Informação sobre factos ou eventos que já aconteceram

Ervas aromáticas na Meloteca

Herbário

Plantas aromáticas e medicinais na Meloteca

A Meloteca tem um Jardim Multissensorial que inclui uma coleção de instrumentos reutilizados que as crianças e adultos podem manusear e tocar, diversos equipamentos lúdicos, várias dezenas de frutos comestíveis e mais de 60 ervas aromáticas e plantas medicinais. Entre maio e setembro pode agendar o aniversário do seu filho num pequeno espaço de natureza com diversão garantida.

Absinto

Artemisia absinthium

Agastache

Agastache foeniculum

Alecrim

Rosmarinus officinalis

Alfazema [ Lavanda ]

Lavandula angustifolia

Alho

Allium sativum

Anis [ Erva-doce ]

Pimpinella anisum

Arméria branca

Armeria pseudoarmeria var. “Ballerina White”

Arruda

Ruta graveolens

Balsamita

Tanacetum balsamita

Buddleia [ Flôr-de-mel ]

Buddleja davidii

Camomila

Matricaria chamomilla

Cardo-penteador

Dipsacus fullonum

Carvalhinha

Teucrium chamaedrys

Cebolinho

Allium schoenoprasum

Coentros

Coriandrum sativum

Cravinas

Dianthus caryophyllus

Endro

Anethum graveolens

Erva-cidreira

Melissa officinalis

Erva da Prata

Paronychia argentea

Escalónia-branca

Escalonia illinita

Estêva

Cistus ladanifer

Estragão

Artemisia dracunculus

Funcho

Foeniculum vulgare

Hipericão-do-Gerês

Hypericum androsaemum

Hissopo

Hyssopus officinalis

Hortelã

Mentha spicata

Hortelã-de-cabra

Cedronella canariensis

Hortelã-pimenta

Mentha piperita

Hortelã-vietnamita

Persicaria odorata

Incenso-bastardo

Plectranthus forsteri marginatus

Jasmim

Jasminum officinale

Limonete

Aloysia citriodora

Manjericão

Ocimum basilicum

Manjerona

Origanum majorana

Margarida [ Calêndula ]

Calendula officinalis

Marioila

Phlomis purpurea

Milfólio

Achillea millefolium

Mirra-bastarda

Plectranthus sp.

Nêveda-dos-gatos

Nepeta cataria

Orégãos

Origanum vulgare

Pelargónio-de-folha-pequena

Pelargonium odoratissimum

Pelargónio-limão

Pelargonium crispum

Pelargónio Radula

Pelargonium radula

Pelargónio “Sweet Mimosa”

Pelargonium “Sweet Mimosa”

Pêra-meloa

Solanum muricatum

Pimenta malagueta

Capsicum frutensis

Poejo

Mentha pulegium

Primavera [ Prímula ]

Primula vulgaris

Rapazinhos

Salvia microphylla

Rosmaninho-africano

Eriocephalus africanus

Rúcula

Eruca sativa

Sabugueiro

Sambucus nigra

Salsa

Petroselinum sativum

Sálvia

Salvia officinalis

Sálvia-ananás

Salvia elegans

Sálvia branca

Salva apiana

Saponária

Saponaria officinalis

Sargaço-branco

Teucrium fruticans

Segurelha

Satureja hortensis

Tomilho

Thymus especies

Tomilho-poêjo

Thymus pulegioides

Violeta-de-cheiro

Viola odorata

Zimbro

Juniperus comunis

Frutos comestíveis da Meloteca

Frutália

A Meloteca tem um Jardim Multissensorial que inclui várias dezenas de frutos comestíveis. Nos arbustos e árvores de fruto comestível, há etiquetas com os nomes português e científico, a região de origem.

