Informação sobre factos ou eventos que já aconteceram

Jovem bailarina Carolina Costa

Carolina Costa premiada nos EUA

Aos 12 anos a jovem bailarina Carolina Costa regressa a casa com mais três medalhas de ouro, que ganhou a dançar no Ballet Beyond Borders, EUA. Carolina é aluna do Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, em Leiria. Começou a ter aulas de ballet aos três anos – a ideia foi da avó – e até aos sete quis desistir. Os pais disseram-lhe: “Experimenta mais um ano.” A partir dos oito, começou a participar em concursos de dança e tudo mudou. A jovem bailarina conseguiu o primeiro lugar nas três categorias em que participou, no escalão de estudante: solo contemporâneo, solo clássico, de Le Corsaire, e pas de deux, de Flames of Paris, que dançou com o também português Francisco Gomes. (25/01/2020)

Anarella Sanchez bailarina e professora
Anarella Sanchez bailarina e professora
Curiosidades da Música em Portugal

Entre 2006 e 2019, a Casa da Música, o edifício projetado pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas e inaugurado 2005 registou um total de 7.249.846 milhões de pessoas que nele entraram. Espanhóis, ingleses, franceses e brasileiros constituem a maioria dos estrangeiros que visitam a Casa. “O público não residente tem tido um crescimento sustentável ao longo dos anos, representando cerca de 60% do público das visitas guiadas e 15% dos espectadores de concertos”. Construída para fazer parte da Porto Capital Europeia da Cultura em 2001, a Casa da Música foi inaugurada em 2005, mas os trabalhos só terminaram efetivamente em maio de 2006.

Música para todos no Cerco

Música para Todos

No dia 15 de janeiro de 2020, decorreu nos Paços do Concelho do Porto a cerimónia de entrega dos instrumentos aos 28 novos estudantes do 5.º ano Agrupamento de Escolas do Cerco do Porto que passam a integrar o projeto “Música para Todos“. Marta Ren, madrinha da iniciativa, afirmou dirigindo-se aos alunos: “precisam de tocar o vosso instrumento todos os dias; para alguns não vai ser fácil, pois não vão sentir uma evolução imediata, mas é preciso insistirem e não desistirem até terem resultados”.

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, destacou que este projeto “contribui para o sucesso escolar dos alunos e é um desafio para todos os intervenientes no sistema de ensino”. São vários os fatores que podem influenciar o rendimento escolar dos alunos, mas a educação e o ensino artístico, em particular a música, “assume um papel preponderante para que os alunos possam encontrar o pleno desenvolvimento do seu potencial como alunos e como cidadãos”, acrescentou Rui Moreira.

A iniciativa foi lançada em 2010 pelo Município do Porto, através da Fundação Porto Social, em parceria com o Curso de Música Silva Monteiro e o Agrupamentos de Escolas do Cerco do Porto e do Viso. O principal objetivo do projeto é a promoção do ensino articulado da música a alunos dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico, de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) da cidade do Porto, de forma a combater o insucesso e o abandono escolar. (15/01/2020)

Eva da fadista Cristina Branco

Eva, de Cristina Branco

Com data de estreia agendada para março, Cristina Branco assina a produção musical do CD Eva em conjunto com os seus músicos: Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Luís Figueiredo (piano). O trabalho gráfico desenvolvido conta com a visão de Joana Linda, realizadora, que já tinha colaborado com Cristina Branco na capa do último álbum “Branco” e também nos vídeos: “Namora Comigo”, “Aula de Natação” ou “Alvorada”. (16/01/2020)

Artur Pizarro grava Poulenc e Koechlin

Já está à venda o CD Couleurs pelo pianista portugês Artur Pizarro com a Bamberger Symphoniker sob a direção de Thomas Rösner, da editora discográfica norte-americana Odradek, com obras dos compositores franceses Francis Poulenc e Charles Koechlin. (03/01/2020)

Couleurs, por Artur Pizarro com a Sinfónica de Bamberga
Couleurs, por Artur Pizarro com a Sinfónica de Bamberga

I Am The Escaped One de Carlos Bica

One Man’s Jazz elegeu o álbum I Am The Escaped One do compositor e contrabaixista português Carlos Bica com Daniel Erdmann e DJ Illvibe como o melhor álbum de jazz editado em 2019: “Outside the box, unique, and highly recommended.” I Am The Escaped One também está na lista dos Melhores Discos de 2019 para a Jazz.pt. (03/01/2020)

