Artigos académicos ou de divulgação sobre música

Adufes Rui Silva

Melopédia

Adufes Rui Silva

Adufes Rui Silva é uma marca de construção de adufes que nasceu em 2013. Os Adufes Rui Silva resultam de um extenso trabalho de investigação sobre o adufe, instrumento de percussão tradicional português. São inspirados na sabedoria de artesãos e adufeiras, nos processos construtivos artesanais e no toque do adufe da Beira Baixa e do Paúl, e na formação e experiência de Rui Silva enquanto músico profissional e professor de percussão. Os Adufes Rui Silva são construídos para responder às exigências da performance actual de amadores e profissionais. O inovador sistema de afinação da pele traz uma nova era de possibilidades e recursos que poderão revolucionar a execução do adufe: o executante regula a tensão da pele consoante a linguagem, a tonalidade da música ou a técnica a aplicar, não estando refém das variações de humidade e temperatura. (O que de resto já acontece com outros instrumentos tradicionais de pele natural, como: o tar, o bendir, darbuka, o riqq, ou até mesmo as congas e os bongós…). Os Adufes Rui Silva pretendem trazer ao adufe maior versatilidade, fiabilidade e possibilidades tímbricas, sonoras e musicais projectando-o como um instrumento contemporâneo com muito por explorar.

Adufes Rui Silva

Adufes Rui Silva

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As Sete Mulheres de Jeremias Epicentro

É a história de Jeremias Epicentro, um D. Giovanni moderno e incansável. Mas Jeremias é um enorme sedutor que se apaixona e desapaixona num pequeno espaço entre quatro paredes. É um sedutor solitário. Os sentidos de Jeremias vivem do mesmo modo o real e o virtual. Na sua hiperactividade emocional, Jeremias Epicentro seduz, por isso, as personagens com que joga, as actrizes dos filmes que vê e, em última análise, as heroínas dos livros que lê. No seu quarto cabe o mundo inteiro, cabem todas as emoções e experiências humanas, as paixões, os enganos, as proezas e desassossegos. Prisioneiro do seu ecrã, Jeremias, como tantos contemporâneos seus, vai perdendo a capacidade de distinguir o real do virtual. Assim é: cada vez se perdem mais juízos reais por coisas fictícias. No seu quarto, Jeremias empalidece, com o tempo. No mundo virtual há pouco sol.
Texto original: Mário João Alves
Composição: Jorge Prendas
Encenação: António Durães
Interpretação: Teresa Nunes (soprano), Ana Santos (mezzo-soprano), Crispim Luz (clarinete), Susana Lima (violoncelo) e Brenda Vidal Hermida (piano)
Apoio ao movimento: Cláudia Marisa
Espaço cénico: Marta Figueroa
Figurinos: Sofia Silva
Modelação e corte: Sofia Silva e Cláudia Ribeiro
Costureira: Marlene Rodrigues
Desenho de luz: Mariana Figueroa
Desenho de som: Pedro Lima
Multimédia / vídeo / som: Hugo Edgar Mesquita
Desenvolvimento tecnologia: Wearable Hugo Edgar Mesquita
Produção: Carlos Pinto
Apresentado no Teatro de Vila Real a 18 de maio de 2019.

As sete mulheres de Jeremias Epicentro

As sete mulheres de Jeremias Epicentro

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Douro Strings Academy

Douro Strings Academy é uma academia internacional de música erudita para jovens instrumentistas de cordas. Durante uma semana, os alunos da academia terão oportunidade de ter aulas de instrumento, de música de câmara e de integrarem a Orquestra de Cordas da Douro Strings Academy.  Um projecto pedagógico e artístico orientado por professores de excelência e celebrado com concertos e recitais. Uma semana repleta de música num ambiente propício ao estudo mas também ao convívio e à troca de experiências. Em residência no Teatro Municipal de Vila Real e integrada no ciclo Clássicos de Verão. Teve a sua primeira edição em 2018.

Douro Strings Academy

Douro Strings Academy

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Festival Banda Sinfónica Portuguesa (BSP) Júnior

O Festival Banda Sinfónica Portuguesa (BSP) Júnior , que teve a sua primeira edição em 2017, consiste num programa de carácter pedagógico, cultural e recreativo que tem como foco o desenvolvimento musical e humano de jovens instrumentistas. O programa do festival, que irá contar com a colaboração de convidados nacionais e internacionais, terá como objetivo promover a partilha de conhecimentos em diversidades atividades, nomeadamente workshops, masterclasses, ensaios de naipe, orquestra, concertos na comunidade e atividades em grupo. Num programa onde “o todo é maior do que a soma das partes”, é através da diversidade de atividades que são criadas oportunidades para o desenvolvimento do potencial máximo de cada jovem.

Festival BSP Júnior

Festival BSP Júnior

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Festival DME – Dias de Música Electroacústica

O Festival DME – Dias de Música Electroacústica – existe desde 2003. Desde então, desenvolve uma intensa atividade de criação, programação e formação na área da música erudita contemporânea e eletroacústica. Com direção artística de Jaime Reis, teve a sua primeira edição na Polónia, mas a sua sede é em Seia, na Serra da Estrela, onde também reside o Ensemble DME, que conta com 2 CD editados. Desde 2017, o Festival DME ganhou uma nova casa, o Lisboa Incomum, fundado pelo seu diretor artístico. Desde então, o programa de residências artísticas desenvolve-se em paralelo nestas duas cidades. Apesar da atividade do festival se desenvolver maioritariamente em Portugal, foram realizadas ações de internacionalização em três continentes – América do Sul (Brasil e Colômbia), Ásia (China, Coreia, Filipinas e Japão) e Europa (Espanha, França, Itália, Mónaco, entre outros).

Festival DME

Festival DME

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Festival Estoril Lisboa

O Festival de Música da Costa do Estoril foi fundado em 1975 no seio da então Junta de Turismo da Costa do Sol como complemento dos Cursos Internacionais de Música, fundados em 1962, passando a ser organizado pela Associação Internacional de Música da Costa do Estoril a partir de 1981.

Intimamente ligado a uma função pedagógica, nele cabem as mais variadas formas de expressão artística de raiz musical. Nesta perspectiva, a presença da música portuguesa, o bailado, a música tradicional, a música de câmara, a música sinfónica, coral ou o jazz e o teatro, são temas que o Festival tem desenvolvido ao longo da sua história como acção imprescindível à formação dos jovens músicos de hoje e à apetência de um público heterogéneo.

A contribuição do Festival à difusão de novos valores e de criações recentes, tem-se manifestado através de mais de trezentas obras apresentadas pela primeira vez em Portugal, muitas das quais em estreias mundiais, entre as que se contam obras de Lopes-Graça, Peixinho, Braga Santos, Olavide, Luis de Pablo, Ohana, Messiaen, Benguerel, Brouwer, Ligeti, Webern, Eisler, Bernaola, Cage, Donatoni, Malipiero, Tomasi, Dessau, Feldman e das novas gerações.

