barítono José de Freitas

JOSÉ DE FREITAS

José de Freitas, de nome completo José Cirilo de Freitas Silva, nasceu na Madeira e foi padre da Congregação da Missão (Padres Vicentinos). Já depois de padre, estudou nos conservatórios do Porto e de Lisboa, onde concluiu o Curso Superior de Canto com excelente classificação. Em 1978 tornou-se artista residente do Teatro Nacional de São Carlos onde se estreou com Schaunard em La Bohème. Foi intérprete de importantes papéis de barítono e de baixo-barítono em Portugal e no estrangeiro. Foi também diretor de coros e compositor de cânticos litúrgicos.

ENTREVISTA

Qual foi o primeiro momento em que se lembra de ter tido consciência de que a música era importante para si?

O primeiro momento?! Preferiria falar de uma pequena série de momentos… Concretizando: No meu 5º ano do seminário (hoje 9º ano), cerca dos 16 anos, quando a chamada “mudança de voz” era já algo acentuada, o meu ilustre professor de música, Padre António Ferreira Telles, poucos dias após ter-me convidado para tocar harmónio em algumas cerimónias litúrgicas (ele era o harmonista oficial, obviamente) e pedir-me para, alternadamente com outro colega, iniciar os cânticos na liturgia (o equivalente a solista), veio falar comigo na véspera da festa do Padroeiro do seminário (S. José), e disse-me: “Confio muito em ti para “segurares” a 4ª voz na missa solene de amanhã.” Ora aí tem um “puzzle” com bastante significado na minha “consciência musical” de jovem seminarista…

Quais os professores que mais o influenciaram no tempo de seminário?

Vou referir-me apenas a professores de música, obviamente. Desde os primeiros anos, tive uma veneração especial por um ilustre mestre, muito “sui generis”, mas muito competente e sabedor: o Padre António Ferreira Telles, a que atrás aludi. Era excelente harmonista, compositor, ótimo harmonizador. O Pe. Fernando da Cunha Carvalho, felizmente ainda entre nós, também teve influência na minha orientação musical, e não só. Mas vou salientar, sem querer ser injusto para os atrás citados e porventura outros, o Pe. João Dias de Azevedo, que muito me ajudou sobretudo no harmónio e no órgão, no Seminário de Mafra, onde fiz o meu noviciado (1954-1956). Nesse período, cheguei a tocar órgão em algumas celebrações dominicais e festas na Basílica de Mafra… E, para completar os anos do seminário, não poderei omitir o Pe. Fernando Pinto dos Reis (1929-2010).

Depois de ir para o seminário e de ser padre, quando é que se apercebeu de que cantar era o mais importante na sua vida profissional?

Como disse, cedo me iniciei e fui crescendo na função de solista. Continuei-a ao longo de todo o curso, alternando-a com o múnus de harmonista. Terminado o curso, fui incumbido da disciplina de Música (além de outras), no seminário menor. O concílio do Vaticano II acabava de privilegiar o vernáculo na liturgia. Iniciei a renovação de todo o repertório vigente. Eu próprio dei largas a uma velha paixão e iniciei a composição de cânticos em português, incluindo o “ordinário” e o “próprio” da missa para determinadas solenidades, além de outros cânticos circunstanciais. Aconselhado por não poucos, matriculei-me no Conservatório do Porto. Canto? Composição? Duas paixões. Muito incitado e encorajado pela professora D. Isabel Mallaguerra, decidi-me mais seriamente pelo canto, sem descurar a composição musical.

Após o curso geral de canto no Conservatório do Porto, vim a concluir o Curso Superior no Conservatório Nacional com a professora D. Helena Pina Manique. Com o programa do exame do curso superior concluído com alta classificação, fui convidado para vários recitais em Lisboa e não só. Iniciei logo de seguida o curso de ópera com o professor Álvaro Benamor e D. Helena Pina Manique. Fui admitido no Coro Gulbenkian, onde estive durante alguns meses até seguir para Paris com uma bolsa de estudos.

O diretor do Teatro Nacional de São Carlos, Eng. João Paes, que já me ouvira no Conservatório, convidou-me para, temporariamente, interromper o estágio em Paris e vir a Lisboa preparar o desempenho de um importante papel numa ópera portuguesa. Bem sucedido, pediu-me para, após o estágio parisiense, seguir para Florença, afim de preparar, com o famoso Gino Bechi, o importantíssimo papel de primeiro barítono (Lord Enrico d’Ashthon) da ópera Lucia di Lamermoor, de Donizetti. Cantei esse papel em novembro de 1977, no Teatro Rivoli (Porto)…

Toda esta “bola de neve” a partir da conclusão do curso superior de canto em 1974, todo o incrível desencadear de situações até finais de 1977, todo o ano de 1977 sobretudo, tudo isso responde à sua pergunta… Parafraseando, em contraste, um fadista, diria: “Ser cantor não foi meu sonho, mas cantar foi o meu fado…”

Dos anos em que estudou Música e Canto, que professores tiveram uma influência mais decisiva?

Nos conservatórios do Porto e de Lisboa, tive a felicidade de ser orientado respetivamente pelas professoras D. Isabel Mallaguerra e D. Helena Pina Manique, e ainda, por algum tempo, pela D. Arminda Correia, sem esquecer o Prof. Álvaro Benamor (cena).

Em Paris, como olvidar o trabalho com a famoso baixo Huc-Santana e o não menos célebre barítono Gabriel Bacquier? Em Itália, e aqui em Portugal, Gino Bechi foi simplesmente precioso no trabalho vocal e cénico. Este famoso barítono, que também me honrava com a sua amizade, cantou nos anos 40, em todos os grandes palcos do mundo. A sua famosa “entrega” aos espetáculos e nos espetáculos, quer cenicamente mas sobretudo vocalmente, levou-o a tal desgaste que teve de terminar a sua carreira por volta dos 40 anos, precisamente com a idade com que eu comecei…

Foi difícil deixar de ser padre e optar pela carreira musical?

Quando, em finais dos anos 60, me matriculei no Conservatório do Porto, confesso que o meu sonho era dar uma componente artística à minha missão de padre.

Começaram a surgir, porém, situações que não deixaram de me ir perturbando. Alguma confusão começou a instalar-se nos meus horizontes… Estávamos em pleno pós-74… Sobretudo a partir de 1977, comecei a sentir-me ultrapassado pelos acontecimentos. Tinham de ser tomadas decisões… Não podia viver na ambiguidade!… Houve muitas dúvidas, muitas incertezas… O meu Padre Provincial de então propôs-me fazer as duas coisas: padre e cantor… Tudo se desenrolava vertiginosamente… Eram convites para concertos, para óperas, etc.
Cheguei mesmo a atuar durante não pouco tempo, estando ainda no exercício do ministério… Fui chegando à conclusão de que as duas funções não faziam grande sentido… Em finais de 1978, acabei por tomar a decisão: pedi para Roma a dispensa do exercício das ordens. Não tive resposta fácil. Demorou mais de dois anos. Pelo meio, um apelo a que repensasse…

Qual foi o papel da Igreja na sua vida musical?

Primeiramente, como é obvio, penso em todo o curso do seminário. Para além de todos os aspetos da formação, a música da Igreja, o canto gregoriano, ocupou uma grande parte desse período, quer na teoria, quer na prática. O nosso Cantuale, um livro específico da Congregação da Missão com os mais belos cânticos gregorianos e muitos outros, a uma ou mais vozes, dominou grande parte desses anos, as nossas vozes e as nossas almas.

No seminário Maior, durante o curso de filosofia e teologia, para além das mais belas obras de polifonia sacra, cantávamos, todos os domingos e festas, o “comum” e o “próprio” em gregoriano, de acordo com o emblemático Liber Usualis, a mais completa obra do canto da Igreja. Tudo isto, naturalmente acompanhada da parte teórica, marca indelevelmente a minha personalidade e a minha formação musical. E não esqueço que quase sempre, alternadamente, fui organista e solista…

Após a ordenação, seguiram-se anos dominados pelo Concílio do Vaticano II, com uma série extraordinária de documentos sobre a música e a liturgia em vernáculo,com o aparecimento de excelentes compositores. E foram sempre surgindo, com os diversos papas, importantes documentos sobre a música litúrgica. Não posso esquecer os “famosos” cursos gregorianos de Fátima que frequentei.

Durante os anos 1977-1995, em que a vida artística teve o seu lado prioritário, nunca deixei de estar atento aos documentos da Igreja sobre música sacra e à obra de excelentes compositores que temos.

A partir de 1997, já no pós – S. Carlos, a pedido do meu grande amigo Conégo José Serrasina que acabava de ficar à frente da Paróquia dos Anjos, em Lisboa– a minha paróquia -, comecei a orientar o coro paroquial, tomando a peito a renovação dos cânticos e a dinamização litúrgica. Baseava-me sempre nos textos de cada celebração. Após 5 anos de intenso e profícuo trabalho, abracei outro projeto – na Capela do Palácio da Bemposta (Academia Militar), onde colaborei durante 13 anos (2003 – 2016). Durante este período, compus dezenas de cânticos que vieram a ser publicados pela Academia Militar, em 2012, num volume com o título Deus é Amor. Porque o “contexto” de então era “específico”, o referido volume irá “sofrer” brevemente substancial alteração.

Qual foi a maior deceção na sua vida?

Se me permite, não apresentaria uma mas duas deceções, e ambas no âmbito do mundo lírico. A primeira, logo de início. Tinha feito 40 anos. Eram diferentes, agora, o sonho e o ideal. Imaginava que perante mim, ia surgir um meio pleno de elevação, um ambiente superior, de arte, de cultura, etc. Cedo, porém, fui verificando e concluindo que as cores que sonhara belas, não, não o eram assim tanto… A realidade era bastante mais prosaica… Bem!… Respirei fundo, bem fundo, passe a expressão… E, vamos a isso!… Mas vamos mesmo! O desafio que ora iniciava era para ganhar, era mesmo para vencer!… E foi! Não tive o caminho atapetado de rosas, longe disso, muito longe! Foram necessárias uma fibra excecionalmente forte como considero ter, uma fé inabalável em Deus como efetivamente tenho, e também, obviamente, uma grande confiança nos talentos que Deus me deu, aliados à formação que tive (não poderei esquecê-lo!) E…aí vou eu!… E nem tudo foram espinhos, digamos em abono da verdade. Tive um público que me admirava e apoiava bastante, excelentes e excecionais críticas, outras nem tanto… E, entre um pessoal que rodava as três centenas (coro, orquestra, cantores, técnicos, etc), tive não poucos amigos e admiradores! Não esqueço que, logo no começo, nos primeiros ensaios, vi lágrimas nos olhos de algum do pessoal, ao verem a minha entrada enérgica, decidida, confiante, e pensando no “mundo” donde acabava de chegar… aos 40 anos!…

A segunda deceção foi no fim. Em finais de 92, a SEC, tendo à frente o Dr. Pedro Santana Lopes, achou por bem dissolver a Companhia Portuguesa de Ópera (cantores, orquestra, etc). Éramos 14 os cantores principais. Mesmo tendo em conta que eu continuava a cantar no país e não só, esta foi sem dúvida uma grande deceção. Aos 55 anos, encontrava-me no ponto mais alto da carreira, a nível vocal e cénico, na minha opinião e na de quantos me conheciam e ouviam! Esperava estar “em grande” mais uma boa dezena de anos… Lembrei-me então das palavras de Gino Bechi, quando, certo dia, nos anos 80, após fazer as célebres e espetaculares demonstrações, vocais e cénicas, durante um ensaio, e quando já contava perto dos 80 anos, teve este desabafo: “Agora é que eu sei cantar!”

Pois é!… Parafraseando o meu mestre, diria: “Agora… é que eu sabia cantar!…”

Qual foi o momento mais alto da carreira como cantor lírico?

Desempenhei os mais diversos papéis de 1º barítono, de baixo-barítono, papéis característicos, enfim, foram cerca de 50… Nunca tive um fracasso nos meus desempenhos. Pelo contrário! Escolher o momento mais alto?!… É difícil!… Estou a lembrar-me de não poucos… Do “Le Grand-Prêtre de Dagom” da ópera Samson et Dalila, de Saint-Saëns, em 1983. Quis preparar o papel em Lyon com o meu ex-professor de Paris, o grande barítono Gabriel Bacquier. Estou a recordar-me do “Dulcamara” da ópera L’Elisir d’Amore, de Donizetti, em 1984 e 1985… Do “Rocco”, da ópera Fidelio de Beethoven… Enfim, não vou alongar-me na citação de outras boas e belas hipóteses…

Mas vou escolher como momento mais alto uma ópera fora do estilo clássico: a ópera Kiú, do compositor espanhol Luís de Pablo, levada à cena em 1987 no Teatro Nacional de São Carlos. O meu papel de Babinshy, o pivô da ópera, na sua grande espetacularidade e dificuldade vocal e cénica, foi na verdade um momento muito alto na minha carreira! Não foi por acaso que o próprio compositor Luís de Pablo e o maestro Jesús Ramón Encimar me convidaram, 5 anos depois (dezembro de 1992 – janeiro de 1993), para interpretar em Madrid o mesmo papel!…

Quais foram os cantores líricos mundiais que mais o inspiraram?

