nunca deixei de estar atento aos documentos da Igreja sobre música sacra e à obra de excelentes compositores que temos.

A partir de 1997, já no pós – S. Carlos, a pedido do meu grande amigo Conégo José Serrasina que acabava de ficar à frente da Paróquia dos Anjos, em Lisboa– a minha paróquia -, comecei a orientar o coro paroquial, tomando a peito a renovação dos cânticos e a dinamização litúrgica. Baseava-me sempre nos textos de cada celebração. Após 5 anos de intenso e profícuo trabalho, abracei outro projeto – na Capela do Palácio da Bemposta (Academia Militar), onde colaborei durante 13 anos (2003 – 2016). Durante este período, compus dezenas de cânticos que vieram a ser publicados pela Academia Militar, em 2012, num volume com o título Deus é Amor. Porque o “contexto” de então era “específico”, o referido volume irá “sofrer” brevemente substancial alteração.

Qual foi a maior deceção na sua vida?

Se me permite, não apresentaria uma mas duas deceções, e ambas no âmbito do mundo lírico. A primeira, logo de início. Tinha feito 40 anos. Eram diferentes, agora, o sonho e o ideal. Imaginava que perante mim, ia surgir um meio pleno de elevação, um ambiente superior, de arte, de cultura, etc. Cedo, porém, fui verificando e concluindo que as cores que sonhara belas, não, não o eram assim tanto… A realidade era bastante mais prosaica… Bem!… Respirei fundo, bem fundo, passe a expressão… E, vamos a isso!… Mas vamos mesmo! O desafio que ora iniciava era para ganhar, era mesmo para vencer!… E foi! Não tive o caminho atapetado de rosas, longe disso, muito longe! Foram necessárias uma fibra excecionalmente forte como considero ter, uma fé inabalável em Deus como efetivamente tenho, e também, obviamente, uma grande confiança nos talentos que Deus me deu, aliados à formação que tive (não poderei esquecê-lo!) E…aí vou eu!… E nem tudo foram espinhos, digamos em abono da verdade. Tive um público que me admirava e apoiava bastante, excelentes e excecionais críticas, outras nem tanto… E, entre um pessoal que rodava as três centenas (coro, orquestra, cantores, técnicos, etc), tive não poucos amigos e admiradores! Não esqueço que, logo no começo, nos primeiros ensaios, vi lágrimas nos olhos de algum do pessoal, ao verem a minha entrada enérgica, decidida, confiante, e pensando no “mundo” donde acabava de chegar… aos 40 anos!…

A segunda deceção foi no fim. Em finais de 92, a SEC, tendo à frente o Dr. Pedro Santana Lopes, achou por bem dissolver a Companhia Portuguesa de Ópera (cantores, orquestra, etc). Éramos 14 os cantores principais. Mesmo tendo em conta que eu continuava a cantar no país e não só, esta foi sem dúvida uma grande deceção. Aos 55 anos, encontrava-me no ponto mais alto da carreira, a nível vocal e cénico, na minha opinião e na de quantos me conheciam e ouviam! Esperava estar “em grande” mais uma boa dezena de anos… Lembrei-me então das palavras de Gino Bechi, quando, certo dia, nos anos 80, após fazer as célebres e espetaculares demonstrações, vocais e cénicas, durante um ensaio, e quando já contava perto dos 80 anos, teve este desabafo: “Agora é que eu sei cantar!”

Pois é!… Parafraseando o meu mestre, diria: “Agora… é que eu sabia cantar!…”

Qual foi o momento mais alto da carreira como cantor lírico?

Desempenhei os mais diversos papéis de 1º barítono, de baixo-barítono, papéis característicos, enfim, foram cerca de 50… Nunca tive um fracasso nos meus desempenhos. Pelo contrário! Escolher o momento mais alto?!… É difícil!… Estou a lembrar-me de não poucos… Do “Le Grand-Prêtre de Dagom” da ópera Samson et Dalila, de Saint-Saëns, em 1983. Quis preparar o papel em Lyon com o meu ex-professor de Paris, o grande barítono Gabriel Bacquier. Estou a recordar-me do “Dulcamara” da ópera L’Elisir d’Amore, de Donizetti, em 1984 e 1985… Do “Rocco”, da ópera Fidelio de Beethoven… Enfim, não vou alongar-me na citação de outras boas e belas hipóteses…

Mas vou escolher como momento mais alto uma ópera fora do estilo clássico: a ópera Kiú, do compositor espanhol Luís de Pablo, levada à cena em 1987 no Teatro Nacional de São Carlos. O meu papel de Babinshy, o pivô da ópera, na sua grande espetacularidade e dificuldade vocal e cénica, foi na verdade um momento muito alto na minha carreira! Não foi por acaso que o próprio compositor Luís de Pablo e o maestro Jesús Ramón Encimar me convidaram, 5 anos depois (dezembro de 1992 – janeiro de 1993), para interpretar em Madrid o mesmo papel!…

Quais foram os cantores líricos mundiais que mais o inspiraram?

Estavam na moda, nos anos 60, cantores líricos que deveras nos entusiasmavam. Lembro-me, por exemplo, de Mário Lanza, de Luís Mariano, de Alfredo Krauss que vim a conhecer em São Carlos, e com o qual contracenei, inicialmente, num ou noutro pequeno papel. E vários outros, quase todos tenores. O meu tipo de voz é de barítono ou de baixo-barítono. Mas foi sobretudo a partir do Curso Superior de Canto que comecei a interessar-me por vozes líricas, o que é absolutamente natural. Dado o meu tipo de voz, cerca de cinco ou seis cantores internacionais dominavam particularmente os meus gostos. Comecemos pelos alemães Dietrich Fischer-Dieskau e Hermann Prey, barítonos. O primeiro, absolutamente excecional em lied, tendo cantado praticamente tudo o que havia nesse domínio. Muitos o consideraram o maior músico do século XX. Foi inclusivamente maestro de música sacra. Ouvi-o ao vivo em Paris. Hermann Prey era superior como ator. As suas interpretações em óperas de Mozart, Rossini, Donizetti ficaram memoráveis. Outros dois barítonos ou baixo-barítonos, Fernando Corena e Rolando Panerai, eram também grandes cantores e atores, mais característicos que os anteriores. Outro barítono que, vocalmente (não cenicamente) me enchia as medidas, era Piero Cappuccilli. Era um barítono a que eu chamaria heróico-dramático, com uma incrível potência de voz. Jamais esquecerei o seu desempenho em Simon Boccanegra de Verdi, no São Carlos…

Poderia obviamente alongar-me, no que às vozes masculinas diz respeito. Mas também não posso deixar de me referir a vozes femininas que, além de nós deixarem siderados, tanto nos ensinaram! Antes de mais, Maria Callas!… Depois, uma Victoria de los Angeles que cheguei a ouvir na Gulbenkian. Fiorenza Cossotto, Mirella Freni, Christa LudwigMonserrat Caballé que ouvi em Paris dirigida por Leonard Bernstein… Uma Joan Sutherland, La Stupenda, a tal que cantou a Traviata no Coliseu na famosa noite de 24 para 25 de abril de 1974, com o já citado Alfredo Kraus… E eu estava lá!…

Quais os músicos portugueses mais influentes na sua carreira?

Por músicos, entendo compositores, professores, pianistas, ensaiadores, “pontos”, cantores, e, porque não, críticos… Antes de mais, as minhas duas professoras nos conservatórios do Porto e de Lisboa, respetivamente: Isabel Malaguerra e Helena Pina Manique. A professora D. Arminda Correia fez de forma extraordinária a breve transição entre uma e outra. Álvaro Benamor, na classe de ópera. A pianista Maria Helena Matos que me acompanhou com enorme competência desde o Conservatório Nacional, incluindo o exame final, e praticamente em todos os recitais que fui dando ao longo da carreira. O maestro Armando Vidal, músico de gema, com o qual preparei, como a generalidade dos artistas, quase todos os papéis que tinha a desempenhar nas dezenas de óperas em que fui interveniente. Entre os maestros – “pontos” – , não esquecerei o maestro Pasquali que tão competentemente orientou, durante os primeiros tempos, as nossas intervenções em palco, e o maestro Ascenso de Siqueira, grande e bom amigo e incrível ser humano… Tive a felicidade de trabalhar com encenadores como António Manuel Couto Viana, que me honrava com a sua amizade, Carlos Avillez (em várias óperas), Luís Miguel Cintra, João Lourenço

Cantores? Álvaro Malta, Hugo Casaes, Elizette Bayan, Armando Guerreiro, e outros… Lembro-me ainda de preciosas “dicas” que me deu Álvaro Malta

Compositores? Antes de mais, o Prof. Cândido Lima. Conheci-o em Paris. Conversávamos muito. Não esqueço o dia em que ele me apresentou ao seu amigo Iannis Xenakis… Fomos juntos a vários concertos. Preparei, com ele ao piano, algumas obras suas para canto. Foi meu pianista num concurso de canto em que fui premiado… Tudo isto em Paris, em 1977.