Entre mais de um milhar de artistas estrangeiros que actuaram no Festival, destacam-se nomes do maior prestígio mundial como Mstislav Rostropovich, Rudolf Nureyev, Ruggero Ricci, Teresa Berganza, Marcel Marceau, Paul Badura-Skoda, Christa Ludwig, Aldo Ciccolini, Gundula Janowitz, Paul Tortelier, Vladimir Krainev, Zoltán Kocsis, Pavel Kogan, Brigitte Fassbaender, Cyprien Katsaris, Gérard Caussé, Ludwig Streicher, Naum Starkman, Rudolf Baumgartner, Alírio Diaz, Tibor Varga, Alberto Ponce, Alberto Lysy, Michael Nyman, Baden Powell, Egberto Gismonti, Hopkinson Smith, Eugen Istomin, Boris Pergamenschikov, Ewa Podles, Rinaldo Alessandrini, Sara Mingardo, Solistas de Sofia, Orquestra de Câmara de Viena, Orquestra de Câmara Ferenc Listz, Orquestra Barroca da Comunidade Europeia, Royal Philharmonic, Orquestra Filarmónica de Moscovo, Orquestra Filarmónica Nacional da Hungria, Orquestra Sinfónica Nacional da Letónia, Orquestra Nacional de Espanha, Orquestra Sinfónica do Estado da Lituânia, Orquestra Sinfónica Nacional do México, Orquestra de Câmara da Comunidade Europeia, Festival Strings de Lucerne, Orquestra Filarmónica de Ostrava, Virtuosos da Orquestra Filarmónica de Berlin, Orquestra de Câmara de Leningrado “Hermitage”, As Grandes Vozes Búlgaras, Hilliard Ensemble, Pro Cantione Antiqua, Ópera do Tibete, Ópera de Tokyo, Ballet Nacional de Espanha, Ballet da Ópera de Nice, Ballet Nacional de Cuba, SamulNori, Orfeón Donostiarra, Michael Nyman Band, Quarteto Kodaly, Camerata Lysy, Quarteto Búlgaro, entre outros, muitos dos quais actuaram pela primeira vez em Portugal.
O Festival tem decorrido em monumentos nacionais e salas históricas como o Claustro do Mosteiro dos Jerónimos, Torre de Belém, Sé de Lisboa, Palácio Nacional de Queluz, Teatro Nacional de São Carlos, Teatro Municipal São Luis, Coliseu de Lisboa, Teatro Luiz de Camões, assim como no Palácio da Cidadela de Cascais, Quinta da Piedade (Colares), Museu dos Condes de Castro Guimarães (Cascais), Igrejas de Carcavelos, Estoril, Cascais, São Domingos de Rana e Escola Salesiana, Auditório Parque Palmela, Centro de Congressos do Estoril, Centro Cultural de Belém, Centro Cultural de Cascais, Salão Atlântico (Hotel Palácio do Estoril) e outras.

Em reconhecimento do seu valor como um dos expoentes artísticos nacionais, o Festival é integrado em 1983 na European Festivals Association, máximo organismo mundial da especialidade. Em 1997, Piñeiro Nagy, Director do FMCE, é eleito para o Comité Executivo da AEF e reeleito sucessivamente até 2002. Em 1999 é eleito para a Comissão de Relações com a Comissão Europeia e em 2001 para a Administração da Asbl Eurofestivals, com sede em Bruxelas, criada após a extinção desta, onde permanece actualmente. Em 2008 é novamente eleito para o Comité Executivo e reeleito em 2011.

A tradição europeia dos festivais de arte nasce na mais remota antiguidade emanada do berço da nossa cultura comum: a Grécia. É no entanto, com o aparecimento dos festivais trovadorescos nos primórdios do século XIII, e dos primeiros mecenas em tempos posteriores, que se iniciam os hábitos e tradições chegados aos nossos dias.

Em 1952 foi criada a Associação Europeia de Festivais de Música por iniciativa do filósofo Denis de Rougemont e do maestro Igor Markevitch. A partir de 1992 a Associação passou a denominar-se European Festivals Association.

A sua fundação, na altura do Tratado de Roma, foi gerada pelos anseios de preservação e divulgação da cultura europeia como contraponto, e simultaneamente complemento, a uma Europa unida através da economia, segundo os pressupostos enunciados por Robert Schuman e Jean Monnet.

Criada no Centre Européen de la Culture, em Genéve, os 15 festivais fundadores (Aix-en-Provence, Bayreuth, Berlin, Besançon, Bordeaux, Florença, Holanda, Lucerne, Munich, Perugia, Estrasburgo, Veneza, Viena, Wiesbaden e Zurich), iniciaram as actividades da EFA tendo como premissa um alto ideal artístico e como objectivo a divulgação da elevada qualidade de manifestações que pela sua temática, tradição musical onde se desenvolvem, beleza paisagística ou ambiente peculiar dos seus locais, permitam a continuidade de velhos costumes enraizados na História da Europa, contribuindo para uma melhor consciência do significado da Música na cultura dos povos, na vida do Homem e do lugar insubstituível que ocupa no seu quotidiano. Desde 2004 está sediada no Kasteel Borluut, em Gent, Bélgica.

Actualmente com 111 festivais representando 43 países e associações nacionais de festivais de 14 países, a EFA desenvolve no plano formal numerosas actividades, nomeadamente, promoção conjunta dos seus membros através de uma rede mundial de agentes oficiais e do Centro de Data-Base em Bruxellas, coprodução e cooperação de espectáculos, seminários para a formação de jovens directores, troca de experiências e análise de questões de ordem administrativa, social ou jurídica no âmbito da UE. O seu site tem uma visita anual da ordem do milhão e meio.

Em síntese pode afirmar-se que a EFA é o organismo europeu, e por ventura mundial, com maior densidade de manifestações artísticas que mais contribui para a criação de novas produções, divulgação da cultura europeia, relacionamento e intercâmbio com culturas extra-europeias, reunindo na sua diversidade uma enorme riqueza de iniciativas inspiradas pela salvaguarda dos mais genuínos valores culturais como contributo a um melhor entendimento entre os homens. Neste contexto de extraordinária actividade cultural, Portugal marca a sua presença através do Festival do Estoril.

Em 1985, Ano Europeu da Música, a Câmara Municipal de Cascais atribuiu a Medalha de Mérito Municipal à Associação Internacional de Música da Costa do Estoril, realçando o êxito das acções desenvolvidas no meio internacional para a integração do Festival na EFA, consagradas com a eleição do Estoril como sede da Assembleia Geral da EFA desse mesmo ano. O Festival acolheu, de novo, a Assembleia Geral da EFA de 1998. Em Fevereiro de 2000, o Festival organizou o segundo período do primeiro Eurofest Training Programme criado pela Associação Europeia de Festivais em 1999, com o apoio da Comissão Europeia, European Cultural Foundation, Ministério da Cultura de Portugal, entre outras entidades, no qual participaram duas dezenas de jovens procedentes de numerosos países e especialistas europeus de diferentes áreas da realização, programação e gestão de actividades culturais. Em 2005, o Presidente da República assistiu à comemoração do 30º aniversário da sua fundação e concedeu a Comenda do Infante D. Henrique ao Prof. Piñeiro Nagy, seu Director Artístico.

A partir de 2001 integra as Semanas de Música do Estoril, sob a denominação Festival do Estoril. É membro do projecto europeu MusMA, criado a partir do projecto Mare Nostrum. Em 2013, após a adesão da Câmara Municipal de Lisboa à sua estrutura, altera o título para Festival Estoril Lisboa.