Estavam na moda, nos anos 60, cantores líricos que deveras nos entusiasmavam. Lembro-me, por exemplo, de Mário Lanza, de Luís Mariano, de Alfredo Krauss que vim a conhecer em São Carlos, e com o qual contracenei, inicialmente, num ou noutro pequeno papel. E vários outros, quase todos tenores. O meu tipo de voz é de barítono ou de baixo-barítono. Mas foi sobretudo a partir do Curso Superior de Canto que comecei a interessar-me por vozes líricas, o que é absolutamente natural. Dado o meu tipo de voz, cerca de cinco ou seis cantores internacionais dominavam particularmente os meus gostos. Comecemos pelos alemães Dietrich Fischer-Dieskau e Hermann Prey, barítonos. O primeiro, absolutamente excecional em lied, tendo cantado praticamente tudo o que havia nesse domínio. Muitos o consideraram o maior músico do século XX. Foi inclusivamente maestro de música sacra. Ouvi-o ao vivo em Paris. Hermann Prey era superior como ator. As suas interpretações em óperas de Mozart, Rossini, Donizetti ficaram memoráveis. Outros dois barítonos ou baixo-barítonos, Fernando Corena e Rolando Panerai, eram também grandes cantores e atores, mais característicos que os anteriores. Outro barítono que, vocalmente (não cenicamente) me enchia as medidas, era Piero Cappuccilli. Era um barítono a que eu chamaria heróico-dramático, com uma incrível potência de voz. Jamais esquecerei o seu desempenho em Simon Boccanegra de Verdi, no São Carlos…

Poderia obviamente alongar-me, no que às vozes masculinas diz respeito. Mas também não posso deixar de me referir a vozes femininas que, além de nós deixarem siderados, tanto nos ensinaram! Antes de mais, Maria Callas!… Depois, uma Victoria de los Angeles que cheguei a ouvir na Gulbenkian. Fiorenza Cossotto, Mirella Freni, Christa LudwigMonserrat Caballé que ouvi em Paris dirigida por Leonard Bernstein… Uma Joan Sutherland, La Stupenda, a tal que cantou a Traviata no Coliseu na famosa noite de 24 para 25 de abril de 1974, com o já citado Alfredo Kraus… E eu estava lá!…

Quais os músicos portugueses mais influentes na sua carreira?

Por músicos, entendo compositores, professores, pianistas, ensaiadores, “pontos”, cantores, e, porque não, críticos… Antes de mais, as minhas duas professoras nos conservatórios do Porto e de Lisboa, respetivamente: Isabel Malaguerra e Helena Pina Manique. A professora D. Arminda Correia fez de forma extraordinária a breve transição entre uma e outra. Álvaro Benamor, na classe de ópera. A pianista Maria Helena Matos que me acompanhou com enorme competência desde o Conservatório Nacional, incluindo o exame final, e praticamente em todos os recitais que fui dando ao longo da carreira. O maestro Armando Vidal, músico de gema, com o qual preparei, como a generalidade dos artistas, quase todos os papéis que tinha a desempenhar nas dezenas de óperas em que fui interveniente. Entre os maestros – “pontos” – , não esquecerei o maestro Pasquali que tão competentemente orientou, durante os primeiros tempos, as nossas intervenções em palco, e o maestro Ascenso de Siqueira, grande e bom amigo e incrível ser humano… Tive a felicidade de trabalhar com encenadores como António Manuel Couto Viana, que me honrava com a sua amizade, Carlos Avillez (em várias óperas), Luís Miguel Cintra, João Lourenço

Cantores? Álvaro Malta, Hugo Casaes, Elizette Bayan, Armando Guerreiro, e outros… Lembro-me ainda de preciosas “dicas” que me deu Álvaro Malta

Compositores? Antes de mais, o Prof. Cândido Lima. Conheci-o em Paris. Conversávamos muito. Não esqueço o dia em que ele me apresentou ao seu amigo Iannis Xenakis… Fomos juntos a vários concertos. Preparei, com ele ao piano, algumas obras suas para canto. Foi meu pianista num concurso de canto em que fui premiado… Tudo isto em Paris, em 1977.

Com o grande compositor Fernando Lopes-Graça, tive a honra de preparar um importante papel de solista na sua obra As Sete Predicações d’Os Lusíadas, em vista à estreia mundial da mesma no VI Festival da Costa do Estoril (1980).
Joly Braga Santos honrava-me com a sua amizade e admiração. Com ele ensaiei o papel de solista na sua Cantata Das Sombras, sobre texto de Teixeira de Pascoaes, para primeira audição mundial no Teatro de S. Luís, a 27 de julho de 1985, com o Coro Gulbenkian, e enquadrada no XI Festival de Música da Costa do Estoril. De Joly Braga Santos nunca poderei esquecer as suas palavras, em pleno palco, no fim da última récita da sua Trilogia das Barcas, em maio de 1988: “Estou a compor uma ópera, para a Expo de Sevilha (daí a 4 anos), baseada numa obra de Frederico Garcia Llorca, Bodas de Sangue e tenho um muito bom papel para si”. Entretanto, o maestro falecia 2 meses depois, a 18 de julho de 1988, o que constituíu uma grande perda para o País, para a cultura portuguesa.

Quanto a críticos, devo dizer que, entre outros, Francine Benoit, João de Freitas Branco, José Blanc de Portugal muito me encorajaram e elogiaram!

E hoje, o que acha da evolução da ópera em Portugal?

Francamente, tenho dificuldade em responder. Há cerca de vinte e cinco anos, após a extinção da Companhia Portuguesa de Ópera e de ter dado como terminada a minha carreira lírica, abracei outro projeto e alheei-me bastante desse tema. Sei que, sobretudo por razões orçamentais, a programação se ressente, e muito. Tudo parece ser diferente. Repito: não tenho dados que me permitam fazer qualquer juízo de valor…

O que pensa do papel da música na Igreja?

Desde o Seminário Maior, fui lendo atentamente, e mais que uma vez, os documentos papais que surgiram desde o princípio do século XX:
o Motu próprio de São Pio X (1903) sobre a Restauração da Música Sacra;
a Constituição Apostólica Divini Cultus (1928) no pontificado de Pio XI, sobre a liturgia e a música sacra; a Encíclica Musicae Sacrae Disciplina (1953), do Papa Pio XII, sobre a Música Sacra, vocal e instrumental.

Logo após o Concílio do Vaticano II, surge a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium (1963), a realçar que “a acção litúrgica reveste maior nobreza quando é celebrada com canto, com a presença dos ministros sagrados e a participação ativa do povo”. E quando fala de canto, obviamente que se refere ao canto sagrado intimamente unido com o texto. E se o canto gregoriano ocupa sempre um lugar privilegiado em igualdade de circunstâncias, não são excluídos os outros géneros de música sacra mormente a Polifonia, desde que em harmonia com o espírito da ação litúrgica, e de acordo com os diversos tempos litúrgicos, com as diversas celebrações e os vários momentos da celebração. Compositores, organistas, mestres de coro, cantores, músicos (instrumentistas) devem formar um todo para o esplendor do canto.

Alguns anos após o Concílio, a famosa Instrução Musicam Sacram (1967), da Sagrada Congregação dos Ritos, é a síntese, diria perfeita, do que à Música Sacra diz respeito, desde o canto na celebração da missa, passando pela preparação de melodias para os textos em vernáculo, depois a música para instrumental, o Canto no Ofício, etc etc.

O assunto levar-nos-ia ainda a três ou quatro intervenções de São João Paulo II, a uma célebre conferência do Cardeal Ratzinger (mais tarde Papa Bento XVI) em 1985, a uma Nota Pastoral dos nossos bispos por ocasião do Ano Europeu da Música (em novembro de 1985).

E o nosso Papa Francisco, por mais de uma vez, tem insistido que a Música Sacra e Canto Litúrgico devem estar plenamente inculturados nas linguagens artísticas atuais.

Quais os compositores que mais ouve e, desses, que obras prefere?

J.S. Bach é incontornável. Oiço com frequência, por exemplo, a Cantata do Café, cuja ária Hat man nicht mit seinen kindern fez parte do programa do meu exame do Curso Superior de Canto de Concerto, e foi uma das provas de acesso ao Coro Gulbenkian, em novembro de 1974; a Missa em Si m, cujas árias de baixo cantei; e a Paixão Segundo S. João, em que interpretei o papel de Jesus, no Porto, em abril de 1977, quando ainda estagiava em Paris…
Haëndel (O Messias, e Música Aquática); Beethoven (Sinfonias 3, 6 e 9) e a ópera Fidelio, cujo papel de Rocco desempenhei em junho de 1986; Mozart (o Requiem que, enquanto membro do Coro Gulbenkian, cantei no Coliseu em 1975, com gravação para a Erato; a Sinfonia nº 40, etc etc); Haydn (A criação, a Missa de Santa Cecília e a Sinfonia Concertante); Bizet (Carmen); Bramhs (Um Requiem Alemão);Rossini (Stabat Mater); Tchaickowsky (Romeu e Julieta e Francesa da Rimini; Dvorak (Sinfonia nº 9, O Novo mundo); Ravel (Bolero); Rodrigo (Concerto de Aranjuez); Strauss (valsas); Elgar (Concerto para violoncelo).

E muito, muito mais, obviamente.

O que o levou a colecionar livros e discos?

Certamente, e de uma forma geral, o meu gosto pela música, a ligação à Igreja, o meu profissionalismo, a cultura. É claro que tudo se desenrola de acordo com as diversas etapas da vida:

a minha função de professor de Música (além de outras disciplinas) no seminário menor, após a minha formação, e o começo dos meus estudos no Conservatório;

a minha transição para a vida pastoral, durante 3 anos;

a minha ida para Lisboa para concluir o curso Superior, do Conservatório, e a minha curta passagem pela Fundação Gulbenkian;

o meu estágio de dois anos em Paris, concluído com 2 meses em Itália;

o começo e a continuação da minha carreira lírica no Teatro Nacional de São Carlos;

os 3 anos pós-São Carlos em que continuei a minha carreira;

o abraçar de novo projeto: “trabalhar” um coro inserido numa missão pastoral na Paróquia dos Anjos (Lisboa), a minha Paróquia, a partir de 1997 e, posteriormente, de 2003 a 2016, na capela do Palácio da Bemposta (Academia Militar);

e porque não dizê-lo, as minhas viagens de automóvel, algumas longas, nos anos 70 e daí para cá, para já não falar da minha própria casa…

Como vê, são muitas as etapas e as circunstâncias em que procurei estar sempre em dia e dentro das exigências das mesmas. Livros, discos, cassetes, CDs, DVDs eram verdadeiros instrumentos de trabalho, de cultura, de ocupação, de prazer…

Julgo ter sintetizado as razões da minha importante biblioteca e discoteca, das quais progressivamente e criteriosamente, me vou voluntariamente desfazendo.

Antes da sua formação académica no conservatório, que lugar tinha a música erudita no seu papel de formador no seminário?

Além de renovar completamente o repertório de cânticos religiosos que vinha de há longos anos (o que supunha rodear-me de bom material), comecei a interessar-me por vozes maravilhosas que os discos faziam chegar até nós (Mario Lanza, Luis Mariano, Alfredo Krauss etc, e por orquestras excecionais que nos traziam as mais belas melodias clássicas, canções famosas, música de filmes históricos…

Tive sempre a preocupação de partilhar com os meus jovens alunos algum desse maravilhoso mundo musical… Era importante para a educação da sua sensibilidade, dos seus gostos, da sua cultura.

Lembro-me, e muitos ex-alunos (quer do seminário, quer do ensino público) se recordarão de ter dado a ouvir, entre outras obras, uma pequena peça do compositor russo Alexander Borodine. Tratava-se de Nas estepes da Ásia Central. Era a caravana que surgia ao longe, a marcha dos camelos, a intensidade instrumental que “subia” a anunciar a chegada da caravana, a permanência no terreno, o retomar da marcha, os sons que se iam extinguido… até a caravana se perder de vista!… Era tudo tão belo, tão claro! Apaixonante!… O interesse era enorme. Os alunos começavam a compreender que a música tem um sentido, um conteúdo, uma intenção, uma finalidade, uma expressão!
O mesmo sucedeu com outras obras, como o Hino da Alegria, da IX Sinfonia de Beethoven! Etc etc.

Mas adverti-os sempre para que nada disto desviasse a atenção do essencial da sua formação!…

Em três palavras como se caracteriza a si mesmo?

Persistente! Perfecionista! Brioso!