Com o grande compositor Fernando Lopes-Graça, tive a honra de preparar um importante papel de solista na sua obra As Sete Predicações d’Os Lusíadas, em vista à estreia mundial da mesma no VI Festival da Costa do Estoril (1980).
Joly Braga Santos honrava-me com a sua amizade e admiração. Com ele ensaiei o papel de solista na sua Cantata Das Sombras, sobre texto de Teixeira de Pascoaes, para primeira audição mundial no Teatro de S. Luís, a 27 de julho de 1985, com o Coro Gulbenkian, e enquadrada no XI Festival de Música da Costa do Estoril. De Joly Braga Santos nunca poderei esquecer as suas palavras, em pleno palco, no fim da última récita da sua Trilogia das Barcas, em maio de 1988: “Estou a compor uma ópera, para a Expo de Sevilha (daí a 4 anos), baseada numa obra de Frederico Garcia Llorca, Bodas de Sangue e tenho um muito bom papel para si”. Entretanto, o maestro falecia 2 meses depois, a 18 de julho de 1988, o que constituíu uma grande perda para o País, para a cultura portuguesa.

Quanto a críticos, devo dizer que, entre outros, Francine Benoit, João de Freitas Branco, José Blanc de Portugal muito me encorajaram e elogiaram!

E hoje, o que acha da evolução da ópera em Portugal?

Francamente, tenho dificuldade em responder. Há cerca de vinte e cinco anos, após a extinção da Companhia Portuguesa de Ópera e de ter dado como terminada a minha carreira lírica, abracei outro projeto e alheei-me bastante desse tema. Sei que, sobretudo por razões orçamentais, a programação se ressente, e muito. Tudo parece ser diferente. Repito: não tenho dados que me permitam fazer qualquer juízo de valor…

O que pensa do papel da música na Igreja?

Desde o Seminário Maior, fui lendo atentamente, e mais que uma vez, os documentos papais que surgiram desde o princípio do século XX:
o Motu próprio de São Pio X (1903) sobre a Restauração da Música Sacra;
a Constituição Apostólica Divini Cultus (1928) no pontificado de Pio XI, sobre a liturgia e a música sacra; a Encíclica Musicae Sacrae Disciplina (1953), do Papa Pio XII, sobre a Música Sacra, vocal e instrumental.

Logo após o Concílio do Vaticano II, surge a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium (1963), a realçar que “a acção litúrgica reveste maior nobreza quando é celebrada com canto, com a presença dos ministros sagrados e a participação ativa do povo”. E quando fala de canto, obviamente que se refere ao canto sagrado intimamente unido com o texto. E se o canto gregoriano ocupa sempre um lugar privilegiado em igualdade de circunstâncias, não são excluídos os outros géneros de música sacra mormente a Polifonia, desde que em harmonia com o espírito da ação litúrgica, e de acordo com os diversos tempos litúrgicos, com as diversas celebrações e os vários momentos da celebração. Compositores, organistas, mestres de coro, cantores, músicos (instrumentistas) devem formar um todo para o esplendor do canto.

Alguns anos após o Concílio, a famosa Instrução Musicam Sacram (1967), da Sagrada Congregação dos Ritos, é a síntese, diria perfeita, do que à Música Sacra diz respeito, desde o canto na celebração da missa, passando pela preparação de melodias para os textos em vernáculo, depois a música para instrumental, o Canto no Ofício, etc etc.

O assunto levar-nos-ia ainda a três ou quatro intervenções de São João Paulo II, a uma célebre conferência do Cardeal Ratzinger (mais tarde Papa Bento XVI) em 1985, a uma Nota Pastoral dos nossos bispos por ocasião do Ano Europeu da Música (em novembro de 1985).

E o nosso Papa Francisco, por mais de uma vez, tem insistido que a Música Sacra e Canto Litúrgico devem estar plenamente inculturados nas linguagens artísticas atuais.

Quais os compositores que mais ouve e, desses, que obras prefere?

J.S. Bach é incontornável. Oiço com frequência, por exemplo, a Cantata do Café, cuja ária Hat man nicht mit seinen kindern fez parte do programa do meu exame do Curso Superior de Canto de Concerto, e foi uma das provas de acesso ao Coro Gulbenkian, em novembro de 1974; a Missa em Si m, cujas árias de baixo cantei; e a Paixão Segundo S. João, em que interpretei o papel de Jesus, no Porto, em abril de 1977, quando ainda estagiava em Paris…
Haëndel (O Messias, e Música Aquática); Beethoven (Sinfonias 3, 6 e 9) e a ópera Fidelio, cujo papel de Rocco desempenhei em junho de 1986; Mozart (o Requiem que, enquanto membro do Coro Gulbenkian, cantei no Coliseu em 1975, com gravação para a Erato; a Sinfonia nº 40, etc etc); Haydn (A criação, a Missa de Santa Cecília e a Sinfonia Concertante); Bizet (Carmen); Bramhs (Um Requiem Alemão);Rossini (Stabat Mater); Tchaickowsky (Romeu e Julieta e Francesa da Rimini; Dvorak (Sinfonia nº 9, O Novo mundo); Ravel (Bolero); Rodrigo (Concerto de Aranjuez); Strauss (valsas); Elgar (Concerto para violoncelo).

E muito, muito mais, obviamente.

O que o levou a colecionar livros e discos?

Certamente, e de uma forma geral, o meu gosto pela música, a ligação à Igreja, o meu profissionalismo, a cultura. É claro que tudo se desenrola de acordo com as diversas etapas da vida:

a minha função de professor de Música (além de outras disciplinas) no seminário menor, após a minha formação, e o começo dos meus estudos no Conservatório;

a minha transição para a vida pastoral, durante 3 anos;

a minha ida para Lisboa para concluir o curso Superior, do Conservatório, e a minha curta passagem pela Fundação Gulbenkian;

o meu estágio de dois anos em Paris, concluído com 2 meses em Itália;

o começo e a continuação da minha carreira lírica no Teatro Nacional de São Carlos;

os 3 anos pós-São Carlos em que continuei a minha carreira;

o abraçar de novo projeto: “trabalhar” um coro inserido numa missão pastoral na Paróquia dos Anjos (Lisboa), a minha Paróquia, a partir de 1997 e, posteriormente, de 2003 a 2016, na capela do Palácio da Bemposta (Academia Militar);

e porque não dizê-lo, as minhas viagens de automóvel, algumas longas, nos anos 70 e daí para cá, para já não falar da minha própria casa…

Como vê, são muitas as etapas e as circunstâncias em que procurei estar sempre em dia e dentro das exigências das mesmas. Livros, discos, cassetes, CDs, DVDs eram verdadeiros instrumentos de trabalho, de cultura, de ocupação, de prazer…

Julgo ter sintetizado as razões da minha importante biblioteca e discoteca, das quais progressivamente e criteriosamente, me vou voluntariamente desfazendo.

Antes da sua formação académica no conservatório, que lugar tinha a música erudita no seu papel de formador no seminário?

Além de renovar completamente o repertório de cânticos religiosos que vinha de há longos anos (o que supunha rodear-me de bom material), comecei a interessar-me por vozes maravilhosas que os discos faziam chegar até nós (Mario Lanza, Luis Mariano, Alfredo Krauss etc, e por orquestras excecionais que nos traziam as mais belas melodias clássicas, canções famosas, música de filmes históricos…

Tive sempre a preocupação de partilhar com os meus jovens alunos algum desse maravilhoso mundo musical… Era importante para a educação da sua sensibilidade, dos seus gostos, da sua cultura.

Lembro-me, e muitos ex-alunos (quer do seminário, quer do ensino público) se recordarão de ter dado a ouvir, entre outras obras, uma pequena peça do compositor russo Alexander Borodine. Tratava-se de Nas estepes da Ásia Central. Era a caravana que surgia ao longe, a marcha dos camelos, a intensidade instrumental que “subia” a anunciar a chegada da caravana, a permanência no terreno, o retomar da marcha, os sons que se iam extinguido… até a caravana se perder de vista!… Era tudo tão belo, tão claro! Apaixonante!… O interesse era enorme. Os alunos começavam a compreender que a música tem um sentido, um conteúdo, uma intenção, uma finalidade, uma expressão!
O mesmo sucedeu com outras obras, como o Hino da Alegria, da IX Sinfonia de Beethoven! Etc etc.

Mas adverti-os sempre para que nada disto desviasse a atenção do essencial da sua formação!…

Em três palavras como se caracteriza a si mesmo?

Persistente! Perfecionista! Brioso!