Abacate

. Avocado

. . Persea americana

Abrunho

. Blackthorn

. . Prunus spinosa

Alperce

. Apricot

. . Prunus armeniaca

Ameixa branca

. Plum

. . Prunus domestica

Ameixa vermelha

. Plum

. . Prunus domestica

Amora amarela [ de árvore ]

. White mulberry

. . Morus alba

Amora do Japão

. Japanese wineberry

. . Rubus phoenicolasius . Ásia

Amora dos Himalaias

. Blackberry

. . Fruticosus Himalaya

Amora preta

. Blackberry

. . Morus nigra

Amora preta

. Blackberry

. . Rubus argutus

Amora preta

. Blackberry

. . Rubus caesius

Araçã amarelo

. Strawberry guava

. . Psidium cattleyanum

Araçã roxo

. Purple guava

. . Psidium rufum

Arando

. Bilberry

. . Vaccinium Myrtillus

Arónia

. Chokeberry

. . Aronia prunifolia

Avelã

. Hazel

. . Corylus avellana

Azeitona

. Olive

. . Olea europaea

Carissa (Ameixa de Natal)

. Natal plum

. . Carissa grandiflora macrocarpa

Castanha

. Sweet chestnut

. . Castanea sativa

Cereja

. Cherry

. Prunus avium

Clementina

. Clementine

. . Citrus reticulata

Clemenvila

. Clemenvilla

. . Citrus reticulata

Damasco

. Apricot

. . Prunus armeniaca

Diospiro Coroa de Rei

. Japanese persimmon

. . Diospyros kaki

Diospiro-maçã

. Japanese persimmon

. . Diospyros kaki

Feijoa

. Pineapple guava

. . Acca sellowiana

. . . Brasil, Uruguai

Figo da Índia

. Cactus crop

. . Opuntia ficus-indica

. . . México

Figo pingo de mel

. Fig

. . Ficus carica

. . . Mediterrâneo

Framboesa amarela

. Sweet raspberry

. . Rubus idaeus

. . . Ásia

Framboesa da China

. Chinese raspberry

. . Rubus Xanthocarpus

. . . Ásia

Framboesa vermelha

. Red raspberry

. . Rubus idaeus

. . . Ásia

Fruto do paraíso

. Philodendron

. . Monstera deliciosa

Ginja

. Wild cherry

. . Prunus cerasus

Goiaba

. Common guava

. . Psidium guajava

. . . Brasil

Goji

. Goji

. . Lycium barbarum

Groselha branca

. White currant

. . Ribes album

Groselha europeia

. Black currant

. . Ribes uva crispa

Groselha preta

. Jostaberry

. . Ribes nigrum

Groselha vermelha

. Garnet berry

. . Ribes rubrum

Groselha preta

. Jostaberry

. . Ribes nigrum

. . . Américas

Kiwi verde

. Kiwifruit

. . Actinidia deliciosa

Kiwi vermelho

. Kiwifruit

. . Actinidia deliciosa

Laranja

. Orange

. . Citrus sinensis

Laranja da Baía

. Orange

. . Citrus sinensis

Líchia

. Lychee

. . Litchi chinensis

. . . Ásia

Lima

. Bitter orange

. . Citrus aurantium

. . . Índia e Sul da Ásia

Limão comum

. Lemon

. . Citrus Limonium

. . . Ásia

Maçã Bravo de Esmolfe

. Apple

. . Malus domestica

Maçã Reineta

. Apple

. . Malus domestica

Maracujá roxo

. Passion fruit

. . Passiflora edulis

. . . Brasil

Marmelo

. Quince

. . Cydonia oblonga

. . . Sudoeste asiático

Medronho

. Strawberry

. . Arbutus unedo

Mirtilo

. Blueberry

. . Vaccinium myrtillus

[ Mirtilo cor de rosa

. Pink lemonade

. . Vaccinium Corymbosum ]