Lisboa, 19 de março de 2018

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JOSÉ DE FREITAS NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Um barítono que é crítico de si próprio

Correio da Manhã, 28 de abril de 1986

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De padre a cantor principal de ópera no Teatro São Carlos

Diário de Notícias do Funchal, 11 de maio de 1986

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José de Freitas: de padre a cantor

Correio da Manhã, 02 de agosto de 1987

António Pinho Vargas, compositor e pianista natural de Gaia

SINOPSE BIOGRÁFICA

Compositor, licenciado em História, António Pinho Vargas completou o Curso de Composição no Conservatório de Roterdão em 1990. É Professor Coordenador de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa desde 1991 e Investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, desde 2006. Foi condecorado pelo Presidente da República Portuguesa com a Comenda da Ordem do Infante D. Henrique, em 1995. Em 2012 recebeu o Prémio Universidade de Coimbra e o Prémio José Afonso. Veja AQUI a biografia completa.

LISTA DE OBRAS

Coro e Orquestra, Ópera, Coro

STABAT MATER (2015)
2016
STABAT MATER (2015) para Coro Infantil, piano e violino
Enc. Coro de Pequenos Cantores de Esposende

DE PROFUNDIS (2014)
2014
De Profundis para Coro a capella dir. Paulo Lourenço

MAGNIFICAT (2013)
2013
Coro e Orquestra, Coro Gulbenkian e Orquestra Metropolitana, dir. Cesário Costa

REQUIEM (2012)
2012
Requiem, Coro e Orquestra Gulbenkian dir. Joana Carneiro, Grande Auditório Gulbenkian

OUTRO FIM (2008)
ópera
2009, Enc. Culturgest

JUDAS (secundum Lucam, Joannem, Matthaeum et Marcum) (2012)
2002
Coro e Orquestra Gulbenkian, dir. Fernando Eldoro, Enc.
Enc. Festival de Viana do Castelo 2002,

OS DIAS LEVANTADOS (1998, rev. 2001)
Ópera Coro e OSP, dir. João Paulo Santos
1998
Enc. Expo 98

ÉDIPO – Tragédia de Saber (1996)
Ópera
1996
Enc. Culturgest, OSP, dir. João Paulo Santos.

Orquestra

SINFONIA (SUBJECTIVA) (2019)
2019
SIINFONIA (SUBJECTIVA) para Orquestra Sinfónica, estreia Março 2019 CCB, OML Pedro Amaral, Encomenda do Centro Cultural de Belém.

MEMORIAL para Orquestra Sinfónica (2018)
2018
Estreia dia 15 Dez, 2018 Orquestra Metropolitana de Lisboa, dir. Jonas Alber.
Enc. Fundação José Saramago

CONCERTO PARA VIOLA (2016)
2017
Enc. Festival Cantabile, Diemut Poppen, viola, Orquestra Gulbenkian, dir. Jan Wierzba

CONCERTO PARA VIOLINO (2015)
2016
à memória de Gareguin Aroutinounian, Tamila Kharambura, violino, Orquestra Metropolitana de Lisboa dir. Garry Walker, CCB

THREE POLITICAL EVENTS (2014) Orquestra de Sopros
2015
para a Orquestra de Sopros de ESML, dir. Alberto Roque; Estreia / First performance 9 de Maio de 2015

QUADROS (de arte moderna) (2014)
2014
Quadros (de arte Moderna) encomenda da Orquestra Clássica do Sul

ONZE CARTAS (2011)
2011
texts by Italo Calvino, Jorge Luís Borges, Bernardo Soares/Fernando Pessoa, enc. Casa da Música, Teatro de S.Carlos, CCB

AN IMPOSSIBLE TASK (2009)
2009
estreia Orquestra Metropolitana de Lisboa, Michael Zilm, CCB

UM DISCURSO DE THOMAS BERNHARD (2007) para narrador e orquestra
2007
Orquestra Metropolitana de Lisboa, dir. Michael Zilm, CCB

GRAFFITI [just forms] (2006)
2006
Encomenda Teatro Nacional de São Carlos, Orquestra Sinfónica Portuguesa, CCB

REENTERING (2004)
2004
Encomenda Teatro Nacional de São Carlos, Orquestra Sinfónica Portuguesa

DUAS PEÇAS para Orquestra de Cordas
2000
1. Mechanical String Toys. 2. Nocturno/Diurno.

A IMPACIÊNCIA DE MAHLER (1999)
1999
para Orquestra, estreia Orquestra Gulbenkian, dir. Michael Zilm, 2001

ACTING-OUT (1998) para piano, percussão e orquestra
1998
para piano, percussão e orquestra, Miguel Henriques, Elisabeth Davies, dir. A. Saiote, OSP

GEOMETRAL (1988)
1988
para Orquestra, estreia O.Gulbenkian, dir. Michel Tabachnick, G.A. Gulbenkian

Música de Câmara

6 DUETS for Violin and Viola
2020
for Tamila and Paul

3 PONTOS NO ESPAÇO para os 6 Orgãos da Basílica de Mafra
2017
Ludger Lohmann, Reinhard Jaud, Roberto Antonello, Steffen Schlandt, Juan de la Rubia e João Vaz

QUATRO NOVOS FRAGMENTOS III (versão para violoncelo e piano)
2018

CARTA(S) A JORGE DE SENA (poema de Sophia de Mello Breyner)
2017
para quarteto vocal (Grupo Olisipo) e quarteto de guitarras (Paris Guitar Quartet)

LES OCTAVES, sonata para 2 pianos e percussão
2015
Encomenda do Drumming Grupo de Percussão

ANTIQUES
2014
ANTIQUES, seis pequenas peças para viola e violoncelo

NO ART II (2013)
2013
for string quartet and piano, Síntese Grupo de Música Contemporânea da Guarda

QUATRO NOVOS FRAGMENTOS II (versão para flauta e piano)
2012

QUARTETO DE CORDAS Nº 3
2012
for string quartet

ÁRIAS DE ÓPERA (2011)
2011
ÁRIAS DE ÓPERA para Tuba e percussão, Drumming Grupo de Percussão, Sérgio Carolino, tuba.

ONE MINUTE TO GO
2010
Ensemble Sond’Arte

QUATRO NOVOS FRAGMENTOS I (versão para clarinete e piano)
2010

QUASI UNA SONATA (2011)
para Violino e Piano

MOVIMENTOS DO SUBSOLO, QUARTETO DE CORDAS Nº 2 (2008)
2008

DOIS VIOLINOS PARA CARLOS PAREDES
2003
para 2 violinos

STEP BY STEP, WOLFS!
para 6 percussionistas, Drumming dir. Miquel Bernat
2002

A MAIOR TORTURA (de Florbela Espanca)
2002
para Mezzo-soprano e Piano

TWO FAMILY DISCUSSIONS (2001)
2001
para 2 trompetes

QUATRO OU CINCO MOVIMENTOS FUGIDIOS DA ÁGUA (2001)
2001
para Clarinete, Violoncelo e Piano

TRÊS ESTUDOS FOR 2 PIANOS
2000

SETE CANÇÕES DE ALBANO MARTINS
2000
para Voz e Piano

ESTUDOS E INTERLÚDIOS
2000
para 6 percussionistas, Drumming dir. Miquel Bernat

NOVE CANÇÕES DE ANTÓNIO RAMOS ROSA
1995
para Voz e Piano, Enc.

NOCTURNO / DIURNO
1994
for string sextet

MONODIA – quasi un requiem
1993
for string quartet

MECHANICAL STRING TOYS
1992
for string orchestra

POETICA DELL’ ESTINZIONE
1990
for flute and string quartet
POETICA DELL’ ESTINZIONE (secondo mikhal serguieievitch) 1990

CUT para Quarteto de Saxofones
1989
Saxofínia, 1989 (rev. 2000)

TERCEIRO VERSO DE CAEIRO
1987
para pequeno ensemble

Ensemble

SIX PORTRAITS OF PAIN (2005)
2005
for Violoncello and Large Ensemble (or Orchestra)

MACHINES FICTIVES (pour Pierrot le fou) (2003)
2003
Ensemble

TRÊS VERSOS DE CAEIRO (1997)
1997
for 12 instruments

TRÊS QUADROS PARA ALMADA
for 10 instruments
1994

ESTUDO / FIGURA (retirada/withdraw)
Para 10 instrumentos
1990

Solo

ANGST para violino solo (2020)
2020
para Tamila Kharambura. AVA Musical Editions

8 ESTUDOS & MICROLÚDIOS para Contrabaixo (2020)
2020
para João Vargas, Duração ca: 15’00, AVA Musical Editions

NO ART – 4 ESTUDOS para violino solo (2015)
2016

ESTUDO PARA VIBRAFONE: Políticas da Amizade (2011)
2013
para Miquel Bernat

SUITE PARA VIOLONCELO SOLO
2008
Nuno Abreu, violoncelo, Caldas da Rainha, 2008

IL RITORNO
2002
Ana Mafalda Castro, Festival de Mafra 2002.

HOLDERLINOS
2001
Miguel Henriques, Festival Internacional de Coimbra, 2002

LA LUNA
para Guitarra
1996

MIRRORS
1989

TRÊS FRAGMENTOS (1985)
1985-7
Clarinete

PEÇA
1983
Flauta

[ Lista de obras facultada por António Pinho Vargas e publicada na Meloteca a 11 de novembro de 2020 ]

As Paisagens Sonoras: abordagens teóricas e disciplinares. Ouvir e escrever paisagens sonoras / coord. Elisa Lessa, Pedro Moreira, Rodrigo Teodoro de Paula. Abordagens teóricas e (multi) disciplinares. Braga: CEHUM, Câmara Municipal de Braga 2020.

Bibliografia Geral da Música em Portugal

[ Bibliografia impressa, em desenvolvimento ]

10 Trechos selectos de Filipe de Magalhães transcritos e revistos por Mário de Sampayo Ribeiro. Cadernos de repertório Coral Polyphonia. Série Azul nº 6). Lisboa 1961.

100 Jogos Musicais, de Ger Storms. Porto: Edições Asa 1998, 3ª ed.

13 Obras selectas de diversos autores, transcritas e revistas ou originais de Mário de Sampayo Ribeiro. Cadernos de repertório Coral Polyphonia. Série Azul nº 4). Lisboa 1957.

20 anos do Curso de Composição de Braga. Braga: Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga 2020.

44 Jogos Auditivos. Jogos de educação musical, de Maria Pilar Montero (=Workshop). Edições Salesianas s.d. | Contém CD |.

6 Trechos selectos de D. Pedro de Cristo transcritos em notação moderna e revistos por Mário de Sampayo Ribeiro. Cadernos de repertório Coral Polyphonia. Série Azul nº 3). Lisboa 1956.

9 Motetos da Quaresma de Diogo Dias Melgaz transcritos e revistos por Mário de Sampayo Ribeiro. Cadernos de repertório Coral Polyphonia. Série Azul nº 5). Lisboa 1959.

A 4 mãos. Schumann, Eichendorff e outras notas, de Fernando Gil / Mário Vieira de Carvalho. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda 2005.

A acompanhadora, de Nina Berbérova (=Biblioteca Âmbar de Bolso). Âmbar 2003.

A Arte Eléctrica de Ser Português – 25 anos de rock’n Portugal. António A. Duarte, Livraria Bertrand, 1984.

A balada de Johnny Sosa (=Pequenos Prazeres). Edições Asa 2000, 2ª ed.

A banda sem futuro, literatura juvenil de Marilar Aleixandre (=Quarto Crescente). Âmbar 2000.

A caça aos coelhos e outros escritos polémicos, de Fernando Lopes-Graça (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol XV). Lisboa: Edições Cosmos 1976.

A canção mágica, de John Bella, ilustrações de Casimiro Alfredo. Edições Chá de Caxinde, 2001, 1ª ed.

A Canção Popular Portuguesa, Fernando Lopes-Graça. Edição Europa-América, Lisboa 1953

A canção popular portuguesa, Fernando Lopes-Graça (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 10). Lisboa: Caminho 1991, 4ª ed. remodelada. ISBN 972-21-0526-4.

A Canção Popular Portuguesa em Fernando Lopes-Graça, org. de Alexandre Branco Weffort. Caminho 2006, reed.

A cantiga de escarnho e maldizer, Giulia Lanciani; Giuseppe Tavani, trad. Manuel G. Simões. Lisboa: Edições Colibri.

A Criança e a Música – O Livro do Professor, Maria de Lourdes Martins. Lisboa: Livros Horizonte 1987.

A Dança no ensino obrigatório, Frederica Calvino Prina / Maurizio Padovan. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian / Serviço de Educação 2000.

A educação intercultural através da música. Contributos para a redução do preconceito, Maria do Rosário Sousa e Fálix Neto (=Ensaios). Gailivro 2003, 1ª ed.

A Etnografia e Folclore no Baixo Alentejo, Manuel Joaquim Delgado, Edição da Assembleia Distrital de Beja – Beja – 1985.

A favorita (Donizetti) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 10). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

A força do destino (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 28). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

A gaita-de-foles (Mini-educativos Noddy, 10). Verbo 2006, ISBN 972-22-2511-1.