Lisboa, 19 de março de 2018

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JOSÉ DE FREITAS NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Um barítono que é crítico de si próprio

Correio da Manhã, 28 de abril de 1986

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De padre a cantor principal de ópera no Teatro São Carlos

Diário de Notícias do Funchal, 11 de maio de 1986

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José de Freitas: de padre a cantor

Correio da Manhã, 02 de agosto de 1987

João Pedro Oliveira, compositor

SINOPSE BIOGRÁFICA

João Pedro Oliveira ocupa o cargo de Corwin Endowed Chair na Universidade da Califórnia em Santa Barbara. Estudou orgão, composição e arquitetura em Lisboa. Concluiu o doutoramento em Música na Universidade de New York em Stony Brook. Sua música inclui composições orquestrais, música de câmara, música eletroacústica e vídeo experimental. Recebeu mais de 50 prémios internacionais pelas suas obras. Publicou diversos artigos em revistas nacionais e internacionais, e escreveu um livro sobre teoria analítica da música do século XX.

www.jpoliveira.com

LISTA DE OBRAS

WORK LIST

Opera

Patmos. Opera; 1990. 45’

Orchestral / Choral

Tessares. Orchestra; 1991. 19’
Visão. Soprano and Orchestra, electronics; 1992. 25’
Requiem. Orchestra, 2 Choirs, Soloists and electronics; 1994. 70’
Shîyr. 2 sopranos, Orchestra and electronics; 2003. 26’
Abyssus Ascendens ad Aeternum Spendorem. Piano, orchestra and electronics, 2005. 18’
Cassiopeia. Percussion, Orchestra, electronics, 2008, 24’
Ut ex Invisibilibus Visibilia Fiant. Orchestra, 2010 (rev. 2017), 14’

Chamber Music

Etude for Five Instruments. Flute, clarinet, piano, cello, percussion; 1984. 12’
Threads I. Oboe, english horn, viola, piano, celesta, double bass; 1987. 13’
Threads II. 13 Instruments; 1987. 13’
Images de la Mémoire. Soprano and String Sextet; 1992. 22’
Kity. 5 Percussionists; 1993. 8’
Peregrinação. String Quartet; 1995. 14’
ultimate strenght. Saxophone Quartet; 1998. 9’
Pyramids. 2 pianos. 1998. 10’
Le Voyage des Sons String Sextet, soprano, mezzo, and electronics; 1998-99. 32’
…there are those who say that life is an illusion… Fl, Ob, Trpt, Perc, Vln, Cello, electronics; 1999. 10’
On the Rocks, 4 Percussionists, electronics, 2000. 10’
Íris Vln, Cl, Vcl, Pno, electronics; 2000. 12’
Labirinto. String Quartet and electronics; 2001. 16’
Adagio. Doublebass Quartet; 2001. 8’
O Abismo e o Silêncio (4 Songs) Textos by Fernando Pessoa. Soprano, vln, vla, vcl, pno, hrp, tape; 2001. 22’
Le Chant de L´Oyseau-Lyre. Fl, Ob, Cl, Pno, Perc, Vln, Vcl; 2002. 11’
Litania. Tenor Sax, guitar, electronics; 2003. 11’
Spiral of Light. String Quartet; 2005. 13’
Beyond. Vln, Cl, Piano, electronics; 2006. 12’
Timshel. Fl, Cl, Vln, Vcl, Piano, electronics; 2007. 15’
Entre o Ar e a Perfeição. Flute, piano and electronics; 2009. 9’ Hokmah. Clarinet, piano; 2009. 9’ Towdah. Flute, clarinet, piano, percussion, electronics; 2009. 15’ Angel Rock. Bass clarinet, marimba, electronics. 2011. 11′
Organa. Six Organs. 2011. 12′
Intersections. Cello,vibraphone, electronics. 2012. 10′
Synaesthesia. Vibraphone, marimba, steel drums, electric guitar. 2012. 11′
Kinetic Energy. Vibraphone, marimba. 2012. 8’
IMH. 6 percussions, electronics. 2013. 12’
Games for James. Guitar, piano; 2013. 8’
Broken Loops. 2 percussions; 2013. 10’
Burning Silver. Guitar, flute, electronics; 2014. 8’
Titanium. Piano 4-hands, electronics; 2014. 13’
Chroma. Piano, percussion, electronics. 2012-2014. 10’
Improvisação sobre texto Augusto de Campos. Open instrumentation and voice. 2014. 6’
6 Alleluias. 6 iberian organs. 2011-2015. 12′
Bridges and Gardens. Percussion Ensemble. 2016. 10’
Tensão-deformação. Fl, pno, vln, vcl. 2017. 8’
Enigma. Cello, piano. 2018. 11’
Pulsar. Percussion ensemble. 2018. 15’
Dark Energy. Cello, Double Bass, electronics. 2018. 10’
Tensão-deformação. Version for fl, pno, guitar, vcl, perc. 2018. 11’
Hexágono. Fl, accordion, marimba, vibraphone, violin, cello. 2019. 9’
A Delicada Essência dos Sonhos. Soprano sax, accordion, viola, cello. 2020. 10’
Assonâncias. Flute, tenor sax, guitar, glockenspiel, electronics. 2020. 7’

Solo Instrumental Music

Sete Visões do Apocalipse. Organ; 1982. 20’
Integrais I. Violin; 1986. 11’
Integrais II. Clarinet; 1986. 7’
Integrais III. Horn; 1986. 8’
Integrais IV. Saxophone; 1987. 8’
Sombras. Harpsichord, live-electronics; 1989. 13’
Pirâmides de Cristal. Piano. 1993. 14’
Harmonias e Ressonâncias. Organ. 1996. 16’
Crazy Mallets. Marimba. 1998. 9’
A Escada Estreita. Flute (alto and bass) and electronics. 1999. 10’
In Tempore. Piano and electronics. 2000. 11’
Liquid Bars (Lâminas Líquidas). Marimba and electronics. 2002. 12’
Time Spell. Clarinet and electronics. 2004. 13’
Livro de Órgão Ibérico (Iberian Organ Book). Organ. 1998 (rev. 2006). 17’
Maelstrom. Cymbalom and electronics. 2006. 8’
L’ Accordéon du Diable. Acordeon and electronics. 2006. 10’
Mosaic. Piano and electronics. 2010. 10’
Mosaic. Piano, toy piano and electronics. 2010. 13’
Vox Sum Vitae. Vibraphone and electronics. 2011. 9’
Magma. Violin and electronics. 2014. 11’
ff (Frozen Fred, Frozen Franz, Frozen Ferenc). Piano. 2012-2016. 12’
Rust. Viola and electronics. 2014. 8’
Hû yeshûphekâ rô’sh. Organ. 2015. 12’
Heavy Metals. Bassoon and electronics. 2016. 9’
Derivative I. Violin. 2017. 8’
Full Moon. Trombone. 2018. 7’
Mercury. E-flat clarinet, electronics. 2018. 9’
Singularity. Cello, electronics. 2019. 10’
Kontrol. Percussion, electronics 2019. 9’
Bass on Fire. Doublebass, electronics, video. 2020. 7’
City Walk. Percussion. 2020. 10’

Tape / Electroacoustic Music

Psalmus. 1986. 13’
Canticum. 1987. 13’
A Cidade Eterna. 1988. 15’
Triptico. 1991. Music for the museum of Fine Arts of Ghent (Belgium). 15’
Atlas. 1998. Music for the Pavillion of the Future at the World Exhibition EXPO 98. 10’
Rumo ao Futuro; 1998. Music for the Pavillion of the Future at the World Exhibition EXPO 98. 15’
Mahakala Sadhana; 1999. 10’
Et Ignis Involvens; 2005. 10’
‘Aphâr; 2007. 11’
Hydatos; 2008. 12’
Neshamah; 2015. 10’
La Mer Émeraude. 2018. 11’
N’vi’ah. 2019. 12’

Video

Hydatos; 2008 – 2013. 13’
Et Ignis Involvens; 2005 – 2014. 11’
‘Âphâr; 2007 – 2015. 10’
Neshamah; 2016. 10’
Petals; 2016. 10’
In Tempore; 2016. 11’
Tesseract; 2017. 9’
Storms; 2018. 9’
Things I have Seen in My Dreams. 2019. 11’

Music for Public Spaces

Tríptico; 1991. 15’
Silence to Light; 1993. 12’
Observatório dos Oceanos; 1998. 15’
Azul Profundo; 1998. 15’
Atlas; 1998. 15’
Rumo ao Futuro; 1998. 15’

Orchestrations and arrangements

5 Orchestrations of Schubert Songs. Orchestra; 1997. 15’
Schoenberg piano pieces op. 19. Orchestra; 1988. 8’
Christmas Music for Trumpet and Organ. Includes: A Major Concerto, A Minor Concerto, Choral-Preludes in E Minor and G Minor, 3 Voluntaries; 1997. 40’
Sing Swing Sing. Based on Benny Goodmann’s Music. 6 Percussionists; 2001. 11’
Zzapping. Based on Frank Zappa’s Music. Fl, cl, perc, pno, vcl; 2007. 12’
Burn. Arrangement of Deep Purple piece. Piano 4-hands. 2017. 5’

Short Works

Bagatela. Piano. 1995. 3’
Looking Into the Mirror. Piano and electronics. 2003. 1’
Torre de Névoa. Piano and Soprano. Poems by Florbela Espanca. 2006. 3’
The Fifth String. Violin and electronics. 2007. 2’
A Tre. Piano 4 hands and electronics. 2008. 2’
Jet. Flute and electronics. 2015. 2’
The Fifth String II. Viola and electronics. 2015. 2’
Saxtronic. Saxophone and electronics. 2018. 3’

João Pedro Oliveira, compositor

João Pedro Oliveira, compositor

[ Lista facultada por João Pedro Oliveira, publicada na Meloteca a 05 de maio de 2020 ]

1º Encontro Online Perspectivas da Música Portuguesa

1º Encontro Online

Perspectivas da Música Portuguesa – Cooperação em Rede

No dia 29 de maio de 2020 decorreu o 1.º Encontro on-line Perspectivas da Música Portuguesa – Cooperação em Rede, iniciativa organizada pelo Centro de Investigação e Informação da Música Portuguesa – MIC.PT, que reuniu 40 participantes – incluindo os membros do Conselho Científico do MIC.PT e ainda representantes de 27 entidades do meio da Música de Invenção e Pesquisa em Portugal.