Festival Estoril Lisboa

Festival Estoril Lisboa

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Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu

Sempre durante o mês de Abril, já são onze a edições realizadas do Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu, com a décima segunda em abril de 2019. Com este Festival procura-se levar à cidade músicos de reconhecido valor mundial seja para se apresentar em concerto ou no contexto de formação. Aliás formação, criação, sensibilização e fruição musical são os principais pilares desta nossa festa da música e é nesse aspecto que é feito programa dos diferentes anos. Por exemplo, só nos últimos dois anos foram realizados 29 workshops e masterclasses. A programação está habitualmente ancorada na Música de Câmara, mas não se cinge a ela. A organização gosta de trazer alguma diversidade musical promovendo desde concertos de música antiga à música contemporânea, o público pode desfrutar de concertos dedicados a vários instrumentos, solistas, orquestras, música coral sinfónica, música elaborada e/ou executada com computador, o cruzamento da música com outras artes e até estreias mundiais. Como incentivo à criação todos os anos um ou mais compositores são convidados a criar um tema para estrear em Viseu. Desde 2016, António Victorino de Almeida, Amílcar-Vasques Dias, Jaime Reis, Eduardo Patriarca, José Carlos Sousa, António Chagas Rosa e Evgueni Zoudilkine foram alguns desses compositores. Outra nota de relevo vai para os concertos pedagógicos. Pelas mais variadas razões, há alturas em que a música deve ir ao encontro das pessoas e não o contrário. Os concertos pedagógicos servem precisamente esse propósito. Direcionados a públicos muito específicos, procuram demonstrar a importância da música, desconstruir a sua criação e satisfazer curiosidades. Nas últimas duas edições do festival chegamos a maia de 4.000 pessoas entre as várias escolas e instituições que visitámos numa interação que enriqueceu tanto o público como os músicos. Com o Concurso Internacional, nas áreas da Guitarra e do Piano, a organização pretende colocar Viseu no mapa dos Festivais de Música com projeção internacional. Depois do sucesso que foram as primeiras edições deste concurso, em 2019 houve o Concurso Internacional de Piano de Viseu na sua terceira edição. Este evento de grande qualidade artística, levou a Viseu vários pianistas de múltiplas nacionalidades de grande reconhecimento internacional que fizeram parte do júri, bem como um grande número de virtuosos jovens interpretes. Com mais de 20 concertos em cada edição, a afluência do público e a forma como a cidade se mobiliza tem sido impressionante. Este projeto musical é um importante marco cultural da nossa cidade e região, afirmando-se também como uma referência na cena musical nacional e internacional.

Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu

Festival Internacional de Música da Primavera de Viseu

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Festival Música Júnior

O Festival Música Júnior é actualmente a iniciativa artístico-pedagógica mais referenciada no meio musical português e assume um papel incontornável na formação de jovens estudantes de música fora do contexto escolar.
Vocacionado para uma faixa etária entre os 8 e os 21 anos de idade, o Estégio de Verão do Festival de Música Júnior acolhe cerca de 350 estudantes vindos maioritariamente de Portugal e Espanha, que ao longo de 9 dias estão em intensa actividade musical, acompanhados por um colectivo de 32 professores e 3 maestros. Os participantes adquirem experiência desta forma integrando o Coro, a Big Band, a Orquestra Juvenil ou a Orquestra Sinfónica, num ambiente musical único e com especial sabor das férias. Iniciado em 2012, este projecto tem proposto diferentes horizontes musicais onde as temáticas do Jazz, o Legado de Piazzola, o Humor, as Bandas Sonoras de Hollywood, Fado – O Legado Português, O Folk e o Étnico no Universo Erudito, Música nas Américas e A Genialidade Russa tiveram como convidados especiais Mário Laginha e Maria João, Pedro Santos, Carlos Moura, Sofia Escobar e Mário Augusto, Helder Moutinho, Rui Vieira Nery, Gilles Apap, André Cunha Leal, Joshuas dos Santos, Vasco Dantas Rocha, Jeffery Davis, Gabriela Canavilhas, Kyril Zlotnikov e António Victorino d’Almeida.

Festival Música Júnior

Festival Música Júnior

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In Spiritum – Festival de Música do Porto

O In Spiritum – Festival de Música do Porto é um festival de música que tem por fim redescobrir o património histórico através da música, associando um repertório específico ao ambiente único de cada espaço, proporcionando novas leituras da cidade do Porto. O roteiro musical e histórico explora alguns dos principais espaços monumentais da cidade, onde o património e a música convergem numa programação musical diversa, em estilo e em período temporal. O Centro Histórico do Porto foi classificado pela UNESCO, em 1996, como Património Cultural da Humanidade. Trata-se da área mais antiga da cidade do Porto e encerra uma riqueza monumental singular que remonta às épocas Romana, Medieval, Renascentista, Barroca e Neoclássica. O In Spiritum – Festival de Música do Porto é uma co-produção da Associação Cultural In Spiritum e da Câmara Municipal do Porto e conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República.

In Spiritum

In Spiritum

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Reencontros 21

Tendo como objectivo destacar o percurso artístico de antigos alunos de piano da Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE) que, ao longo dos últimos anos, tenham vindo a desenvolver uma actividade artística relevante, os Reencontros 21 constituem-se como espaço mediador de novos diálogos artísticos.

Associando-se recitais de piano a concertos de música de câmara, com este projecto pretende-se criar um espaço que, por um lado, evidencie a especificidade de cada percurso musical e, por outro, favoreça a troca de conhecimentos e de experiências artísticas. Num espírito de partilha, procura igualmente propiciar um contexto que fomente o encontro entre antigos alunos de diferentes áreas instrumentais da ESMAE, permitindo programar momentos artísticos ricos e variados, respondendo a diferentes gostos e sensibilidades musicais.

Na sua segunda edição, Reencontros 21 conta com uma programação que vai do clássico ao jazz. Com 13 participantes de várias áreas instrumentais, o ciclo apresenta, ao lado de obras chave do repertório clássico e romântico, um conjunto de obras de referência do séc. XX, incluindo Bartok, Scriabin, Messiaen, Berio e autores portugueses. Esta edição será também a ocasião de celebrar os aniversários de G. Crumb (1929) e de João Pedro Oliveira (1959), revisitando duas composições centrais dos seus percursos criativos, respectivamente: Celestial Mechanics (1979), para piano amplificado a 4 mãos, e Iris (2000), para quarteto e electrónica.

Os concertos decorrem na Casa da Música, nos dias 31 de Maio, 1 e 2 de Junho de 2019.

Coordenado por Madalena Soveral, o ciclo conta com as colaborações da ESMAE e da Casa da Música.

Reencontros 21

Reencontros 21

[ Entradas para a futura Melopédia, enciclopédia viva e interativa da Música ]

Mário Mateus, diretor de Orquestra e pedagogo

O Conservatório Regional de Gaia

Conservatório Regional de Gaia
– 30 anos ao serviço do Ensino e da Cultura

O Conservatório iniciou oficialmente as suas atividades em 1985 – ano europeu da música.

A estrutura foi criada com o objetivo de promover o ensino formal da música até ao nível superior, de criar espaços de reflexão sobre temáticas da performance e da criação musical contemporâneas e de promover atividades culturais vocacionadas para o enriquecimento da Agenda Cultural do Município.

Como polo cultural a que aspirou ser, o Conservatório, desenvolveu, além dos cursos regulares de música, um plano de atividades desenhado de forma interdisciplinar e multidimensional.