A Gaita-de-foles Mágica (=Abram alas para o Noddy). Verbo 2005, ISBN 972-22-2458-1.

A gaitinha mágica, texto de José Viale Moutinho, ilustrações de Pedro Nora (=Conto Tradicional Português). Campo das Letras 2003, 1ª ed.

A infância de Cristo de Hector Berlioz, execução pelo orfeão Lusitano, dir. Afonso Valentim. Porto, Teatro S. João, 22 de Junho de 1939.

A Inscrição de Lamas de Moledo (Castro Daire). Documento Musical Único na Europa (Elementos para a sua interpretação). Porto: Imprensa Portuguesa 1954.

A Invenção dos Sons – Uma panorâmica da Composição em Portugal hoje, de Sérgio Azevedo. Caminho da Música 1998.

A Linguagem Harmónica do Tonalismo, Christopher Bochmann. Lisboa: Juventude Musical Portuguesa 2003, 1ª ed.

A Linguagem Popular do Baixo Alentejo e o Dialecto Barranquenho, Manuel Joaquim Delgado, Beja, 2ª edição 1983

A Menina do Mar, partitura de Fernando Lopes-Graça. Casa da Música / Câmara Municipal de Cascais 2006.

A Mousiké: das Origens ao Drama de Eurípides, Aires Manuel Rodeia dos Reis Pereira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian / Serviço de Educação e Bolsas 2001.

A Música no Brasil Colonial, coord. Rui Vieira Nery. Colóquio Internacional / Lisboa 2000. Fundação Calouste Gulbenkian / Serviço de Música 2001, 1ª ed.

A música no Convento de Cristo em Tomar: Desde finais do século XV até finais do século XVIII, Cristina Cota. Lisboa: Colibri-CESEM, 2017.

A música para piano de Francisco de Lacerda, J.M. Bettencourt da Câmara. (=Biblioteca Breve 111). Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa 1987, 1ª ed.

A Música Portuguesa e os Seus Problemas – Obras Literárias de Fernando Lopes Graça – Edições Cosmos – Lisboa – 1963

A Música Portuguesa e os seus Problemas I, Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 6). Lisboa: Caminho 1989, 2ª ed. ISBN 972-21-0382-2.

A Música Portuguesa e os seus Problemas II, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 7). Lisboa: Caminho 1989, 2ª ed. ISBN 972-21-0402-0.

A Música Portuguesa e os seus problemas III, de Fernando Lopes-Graça (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. VIII). Lisboa: Edições Cosmos 1973.

A Música Portuguesa e os seus problemas. 2º Vol., de Fernando Lopes Graça. Ensaios. Textos Vértice. Edição do Autor 1959.

A Música sem Mestre. 1ª Parte, Francisco Pereira Ramos. Porto: Typographia Costa Carregal 1924.

A Música. Vamos ouvir Rock and Roll (=Surpresas Sonoras). Ilustrações de Derek Mathews. Âmbar 2005.

A obra religiosa de Marcos António Portugal (1762-1830), António Jorge Marques. Lisboa: Biblioteca Nacional-CESEM, 2012.

A Origem da Tragédia, Friedrich Nietsche (=Filosofia e ensaios). Lisboa: Guimarães Editores.

A pianista, de Elfriede Jelinek. Porto: Asa 1994, 1 ed., 2004, 3 ed., ISBN 972-41-1433-3.

A Quarta Nota, romance, Luc Leruth (=Ficção/Verdade). Temas e Debates 2003.

A Ressurreição de Mozart, Nina Berbérova. Âmbar 2004.

A Sinfonia em Portugal, Alexandre Delgado. Caminho da Música 2002.

A sinfonia pastoral, romance, André Gide. Âmbar 2006.

A Sociedade Orpheon Portuense (1881-2008): tradição e inovação. Porto: Universidade Católica Editora, 2014.

A Tradição de Serpa, Revista de Etnografia Ilustrada – Volumes I e IV – Beja – 1980.

A tradição musical como problema na obra de Fernando Lopes-Graça. Um estudo no contexto português, Cascudo, Teresa. Sevilla: Editorial Doble J., 2012.

A Transformação do Pensamento Poético Tradicional no Baixo Alentejo: Elementos para uma Etnossociologia Literária. João R. Nazaré – Arquivo de Beja – Volumes II/III – Série III – Págs. 101 a 110 – Dezembro 1996

A vida de Beethoven, Luiz de Freitas Branco (=Biblioteca Cosmos 50). Lisboa: Cosmos s.d.

Academia Musical de Santa Maria de Sandim. Alguns apontamentos para a sua história, de Joaquim Moreira da Silva. Separata do Boletim Cultural Amigos de Gaia 1985.

Adriana Lecouvreur (Ciléa) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 39). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Afectivamente GNR, Luís Maio, Assírio & Alvim, 1989.

Aida (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 9). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

Amar não acaba, Frederico Lourenço. Livros Cotovia 2004.

Andamentos. História, Música e Muita Emoção. Um retrato da sociedade contemporânea, que assegura no tempo as tradições locais da região Oeste. Obra como parte integrante do projecto audiovisual em DVD. Livro e Guião para um documentário sobre História, Música e Muita Emoção, de Mário Rui Nunes. Bombarral 2008.

André Chénier (Giordano) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 15-16). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

Antologia Poetico-Musical. Textos traduzidos o mais literalmente possível de obras para canto e piano, de Fernando Jorge Azevedo. Porto, Edições Politema / Instituto Politécnico do Porto 2002, 1ª ed.

Antonin Dvorák (=Colecção Royal Philharmonic, 6). Público 2004.

Ao som da harmónica. Conçonetas populares russas, ilustrações G. Skotina. Editorial Maliche; Editorial Caminho 1988.

Arabesco. Da Música Árabe e da Música Portuguesa, de Adalberto Alves. Lisboa: Assírio e Alvim 1989.

Armando José Fernandes (1906-1983), Fernando Lopes-Graça (1906-1994). Lisboa: Biblioteca Nacional, ISBN 972-565-409-9.

Arquivo das Músicas da Sé de Évora. Catálogo, org. José Augusto Alegria. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian 1973.

Arte Musical. Revista de Doutrina, noticiário e crítica. Ano XVI, nº 1 (359). Lisboa 1947.

As agruras de Beiraldo Alma. Uma história com muitas gralhas e um final tremendo, de Jorge Amaral de Oliveira. Editorial Teorema, Lisboa 2008, 1ª ed.

As alegres canções do Norte, Alberto Pimentel (=Memória Portuguesa, 1). Lisboa: Publicações Dom Quixote 1989, edição fac-similada.

As bandas de música na história da música em Portugal, Pedro Marquês de Sousa; pref. André Granjo; abertura Jorge Costa Pinto. Porto: Fronteira do Caos, 2017, 1 ed, 439 p. ISBN 978-989-8647-89-4.

As Bodas de Fígaro (Mozart) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 65). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1953.

As Canções Tradicionais Portuguesas no Ensino da Música, Contribuição da Metodologia de Zóltan Kodály, Rosa Maria Torres (=Cadernos O Professor. Caminho 1998.

As estranhas cartas de um músico, de Isabel Novais e Maria Monteiro, Edições Kual 2003, 1ª ed.

As Modas Que o Povo Canta. Luís Franganito, 2002.

As Mulheres de Mozart, romance histórico, Stephanie Cowell, Editorial Presença 2006.

As músicas luso‑brasileiras no final do Antigo Regime. Repertórios, Práticas e Representações, Maria Elizabeth Lucas & Rui Vieira Nery (eds.). Lisboa: Imprensa Nacional‑Casa da Moeda-Fundação Calouste Gulbenkian, 2012.

As Paisagens Sonoras: abordagens teóricas e disciplinares. Ouvir e escrever paisagens sonoras, coord. Elisa Lessa, Pedro Moreira, Rodrigo Teodoro de Paula. Abordagens teóricas e (multi) disciplinares. Braga: CEHUM, Câmara Municipal de Braga 2020.

Através dos Campos, José da Silva Picão, 2ª edição, 1947.

Bagatelas op. 6, de Vitaly Margulis, com tradução, prefácio e notas de Sofia Lourenço. Edições Quasi 2001, 1ª ed.

Bailados do Círculo de Iniciação Coreográfica. Breve notícia acerca da organização, da actividade e da obra da Escola de Bailado da Prof. Margarida de Abreu. Lisboa 1948.

Banda de Música de Loureiro: uma banda centenária, Manuel Pires Bastos. Loureiro, Oliveira de Azeméis: Banda de Música de Loureiro 2019, 363 p.

Bandas sonoras: 100 retratos na música portuguesa, Rita Carmo. Lisboa: Chiado Editora 2013. 206 p. ISBN 978-989-51-0839-8.

Beethoven – Vida e obra, Jeremy Siepmann Lisboa: Bizâncio 2006, 1ª ed. Inclui 2 CD grátis + acesso a um site com horas e horas de música. ISBN-10: 972-53-0315-6, ISBN-13: 978-972-53-0315-3.

Beethoven / Richard Wagner (=Cadernos Culturais Inquérito 89). Lisboa: Inquérito s.d., 2ª ed.

Bemol Saltitante. Um ratinho ao piano, Antonio Amago, ilustrações de Nuria Rodriguez. Lisboa: Quidnovi 2006, 1ª ed. Inclui CD-Rom com música e conteúdos interactivos.

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra. Catálogo dos Fundos Musicais, org. João M. B. de Azevedo, Fundação Calouste Gulbenkian 1985.

Biblioteca do Palácio Real de Vila Viçosa. Catálogo dos Fundos Musicais, org. José Augusto Alegria, Fundação Calouste Gulbenkian 1989.

Biblioteca Pública de Évora. Catálogo dos Fundos Musicais, org. José Augusto Alegria, Fundação Calouste Gulbenkian 1977.

Boa voz de tiple, sciencia de música e prendas de acompanhamento”. O Real Seminário da Patriarcal (1713-1834), Cristina Fernandes. Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal/-NET-MD, 2013.

Bomtempo (1775-1842): Un compositeur au sein de la mouvance romantique, Ladam Eftekari. Paris: L’Hamarttan, 2012.

Boris Godunov (Mussorgsky) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 43). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1951.

cancioneiro Alentejano, Padre António Marvão, Beringel, Tipografia da Editorial Franciscana 1955-

cancioneiro Alentejano, Vitor Santos. Edição Especial do Grémio Alentejano 1938.

cancioneiro de Serpa, Maria Rita Ortigão Pinto Cortez. Serpa: Edição da Câmara Municipal de Serpa 1994.

cancioneiro Popular Português, J. L. Vasconcelos – M. A. Zaluar Nunes (coord.) – Universidade de Coimbra – Coimbra 1975.

cancioneiro Popular Português, Michel Giacometti. Lisboa: Círculo de Leitores 1981.

Cantar juntos 1. Para crianças dos = aos 3 anos, seus pais e educadores, usufruirem do prazer de cantar e brincar juntos. Livro e CD com Canções e Rimas. Associação Aprender em Parceria 2007. ISBN 978-972-8714-50-5.

Cantar, brincar e aprender, sel. de Clara Abreu. Porto Editora

Cantares do Povo Português – Estudo crítico, recolha e comentários de Rodney Gallop. Lisboa: Edição do Instituto para a Alta Cultura 1937.

Cantate Dominum: música e espiritualidade no azulejo barroco, Luiz Rocha. Lisboa: Colibri-CESEM, 2015.

Cante e Aspectos Dialectais do Português, Maria José Albarran Carvalho – Arquivo de Beja – Volume XII – Série III – Págs. 135 a 148 – Dezembro 1999.

Cante, Tradição e Ensino, M. J. Carvalho e J. S. Matos – Revista Arquivo de Beja – s III – Volume X – Abril 1999.

Cante, Tradição Perspectiva Multidisciplinar, Maria José Albarran e João Sant’Ana de Matos – Arquivo de Beja – Volume X – Série III – Págs. 47 a 60 – Abril 1999.

Cânticos Religiosos Alentejanos Opúsculos I e II – Padre António Cartageno. Beja 1980.

Cantigas Populares Alentejanas, J. A Pombinho Júnior. Porto 1936.

Cantoral. Método de Teoria Musical, Solfejo Entoado e Canto Coral destinado aos Liceus, Escolas Técnicas, Escolas Normais, Colégios, Seminários e Orfeões, de P.e Rodrigo da Cunha e César de Morais. Porto: Livraria Simões Lopes 1954.

Cantos Populares de Portel, Pombinho Júnior Minerva Comercial Évora 1949.

Carlos (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 42). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1951.

Carmen (Bizet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 11). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

Carmen (Bizet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 11). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1951.

Caro Bruce Springsteen, de Kevin Major. Lisboa: Terramar 1995.

Cavalleria Rusticana (Mascagni) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 14). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

Cavalleria Rusticana (Mascagni) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 14). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1952, ed. revista e parcialmente refundida.

Cecília (Licino Refice) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 24). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

Centenário do nascimento de Júlia Amélia Gomes d’Almendra (1904-2004). Lisboa: Centro Ward de Lisboa 2004.