Carlos Bica, I am the escaped one
I am the escaped one

Archipelago de Luís Tinoco

O álbum Archipelago, editado pela Odradek, apresenta composições de Luís Tinoco interpretadas pelo Drumming GP e pelo Quarteto de Matosinhos. Foi gravado no claustro do Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto. O disco inclui as peças “Short Cuts”, “Mind the Gap”, “Genetical Modified Fados/Fados Geneticamente modificados”, “Zoom In – Zoom out”, “Archipelago” e “Steel Factory”. Reúne várias peças para percussão, algumas compostas para outros músicos, como “Mind the Gap”, peça inspirada na cidade Londres e dedicada ao percussionista Pedro Carneiro. Quanto ao título escolhido, “Archipelago”, corresponde “por um lado à peça mais recente incluída no CD, que data deste ano”. Segundo o compositor, “estas peças constituem uma espécie de arquipélago de momentos musicais que tenho vindo a juntar ao longo dos anos”. (01/01/2020)

Archipelago de Luís Tinoco pelo Drumming
Archipelago de Luís Tinoco pelo Drumming

O Fado de Florbela Espanca

O Fado é a obra que celebra os 125 anos do nascimento de Florbela Espanca, apresenta pela primeira vez a poesia de Florbela Espanca em livro e disco nas vozes do fado no feminino. O livro inclui textos e os poemas, o CD 18 temas com 9 gravações novas. O Presidente da República disse ser uma justíssima e magnífica homenagem a Florbela Espanca. (01/01/2020)

O fado de Florbela Espanca
O fado de Florbela Espanca

Sempre, de Katia Guerreiro

Sempre, de Katia Guerreiro foi escolhido pelo crítico francês do Le Monde Patrick Labesse como um dos cinco discos melhores do ano. “Voz soberana e intensa, Katia Guerreiro transporta também uma memória, a do fado tradicional. Sem com isso por de lado a poesia contemporânea e o prazer da digressão, como é testemunho o seu brilhante Sempre”. (31/12/2019)

Sempre de Katia Guerreiro
Sempre de Katia Guerreiro

Porto Romântico, por Sofia Lourenço

No dia 15 de dezembro de 2019, Sofia Lourenço apresentou o seu mais recente CD, “Porto Romântico – Mazurkas e Romanzas”, no Museu Romântico da Quinta da Macieirinha, ao piano inglês Collard & Collard que agitou os jornais portuenses na época de 1848/49. O sarau de piano decorreu no Salão de Baile e contou com a presença do historiador Germano Silva para falar do Porto na época do Rei Carlos Alberto da Sardenha e do musicólogo e diretor da Cultura da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vieira Nery, para uma abordagem sobre a época do Romantismo na História da Música em Portugal e na Europa. (15/12/2019)

Porto Romântico - Mazurkas e Romanzas
Porto Romântico – Mazurkas e Romanzas

Solo, de Bernardo Sassetti

O disco Solo, publicado pela Casa Bernardo Sasseti, reúne um conjunto de gravações que o pianista efectuou no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, no ano de 2005. Na altura corria a crença de que o piano do teatro tinha características únicas e Sassetti foi aos Açores gravar a sua música, composições novas e antigas, na companhia do produtor Nelson Carvalho. (07/12/2019)

Solo de Bernardo Sassetti
Solo de Bernardo Sassetti
O Grande Te Deum Português Setecentista por José Maria Pedrosa Cardoso

O Grande Te Deum Setecentista Português

O lançamento da obra O Grande ‘Te Deum’ Setecentista Português decorreu no Auditório Biblioteca Nacional de Portugal a 09 de janeiro de 2020. A apresentação da coedição bilingue BNP CESEM, do estudo de José Maria Pedrosa Cardoso, esteve a cargo de Manuel Pedro Ferreira e de David Cranmer. A sessão contou ainda com a demonstração musical de um trecho dos Grandes Te Deum, a cargo de David Cranmer e de Manuel Rebelo. Entre as especificidades da música histórica portuguesa figura certamente o Grande Te Deum setecentista, assim chamado pela sua monumentalidade formal e estética, composto expressamente para a grande função de ação de graças do último dia do ano, na igreja de S. Roque ou na Capela Real da Ajuda. A sua macro forma consta de quatro elementos: 1. Sinfonia (abertura), 2. O salutaris hostia, 3. Te Deum propriamente dito, 4. Tantum ergo, todos eles existentes nas 13 grandes partituras bem conservadas na BNP (11), na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e na Igreja do Loreto, em Lisboa. O seu barroco colossal a vários coros, solistas e orquestra, de que é exemplo o protótipo conhecido dos mesmos, o Te Deum a vinte vocci de António Teixeira, afirma bem a vontade cultural e a opção magnânima de D. João V por uma liturgia tão solene como as maiores do Vaticano. Destes Te Deum, em jeito de introdução, se fala neste livro, nele se justificando a origem litúrgica e a história da sua divulgação na Europa cristã e em Portugal, e se abordam as particularidades estilísticas de todos eles, sobretudo o de A. Teixeira (1734) e os de Sousa Carvalho (1769, 1789, 1792). (09/09/2020)

