Artigos académicos ou de divulgação sobre música

Santa Cecília ao órgão, com anjo, de Jacques Blanchard

Santa Cecília, padroeira dos músicos

Santa Cecília é uma santa cristã do século II, da qual se tem poucas informações biográficas. É conhecida como padroeira dos músicos e da música sacra, por constar que ao morrer, cantou a Deus. Terá sido martirizada entre 176 e 180, sob o império de Marco Aurélio. “Escavações arqueológicas não deixam dúvidas sobre sua existência, mas sua história só foi registrada no século V, na narrativa Paixão de Santa Cecília”.

Santa Cecília é a santa da Igreja Católica que mais tem basílicas em Roma (nenhuma outra santa conseguiu tal feito) e é uma das santas mais veneradas da Idade Média, além de ser a primeira santa encontrada com corpo incorrupto, no ano de 1599, mesmo depois de tantos séculos.

São numerosas as suas representações na pintura, a tocar órgão de tubos, violino, bandolim, piano, cravo, acompanhada de um ou mais anjos, por vezes músicos. Aparece também representada na companhia de outros santos.

Santa Cecília ao órgão

Rafaello Sanzio

(1516-1517), Êxtase de Santa Cecília, pormenor, Rafaello Sanzio (Itália, 1483-1520). Ao centro, Santa Cecília; à esquerda, São Paulo, à direita, Maria Madalena; atrás, Santa Augustina e São João Evangelista.

(1516-1517), Êxtase de Santa Cecília, Rafaello Sanzio (1483-1520). Ao centro, Santa Cecilia; à esquerda, São Paulo, à direita, Maria Madalena; Santa Augustina e São João Evangelista, atrás.

Êxtase de Santa Cecília de Raffaello Sanzio

Orazio Gentileschi

(séc.XVI/XVII), Orazio Gentileschi (Itália, Piza, 1553-1639)

Santa Cecília de Orazio Gentileschi

Santa Cecília de Orazio Gentileschi

Orazio Gentileschi e Giovanni Lanfranco

(c. 1617/1618 e c. 1621/1627), Orazio Gentileschi e Giovanni Lanfranco

Artemisia Gentileschi

(1620?), Artemisia Gentileschi (Itália, 1593-1652/1653)

Simon Vouet

(c. 1626) Simon Vouet (França, 1590-1649), óleo sobre tela, Blanton Museum of Art

Santa Cecília, de Simon Vouet, Blanton Museum of Art

Santa Cecília de Simon Vouet

Carlo Bononi

(c. 1630), atribuído a Carlo Bononi (Itália, 1569?-1632), óleo sobre tela

Santa Cecília de Carlo Bononi

Santa Cecília de Carlo Bononi

Peter Paul Rubens

(1639/1640), Peter Paul Rubens (Flandres, na atual Bélgica, 1577-1640), óleo sobre tela

Santa Cecília de Peter Paul Rubens

Santa Cecília de Peter Paul Rubens

Il Sasoferrato

(séc. XVII, 1ª metade) Il Sasoferrato [ Giovanni Battista Salvi da Sassoferrato] (Itália, Nápoles, 1635-1650), Museo Poldi Pezzoli

Il Sasoferrato (1635-1650), Museo Poldi Pezzoli

Santa Cecília, Il Sasoferrato

Cornelis de Baellieur, o Velho

(1647) Cornelis de Baellieur, o Velho (Flandres, 1607–1671, colab. Frans Francken III), óleo sobre tela

Santa Cecília, de Cornelis de Baellieur o Velho

Santa Cecília de
Cornelis deBaellieur o Velho

Guercino

(1649) Guercino [ Giovanni Francesco Barbieri, Il Guercino ] (Itália, 1591-1666), óleo sobre tela

Santa Cecília

Santa Cecília de Il Guercino

Justus Sustermans

(século XVII), atribuído a Justus Sustermans (1597-1681), óleo sobre tela, National Trust, Stourhead (Inglaterra)

Santa Cecília atribuída a Justus Sustermans

Santa Cecília atribuída a Justus Sustermans

Carlo Dolci

(1671), Carlo Dolci (Itália, 1616-1686)

Nicola Monare

(séc. XVII), Nicola Monare (Itália, XVII)

Santa Cecília de Nicola Monare

Santa Cecília de Nicola Monare

Jacques Blanchard

(séc. XVII, primeira metade), Jacques Blanchard (França, 1600-1638)

Santa Cecília ao órgão, com anjo, de Jacques Blanchard

Santa Cecília de Jacques Blanchard

Pietro da Cortona

(séc. XVII), Pietro da Cortona [ Pietro Berrettini ] (Itália, 1596-1669)

Santa Cecília, Pietro da Cortona

Santa Cecília de Pietro da Cortona

Charles-François Poerson

(séc. XVII-XVIII) Charles-François Poerson (França, 1653-1725)

Onorio Marinari

(séc. XVII-XVIII) Onorio Marinari (Itália, Florença, 1627-1715)

Santa Cecília, Onorio Marinari (Itália, Florença, 1627-1715)

Santa Cecília de Onorio Marinari

Johann Ziegler

(séc. XVIII/XIX), Johann Ziegler (Alemanha/Áustria, 1749-1812)

Santa Cecília de Johann Ziegler (Alemanha/Áustria, 1749-1812)

Santa Cecília de Santa Cecília de Johann Ziegler

Anton Joseph Dräger

(1823), Anton Joseph Dräger (Alemanha, 1794-1833)

(1823), Anton Joseph Dräger (Alemanha, 1794-1833)

Santa Cecília de Anton Joseph Dräger

Simon Glucklich

(1886), Simon Glucklich (Alemanha, 1863-1943)

Santa Cecília ao órgão acompanhada por anjos

Santa Cecília de Simon Glucklich

John Melhuish Strudwick

(1896), John Melhuish Strudwick (Reino Unido, 1849-1935)

Sidney Meteyard

(séc. XIX-XX), Sidney Meteyard (Reino Unido, 1868-1947)

Edward Reginald Frampton

(séc. XIX) Edward Reginald Frampton (Reino Unido, 1872-1903)

Edward Reginald Frampton (Reino Unido, 1872-1903)

Santa Cecília de Edward Reginald Frampton

Ludomir Slendzinski

(1973) Prelude – Saint Cecily (1973), Ludomir Slendzinski (Polónia, 1889-1980)

Johann Scheffer von Leonhardshof

(1820) Johann Scheffer von Leonhardshof (Áustria, 1795-1822), Museu Diocesano de Olomouc

Santa Cecília de Johann Scheffer von Leonhardshof (Áustria, 1795-1822)

Santa Cecília de Johann Scheffer von Leonhardshof

Santa Cecília com anjos

Orazio Gentileschi

(1625), Orazio Gentileschi (Itália, 1563-1639)

Antiveduto Gramatica

(1620-25), Antiveduto Gramatica (Itália, 1571-1626)

Carlo Saraceni

(c. 1610), Carlo Saraceni (Itália, 1579-1620)

Santa Cecília tocando harpa

Abate Ciccio

(séc. XVII/XVIII), Abate Ciccio [ Solimena Francesco] (Itália, 1657-1747)

Santa Cecília, Abate Ciccio (Itália, 1657-1747)

Santa Cecília de Abate Ciccio

Anton Kern

Santa Cecília de Anton Kern

Santa Cecília de Anton Kern

Santa Cecília ao cravo

Nicolas Poussin

(c. 1635), óleo sobre tela, Nicolas Poussin (França, 1594-1665)

Santa Cecília, Nicolas Poussin, 1627

Santa Cecília de Nicolas Poussin

Anónimo do séc. XVII

(séc. XVII), Anónimo (séc. XVII), Museu Nacional Frei Manuel do Cenáculo – Évora

Santa Cecília de anónimo do séc. XVII

Santa Cecília com violino

Guido Reni

(1606), Guido Reni (Itália, 1575-1642)

Bernardo Cavallino

(c. 1645), óleo sobre tela, Bernardo Cavallino (1616-1646), Museum of Fine Arts, Boston (EUA)

Santa Cecília, Bernardo Cavallino (1616-1646), Museum of Fine Arts, Boston (EUA)

Santa Cecília de Bernardo Cavallino

Simone Cantarini

(séc. XVII), óleo sobre tela, Simone Cantarini (Itália, 1612-1648)

Santa Cecília, Simone Cantarini (Itália, 1612-1648)

Santa Cecília de Simone Cantarini

Anónimo

(séc. XVII), Santa Cecília em êxtase (Itália, seguidor do estilo de Guido Reni)

Santa Cecília, por anónimo bolonhês do século XVII

Santa Cecília de anónimo bolonhês do séc. XVII

Santa Cecília ao piano

Max Ernst

(1923) The Shrine of Saint Cecilia – The invisible piano, Max Ernst (Alemanha/EUA, 1891-1976)

Santa Cecília com alaúde

Artemisia Gentileschi

(1620), Artemisia Gentileschi (Itália, 1593-1652/1653)

Santa Cecília, Artemisia Gentileschi (Itália, 1593-1652/1653)

Santa Cecília de Artemisia Gentileschi

Francisco da Silva Romão

(séc. XIX), Francisco da Silva Romão (Brasil, 1834-1895)

Santa Cecília de Francisco Romão da Silva, Brasil

Santa Cecília de Francisco Romão da Silva

Santa Cecília tocando espineta

Michiel Coxie

(1569), Michiel Coxie (Flandres, 1499-1592), óleo sobre tela

Santa Cecilia de Michiel Coxie

Santa Cecília de Michiel Coxie

Santa Cecília com contrabaixo

Domenico Zampieri

(séc. XVII) Domenico Zampieri [ Domenichino ] (Itália, 1581-1641)

Santa Cecília, de Domenichino

Santa Cecília de Domenichino

Santa Cecília com partitura

Giambattista Tiepolo

(séc. XIX) Giambattista Tiepolo (Itália, 1696-1770)

Santa Cecília, Giambattista Tiepolo (1696 - 1770)

Santa Cecília de Giambattista Tiepolo

(1895), John William Waterhouse (Inglaterra, 1849-1917)

A infância de Santa Cecília

Marie Spartali Stillman

(1883), Marie Spartali Stillman (Inglaterra, 1844-1927)

Mulher nobre como Santa Cecília

discípulo de Ambrosius Benson

An Unknown Noblewoman, as Saint Cecilia – discípulo de Ambrosius Benson

Santa Cecília com Valeriano e Tibúrcio

Orazio Gentilesch

(c. 1620), Orazio Gentilesch (Itália, 1563-1639)

[ António José Ferreira, Sandim, 22 de novembro de 2020 ]

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As Paisagens Sonoras: abordagens teóricas e disciplinares. Ouvir e escrever paisagens sonoras / coord. Elisa Lessa, Pedro Moreira, Rodrigo Teodoro de Paula. Abordagens teóricas e (multi) disciplinares. Braga: CEHUM, Câmara Municipal de Braga 2020.

Bibliografia Geral da Música em Portugal

[ Bibliografia impressa, em desenvolvimento ]

10 Trechos selectos de Filipe de Magalhães transcritos e revistos por Mário de Sampayo Ribeiro. Cadernos de Repertório Coral Polyphonia. Série Azul nº 6). Lisboa 1961.

100 Jogos Musicais, de Ger Storms. Porto: Edições Asa 1998, 3ª ed.

13 Obras selectas de diversos autores, transcritas e revistas ou originais de Mário de Sampayo Ribeiro. Cadernos de Repertório Coral Polyphonia. Série Azul nº 4). Lisboa 1957.

20 anos do Curso de Composição de Braga. Braga: Conservatório de Música Calouste Gulbenkian de Braga 2020.

44 Jogos Auditivos. Jogos de educação musical, de Maria Pilar Montero (=Workshop). Edições Salesianas s.d. | Contém CD |.

6 Trechos selectos de D. Pedro de Cristo transcritos em notação moderna e revistos por Mário de Sampayo Ribeiro. Cadernos de Repertório Coral Polyphonia. Série Azul nº 3). Lisboa 1956.

9 Motetos da Quaresma de Diogo Dias Melgaz transcritos e revistos por Mário de Sampayo Ribeiro. Cadernos de Repertório Coral Polyphonia. Série Azul nº 5). Lisboa 1959.

A 4 mãos. Schumann, Eichendorff e outras notas, de Fernando Gil / Mário Vieira de Carvalho. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda 2005.

A acompanhadora, de Nina Berbérova (=Biblioteca Âmbar de Bolso). Âmbar 2003.

A Arte Eléctrica de Ser Português – 25 anos de rock’n Portugal. António A. Duarte, Livraria Bertrand, 1984.

A balada de Johnny Sosa (=Pequenos Prazeres). Edições Asa 2000, 2ª ed.

A banda sem futuro, literatura juvenil de Marilar Aleixandre (=Quarto Crescente). Âmbar 2000.

A caça aos coelhos e outros escritos polémicos, de Fernando Lopes-Graça (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol XV). Lisboa: Edições Cosmos 1976.

A canção mágica, de John Bella, ilustrações de Casimiro Alfredo. Edições Chá de Caxinde, 2001, 1ª ed.

A Canção Popular Portuguesa, Fernando Lopes-Graça. Edição Europa-América, Lisboa 1953

A canção popular portuguesa, Fernando Lopes-Graça (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 10). Lisboa: Caminho 1991, 4ª ed. remodelada. ISBN 972-21-0526-4.

A Canção Popular Portuguesa em Fernando Lopes-Graça, org. de Alexandre Branco Weffort. Caminho 2006, reed.

A cantiga de escarnho e maldizer, Giulia Lanciani; Giuseppe Tavani, trad. Manuel G. Simões. Lisboa: Edições Colibri.

A Criança e a Música – O Livro do Professor, Maria de Lourdes Martins. Lisboa: Livros Horizonte 1987.

A Dança no ensino obrigatório, Frederica Calvino Prina / Maurizio Padovan. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian / Serviço de Educação 2000.

A educação intercultural através da música. Contributos para a redução do preconceito, Maria do Rosário Sousa e Fálix Neto (=Ensaios). Gailivro 2003, 1ª ed.

A Etnografia e Folclore no Baixo Alentejo, Manuel Joaquim Delgado, Edição da Assembleia Distrital de Beja – Beja – 1985.

A favorita (Donizetti) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 10). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

A força do destino (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 28). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

A gaita-de-foles (Mini-educativos Noddy, 10). Verbo 2006, ISBN 972-22-2511-1.

A Gaita-de-foles Mágica (=Abram alas para o Noddy). Verbo 2005, ISBN 972-22-2458-1.

A gaitinha mágica, texto de José Viale Moutinho, ilustrações de Pedro Nora (=Conto Tradicional Português). Campo das Letras 2003, 1ª ed.