César-Auguste Franck (=Colecção Royal Philharmonic, 14). Público 2005.

Chopin – Vida e obra, de Jeremy Nicholas Lisboa: Bizâncio 2007, 1ª ed. Inclui 2 CD grátis + acesso a um site com horas e horas de música. ISBN-10: 972-53-0328-8; ISBN-13: 978-972-53-0328-3.

Cinco Conferências: especulações críticas sobre a História da Música do século XX / António Pinho Vargas. Lisboa, Culturgest 2008.

Claude Achille Debussy (=Colecção Royal Philharmonic, 11). Público 2005.

Cláudio Carneiro (1895-1995) – Espólio Musical. Porto: Biblioteca Municipal do Porto 1995. ISBN 972-634-075-6.

Club Portuense. Catálogo do espólio musical, Ana Maria Liberal. Porto, 2007.

Coliseu do Porto. Grande Companhia de Ópera Lírica Italiana. Temporada Oficial 1943.

Com Quatro Pedras na Mão – O Porto cantado por crianças e jovens, Filipa Leal, João Pedro Mésseder, Joaquim Castro Caldas, Jorge Sousa Braga, José Mário Branco, Luís Nogueira, Luísa Ducla Soares, Matilde Rosa Araújo, Rui Pereira, Suzana Ralha (música), Bando dos Gambozinos (interpretação) e Emílio Remelhe (ilustração). Design: Luís Mendonça. Porto: Deriva Editores Porto 2008. ISBN: 978-972-9250-48-4.

Composing for the State: Music in 20th-Century Dictatorships, Manuel Deniz Silva, Esteban Buch & Igor Contreras (eds.). Farnham (GB): Ashgate e Fondation Cini, 2016.

Concerto no fim da viagem, romance de Erik Fosnes Hansen. Editorial Presença 1996, 1ª ed.

Concerto para violoncelo, romance de Miguel Viqueira. Bertrand Editora 1992.

Concerto-Homenagem Luís Costa. Como preito de gratidão ao insigne mestre, o produto deste concerto reverte à instituição de um “Prémio Luís Costa”. Porto. Cinema Trindade 9 de Junho de 1960, 18h15.

Concertos da Páscoa. Páscoa no Porto. 6 a 18 de Abril de 1993.

Condessa d’Elba. A cantora de ópera quasi Rainha de Portugal e de Espanha (1836-1929), de Teresa Rebelo. Lisboa: Alêtheia Editores 2006, ISBN 989-622-031-X.

Constança Capdeville. Entre o Teatro e a Música, de Maria João Serrão. Lisboa (=Estudos Musicológicos): Edições Colibri; Universidade Nova de Lisboa 2006. ISBN 972-772-670-4.

Conta-me Histórias (Xutos & Pontapés), Ana Cristina Ferrão, Assírio & Alvim, 1991

Corais Alentejanos, José Pereira. Lisboa: Edições Margem 1997.

Cordofones Portugueses, de José Lúcio. Porto: Areal Editores 2000, 1 ed., ISBN 972-627-544-X.

Coretos em Lisboa 1790-1990, de Eunice Relvas e Pedro Bebiano Braga. Lisboa: Editorial Fragmentos 1991.

Crónicas Musicais de uma Europa Barroca, de Denis Morrier. Especial sobre O Barroco Musical Português por Cristina Fernandes. Lisboa: Centro Cultural de Belém; Público 2006, 1ª ed.

Curso Geral de Acordeão (1º Volume), de Vitorino Matono.Lisboa: Edições musicais IVAHM, s.d.

Curso Preparatório de Acordeão (1º Volume), de Vitorino Matono.Lisboa: Edições musicais IVAHM, 1982

Da Beleza, Encanto e Significado Cultural do Canto Popular do Baixo Alentejo – Henriques Pinheiro – Arquivo de Beja – Volumes II/III – Série III – Págs. 153 a 157 – Dezembro 1996

Dança, de Afonso Manuel Alves. Lisboa: Publicações Dom Quixote 1988.

De A a Z com Mozart e a música, de Rafael Cruz-Contarini, ilustrado por Rafael Salmerón (=Montanha Encantada). Everest Editora 2006.

De créditos firmados: as bandas de música em Braga nos séculos XIX e XX, Elisa Lessa. Braga: Câmara Municipal de Braga 2019, 204 p. ISBN 978-989-54228-4-5.

Delfins: Biografia Autorizada, José Manuel Simões, Pub. Europa América, 1998

Deuses do Lar. I – O Maestro Miguel Angelo, de Joaquim Leitão. Porto: Edição do Auctor 1916.

Devoção e teatralidade: as Vésperas de João de Sousa Vasconcelos e a prática litúrgico-musical no Portugal Pombalino, Cristina Fernandes. Lisboa: Colibri/FCSH-UNL, 2005.

Diálogos com Johann Sebastian Bach. Ensaio, de Delmar Domingos de Carvalho. Editorial Minerva 2011, 1 ed. ISBN 978-972-591-788-6.

Diários 1883-1893 – José Vianna da Motta, Christine Wassermann Beirão (coord.), Elvira Archer (trad.). Lisboa: Biblioteca Nacional-CESEM, 2015.

Dicionário de Italianismos Musicais, de José Bento da Silva. Braga: Edições APPACDM Distrital de Braga 1998.

Dicionário do Cantor Lírico (Italiano – Português) Destinado aos Professores e Alunos de Canto, aos Estudiosos e Apaixonados pela Ópera Italiana, Portugueses e Italianos, de Leonor de Lucena. Ed. do Autor 2009, 1 ed. ISBN 978-989-20-1784-6.

Dicionário por imagens da Música. Fleurus Livros e Livros 1999.

Disto e daquilo, de Fernando Lopes-Graça (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. XIII). Lisboa: Edições Cosmos 1973.

Dó Ré Mi – Toadas da nossa terra. Versos de Adolfo Portela; Música de Tomás Borba; Desenhos de Raquel Roque Gameiro. Lisboa: Edições Valentim de Carvalho 1944.

Do seu amigo Mozart. O Mundo Fantástico de Wolfgang Amadeus Mozart, de Donavan Pixley. Porto: Casa da Música 2005.

Elementos de Sciências musicais, de Luiz de Freitas Branco. 1º Volume. Acústica. Lisboa: Edição do Autor 1931.

Em louvor de Mozart, de Fernando Lopes-Graça. Lisboa: Edições Cosmos 1956.

Enciclopédia da Música em Portugal no século XX. A-C, dir. Salwa Castelo-Branco. Lisboa: Temas e Debates / Círculo de Leitores 2010, 1ª ed. ISBN 978-989-644-091-6.

Enciclopédia da Música Ligeira Portuguesa, Luís Pinheiro de Almeida e João Pinheiro de Almeida (dir.), Círculo de Leitores, 1998.

Enciclopédia dos instrumentos musicais. Um guia abrangente de instrumentos musicais do mundo, de Bert Oling & Heinz Wallisch. Lisboa: Livros e Livros 2004, 1ª ed.

Encontros de Música da Casa de Mateus. Casa de Mateus 2002.

Entertaining Lisbon: Music, Theater, and Modern Life in the Late 19th Century, João Silva. New York: Oxford University Press, 2016.

Escrítica Pop, Miguel Esteves Cardoso, Querco, 1982 (reedição 2003-Assírio & Alvim)

Escritos Musicológicos, Fernando Lopes-Graça (=Obras Literárias Vol XVI). Lisboa: Edições Cosmos 1977.

Escutar a literatura: Universos sonoros da escrita, Mário Vieira de Carvalho. Lisboa: Colibri-CESEM, 2014.

Está tudo ligado. O poder da Música, de Daniel Baremboim (=Musicalmente). Lisboa: Bizâncio 2009, 1ª ed. ISBN 978-972-53-0434-1.

“Estes Sons, esta Linguagem” – Essays on Music, Meaning and Society in Honour of Mário Vieira de Carvalho, Gilbert Stõck, Paulo Ferreira de Castro, Katrin Gilbert Stõck (coord.). Lisboa: CESEM- Gudrun Schröder-Verlag, 2015.

Estilhaços, Adolfo Luxúria Canibal, Quasi Edições, 2003.

Estudos de Musicologia, de João Pedro Alvarenga. Lisboa: Edições Colibri; Centro de História da Arte da Universidade de Évora 2002.

Estudos sobre o Cante Alentejano, Padre António Marvão – INATEL 1997.

Etnografia Portuguesa, Prof. Doutor José Leite de Vasconcelos. Lisboa Imprensa Nacional – Casa da Moeda 1982

Etnografia Portuguesa. Lv III – J. Vasconcelos – Volume III – Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda 1982.

Experimenta! O som, de Alexandra Parsons. Edição “Livros do Brasil” Lisboa 1992.

Exposição “Os Coretos em Portugal”: fotos e postais ilustrados / Delmar D. Carvalho. Évora: Câmara Municipal de Évora, [D.L. 2015], 10 p.

Expressão Musical: significados e significantes. Perspectiva vivencial no Jardim de Infância (=Thesaurus), de Sérgio Bruno Moreira do Amaral. Coimbra: Instituto Superior Miguel Torga 2004.

Fado – Alma de um povo (Origem Histórica) (=Temas Portugueses), de Maria Luísa Guerra. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda 2003.

Fado. Itinerários de uma cultura viva, de Mário Anacleto. Porto: Millbooks 2008, 1ª, 2ª ed.

Farinelli il castrato, de André Corbiau (=estórias). Lisboa: Editorial Teorema 1996.

Fausto (Gounod) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 33). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Fedora (Giordano) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 52). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1952.

Felix Mendelssohn (=Colecção Royal Philharmonic, 20, vol. I). Público 2005.

Fernando Lopes-Graça (1906-1994): uma fotobiografia, Manuel Deniz Silva e António de Sousa. Cascais: Fundação D. Luís I, 2018.

Festival de Música (=Disney). Edimpresa Junho 2005. Edição Especial.

Fixar o movimento. Representações da música rap em Portugal, de Teresa Fradique (=Portugal por perto, Biblioteca de Etnografia e Antropologia) . Publicações Dom Quixote Lisboa 2003, 1ª ed.

Florindo o pássaro bem-vindo (=Livros Musicais). Lisboa: Ulisseia Infantil 2004.

Francisco de Sá Noronha (1820-1881). Um Músico Português no Espaço Atlântico, Luísa Cymbron. Vila Nova de Famalicão, Edições Humus-CESEM, 2019.

Franz Schubert (=Colecção Royal Philharmonic, 9). Público 2004.

Frédéric Chopin (=Colecção Royal Philharmonic, 8, vol. 1). Público 2004.

Frédéric Chopin (=Colecção Royal Philharmonic, 9, vol 2). Público 2005.

Gertrud, de Herman Hesse. DIFEL 2001, 2ª ed.

Giacomo Rossini (=Colecção Royal Philharmonic, 18). Público 2005.

Gil Vicente, de Maria Antonieta de Lima Cruz (Os Grandes Músicos, 10). Lisboa: Edições Europa s.d.

Gira Gira aprende música (=Aventuras da girafa Gira Gira), de Mário Castrim. Ilustrações de Elsa Navarro. Campo das Letras 2004, 1ª ed.

Grupos corais e instrumentais de Portugal, de Lauro Portugal. Lisboa: Roma Editora 2007. ISBN 978-989-8063-19-9.

Guilhermina, de Mário Cláudio. Círculo de Leitores 1986.

Gustav Mahler (=Colecção Royal Philharmonic, 17, vol. 2). Público 2005.

Hamlet (Thomas) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 38). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Hansel e Gretel (=As Histórias da Joaninha). Porto: Campo das Letras 1998. ISBN 972-610-120-4.

Hernani (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 32). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

História Breve da Música Ocidental, de José Maria Pedrosa Cardoso (=Estado da Arte). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra 2010, 1ª ed. ISBN 978-989-26-0052-9.

História da Capela e Colégio dos Santos Reis de Vila Viçosa, de José Augusto Alegria. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian 1983.

História da Música Ocidental, de Donald J. Grout e Claude V. Palisca. Gradiva 1997, 1ª ed., 2ª tiragem.

História da Música. Manual do aluno – 1º Ano, de Maria José Borges e José Maria Pedrosa Cardoso. Mem Martins: Sebenta 1999.

História da Música. Manual do aluno – 2º Ano, de Maria José Borges e José Maria Pedrosa Cardoso. Mem Martins: Sebenta 1999.

História do Jazz, de José Duarte. Aveiro: Universidade de Aveiro / Sextante Editora 2009, 1ª ed. ISBN 978-989-8093-88-2.

História Popular da Música, de Luiz de Freitas Branco (=Biblioteca Cosmos 34/35). Lisboa: Cosmos s.d.

Homenagem a Mestre Luiz Costa. Porto, Cinema Júlio Diniz, 8 de Maio 1950, 21h30.