Mirtilo da Sibéria

. Billberry

. . Lonicera caerulea

. . Ásia Central

Morango trepador

. Strawberry

. . Fragaria vesca

Nashi

. Nashi pear

. . Pyrus pyrifolia

[ Nectarina

. Peach

. . Prunus persica

. . . China ]

Nêspera europeia

. Medlar

. . Mespilus germanica

Nêspera japonesa

. Loquat

. . Eriobotrya japonica

. . . Japão

Noz

. Nut

. . Carya illinoensis

Noz de Macadâmia

. Macadamia nut

.. Macadamia integrifolia Maiden et Betch

Papau

. Papaw

. . Asimina triloba

Paraguaio

. Flat peach

. . Prunus persica

… China

Pera Williams

. Williams pear

. Pyrus communis

[ Pêssego

. Peach

. Prunus persica ]

Physalis

. Baloon cherry

. . Physalis angulata

. . . América do Sul

Pistáchio

. Pistachio

. . Pistacia lentiscus

. . . Sudoeste asiático

Pitanga

. Brazilian cherry

. . Eugenia uniflora

. . . Brasil

Romã

. Pomegranate

. . Punica granatum

. . . Ásia

Tamarilho

. Tree tomato

. . Solanum betaceum

Tangerina

. Ponkan mandarin

. . Citrus reticulata Blanco

Uva Moscatel

. Grape

. Vitis vinifera

. . . Europa

Uva Cardinal

. Grape

. . Vitis vinifera

. . . Europa

Uva crispa branca

. Gooseberry

. . Ribes uva-crispa

Uva crispa vermelha

. Gooseberry

. . Ribes uva-crispa

Dinis Sousa assistente de Eliot Gardiner

Sousa assistente de Gardiner

Português Dinis Sousa nomeado maestro assistente do britânico John Eliot Gardiner

Londres, 11 out (Lusa)

A nomeação de Dinis Sousa para maestro assistente do Coro Monteverdi e Orquestras “é uma honra enorme” porque formaliza o trabalho com o britânico John Eliot Gardiner, com quem já está em digressão nos EUA, afirmou o português.

“Não havia dúvidas sobre aceitar o lugar. É uma oportunidade única e que não sonhava que fosse sequer possível, portanto mal surgiu esta possibilidade fiquei logo muito entusiasmado e honrado com a proposta”, disse o músico portuense à agência Lusa.

A nomeação de Dinis Sousa, de 30 anos, para maestro assistente, uma posição que não existia, foi anunciada no início desta semana e considerada relevante por diversas publicações especializadas porque é a primeira vez que o comando do Coro Monteverdi e das duas orquestras associadas é partilhado pelo britânico desde a fundação, em 1964.

O grupo começou com o Coro Monteverdi, hoje considerado um dos melhores e mais versáteis do mundo, abrangendo obras que vão desde Monteverdi a Stravinsky, mas 13 anos mais tarde Gardiner criou a orquestra English Baroque Soloists para trabalhar com o Coro, usando instrumentos de época.

Em 1990, Gardiner fundou a Orchestre Révolutionnaire et Romantique para interpretar repertório romântico, também com instrumentos de época, começando por tocar e gravar música de Beethoven e Berlioz.

É com esta última orquestra que Dinis Sousa está atualmente em digressão nos EUA, onde está a apresentar dois programas inteiramente dedicados a Berlioz, tendo previstos dois concertos no Carnegie Hall de Nova Iorque, no domingo e na segunda-feira.

Ser assistente de John Eliot Gardiner é “muito especial” para o português, que se identifica com o trabalho dele, maestro que cresceu a escutar e começou a acompanhar de perto quando se mudou para Londres, para estudar Direção de Orquestra na Guildhall School of Music and Drama.

“Tentava ir assistir aos ensaios e aos concertos quando podia, e estes eram sempre uma inspiração para mim. Portanto, ter agora um trabalho regular com estes grupos é mesmo muito especial. Nos últimos tempos, tenho já trabalhado em alguns projetos com o Gardiner e isto tem sido uma curva de aprendizagem enorme e uma experiência absolutamente marcante”, disse à Lusa.