São elas:

  • APC · Associação Portuguesa de Compositores;
  • APEM · Associação Portuguesa de Educação Musical;
  • Atelier de Composição;
  • Departamento de Música · Universidade de Évora;
  • Drumming · Grupo de Percussão;
  • Entre Madeiras Trio;
  • ESMAE · Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo;
  • Festival DME · Dias de Música Electroacústica;
  • Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu;
  • Folefest;
  • GMCL · Grupo de Música Contemporânea de Lisboa;
  • INET-MD · Instituto de Etnomusicologia – Centro de Estudos em Música e Dança;
  • Interferência;
  • Lisbon Ensemble XX/XXI;
  • Meloteca;
  • Miso Music Portugal;
  • MPMP · Movimento Patrimonial pela Música Portuguesa;
  • Musicamera Produções;
  • Prémio Jovens Músicos;
  • Orquestra de Câmara Portuguesa;
  • Orquestra Sem Fronteiras;
  • Orquestra Sinfónica Juvenil;
  • Performa Ensemble;
  • Sond’Ar-te Electric Ensemble;
  • Quarteto Contratempus;
  • Quarteto de Cordas de Matosinhos;
  • Xperimus.

A Agenda do Encontro contou com as apresentações e intervenções realizadas por Rui Vieira Nery, António de Sousa Dias, Miguel Azguime e Jakub Szczypa do MIC.PT e também pelos(as) representantes das Entidades presentes.

O 1.º Encontro on-line · Perspectivas da Música Portuguesa – Cooperação em Rede foi o passo inicial num processo de trabalho conjunto, no contexto do qual serão organizados debates para explorar e discutir várias questões transversais a todas as entidades que participaram no Encontro, incluindo também uma reflexão aprofundada sobre a possibilidade de uma colaboração mais próxima e directa entre as mesmas no âmbito de uma rede, formal ou informal.

[ Publicado na Meloteca a 03 de junho de 2020 ]

1º Encontro Online Perspectivas da Música Portuguesa

1º Encontro Online Perspectivas da Música Portuguesa

Christopher Bochmann

SINOPSE BIOGRÁFICA

Christopher Bochmann é doutorado em Composição pela Universidade de Oxford. Foi aluno de Nadia Boulanger, Robert Sherlaw Johnson e Richard Rodney Bennett. Trabalha em Portugal desde 1980. Leccionou 22 anos na Escola Superior de Música de Lisboa, da qual foi Diretor de 1995 a 2001. É Professor Catedrático da Universidade de Évora, onde foi Diretor da Escola de Artes de 2009 a 2017. É Maestro Titular da Orquestra Sinfónica Juvenil desde 1984.

LISTA DE OBRAS

(muitas obras publicadas pelo Centro de Informação da Música Portuguesa – www.mic.pt)

ÓPERA

Corpo e Alma (2008), opera de câmara

ORQUESTRA

Three Hodies (1972)
Tableaux Concertants (1976)
Nimbus (1977)
Gestures I,III,IV (1982) para variados grupos
Aleafonia Concertante I,II,III (1984-86) para orq. de câmara
Em Homenagem (1984)
Epitaph (1991)
Metaphors (1996)
Monograph Expanded (1997) para piano e orquestra
Linus (2002)
Lupercalia (2002)
Symphony (2005)
Divertimento (2011)
Dances (2013)
Pastorale (2015) para chocalhofone e orquestra
Uma grande razão: retrato de Mário Cesariny (2017) para barítono e orquestra
Vendaval (2017) para saxofone alto e orquestra de sopros
Concerto para orquestra (2019)

ORQUESTRA E VOZES

Accede ad ignem hunc (1970, rev.1972) para narrador e instrumentos
Eventail (1974) para coro, metais e v’cellos.
The Round Horizon (1982) para Mezzo, coro feminina, orq.
Plaint (1987) para narrador, coro e orq. de câmara.
Epistle (1991) para 16 vozes e 9 instrumentos.
Songs for Simeon (1992) para Sop, Bar, coros, orq.
Miserere Mei (1994) para 5 narradores e orq. de câmara.
Cicero Dixit (2006) para narrador, contralto, coro duplo, 15 insts
Um leve tremor (2019) para barítono, coro a 5 vozes, orquestra

CORO

Prayer of Mary Queen of Scots (1976) para 6 vozes masculinas
Chamber Étude no.2 (1977) para 6 vozes masculinas
Motets for Holy Week (1980-83)
O Vos Omnes (1980) para coro a 7 vozes
Crux Fidelis (1983) para coro a 4 vozes
Salvator Mundi (1983) para coro a 3 vozes
Ecce Lignum (1983) para coro a 1 voz
Gestures II (1982) para coro misto
Ego Sum Resurrectio et Vita (1985) para 10 vozes
Motets for Christmas (1987-9)
O Magnum Mysterium (1987) para coro a 12 vozes
Lux Fulgebit (1988) para coro a 15 vozes
Verbum Caro Factum Est (1989) para coro a 13 vozes
Hodie Christus Natus Est (1989) para coro a 15 vozes
Echoes (1991) para 12 vozes femininas
Maria Matos Medley (1997) para 7 vozes
Magnificat (1998) para 12 vozes
My monstrous mountain’d walke (1999) para 6 vozes
Morning (2000) para 7 vozes
Leipziger Motetten (2002) para 6 vozes masculinas
Laudate Domino (2004) para 12 vozes
Ubicumque est bene (2012) para coro duplo
De profundis (2012) para 5 vozes
Hymn to St Cecilia (2017) para coro a 4 vozes

ENSEMBLE

Snakes of Silver Throat (1976) para 8teto de sopros.
Hymn (1979) para 8 clars.
Stars (1980) para 25 flautas
Mobiles for Alexandra (1985) para sopros e contrabaixos
Melodies and Mobiles (1990) para clars, vnos e perc.
Epigrams (1991) para sopr, bar, cravo, órgão, 4teto de cordas.
Song for Elizabeth (1992) para 13 cordas.
Sonnet (1993) para Tenor, pf, hpa, perc, 4 vc, 7 vozes masc..
Motet (1994) para 15 insts
Metamorphoses (1995) para 11 insts.
Musette (1995) para Sopr,fl,cl,pf,vno,vc
Memorial to Jorge Luís Borges (1999) para Bar, a-fl, b-cl, guit, vc, 2 perc, 4 vla.
Lacrimae (2001) para ob d’am.,fl,cl,vibr,pf,vno,vla,vc
Lament (2001) para 15 instrumentos
Lauda (2002) para clarinete solo e orquestra de 21 clarinetes
7 Lessons (2003) para fl, ob, ten.sax, vno, pf
Leituras de Liberdade (2003) para sopr, fl, cl, hpa, pf, vno, vla, vc.
Canzona I for the 80th birthday of Pierre Boulez (2005) para cl, fag, tpa, vn, vla, vc, cb
Canzona II (2008) para onze instrumentos
Canzona III (2010) para voz e 8 instrumentos
Deiknumena (2010) para 8 instrumentos
Dithyramb (2011) para 6 instrumentos
Ode I: A lua brilha (2013) para barítono e 6 instrumentos
Ode III: Aguardo, equânime (2013) para 3 sopranos e 9 inst.
Canzona IV (2014) para 16 madeiras
Five Pieces (2014) para 15 instrumentos
Ode IV: Segue o teu destino (2014) para mezzo e 6 instrumentos
Four Fragments (2014) para 8 instrumentos
Four Fragments and a Fantasy (2015) para 11 instrumentos
Fear no more the heat o’ the sun (2016) for twelve instruments
Op.27 plus (2008-16) comentários sobre Op.27 Webern para fl, cl, pf, vn, vla, vc.
As sombras do sol (2017) para fl, tpa, tbn, perc, 2 vno, vla, vc.
Toccata (2017) para 11 instrumentos de corda.
Lalula: a triple trio (2017) para fl, sopr, cl, vibr, hp, pf, vln, vla, vc.
….e Rui Zinho pensou…. (2018) para 4 recitantes, 3 fl, 3 cl, 1 perc
Tertúlia (2018) para 13 instrumentos
Turbilhão (2018) para 12 instrumentos
All the world’s a stage (2019) para 7 percussionistas
Tinha uma pedra (2019) para 9 instrumentos
Antiphon (2020) para 9 instrumentos