Homenagem ao Maestro Raúl Lemos. Porto, Salão de Festas da F.N.A.T. 5-7-1947.

Il Trovatore. Lisboa: Teatro Nacional de São Carlos s.d.

Iniciação Musical, de José da Cunha, Bando dos Gambozinos, Suzana Ralha. Contraponto 1990.

Instrumentos musicais importados em Portugal. Arp Schnitger e órgãos recentes, de Manuel Valença. Braga: Editorial Franciscana 2001.

Instrumentos Musicais Populares Portugueses – Ernesto Veiga de Oliveira – Apêndices II e III – Edição Fundação Calouste Gulbenkian – 1964-2000

Interpretação e Educação Musical, de Francisco Monteiro. Porto: Fermata Editora 1997, 1ª ed.

Interpretação Musical. Teoria e Prática, coord. Francisco Monteiro e Ângelo Martingo. Lisboa: Edições Colibri; Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical; Universidade Nova de Lisboa 2007.

Introdução à música moderna, de Fernando Lopes Graça (=Biblioteca Cosmos, dir. Bento de Jesus Caraça, 22). Lisboa: Edições Cosmos s.d.

Introdução à obra de Cláudio Carneyro, de Filipe Pires (=Matosinhos – o lugar e a imagem). Câmara Municipal de Matosinhos; Edições Afrontamento 2005. ISBN 972-36-0787-5.

Jazz em Cascais. Uma história de 80 anos, de João Moreira dos Santos. Casa Sassetti 2009, 1ª ed. ISBN 978-989-95168-3-1.

Jazz em Portugal (1920-1956), de Hélder Bruno de Jesus Redes Martins. Coimbra: Almedina 2006. ISBN 972-40-2978-6.

João (Mozart) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 26). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

João Gil. Livro de Canções. Almedina, Casa da Música 2005.

Joaquim Simões da Hora: Intérprete, pedagogo e divulgador, Tiago Manuel da Hora. Lisboa: Colibri-CESEM, 2015.

Jogos de Música e de Expressão Musical, de Núria Trias, Susana Pérez, Luís Filella. Âncora Editora 2002.

Jorge Peixinho. In memoriam, org. de José Machado. Caminho da Música 2002.

José Vianna da Motta: Correspondência com Margarethe, Christine Wassermann Beirão (organização e notas). Lisboa: Biblioteca Nacional-CESEM, 2018.

Josefina a mamã galinha (=Livros Musicais). Lisboa: Ulisseia Infantil 2004.

Joseph Haydn (=Colecção Royal Philharmonic, 12, vol. I). Público 2005.

Joseph Haydn (=Colecção Royal Philharmonic, 13, vol. II). Público 2005.

Josué Trocado (1882-1962). Uma presença musical, org. de José Abel Carriço. Edição da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim 2004.

Juventude Musical Portuguesa. Delegação do Porto. 209º Concerto J.M.P., 22ª do Porto, 12º da Temporada. Fernando Serafim, tenor, João de Freitas Branco, piano. Trindade, 20 de Maio de 1961, 18h00.

La Bohème (Puccini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 4). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

La Bohème (Puccini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 4). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946, 2ª ed. revista.

La Gioconda (Ponchieli) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 30). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

La Traviata (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 18). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

La Traviata (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 18). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1952, 2ª ed. correcta e aumentada.

Labirintos da Música, do maestro José Atalaya. Porto: Edições Caixotim 2001.

Le Chant du Pain. Trás-os-Montes, de Anne Caufriez (=Publications du Centre Culturel Calouste Gulbenkian). Paris: Centre Culturel Calouste Gulbenkian 1997.

Leituras e Ditados para Formação Musical, 1º e 2º graus, de Cristóvão Silva. Lisboa: Juventude Musical Portuguesa 2007. ISBN 978-792-99892-1-6.

Léo Delibes (=Colecção Royal Philhermonic, 7). Público 2004.

Linguagem Musical 1, Dinsic 2004.

Liszt, de Sidonio Miguel (=Os grandes músicos, 8). Lisboa: Edições Europa s.d.

Lohengrin (Wagner) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 5). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

Lucia de Lammermor (Donizetti) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 2). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão s.d., ed. correcta e aumentada.

Ludwig van Beethoven & Franz Schubert (=Colecção Royal Philharmonic, 22). Público 2005.

Ludwig van Beethoven (=Colecção Royal Philharmonic, 1). Público, 2004.

Madama Butterfly (Puccini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 19). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

Madredeus – Um Futuro Maior, Jorge P. Pires, Temas & Debates/Círculo de Leitores, 1995.

Machinas fallantes. A música gravada em Portugal no início do século XX, Leonor Losa. Lisboa: Tinta da China, 2013.

Maestro Silva Dionísio (1912-2000) e o contexto das bandas de música em Portugal, Bruno Madureira, pref. Alberto Roque. Lisboa: Colibri 2019, 1 ed, 249 p, (Músicos ocultos; 2). ISBN 978-989-689-914-1.

Mafra: orgãos históricos = Mafra: historic organs / João Vaz ; fot. Luís Ramos ; trad. Ivan Moody. Lisboa: Althum.com; Mafra: Câmara Municipal de Mafra, D.L. 2017. Ed. bilingue em português e inglês. ISBN 978-989-683-119-6.

Marcos Portugal. Uma reavaliação, David Cranmer (coord.). Lisboa: Edições Colibri‑CESEM, 2012.

Mais fados e companhia, de Vasco Graça Moura (=Fado 100 anos) . Público s.d.

Manon (Massenet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 6). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

Manon (Massenet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 6). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947, 2ª ed. actualizada.

Manuel Cardoso (=Os Grandes Músicos 18), de Maria Antonieta de Lima Cruz. Lisboa: Edições Europa s.d.

Manuscrito 50 da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Vilancicos, romances e chansonetas de Santa Cruz de Coimbra. Século XVII. Parte I. Transcrição, estudo e revisão de Jorge Mata, musicografia de Artur Carneiro. Lisboa: Edições Colibri; Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical Universidade Nova de Lisboa 2008. ISBN 978-972-772-836-7.

Matrimonio Secreto (Cimarosa) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 36). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Mefistófeles (Boito) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 13). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

Memória da Terra Esquecida, de António Victorino d’Almeida (=Crónica & Reportagens). Lisboa: Edições “O Jornal” 1984, 1ª ed., 1985, 2ª ed.

Michel Giacometti e o Cante Alentejano (Comunicações de um Debate realizado, em 27 de Setembro de 1997, no Centro Cultural

Mignon (Thomas) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 31). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

Missa Solemnis, de Marcos António Ferreira Mendes, 2005.

Momentos Vocais do Baixo Alentejo, cancioneiro da Tradição Oral – João Ranita da Nazaré – Edição da Imprensa Nacional – Casa da Moeda – 1986

Mozart – Vida e obra, de Jeremy Siepmann Lisboa: Bizâncio 2006, 1ª ed. Inclui 2 CD grátis. ISBN-10: 972-53-0300-8; ISBN-13: 978-972-53-0300-9.

Mozart, de Ann Rachlin e Susan Hellard (=Crianças Famosas). Campo das Letras 1994.

Mozart, esse desconhecido, de Delmar Domingos de Carvalho. Lisboa: Editorial Minerva 2007, 1ª ed. ISBN 979-972-591-713-8.

Mozart, o menino mágico, de José Jorge Letria, ilustrações de Gabriela Sotto Mayor (=Biblioteca José Jorge Letria). Porto: Âmbar 2006.

Mulher em tons de tango, romance de Alicia Dujovne Ortiz. Lisboa: Terramar 1999, 1ª ed.

Musa Lusa, Jorge Lima Barreto, Hugin, 1997

Música ao nosso ritmo. Formação Musical 1º e 2º graus, de Anabela Gomes e Cláudia Vasconcelos. Bolsa de Estudos 2008, 1ª ed., ISBN 978-972-661-215-5. Inclui CD.

Música discurso poder, Maria do Rosário Girão Santos & Elisa Lessa (coord.). Famalicão: Edições Húmus-Universidade do Minho, 2012.

Música do Campo. Little Einsteins. Everest s.d. ISBN 978-989-50-0776-9.

Música e história: Estudos em homenagem a Manuel Carlos de Brito, Manuel Pedro Ferreira e Teresa Cascudo (Coord.). Lisboa: Colibri-CESEM, 2017.

Música e músicos modernos, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 5). Lisboa: Caminho 1986, 2ª ed.

Música e Poder: para uma sociologia da ausência da música portuguesa no contexto europeu / António Pinho Vargas. Coimbra, Almedina 2011.

Música e silêncio, romance de Rose Tremain. Edições Asa 2004, 1ª ed.

Música Escarlate, romance de Joan Ohanneson. Círculo de Leitores 2000.

Musical Exchanges, 1100-1650: Iberian Connections, Manuel Pedro Ferreira (ed.). Kassel: Edition Reichenberger, 2016.

Música instrumental no período final do Antigo Regime: contextos, circulação e reportórios, Vanda de Sá e Cristina Fernandes (eds.). Lisboa: Colibri-UnIMeM-UÉ, 2014.

Música no jardim de infância, de Lourdes Custódio, (=Giroflé), ilustrações de José Cardoso Marques, com sugestões de actividades e oferta de CD. Porto: Âmbar 2005, 1ª ed.

Música para olhar. Instrumentos Musicais na Pintura Portuguesa, de Maria Luísa Amado e Isabel Monteiro. Lisboa: Caminho 2005.

Música Popular Portuguesa – Um Ponto de Partida, Mário Correia, Centelha, 1984

Música Popular Portuguesa, Armando Leça – Editorial Domingos Barreira – Porto – 1947 (?)

Música Tradicional Portuguesa – Cantares do Baixo Alentejo – João Ranita Nazaré – Instituto da Cultura Portuguesa – Lisboa – 1979

Música tradicional portuguesa. Distrito do Porto, de Fernando Infante do Carmo. Amadora: Sistema J 1994.

Música, de Herman Hesse. DIFEL 2003.

Música, minha antiga companheira desde os ouvidos da infância, de José Gomes Ferreira, antologia organizada por Raúl Hestnes Ferreira e Romeu Pinto da Silva. Campo das Letras 2003.

Música. Estética e Sociedade nos escritos de Jorge Peixinho, de Cristina dos Anjos Caminhos Delgado Teixeira. Lisboa: Edições Colibri; Universidade Nova de Lisboa 2006. ISBN 972-772-587-2.

Musicália, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 11). Lisboa: Caminho 1992, ed. rev. e aument. ISBN 972-21-0716-X.

Músicos contados aos jovens, de Madalena Gomes (=Outras Obras). Lisboa: Vega 2001, 1ª ed, 2003, 2ª ed.

Musonautas. Entrevistas, de Jorge Lima Barreto, prefácio de Rui Vieira Nery (=Campo da Música 6). Porto: Campo das Letras 2001, 1ª ed.

Mussorgski, de Luís Rodrigues. Porto: Edições Lopes da Silva 1945.

Narradores da Decadência (Mão Morta), Vitor Junqueira, Quasi Edições, 2004

Nico e Ana querem ser músicos. Publicações Europa-América s.d.

Nikolay Rimsky-Korsakov (=Colecção Royal Philharmonic, 19). Público 2005.

Norma (Bellini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 3). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947, 2 ª ed. actualizada.

Norma (Bellini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 3). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1951, 3ª ed. revista.

Nossa Companheira Música, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 12). Lisboa: Caminho 1992, 2ª ed. aument. ISBN 972-21-0747-X.

O afinador de pianos, romance de Daniel Mason. Porto: Asa Literatura 2003, 1ª ed.

O Alentejo e os Outros Mundos no Canto Alentejano, António Cartageno – Arquivo de Beja – Volumes VII/VIII – Série III – Págs. 371 a 386 – Agosto 1998

O Alentejo e outros mundos no canto alentejano, António Cartageno – Arquivo de Beja, Volumes VII/VIII – Série III – Agosto 1998

O Alentejo, o Cante e os seus Poetas, Luís Filipe Maçarico – Arquivo de Beja – Volume XIII – Série III – Págs. 13 a 36 – 2000

O amante da minha mãe, de Urs Widmer (=Pequenos Prazeres). Porto: Asa Literatura 2003, 1ª ed.

O Amor dos Três Vintens (Montemezzi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 53). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1952).

O Barbeiro de Sevilha (Rossini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 17). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

O canhão e o órgão, de Diogo Falcão. Vega; O chão da Palavra. Lisboa 1985.

O Cante e a Pobreza: uma abordagem etno-histórica, José A Orta – Arquivo de Beja – Volume XI – Série III – Págs. 153 a 170 – Agosto 1999

O Cante e a Pobreza: uma abordagem linguística, Maria José Albarran Carvalho – Arquivo de Beja – Volume XI – Série III – Págs. 133 a 140 – Agosto 1999

O Cante e a Pobreza: uma abordagem literária, João Sant’Ana Matos – Arquivo de Beja – Volume XI – Série III – Págs. 143 a 151 – Agosto 1999

O Cante e a Poesia, João Sant’Ana de Matos – Arquivo de Beja – Volume XI – Série III – Págs. 113 a 129 – Agosto 1999

O Cântico Greco-latino de Lamas de Moledo (Documento musical arcaico com estrofe e antístrofe em Grego), de Rogério Azevedo. Porto 1955.