O regente português conta que, “além do repertório extraordinário, poder conviver e aprender com um músico deste nível, com a sua energia inesgotável, que está constantemente a explorar e a encontrar algo novo na música que todos já conhecemos tão bem, é algo que me tem influenciado imenso.

Na sua opinião, o maestro britânico, atualmente com 75 anos, é um dos mais importantes e marcantes da atualidade, que revolucionou a forma como se ouve e interpreta música de diferentes compositores, de diferentes épocas, tendo em conta os diferentes contextos históricos em que surgiu, e que produziu uma série de gravações consideradas de referência para músicos, apreciadores de música e para a história da interpretação, nos últimos 50 anos.

Gardiner, citado no comunicado do Coro Monteverdi e Orquestras, elogiou Dinis Sousa pelo seu “talento impressionante” e pela sua versatilidade, lembrando a colaboração numa “série de tarefas difíceis”, nomeadamente na assistência durante os ‘Proms’ de 2016 (o festival organizado anualmente pela BBC, em Londres), na produção de “Oedipus Rex”, ópera de Stravinsky, com a Filarmónica de Berlim, e em vários projetos com a Orquestra Sinfónica de Londres.

O português espera poder beneficiar da experiência e conhecimento do britânico para continuar com o próprio projeto da Orquestra XXI, que fundou em 2013 para realizar concertos de música clássica em Portugal, com músicos que residem e trabalham no estrangeiro.

“Trabalhar com o Gardiner é uma enorme ajuda, uma vez que ele está a par de todos os programas, e podemos discutir muito sobre as obras, o que é sempre uma estimulante aprendizagem para mim”, adiantou.

BM // MAG

Lusa/fim

Festa de anos

No domingo 09 de setembro, entre as 15:00 e as 19:00, decorreu na Meloteca, em Avintes, o aniversário da Carolina. Naquele que foi o último aniversário do Verão de 2018, estiveram presentes 10 crianças e cerca de 20 adultos (pais e avós).

As crianças, colegas de escola, divertiram-se a andar de baloiço, a jogar à bola na relva, a interagir com os pequenos hamsters russos, a vencer receios das tartarugas, a tocar nos peixes de água fria. Brincaram com pistolas de água, encestaram bolas no cesto novo, andaram de carro de pedais e jogaram matraquilhos. Tocaram bateria digital, jambés e darabucas.

Sebastian, o mais novo, um bebé com quase dois anos, gostou de andar de carro, de caminhar na relva e de andar no pequeno cavalo azul. O avô, que fez carros artesanais para outros netos, mostrou ser especialista na arte de tocar passarinhos de barro e de estimular o pequenino.

Os adultos sentaram-se à sombra a conversar, a reviver tempos passados ou antigos mesmo, recordações de Vila Flor, de Cinfães e de Avintes. Comeram figos pingo-de-mel e maracujás apanhados horas antes.
E beberam, que o tempo estava quente. Falámos de licores e de como fazê-los, que uma senhora sabia mesmo do assunto.

Cantou-se os parabéns à Carolina.

Um dos pequenos hamsters russos com que as crianças tinham brincado foi adotado por uma família. E pelas 19:00 toda a gente foi embora, depois de uma magnífica tarde de convívio.

O espaço consiste numa casa antiga de pedra que já foi parcialmente restaurada e um relvado com numerosas árvores e arbustos de fruto, ervas aromáticas e flores, e um tanque de pedra onde as crianças podem refrescar-se e fazer brincadeiras na água.

Entre junho e setembro do próximo ano, a Meloteca continuará a disponibilizar o espaço para a realização de festas de aniversário para crianças.