A infância de Cristo de Hector Berlioz, execução pelo Orfeão Lusitano, dir. Afonso Valentim. Porto, Teatro S. João, 22 de Junho de 1939.

A Inscrição de Lamas de Moledo (Castro Daire). Documento Musical Único na Europa (Elementos para a sua interpretação). Porto: Imprensa Portuguesa 1954.

A Invenção dos Sons – Uma panorâmica da Composição em Portugal hoje, de Sérgio Azevedo. Caminho da Música 1998.

A Linguagem Harmónica do Tonalismo, Christopher Bochmann. Lisboa: Juventude Musical Portuguesa 2003, 1ª ed.

A Linguagem Popular do Baixo Alentejo e o Dialecto Barranquenho, Manuel Joaquim Delgado, Beja, 2ª edição 1983

A Menina do Mar, partitura de Fernando Lopes-Graça. Casa da Música / Câmara Municipal de Cascais 2006.

A Mousiké: das Origens ao Drama de Eurípides, Aires Manuel Rodeia dos Reis Pereira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian / Serviço de Educação e Bolsas 2001.

A Música no Brasil Colonial, coord. Rui Vieira Nery. Colóquio Internacional / Lisboa 2000. Fundação Calouste Gulbenkian / Serviço de Música 2001, 1ª ed.

A música no Convento de Cristo em Tomar: Desde finais do século XV até finais do século XVIII, Cristina Cota. Lisboa: Colibri-CESEM, 2017.

A música para piano de Francisco de Lacerda, J.M. Bettencourt da Câmara. (=Biblioteca Breve 111). Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa 1987, 1ª ed.

A Música Portuguesa e os Seus Problemas – Obras Literárias de Fernando Lopes Graça – Edições Cosmos – Lisboa – 1963

A Música Portuguesa e os seus Problemas I, Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 6). Lisboa: Caminho 1989, 2ª ed. ISBN 972-21-0382-2.

A Música Portuguesa e os seus Problemas II, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 7). Lisboa: Caminho 1989, 2ª ed. ISBN 972-21-0402-0.

A Música Portuguesa e os seus problemas III, de Fernando Lopes-Graça (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. VIII). Lisboa: Edições Cosmos 1973.

A Música Portuguesa e os seus problemas. 2º Vol., de Fernando Lopes Graça. Ensaios. Textos Vértice. Edição do Autor 1959.

A Música sem Mestre. 1ª Parte, Francisco Pereira Ramos. Porto: Typographia Costa Carregal 1924.

A Música. Vamos ouvir Rock and Roll (=Surpresas Sonoras). Ilustrações de Derek Mathews. Âmbar 2005.

A obra religiosa de Marcos António Portugal (1762-1830), António Jorge Marques. Lisboa: Biblioteca Nacional-CESEM, 2012.

A Origem da Tragédia, Friedrich Nietsche (=Filosofia e ensaios). Lisboa: Guimarães Editores.

A pianista, de Elfriede Jelinek. Porto: Asa 1994, 1 ed., 2004, 3 ed., ISBN 972-41-1433-3.

A Quarta Nota, romance, Luc Leruth (=Ficção/Verdade). Temas e Debates 2003.

A Ressurreição de Mozart, Nina Berbérova. Âmbar 2004.

A Sinfonia em Portugal, Alexandre Delgado. Caminho da Música 2002.

A sinfonia pastoral, romance, André Gide. Âmbar 2006.

A Sociedade Orpheon Portuense (1881-2008): tradição e inovação. Porto: Universidade Católica Editora, 2014.

A Tradição de Serpa, Revista de Etnografia Ilustrada – Volumes I e IV – Beja – 1980.

A tradição musical como problema na obra de Fernando Lopes-Graça. Um estudo no contexto português, Cascudo, Teresa. Sevilla: Editorial Doble J., 2012.

A Transformação do Pensamento Poético Tradicional no Baixo Alentejo: Elementos para uma Etnossociologia Literária. João R. Nazaré – Arquivo de Beja – Volumes II/III – Série III – Págs. 101 a 110 – Dezembro 1996

A vida de Beethoven, Luiz de Freitas Branco (=Biblioteca Cosmos 50). Lisboa: Cosmos s.d.

Academia Musical de Santa Maria de Sandim. Alguns apontamentos para a sua história, de Joaquim Moreira da Silva. Separata do Boletim Cultural Amigos de Gaia 1985.

Adriana Lecouvreur (Ciléa) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 39). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Afectivamente GNR, Luís Maio, Assírio & Alvim, 1989.

Aida (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 9). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

Amar não acaba, Frederico Lourenço. Livros Cotovia 2004.

Andamentos. História, Música e Muita Emoção. Um retrato da sociedade contemporânea, que assegura no tempo as tradições locais da região Oeste. Obra como parte integrante do projecto audiovisual em DVD. Livro e Guião para um documentário sobre História, Música e Muita Emoção, de Mário Rui Nunes. Bombarral 2008.

André Chénier (Giordano) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 15-16). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

Antologia Poetico-Musical. Textos traduzidos o mais literalmente possível de obras para canto e piano, de Fernando Jorge Azevedo. Porto, Edições Politema / Instituto Politécnico do Porto 2002, 1ª ed.

Antonin Dvorák (=Colecção Royal Philharmonic, 6). Público 2004.

Ao som da harmónica. Conçonetas populares russas, ilustrações G. Skotina. Editorial Maliche; Editorial Caminho 1988.

Arabesco. Da Música Árabe e da Música Portuguesa, de Adalberto Alves. Lisboa: Assírio e Alvim 1989.

Armando José Fernandes (1906-1983), Fernando Lopes-Graça (1906-1994). Lisboa: Biblioteca Nacional, ISBN 972-565-409-9.

Arquivo das Músicas da Sé de Évora. Catálogo, org. José Augusto Alegria. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian 1973.

Arte Musical. Revista de Doutrina, noticiário e crítica. Ano XVI, nº 1 (359). Lisboa 1947.

As agruras de Beiraldo Alma. Uma história com muitas gralhas e um final tremendo, de Jorge Amaral de Oliveira. Editorial Teorema, Lisboa 2008, 1ª ed.

As alegres canções do Norte, Alberto Pimentel (=Memória Portuguesa, 1). Lisboa: Publicações Dom Quixote 1989, edição fac-similada.

As bandas de música na história da música em Portugal, Pedro Marquês de Sousa; pref. André Granjo; abertura Jorge Costa Pinto. Porto: Fronteira do Caos, 2017, 1 ed, 439 p. ISBN 978-989-8647-89-4.

As Bodas de Fígaro (Mozart) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 65). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1953.

As Canções Tradicionais Portuguesas no Ensino da Música, Contribuição da Metodologia de Zóltan Kodály, Rosa Maria Torres (=Cadernos O Professor. Caminho 1998.

As estranhas cartas de um músico, de Isabel Novais e Maria Monteiro, Edições Kual 2003, 1ª ed.

As Modas Que o Povo Canta. Luís Franganito, 2002.

As Mulheres de Mozart, romance histórico, Stephanie Cowell, Editorial Presença 2006.

As músicas luso‑brasileiras no final do Antigo Regime. Repertórios, Práticas e Representações, Maria Elizabeth Lucas & Rui Vieira Nery (eds.). Lisboa: Imprensa Nacional‑Casa da Moeda-Fundação Calouste Gulbenkian, 2012.

As Paisagens Sonoras: abordagens teóricas e disciplinares. Ouvir e escrever paisagens sonoras, coord. Elisa Lessa, Pedro Moreira, Rodrigo Teodoro de Paula. Abordagens teóricas e (multi) disciplinares. Braga: CEHUM, Câmara Municipal de Braga 2020.

Através dos Campos, José da Silva Picão, 2ª edição, 1947.

Bagatelas op. 6, de Vitaly Margulis, com tradução, prefácio e notas de Sofia Lourenço. Edições Quasi 2001, 1ª ed.

Bailados do Círculo de Iniciação Coreográfica. Breve notícia acerca da organização, da actividade e da obra da Escola de Bailado da Prof. Margarida de Abreu. Lisboa 1948.

Banda de Música de Loureiro: uma banda centenária, Manuel Pires Bastos. Loureiro, Oliveira de Azeméis: Banda de Música de Loureiro 2019, 363 p.

Bandas sonoras: 100 retratos na música portuguesa, Rita Carmo. Lisboa: Chiado Editora 2013. 206 p. ISBN 978-989-51-0839-8.

Beethoven – Vida e obra, Jeremy Siepmann Lisboa: Bizâncio 2006, 1ª ed. Inclui 2 CD grátis + acesso a um site com horas e horas de música. ISBN-10: 972-53-0315-6, ISBN-13: 978-972-53-0315-3.

Beethoven / Richard Wagner (=Cadernos Culturais Inquérito 89). Lisboa: Inquérito s.d., 2ª ed.

Bemol Saltitante. Um ratinho ao piano, Antonio Amago, ilustrações de Nuria Rodriguez. Lisboa: Quidnovi 2006, 1ª ed. Inclui CD-Rom com música e conteúdos interactivos.

Biblioteca do Palácio Nacional de Mafra. Catálogo dos Fundos Musicais, org. João M. B. de Azevedo, Fundação Calouste Gulbenkian 1985.

Biblioteca do Palácio Real de Vila Viçosa. Catálogo dos Fundos Musicais, org. José Augusto Alegria, Fundação Calouste Gulbenkian 1989.

Biblioteca Pública de Évora. Catálogo dos Fundos Musicais, org. José Augusto Alegria, Fundação Calouste Gulbenkian 1977.

Boa voz de tiple, sciencia de música e prendas de acompanhamento”. O Real Seminário da Patriarcal (1713-1834), Cristina Fernandes. Lisboa: Biblioteca Nacional de Portugal/-NET-MD, 2013.

Bomtempo (1775-1842): Un compositeur au sein de la mouvance romantique, Ladam Eftekari. Paris: L’Hamarttan, 2012.

Boris Godunov (Mussorgsky) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 43). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1951.

Cancioneiro Alentejano, Padre António Marvão, Beringel, Tipografia da Editorial Franciscana 1955-

Cancioneiro Alentejano, Vitor Santos. Edição Especial do Grémio Alentejano 1938.

Cancioneiro de Serpa, Maria Rita Ortigão Pinto Cortez. Serpa: Edição da Câmara Municipal de Serpa 1994.

Cancioneiro Popular Português, J. L. Vasconcelos – M. A. Zaluar Nunes (coord.) – Universidade de Coimbra – Coimbra 1975.

Cancioneiro Popular Português, Michel Giacometti. Lisboa: Círculo de Leitores 1981.

Cantar juntos 1. Para crianças dos = aos 3 anos, seus pais e educadores, usufruirem do prazer de cantar e brincar juntos. Livro e CD com Canções e Rimas. Associação Aprender em Parceria 2007. ISBN 978-972-8714-50-5.

Cantar, brincar e aprender, sel. de Clara Abreu. Porto Editora

Cantares do Povo Português – Estudo crítico, recolha e comentários de Rodney Gallop. Lisboa: Edição do Instituto para a Alta Cultura 1937.

Cantate Dominum: música e espiritualidade no azulejo barroco, Luiz Rocha. Lisboa: Colibri-CESEM, 2015.

Cante e Aspectos Dialectais do Português, Maria José Albarran Carvalho – Arquivo de Beja – Volume XII – Série III – Págs. 135 a 148 – Dezembro 1999.

Cante, Tradição e Ensino, M. J. Carvalho e J. S. Matos – Revista Arquivo de Beja – s III – Volume X – Abril 1999.

Cante, Tradição Perspectiva Multidisciplinar, Maria José Albarran e João Sant’Ana de Matos – Arquivo de Beja – Volume X – Série III – Págs. 47 a 60 – Abril 1999.

Cânticos Religiosos Alentejanos Opúsculos I e II – Padre António Cartageno. Beja 1980.

Cantigas Populares Alentejanas, J. A Pombinho Júnior. Porto 1936.

Cantoral. Método de Teoria Musical, Solfejo Entoado e Canto Coral destinado aos Liceus, Escolas Técnicas, Escolas Normais, Colégios, Seminários e Orfeões, de P.e Rodrigo da Cunha e César de Morais. Porto: Livraria Simões Lopes 1954.

Cantos Populares de Portel, Pombinho Júnior Minerva Comercial Évora 1949.

Carlos (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 42). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1951.

Carmen (Bizet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 11). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

Carmen (Bizet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 11). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1951.

Caro Bruce Springsteen, de Kevin Major. Lisboa: Terramar 1995.

Cavalleria Rusticana (Mascagni) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 14). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

Cavalleria Rusticana (Mascagni) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 14). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1952, ed. revista e parcialmente refundida.

Cecília (Licino Refice) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 24). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

Centenário do nascimento de Júlia Amélia Gomes d’Almendra (1904-2004). Lisboa: Centro Ward de Lisboa 2004.

César-Auguste Franck (=Colecção Royal Philharmonic, 14). Público 2005.

Chopin – Vida e obra, de Jeremy Nicholas Lisboa: Bizâncio 2007, 1ª ed. Inclui 2 CD grátis + acesso a um site com horas e horas de música. ISBN-10: 972-53-0328-8; ISBN-13: 978-972-53-0328-3.

Cinco Conferências: especulações críticas sobre a História da Música do século XX / António Pinho Vargas. Lisboa, Culturgest 2008.

Claude Achille Debussy (=Colecção Royal Philharmonic, 11). Público 2005.

Cláudio Carneiro (1895-1995) – Espólio Musical. Porto: Biblioteca Municipal do Porto 1995. ISBN 972-634-075-6.

Club Portuense. Catálogo do espólio musical, Ana Maria Liberal. Porto, 2007.

Coliseu do Porto. Grande Companhia de Ópera Lírica Italiana. Temporada Oficial 1943.

Com Quatro Pedras na Mão – O Porto cantado por crianças e jovens, Filipa Leal, João Pedro Mésseder, Joaquim Castro Caldas, Jorge Sousa Braga, José Mário Branco, Luís Nogueira, Luísa Ducla Soares, Matilde Rosa Araújo, Rui Pereira, Suzana Ralha (música), Bando dos Gambozinos (interpretação) e Emílio Remelhe (ilustração). Design: Luís Mendonça. Porto: Deriva Editores Porto 2008. ISBN: 978-972-9250-48-4.

Composing for the State: Music in 20th-Century Dictatorships, Manuel Deniz Silva, Esteban Buch & Igor Contreras (eds.). Farnham (GB): Ashgate e Fondation Cini, 2016.

Concerto no fim da viagem, romance de Erik Fosnes Hansen. Editorial Presença 1996, 1ª ed.

Concerto para violoncelo, romance de Miguel Viqueira. Bertrand Editora 1992.