Dando corpo a este desiderato e à sua vocação internacional assumida desde a primeira hora da sua existência, o Conservatório promoveu ao longo dos anos os cursos Internacionais de Música, o Concurso Internacional de Canto Francisco de Andrade, Seminários sobre a criação musical Contemporânea, Colóquios sobre o ensino vocacional de música, Festival Internacional de Música de Gaia, etc. Essas iniciativas colocaram o Conservatório Regional de Gaia nos roteiros internacionais e trouxeram a Portugal e a Gaia nomes destacados do panorama musical internacional como: Bidu Saião, G. di Stefano, João de Freitas Branco, Tibor Varga, Paul Schilhawsky, Gundula Janowiz, entre muitos outros nomes célebres.

Com esta exposição pretendeu-se fazer a crónica da atividade letiva e cultural, desenvolvida pelo Conservatório Regional de Gaia ao longo de três décadas ao serviço da cultura e do ensino, em suma, em prol da valorização do potencial humano e da coesão territorial.

por Mário Mateus

Mário Mateus, diretor de Orquestra e pedagogo

Mário Mateus, diretor de Orquestra e pedagogo

26 de janeiro de 2019, Curso livre sobre Música & Músicos: aspetos do Património Musical Português, no Solar Condes de Resende, Canelas, Vila Nova de Gaia.

Fonte: Solar Condes de Resende

Jorge Castro Ribeiro, etnomusicólogo

Cantar os reis

Cantar os Reis
e o Património Cultural Imaterial em Portugal

O Cantar os Reis em Ovar é uma prática poético-musical multi-localizada, performada em coletivo, em espaços públicos e privados do concelho de Ovar por ocasião da Festa dos Reis Magos (6 de Janeiro), em formato apresentativo.

Embora partilhe algumas características com outras práticas em Portugal e noutros países da Europa, que ocorrem no mesmo contexto temporal, designadas genericamente por “Cantar dos Reis” ou “Cantar as Janeiras”, em Ovar esta prática ao longo dos anos sofreu um processo de codificação artística, social e performativa que é reconhecida e afirmada localmente como diferenciada, uma vez que adquiriu um recorte cultural próprio, sofisticado ao nível da composição musical e poética, e especializado ao nível da performance, que não é encontrado nas outras práticas conhecidas a nível nacional e europeu.

Nesta aula foi  observado o Cantar os Reis em Ovar nas suas especificidades afirmadas localmente como distintivas, na veiculação de valores, visão e identidade “vareira”. Foi a forte adesão dos protagonistas à ideia de patrimonialização, e apresentados dados etnomusicológicos e a percepção da investigação etnográfica no processo de inventariação desta prática com vista ao Património Cultural Imaterial de Portugal.

A aula foi complementada com uma visita guiada e exclusiva a Ovar, exactamente no único momento do ano em que a prática tem lugar.

por Jorge Castro Ribeiro

Jorge Castro Ribeiro, etnomusicólogo

Jorge Castro Ribeiro, etnomusicólogo

05 de janeiro de 2019, Curso livre sobre Música & Músicos: aspetos do Património Musical Português, no Solar Condes de Resende, Canelas, Vila Nova de Gaia.

Fonte: Solar Condes de Resende

Maria do Rosário Pestana, investigadora

O compositor e folclorista Armando Leça

O compositor e folclorista Armando Leça:
resgate, criação e disseminação da música portuguesa

Armando Leça foi uma figura versátil e multifacetada. Compositor, intérprete, regente, folclorista, crítico, musicólogo, ensaísta, novelista e poeta, ilustrou de modo exemplar a vida musical portuguesa nos anos a seguir à implantação da República.

O seu percurso é revelador das oportunidades e dos novos desafios colocados aos músicos profissionais por uma sociedade em franca mobilidade, após a dissolução da ordem monárquica.

Armando Leça foi uma figura que, no universo musical português, ocupou um lugar «do meio», entre os polos erudito e folclórico, dialogando com diferentes esferas do fazer música em Portugal.

Vemo-lo como pianista a tocar durante as projeções de cinema, como compositor nacionalista e ideologicamente comprometido e como coletor de músicas e vozes dos lugares recônditos e por mapear. A sua ação pautou-se por um compromisso com a questão nacional na música.

Vemo-lo, de facto, a participar no processo de construção e disseminação da «canção portuguesa», um género poético-musical que, na sua ótica, refletia o caráter e a alma dos portugueses. Atento às demandas do seu tempo, foi pioneiro ao explorar os novos meios de comunicação de massas: o cinema, a rádio e, mais tarde, a indústria discográfica.

por Maria do Rosário Pestana

Maria do Rosário Pestana, investigadora

Maria do Rosário Pestana, investigadora

Sábado, 23 de março de 2019, no Curso livre sobre Música & Músicos: aspetos do Património Musical Português, no Solar Condes de Resende, Canelas, Vila Nova de Gaia.

Fonte: Solar Condes de Resende

Elisa Lessa, investigadora

A Música nos conventos femininos em Portugal

A música nos conventos femininos em Portugal (séculos XVII a XIX):
o caso do Mosteiro de Corpus Christi em Vila Nova de Gaia.

A primeira casa do ramo feminino da Ordem Dominicana foi fundada cerca de 1219, em Chelas, nos arredores de Lisboa. A partir deste mosteiro, as fundações de monjas domínicas multiplicaram-se, chegando à data da extinção das ordens religiosas pelo governo liberal em 1834 a atingir cerca de duas dezenas de casas monásticas.

Por sua vez o Convento de Corpus Christi de Vila Nova de Gaia foi edificado por iniciativa de Maria Mendes Petite, mãe de Pêro Coelho e carrasco de Inês de Castro, tendo sido acolhidas as primeiras monjas em 1354. A lição, fundamentada em documentação histórica, revela aspetos da prática musical conventual feminina em Portugal e em particular no mosteiro de Corpus Christi de Gaia.

A música estava presente ao logo do dia, pautando-se a vida quotidiana monacal pelo cumprimento de um conjunto de regras, numa observância marcada pelo Ofício Divino e por um quadro diário de atividades traçado ao pormenor e lembradas a cada batida dos sinos do mosteiro.

A existência de um conjunto de monjas músicas conventuais, tanto cantoras como instrumentistas nos mosteiros assegurava uma prática musical sacra de relevo que importa conhecer, pese embora o facto de até nós ter chegado apenas uma ínfima parte deste valioso património musical.

por Elisa Lessa

Elisa Lessa, investigadora

Elisa Lessa, investigadora

13 de abril, no Curso livre sobre Música & Músicos: aspetos do Património Musical Português, no Solar Condes de Resende, Canelas, Vila Nova de Gaia.

Fonte: Solar Condes de Resende

Jorge Castro Ribeiro, etnomusicólogo

Curso Música e Músicos

Entre 27 de outubro de 13 de abril, em dias de sábado entre as 15:00 e as 17:00, decorreu no Solar Condes de Resende, Canelas, Vila Nova de Gaia, o Curso livre sobre Música & Músicos: aspetos do Património Musical Português

O Solar Condes de Resende quis organizar pela primeira vez entre nós um curso sobre aspetos inéditos ou pouco conhecidos do Património Musical Português com especial incidência em compositores de Gaia e do Norte de Portugal, mas com a dimensão universal que a Música tem. As aulas recorreram à audição de excertos das obras referidas e ao complemento da indicação de concertos ao vivo onde as mesmas sejam executadas durante o período em que decorre o curso. Com o curso, o  Solar Condes de Resende quis também assinalar o centenário do nascimento de César Morais.