António José Ferreira

Espólio de Luiz Costa

De acordo com notícia publicada pelo “Público” no Ípsilon, a 31 de Julho de 2018, da autoria de Sérgio C. Andrade, o espólio do compositor, pianista e pedagogo Luíz Costa, pai de Helena e Madalena Sá e Costa, vai ser divulgado pela Casa da Música.

LUIZ COSTA

Espólio do compositor Luiz Costa vai ser divulgado pela Casa da Música

Câmara do Porto aprovou assinatura de protocolo com a fundação portuense, a Gulbenkian e a família do compositor com vista à digitalização de perto de duas centenas de partituras do pai de Helena e de Madalena Sá e Costa.

A Câmara Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, por unanimidade, a assinatura de um protocolo de parceria para a digitalização e divulgação dos documentos da obra musical de Luiz Costa (1879-1960). Os outros parceiros deste protocolo são a família deste pianista e compositor – pai de Helena Sá e Costa (1915-2006) e de Madalena Sá e Costa (n. 1915) –, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Casa da Música.

O texto da proposta agora aprovada em reunião do executivo justifica este protocolo atendendo ao “interesse na divulgação e no estudo da obra de Luiz Costa, que desenvolveu a maior parte do seu trabalho na cidade do Porto”.

Essa tarefa irá caber à Casa da Música, que – segundo os termos do protocolo que será assinado em data a designar – assumirá a responsabilidade de divulgar os documentos digitais das obras do compositor nos seus sítios da Internet, para que “passem a ser do conhecimento público”, um trabalho que deverá ser concretizado até 31 de Dezembro do corrente ano.

A digitalização das partituras de Luiz Costa, já realizada, teve um custo de quatro mil euros, que serão pagos pela Câmara do Porto (2500 euros) e pela Gulbenkian (1500 euros). Esta operação teve por base a inventariação realizada pela musicóloga Christine Wassermann Beirão, no âmbito de um pós-doutoramento na Universidade Católica do Porto, e que foi editada em 2014.

A Câmara Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, por unanimidade, a assinatura de um protocolo de parceria para a digitalização e divulgação dos documentos da obra musical de Luiz Costa (1879-1960). Os outros parceiros deste protocolo são a família deste pianista e compositor – pai de Helena Sá e Costa (1915-2006) e de Madalena Sá e Costa (n. 1915) –, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Casa da Música.

O texto da proposta agora aprovada em reunião do executivo justifica este protocolo atendendo ao “interesse na divulgação e no estudo da obra de Luiz Costa, que desenvolveu a maior parte do seu trabalho na cidade do Porto”.

Essa tarefa irá caber à Casa da Música, que – segundo os termos do protocolo que será assinado em data a designar – assumirá a responsabilidade de divulgar os documentos digitais das obras do compositor nos seus sítios da Internet, para que “passem a ser do conhecimento público”, um trabalho que deverá ser concretizado até 31 de Dezembro do corrente ano.

A digitalização das partituras de Luiz Costa, já realizada, teve um custo de quatro mil euros, que serão pagos pela Câmara do Porto (2500 euros) e pela Gulbenkian (1500 euros). Esta operação teve por base a inventariação realizada pela musicóloga Christine Wassermann Beirão, no âmbito de um pós-doutoramento na Universidade Católica do Porto, e que foi editada em 2014.

Sérgio C. Andrade, Ípsilon, Público, 31 de Julho de 2018

 

BIOGRAFIA DE LUIZ COSTA

Nascido numa freguesia de Barcelos, Monte de Fralães, em 1879, Luiz Costa tornou-se um nome de referência do modernismo musical português. Iniciou os estudos musicais no Porto com Bernardo Moreira de Sá (1853-1924), que se tornaria seu sogro, pelo casamento com a também pianista Leonilde Moreira de Sá (1882-1964). No início do século XX, Luiz Costa aperfeiçoou a formação musical na Alemanha com músicos e professores da chamada Nova Escola Alemã de Piano, que incluía o também português Vianna da Motta.