Concerto-Homenagem Luís Costa. Como preito de gratidão ao insigne mestre, o produto deste concerto reverte à instituição de um “Prémio Luís Costa”. Porto. Cinema Trindade 9 de Junho de 1960, 18h15.

Concertos da Páscoa. Páscoa no Porto. 6 a 18 de Abril de 1993.

Condessa d’Elba. A cantora de ópera quasi Rainha de Portugal e de Espanha (1836-1929), de Teresa Rebelo. Lisboa: Alêtheia Editores 2006, ISBN 989-622-031-X.

Constança Capdeville. Entre o Teatro e a Música, de Maria João Serrão. Lisboa (=Estudos Musicológicos): Edições Colibri; Universidade Nova de Lisboa 2006. ISBN 972-772-670-4.

Conta-me Histórias (Xutos & Pontapés), Ana Cristina Ferrão, Assírio & Alvim, 1991

Corais Alentejanos, José Pereira. Lisboa: Edições Margem 1997.

Cordofones Portugueses, de José Lúcio. Porto: Areal Editores 2000, 1 ed., ISBN 972-627-544-X.

Coretos em Lisboa 1790-1990, de Eunice Relvas e Pedro Bebiano Braga. Lisboa: Editorial Fragmentos 1991.

Crónicas Musicais de uma Europa Barroca, de Denis Morrier. Especial sobre O Barroco Musical Português por Cristina Fernandes. Lisboa: Centro Cultural de Belém; Público 2006, 1ª ed.

Curso Geral de Acordeão (1º Volume), de Vitorino Matono.Lisboa: Edições musicais IVAHM, s.d.

Curso Preparatório de Acordeão (1º Volume), de Vitorino Matono.Lisboa: Edições musicais IVAHM, 1982

Da Beleza, Encanto e Significado Cultural do Canto Popular do Baixo Alentejo – Henriques Pinheiro – Arquivo de Beja – Volumes II/III – Série III – Págs. 153 a 157 – Dezembro 1996

Dança, de Afonso Manuel Alves. Lisboa: Publicações Dom Quixote 1988.

De A a Z com Mozart e a música, de Rafael Cruz-Contarini, ilustrado por Rafael Salmerón (=Montanha Encantada). Everest Editora 2006.

De créditos firmados: as bandas de música em Braga nos séculos XIX e XX, Elisa Lessa. Braga: Câmara Municipal de Braga 2019, 204 p. ISBN 978-989-54228-4-5.

Delfins: Biografia Autorizada, José Manuel Simões, Pub. Europa América, 1998

Deuses do Lar. I – O Maestro Miguel Angelo, de Joaquim Leitão. Porto: Edição do Auctor 1916.

Devoção e teatralidade: as Vésperas de João de Sousa Vasconcelos e a prática litúrgico-musical no Portugal Pombalino, Cristina Fernandes. Lisboa: Colibri/FCSH-UNL, 2005.

Diálogos com Johann Sebastian Bach. Ensaio, de Delmar Domingos de Carvalho. Editorial Minerva 2011, 1 ed. ISBN 978-972-591-788-6.

Diários 1883-1893 – José Vianna da Motta, Christine Wassermann Beirão (coord.), Elvira Archer (trad.). Lisboa: Biblioteca Nacional-CESEM, 2015.

Dicionário de Italianismos Musicais, de José Bento da Silva. Braga: Edições APPACDM Distrital de Braga 1998.

Dicionário do Cantor Lírico (Italiano – Português) Destinado aos Professores e Alunos de Canto, aos Estudiosos e Apaixonados pela Ópera Italiana, Portugueses e Italianos, de Leonor de Lucena. Ed. do Autor 2009, 1 ed. ISBN 978-989-20-1784-6.

Dicionário por imagens da Música. Fleurus Livros e Livros 1999.

Disto e daquilo, de Fernando Lopes-Graça (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. XIII). Lisboa: Edições Cosmos 1973.

Dó Ré Mi – Toadas da nossa terra. Versos de Adolfo Portela; Música de Tomás Borba; Desenhos de Raquel Roque Gameiro. Lisboa: Edições Valentim de Carvalho 1944.

Do seu amigo Mozart. O Mundo Fantástico de Wolfgang Amadeus Mozart, de Donavan Pixley. Porto: Casa da Música 2005.

Elementos de Sciências musicais, de Luiz de Freitas Branco. 1º Volume. Acústica. Lisboa: Edição do Autor 1931.

Em louvor de Mozart, de Fernando Lopes-Graça. Lisboa: Edições Cosmos 1956.

Enciclopédia da Música em Portugal no século XX. A-C, dir. Salwa Castelo-Branco. Lisboa: Temas e Debates / Círculo de Leitores 2010, 1ª ed. ISBN 978-989-644-091-6.

Enciclopédia da Música Ligeira Portuguesa, Luís Pinheiro de Almeida e João Pinheiro de Almeida (dir.), Círculo de Leitores, 1998.

Enciclopédia dos instrumentos musicais. Um guia abrangente de instrumentos musicais do mundo, de Bert Oling & Heinz Wallisch. Lisboa: Livros e Livros 2004, 1ª ed.

Encontros de Música da Casa de Mateus. Casa de Mateus 2002.

Entertaining Lisbon: Music, Theater, and Modern Life in the Late 19th Century, João Silva. New York: Oxford University Press, 2016.

Escrítica Pop, Miguel Esteves Cardoso, Querco, 1982 (reedição 2003-Assírio & Alvim)

Escritos Musicológicos, Fernando Lopes-Graça (=Obras Literárias Vol XVI). Lisboa: Edições Cosmos 1977.

Escutar a literatura: Universos sonoros da escrita, Mário Vieira de Carvalho. Lisboa: Colibri-CESEM, 2014.

Está tudo ligado. O poder da Música, de Daniel Baremboim (=Musicalmente). Lisboa: Bizâncio 2009, 1ª ed. ISBN 978-972-53-0434-1.

“Estes Sons, esta Linguagem” – Essays on Music, Meaning and Society in Honour of Mário Vieira de Carvalho, Gilbert Stõck, Paulo Ferreira de Castro, Katrin Gilbert Stõck (coord.). Lisboa: CESEM- Gudrun Schröder-Verlag, 2015.

Estilhaços, Adolfo Luxúria Canibal, Quasi Edições, 2003.

Estudos de Musicologia, de João Pedro Alvarenga. Lisboa: Edições Colibri; Centro de História da Arte da Universidade de Évora 2002.

Estudos sobre o Cante Alentejano, Padre António Marvão – INATEL 1997.

Etnografia Portuguesa, Prof. Doutor José Leite de Vasconcelos. Lisboa Imprensa Nacional – Casa da Moeda 1982

Etnografia Portuguesa. Lv III – J. Vasconcelos – Volume III – Lisboa: Imprensa Nacional Casa da Moeda 1982.

Experimenta! O som, de Alexandra Parsons. Edição “Livros do Brasil” Lisboa 1992.

Exposição “Os Coretos em Portugal”: fotos e postais ilustrados / Delmar D. Carvalho. Évora: Câmara Municipal de Évora, [D.L. 2015], 10 p.

Expressão Musical: significados e significantes. Perspectiva vivencial no Jardim de Infância (=Thesaurus), de Sérgio Bruno Moreira do Amaral. Coimbra: Instituto Superior Miguel Torga 2004.

Fado – Alma de um povo (Origem Histórica) (=Temas Portugueses), de Maria Luísa Guerra. Lisboa: Imprensa Nacional – Casa da Moeda 2003.

Fado. Itinerários de uma cultura viva, de Mário Anacleto. Porto: Millbooks 2008, 1ª, 2ª ed.

Farinelli il castrato, de André Corbiau (=estórias). Lisboa: Editorial Teorema 1996.

Fausto (Gounod) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 33). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Fedora (Giordano) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 52). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1952.

Felix Mendelssohn (=Colecção Royal Philharmonic, 20, vol. I). Público 2005.

Fernando Lopes-Graça (1906-1994): uma fotobiografia, Manuel Deniz Silva e António de Sousa. Cascais: Fundação D. Luís I, 2018.

Festival de Música (=Disney). Edimpresa Junho 2005. Edição Especial.

Fixar o movimento. Representações da música rap em Portugal, de Teresa Fradique (=Portugal por perto, Biblioteca de Etnografia e Antropologia) . Publicações Dom Quixote Lisboa 2003, 1ª ed.

Florindo o pássaro bem-vindo (=Livros Musicais). Lisboa: Ulisseia Infantil 2004.

Francisco de Sá Noronha (1820-1881). Um Músico Português no Espaço Atlântico, Luísa Cymbron. Vila Nova de Famalicão, Edições Humus-CESEM, 2019.

Franz Schubert (=Colecção Royal Philharmonic, 9). Público 2004.

Frédéric Chopin (=Colecção Royal Philharmonic, 8, vol. 1). Público 2004.

Frédéric Chopin (=Colecção Royal Philharmonic, 9, vol 2). Público 2005.

Gertrud, de Herman Hesse. DIFEL 2001, 2ª ed.

Giacomo Rossini (=Colecção Royal Philharmonic, 18). Público 2005.

Gil Vicente, de Maria Antonieta de Lima Cruz (Os Grandes Músicos, 10). Lisboa: Edições Europa s.d.

Gira Gira aprende música (=Aventuras da girafa Gira Gira), de Mário Castrim. Ilustrações de Elsa Navarro. Campo das Letras 2004, 1ª ed.

Grupos corais e instrumentais de Portugal, de Lauro Portugal. Lisboa: Roma Editora 2007. ISBN 978-989-8063-19-9.

Guilhermina, de Mário Cláudio. Círculo de Leitores 1986.

Gustav Mahler (=Colecção Royal Philharmonic, 17, vol. 2). Público 2005.

Hamlet (Thomas) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 38). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Hansel e Gretel (=As Histórias da Joaninha). Porto: Campo das Letras 1998. ISBN 972-610-120-4.

Hernani (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 32). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

História Breve da Música Ocidental, de José Maria Pedrosa Cardoso (=Estado da Arte). Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra 2010, 1ª ed. ISBN 978-989-26-0052-9.

História da Capela e Colégio dos Santos Reis de Vila Viçosa, de José Augusto Alegria. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian 1983.

História da Música Ocidental, de Donald J. Grout e Claude V. Palisca. Gradiva 1997, 1ª ed., 2ª tiragem.

História da Música. Manual do aluno – 1º Ano, de Maria José Borges e José Maria Pedrosa Cardoso. Mem Martins: Sebenta 1999.

História da Música. Manual do aluno – 2º Ano, de Maria José Borges e José Maria Pedrosa Cardoso. Mem Martins: Sebenta 1999.

História do Jazz, de José Duarte. Aveiro: Universidade de Aveiro / Sextante Editora 2009, 1ª ed. ISBN 978-989-8093-88-2.

História Popular da Música, de Luiz de Freitas Branco (=Biblioteca Cosmos 34/35). Lisboa: Cosmos s.d.

Homenagem a Mestre Luiz Costa. Porto, Cinema Júlio Diniz, 8 de Maio 1950, 21h30.

Homenagem ao Maestro Raúl Lemos. Porto, Salão de Festas da F.N.A.T. 5-7-1947.

Il Trovatore. Lisboa: Teatro Nacional de São Carlos s.d.

Iniciação Musical, de José da Cunha, Bando dos Gambozinos, Suzana Ralha. Contraponto 1990.

Instrumentos musicais importados em Portugal. Arp Schnitger e órgãos recentes, de Manuel Valença. Braga: Editorial Franciscana 2001.

Instrumentos Musicais Populares Portugueses – Ernesto Veiga de Oliveira – Apêndices II e III – Edição Fundação Calouste Gulbenkian – 1964-2000

Interpretação e Educação Musical, de Francisco Monteiro. Porto: Fermata Editora 1997, 1ª ed.

Interpretação Musical. Teoria e Prática, coord. Francisco Monteiro e Ângelo Martingo. Lisboa: Edições Colibri; Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical; Universidade Nova de Lisboa 2007.

Introdução à música moderna, de Fernando Lopes Graça (=Biblioteca Cosmos, dir. Bento de Jesus Caraça, 22). Lisboa: Edições Cosmos s.d.

Introdução à obra de Cláudio Carneyro, de Filipe Pires (=Matosinhos – o lugar e a imagem). Câmara Municipal de Matosinhos; Edições Afrontamento 2005. ISBN 972-36-0787-5.

Jazz em Cascais. Uma história de 80 anos, de João Moreira dos Santos. Casa Sassetti 2009, 1ª ed. ISBN 978-989-95168-3-1.

Jazz em Portugal (1920-1956), de Hélder Bruno de Jesus Redes Martins. Coimbra: Almedina 2006. ISBN 972-40-2978-6.

João (Mozart) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 26). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

João Gil. Livro de Canções. Almedina, Casa da Música 2005.

Joaquim Simões da Hora: Intérprete, pedagogo e divulgador, Tiago Manuel da Hora. Lisboa: Colibri-CESEM, 2015.

Jogos de Música e de Expressão Musical, de Núria Trias, Susana Pérez, Luís Filella. Âncora Editora 2002.

Jorge Peixinho. In memoriam, org. de José Machado. Caminho da Música 2002.

José Vianna da Motta: Correspondência com Margarethe, Christine Wassermann Beirão (organização e notas). Lisboa: Biblioteca Nacional-CESEM, 2018.

Josefina a mamã galinha (=Livros Musicais). Lisboa: Ulisseia Infantil 2004.

Joseph Haydn (=Colecção Royal Philharmonic, 12, vol. I). Público 2005.

Joseph Haydn (=Colecção Royal Philharmonic, 13, vol. II). Público 2005.

Josué Trocado (1882-1962). Uma presença musical, org. de José Abel Carriço. Edição da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim 2004.

Juventude Musical Portuguesa. Delegação do Porto. 209º Concerto J.M.P., 22ª do Porto, 12º da Temporada. Fernando Serafim, tenor, João de Freitas Branco, piano. Trindade, 20 de Maio de 1961, 18h00.

La Bohème (Puccini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 4). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

La Bohème (Puccini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 4). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946, 2ª ed. revista.

La Gioconda (Ponchieli) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 30). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

La Traviata (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 18). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

La Traviata (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 18). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1952, 2ª ed. correcta e aumentada.

Labirintos da Música, do maestro José Atalaya. Porto: Edições Caixotim 2001.

Le Chant du Pain. Trás-os-Montes, de Anne Caufriez (=Publications du Centre Culturel Calouste Gulbenkian). Paris: Centre Culturel Calouste Gulbenkian 1997.

Leituras e Ditados para Formação Musical, 1º e 2º graus, de Cristóvão Silva. Lisboa: Juventude Musical Portuguesa 2007. ISBN 978-792-99892-1-6.

Léo Delibes (=Colecção Royal Philhermonic, 7). Público 2004.