Solar Condes de Resende

Solar Condes de Resende

Fonte: Confraria Queirosiana

Fotos: António José Ferreira

27 de outubro de 2018

Sociologia da Música

por Eduardo Vítor Rodrigues, sociólogo e presidente da Câmara Municipal de Gaia

Eduardo Vítor Rodrigues, sociólogo e presidente da C.M. de Gaia

Eduardo Vítor Rodrigues, sociólogo e presidente da C.M. de Gaia

10 de novembro de 2018

Os órgãos ibéricos: instrumentos, textos e contextos no noroeste português

por Elisa Lessa

Elisa Lessa, investigadora

Elisa Lessa, investigadora

Os órgãos de tubos ibéricos representam património musical único com características peculiares desenvolvidas na península ibérica, nos séculos XVII e XVIII. Além da abordagem organológica, da identidade e variedade sonora do instrumento, a lição incluiu reflexões breves sobre exemplos de repertório musical, respetivos compositores e contextos de intervenção e alguns organeiros. Em particular foram abordados os órgãos construídos já no século XIX pelo mestre organeiro Manuel de Sá Couto, “o Lagoncinha”, ativo na região no século XIX.

17 de novembro de 2018

Música e ritual nas cerimónias fúnebres luso-brasileiras – Séculos XVIII e XIX.

por Rodrigo Teodoro

Rodrigo Teodoro, investigador

Rodrigo Teodoro, investigador

Diversos manuscritos musicais setecentistas e oitocentistas, dedicados ao cerimonial fúnebre católico encontram-se, atualmente, custodiados em acervos de algumas cidades portuguesas e brasileiras. Essas obras revelam uma prática que teve como referência estética a produção musical religiosa em Itália, e foram produzidas, principalmente, a partir do processo de equiparação cerimonial levado a cabo por D. João V. As ações ritualísticas e as “novidades sonoras”, implementadas nesse processo, provocaram reflexos no cerimonial religioso e no sistema produtivo musical português que seria, inclusivamente, transplantado para suas colónias. Pretendemos, neste curso, apresentar as relações entre a produção musical fúnebre em Portugal e no Brasil, durante os séculos XVIII e XIX, e promover o entendimento da funcionalidade da música, entre outros sons, nos rituais católicos dedicados às cerimónias da morte.

15 de dezembro de 2018

Os músicos Napoleão

por A. Gonçalves Guimarães

Gonçalves Guimarães, historiador

Gonçalves Guimarães, historiador

A cidade do Porto viu nascer, em meados do séc. XIX, três irmãos músicos de apelido Napoleão: Artur (1843-1925), Aníbal (1845-1880) e Alfredo (1852-1917). Estes três irmãos notabilizaram-se ao longo da sua vida como pianistas, compositores e xadrezistas nos dois lados do Atlântico. Sendo filhos do músico italiano Alessandro Napolleone, este ficou conhecido em Portugal como Alexandre Napoleão. Este músico refugiou-se no Porto, onde foi professor de música, casando-se em Vila Nova de Gaia com Joaquina Amália Pinto dos Santos, natural desta cidade. Artur foi o mais famoso dos três irmãos. Estabeleceu-se no Brasil, onde criou uma editora de partituras e desenvolveu uma respeitosa carreira como pianista e compositor, sendo autor de cerca de 90 opus. Alfredo foi mais errante. Teve muito sucesso em vários países, principalmente como compositor-pianista, executando as suas próprias obras, com destaque para as que escreveu para piano e orquestra. Aníbal, por sua vez, morreu precocemente, aos 35 anos. Contudo, as suas 20 obras publicadas revelam um compositor promissor (Daniel Cunha).

05 de janeiro de 2019

Cantar os Reis e o Património Cultural Imaterial em Portugal

por Jorge Castro Ribeiro

Jorge Castro Ribeiro, etnomusicólogo

Jorge Castro Ribeiro, etnomusicólogo

O Cantar os Reis em Ovar é uma prática poético-musical multi-localizada, performada em coletivo, em espaços públicos e privados do concelho de Ovar por ocasião da Festa dos Reis Magos (6 de Janeiro), em formato apresentativo. Embora partilhe algumas características com outras práticas em Portugal e noutros países da Europa, que ocorrem no mesmo contexto temporal, designadas genericamente por “Cantar dos Reis” ou “Cantar as Janeiras”, em Ovar esta prática ao longo dos anos sofreu um processo de codificação artística, social e performativa que é reconhecida e afirmada localmente como diferenciada, uma vez que adquiriu um recorte cultural próprio, sofisticado ao nível da composição musical e poética, e especializado ao nível da performance, que não é encontrado nas outras práticas conhecidas a nível nacional e europeu.

Nesta aula foi  observado o Cantar os Reis em Ovar nas suas especificidades afirmadas localmente como distintivas, na veiculação de valores, visão e identidade “vareira”. Será indagada a forte adesão dos protagonistas à idéia de patrimonialização, e apresentados dados etnomusicológicos e a percepção da investigação etnográfica no processo de inventariação desta prática com vista ao Património Cultural Imaterial de Portugal. A aula será complementada com uma visita guiada e exclusiva a Ovar, exactamente no único momento do ano em que a prática tem lugar.

19 de janeiro de 2019

O Orpheon Portuense e os Concertos a ele dedicados pela Casa da Música

por Henrique Luís Gomes de Araújo

Henrique Luís Gomes de Araújo, investigador

Henrique Luís Gomes de Araújo, investigador

Apresentamos em 2005, à Casa da Música (CdM) como investigador do Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes (CITAR) da Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa e com o Prof. Rui Vieira Nery, um “Projecto de Edição de Obra sobre o Orpheon Portuense”. Participa em 2008, na Assembleia Geral do Orpheon Portuense, que teve como o ponto único: Extinção do Orpheon Portuense, onde apresenta a proposta de a Casa da Música incluir, todos os anos, na sua programação um concerto comemorativo do Orpheon Portuense, pelo dia 12 de Janeiro (dia da sua fundação). Na verdade, como foi por ele aduzida na proposta apresentada à CdM, um dos “resultados previstos” do referido projecto, consistia na realização de um concerto anual (2013, p.17).

26 de janeiro de 2019

Conservatório Regional de Gaia – 30 anos ao serviço do Ensino e da Cultura

por Mário Mateus

Mário Mateus, diretor de Orquestra e pedagogo

Mário Mateus, diretor de Orquestra e pedagogo

O Conservatório iniciou oficialmente as suas atividades em 1985 – ano mundial da música.

A estrutura foi criada com o objetivo de promover o ensino formal da música até ao nível superior, de criar espaços de reflexão sobre temáticas da performance e da criação musical contemporâneas e de promover atividades culturais vocacionadas para o enriquecimento da Agenda Cultural do Município.

Como polo cultural a que aspirou ser, o Conservatório, desenvolveu, além dos cursos regulares de música, um plano de atividades desenhado de forma interdisciplinar e multidimensional.