Coleção “Músicos Ocultos”

Coleção Músicos Ocultos
Coleção Músicos Ocultos

Em dezembro de 2019 foi lançada pelas Edições Colibri uma colecção de biografias de músicos que abriram caminhos entre “mundos da música” e mobilizaram no seu percurso, audiências, músicos amadores e instituições, edição no âmbito do projecto “A nossa música, o nosso mundo: Associações musicais, bandas filarmónicas e comunidades locais (1880-2018)”. O projeto foi desenvolvido pelo INET-md/Universidade de Aveiro. Os livros publicados são: Maestro e Etnógrafo Virgílio Pereira entre a descoberta do folclore e o compromisso de transformação social, por Maria do Rosário Pestana com prefácio de Salwa Castelo Branco; Maestro Silva Dionísio e o Contexto das Bandas Filarmónicas Em Portugal, por Bruno Madureira, com prefácio de Alberto Roque; José dos Santos Pinto, retrato de um músico profissional durante o estado novo, por Ana Margarida Cardoso, com prefácio de Manuel Deniz Silva. Edições Colibri. (04/01/2020)

O Fado de Florbela Espanca

O fado de Florbela Espanca
O fado de Florbela Espanca

O Fado é a obra que celebra os 125 anos do nascimento de Florbela Espanca, apresenta pela primeira vez a poesia de Florbela Espanca em livro e disco nas vozes do fado no feminino. O livro inclui textos e os poemas, o CD 18 temas com 9 gravações novas. O Presidente da República disse ser uma justíssima e magnífica homenagem a Florbela Espanca. (01/01/2020)

Dinis Sousa assistente de Eliot Gardiner

Português Dinis Sousa assistente de John Eliot Gardiner

Londres, 11 outubro de 2018 (Lusa)

A nomeação de Dinis Sousa para maestro assistente do Coro Monteverdi e Orquestras “é uma honra enorme” porque formaliza o trabalho com o britânico John Eliot Gardiner, com quem já está em digressão nos EUA, afirmou o português.

“Não havia dúvidas sobre aceitar o lugar. É uma oportunidade única e que não sonhava que fosse sequer possível, portanto mal surgiu esta possibilidade fiquei logo muito entusiasmado e honrado com a proposta”, disse o músico portuense à agência Lusa.

A nomeação de Dinis Sousa, de 30 anos, para maestro assistente, uma posição que não existia, foi anunciada no início desta semana e considerada relevante por diversas publicações especializadas porque é a primeira vez que o comando do Coro Monteverdi e das duas orquestras associadas é partilhado pelo britânico desde a fundação, em 1964.

O grupo começou com o Coro Monteverdi, hoje considerado um dos melhores e mais versáteis do mundo, abrangendo obras que vão desde Monteverdi a Stravinsky, mas 13 anos mais tarde Gardiner criou a orquestra English Baroque Soloists para trabalhar com o Coro, usando instrumentos de época.

Em 1990, Gardiner fundou a Orchestre Révolutionnaire et Romantique para interpretar repertório romântico, também com instrumentos de época, começando por tocar e gravar música de Beethoven e Berlioz.

É com esta última orquestra que Dinis Sousa está atualmente em digressão nos EUA, onde está a apresentar dois programas inteiramente dedicados a Berlioz, tendo previstos dois concertos no Carnegie Hall de Nova Iorque, no domingo e na segunda-feira.

Ser assistente de John Eliot Gardiner é “muito especial” para o português, que se identifica com o trabalho dele, maestro que cresceu a escutar e começou a acompanhar de perto quando se mudou para Londres, para estudar Direção de Orquestra na Guildhall School of Music and Drama.

“Tentava ir assistir aos ensaios e aos concertos quando podia, e estes eram sempre uma inspiração para mim. Portanto, ter agora um trabalho regular com estes grupos é mesmo muito especial. Nos últimos tempos, tenho já trabalhado em alguns projetos com o Gardiner e isto tem sido uma curva de aprendizagem enorme e uma experiência absolutamente marcante”, disse à Lusa.