Linguagem Musical 1, Dinsic 2004.

Liszt, de Sidonio Miguel (=Os grandes músicos, 8). Lisboa: Edições Europa s.d.

Lohengrin (Wagner) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 5). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

Lucia de Lammermor (Donizetti) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 2). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão s.d., ed. correcta e aumentada.

Ludwig van Beethoven & Franz Schubert (=Colecção Royal Philharmonic, 22). Público 2005.

Ludwig van Beethoven (=Colecção Royal Philharmonic, 1). Público, 2004.

Madama Butterfly (Puccini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 19). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

Madredeus – Um Futuro Maior, Jorge P. Pires, Temas & Debates/Círculo de Leitores, 1995.

Machinas fallantes. A música gravada em Portugal no início do século XX, Leonor Losa. Lisboa: Tinta da China, 2013.

Maestro Silva Dionísio (1912-2000) e o contexto das bandas de música em Portugal, Bruno Madureira, pref. Alberto Roque. Lisboa: Colibri 2019, 1 ed, 249 p, (Músicos ocultos; 2). ISBN 978-989-689-914-1.

Mafra: orgãos históricos = Mafra: historic organs / João Vaz ; fot. Luís Ramos ; trad. Ivan Moody. Lisboa: Althum.com; Mafra: Câmara Municipal de Mafra, D.L. 2017. Ed. bilingue em português e inglês. ISBN 978-989-683-119-6.

Marcos Portugal. Uma reavaliação, David Cranmer (coord.). Lisboa: Edições Colibri‑CESEM, 2012.

Mais fados e companhia, de Vasco Graça Moura (=Fado 100 anos) . Público s.d.

Manon (Massenet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 6). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

Manon (Massenet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 6). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947, 2ª ed. actualizada.

Manuel Cardoso (=Os Grandes Músicos 18), de Maria Antonieta de Lima Cruz. Lisboa: Edições Europa s.d.

Manuscrito 50 da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Vilancicos, romances e chansonetas de Santa Cruz de Coimbra. Século XVII. Parte I. Transcrição, estudo e revisão de Jorge Mata, musicografia de Artur Carneiro. Lisboa: Edições Colibri; Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical Universidade Nova de Lisboa 2008. ISBN 978-972-772-836-7.

Matrimonio Secreto (Cimarosa) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 36). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Mefistófeles (Boito) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 13). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

Memória da Terra Esquecida, de António Victorino d’Almeida (=Crónica & Reportagens). Lisboa: Edições “O Jornal” 1984, 1ª ed., 1985, 2ª ed.

Michel Giacometti e o Cante Alentejano (Comunicações de um Debate realizado, em 27 de Setembro de 1997, no Centro Cultural

Mignon (Thomas) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 31). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

Missa Solemnis, de Marcos António Ferreira Mendes, 2005.

Momentos Vocais do Baixo Alentejo, Cancioneiro da Tradição Oral – João Ranita da Nazaré – Edição da Imprensa Nacional – Casa da Moeda – 1986

Mozart – Vida e obra, de Jeremy Siepmann Lisboa: Bizâncio 2006, 1ª ed. Inclui 2 CD grátis. ISBN-10: 972-53-0300-8; ISBN-13: 978-972-53-0300-9.

Mozart, de Ann Rachlin e Susan Hellard (=Crianças Famosas). Campo das Letras 1994.

Mozart, esse desconhecido, de Delmar Domingos de Carvalho. Lisboa: Editorial Minerva 2007, 1ª ed. ISBN 979-972-591-713-8.

Mozart, o menino mágico, de José Jorge Letria, ilustrações de Gabriela Sotto Mayor (=Biblioteca José Jorge Letria). Porto: Âmbar 2006.

Mulher em tons de tango, romance de Alicia Dujovne Ortiz. Lisboa: Terramar 1999, 1ª ed.

Musa Lusa, Jorge Lima Barreto, Hugin, 1997

Música ao nosso ritmo. Formação Musical 1º e 2º graus, de Anabela Gomes e Cláudia Vasconcelos. Bolsa de Estudos 2008, 1ª ed., ISBN 978-972-661-215-5. Inclui CD.

Música discurso poder, Maria do Rosário Girão Santos & Elisa Lessa (coord.). Famalicão: Edições Húmus-Universidade do Minho, 2012.

Música do Campo. Little Einsteins. Everest s.d. ISBN 978-989-50-0776-9.

Música e história: Estudos em homenagem a Manuel Carlos de Brito, Manuel Pedro Ferreira e Teresa Cascudo (Coord.). Lisboa: Colibri-CESEM, 2017.

Música e músicos modernos, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 5). Lisboa: Caminho 1986, 2ª ed.

Música e Poder: para uma sociologia da ausência da música portuguesa no contexto europeu / António Pinho Vargas. Coimbra, Almedina 2011.

Música e silêncio, romance de Rose Tremain. Edições Asa 2004, 1ª ed.

Música Escarlate, romance de Joan Ohanneson. Círculo de Leitores 2000.

Musical Exchanges, 1100-1650: Iberian Connections, Manuel Pedro Ferreira (ed.). Kassel: Edition Reichenberger, 2016.

Música instrumental no período final do Antigo Regime: contextos, circulação e reportórios, Vanda de Sá e Cristina Fernandes (eds.). Lisboa: Colibri-UnIMeM-UÉ, 2014.

Música no jardim de infância, de Lourdes Custódio, (=Giroflé), ilustrações de José Cardoso Marques, com sugestões de actividades e oferta de CD. Porto: Âmbar 2005, 1ª ed.

Música para olhar. Instrumentos Musicais na Pintura Portuguesa, de Maria Luísa Amado e Isabel Monteiro. Lisboa: Caminho 2005.

Música Popular Portuguesa – Um Ponto de Partida, Mário Correia, Centelha, 1984

Música Popular Portuguesa, Armando Leça – Editorial Domingos Barreira – Porto – 1947 (?)

Música Tradicional Portuguesa – Cantares do Baixo Alentejo – João Ranita Nazaré – Instituto da Cultura Portuguesa – Lisboa – 1979

Música tradicional portuguesa. Distrito do Porto, de Fernando Infante do Carmo. Amadora: Sistema J 1994.

Música, de Herman Hesse. DIFEL 2003.

Música, minha antiga companheira desde os ouvidos da infância, de José Gomes Ferreira, antologia organizada por Raúl Hestnes Ferreira e Romeu Pinto da Silva. Campo das Letras 2003.

Música. Estética e Sociedade nos escritos de Jorge Peixinho, de Cristina dos Anjos Caminhos Delgado Teixeira. Lisboa: Edições Colibri; Universidade Nova de Lisboa 2006. ISBN 972-772-587-2.

Musicália, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 11). Lisboa: Caminho 1992, ed. rev. e aument. ISBN 972-21-0716-X.

Músicos contados aos jovens, de Madalena Gomes (=Outras Obras). Lisboa: Vega 2001, 1ª ed, 2003, 2ª ed.

Musonautas. Entrevistas, de Jorge Lima Barreto, prefácio de Rui Vieira Nery (=Campo da Música 6). Porto: Campo das Letras 2001, 1ª ed.

Mussorgski, de Luís Rodrigues. Porto: Edições Lopes da Silva 1945.

Narradores da Decadência (Mão Morta), Vitor Junqueira, Quasi Edições, 2004

Nico e Ana querem ser músicos. Publicações Europa-América s.d.

Nikolay Rimsky-Korsakov (=Colecção Royal Philharmonic, 19). Público 2005.

Norma (Bellini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 3). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947, 2 ª ed. actualizada.

Norma (Bellini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 3). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1951, 3ª ed. revista.

Nossa Companheira Música, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 12). Lisboa: Caminho 1992, 2ª ed. aument. ISBN 972-21-0747-X.

O afinador de pianos, romance de Daniel Mason. Porto: Asa Literatura 2003, 1ª ed.

O Alentejo e os Outros Mundos no Canto Alentejano, António Cartageno – Arquivo de Beja – Volumes VII/VIII – Série III – Págs. 371 a 386 – Agosto 1998

O Alentejo e outros mundos no canto alentejano, António Cartageno – Arquivo de Beja, Volumes VII/VIII – Série III – Agosto 1998

O Alentejo, o Cante e os seus Poetas, Luís Filipe Maçarico – Arquivo de Beja – Volume XIII – Série III – Págs. 13 a 36 – 2000

O amante da minha mãe, de Urs Widmer (=Pequenos Prazeres). Porto: Asa Literatura 2003, 1ª ed.

O Amor dos Três Vintens (Montemezzi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 53). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1952).

O Barbeiro de Sevilha (Rossini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 17). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

O canhão e o órgão, de Diogo Falcão. Vega; O chão da Palavra. Lisboa 1985.

O Cante e a Pobreza: uma abordagem etno-histórica, José A Orta – Arquivo de Beja – Volume XI – Série III – Págs. 153 a 170 – Agosto 1999

O Cante e a Pobreza: uma abordagem linguística, Maria José Albarran Carvalho – Arquivo de Beja – Volume XI – Série III – Págs. 133 a 140 – Agosto 1999

O Cante e a Pobreza: uma abordagem literária, João Sant’Ana Matos – Arquivo de Beja – Volume XI – Série III – Págs. 143 a 151 – Agosto 1999

O Cante e a Poesia, João Sant’Ana de Matos – Arquivo de Beja – Volume XI – Série III – Págs. 113 a 129 – Agosto 1999

O Cântico Greco-latino de Lamas de Moledo (Documento musical arcaico com estrofe e antístrofe em Grego), de Rogério Azevedo. Porto 1955.

O Canto da Paixão nos Séculos XVI e XVII: A Singularidade Portuguesa, de José Maria Pedrosa Cardoso. Prefácio de Ruy Vieira Nery. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra. 2006.

O Colégio dos Moços do Coro da Sé de Évora, de José Augusto Alegria Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian 1997.

O Efeito Mozart, de Don Campbell. Estrela Polar 2006, 1 ed., ISBN 972-8929-31-5.

O Elixir de Amor (Donizetti) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 20). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

O ensino e a prática da música nas Sés de Portugal, por José Augusto Alegria (=Biblioteca Breve, Série Música). Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa1985, 1ª ed.

O especialista instantâneo em Música, de Peter Gammond. Lisboa. Público; Gradiva 1996, 1ª ed.

O essencial sobre Viana da Mota, Bruno Caseirão. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2020.

O essencial sobre Francisco de Lacerda, de J. Bettencourt da Câmara. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda 1997.

O Fantasma da Ópera, de Gaston Leroux (=Colecção Geração Público, 10). Porto: Público 2004.

O flautista de Hamelin (=Clássicos Infantis Estampa). Lisboa: Editorial Estampa 1996.

O Flautista de Hamelin (=Contos de Apoio à Leitura e à Escrita. 1º Ciclo do Ensino Básico, 10). Lisboa: Texto Editores 2007, 2ª ed. ISBN 978-972-47-3562-7.

O Flautista de Hamlin, adaptação de Jaume Cela, ilustrações de Cristina Losantos (=Contos Tradicionais, 3). Notícias Editorial, 1999, 1ª ed, 2001, 2ª ed.

O grande órgão de tubos: Igreja de Santa Cruz – Coimbra: restauro, 2004 a 2008 / colab. Pedro Miranda… [et al.]; fot. Pedro Guimarães. Coimbra: I.S.C., D.L. 2008.

O grande ‘Te Deum’ setecentista português/The eighteenth-century Portuguese Grand ‘Te Deum’, José Maria Pedrosa Cardoso. Lisboa: Biblioteca Nacional-CESEM, 2019.

O Império e a Música, de Octávio Rodrigues de Campos. Porto 1942.

O inferno dos concertos, de Porto: Asa 2003 1ª ed.

O lago dos cisnes, de Pyotr I. Tchaikowsky. Ilustrações de Lisbeth Zwerger. Porto: Âmbar 2004, 1ª ed.

O Maravilhoso Mundo da Música | Uma alegre viagem de descobertas ao mundo musical, de Kurt Pahlen. Lisboa: Vega 2003, 1ª ed.

O menino que se apaixonou por uma guitarra. Carlos Paredes (= O Sol e a Lua, 34), de José Jorge Letria. Ilustrações de José Emídio. Porto, Campo das Letras 2004, 1ª ed.

O meu estojo de música, inclui tudo o que precisas para construir e tocar instrumentos musicais. Texto Editora 2001.

O Meu Livro de Canções. Porto Editora 1994, 1º vol.

O Meu Livro de Canções. Porto Editora 1994, 2º vol.

O Meu Primeiro Livro de Música. Civilização Editora 1993.

O meu primeiro Mozart, de Rosa Salvado Mesquita, ilustrações de Pedro Machado, narração de António Cartaxo. Lisboa: Dom Quixote 2006. Oferta de CD no interior.

O meu primeiro piano. Livro Musical. Girassol s.d.

O Órgão do Mosteiro de Arouca. Conservação e restauro do património musical 2009, Ministério da Cultura / Direcção Regional de Cultura do Norte 2009. ISBN 978-972-8978-04-4.

O pianista, romance de Wladislaw Spilzman. Lisboa: Editorial Presença 2002, 1ª ed.

O que fiz e o que não fiz, de Ivo Cruz. Lisboa 1985.

O Que o Povo Canta em Portugal, J. Cortesão – Livros Horizonte – 1980

O Teatro Nacional de S. Carlos, de Manuel Ivo Cruz (=Enciclopédia pela imagem). Porto: Lello Editores 1992.

O trompete, romance de Jackie Kay. Replicação 2004, 1ª ed.

O trovador (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 25). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

O Velho Teatro de S. João (1798-1908): Teatro e Música no Porto do Longo Século XIX, Luísa Cymbron & Ana Isabel Vasconcelos (coord.). Porto, Edições Afrontamento-CESEM, 2020.

O violino de Auschwitz, romance de M. Àngels Anglada (=Cântico Final), Âmbar 2002.

Obras da arte. Construção – Demolição (=Campo da Música). Campo das Letras 2002, 1ª ed.

Olga Prats – Um piano singular. Conversas com Sérgio Azevedo (=Vidas). Lisboa: Bizâncio 2007, 1ª ed.

Olhares sobre a História da Música em Portugal, Costa, Jorge Alexandre (coord.). Matosinhos: Verso da História, 2015.

Olhares sobre a música em Portugal no século XIX: Ópera, virtuosismo e música doméstica, Luísa Cymbron. Lisboa: Colibri-CESEM, 2012.

Opúsculos (2), de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 3). Lisboa: Editorial Caminho 1984.

Opúsculos (3), de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 4). Lisboa: Editorial Caminho 1984.