MÚSICA DE CÂMARA

Three Dances (1968) para 3 guit.
De Profundis (1970) para vno, vc, pf.
Three Bagatelles (1971) para 5teto de sopro
String Quartet no.1 (1972)
Petite Sérénade (1973) para fl, vla, hpa.
Dies Irae (1973) para 2 tpt, 2 trb, timp.
Complainte de la Lune en Province (1974) para tenor, guit.
Chamber Étude no.1 (1975) para ob, c.inglês, fg, cravo.
String Quartet no.2 (1976)
Introit (1977) para 4teto de cordas.
Dialogue I (1978) para fl, perc.
Vespers (1978) para clar, pf.
Wind Quintet no.1 (1978)
Wind Quintet no.2 (1979)
Arabesque (1979) para clar, mezzo-sop, vno, perc.
Wind Trio (1980) para ob, clar, fg.
Toccata (1980) para 2 pfs.
Dialogue II (1981) para vc, pf.
Brass Quintet (1983)
The Thinnest Hair (1984) para tenor, hpa.
String Quartet no.3 (1986)
Boreas (1988) para 4 clars.
Out of the Deep (1988) para vla, vc, cb.
Gusts (1989) para fl, clar.
Six or Seven Sketches – Wind Quintet no.3 (1992)
Movements (1994) para 4teto de saxofones
Madrigal (1994) para 3 cb.
Meander (1995) para 5 violas.
Mutations (1996) para 4 clars
Music for two pianos, book I (1998)
…..manhosamente….. (2000) para sopr, pf.
Metastrophe (2000) para fl,cl,fg,vc.
Miniatures in memoriam Tom Eastwood (2001) para 2vnos,vla.
Monumentum in memoriam R. Sherlaw Johnson (2001) para 4teto de cordas
String Quartet no.4 (2001)
Lied der Liebe (2002) para Sopr, vno, vc, pf.
Meeres Stille (2003) para Sopr, pf
My Ladye Celia’s Songbooke, vol.I (2004) para Barítono, pf.
Music for two pianos, book II (2006)
Coelum non Animum (2006) para sopr, sax alto, tpa, vibr, pf.
Cantiga (2007) para plauta e piano.
Canticle (2008) para sopr, 2 tenores, 2 flautas de bisel, v’celo
Dialogue III (2009) para violino e fagote
Canticum (2009) para 4teto de cordas.
My Ladye Celia’s Songbooke, vol.II (2009) para barítono, pf.
Cadavre Exquis (2010) para fl,cl,pf,vn,vc.
Double Dialogue (2010) para 2 pianos, 2 perc.
Elegy II Expanded (2011) para fl, ob, sopr sax.
String Trio (2012)
A magia do tempo (2012) para barítono, trio de cordas.
Dance sketches (2012) para quarteto de saxofones.
Ode II: Ama, bebe e cala (2013) para soprano, tpte, pf.
Ode V: Serei livre (2015) para soprano, clar, pf.
Dialogue IV: Flights of Fancy (2015) para cl. bxo, pf.
Four fancies (2016) para 2 guitarras
O estaleiro (2016) para 5 percussionistas
7 Fanfarras (2010,11,12,13,14,15,16) para trompetes
O suspiro do rouxinol (2016) para mezzo, cl, pf
Furthermore (2016) para 4 guit.
Quatro poemas (2017) para barítono, pf.
Three and a half pieces for two flutes (2007)
From head to toe (2017) para fl, cl, pf, vn, vc
Nel mezzo del cammin (2017) para vn, vc, pf
Turning-points (2018) para quarteto de saxofones
Talking of jasmine (2018) for percussion quintet
29 Flores de João Cutileiro
Asas (2020) para soprano, sax sopr, acordeão, vla, vc
Arcades (2020) para vc, cb

MÚSICA A SOLO

Piano Sonata no.1 (1971)
Partita no.1 (1972) para vno.
Seven Pieces (1974) para piano
Piano Sonata no.2 “Sanctus” (1976)
3 pieces (1976) para fl.
Requiescat (1977) para perc. de madeira.
Partita no.2 (1978) para vno.
Sonata (1979) para vc.
Preludes (1979) para pf.
Sonata-Fantasia (1980) para guit.
Essay I (1980) para trb.
Elegy I (1981) para fl.
Essay II (1981) para órgão.
Essay III (1981) para vno.
Essay IV (1981) para hpa.
Essay V (1982) para vla.
Essay VI (1982) para voz.
Essay VII (1990) para guit.
Essay VIII (1991) para pf.
Snow on Distant Hills (1992) para clar.
Essay IX (1993) para tpt.
Essay X (1993) para flauta de bisel
Monograph (1994) para pf.
Monograms I – V (1995-2000) para clarinet
Monogram I for A.S.D. (1995)
Monogram II for E.C. (1999)
Monogram III for S.A. (1999)
Monogram IV for C.C. (2000)
Monogram V for C.F. (2000)
Essay XI (2000) para cravo
18 Miniatures (2001) para pf.
Essay XII (2001) para contrabaixo
Essay XIII (2001) para saxophone alto
Lied I (2002) para vno.
Leise, leise (2002) para vla.
Letter I to Ricardo Tacuchian (2003) para pf
Lampoons (2003) para saxofone tenor
Essay XIV (2003) para trompa
Essay XV (2004) para oboé
Lied II (2004) para vc.
Lumen (2004) para perc.
Cartoon (2005) para saxofone barítono
Essay XVI (2006) para fagote
Cantilena (2006) para flauta em Sol
Commentaries on Notations by Pierre Boulez (2007) para pf
Capriccio (2007) para saxofone soprano
Commentaire sur le 2ème mouvement de Et Expecto de Messiaen (2008) para oboé
Carrolling Bach: Two Fantasies for piano (2008)
Chiaroscuro (2008) para clarinete baixo
Lied III (2009) para viola
Elegy II (2010) para flauta
Chorale Prelude: Ein feste Burg (2010) para altgitarren
Cavatina (2010) para violino
Letter II to Amílcar Vasques Dias (2010) para pf.
Drama Essay (2011) para voz falada
Diastrophe (2012) para guitarra
Letter III to José Antônio de Almeida Prado (2013) para pf.
Essay XVII (2014) para violoncelo
Dirge in memoriam Gareguin Aroutounian (2014) para viola
Dirge in memoriam Gareguin Aroutounian (2014) versão para violin
Letter IV to Jean-Sébastien Béreau (2014) para pf.
Essay XVIII (2015) para acordeão
Flight of Icarus (2015) para requinta
Ponteio (2016) para chocalhofone
Letter V to António Pinho Vargas (2016) para pf
Two Studies (2016) para saxofone tenor
Letter VI to Robert Saxton (2017) para pf (mão esquerda)
Triste Tríade in memoriam José Luís Ferreira (2018) para pf
Lied IV (2018) para contrabaixo
Essay XIX (2018) para flauta
Essay XX (2019) para bateria de seis peças

ORQUESTRAÇÕES

Fauré: Messe Basse (1991) para vozes femininas e orq. de cordas.
Webern: 4 pieces Op.4 (1992) para 11 instrumentos
Debussy: 3 Preludes (1994) para orq. de câmara.
Schoenberg: Sechs Kleine Stucke Op.19 (1995) para orq. de câmara.
Ivo Cruz: Homenagem a Manuel de Falla (1996) para orq. de câmara.
Tressler: Thoughts (1996) para orq. de câmara.
Miguel Ângelo Pereira: Eurico – Recitativo e Cavatina (1997) para tenor e orq. de câmara
Webern: 3 Kleine Stücke Op.11 (1997) para orq. de câmara.
Stockhausen: Three orchestrations of Klavierstück III (1998) for fl, cl, bn, hn, vn, vla, vc.
Debussy: 7 Preludes (1999) para 12 sopros.
Reger: Aria Op.103A no.3 (1999) para orq. de cordas.
Tressler: Ballade (2000) para orq. de câmara.
Tressler: Burla (2001) para orq. de câmara.
Seixas: Tocata e Minuete (2003) para orq. de câmara.
Debussy: La cathédrale engloutie (2003) para metais
Fauré: Requiem (2005) para orq. de câmara.
Ravel : Sonatine (2007) para 2 fl, cl, fg, 2 tpa, 2 tpte, 2 vn, vla.
Schönberg : Sechs kleine Stücke Op.19 (2007) para 2 fl, cl, fg, 2 tpa, 2 tpte, 2 vn, vla.
Honegger : Sept pièces brèves (2007) para 2 fl, cl, fg, 2 tpa, 2 tpte, 2 vn, vla.
Dallapiccola : Quaderno Musicale di Annalibera (2007) para 2 fl, cl, fg, 2 tpa, 2 tpte, 2 vn, vla.
Tressler : Waltz (2007) para orq. de câmara.
Bomtempo: Sonata Op.9 no.3 (2009) para orq. de câmara.
Lacerda: Allegro (2010) para orquestra de cordas
Koechlin: Homage a Fauré (2011) para orq. de câmara.
Ravel: Berceuse sur le nom de Gabriel Fauré (2011) para orq. de câmara
Debussy: 2 Spanish Preludes (2012) para 12 sopros.
Ravel: Fugue e Toccata (de Tombeau de Couperin)(2017)
Tressler: Sonata 1905 (2020) para orq. de cordas