De regresso a Portugal, tornou-se professor na Escola Superior de Piano e dirigiu duas instituições da cidade que tinham sido fundadas pelo seu sogro, o Conservatório de Música e o Orpheon Portuense (cujos arquivos estão também à guarda da Casa da Música) – através desta sociedade de concertos, o Porto pôde acolher figuras maiores da música mundial, como Maurice Ravel, Claudio Arrau ou Edwin Fisher. Paralelamente, Luiz Costa tocava como solista em vários concertos temáticos, e também ao lado de intérpretes como Pablo Casals e Guilhermina Suggia.

Como compositor, Luiz Costa desenvolveu uma obra assinalável, em que pretendeu casar a tradição poética e bucólica do seu país, e mesmo do seu Minho natal, com correntes estéticas do seu tempo, da escola alemã ao impressionismo francês, passando pelo neoclassicismo. Simultaneamente compôs várias peças para as suas filhas, e em particular para o piano de Helena Sá e Costa.

FIMPV 40

FIMPV

40 anos do Festival Internacional

A programação comemorativa do 40º aniversário do FIMPV encerrou no dia 28 de julho de 2018 com um memorável concerto dedicado à música dos dois mais destacados membros da família Bach (Johann Sebastian e Carl Philipp) pelo agrupamento vocal Arsys Bourgogne.

Este espetáculo decorreu na Igreja Matriz e contou com a presença do Vice-Presidente e Vereador da Cultura da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Luís Diamantino, que aproveitou o momento para anunciar a despedida do Professor João Marques como Diretor Artístico do Festival Internacional de Música da Póvoa de Varzim reconhecendo, publicamente, a sua notável dedicação ao longo de 40 anos para que o evento mantivesse uma qualidade notável. O cargo será assumido pelo pianista poveiro Raúl da Costa, que se encarregará da programação já em 2019.

A edição foi inaugurada com a sempre aguardada conferência do musicólogo Rui Vieira Nery (dedicada aos 150 anos do nascimento de Vianna da Motta). Mas uma substancial parte da programação foi dedicada à música antiga, tão adequada às Igrejas Matriz e S. Pedro de Rates. Êxito absoluto com os espetáculos de Jordi Savall, Ensemble Vox Luminis, La Fonte Musica e Ensemble Zefiro.

Destaque muito especial para o fantástico concerto pelo Concerto Italiano, cujo programa, apesar do elevado grau especulativo, conseguiu manter a atenção do público desde os primeiros compassos.

O recital pela cravista Ana Mafalda Castro – uma das grandes responsáveis pela introdução em Portugal do movimento visando a recuperação da música antiga – atraiu a S. Pedro de Rates um público entusiasta incluindo muitos dos seus alunos.

Os concertos e recitais de música de câmara também atingiram elevados patamares.

Uma referência muito especial ao concerto pela Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música, que esgotou a lotação do Cine-Teatro Garrett. O desempenho de Raúl da Costa como solista esteve ao nível do que já nos habituou: a sua presença em palco, a precisão técnica e adequação estilística são plenamente convincentes.

Esta edição do FIMPV superou o nível qualitativo e de afluência de público das anteriores, tanto quanto se pode aferir pela análise de alguns indicadores: recintos com lotação esgotada em 13 espetáculos; média de ocupação dos recintos de 104%; média de 300 pessoas para 15 espetáculos realizados (total de 4.500 espectadores); 12 espetáculos excecionais em termos absolutos; e um bom retorno da crítica especializada publicada em jornais e rádio de expressão nacional.

A 40ª edição do FIMPV beneficiou mais uma vez dos apoios estruturantes da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, da Direcção-Geral das Artes, do Turismo de Portugal, de diversas instituições e empresas (ao abrigo da Lei do Mecenato) e de meios da comunicação social.