Orfeu e Eurídice (Gluck) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 34). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Órgãos de tubos de Santarém: catálogo / textos Luís Nazaré Ferreira, Dinarte Machado; fot. Luís Moutinho, Dinarte Machado. Santarém: Câmara Municipal, 2009, 1 ed. 44 p. ISBN 978-972-8491-35-2.

Órgãos de Tubos em Portugal, Mosteiro de Semide: Lusitana organa / Coord. Edite Rocha. – Coimbra : Imprensa da Universidade de Coimbra, Associação Musical pro-organo, 2011. 114 p. Obra publicada com a colaboração de: Paróquia de Santa Maria de Semide. – Este primeiro número dedicado ao Órgão de Tubos do Mosteiro de Santa Maria de Semide. Inclui textos da autoria de Edite Rocha, Maria do Amparo Carvas Monteiro e Dinarte Machado. ISBN 978-989-26-0135-9.

Origens e Segredos da Música Portuguesa Contemporânea. Música em Som e Imagem. De Serralves ao Rivoli, de Paris a Darmstadt, do Monte da Virgem aos Estúdios dos Clérigos, do Teatro às Artes Visuais, de Cândido Lima. Porto: Edições Politema 2003.

Os Beatles contados aos jovens, de José Jorge Letria; Ilustrações de Nuno Fonseca (=Contar/Recontar). Lisboa: Terramar 2001, 1ª ed.

Os cabelos de Beethoven, de Russel Martin (=Ficção/Verdade). Temas e Debates 2002, 1ª ed.

Os Cantares Polifónicos do Baixo Minho, Ana Maria Azevedo Edição Estratégias Criativas – 1997.

Os coretos em Portugal e noutros países / Exposição Fotos e Postais Ilustrados Sobre os Coretos em Portugal e Noutros Países; [apresent.] Fernando Manata. Figueiró dos Vinhos: Câmara Municipal de Figueiró dos Vinhos, [D.L. 2009], 8 p.

Os Melhores Álbuns da Música Popular Portuguesa 1960-1997, Jorge Dias e Luís Maio (coord.), Público/FNAC, 1998

Os Músicos de Bremen. Contos de apoio à leitura e à escrita, 1º Ciclo do Ensino Básico, Texto Editora, 1ª ed. 2001; 2ª ed. 2007. NIB 978-972-47-3577-1.

Os Nossos Dias ao Ritmo do Rock, de Mikael Niemi (=Grandes Narrativas). Editorial Presença 2006.

Os órgãos históricos de Aveiro / Domingos Peixoto. Aveiro: Câmara Municipal de Aveiro, imp. 2018, 279 p. ISBN 978-989-8064-43-1.

Os vizinhos da Casa Azul, livro infantil de Vera do Vale, Francisca Oliveira, com ilustração de João Tavares. Edições Nova Gaia 2003.

Óscar da Silva. Sonata Saudade. A Viagem, de A. Cunha e Silva. Porto 2004.

Otelo (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 37). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Palhaços (Leoncavallo) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 7). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1946.

Palhaços (Leoncavallo) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 7). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947, 2ª ed. revista e actualizada.

Para a sociologia da música tradicional açoriana, de J.M. Bettencourt da Câmara (=Biblioteca Breve 111). Lisboa: Instituto de Cultura e Língua Portuguesa 1984, 1ª ed.

Para uma História do Fado, de Rui Vieira Nery (=Fado 100 anos). Público 2004.

Pascoal (Donizetti) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 41). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Paulina ao piano, de Alice Vieira. Caminho 1999, 5ª ed.

Paulo de Cristo, de Acílio Mendes. Fátima: Difusora Bíblica 2009. ISBN 978-972-652-261-4.

Peças de um mosaico: Temas da História da Música referentes a Portugal e ao Brasil, David Cranmer. Lisboa, Colibri-CESEM, 2017.

Pedro e o Lobo (=Clássicos Disney). Lisboa: Abril Jovem 1992.

Pequenos músicos. 1 º e 2 º Anos do Ensino Básico, de Paulo Henriques, Nuno Castanheira, Luís Batalha. Gaia: Gailivro 2009. ISBN 978-989-557-666-1.

Pequenos músicos. 3º e 4º Anos do Ensino Básico, de Paulo Henriques, Nuno Castanheira, Luís Batalha. Gaia: Gailivro 2009. ISBN 978-989-557-667-8.

Pescadores de Pérolas (Bizet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 35). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Piano a duas vozes, romance de Bernard Mac Laverty (=Contemporânea). Publicações Europa-América 1999.

Piano. Os clássicos de A a Z. A Grande Coletânea de Partituras. Alemanha, Colónia: Naumann&Göbel Verlagsgesellschaft. ISBN 978-3-625-12536-5.

Piano. Um guia essencial, de Chris Coetze. Lisboa: Editorial Estampa 2004.

Piotr Ilych Tchaikovsky (=Colecção Royal Philharmonic, 4, vol. 1). Público 2004.

Piotr Tchaikovsky & Edward Grieg & Wolfgang A. Mozart (=Colecçao Royal Philharmonic, 10). Público 2005.

Porque será que as flautas têm buracos e outras perguntas sobre música, de Josephine Paker. Porto: Âmbar 2002.

Primeiro esboço duma Bibliografia Musical Portuguesa com uma breve notícia histórica da Música no nosso país, de Bertino Daciano R. S. Guimarães. Porto 1947.

Quixote (Massenet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 63). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1953.

Recorrências-Léxico e Motivos Sãojoaninos no Cante – Maria José Albarran Carvalho – Arquivo de Beja – Volume XI – Série III – págs. 87 a 110 – Agosto 1999

Reflexões sobre a Música, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. I). Lisboa: Edições Cosmos 1978, 2ª ed. muito aumentada.

Revista “A Tradição” , Volumes I e II, de Janeiro de 1899 a Junho de 1904 – Edição da Câmara Municipal de Serpa – 1982

Revitalizar a cultura regional revitalizando o cante, José A. Orta – Arquivo de Beja – Volumes VII/VIII – Série III – Agosto 1998

Richard Wagner (=Colecção Royal Philharmonic, 3). Público 2004.

Rigoletto (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampaio Ribeiro, 1). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão s.d.

Rigoletto (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 1). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947, ed. totalmente refundida.

Robert Schumann (=Colecção Royal Philharmonic, 15). Público 2005.

Rock Stars – Cinco Anos de Rock em Portugal, Ana Rocha/Fernando Peres Rodrigues, Círculo de Leitores, 1983

Romances du Trás-os-Montes, de Anne Caufriez (=Publications du Centre Culturel Calouste Gulbenkian). Paris: Centre Culturel Calouste Gulbenkian 1997.

Sansão e Dalila (Saint-Saëns) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 21). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

Sebastião e os músicos do castelo, livro infantil de Paulo Marcelo (= O Sol e a Lua). Campo das Letras 2003 1ª ed.

Segismundo dá a volta ao mundo (=Livros Musicais). Lisboa: Ulisseia Infantil 2004.

Sétimo Suplemento aos Anais do Orpheon Portuense fundado em 1881. Porto 1979.

Sinfonias Incompletas. A odisseia de um maestro português, de Álvaro Cassuto. Hugin 1999.

Sobre a evolução das formas musicais, de Fernando Lopes Graça (=Cadernos Culturais Inquérito, 48). Lisboa: Editorial Inquérito 2ª ed. revista e actualizada.

Sobre Música: ensaios, textos e entrevistas / António Pinho Vargas. Porto, Afrontamento 2002.

Solfejo Entoado (Curso Completo), de Vitorino Matono.Lisboa: Edições musicais IVAHM, s.d.

Some Aspects of the “Cante” Tradition of Cuba: A Town in Southern Alentejo, Portugal. In Livro de Homenagem a Macário Santiago Kastner – S. Castelo Branco – Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa – Págs. 547 a 561 – 1992

Sonata em Tons de Azul, livro juvenil de Daniel Marques Ferreira (= Asas de Vento). Gailivro 2001 1ª ed.

Subsídios para o Cancioneiro Popular do Baixo Alentejo (I e II Volumes) – Manuel Joaquim Delgado – Edição do Instituto Nacional de Investigação Científica – 2ª edição – 1980

Suggia, o Violoncelo. Exposição Casa-Museu Guerra Junqueiro. Câmara Municipal do Porto 2006. ISBN 972-9147-73-6.

Talia, Euterpe & Terpsicore. Crónicas, de Fernando Lopes Graça. Coimbra: Atlântida 1945.

Talia, Euterpe & Terpsicore. Crónicas, de Fernando Lopes-Graça. (=Obras Literárias de Fernando Lopes Graça, Vol. 8). Lisboa: Caminho 1990. ISBN 972-21-0061-0.

Tango em Berlim, de Wolfram Fleischhauer. Lisboa: Círculo de Leitores 2006, ISBN 972-42-3709-5.

Tanhäuser (Wagner) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 40). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1950.

Teodora a rã cantora (=Livros Musicais). Lisboa: Ulisseia Infantil 2004.

Teoria Analítica da Música do Século XX, de João Pedro Paiva de Oliveira. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian / Serviço de Educação 1998.

Teoria Estética, de Theodor W. Adorno (=Arte e Comunicação). Lisboa: Edições 70, 2005.

Teoria Musical. 1ª Parte, de Artur Fão. Obra Oficialmente Adoptada. Lisboa: Sassetti, s.d.

Todas as Faces de um Rosto, António Manuel Ribeiro, Edições Garrido, 2002

Tosca (Puccini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 8). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947, 2ª ed.

Tractado de canto llano (1533), de Mateus de Aranda. Lisboa 1962. Edição facsimilada com introdução e notas do Cón. Dr. José Augusto Alegria.

Tractado de Canto Mensurable, de Mateus de Aranda. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian 1978. Edição fasimilada com introd. e notas do Cón. José Augusto Alegria.

Tristão e Iseu (Ricardo Wagner) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 22-23). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1948.

Trovante – Por Detrás do Palco, Manuel Faria, Publicações Dom Quixote, 2003

Turandot (Puccini) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 27). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

Um artista intervém. Cartas com alguma moral, de Fernando Lopes-Graça (Obras Literárias de Fernando Lopes-Graça, Vol. XIV). Lisboa: Edições Cosmos 1974.

Um baile de máscaras (Verdi) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 12). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1947.

Um café com Mozart, de Julian Rushton. Prefácio de John Taverner. Lisboa: Plátano Editora 2007. ISBN 978-972-770-593-1.

Um Fantasma na Ópera, de Gabriela Morais (=A chave dos mundos, 5). Lisboa: Publicações Dom Quixote 1992.

“Um Movimento Musical como nunca houve em Portugal”: Associativismo musical e vida concertística na Lisboa liberal 1822-1853, Francesco Esposito. Lisboa: Colibri-CESEM, 2016.

Um olhar sobre o Cante Alentejano – Introdução ao Estudo da Vida e Obra de António Alfaiate Marvão – Luís Miguel S. Clemente – Arquivo de Beja – Volume XIII – Série III – Págs. 37 a 48 – 2000

Uma Discografia de CDs da Composição Musical em Portugal do Século XIII aos nossos dias, de Júlia-Miguel R. Bernardes; Isabel Ramos S. Bernardes. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda 2003. ISBN 972-27-1174-1.

Uma História Social do Piano: Emergência e declínio do piano na vida quotidiana madeirense 1821-1930, Paulo Esteireiro. Lisboa: Colibri-CESEM, 2016.

Uma música constante, romance de Vikram Seth. Círculo de Leitores 2001.

Uma vida em concerto. Memórias, de Helena Sá e Costa. Campo das Letras/Casa da Música/Porto 2001. Porto 2001.

Valsa Negra, romance de Patrícia Melo. Campo das Letras 2004, 1ª ed.

Viana da Mota. Uma contribuição para o estudo da sua personalidade e da sua obra, de João de Freitas Branco, prefácio de António Sérgio. Fundação Calouste Gulbenkian / Serviço de Música 1987 2ª ed.

Viana da Motta e Ferrucio Busoni. Correspondência 1898-1921, org. Christine Wassermann Beirão, José Manuel de Melo Beirão e Elvira Archer. Caminho da Música 2003.

Vilar de Mouros – 35 Anos de Festival, Fernando Zanith, Edições Afrontamento, 2003

Viola campaniça – o outro Alentejo, de José Alberto Sardinha. Lisboa: Círculo de Leitores: 2001.

Viver em Paris ao som de um Pífaro (o sonho de Jacques), de Susana Afonso, ilustração de António Santos. Fafe: Editora Labirinto 2008, 1ª ed. ISBN 978-972-8616-77-9

Was Bach Brazilian? O puto do adufe. O Inventor do Baião. Teorema 2004.

Werther (Massenet) (=Ópera, dir. Mário de Sampayo Ribeiro, 29). Lisboa: Editor Manuel B. Calarrão 1949.

Wolfgang Amadeus Mozart (=Colecção Royal Philharmonic, 25, vol II). Público 2005.

Wolfgang Amadeus Mozart. Crónica em imagens, de Max Becker; Stefan Schickhaus. Lisboa: Círculo de Leitores.

Wolfgang Amadeus Mozart. Uma Vida cheia de Música, de Lene Mayer-Skumanz com ilustrações de Elizabet Singer. Lisboa: Miosótis 2005, 1ª ed.