ESTUDOS NEOCLÁSSICOS

  1. Classical Sonata (1974) para cravo
  2. Suite (1975) para vc, cb
    De onde: Air (1976) para orq. de cordas
  3. Sonata da chiesa (1976) para cl, pf
  4. Ludus polytonalis (1977) para cl, vc
  5. a. Prayers to the wind (1980) para 2 vlas
    b. Minha Tírcia é tão bella (1980) variações para 3 vlas
  6. a. Invention on a mordent (1973) para 7 flautas
    b. Introduction and aria (1973) para 6 cl
    c. Caprice (1980) para 5 ob
  7. Three Polytonal Mass Movements (1969) for SATB choir

MÚSICA DIDÁTICA

Four Rhythmic Studies (1973)
Christmas Cantata (1973) para coro feminino, insts
Os Pastores (1978): Cantata para coro infantil, orch.
Os Magos (1979): Cantata para coro infantil, orch.
Four pieces (1979) para 4 trb.
Gavotte (1980) para 2 rec, cl.
A Anunciação (1980): Cantata para coro infantil, orch.
5 Pieces in the first position (1980) para vc, pf
Mosaic of the Air (2000) para orq. estrudantil
Lyric (2002) para flautas, flautas de bisel e cordas.
Lyric 2 (2003) para flautas, clarinetes, violinos, v’cellos
O amanhecer de um dia novo – 30 peças para pf (1980-2003)
6 Peças fáceis (1980)
6 Peças politonais (1980)
6 Peças modais (1980)
6 Peças pantonais (2003)
6 Peças dodecafónicas (2003)
Os três porquinhos (2013) para 2 atores, fl, 3cl, sax, 2 vn, guit.
Capuchinho vermelho (2013) para 2 atores, fl, 3cl, sax, 2 vn, guit.
A carochinha (2013) para 2 atores, fl, 3cl, sax, 2 vn, guit.
A princesa e a ervilha (2015) para atores, 2 fl, 3 cl, sax, tpt,perc,vn.
João e Maria (2015) para atores, 2 fl, 3 cl, sax, tpt, perc, vn.
O gato das botas (2015) para atores, 2 fl, 3 cl, sax, tpt, perc, vn.
As três bruxas (2015) para atores, fl, alto sax, tpt, tbn, perc, pf, 2 guit, 3 vn.
Francisco, o limpa-chaminés, e o seu gato Farrusco (2015) para atores, fl, alto sax, tpt, tbn, perc, pf, 2 guit, 3 vn.
Os três desejos (2016) para atores, fl, alto sax, tpt, tbn, perc, pf, 2 guit, 3 vn.
Pedro dos Malasartes (2016) para atores, fl, alto sax, tpt, tbn, perc, pf, 2 guit, 3 vn.
O criado esperto (2016) para atores, fl, alto sax, tpt, tbn, perc, pf, 2 guit, 3 vn.

ARRANJOS PARA CORO

Música Popular Brasileira:
Peixe Vivo (1978)
Despedida do Pastoril (1979)
Cavalo Marinho (1979)
Boas Festas (1979)
Prece ao Vento (1979)
Pastorinhas (1984)
A Garota de Ipanema (x2) – 1. SATB (1984)
T,Bar, Bar,B.(1995)
Só Danço Samba – T,Bar,Bar,B. (1995) Música de Natal:
*God rest you merry gentlemen (1973)
*Coventry carol (1973)
*The first nowell (1973)
*Noite Feliz (Silent Night)(1979)
*Loa de Natal (1979)
*Ao bom Jesus saudemos (x2)(1979)
*Away in a Manger (x2)
*Rocking
*Quem Pastores laudavere
Ding, dong, merrily on high
*Angels from the realms of glory
*O little one sweet
*Past three o’clock
*Adam lay ybounden (P.Warlock)
*Wither’s Rocking Hymn (Vaughan Williams)
*Il est né le divin enfant
*O Tannenbaum
*O little town of Bethlehem
*Frim, fram, frum.
*Natal de Elvas I (1995)
*Menino Jesus à lapa (1996)
*Natal de Elvas II (1997)
* publicados como Canções de Natal/Christmas Carols, Musicoteca (1999) Outros:
If the nightingales (1989)
Once in a while (1989)
There goes the ball game (1989)
Dallas blues (1990)
Os cantores do Rádio (1994)
I never dreamt (2003)
Friday Night Rag (2003)
Com as minhas tamanquinhas (2007)

OUTROS ARRANJOS

Para Quarteto de Cordas
Garota de Ipanema (1986)
Morna: Regaço (2012)
Morna: Otília, Otílio (2012)
Morna: Mar azul (2012)
Morna: Ondas di bo corpo (2012)
Morna: Cize (2012)
Estrela d’Alva (2012)
Morna: Padoce de ceu azul (2012)
Boas Festas (2012)
Muxima (2013)
M’Biri, M’Biri (2013)
Ndapandula (2017)
Só danço samba (2017)
Uma casa portuguesa (2017)

OUTROS

Venham mais cinco 1.para 8 vc. (1995)
2. para 6 vc. (2000)
Crazy little thing called love para 4 clar. (1997)
Somebody to love para 4 clar. (1997)
2 Canções de Natal Portuguesas (2003) para Sopr, orq.
Oh, bento airoso (2003)
José embala o menino (2003)
Garota de Ipanema para Violino e Piano (2005)
(CD – Michael Bochmann, 2005)
Boas festas para 4 sax (2012)
Adeste fildeles para 4 sax (2012)
Il este né le divin enfant para 6 sax, (2012)
O little town of Bethlehem para 6 sax. (2012)
O Tannenbaum para 6 sax (2012)

Uma casa portuguesa (2017) para 8 trombones

LIST OF WORKS

OPERA

Corpo e Alma (2008), chamber opera

ORCHESTRAL AND LARGER INSTRUMENTAL WORKS

Three Hodies (1972)
Tableaux Concertants (1976)
Nimbus (1977)
Gestures I,III,IV (1982) for various groupings
Aleafonia Concertante I,II,III (1984-86) for chamber orch.
Em Homenagem (1984)
Epitaph (1991)
Metaphors (1996)
Monograph Expanded (1997) for piano and orchestra
Linus (2002) for orchestra
Lupercalia (2002) for orchestra
Symphony (2005) for orchestra
Divertimento (2011) for orchestra
Dances (2013) for orchestra
Pastorale (2015) for chocalhofone and orchestra
Uma grande razão: retrato de Mário Cesariny (2017) for baritone and orchestra
Vendaval (2017) for alto saxophone and wind orchestra
Concerto for orchestra (2019)

ORCHESTRA AND VOICES

Accede ad ignem hunc (1970, rev.1972) for reciter and instruments
Eventail (1974) for choir, brass and cellos.
The Round Horizon (1982) for Mezzo, girls’choir, orch.
Plaint (1987) for reciter, choir, chamber orch.
Epistle (1991) for 16 voices and instruments.
Songs for Simeon (1992) for Sop, Bar, choirs, orch.
Miserere Mei (1994) for 5 reciters, chamber orch.
Cicero Dixit (2006) for reciter, Alto solo, double choir, 15 insts
Um leve tremor (2019) for baritone, 5-part choir, orchestra

CHOIR

Prayer of Mary Queen of Scots (1976) for 6 male voices
Chamber Étude no.2 (1977) for 6 male voices
Salve Regina (1981) for boys’ voices and organ
Motets for Holy Week (1980-83)
O Vos Omnes (1980) for 7-part choir
Crux Fidelis (1983) for 4-part choir
Salvator Mundi (1983) for 3-part choir
Ecce Lignum (1983) for 1-part choir
Gestures II (1982) for mixed choir
Ego Sum Resurrectio et Vita (1985) for 10 voices
Motets for Christmas (1987-9)
O Magnum Mysterium (1987) for 12-part choir
Lux Fulgebit (1988) for 15-part choir
Verbum Caro Factum Est (1989) for 13-part choir
Hodie Christus Natus Est (1989) for 15-part choir
Echoes (1991) for 12 female voices
Maria Matos Medley (1997) for 7 solo voices
Magnificat (1998) for 12 solo voices
My monstrous mountain’d walke (1999) for 6 solo voices
Morning (2000) for 7 solo voices
Leipziger Motetten (2002) for 5 male voices
Laudate Dominum (2004) for 12 solo voices
Ubicumque est bene (2012) for double choir
De profundis (2012) for 5 voices
Hymn to St Cecilia (2017) for SATB choir