Dando corpo a este desiderato e à sua vocação internacional assumida desde a primeira hora da sua existência, o Conservatório promoveu ao longo dos anos os cursos Internacionais de Música, o Concurso Internacional de Canto Francisco de Andrade, Seminários sobre a criação musical Contemporânea, Colóquios sobre o ensino vocacional de música, Festival Internacional de Música de Gaia, etc. Essas iniciativas colocaram o Conservatório Regional de Gaia nos roteiros internacionais e trouxeram a Portugal e a Gaia nomes destacados do panorama musical internacional como: Bidu Saião, G. di Stefano, João de Freitas Branco, Tibor Varga, Paul Schilhawsky, Gundula Janowiz, entre muitos outros nomes célebres.

Com esta exposição pretende-se fazer a crónica da atividade letiva e cultural, desenvolvida pelo C.R.G. ao longo de três décadas ao serviço da cultura e do ensino, em suma, em prol da valorização do potencial humano e da coesão territorial.

16 de fevereiro de 2019

Scarlatti e a troca das princesas

por José Manuel Tedim

José Manuel Tedim, professor universitário

José Manuel Tedim, professor universitário

As cortes de Filipe V de Espanha e de D. João V de Portugal levaram à concretização de um duplo casamento entre uma infanta da Casa Real portuguesa e o futuro rei de Espanha e vice-versa, facto que passou à História como a Troca das Princesas.

Ajustado o duplo consórcio, nos primeiros dias de Janeiro de 1728, dava-se início aos dias da festa, que, ao longo de mais de um ano, constituíram repetidos momentos de entusiasmo e entretenimento dos habitantes da urbe lisboeta.

O casamento por procuração, do Príncipe do Brasil e D. Mariana Victória aconteceu, em Madrid, em finais de dezembro, tendo chegado a notícia pelos inícios do mês seguinte. Logo, por decreto, o rei fez questão de informar o Senado da Câmara da feliz notícia e solicitar que se fizessem três noites de luminárias, acompanhadas de salvas de artilharia e da tradicional cerimónia do beija-mão. No Terreiro do Paço fez-se arder um fogo de artifício, cuja estrutura cénica se concentrava na imagem do templo de Diana.

Após esta manifestação celebrou-se o acontecimento no Paço com urna serenata em língua italiana composta expressamente para o momento por Doménico Scarlatti. Por sua vez o Marquez de los Balbazes completou estes dias de fausto, de júbilo e entusiasmo com a organização de uma Zarzuela no seu palácio, intitulada Amor aumenta el Valor.

02 de março de 2019

Bandas Filarmónicas em Portugal

por André Granjo

André Granjo, maestro

André Granjo, maestro

As Bandas representam uma das formas de prática musical de carácter formal mais disseminadas no nosso país e são também um fenómeno relevante em toda a Cultura Ocidental.

Apesar desta preponderância são ainda hoje um fenómeno pouco estudado no nosso país e em boa verdade em toda a Europa. Indefinições semânticas e confusões históricas tornam difícil a arriscada a pesquisa sobre este campo. As bandas são ainda objecto de estigma por parte de muitos investigadores e no nosso caso, o campo de acção em que se movem: espaços de fronteira entre o erudito e o vernacular; levam a uma indefinição sobre qual o olhar que deve actuar sobre elas: o da musicologia ou da etnomusicologia. As bandas são populares, funcionais, algumas militares, dão concertos informais ao ar livre, participam ou colaboram em várias actividades populares, mas concomitantemente dispõem também de repertórios elaborados, de linguagem contemporânea e complexidade normalmente associada ao grande repertório de orquestra. Por tudo isto as bandas têm estado num limbo científico, reconhecidas como de extrema relevância, mas sem uma atenção proporcional por parte da comunidade académica.

Esta situação tem, no entanto, vindo a ser alterada tendo surgido nos últimos anos investigadores, alguns dos quais insiders do próprio fenómeno, que procuram compreender melhor este tão rico meio de criação e recriação musical.

Esta alocução pretende traçar um pouco do que se sabe sobre o percurso de agrupamentos musicais de instrumentos de sopro no nosso país, o aparecimento das “Bandas Filarmónicas” e a sua evolução ao longo do tempo.

09 de março de 201

O maestro Pedro de Freitas Branco

por Cesário Costa

Cesário Costa, diretor de orquestra e investigador

Cesário Costa, diretor de orquestra e investigador

O Maestro Pedro de Freitas Branco (1896-1963) foi uma das figuras mais proeminentes da música portuguesa do séc. XX. Ao longo da sua carreira, foi um impulsionador da vida musical portuguesa, através da criação de diferentes companhias de ópera, da organização dos Novos Concertos Sinfónicos de Lisboa e como maestro da Orquestra Sinfónica da Emissora Nacional (OSEN). Um dos seus principais propósitos consistiu em dar a conhecer a música do seu tempo, através da estreia absoluta e da estreia nacional, de um número significativo de obras dos mais importantes compositores contemporâneos. Paralelamente, desenvolveu uma carreira internacional dirigindo regularmente diferentes orquestras europeias, sendo considerado um intérprete de referência da música orquestral de Maurice Ravel.

16 de março de 2019

O compositor César Morais 

por A. Gonçalves Guimarães

Gonçalves Guimarães, historiador

Gonçalves Guimarães, historiador

Em 2018 passaram 100 anos após o nascimento do compositor gaiense César Morais. Nascido em Canelas, a 3 de janeiro de 1918, cedo manifestou o talento para a composição, criando canções para as festas da escola primária. O seu dom musical precoce levou-o a ingressar no Conservatório de Música do Porto onde estudou com os Mestres Luís Costa e Lucien Lambert e se formou com 20 valores. Foi extremamente prolífico como compositor, sendo especialmente associado à música sacra, com cerca de 50 missas, 60 Avé-Marias, Te-Deums, etc.. No entanto, a sua obra profana não é menos importante e abundante, destacando-se várias composições sinfónicas e coral-sinfónicas, concertos para piano e orquestra, violino e orquestra, violoncelo e orquestra e múltiplas obras para piano solo. Era um homem extremamente modesto e existem poucas obras da sua produção publicadas. No entanto, é de destacar o belíssimo Concerto para Violoncelo e Orquestra numa interpretação da Orquestra Clássica do Porto, sob a direção do maestro Werner Stiefel tendo como solista o violoncelista Martin Ostertag.

Foi pai da pianista Maria José Morais.

Sábado, 23 de março de 2019

O compositor e folclorista Armando Leça: resgate, criação e disseminação da música portuguesa

por Maria do Rosário Pestana

Maria do Rosário Pestana, investigadora

Maria do Rosário Pestana, investigadora

Armando Leça foi uma figura versátil e multifacetada. Compositor, intérprete, regente, folclorista, crítico, musicólogo, ensaísta, novelista e poeta, ilustrou de modo exemplar a vida musical portuguesa nos anos a seguir à implantação da República. O seu percurso é revelador das oportunidades e dos novos desafios colocados aos músicos profissionais por uma sociedade em franca mobilidade, após a dissolução da ordem monárquica. Armando Leça foi uma figura que, no universo musical português, ocupou um lugar «do meio», entre os polos erudito e folclórico, dialogando com diferentes esferas do fazer música em Portugal.

Vemo-lo como pianista a tocar durante as projeções de cinema, como compositor nacionalista e ideologicamente comprometido e como coletor de músicas e vozes dos lugares recônditos e por mapear. A sua ação pautou-se por um compromisso com a questão nacional na música. Vemo-lo, de facto, a participar no processo de construção e disseminação da «canção portuguesa», um género poético-musical que, na sua ótica, refletia o caráter e a alma dos portugueses. Atento às demandas do seu tempo, foi pioneiro ao explorar os novos meios de comunicação de massas: o cinema, a rádio e, mais tarde, a indústria discográfica.