Xutos & Pontapés/XX Anos, Jorge P. Pires, El Tatu/101 Noites, 1999

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José Carlos Xavier tenor

BREVE HISTÓRICO

(1990 – 2011)

Individualidades que integraram os Júris do “Concurso” desde a primeira edição:

Presidente do Concurso

José Carlos Xavier

Presidentes do Júri

  • Mara Zampieri
  • Elsa Saque
  • Álvaro Malta
  • João Pereira Bastos

Júri

  • Elisabete Matos
  • Elsa Saque
  • Elvira Ferreira
  • Helena Pina Manique
  • Joana Silva
  • Maria Cristina de Castro
  • Palmira Troufa
  • Rosana Caramaschi
  • Ernesto Palácio
  • Fernando Eldoro
  • Jorge Vaz de Carvalho
  • José Carlos Xavier
  • José Fardilha
  • José de Oliveira Lopes
  • José Ribeiro da Fonte
  • José Serra Formigal
  • Manuel Ivo Cruz
  • Miguel Graça Moura
  • Paulo Ferreira de Castro
  • Silva Pereira

Relação dos Concorrentes Premiados

1990

1º Prémio
Ana Ester Neves, soprano

Ana Ester Neves

Ana Ester Neves

2º Prémio
Nuno de Vilallonga, barítono

Nuno Villalonga

Nuno Villalonga

3º Prémio
Deolinda Rezende, mezzo soprano

Prémio Armando Guerreiro
Ana Ferraz, soprano

Menções Honrosas
Conceição Galante, soprano
Luciana Monteiro, mezzo soprano

1991

1º Prémio
Elisabete Matos, soprano

Ana Ferraz

Ana Ferraz

2º Prémio
Nuno de Vilallonga, barítono

Prémio Armando Guerreiro
Teresa Gardner, soprano

Prémio Interpretação Obra Portuguesa
Nuno de Vilallonga, barítono

1994

1º Prémio
Sílvia Mateus, soprano

2º Prémio
Rosário Ferreira, soprano

3º Prémio
Teresa Menezes, soprano
Prémio Armando Guerreiro
Elsa Cortez, mezzo soprano

Prémio Interpretação Obra Portuguesa
Rosário Ferreira, soprano

Menções Honrosas
Ana Madalena Moreira, soprano

1996

1º Prémio
Luís Rodrigues, barítono

2º Prémio
Mário Alves, tenor

3º Prémio
Paulo Ferreira, barítono

Prémio “Bocage”
Sandra Medeiros, soprano

Sandra Medeiros

Sandra Medeiros

Prémio Interpretação Obra Portuguesa
Luís Rodrigues, barítono

Menções Honrosas
Anabela Duarte, soprano
Armando Possante, barítono

2003

1º Prémio
Bruno Ribeiro, tenor

2º Prémio
Maria João Matos, soprano

3º Prémio
Armando Possante, barítono

Prémio “Bocage”
Patrícia Quinta, mezzo soprano

Prémio Interpretação Obra Portuguesa
Armando Possante, barítono

Menções Honrosas
Janete Costa, mezzo soprano
Sónia Alcobaça, soprano
Pedro Correia, barítono

2005

1º Prémio (ex-aequo)
Carla Caramujo, soprano
Diogo Oliveira, barítono

2º Prémio (ex-aequo)
Inês Calazans, soprano
Sara Braga Simões, soprano

3º Prémio (ex-aequo)
Susana Duarte, soprano
João Oliveira, baixo

Prémio “Bocage” (ex-aequo)
Luísa Barriga, soprano
Maria Luísa de Freitas, mezzo soprano

Maria Luísa de Freitas

Maria Luísa de Freitas

Prémio Interpretação Obra Portuguesa (ex-aequo)
Bárbara Barradas, soprano
Marco Alves Santos, tenor

Menções Honrosas
Eduarda Melo, soprano
Pedro Correia, barítono

2007

1º Prémio Feminino
Dora Rodrigues, soprano

2º Prémio Feminino
Maria Luísa de Freitas, mezzo soprano

3º Prémio Feminino
Raquel Alão, soprano

1º Prémio Masculino
Paulo Ferreira, tenor

2º Prémio Masculino
Fernando Guimarães, tenor

3º Prémio Masculino
Nuno Dias, baixo

Prémio “Bocage”
Cátia Moreso, mezzo soprano

Prémio Interpretação Obra Portuguesa
Fernando Guimarães, tenor

Menções Honrosas
Luís Gomes, tenor
Raquel Paulo, soprano

2011

1º Prémio Feminino
Raquel Sofia Camarinha Rosa, soprano

2º Prémio Feminino
Carla Sofia Vieira Simões, soprano

3º Prémio Feminino
Liliana Sofia Cordeiro Sebastião, soprano

1º Prémio Masculino
Carlos Manuel Silva Cardoso, tenor

2º Prémio Masculino
Job Arantes Tomé, barítono

3º Prémio Masculino
Hugo Miguel Peixoto Oliveira, barítono

Prémio “Bocage”
Anna Kássia Mariana Neves, soprano

Prémio Interpretação Obra Portuguesa
Job Arantes Tomé, barítono

Prémio Ana Lagoa
Raquel Sofia Camarinha Rosa, soprano

Menções Honrosas
Cristiana Sofia Sousa Oliveira, soprano
Rui Celestino Campos da Silva, baixo

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Virgem com Menino e anjos, 1415-23, Álvaro Pires de Évora; madeira, têmpera e folha de ouro; Igreja de Santa Croce in Fossabanda, Pisa.

O Núcleo de Iconografia Musical (NIM) é constituído por uma equipa de seis investigadores: Luzia Rocha (coordenadora), Luís Correia de Sousa, Nicola Bizzo, Sónia Duarte, Ana Dias e Maria Fernandes – que, desde o ano 2000, se têm centrado na pesquisa e estudo de fontes iconográfico-musicais portuguesas e internacionais.

Neste domínio foram entretanto concluídas quatro dissertações de mestrado e três teses de doutoramento, estando outras em curso. Tendo abordado diversas temáticas, de acordo com as diferentes propostas e projectos em que tem participado, a investigação principal abrange um largo período desde a arqueologia musical até ao século XXI, com incidência nos estudos de diferentes tipos de fontes/suportes com representações musicais abordadas a partir de um ponto de vista iconográfico e iconológico: Objectos arqueológicos em Portugal e no Mediterrâneo; Fontes iconográficas da Idade Média e Renascimento; Pintura Portuguesa do Renascimento, Maneirismo e Barroco; Azulejaria dos séculos XVII ao XXI; Caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro (ópera do século XIX em Portugal); Teatro de S. Carlos; Estudos de música popular; Discos de vinil, capas de álbum; Estudos sobre a banda britânica Queen; Arte urbana contemporânea; Fontes de âmbito Ibero-Americano; e Estudos sobre Oriente e Orientalismo.

Entre as actividades desenvolvidas pelo núcleo destacam-se a catalogação de caricaturas de Rafael Bordalo Pinheiro sobre a ópera no Teatro de São Carlos de Lisboa na base de dados do CESEM, Music Query; a participação no Images of Music – A Cultural Heritage, projecto co-financiado pela União Europeia através do programa Culture-2000; a tradução para português da tabela Hornbostel Sachs; e o desenvolvimento de uma Base de Dados, fruto da parceria entre o CESEM e o Grupo de Iconografia Musical da Universidad Complutense de Madrid (Coord. Cristina Bordas Ibañez) e AEDOM.

O NIM desenvolve formação na área da Iconografia Musical, regularmente, destacando-se o curso internacional Musical Iconography Lab, projecto pioneiro com formato de “Laboratório”, decorrido na Universidade NOVA de Lisboa no ano de 2010 e que contou com a presença de Richard Leppert, Florence Gétreau, Maria del Rosario Álvarez Martínez, Daniel Tércio, Manuel Pedro Ferreira.

O NIM é membro do “Study Group on Musical Iconography” (membro fundador) e do “Study Group for Latin America and the Caribbean” da International Musicological Society e a sua equipa conta com publicações individuais de livros, capítulos de livro, artigos em periódicos nacionais e internacionais de referência e indexados na Web of Science.

Como projecto colectivo, destacam-se também os volumes temáticos com várias colaborações de âmbito nacional e internacional, entre eles, “Iconografia Musical – Autores de Países Ibero-Americanos e Caraíbas; Iconografia Musical – A música na dimensão do sagrado.”

Virgem com Menino e anjos, 1415-23, Álvaro Pires de Évora; madeira, têmpera e folha de ouro; Igreja de Santa Croce in Fossabanda, Pisa.

Virgem com Menino e anjos, 1415-23, Álvaro Pires de Évora; madeira, têmpera e folha de ouro; Igreja de Santa Croce in Fossabanda, Pisa.

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A Virgem, o Menino e Anjos, Gregório Lopes, c. 1536 - 1539, Pintura a óleo sobre madeira de carvalho, 125 cm × 167 cm, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa

Gerhard Doderer

Ao usar as designações “Iconografia” e “Iconologia” aplicamos um tipo de terminologia que tem a sua origem na época do Humanismo: a imagem (εἰκών) é sujeita a processos de descrição (γράφειν) e de compreensão (λόγος).

Ao emanciparem-se, no século XIX, as Ciências das Artes (Kunstwissenschaft), a nova disciplina académica começou a diferenciar formas e estilos, por um lado, e conteúdos, por outro. Assim, a Iconografia e a Iconologia devem ser entendidos, a partir de então, como processos de exames e análises dos cenários contidos nas imagens – estas últimas no sentido mais vasto da palavra -, sem se preocuparem com questões referentes à qualidade artística da representação em questão.

Determinante para as suas afirmações disciplinares foram os trabalhos de Emile Mâle (1862 1954) em França e de Aby Warburg (1866-1929) com os seus seguidores (Hamburg, Londres e Estados Unidos da América). A Iconografia Musical, por seu lado, procurando enriquecer o entendimento de processos musico-históricos, dedica-se principalmente a manifestações musicais no campo das Belas Artes que podem abranger, neste contexto, não só objectos concretos, situações e contexturas onde se reflectem práticas musicais, como também todo o tipo de formas e expressões de motivos musicais com os seus inerentes significados simbólicos em contextos representativos e comunicativos (B. R. Tammen).

Albergando-se no seio das Ciências Musicais, a Iconografia musical serve-se da Organologia como instrumento de trabalho principal e recorre a métodos de trabalho de disciplinas da História de Arte, da Antropologia ou da Sociologia para identificar temas e assuntos visualizados com carácter ideográfico.

Os primeiros cientistas que utilizaram de uma maneira sistemática materiais pictográficos para os seus estudos foram Francis Galpin (1858-1945) e Curt Sachs (1881-1959). Hoje em dia, a Iconografia musical é reconhecida como uma disciplina académica que conta a nível internacional com plataformas e grupos de estudo integrados na International Musicological Society e usufrui de cooperações intensas com a ICTM Study Group on Iconography of the Performing Arts, bem como com o Répertoire International d’ Iconographie Musicale (RIdIM) e o Research Center for Music Iconography (New York).

Desde 1984, o mais reputado órgão de publicação para esta área temática da Iconografia é o Imago Musicae: International Yearbook of Musical Iconography fundado e dirigido durante muitos anos por Tilman Seebass, cuja actividade pedagógica e científica tem marcado, internacionalmente e de uma maneira muito significativa, o desenvolvimento e o reconhecimento da Iconografia musical.

É através de uma colaboração frutuosa como as acima mencionadas organizações que se desenvolveram em Portugal estudos e projectos dedicados à Iconografia Musical, que conquistou com o Núcleo de Iconografia Musical o seu lugar no Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical (CESEM) da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, onde a própria Organologia fazia parte do rol das disciplinas dos estudos musicológicos desde a criação do Departamento de Ciências Musicais no ano de 1981.

Ao alargar o perímetro das intervenções para além de temáticas relacionadas com imagens estáticas e outras de carácter dinâmico, os estudos reunidos na presente publicação exploram não apenas áreas parciais clássicas da Iconografia musical.

Aparecem, portanto, não apenas textos analíticos dedicados a representações reais e imaginárias de instrumentos musicais desde o século XII até ao presente – trabalhos muito vinculados a pontos de partida essencialmente organológicos – mas também outros ensaios concentrados na apresentação de construtores de instrumentos e das respectivas actividades artesanais. Naturalmente, estes últimos abrangem tanto pontos de vista organológicos como, e de forma bem destacada, aspectos antropológicos e sociológicos.

Ao que parece, esta forma de aproximação encontra bom acolhimento no seio dos estudiosos dos países do sul, contrastando, de certa forma, com uma atitude algo mais academista de cientistas do hemisfério norte. O próprio Núcleo de Iconografia Musical do CESEM, na sua qualidade de membro fundador do Study Group on Musical Iconography e devido à sua parceria com grupos de estudo e plataformas estrangeiras como p. ex. Images of Music – A Cultural Heritage ou o Grupo de Iconografia Musical da Universidade Complutense de Madrid, está a dar corpo a esta observação.

Lisboa, 31 de Janeiro de 2018

Iconografia Musical: Organologia, Construtores e Prática Musical em Diálogo,  Edição e Coordenação | Sónia Duarte e Luzia Rocha, Instituição | NIM – Núcleo de Iconografia Musical / CESEM – Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical / FCSH UNL – Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade NOVA de Lisboa, Volume 3 | 2017, ISBN | 978-989-99975-7-8

A Virgem, o Menino e Anjos, Gregório Lopes, c. 1536 - 1539, Pintura a óleo sobre madeira de carvalho, 125 cm × 167 cm, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa

A Virgem, o Menino e Anjos, Gregório Lopes, c. 1536 – 1539, Pintura a óleo sobre madeira de carvalho, 125 cm × 167 cm, Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa (pormenor)

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Zoltan Kodály

O MÉTODO HÚNGARO

Excerto de Música Tradicional na Iniciação Musical, por Ana Sofia Alves Amorim Lopes, 2014

O Método Húngaro começou a ser desenvolvido apenas nos finais de 1940, apesar das recolhas etnomusicológicas de Kodály e Bartók terem começado em 1905 e de Kodály ter escrito textos e materiais didácticos a partir dos anos 20. Diferentes factores conduziram o pedagogo húngaro e seus colaboradores a elaborar este novo sistema público de ensino da música, sendo central a necessidade de reforçar a identidade cultural nacional.

Durante séculos a Hungria foi ocupada por diferentes povos, tendo perdido a sua independência para o Império Otomano, para a Áustria, a Alemanha Nazi e a URSS. Os húngaros viram o seu território reduzido para um quarto, em 1920, pelo Tratado de Trianon. Sob o domínio austríaco, a população, sobretudo a citadina, passou a falar maioritariamente o alemão e não o húngaro. No início do século XX, Kodály viu na música um meio que possibilitava a unificação do povo húngaro, através de uma cultura comum que incluía a língua e as tradições musicais. A voz – o instrumento musical acessível a todos – seria essencial em todo este processo.

Foi neste contexto que Béla Bartók e Zoltán Kodály fizeram recolhas sistemáticas de música tradicional da Hungria e países vizinhos e começaram a harmonizar melodias tradicionais e a compor a partir dos materiais recolhidos. Conscientes de que a estética da sua música não seria compreendida pelo público húngaro, sentiam a necessidade de o educar culturalmente, dando-lhe acesso a uma educação musical baseada na música tradicional e na música erudita, para formar músicos e ouvintes esclarecidos.

Apesar de ser conhecido como “Método Kodály”, o Método Húngaro resultou de um trabalho etnomusicológico feito inicialmente com Bartók e depois com discípulos de ambos, e de uma organização pedagógica orientada por Kodály e feita com a colaboração de professores, entre os quais se destacam Jenő Ádám, Katalin Forrai e Erzsébet Szőnyi.