O regente português conta que, “além do repertório extraordinário, poder conviver e aprender com um músico deste nível, com a sua energia inesgotável, que está constantemente a explorar e a encontrar algo novo na música que todos já conhecemos tão bem, é algo que me tem influenciado imenso.

Na sua opinião, o maestro britânico, atualmente com 75 anos, é um dos mais importantes e marcantes da atualidade, que revolucionou a forma como se ouve e interpreta música de diferentes compositores, de diferentes épocas, tendo em conta os diferentes contextos históricos em que surgiu, e que produziu uma série de gravações consideradas de referência para músicos, apreciadores de música e para a história da interpretação, nos últimos 50 anos.

Gardiner, citado no comunicado do Coro Monteverdi e Orquestras, elogiou Dinis Sousa pelo seu “talento impressionante” e pela sua versatilidade, lembrando a colaboração numa “série de tarefas difíceis”, nomeadamente na assistência durante os ‘Proms’ de 2016 (o festival organizado anualmente pela BBC, em Londres), na produção de “Oedipus Rex”, ópera de Stravinsky, com a Filarmónica de Berlim, e em vários projetos com a Orquestra Sinfónica de Londres.

O português espera poder beneficiar da experiência e conhecimento do britânico para continuar com o próprio projeto da Orquestra XXI, que fundou em 2013 para realizar concertos de música clássica em Portugal, com músicos que residem e trabalham no estrangeiro.

“Trabalhar com o Gardiner é uma enorme ajuda, uma vez que ele está a par de todos os programas, e podemos discutir muito sobre as obras, o que é sempre uma estimulante aprendizagem para mim”, adiantou.

BM // MAG

Lusa/fim

De acordo com notícia publicada pelo “Público” no Ípsilon, a 31 de Julho de 2018, da autoria de Sérgio C. Andrade, o espólio do compositor, pianista e pedagogo Luíz Costa, pai de Helena e Madalena Sá e Costa, vai ser divulgado pela Casa da Música.

LUIZ COSTA

Espólio do compositor Luiz Costa vai ser divulgado pela Casa da Música

A Câmara do Porto aprovou assinatura de protocolo com a fundação portuense, a Gulbenkian e a família do compositor com vista à digitalização de perto de duas centenas de partituras do pai de Helena e de Madalena Sá e Costa.

A Câmara Municipal do Porto aprovou esta terça-feira, por unanimidade, a assinatura de um protocolo de parceria para a digitalização e divulgação dos documentos da obra musical de Luiz Costa (1879-1960). Os outros parceiros deste protocolo são a família deste pianista e compositor – pai de Helena Sá e Costa (1915-2006) e de Madalena Sá e Costa (n. 1915) –, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Casa da Música.

O texto da proposta agora aprovada em reunião do executivo justifica este protocolo atendendo ao “interesse na divulgação e no estudo da obra de Luiz Costa, que desenvolveu a maior parte do seu trabalho na cidade do Porto”.

Essa tarefa irá caber à Casa da Música, que – segundo os termos do protocolo que será assinado em data a designar – assumirá a responsabilidade de divulgar os documentos digitais das obras do compositor nos seus sítios da Internet, para que “passem a ser do conhecimento público”, um trabalho que deverá ser concretizado até 31 de Dezembro do corrente ano.

A digitalização das partituras de Luiz Costa, já realizada, teve um custo de quatro mil euros, que serão pagos pela Câmara do Porto (2500 euros) e pela Gulbenkian (1500 euros). Esta operação teve por base a inventariação realizada pela musicóloga Christine Wassermann Beirão, no âmbito de um pós-doutoramento na Universidade Católica do Porto, e que foi editada em 2014.

Sérgio C. Andrade, Ípsilon, Público, 31 de Julho de 2018

BIOGRAFIA DE LUIZ COSTA

Nascido numa freguesia de Barcelos, Monte de Fralães, em 1879, Luiz Costa tornou-se um nome de referência do modernismo musical português. Iniciou os estudos musicais no Porto com Bernardo Moreira de Sá (1853-1924), que se tornaria seu sogro, pelo casamento com a também pianista Leonilde Moreira de Sá (1882-1964). No início do século XX, Luiz Costa aperfeiçoou a formação musical na Alemanha com músicos e professores da chamada Nova Escola Alemã de Piano, que incluía o também português Vianna da Motta.