Sábado, 13 de abril de 2019

A música nos conventos femininos em Portugal (séculos XVII a XIX): o caso do Mosteiro de Corpus Christi em Vila Nova de Gaia.

por Elisa Lessa

Elisa Lessa, investigadora

Elisa Lessa, investigadora

A primeira casa do ramo feminino da Ordem Dominicana foi fundada cerca de 1219, em Chelas, nos arredores de Lisboa. A partir deste mosteiro, as fundações de monjas domínicas multiplicaram-se, chegando à data da extinção das ordens religiosas pelo governo liberal em 1834 a atingir cerca de duas dezenas de casas monásticas. Por sua vez o Convento de Corpus Christi de Vila Nova de Gaia foi edificado por iniciativa de Maria Mendes Petite, mãe de Pêro Coelho e carrasco de Inês de Castro, tendo sido acolhidas as primeiras monjas em 1354. A lição, fundamentada em documentação histórica, revela aspetos da prática musical conventual feminina em Portugal e em particular no mosteiro de Corpus Christi de Gaia. A música estava presente ao logo do dia, pautando-se a vida quotidiana monacalpelo cumprimento de um conjunto de regras, numa observância marcada pelo Ofício Divino e por um quadro diário de atividades traçado ao pormenor e lembradas a cada batida dos sinos do mosteiro. A existência de um conjunto de monjas músicas conventuais, tanto cantoras como instrumentistas nos mosteiros assegurava uma prática musical sacra de relevo que importa conhecer, pese embora o facto de até nós ter chegado apenas uma ínfima parte deste valioso património musical.

Yuki Rodrigues, Peças Portuguesas e Japonesas para Piano Solo

Peças Portuguesas e Japonesas para Piano Solo

PEÇAS PORTUGUESAS DE JAPONESAS PARA PIANO SOLO

Yuki Rodrigues (Piano)

Breve Comentário sobre o CD (Agradecimento)

Um trabalho de piano solo, apenas em nome é uma obra solitária.

O nascimento deste CD, embora tenha sido já mais de uma década, só foi possível com a inestimável ajuda, amizade e amor de muitos dos meus familiares, amigos, colaboradores e apoiantes. Destacar alguns em detrimento dos outros é sempre um acto de injustiça, mas não poderei deixar de distinguir aqueles que estiveram mais diretamente ligados a este projeto.

Ao Dr. Pedro Barreiros, Comissário da Comemoração dos Cento e Cinquenta Anos de Wanceslau de Moraes, pela sua confiança inabalável neste projeto.

Ao Instituto Camões, especialmente à Dra Elisa Frugnoli, uma palavra de agradecimento pelo apoio concedido.

À Câmara Municipal do Seixal e ao Auditório Municipal do Seixal, pelo apoio e cedência de um maravilhoso espaço de gravação.

Ao Fernando Rocha, ao Prof. Eurico Carrapatoso e ao Maestro António Victorino D’Almeida, um agradecimento sincero por todo o apoio incansável e amizade.

À equipa da Numérica, pelo seu profissionalismo e empenho.

Ao Rafael Marques, pelo seu apoio especial.

Ao José Fortes pelo seu profissionalismo, empenho e paciência.

Por fim, a Wanceslau de Moraes, cuja obra e vida foram fonte de constante inspiração na realização deste projeto musical.