Os princípios e os objectivos deste método de educação musical foram enunciados por Kodály. Seleccionou técnicas utilizadas noutros países da Europa, como as desenvolvidas por Guido d’Arezzo (991/2-depois de 1033) e Angelo M. Bertalotti (1666-1747) em Itália, Sarah Glover (1786-1867) e John Curwen (1816-1880) no Reino Unido, Émile Chevé (1804-1864) em França e Fritz Jöde (1887-1970)7 na Alemanha. Mais tarde, seguiu os princípios pedagógicos de Émile Jacques-Dalcroze (1865-1950), no que respeita ao movimento, que enformam o método conhecido como A Rítmica de Dalcroze (Dalcroze’s Eurhythmics). (…)

Princípios do CEMK

Os princípios do Conceito de Educação Musical de Kodály são citados por diversos autores. Salientam-se os seguintes princípios:

  • “Se quiséssemos tentar expressar a essência desta educação numa só palavra, ela só poderia ser – cantar.” (Kodály).
  • O canto a cappella é a melhor actividade para desenvolver as competências musicais.
  • A aprendizagem deve começar com a música tradicional do próprio país para formar a “língua-materna musical” (Kodály), e para posteriormente estabelecer paralelos com a música erudita.
  • A música utilizada na aula deve ser de grande qualidade e de elevado valor artístico.
  • Quanto mais jovem for a criança, mais eficiente é a educação musical.
  • O currículo de educação musical deve ter em conta as fases de desenvolvimento da criança, acompanhando o desenvolvimento das suas capacidades físicas, mentais e emocionais.
  • A música contribui para o bem-estar geral, para o desenvolvimento intelectual, físico, estético e social da criança, bem como para a sua felicidade.
  • A música é um bem de todos e não apenas de uma elite.

Objetivos do Método Húngaro

Os objectivos do Método Húngaro também são referidos por vários autores. Destacam-se os seguintes objectivos:

  • Encorajar a performance musical dos estudantes, sobretudo vocal e coral.
  • Promover a literacia musical.
  • Dar a conhecer à criança a música tradicional húngara e a música erudita ocidental.
  • Alargar os horizontes estético-musicais da criança.
  • Promover um desenvolvimento social e artístico equilibrado.
  • Formar músicos profissionais e ouvintes esclarecidos.

(…)

Excerto de Música Tradicional na Iniciação Musical – Uma Proposta de Ordem de Aprendizagem Projecto de Aplicação do Método Húngaro no Ensino Especializado da Música, por Ana Sofia Alves Amorim Lopes, sob orientação de Cristina Brito da Cruz, 2014

Zoltan Kodály

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Micro

Na Meloteca, as boas práticas musicais são uma fonte de inspiração.

“Aprender Inglês a cantar” relata uma experiência realizada num colégio do estado de São Paulo, Brasil.

APRENDER INGLÊS A CANTAR

FESTIVAL DE MÚSICA PROMOVE ENSINO DO INGLÊS EM COLÉGIO DO BRASIL

Os alunos enfrentam o palco: sozinhos, em grupo

Por volta do ano 2000, o Colégio Nossa Senhora do Morumbi, da rede particular paulistana, (Brasil) criou uma forma original de incentivar o ensino da Língua Inglesa. Partindo do interesse dos alunos pelos exercícios do idioma com músicas, o colégio criou o Song Festival, um festival anual em que só entram canções com letras em inglês. A ideia foi de duas professoras do idioma, Vívian Rosio Figueredo e Rosa Mina Sakamoto. “O grande resultado é que nossos alunos aprendem com prazer”, diz Vívian.

Desde o ano passado, o festival contou com a adesão do Colégio Mopyatã, que funciona em conjunto com o Nossa Senhora do Morumbi. Enquanto o Morumbi tem turmas de 1ª a 8ª série, o Mopyatã atende alunos de educação infantil e ensino médio. Participam do festival os estudantes de 5ª a 8ª série e do ensino médio dos colégios.

INGLÊS DESDE O PRIMEIRO ANO DE ESCOLARIDADE

Na primeira etapa, todos os alunos das séries envolvidas escrevem pelo menos um poema em inglês, na sala de aula. “Como no Morumbi as aulas de Inglês começam na 1ª série, mesmo os de 5ª dão conta da tarefa”, diz Vívian. “Eles descobrem que podem escrever apesar de ter um vocabulário restrito e ainda melhoram sua pronúncia”, garante a professora.

O colégio contratou uma banda para compor as músicas a partir dos poemas dos alunos. Os estudantes podem concorrer na categoria de compositor e também como cantores ou instrumentistas. Nos dois últimos casos, eles podem participar do festival com qualquer música, não é necessário utilizar o poema. No festival do ano passado, quarenta concorrentes participaram, doze deles como compositores e 28 como intérpretes. Pais de alunos, professores e funcionários da escola também concorrem, mas numa categoria especial. Os prémios, o equipamento de som e a divulgação do festival são pagos com patrocínios.

ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO

Um exercício de redacção que se transforma em aula de música

1. Criação do poema

O festival é realizado em etapas, ao longo do ano. A primeira fase dele é feita no mês de Abril. Durante duas ou três aulas, os alunos, sozinhos ou em pares, escrevem o poema. Nessa tarefa, usam o vocabulário que estão a utilizar na aula, trabalham com rima e lidam com questões gramaticais, com ajuda do professor. “Damos ideias para o tema e tiramos dúvidas sobre tempos verbais, adjectivos, preposições e outras dificuldades de gramática”, conta Vívian. “Muitos escrevem mais de um poema para ter mais hipóteses de classificação”, diz Rosa.

2. Correcção e seleção inicial

Todos os poemas são avaliados pelas professoras Rosa e Vívian. Elas corrigem os erros de gramática e ortografia, e ainda fazem comentários sobre a coerência, a organização e a originalidade dos textos. Apenas os trabalhos escolhidos por elas passam para a segunda fase de selecção do festival. “Escolhemos os que têm mais coerência, profundidade e que não apresentem problemas graves de gramática e ortografia”, descreve Vívian.

3. Inscrição

Em Junho, os alunos recebem fichas de inscrição para o Festival e escolhem se vão participar como intérpretes, compositores ou em ambas as categorias. Quem concorre como intérprete diz na ficha que música vai cantar e pode inscrever uma banda completa, na qual pode haver pessoas de fora do colégio. Essa categoria é a mais procurada. “Os alunos acham que, se cantarem uma música baseada nos poemas deles mesmos, não farão sucesso porque a canção não é conhecida”, diz Rosa.

4. Segunda selecção

Durante as férias de Julho, o músico Marcelo Zurawski, contratado pelo Colégio, recebe de Rosa e Vívian a selecção inicial de poemas e escolhe entre eles os que possam ser adaptados a uma música. Apenas esses escolhidos concorrem na categoria compositor.

Em Agosto, no regresso às aulas, Marcelo, a sua banda e os alunos que escreveram os trabalhos aprovados nas duas selecções compõem juntos as músicas, a partir dos poemas. Com os que concorrem como intérpretes, o primeiro passo é conseguir a letra completa da música escolhida. Os professores treinam a pronúncia de todos os participantes.

Versos adolecentes

Trecho do poema Jail of Soul (Prisão da Alma), da aluna de 7ª série Mariana Vieira.

Everybody says what I have to do
I don’t know why
Maybe’cause they think that I’m a fool

My words won’t fly (…)

Telling lies about me
Just because I’m free
I choose my way
But they don’t let me go (…)

Todo mundo diz o que eu tenho que fazer
Não sei porquê
Talvez seja porque eles pensam que sou um tolo

Minhas palavras não vão voar (…)
Dizendo mentiras sobre mim
Apenas porque sou livre
Eu escolho meu caminho
Mas eles não me deixam ir (…)

Observe que a estudante utilizou várias aplicações da gramática inglesa, como os verbos “to do” e “to be”, vários tipos de pronomes e de tempos verbais e até uma expressão com abreviatura: maybe’cause, cuja forma extensa seria maybe it is because.

Adriana Vera e Silva (1998, adaptado pela Meloteca)

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Abordagem psicanalítica das cantigas de roda

CANTIGAS DE RODA

Abordagem psicanalítica

por Benita Michahelles

Excerto da monografia apresentada ao Curso de Musicoterapia do Conservatório Brasileiro de Música sob a orientação de Marly Chagas.

Angela Bouth, ao fazer uma análise das cantigas de roda, utiliza a abordagem psicanalítica. O seu objeto de estudo atende a demanda de etapas do desenvolvimento psicossexual infantil. Assim, de acordo com a sua interpretação, através da cantiga de roda, a criança pode manifestar a sua entrada na relação triangular, ou seja, na trama edípica, como em:

“O meu chapéu tem três bicos
tem três bicos o meu chapéu;
se não tivesse três bicos,
não seria o meu chapéu.”

Observando a estrutura rítmica desta canção, nota-se que o compasso é binário composto, ou seja, cada compasso pode ser subdividido em dois grupos de três tempos.

A criança pode manifestar suas “ansiedades não resolvidas diante de separações e tentativas de elaboração do luto pela perda da relação mãe bebé” como em:

“…O anel que tu me deste
era vidro e se quebrou.
o amor que tu me tinhas
era pouco e se acabou…”

Ou ainda em:

“Nessa rua, nessa rua
há um bosque
que se chama
que se chama solidão.
Dentro dele,
Dentro dele mora um anjo
que roubou
que roubou meu coração…”

Olhando musicalmente para esta canção, observamos que o clima mais melancólico fica patente a partir do tom na qual ela se encontra, menor. Na melodia, dominam arpejos menores descendentes, havendo duas passagens pela 7ª da sensível, característica como nota de tensãolegato característico assim como o andamento lento contribuem para proporcionar um clima nostálgico.

A agressividade também é um tema frequente, sendo muitas vezes associado a mecanismos de defesa, como em:

“A carrocinha pegou
três cachorros de uma vez,
Tra lá lá,
Que gente é essa?
Tra lá lá.
Que gente má!”

Aqui o tom é maior e, ritmicamente, predominam as notas curtas, quase em staccatoo andamento em geral é acelerado criando-se assim um clima alegre.

Ainda segundo a análise de Bouth, a criança pode também “expressar o receio de punição por brincadeiras sexuais, que pode ir de castigos corporais à loucura” como em:

“Samba Lelê está doente,
‘stá co’a cabeça quebrada.
Samba Lelê precisava
de umas dezoito lambadas.

Samba, samba, samba, ó Lelê,
pisa na barra da saia, ó Lelê!

Ó morena bonita,
como é que se namora?
Põe o lencinho no bolso,
deixa a pontinha de fora.”

Como se verifica musicalmente, Samba Lelê tem na linha melódica todas as características da rítmica brasileira. O seu ritmo pode ser considerado como o do samba. (Lamas, 1992)

O receio pela punição também pode estar associado a conteúdos edípicos, como em:

“Pai Francisco entrou na roda
tocando o seu violão,
dararão, dão, dão!

Vem de lá o delegado,
e o pai Francisco
vai para a prisão.
Como ele vem
todo requebrado
parece um boneco
desengonçado!”

As preocupações com a cena primária, que tem o seu lugar entre as mais vívidas preocupações infantis

“Ó meu senhor, eu fui passando
por de trás da bananeira.
Diz o preto para a preta:
Oh! que linda brincadeira!”

“Pirulito que bate, bate,
pirulito que já bateu.
Quem gosta de mim é ela;
Quem gosta dela sou eu.

Pirulito que bate, bate,
pirulito que já bateu,
A menina que eu amava,
coitadinha, já morreu…”

As ansiedades do período da latência com relação ao desejo de ter coisas e corpo de mulher aparecem, como nesta cantiga num clima de humor, indicando o trabalho de elaboração da fantasia narcísica para abrir espaço para a puberdade:

“A barata diz que tem
sete saias de filó.
É mentira da barata,
ela tem é uma só.

Ah! Ah! Ah!
Oh! Oh! Oh!
Ela tem é uma só!

A barata diz que tem
um anel de formatura.
É mentira da barata,
ela tem é casca dura.

A barata diz que tem
uma cama de marfim.
É mentira da barata,
ela tem é de capim.

A barata diz que tem
um sapato de fivela.
É mentira da barata,
o sapato é da mãe dela.

A barata diz que tem
o cabelo cacheado.
É mentira da barata,
Ela tem coco raspado.”

A chegada da puberdade e da adolescência desperta fantasias nas quais figura a ansiedade crescente em relação a perda do mundo infantil. Também a tarefa de assumir uma vida nova e desconhecida, a busca de um novo parceiro fora do ambiente familiar, implicam em uma série de riscos , expetativas e escolhas com as quais é preciso lidar.

“Ai, eu entrei na roda,
Ai, eu não sei como se dança.
Ai, eu entrei na roda dança,
Ai, eu não sei dançar.

Sete e sete são catorze,
três vez sete é vinte e um.
Tenho sete namorados,
só posso casar com um.”

Em “A linda rosa juvenil”, em que o tema central se refere “ao acolhimento da mãe ao surgimento da sexualidade na filha”, Bouth (1989) sugere a aplicação de boa parte da interpretação de Bruno Bettelheim dada para “A bela adormecida”. Tanto o conto quanto a cantiga, tratam da fase de amadurecimento sexual, quase constitui como um período delicado tanto para os pais como para os filhos.

A cantiga mostra que, a puberdade é um tempo de espera, “o mato cresce ao redor” (numa referência clara aos pelos púbicos) e que a mãe feiticeira – má, mas ao mesmo tempo boa – garante esta espera só findada com o surgimento de um belo rei-namorado possibilitando à filha um novo tipo de relação objetal. (Bouth, 1989)

“A linda Rosa juvenil, juvenil, juvenil,
a linda rosa juvenil, juvenil
vivia alegre no seu lar, no seu lar, no seu lar,
vivia alegre no seu lar, no seu lar.
Mas uma feiticeira má, muito má, muito má,
mas uma feiticeira muito má, muito má
adormeceu a Rosa assim, bem assim, bem assim…
Adormeceu a Rosa assim, bem assim…
Não há-de acordar jamais, nunca mais, nunca mais,
não há-de acordar jamais, nunca mais.
O tempo passou a correr, a correr, a correr,
o tempo passou a correr, a correr.
E o mato cresceu ao redor, ao redor, ao redor
e o mato cresceu ao redor, ao redor.
Um dia veio um belo rei, belo rei, belo rei,
um dia veio um belo rei, belo rei,
Que despertou a rosa assim, bem assim, bem assim,
que despertou a Rosa assim, bem assim.”

O movimento de seduzir versus deixar-se seduzir, presente em toda conquista amorosa, é retratado na cantiga que se segue. Nela o lobo vai relatando o seu movimento em etapas até ficar pronto para a sedução.

(Fila de crianças de mãos dadas, com o lobo à frente. As crianças cantam, andando para frente e para trás.)

Refrão:
“Vamos passear no bosque
enquanto o Lobo não vem.” (bis)

Todas falando:

Está pronto, Lobo?

Lobo:
Estou a tomar banho…
(Refrão)

Lobo:
Estou a vestir as cuecas…
(Refrão)

Lobo:
Estou a vestir as calças…
(…)

Lobo:
Vou buscar a bengala !”
(Aqui todas saem na carreira e o Lobo atrás, até pegar uma que será o Lobo seguinte.)