O Canto da Paixão nos Séculos XVI e XVII: A Singularidade Portuguesa, de José Maria Pedrosa Cardoso. Prefácio de Ruy Vieira Nery. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra. 2006.

O Colégio dos Moços do Coro da Sé de Évora, de José Augusto Alegria Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian 1997.

O Efeito Mozart, de Don Campbell. Estrela Polar 2006, 1 ed., ISBN 972-8929-31-5.

O Elixir de Amor (Donizetti) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 20). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

O ensino e a prática da música nas Sés de Portugal, por José Augusto Alegria (=Biblioteca Breve, Série Música). Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa1985, 1ª ed.

O especialista instantâneo em Música, de Peter Gammond. Lisboa. Público; Gradiva 1996, 1ª ed.

O essencial sobre Viana da Mota, Bruno Caseirão. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2020.

O essencial sobre Francisco de Lacerda, de J. Bettencourt da Câmara. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda 1997.

O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux (=Colecção Geração Público, 10). Porto: Público 2004.

O flautista de Hamelin (=Clássicos Infantis Estampa). Lisboa: Editorial Estampa 1996.

O Flautista de Hamelin (=Contos de Apoio à Leitura e à Escrita. 1º Ciclo do Ensino Básico, 10). Lisboa: Texto Editores 2007, 2ª ed. ISBN 978-972-47-3562-7.

O Flautista de Hamlin, adaptação de Jaume Cela, ilustrações de Cristina Losantos (=Contos Tradicionais, 3). Notícias Editorial, 1999, 1ª ed, 2001, 2ª ed.

O grande órgão de tubos: Igreja de Santa Cruz – Coimbra: restauro, 2004 a 2008 / colab. Pedro Miranda… [et al.]; fot. Pedro Guimarães. Coimbra: I.S.C., D.L. 2008.

O grande ‘Te Deum’ setecentista português/The eighteenth-century Portuguese Grand ‘Te Deum’, José Maria Pedrosa Cardoso. Lisboa: Biblioteca Nacional-CESEM, 2019.

O Império e a Música, de Octávio Rodrigues de Campos. Porto 1942.

O inferno dos concertos, de Porto: Asa 2003 1ª ed.

O lago dos cisnes, de Pyotr I. Tchaikowsky. Ilustrações de Lisbeth Zwerger. Porto: Âmbar 2004, 1ª ed.

O Maravilhoso Mundo da Música | Uma alegre viagem de descobertas ao mundo musical, de Kurt Pahlen. Lisboa: Vega 2003, 1ª ed.

O menino que se apaixonou por uma guitarra. Carlos Paredes (= O Sol e a Lua, 34), de José Jorge Letria. Ilustrações de José Emídio. Porto, Campo das Letras 2004, 1ª ed.

O meu estojo de música, inclui tudo o que precisas para construir e tocar instrumentos musicais. Texto Editora 2001.

O Meu Livro de Canções. Porto Editora 1994, 1º vol.

O Meu Livro de Canções. Porto Editora 1994, 2º vol.

O Meu Primeiro Livro de Música. Civilização Editora 1993.

O meu primeiro Mozart, de Rosa Salvado Mesquita, ilustrações de Pedro Machado, narração de António Cartaxo. Lisboa: Dom Quixote 2006. Oferta de CD no interior.

O meu primeiro piano. Livro Musical. Girassol s.d.

O Órgão do Mosteiro de Arouca. Conservação e restauro do património musical 2009, Ministério da Cultura / Direcção Regional de Cultura do Norte 2009. ISBN 978-972-8978-04-4.

O pianista, romance de Wladislaw Spilzman. Lisboa: Editorial Presença 2002, 1ª ed.

O que fiz e o que não fiz, de Ivo Cruz. Lisboa 1985.

O Que o Povo Canta em Portugal, J. Cortesão – Livros Horizonte – 1980

O Teatro Nacional de S. Carlos, de Manuel Ivo Cruz (=Enciclopédia pela imagem). Porto: Lello Editores 1992.

O trompete, romance de Jackie Kay. Replicação 2004, 1ª ed.

O trovador (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 25). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

O Velho Teatro de S. João (1798-1908): Teatro e Música no Porto do Longo Século XIX, Luísa Cymbron & Ana Isabel Vasconcelos (coord.). Porto, Edições Afrontamento-CESEM, 2020.

O violino de Auschwitz, romance de M. Àngels Anglada (=Cântico Final), Âmbar 2002.

Obras da arte. Construção – Demolição (=Campo da Música). Campo das Letras 2002, 1ª ed.

Olga Prats – Um piano singular. Conversas com Sérgio Azevedo (=Vidas). Lisboa: Bizâncio 2007, 1ª ed.

Olhares sobre a História da Música em Portugal, Costa, Jorge Alexandre (coord.). Matosinhos: Verso da História, 2015.

Olhares sobre a música em Portugal no século XIX: Ópera, virtuosismo e música doméstica, Luísa Cymbron. Lisboa: Colibri-CESEM, 2012.

Opúsculos (2), de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 3). Lisboa: Editorial Caminho 1984.

Opúsculos (3), de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 4). Lisboa: Editorial Caminho 1984.

Orfeu e Eurídice (Gluck) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 34). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Órgãos de tubos de Santarém: catálogo / textos Luís Nazaré Ferreira, Dinarte Machado; fot. Luís Moutinho, Dinarte Machado. Santarém: Câmara Municipal, 2009, 1 ed. 44 p. ISBN 978-972-8491-35-2.

Órgãos de Tubos em Portugal, Mosteiro de Semide: Lusitana organa / Coord. Edite Rocha. – Coimbra : Imprensa da Universidade de Coimbra, Associação Musical pro-organo, 2011. 114 p. Obra publicada com a colaboração de: Paróquia de Santa Maria de Semide. – Este primeiro número dedicado ao Órgão de Tubos do Mosteiro de Santa Maria de Semide. Inclui textos da autoria de Edite Rocha, Maria do Amparo Carvas Monteiro e Dinarte Machado. ISBN 978-989-26-0135-9.

Origens e Segredos da Música Portuguesa Contemporânea. Música em Som e Imagem. De Serralves ao Rivoli, de Paris a Darmstadt, do Monte da Virgem aos Estúdios dos Clérigos, do Teatro às Artes Visuais, de Cândido Lima. Porto: Edições Politema 2003.

Os Beatles contados aos jovens, de José Jorge Letria; Ilustrações de Nuno Fonseca (=Contar/Recontar). Lisboa: Terramar 2001, 1ª ed.

Os cabelos de Beethoven, de Russel Martin (=Ficção/Verdade). Temas e Debates 2002, 1ª ed.

Os Cantares Polifónicos do Baixo Minho, Ana Maria Azevedo Edição Estratégias Criativas – 1997.

Os coretos em Portugal e noutros países / Exposição Fotos e Postais Ilustrados Sobre os Coretos em Portugal e Noutros Países; [apresent.] Fernando Manata. Figueiró dos Vinhos: Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, [D.L. 2009], 8 p.

Os Melhores Álbuns da Música Popular Portuguesa 1960-1997, Jorge Dias e Luís Maio (coord.), Público/FNAC, 1998

Os Músicos de Bremen. Contos de apoio à leitura e à escrita, 1º Ciclo do Ensino Básico, Texto Editora, 1ª ed. 2001; 2ª ed. 2007. NIB 978-972-47-3577-1.

Os Nossos Dias ao Ritmo do Rock, de Mikael Niemi (=Grandes Narrativas). Editorial Presença 2006.

Os órgãos históricos de Aveiro / Domingos Peixoto. Aveiro: Câmara Municipal de Aveiro, imp. 2018, 279 p. ISBN 978-989-8064-43-1.

Os vizinhos da Casa Azul, livro infantil de Vera do Vale, Francisca Oliveira, com ilustração de João Tavares. Edições Nova Gaia 2003.

Óscar da Silva. Sonata Saudade. A Viagem, de A. Cunha e Silva. Porto 2004.

Otelo (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 37). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Palhaços (Leoncavallo) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 7). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

Palhaços (Leoncavallo) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 7). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947, 2ª ed. revista e actualizada.

Para a sociologia da música tradicional açoriana, de J.M. Bettencourt da Câmara (=Biblioteca Breve 111). Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa 1984, 1ª ed.

Para uma História do Fado, de Rui Vieira Nery (=Fado 100 anos). Público 2004.

Pascoal (Donizetti) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 41). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Paulina ao piano, de Alice Vieira. Caminho 1999, 5ª ed.

Paulo de Cristo, de Acílio Mendes. Fátima: Difusora Bíblica 2009. ISBN 978-972-652-261-4.

Peças de um mosaico: Temas da História da Música referentes a Portugal e ao Brasil, David Cranmer. Lisboa, Colibri-CESEM, 2017.

Pedro e o Lobo (=Clássicos Disney). Lisboa: Abril Jovem 1992.

Pequenos músicos. 1 º e 2 º Anos do Ensino Básico, de Paulo Henriques, Nuno Castanheira, Luís Batalha. Gaia: Gailivro 2009. ISBN 978-989-557-666-1.

Pequenos músicos. 3º e 4º Anos do Ensino Básico, de Paulo Henriques, Nuno Castanheira, Luís Batalha. Gaia: Gailivro 2009. ISBN 978-989-557-667-8.

Pescadores de Pérolas (Bizet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 35). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Piano a duas vozes, romance de Bernard Mac Laverty (=Contemporânea). Publicações Europa-América 1999.

Piano. Os clássicos de A a Z. A Grande Coletânea de Partituras. Alemanha, Colónia: Naumann&Göbel Verlagsgesellschaft. ISBN 978-3-625-12536-5.

Piano. Um guia essencial, de Chris Coetze. Lisboa: Editorial Estampa 2004.

Piotr Ilych Tchaikovsky (=Colecção Royal Philharmonic, 4, vol. 1). Público 2004.

Piotr Tchaikovsky & Edward Grieg & Wolfgang A. Mozart (=Colecçao Royal Philharmonic, 10). Público 2005.

Porque será que as flautas têm buracos e outras perguntas sobre música, de Josephine Paker. Porto: Âmbar 2002.

Primeiro esboço duma Bibliografia Musical Portuguesa com uma breve notícia histórica da Música no nosso país, de Bertino Daciano R. S. Guimarães. Porto 1947.

Quixote (Massenet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 63). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1953.

Recorrências-Léxico e Motivos Sãojoaninos no Cante – Maria José Albarran Carvalho – Arquivo de Beja – Volume XI – Série III – págs. 87 a 110 – Agosto 1999

Reflexões sobre a Música, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. I). Lisboa: Edições Cosmos 1978, 2ª ed. muito aumentada.

Revista “A Tradição” , Volumes I e II, de Janeiro de 1899 a Junho de 1904 – Edição da Câmara Municipal de Serpa – 1982

Revitalizar a cultura regional revitalizando o cante, José A. Orta – Arquivo de Beja – Volumes VII/VIII – Série III – Agosto 1998

Richard Wagner (=Colecção Royal Philharmonic, 3). Público 2004.

Rigoletto (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampaio Ribeiro, 1). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão s.d.

Rigoletto (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 1). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947, ed. totalmente refundida.

Robert Schumann (=Colecção Royal Philharmonic, 15). Público 2005.

Rock Stars – Cinco Anos de Rock em Portugal, Ana Rocha/Fernando Peres Rodrigues, Círculo de Leitores, 1983

Romances du Trás-os-Montes, de Anne Caufriez (=Publications du Centre Culturel Calouste Gulbenkian). Paris: Centre Culturel Calouste Gulbenkian 1997.

Sansão e Dalila (Saint-Saëns) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 21). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

Sebastião e os músicos do castelo, livro infantil de Paulo Marcelo (= O Sol e a Lua). Campo das Letras 2003 1ª ed.

Segismundo dá a volta ao mundo (=Livros Musicais). Lisboa: Ulisseia Infantil 2004.

Sétimo Suplemento aos Anais do Orpheon Portuense fundado em 1881. Porto 1979.

Sinfonias Incompletas. A odisseia de um maestro português, de Álvaro Cassuto. Hugin 1999.

Sobre a evolução das formas musicais, de Fernando Lopes Graça (=Cadernos Culturais Inquérito, 48). Lisboa: Editorial Inquérito 2ª ed. revista e actualizada.

Sobre Música: ensaios, textos e entrevistas / António Pinho Vargas. Porto, Afrontamento 2002.

Solfejo Entoado (Curso Completo), de Vitorino Matono.Lisboa: Edições musicais IVAHM, s.d.