Yuki Rodrigues, Peças Portuguesas e Japonesas para Piano Solo

Yuki Rodrigues

Peças Portuguesas e Japonesas

Peças Portuguesas e Japonesas

Harpsichord, Jean Goermans, The Metropolitan Museum of Art, Boston

Musical instruments around the world

PATRIMÓNIO INSTRUMENTAL DA HUMANIDADE

World’s Instrumental Heritage

Abê

Abeng

Abik

Accordina

Accordion

Accordola

Adjulona

Adufe

Adungu

Aeng-geum

Aerofone

Aetherphone

Afoxé

Agbê

Agida

Agogo

Aidjê

Ajaeng

Ajayu

Akadinda

Akaryna

Akkordolia

Alaúde

Albogue

Alboka

Al-buq

Alcahuete

Alfaia

Alghoza

Almofariz

Alpenhorn

Alphorn

Alpine horn

Ananda lahari

Andarita

Angklung

Angkuoch

Ankle rattle

Antara

Apieti-Amu

Apinti

Apito

Arandi

Archilaúd

Archlute

Arciliuto

Arco de boca

Arco musical

Arghool

Arghoul

Arghul

Argol

Argul

Arobapá

Arpa central

Arpa criolla

Arpa tuyera

Arrabel

Ashiko

Assotor

Atabal

Atabaque

Atenteben

Aud

Aulos

Autoharp

Avakao

Awa-Tukaniwar

Awirare

Axatse

Ayoyotes

Ayoyoti

Azumagoto

Babiton

Baboula

Baglama

Bagpipe

Bahèt

Bajs

Bala

Balaban

Balafon

Balalaika

Balangui

Balingbing

Balo

Balsié

Bamileke tam tam

Bandola

Bandola andina colombiana

Bandola lhanera

Bandola oriental

Bandolim

Bandoneon

Bandura

Bandurria

Banjo

Bansuri

Bapang

Bapo

Bara

Barbat

Barbiton

Barbitos

Bari

Barrel organ

Barril

Basolia

Bass clarinet

Bass trombone

Bassoon

Bastón de ritmo

Bata Drums

Bateria

Batih

Bawoo

Bawu

Bayan

Baza

Bazooka

Becken

Bedebo

Begena

Bell tree

Belt rattle

Bena

Bendi

Bendir

Bendré

Berimbau

Berra-boi

Bhaya

Bhazana-sruti

Bifora

Bilbil

Bimli

Bin baji

Biniou kozh

Binzasara

Birbyne

Bishguur

Bituucu

Biwa

Bjo

Blockflöte

Bloco de dois sons

Bloco sonoro

Blow-organ

Blul

Bo

Bodhran

Bombanshi

Bombarda

Bombarde

Bombo

Bones

Bongós

Boobam

Bordonúa

Borrega

Bot

Bot

Botella de anís

Braguinha

Brass

Briazkalnytsia

Brinquinho

Brummtopf

Bryolka

Buben

Bubon

Buê

Bugchu

Bugdu

Bughchu

Bughdu

Bugle

Buhay

Buk

Bukhalo

Bukkehorn

Bulbul tarang

Buleador

Büllhäfen

Bullroarer

Bumba

Bumbo

Buna

Bungkaka

Buzuki

Cabasa

Caboclinho

Cabrette

Cabuletê

Cacharaina

Caixa clara

Caixa de bateria

Caixa de guerra

Caixa de repique

Caixa de rufo

Caja

Cajita

Cajón

Calabash

Calabaza

Calebasse

Campana

Caña de agua

Cana rachada

Canã rajada

Caña rociera

Canaroarro

Candombe

Candungo

Caninha

Cántaro

Capacho

Caracachá

Caracalho

Caracaxá

Caracol

Caramba

Carillon

Carimba

Carraca

Carracho

Carretilla

Castañetas

Castanets

Castanhola de cana rachada

Castanholas

Castanholas de cabo

Castañuela de caña rajada

Castañuelas

Catacá

Caterineta

Caval

Cavaquinho

Caxirola

Caxixi

Cega-rega

Celempung

Celesta

Cello

Celtic harp

Cembali

Cembalo

Cencerro

Cennala

Centa

Ceterone

Ch’in

Cha cha cha bell

Chabrette

Chácaras

Chalaban

Chalaparta

Chalumeau

Chande

Chango

Chango

Chanzy

Chap

Chapman stick

Charaina

Charango

Charangón

Charanguito manguero

Charrasca

Chauklon pat

Chelys

Chenda

Chengila

Chequere

Chhikka

Chicote

Chiflo

Chikara

Chillador

Chimta

Chincalho

Ching

Chinlili

Chinlilo

Chiquitzi

Chirimia

Chirisuya

Chirula

Chitarrone

Chitata

Chitatya

Chitende

Chitra veena

Chitra vina

Chitraveena

Chiufolo

Chivoconvoco

Chocalho

Chod damaru

Chonka

Choquella

Churuca

Chusao samishen

Ci wain

Ciaramedda

Cidupu

Çifteli

Çiftelia

Cimbalom

Cimpoi

Cistre

Cítara

Cithara

Citole

Citre

Cittern

Cittharne

Ciufolo

Clapper

Clapper stick

Clapstick

Clarim

Clarinet

Clarinete

Clarino

Clarsach

Clarytone

Clavas

Claves

Clavichord

Clavicórdio

Clavinet

Cobza

Coixinera

Coixinera

Concertina

Congas

Conocchie

Contrabaixo

Contrabassoon

Contrafagote

Copofone

Copos musicais

Cor anglais

Cordofone

Cordofone de teclado

Cornamusa

Cornamuse

Corne inglês

Corneta

Cornetão

Cornett

Cornetto

Cornu

Crash cymbals

Cravo

Crescente turco

Cristalofone

Cromorne

Crótalos

Crowth

Cruzao

Crwth

Cuatro

Cuíca

Cuiringua

Culepuya

Culo e puya

Culoepuya

Cultrum

Cultrún

Cumbus

Cuprophone

Curbata

Cutõe

Cymbales

Cymbaly

Cytherne

Cytra

Da tanggu

Dabakan

Dadaiko

Daegeum

Daf

Daff

Daffali

Dafli

Dafri

Dagu

Dahola

Daiko

Daina

Daira

Daire

Dajreja

Daluo

Damaru

Damaru

Damru

Dan bau

Dan nguyet

Dan tranh

Dan trong

Dangubica

Danmo

Danso

Daouli

Dap

Dapphu

Darabuka

Darabukkah

Darbouka

Darbucca

Darbuka

Darrabuka

Dasmae

Daudytés

Davul

Davuli

Dayereh

Def

Dende

Den-den daiko

Dentsivka

Derabucca

Derbakeh

Derbekki

Derbuka

Derkach

Dhaa

Dhad

Dhadd

Dhadh

Dhak

Dhimay

Dhol

Dholak

Dholki

Dholki

Dhul

Dhymaya

Didgeridoo

Didjeribone

Didjeridu

Dihu

Dilruba

Dimba

Dimbila

Dimdi

Dinh pa

Dipela

Diple

Diplica

Diplice

Divan

Dizi

Djabara

Djembe

Djoza

Djôzé

Djun-djun

Do nali

Dobat

Dobro

Doedelzak

Dohol

Doira

Dojra

Doki

Dolçaina

Doli

Dolio

Dollu

Dolzaina

Dombak

Dombak

Dombra

Dombyra

Domra

Domu

Donal

Donbak

Donbak

Dondon

Dondondo

Donno

Dopa

Doshpuluur

Do-table

Dotar

Dotar

Dotara

Dotora

Dotora

Double bass

Double bassoon

Doulophone

Doumbeck

Doumbek

Doyra

Dramyen

Drangyen

Dranyen

Drbakka

Drbekki

Drehleier

Drejelire

Drilbu

Drimba

Druthi

Duda

Dudachka

Dudas

Dudelsack

Dudka

Dudki

Duduk

Duduki

Dudumba

Dudy

Duf

Duff

Dufli

Duggi

Dugi

Dukkar

Dulcimer

Dulzaina

Dulzaina

Dumbec

Dumbeck

Dumbeg

Dumbek

Dumbelek

Dumbra

Dundoumba

Dundunba

Dung chen

Dungur

Dunumba

Dunun

Dutar

Duxianqin

Dvajchatyia hoosl

Dvojni

Dvojnice

Dvoyanka

Dvzajchatki

Dyomoro

Dzamara

Dzil

Echecachichtli

Eeng

Ekidongo

Ekkalam

Ekpiri

Ektar

Ektara

Ekwe

Elathalam

Electrofone

Elong

Enanga

Endara

Endere

Endingidi

Endongo

Engalabi

English horn

Engoma

Enkelharpa

Enkwanzi

Ennanga

Ennenga

Entenga

Épinette des Vosges

Erhu

Erikundi

Erke

Erkencho

Erque

Erquencho

Erxian

Erzlaute

Escaleta

Espineta

Esraj

Esterilla

Eta maung

Eufónio

Fa’atete

Faglong

Fagote

Fanfarra

Fanfrnoch

Feenga

Fegereng

Fiddle

Fídula

Fienga

Fife

Figle

Firikyiwa

Fisarmónica

Flabiol

Flabuta

Flauta

Flauta

Flauta de bisel

Flauta de carrizo

Flauta de Pan

Flauta nasal

Flauta pastoril

Flauta rociera

Flauta transversal

Flauta traversa

Flauto dolce

Flejguta

Flexatone

Fliscorn

Fliscorne

Flogera

Floyara

Floyarka

Floyera

Fluera

Flumpet

Flute

Flute

Flûte à bec

Flutina

Folgerphone

Forminx

Fortepiano

Frajionarica

Frilka

Friscalettu

Frula

Fue

Fuglung

Fujara

Furruco

Fyell

Gadje

Gadulka

Gagar

Gaida

Gaita

Gaita

Gaita aragonesa

Gaita charra

Gaita de beiços

Gaita de boca

Gaita de boto

Gaita de foles

Gaita de fuelle

Gajde

Gajdy

Gaku-daiku

Galoubet

Gamba

Gamelão

Gandang

Gandingan

Gangaa

Gangan

Ganjira

Gankogui

Ganoun

Gansadan

Ganurags

Ganza

Gaohu

Garagab

Garamut

Gardon

Garmon

Gaval

Gayageum

Gayda

Geedal

Gehu

Geige

Gemshorn

Gendang

Gender

Genebres

Gethuvadyam

Gewgaw

Ghaita

Gharba

Ghatam

Ghaval

Ghaycahk

Gheichak

Ghichak

Ghijak

Ghijek

Ghironda

Ghumat

Ghumot

Ghungroo

Giga

Gijak

Gijek

Ginebra

Gini

Giraw

Gittern

Glass harmonica

Glockenspiel

Gogona

Goje

Gojinjo-daiko

Gome

Gong bass drum

Gong drum

Gong rak

Gongo

Gon-guan~

Gonjey

Gopichand

Gopijantro

Gopuz

Gottan

Gottuvadhyam

Gralla

Gran casa

Grilinho

Guacharaca

Guan

Guanzi

Guaracha

Guarura

Guayo

Guba

Gubguba

Gubgubbi

Guda