A possibilidade de um novo tipo de relação traz anseios e medos. Assim a elaboração objetal do luto pelo corpo, papel e pais da infância é permeado também por um desejo de retorno a uma época anterior. “Mas o movimento predominante num desenvolvimento emocional satisfatório é para frente, na direção do crescimento” como fica patente em canções alegres e maliciosas:

“Lá vem seu Juca-ca
da perna torta-ta
dançando a valsa-sa
com a maricota-ta.

Lá vem o Pedro-do
da Perna dura-ra
dançando valsa-sa
com a rapadura-ra.”

Uma Abordagem Junguiana

A reflexão relativa à dimensão e aos conteúdos simbólicos é essencial para a prática musicoterapêutica. De acordo com Jung, o símbolo é uma forma extremamente complexa. Nela se reúnem opostos numa síntese que não pode ser formulada dentro de conceitos, mas sim, de imagens. Assim, a linguagem simbólica constitui-se como uma linguagem universal de infinita riqueza, capaz de exprimir muitas coisas que transcendem as problemáticas específicas dos indivíduos.

De uma parte, o símbolo é acessível a razão, de outra porém escapa-lhe para “vir fazer vibrar cordas ocultas no inconsciente”.

“Um símbolo não traz explicações, impulsiona para além de si mesmo na direção de um sentido ainda distante, inapreenssível, e que nenhuma palavra da língua falada poderia exprimir de maneira satisfatória.” (Jung)

Segundo Mendonça, formulando a experiência como algo imaginável, os símbolos fixam identidades e dão forma às nossas fantasias, apresentando-as para a nossa contemplação, intuição, lógica, reconhecimento e entendimento.

“A exploração do conteúdo simbólico pode conduzir para além dos limites dos territórios já conhecidos e estabelecidos.(…) O símbolo aponta para algo inatingível e distante, alguma coisa que está simultaneamente perto e longe (Chevalier, 1988) existindo de modo sincrónico em diferentes níveis de consciência, numa nova ordem de múltiplas dimensões” (Mendonça 1996)

A atividade formadora de símbolos é para Jung uma ação mediadora, uma tentativa de encontro entre opostos movida pela tendência inconsciente à totalização.

No seu estudo sobre o folclore brasileiro, o musicoterapeuta Luís Antônio Milleco (1987) faz uma análise do lado oculto da cultura popular, chamando atenção para o simbolismo revelador da sabedoria latente da alma do povo. Ele cita como diversos e valiosos os símbolos contidos nas entranhas das melodias, versos e formas em movimento dos cânticos e brincadeiras-de-roda.

Tendo como influência principal o pensamento de Jung , Milleco em seu livro “O Lado Oculto do Folclore”, sugere uma outra interpretação para as cantigas e brincadeiras-de-roda.

Vejamos alguns exemplos a seguir:

“A Margarida”

Uma criança vai para o centro da roda, ficando geralmente de cócoras – A Margarida – e outra criança fica do lado de fora da roda – o Cavaleiro. Esta última dança e canta:

“Onde está a Margarida?
Olé, ólé, ólá!
Onde está a Margarida?
Olé, ó cavaleiros.

Respondem as da roda:

Ela está no seu castelo,
Olé, ólé, ólá!
Ela está no seu castelo,
olé, ó cavaleiros.

A menina do lado de fora:

Mas eu queria vê-la,
Olé, ólé, ólá!
Mas eu queria vê-la,
olé, ó cavaleiros.

A roda:

Mas o muro é muito alto,
Olé, ólé, ólá;
mas o muro é muito alto,
ólé, ó cavaleiros.

A menina de fora, tira uma outra e canta:

Tirando uma pedra,
Olé, ólé, ólá!
Tirando uma pedra,
olé, ó cavaleiros.

A roda:

Uma pedra não faz falta,
Olé, ólé, ólá1
Uma pedra não faz falta,
olé, ó cavaleiros.

A menina de fora tira uma por uma da roda, só deixando mesmo a Margarida. À medida que vão saindo, as que continuam na roda, cantam: “Uma pedra não faz falta, duas pedras não faz falta, três pedras etc.” até sair a última. Nesta ocasião, cantam todas:

Apareceu a Margarida!
Olé, ólé, ólá.
Apareceu a Margarida!
olé, ó cavaleiros.”

De acordo com a interpretação de Milleco, a pergunta “Onde está a Margarida?” surge para dar um sentido, representando o início de um valioso processo: a individuação. Podemos considerar a criança que se destaca no centro como o próprio ser humano, ou mais especificamente como o seu self. As demais seriam os diversos níveis do psiquismo.

Aquele que está disposto a ir ao encontro ao centro de si mesmo, precisa ser persistente e tomar iniciativas firmes nesta direção (pedra por pedra vai sendo retirada).

No final, o abraço entre as duas crianças, estaria representando o encontro com o próprio self e a “consequente integração dos elementos do nosso psiquismo.”

A barca virou
deixá-la virar.
A menina N.
não sabe nadar.

Se eu fosse um peixinho
e soubesse nadar
tirava a N.
do fundo do mar.

Segundo Milleco a barca seria a própria vida de cada um. Cada indivíduo conduz a sua própria embarcação estando sujeito ao destino e ao livre arbítrio. O virar da ‘canoa da vida’ de cada um refere-se assim, às consequências da inabilidade ou dos temores próprios, o que é apontado pela própria consciência individual. O fundo do mar, simbolizaria as regiões profundas da nossa alma, onde às vezes nos vemos mergulhados. O final da cantiga refere-se ao sentimento de solidariedade e ao desejo de ir ao encontro das necessidades de quem sofre.

Abordagem psicanalítica das cantigas de roda

Cantiga de roda

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Cantigas de roda e folclore

CANTIGAS DE RODA E FOLCLORE

por Benita Michahelles

Excerto da monografia apresentada ao Curso de Musicoterapia do Conservatório Brasileiro de Música sob a orientação de Marly Chagas.

As cantigas de roda integram o conjunto das canções anónimas que fazem parte da cultura espontânea, decorrente da experiência de vida de qualquer coletividade humana. Elas dão-se numa sequência natural e harmónica com o desenvolvimento humano.

Num artigo da sua autoria, Godinho (1996) ao citar as cantigas de roda, reflete:

“…Quem é esta que me estimula a sair deste mesmo colo e a buscar o mundo lá fora arriscando mais um rompimento, oferecendo-me a oportunidade de partilhar com os outros iguais a mim…”

Segundo Câmara Cascudo, as brincadeiras de roda referem-se a brincadeiras do folclore dançadas ou cantadas apresentando melodias e coreografias simples. Grande parte delas apresentam-se com os participantes colocando-se em roda e de mãos dadas, mas existem também variações, como os brinquedos-de-roda assentada, de fileira, de marcha, de palmas, de pegar, de esconder, incluindo também as chamadas para brinquedos e as cantigas para selecionar jogadores.

As rodas infantis que se apresentam no Brasil – e que são o foco deste trabalho – têm origem portuguesa, francesa e espanhola. Porém com a força do cantar e ouvir, abrasileiraram-se muitos destes cantos, sendo eles hoje tão nossos como se aqui nascidos.

Ainda de acordo com Cascudo, em relação às outras modalidades de canções populares, as cantigas e brincadeiras-de-roda destacam-se pela sua constância

“(…) apesar de serem cantadas uma dentro das outras e com as mais curiosas deformações das letras, pela própria inconsciência com que são proferidas pelas bocas infantis.” Elas são transmitidas oralmente abandonadas em cada geração e reerguidas pela outra “numa sucessão ininterrupta de movimento e de canto quase independente da decisão pessoal ou do arbítrio administrativo.” (ibid.)

As manifestações folclóricas nascem dos impulsos criadores, tanto individuais como coletivos. O folclore é adversário do número em série, do produto estampado e do padrão patenteado. De mão-em-mão, de boca-em-boca se faz: cada um improvisa, recria, deixa a sua marca, introduz novos padrões.

Assim, a música folclórica é aquela que se transmite e se preserva oralmente, expandindo-se por isso com toda a naturalidade, e possuindo uma aceitação coletiva. Ela diferencia-se da música chamada erudita por nela não ser procurado o rebuscamento ou o aperfeiçoamento de forma intencional e, da música chamada popular, por não ser produzida em série ou ter destinação comercial. Em sua simplicidade, a música folclórica torna-se mais autêntica e espontânea, e assume um poder de comunicação e uma ressonância imediata no espírito do povo que a pratica. (Lamas, 1992)

Enquanto criação artesanal e comunitária, a música folclórica está condicionada a padrões aceites por todos, sendo-lhe uma característica peculiar a adaptação às circunstâncias. Assim, é comum por exemplo, que uma mesma melodia sofra as mais variadas deformações, e apresente diversas versões, podendo também ser encontrada ao mesmo tempo numa cantiga-de-roda infantil e numa dança de adultos num terreiro fetichista. Em geral, pode dizer-se que a música folclórica não é executada independentemente, ela está condicionada a algum fim, pois atende às necessidades do ambiente onde se propaga. (ibid.)

Segundo Camera Cascudo, “O folclore inclui nos objetos e fórmulas uma quarta dimensão sensível ao seu ambiente”. O seu valor ultrapassa largamente o ângulo do funcionamento racional, compreendendo muito mais, uma afirmação ou ampliação do emocional. Assim, as suas manifestações conformam a “fisionomia espiritual das gentes” (Brandão e Milleco, 1992) e, se esquecidas ou desprezadas, “(…) os povos acabam por perder a consciência do seu próprio destino.” (ibid.).

Em contrapartida, a oportunidade de reviver, experimentar, ou lembrar as manifestações do folclore, implica entrar em contacto com forças vitais ancestrais e também em reviver conteúdos arquetípicos que estão na base da construção da identidade dos povos.

Segundo Menezes,

“(…) A identidade quer pessoal, quer social, é sempre socialmente atribuída, mantida e transformada (…). O processo de identificação é um processo de construção de imagem e o suporte fundamental é a memória, através da qual se obtém informações, conhecimentos, experiência e, por isso mesmo, a possibilidade de dar lógica, sentido e inteligibilidade aos vários aspetos da realidade.” (Menezes)

Assim, ocorre que, cantando e dançando no grupo de brincadeiras, a criança traz elementos do passado da humanidade para o seu presente, “a partir da vivência deste passado relacionado aos conteúdos do seu presente, encontra-se em condições de projetar o seu futuro.” (ibid)

“Neste processo a criança tem a possibilidade de transformar o desconhecido em conhecido, o inexplicável em explicável, e reforçar ou alterar o mundo. Pode levantar questões, discutir, inventar, criar, transformar.” (Heller)

Cantigas de roda e folclore

Ciranda

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Cantigas e brincadeiras de roda

CANTIGAS E BRINCADEIRAS DE RODA

por Benita Michahelles

Monografia apresentada ao Curso de Musicoterapia do Conservatório Brasileiro de Música sob a orientação de Marly Chagas.

Cantar, dançar, sentir, pensar, compartilhar, transformar… Quantos não são os movimentos vitais contidos nas cirandas infantis? E logo: quantos não são os motivos que as tornam valiosos elementos terapêuticos também? São diversas as razões que justificam a sua força e reincidência na Musicoterapia.

Primeiramente, devemos ressaltar que elas integram o conjunto das manifestações musicais do folclore – o que por si só já lhes confere um caráter de autenticidade e simplicidade, além de um grande poder de comunicação e uma ressonância imediata no espírito das gentes que as ouvem, praticam e recriam.

Há uma alta expressão simbólica da marcha descrevendo um círculo, que participa há milénios da liturgia popular de quase todo o mundo. Constituindo-se como formações circulares dançadas e cantadas, as brincadeiras-de-roda podem ser consideradas “mandalas vivas”.

Isto significa que, ao cantar e brincar de roda cada participante pode viver e compartilhar com os demais da experiência de “estruturar o que ocorre na psique”; “representar a junção de opostos aparentemente incompatíveis”; “expressar a ideia de refúgio seguro e de reconciliação interior”; “compensar a desordem e a confusão psíquicas”, num clima de “concentração e de meditação”.

Também já uma mera procura ou tentativa espontânea de cantar ou ouvir uma cantiga-de-roda, ou de formar a brincadeira propriamente estaria indicando a necessidade de viver estes aspetos mandalares, constituindo-se como um movimento compensatório e instintivo de grande valor terapêutico.

As cantigas e brincadeiras-de-roda têm as suas raízes nas relações primárias do desenvolvimento humano. Do ponto de vista musical, a simplicidade e a especificidade dos seus caminhos rítmicos e melódicos refletem os traços bio-psico-musicais típicos da etapa infantil.

Brincar à roda constitui como uma atividade que dá prazer e integra harmoniosamente as linguagens sonora, corporal e verbal. Assim, música, corpo, emoção e pensamento atuam conjuntamente, impulsionando-se entre si e possibilitando a ampliação da própria expressão. Emergem personagens e tramas que são vividos pelos participantes do seu interior, num processo dinâmico que implica num constante relacionar-se com os próprios conteúdos, elaborá-los e ressignificá-los.

Qual seria então o papel do musicoterapeuta diante de tudo isto?
Acredito que, em primeiro lugar, a própria consciência da riqueza dos recursos que ele tem disponíveis como instrumentos de trabalho. Não para se instaurar a obrigatoriedade do uso das cantigas e brincadeiras-de-roda, não para utilizá-las de maneira impositiva ou didática, muito menos como uma muleta nos procedimentos em sessão.

Mas sim, para poder lançar mão delas, (ou mesmo para poder recebê-las quando trazidas espontaneamente por seus clientes) nos momentos exatos em que podem ser verdadeiramente frutíferas enquanto objeto terapêutico. Sejam como pontes cliente-terapeuta, sejam como estímulos ao movimento ou a expressão corporal e vocal, sejam como mobilizadoras do contacto com sentimentos guardados, sejam como viabilizadoras do contacto prazeroso com o outro, sejam para propiciar um clima de concentração e de reconciliação interior… ou simplesmente pela alegria de cantar e de brincar em conjunto. As possibilidades são múltiplas e não terminam por aí. Devem, cada vez, ser reinventadas…

Alçando vôos para além dos settings de Musicoterapia, não nos esqueçamos da importância da atuação dos musicoterapeutas em reavivar estas manifestações lúdico-musicais nas escolas, nas instituições de forma geral, em encontros interdisciplinares e na própria comunidade. Esta certamente constitui-se como uma contribuição para a efetivação da política preventiva na área da saúde.

Por fim, gostaria de lembrar, que como facilitadores destes legados culturais, estamos também a contribuir para a recostura de um processo a nível social. Fazendo pontes e replantando sementes que, em forma de som, movimentos e símbolos, religam gerações e, sempre novamente, fecundam a vida subjetiva.

Cantigas e brincadeiras de roda

Dança circular

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