Póvoa de Varzim, 31-07-2018

Luís Gomes

Notícias breves

NOTÍCIAS BREVES

Tenor Luís Gomes premiado no Operalia

O tenor português Luís Gomes venceu este domingo na categoria de zarzuela e recebeu o prémio do público para melhor voz masculina, no concurso internacional de canto lírico Operalia, que decorreu no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

02 de setembro

 

Restaurado órgão da antiga sé de Castelo Branco

A Oficina e Escola de Organaria, de Pedro Guimarães e Beate von Rohden, completou há pouco o restauro do órgão da Igreja de S. Miguel (antiga Sé e Concatedral) de Castelo Branco, obra promovida pela Câmara Municipal. O tratamento da caixa e tribuna foram da responsabilidade da Arquehoje.

Carlos Garcia compositor

Stabat Mater

STABAT MATER

Obra de Carlos Garcia estreia nos EUA

Cinco anos depois da sua estreia, em Janeiro de 2014, pela Sinfonietta de Lisboa e Coro Ricercare, a obra “Stabat Mater” de Carlos Garcia atravessará o oceano Atlântico em 2019.

A catedral de St. John em Lafayette, no Louisiana, foi o local escolhido para no dia 12 de Abril de 2019 às 19h00 se dar a estreia americana desta obra.

Num concerto de nome “Heart and Soul“, que acolhe também uma das emocionantes sinfonias de Haydn (n.º 44 – Mourning), a Acadiana Symphony Orchestra convida os coros da Universidade do Louisiana para este concerto.

Carlos Garcia é licenciado em Formação Musical e em Jazz (Piano) pela Escola Superior de Música de Lisboa, ao longo da sua formação teve o prazer de aprender e trabalhar com Luís Gomes (clarinete), Rui Paiva (órgão), Eurico Carrapatoso (análise e técnicas de composição), Pedro Moreira (big band), Lars Arens (arranjos), João Paulo Esteves da Silva, Antoine Hérve (piano jazz), Vasco Pearce de Azevedo, Ernst Shelle, Jean-Marc Burfin e Yibin Seow (direção de orquestra).

Bailarina

Pallco

PALLCO

O “Pallco” mantém durante todo o ano um calendário regular de actividades nas mais diversas áreas das artes performativas. Acções não só destinadas aos estudantes e praticantes profissionais e amadores como também ao público em geral que prefira exercitar o corpo e o espírito com actividades diferentes num espaço surpreendentemente inovador.

No âmbito do ensino da música, os cursos oficiais básicos e secundários contemplam os seguintes instrumentos: acordeão, bateria, canto, clarinete, contrabaixo, flauta transversal, guitarra clássica, guitarra portuguesa, harpa, oboé, percussão, piano, saxofone, trombone, tuba, trompete, tuba, violeta, violino e violoncelo. Os cursos livres de  jazz e pop rock são ministrado nos seguintes instrumentos: acordeão, bateria, canto, clarinete, contrabaixo, guitarra, harpa, percussão, piano, saxofone, vibrafone, trombone, trompete, violino e violoncelo.

Pelas suas qualidades, dimensões e objectivos, o “Pallco” é um espaço único em Portugal destinado ao ensino das artes performativas da dança, música e teatro musical, tanto na vertente profissional como lúdica. Concebido e construído de raiz num espaço com 2.400 metros quadrados de área, a infraestrutura oferece tudo o que é necessário para a aprendizagem e a prática destas artes. O “Pallco” resulta de um investimento inteiramente privado que ultrapassou 1 milhão e 700 mil euros.

«Com estas qualidades e o potencial que a escola oferece, estamos também em condições de atrair alunos e professores estrangeiros como nunca foi possível em Portugal. Na verdade, já foi possível conquistar uma grande atenção internacional e conseguir parcerias com escolas renomadas», afirmou a empreendedora e directora Sofia Marques dos Santos.