ENSEMBLE

Snakes of Silver Throat (1976) for wind 8tet.
Hymn (1979) for 8 clars.
Stars (1980) for 25 flutes
Mobiles for Alexandra (1985) for Wind and Double Basses
Melodies and Mobiles (1990) for clars, vlns and perc.
Epigrams (1991) for Sop, Bar, hpchd, org, string 4tet.
Song for Elizabeth (1992) for 13 strings.
Sonnet (1993) for Tenor, pf, hp, perc, 4 vc, 7 male vces.
Motet (1994) for 15 insts
Metamorphoses (1995) for 11 insts.
Musette (1995) for Sopr,fl,cl,pf,vn,vc
Memorial to Jorge Luís Borges (1999) for Bar, a-fl, b-cl, guit, vc, 2 perc, 4 vla.
Lacrimae (2001) for ob d’am.,fl,cl,vibr,pf,vn,vla,vc
Lament (2001) for 15 instruments
Lauda (2002) for solo clarinet and orchestra of 21 clarinets
7 Lessons (2003) for fl, ob, ten.sax, vn, pf
Leituras de Liberdade (2003) for Soprano, fl, cl, hp, pf, vn, vla, vc.
Canzona I for the 80th birthday of Pierre Boulez (2005) for Cl, Bn, Hn, Vn, Vla, Vc, Cb
Chimera I and II (2008) for 10 instruments
Canzona II (2008) for eleven instruments
Canzona III (2010) for soprano and eight instruments
Deiknumena (2010) for eight instruments
Dithyramb (2011) for six instruments
Ode I: A lua brilha (2013) for baritone and six instruments
Ode III: Aguardo, equânime (2013) for 3 sopranos, 9 instruments
Canzona IV (2014) for 16 woodwind instruments
Five Pieces (2014) for 15 instruments
Ode IV: Segue o teu destino (2014) for mezzo and 6 instruments
Four Fragments (2014) for eight instruments
Four Fragments and a Fantasy (2015) for eleven instruments
Fear no more the heat o’ the sun (2016) for twelve instruments
Op.27 plus (2008-16) commentaries on Webern: Op.27 for fl, cl, pf, vn, vla, vc.
As sombras do sol (2017) for fl, hn, tbn, perc, 2 vn, vla, vc.
Toccata (2017) for 11 strings
Lalula: a triple trio (2017) for fl, sopr, cl, vibr, hp, pf, vln, vla, vc.
….e Rui Zinho pensou…. (2018) for 4 reciters, 3 fl, 3 cl, 1 perc
Tertúlia (2018) for 13 instruments
Turbilhão (2018) for 12 instruments
All the world’s a stage (2019) for 7 percussionists
Tinha uma pedra (2019) for 9 instruments
Antiphon (2020) for nine instruments

CHAMBER MUSIC

Three Dances (1968) for 3 guit.
De Profundis (1970) for vln, vc, pf.
Three Bagatelles (1971) for wind 5tet
String Quartet no.1 (1972)
Petite Sérénade (1973) for fl, vla, hp.
Dies Irae (1973) for 2 tpt, 2 trb, timp.
Complainte de la Lune en Province (1974) for Tenor, guit.
Chamber Étude no.1 (1975) for ob, cor, bn, hpchd.
String Quartet no.2 (1976)
Introit (1977) for string 4tet.
Dialogue I (1978) for fl, perc.
Vespers (1978) for clar, pf.
Wind Quintet no.1 (1978)
Wind Quintet no.2 (1979)
Arabesque (1979) for clar, mezzo-sop, vln, perc.
Wind Trio (1980) for ob, clar, bn.
Toccata (1980) for 2 pfs.
Dialogue II (1981) for vc, pf.
Brass Quintet (1983)
The Thinnest Hair (1984) for Tenor, hp.
String Quartet no.3 (1986)
Boreas (1988) for 4 clars.
Out of the Deep (1988) for vla, vc, cb.
Gusts (1989) for fl, clar.
Six or Seven Sketches – Wind Quintet no.3 (1992)
Movements (1994) for saxophone quartet
Madrigal (1994) for 3 cb.
Meander (1995) for 5 violas.
Mutations (1996) for 4 clars
Music for two pianos, book I (1998)
…..manhosamente….. (2000) for Sopr, pf.
Metastrophe (2000) for fl,cl,bn,vc.
Miniatures in memoriam Tom Eastwood (2001) for 2vn,vla.
Monumentum in memoriam Robert Sherlaw Johnson (2001) for stg 4tet
String Quartet no.4 (2001)
Lied der Liebe (2002) for Sopr, vn, vc, pf.
Meeres Stille (2003) for Sopr, pf
My Ladye Celia’s Songbooke, vol.I (2004) for Bar., pf.
Lullaby for Amara (2004) for violin, 4 bottles.
Music for two pianos, book II (2006)
Coelum non animum (2006) for soprano, alto sax, hn, vibr, pf
Cantiga (2007) for flute and piano.
Canticle (2008) for Sopr, 2 tenors, 2 recorders, vc
Dialogue III (2009) for violin and bassoon
Canticum (2009) for String Quartet
My Ladye Celia’s Songbooke, vol.II (2009) for Bar., pf.
Cadavre Exquis (2010) for fl,cl,pf,vn,vc.
Double Dialogue (2010) for 2 pianos, 2 perc.
Elegy II Expanded (2011) for fl, ob, sopr sax.
String Trio (2012)
A magia do tempo (2012) for Baritone, stg trio.
Dance sketches (2012) for saxophone quartet
Ode II: Ama, bebe e cala (2013) for Soprano, tpt, pf.
Ode V: Serei livre (2015) for Soprano, clar, pf.
Dialogue IV: Flights of Fancy (2015) for Bass clarinet, pf.
Four fancies (2016) for 2 guitars
O estaleiro (2016) for 5 percussionists
7 Fanfares (2010,11,12,13,14,15,16) for trumpets
O suspiro do rouxinol (2016) for mezzo, cl, pf
Furthermore (2016) for 4 guit.
Four poems (2017) for Baritone and piano
Three and a half pieces for two flutes (2017)
From head to toe (2017) for fl, cl, pf, vn, vc
Nel mezzo del cammin (2017) for vn, vc, pf
Turning-points (2018) for saxophone quartet
Talking of jasmine (2018) for percussion quintet
29 Flores de João Cutileiro (2019) for piccolo, Eb clarinet, glockenspiel, piano
Asas (2020) for soprano, sopr sax, accordion, vla, vc
Arcades (2020) for vc, cb

SOLO MUSIC

Sonatina (1968, rev.1972) for guitar
Sonatina (1968, rev.2003) for violin
2 Études (1968-69) for piano
3 Caprices (1968-70) for violin
Piano Sonata no.1 (1971)
Partita no.1 (1972) for vln.
Seven Pieces (1974) for piano
Piano Sonata no.2 “Sanctus” (1976)
3 pieces (1976) for fl.
Requiescat (1977) for wood perc.
Partita no.2 (1978) for vln.
Sonata (1979) for vc.
Preludes (1979) for pf.
Sonata-Fantasia (1980) for guit.
Essay I (1980) for trb.
Elegy I (1981) for fl.
Essay II (1981) for organ.
Essay III (1981) for vln.
Essay IV (1981) for hp.
Essay V (1982) for vla.
Essay VI (1982) for voice.
Essay VII (1990) for guit.
Essay VIII (1991) for pf.
Snow on Distant Hills (1992) for clar.
Essay IX (1993) for tpt.
Essay X (1993) for recorder.
Monograph (1994) for pf.
Monograms I – V (1995-2000) for clarinet
Monogram I for A.S.D. (1995)
Monogram II for E.C. (1999)
Monogram III for S.A. (1999)
Monogram IV for C.C. (2000)
Monogram V for C.F. (2000)
Essay XI (2000) for harpsichord
18 Miniatures (2001) for pf.
Essay XII (2001) for double bass
Essay XIII (2001) for alto saxophone
Lied I (2002) for vln.
Leise, leise (2002) for vla.
Letter I to Ricardo Tacuchian (2003) for pf
Lampoons (2003) for tenor saxophone
Essay XIV (2003) for horn
Essay XV (2004) for oboe
Lumen (2004) for metal percussion
Lied II (2004) for vc.
Cartoon (2005) for baritone saxophone
Essay XVI (2006) for bassoon
Cantilena (2006) for alto fl.
Commentaries on Notations by Pierre Boulez (2007) for pf
Capriccio (2007) for soprano sax.
Commentaire sur le 2ème mouvement de Et Expecto de Messiaen (2008) for oboe
Carrolling Bach: Two Fantasies for piano (2008)
Chiaroscuro (2008) for bass clarinet
Lied III (2009) for viola
Elegy II (2010) for flute
Chorale Prelude. Ein feste Burg (2010) for altgitarren
Cavatina (2010) for violin
Letter II to Amílcar Vasques Dias (2010) for pf.
Drama Essay (2011) for spoken voice
Diastrophe (2012) for guitar
Letter III to José Antônio de Almeida Prado (2013) for pf.
Essay XVII (2014) for cello
Dirge in memoriam Gareguin Aroutounian (2014) for viola
Dirge in memoriam Gareguin Aroutounian (2014) transcribed for violin
Letter IV to Jean-Sébastien Béreau (2014) for pf.
Essay XVIII (2015) for accordion
Flight of Icarus (2015) for Eb clarinet
Ponteio (2016) for Chocalhofone
Letter V to António Pinho Vargas (2016) for pf
Two Studies (2016) for tenor saxophone
Letter VI to Robert Saxton (2017) for pf (left hand)
Triste Tríade in memoriam José Luís Ferreira (2018) for pf
Lied IV (2018) for double bass
Essay XIX (2018) for flute
Essay XX (2019) for six piece drum set