Some Aspects of the “Cante” Tradition of Cuba: A Town in Southern Alentejo, Portugal. In Livro de Homenagem a Macário Santiago Kastner – S. Castelo Branco – Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa – Págs. 547 a 561 – 1992

Sonata em Tons de Azul, livro juvenil de Daniel Marques Ferreira (= Asas de Vento). Gailivro 2001 1ª ed.

Subsídios para o cancioneiro Popular do Baixo Alentejo (I e II Volumes) – Manuel Joaquim Delgado – Edição do Instituto Nacional de Investigação Científica – 2ª edição – 1980

Suggia, o Violoncelo. Exposição Casa-Museu Guerra Junqueiro. Câmara Municipal do Porto 2006. ISBN 972-9147-73-6.

Talia, Euterpe & Terpsicore. Crónicas, de Fernando Lopes Graça. Coimbra: Atlântida 1945.

Talia, Euterpe & Terpsicore. Crónicas, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 8). Lisboa: Caminho 1990. ISBN 972-21-0061-0.

Tango em Berlim, de Wolfram Fleischhauer. Lisboa: Círculo de Leitores 2006, ISBN 972-42-3709-5.

Tanhäuser (Wagner) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 40). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Teodora a rã cantora (=Livros Musicais). Lisboa: Ulisseia Infantil 2004.

Teoria Analítica da Música do Século XX, de João Pedro Paiva de Oliveira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian / Serviço de Educação 1998.

Teoria Estética, de Theodor W. Adorno (=Arte e Comunicação). Lisboa: Edições 70, 2005.

Teoria Musical. 1ª Parte, de Artur Fão. Obra Oficialmente Adoptada. Lisboa: Sassetti, s.d.

Todas as Faces de um Rosto, António Manuel Ribeiro, Edições Garrido, 2002

Tosca (Puccini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 8). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947, 2ª ed.

Tractado de canto llano (1533), de Mateus de Aranda. Lisboa 1962. Edição facsimilada com introdução e notas do Cón. Dr. José Augusto Alegria.

Tractado de Canto Mensurable, de Mateus de Aranda. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian 1978. Edição fasimilada com introd. e notas do Cón. José Augusto Alegria.

Tristão e Iseu (Ricardo Wagner) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 22-23). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

Trovante – Por Detrás do Palco, Manuel Faria, Publicações Dom Quixote, 2003

Turandot (Puccini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 27). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

Um artista intervém. Cartas com alguma moral, de Fernando Lopes-Graça (Obras Literárias de Fernando Lopes-Graça, Vol. XIV). Lisboa: Edições Cosmos 1974.

Um baile de máscaras (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 12). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

Um café com Mozart, de Julian Rushton. Prefácio de John Taverner. Lisboa: Plátano Editora 2007. ISBN 978-972-770-593-1.

Um Fantasma na Ópera, de Gabriela Morais (=A chave dos mundos, 5). Lisboa: Publicações Dom Quixote 1992.

“Um Movimento Musical como nunca houve em Portugal”: Associativismo musical e vida concertística na Lisboa liberal 1822-1853, Francesco Esposito. Lisboa: Colibri-CESEM, 2016.

Um olhar sobre o Cante Alentejano – Introdução ao Estudo da Vida e Obra de António Alfaiate Marvão – Luís Miguel S. Clemente – Arquivo de Beja – Volume XIII – Série III – Págs. 37 a 48 – 2000

Uma Discografia de CDs da Composição Musical em Portugal do Século XIII aos nossos dias, de Júlia-Miguel R. Bernardes; Isabel Ramos S. Bernardes. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda 2003. ISBN 972-27-1174-1.

Uma História Social do Piano: Emergência e declínio do piano na vida quotidiana madeirense 1821-1930, Paulo Esteireiro. Lisboa: Colibri-CESEM, 2016.

Uma música constante, romance de Vikram Seth. Círculo de Leitores 2001.

Uma vida em concerto. Memórias, de Helena Sá e Costa. Campo das Letras/Casa da Música/Porto 2001. Porto 2001.

Valsa Negra, romance de Patrícia Melo. Campo das Letras 2004, 1ª ed.

Viana da Mota. Uma contribuição para o estudo da sua personalidade e da sua obra, de João de Freitas Branco, prefácio de António Sérgio. Fundação Calouste Gulbenkian / Serviço de Música 1987 2ª ed.

Viana da Motta e Ferrucio Busoni. Correspondência 1898-1921, org. Christine Wassermann Beirão, José Manuel de Melo Beirão e Elvira Archer. Caminho da Música 2003.

Vilar de Mouros – 35 Anos de Festival, Fernando Zanith, Edições Afrontamento, 2003

Viola campaniça – o outro Alentejo, de José Alberto Sardinha. Lisboa: Círculo de Leitores: 2001.

Viver em Paris ao som de um Pífaro (o sonho de Jacques), de Susana Afonso, ilustração de António Santos. Fafe: Editora Labirinto 2008, 1ª ed. ISBN 978-972-8616-77-9

Was Bach Brazilian? O puto do adufe. O Inventor do Baião. Teorema 2004.

Werther (Massenet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 29). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

Wolfgang Amadeus Mozart (=Colecção Royal Philharmonic, 25, vol II). Público 2005.

Wolfgang Amadeus Mozart. Crónica em imagens, de Max Becker; Stefan Schickhaus. Lisboa: Círculo de Leitores.

Wolfgang Amadeus Mozart. Uma Vida cheia de Música, de Lene Mayer-Skumanz com ilustrações de Elizabet Singer. Lisboa: Miosótis 2005, 1ª ed.

Xutos & Pontapés/XX Anos, Jorge P. Pires, El Tatu/101 Noites, 1999

Os Músicos Embarcados

Nos anos 50 do século XX, muitos músicos madeirenses receberam propostas de trabalho fora da Madeira.

Nos casinos e hotéis do continente (Figueira da Foz, Cúria, Espinho, Estoril), nas boates e cabarés de Lisboa ou Porto, nos hotéis e boates de Luanda, Lourenço Marques, África do Sul e Rodésia, era possível encontrar um músico ou cantor insular, contratado para atuar. De entre eles, Raul Abreu, ”Freitinhas”, ”Barrinhos”, Libertino Lopes, João Moura, Américo de Nóbrega, Luiz Abreu ‘’Mascote’’, Antero Gonçalves, José Marques dos Santos, Helder Martins, Zeca da Silva, Fernando Olim, Artur Andrade, Carlos Fernandes ”Tachi”, Carlos Freitas, Paquete de Oliveira e Jimmy de Sousa, seguiriam uma carreira artística nacional com visibilidade e divulgação das suas atividades no Diário de Notícias da Madeira.

Em janeiro de 1950 o Diário deu conta da presença do cantor ”Jimmy” de Sousa no Funchal: «Encontra-se de novo, entre nós , o apreciado vocalista Jaime de Sousa ”Jimmy” que ultimamente tem atuado, com grande êxito em Lisboa. As suas interpretações vêm merecendo as melhores referências, sendo de notar que o Nina o contratou desde há tempos para ali atuar.» Jimmy de Sousa, irmão de Max, integrou a partir de 1954 o conjunto de Jorge Brandão com outro conterrâneo, o guitarrista Antero Gonçalves. Juntos atuaram na boate «Tágide» e no Casino Estoril, entre outros espaços, partindo posteriormente com o restante grupo para atuações em Moçambique e na África do Sul, residindo por aquelas paragens durante anos.

Luiz Abreu ”Mascote” (trompetista) atuou na década de 50 na Orquestra de Ferrer Trindade em Lisboa e depois, na noite musical de Ponta Delgada, nos Açores.

Os casos também de Raul de Abreu e Libertino Lopes que passaram pelo Casino da Figueira da Foz e pelos hotéis da região centro do país, rumando depois aos Açores.

José Marques dos Santos tocou no Porto, no cabaré Casa Nova e no Ateneu Comercial do Porto, trabalhando numa das primeiras lojas de instrumentos musicais daquela cidade, onde também dava aulas de guitarra elétrica. Mais tarde, foi músico nas orquestras de bordo dos navios portugueses «Angra do Heroísmo», «Funchal» e «Infante Dom Henrique», neste último já na década de 70.

A saída profissional para a maioria dos músicos da Madeira tinha como primeiro destino a cidade de Lisboa. Os contratos estavam lá. Todos eles sabiam também que podiam contar com uma geração de músicos seus conterrâneos, pioneiros nestas lides artísticas, como por exemplo Tony Amaral, o cantor Max e o guitarrista Carlos Menezes. Estes músicos tinham estatuto e experiência no meio musical da capital. Eram a estes colegas de profissão, mas também amigos, que muitas das vezes pediam opinião ou conselho, sobre contratos e oportunidades profissionais.

Outro dos grandes pianistas madeirenses a desenvolver carreira nacional em Lisboa foi Helder Martins. Desde 1953 a residir na capital, o pianista, compositor e cantor, Helder Martins, tinha uma agenda cheia de eventos e muitas solicitações para atuar. Salientam-se por esta altura os convites para integrar o recém criado Quinteto de Jazz do Hot Club, os vários programas de música ao vivo (nas diversas rádios de Lisboa) e a gravação dos seus primeiros trabalhos discográficos. Através dele, outros músicos insulares conseguiram o seu primeiro contrato no continente, como foi o caso de Zeca da Silva que em quarteto inaugurou o Ronda, um espaço frequentado pelas elites portuguesas (alta finança, ministros e os ”ricos” da linha de Cascais).

O Diário de Notícias da Madeira na sua edição de 12 de julho de 1955 anuncia a partida destes músicos: «A Fim de cumprirem um contrato verdadeiramente honroso, «Jess And His Boys» seguem hoje para Lisboa, no «Império», onde vão trabalhar numa elegante ”Boite” no Estoril que se inaugura brevemente. Associa-se a este conjunto, um animador, um outro artista madeirense, Helder Martins, que no meio musical de Lisboa se tem afirmado pelo seu incontestável valor.»

Outro dos jovens músicos a sair do Funchal foi o contrabaixista Maurílio Teixeira. O seu destino levou-o mais longe, à cidade de Santos no Brasil. Uma vez mais, pelo Diário de Notícias da Madeira de 7 de outubro de 1961, com o título «Um artista em foco» o matutino insular refere que o músico estaria a atuar com a orquestra sinfónica da cidade e que fruto do seu empenho e estudo, tinha sido convidado a integrar uma outra agremiação. Salientava ainda o artigo: «Na base do triunfo do nosso artista estão os ensinamentos colhidos com aproveitamento na Academia de Música da Madeira, onde foi aluno brilhante.»

O Diário de Notícias da Madeira de 11 de julho de 1963 dava conta de quem regressava após concluir os contratos musicais: « Após longos anos de atuação em Moçambique onde conheceu os melhores êxitos integrado no conjunto privativo do Hotel Girassol, de Lourenço Marques, acaba de regressar à Madeira o exímio violinista, nosso conterrâneo, Américo de Nóbrega. Figura conhecida no Music Hall madeirense, fez parte dos conjuntos de Tony Amaral e Flamingo, tendo atuado em Joanesburgo e na Rodésia.»

Outros músicos insulares como Carlos Freitas, Virgílio Cardoso, Mário de Freitas, Adão Freitas, Manuel Lobo de Matos ou Óscar Fernandes percorreriam as províncias ultramarinas portuguesas de Angola e Moçambique, até ao final da década de 60. No caso de Carlos Freitas, contrabaixista, integrou também o célebre conjunto de Fernando de Albuquerque, passando por importantes espaços de música ao vivo da capital portuguesa como o «Tágide» o «Palm Beach» e o «Concha». Atuou ainda no acompanhamento de discos de Maria José Valério e em vários serões musicais organizados pela Emissora Nacional e Rádio Clube Português.

Uma vez mais, o Diário de Notícias da Madeira, na sua edição de 26 de setembro de 1963 segue o desenvolvimento de um convite endereçado a um artista madeirense, desta vez ao jovem pianista Rui Afonso: «Contratado para o Hotel Infante de Ponta Delgada, segue no próximo domingo para os Açores o conjunto musical de Rui Afonso, constituído por este jovem e apreciado pianista e por Amadeu Filho (saxofone, clarinete), Manuel José Abreu (bateria e vocalista) e Amadeu Pestana (baixo). O simpático conjunto terá uma festa de despedida no próximo sábado à tarde, no Ateneu Comercial, que registará por certo a presença dos seus muitos admiradores.»
O pianista Rui Afonso daria nas vistas ao longo da década de 60 atuando no Hotel Miramar, Hotel Nova Avenida, Hotel Santa Isabel (a solo) e com o seu Trio no Hotel Monte Carlo, no Piano Bar «Lar Madeirense» e na famosa Boate do Golden Gate. O Trio de Rui Afonso era constituído em 1967 pelo próprio ao piano, «Barrinhos» (bateria) e Maurílio Teixeira (contrabaixo). Este último elemento regressado da sua temporada musical no Brasil.

Texto e pesquisa:

Vítor Sérgio Sardinha

[ Músicos naturais da Madeira ]