O “Pallco” foca a sua actividade nas artes performativas de dança, música e teatro musical, também dispõe serviços complementares para os seus alunos: fisioterapia, nutrição, mind coach, podologia, apoio escolar e explicações individuais e de grupo, pelo que é mais do que uma escola de artes.

 

ABERTO À POPULAÇÃO

Para a população em geral, o “Pallco” oferece outras actividades: Pilates, Yoga, Body & Mind, ginástica, treino funcional, sénior training, ballet para adultos, dança contemporânea para adultos, Salsa fit e danças de salão. Toda esta diversidade é proporcionada pelo grande espaço de dois pisos, que oferecem amplos estúdios de dança e de música, várias salas polivalentes, um auditório com 200 lugares e um grande jardim exterior privado com 1000 metros quadrados (mil). O “Pallco” poderá, assim, acolher eventos nacionais e internacionais de diversa natureza como não é muito possível na Área Metropolitana do Porto.

O “Pallco” assume-se ainda como um conceito diferenciado e inovador, devendo ser encarado como uma “casa-escola” não só por parte dos seus alunos, como pelos docentes e amantes das artes do espetáculo. Na verdade, Sofia Marques dos Santosdeseja que o “Pallco” «seja mais do que um espaço de ensino de artes e de formação técnica de artistas. Desejo incutir valores, cultivar a paixão pela arte e cultura como uma forma de vida. O “Pallco” é, portanto, um local onde a performance artística ganha vida, mas onde também se respira arte e cultura e conhecimento», acrescentou.

Sofia Marques dos Santos diz ainda que este posicionamento permite ao “Pallco” aspirar à criação de intercâmbios internacionais com as melhores escolas e conservatórios de artes performativas a nível global, com o objetivo de proporcionar uma experiência internacional a todos os seus alunos. Esta postura constitui uma oportunidade única de integrar programas de formação especializados, nas diferentes modalidades, e de preparar artistas para o maior palco de todos: o mundo.

A par do impacto que proporciona, o “Pallco” traz consigo professores de excelência, tanto na vertente escola como conservatório, não só nacionais como internacionais.

 

Nuno Coelho maestro

Nuno Coelho

NUNO COELHO

MAESTRO SERÁ ASSISTENTE DE DUDAMEL

A Los Angeles Philharmonic Association anunciou que Nuno Coelho será um dos quatro assistentes de Gustavo Dudamel para a temporada de 2018/2019.

Como parte do programa, Nuno estará à frente da Los Angeles Philharmonic em três ocasiões e dirigirá obras de John Adams e Philip Glass em janeiro de 2019 como parte do programa Toyota Symphonies for Youth.

Além disso, será assistente de Gustavo Dudamel, John Adams, Susanna Mälkki e Simone Young e dará classes aos membros da Youth Orchestra Los Angeles.

Nuno Coelho, vencedor do 12º Concurso Internacional de Direção de Orquestra de Cadaqués em Barcelona, dirigirá proximamente a Nederlands Philharmonisch Orkest no Concertgebouw de Amsterdam como parte do festival Robeco SummerNights e na próxima temporada dirigirá pela primeira vez a Royal Liverpool Philharmonic, Beethoven Orchester Bonn, Orchestre National de Lille, Orquesta Sinfónica de Castilla y León ou a Orquesta Sinfónica de Galicia. (02 de julho de 2018)

Nuno Coelho nasceu no Porto em 1989. Começou a tocar violino aos nove anos com  João Paz e Pedro Fesch, ingressando mais tarde no Conservatório do Porto com Andrea Moreira. Completou estudos superiores em Klagenfurt, Áustria e mais tarde no Koninklijk Conservatorium em Bruxelas com  Yuzuko Horigome. Como solista atuou com a Kärtner Sinfonieorchester, Jeugd&Muziek Orkest Antwerpen e por diversas vezes com a Kammerorchester Klagenfurt. Colaborou regularmente com orquestra profissionais de vários países, tendo atuado já em diversas salas da Europa e outros continentes.