ORCHESTRATIONS

Fauré: Messe Basse (1991) for female voices and string orch.
Webern: 4 pieces Op.4 (1992) for eleven instruments
Debussy: 3 Preludes (1994) for Chamber orch.
Schoenberg: Sechs Kleine Stucke Op.19 (1995) for Chamber orch.
Ivo Cruz: Homenagem a Manuel de Falla (1996) for Chamber orch.
Tressler: Thoughts (1996) for Chamber orch.
Miguel Ângelo Pereira: Eurico – Recitativo e Cavatina (1997) for Tenor and Chamber Orch.
Webern: 3 Kleine Stücke Op.11 (1997) for Chamber Orch.
Stockhausen: Three orchestrations of Klavierstück III (1998) for fl, cl, bn, hn, vn, vla, vc.
Debussy: 7 Preludes (1999) for 12 wind insts.
Reger: Aria Op.103A no.3 (1999) for String Orch.
Tressler: Ballade (2000) for Chamber Orch.
Tressler: Burla (2001) for Chamber Orch.
Seixas: Tocata e Minuete (2003) for Chamber Orch.
Debussy: La cathédrale engloutie (2003) for Brass Choir
Fauré : Requiem (2005) for Chamber Orch
Ravel : Sonatine (2007) for 11 insts
Schönberg : 6 kleine Stücke Op.19 (2007) for 11 insts
Honegger : Sept pièces brèves (2007) for 11 insts.
Dallapiccola : Quaderno Musicale di Annalibera (2007) for 11 insts.
Tressler : Waltz (2007) for Chamber Orch.
Bomtempo: “Sinfonia” em Sol menor (Sonata Op.9 no.3) (2009) for Chamber Orch.
Lacerda: Allegro (2010) for String Orchestra
Koechlin: Homage a Fauré (2011) for Chamber Orch.
Ravel: Berceuse sur le nom de Gabriel Fauré (2011) for Chamber Orch.
Debussy: 2 Spanish Preludes (2012) for 12 wind insts.
Ravel: Fugue and Toccata from Tombeau de Couperin (2017)
Tressler: Sonata 1905 (2020) for String Orch.

NEOCLASSICAL STUDIES

  1. Classical Sonata (1974) for harpsichord
  2. Suite (1975) for vc, cb
    From which: Air (1976) for String Orchestra
  3. Sonata da chiesa (1976) for cl, pf
  4. Ludus polytonalis (1977) for cl, vc
  5. a. Prayers to the wind (1980) for 2 vlas
    b. Minha Tírcia é tão bella (1980) variations for 3 vlas
  6. a. Invention on a mordent (1973) for 7 flutes
    b. Introduction and aria (1973) for 6 cl
    c. Caprice (1980) for 5 ob

DIDACTIC MUSIC

Four Rhythmic Studies (1973)
Christmas Cantata (1973) for girls’ voices, insts
Os Pastores (1978): Cantata for children’s voices, orch.
Os Magos (1979): Cantata for children’s voices, orch.
Four pieces (1979) for 4 trb.
Gavotte (1980) for 2 rec, cl.
A Anunciação (1980): Cantata for children’s voices, orch.
5 Pieces in the first position (1980) for vc, pf
Mosaic of the Air (2000) for student orchestra
Lyric (2002) for flutes, recorders and strings
Lyric 2 (2003) for flutes, clarinetes, violins, ´cellos
O amanhecer de um dia novo – 30 pieces for pf (1980-2003)
6 Easy pieces (1980)
6 Polytonal pieces (1980)
6 Modal pieces (1980)
6 Pantonal pieces (2003)
6 Dodecaphonic pieces (2003)
Os três porquinhos (2013) for 2 actors, fl, 3cl, sax, 2 vn, guit.
Capuchinho vermelho (2013) for 2 actors, fl, 3cl, sax, 2 vn, guit.
A carochinha (2013) for 2 actors, fl, 3cl, sax, 2 vn, guit.
A princesa e a ervilha (2015) for actors, 2 fl, 3 cl, sax, tpt, perc, vn.
João e Maria (2015) for actors, 2 fl, 3 cl, sax, tpt, perc, vn.
O gato das botas (2015) for actors, 2 fl, 3 cl, sax, tpt, perc, vn.
As três bruxas (2015) for actors, fl, alto sax, tpt, tbn, perc, pf, 2 guit, 3 vn.
Francisco, o limpa-chaminés, e o seu gato Farrusco (2015) for actors, fl, alto sax, tpt, tbn, perc, pf, 2 guit, 3 vn.
Os três desejos (2016) for actors, fl, alto sax, tpt, tbn, perc, pf, 2 guit, 3 vn.
Pedro dos Malasartes (2016) for actors, fl, alto sax, tpt, tbn, perc, pf, 2 guit, 3 vn.
O criado esperto (2016) for actors, fl, alto sax, tpt, tbn, perc, pf, 2 guit, 3 vn.

ARRANGEMENTS FOR CHOIR

Brazilian popular music:
Peixe Vivo (1978)
Despedida do Pastoril (1979)
Cavalo Marinho (1979)
Boas Festas (1979)
Prece ao Vento (1979)
Pastorinhas (1984)
A Garota de Ipanema (x2) – 1. SATB (1984)
T,Bar, Bar,B.(1995)
Só Danço Samba – T,Bar,Bar,B. (1995) Christmas music:
*God rest you merry gentlemen (1973)
*Coventry carol (1973)
*The first nowell (1973)
*Noite Feliz (Silent Night)(1979)
*Loa de Natal (1979)
*Ao bom Jesus saudemos (x2)(1979)
*Away in a Manger (x2)
*Rocking
*Quem Pastores laudavere
Ding, dong, merrily on high
*Angels from the realms of glory
*O little one sweet
*Past three o’clock
*Adam lay ybounden (P.Warlock)
*Wither’s Rocking Hymn (Vaughan Williams)
*Il est né le divin enfant
*O Tannenbaum
*O little town of Bethlehem
*Frim, fram, frum.
*Natal de Elvas I (1995)
*Menino Jesus à lapa (1996)
*Natal de Elvas II (1997)
Of the father´s love begotten (2015)
* published as Canções de Natal/Christmas Carols by Musicoteca (1999)

Others:

If the nightingales (1989)
Once in a while (1989)
There goes the ball game (1989)
Dallas blues (1990)
Os cantores do Rádio (1994)
I never dreamt (2003)
Friday Night Rag (2003)

ARRANGEMENTS FOR STRING QUARTET

Garota de Ipanema (1986)
Morna: Regaço (2012)
Morna: Otília, Otílio (2012)
Morna: Mar azul (2012)
Morna: Ondas di bo corpo (2012)
Morna: Cize (2012)
Estrela d’Alva (2012)
Morna: Padoce de ceu azul (2012)
Boas Festas (2012)
Muxima (2013)
M’Biri, M’Biri (2013)
Ndapandula (2017)
Só danço samba (2017)
Uma casa portuguesa (2017)

OTHER ARRANGEMENTS

Venham mais cinco 1. for 8 vc. (1995)
2. for 6 vc. (2000)
Crazy little thing called love for 4 clar. (1997)
Somebody to love for 4 clar. (1997)
2 Portuguese Christmas Songs
Oh, bento airoso (2003) for sopr and orch.
José embala o menino (2003) for sopr and orch.
Garota de Ipanema for Violin and Piano (2005)
(CD – Michael Bochmann, 2005)
Boas festas for 4 sax (2012)
Adeste fildeles for 4 sax (2012)
Il este né le divin enfant for 6 sax, (2012)
O little town of Bethlehem for 6 sax. (2012)
O Tannenbaum for 6 sax (2012)
Uma casa portuguesa (2017) for 8 trombones

[ Lista facultada por Christopher Bochmann, publicada na Meloteca a 05 de junho de 2020 ]