De regresso a Portugal, tornou-se professor na Escola Superior de Piano e dirigiu duas instituições da cidade que tinham sido fundadas pelo seu sogro, o Conservatório de Música e o Orpheon Portuense (cujos arquivos estão também à guarda da Casa da Música) – através desta sociedade de concertos, o Porto pôde acolher figuras maiores da música mundial, como Maurice Ravel, Claudio Arrau ou Edwin Fisher. Paralelamente, Luiz Costa tocava como solista em vários concertos temáticos, e também ao lado de intérpretes como Pablo Casals e Guilhermina Suggia.

Como compositor, Luiz Costa desenvolveu uma obra assinalável, em que pretendeu casar a tradição poética e bucólica do seu país, e mesmo do seu Minho natal, com correntes estéticas do seu tempo, da escola alemã ao impressionismo francês, passando pelo neoclassicismo. Simultaneamente compôs várias peças para as suas filhas, e em particular para o piano de Helena Sá e Costa.

Nuno Baptista

O clarinetista Nuno Baptista, aluno do 2.º ano da Academia Nacional Superior de Orquestra (ANSO), da Metropolitana, é o vencedor do Prémio Inatel Jovem Solista 2020, tendo sido escolhido entre dezenas de candidatos que prestaram provas em fevereiro. O músico de 20 anos sucede assim a Marta Mata e João Gonçalves, que venceram no ano passado, ex-aequo. Com apenas nove anos, iniciou os estudos no Conservatório de Música de Seia, orientado por Carlos Silva. Chegou à Metropolitana no ano letivo 2018/19, para frequentar a licenciatura em Instrumentista de Orquestra, com o professor Nuno Silva, na ANSO. 

Nuno Baptista

Maria João Pires condecorada por Marcelo

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, condecorou no dia 25 de janeiro de 2020 a pianista Maria João Pires com Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique, que considerou ser “um exemplo de excelência de Portugal no mundo”. Depois de um recital de piano, perante o Corpo Diplomático acreditado em Portugal, no Palácio Nacional da Ajuda, em Lisboa, a pianista foi agraciada por Marcelo Rebelo de Sousa, a quarta condecoração de Maria João Pires. (27/01/2020)

Mísia prémio “In Honorem” em França

Notícias breves de música
Mísia

A fadista Mísia recebeu no dia 16 de janeiro de 2020 o prémio “In Honorem”, da Academia Charles Cros, em Paris, pela sua carreira e pela inovação que trouxe ao fado como género musical. Foi a terceira vez que a instituição francesa, que tem o alto patrocínio do Presidente da República, Emmanuel Macron, distinguiu Mísia, mas a primeira em que lhe foi atribuído o prémio “In Honorem” que reconhece o valor da carreira dos intérpretes musicais. (16/01/2020).

Medalha de Mérito para Júlio Isidro

Júlio Isidro
Júlio Isidro, foto D.R.

O Governo atribuiu a Medalha de Mérito Cultural ao locutor e apresentador de televisão Júlio Isidro, num espetáculo comemorativo dos 60 anos de carreira de Júlio Isidro na noite de 16 de janeiro, realçando o “inestimável trabalho de uma vida dedicada” ao audiovisual. “Figura ímpar dos meios audiovisuais em Portugal desde o início dos anos 60, Júlio Isidro foi também um pioneiro na divulgação de novos valores para a música.” – salientou o Governo em nota biográfica sobre o apresentador. (16/01/2020).

José Eduardo Gomes premiado na Bulgária

Maestro José Eduardo Gomes no Teatro Micaelense em 2019
Maestro José Eduardo Gomes

José Eduardo Gomes ganhou na Bulgária o 1º Prémio da segunda edição do “European Union Conducting Competition” e o Prémio “Melhor Interpretação Beethoven”. Premiados foram também Almanzar Sebastian, Colômbia, 2º prémio; Zlatkov Svetlomir, Bulgária, 3º prémio; Jung Hyeju, Coreia do Sul, 4º prémio. Este concurso é organizado pelo Bulgaria Hall em cooperação com a Orquestra Nacional Artes, Orquestra Filarmónica Kodaly e Orquestra Sinfónica de Pazardjik. (11/01/2020).

Kika Materula Figura Cultural 2019

Kika Materula
Kika Materula

A última edição de 2019 do jornal “Savana” escolheu a directora artística do Xiquitsi, Kika Materula, para Figura Cultural 2019. Pesou para nesta escolha o facto de Kika Materula liderar o ambicioso projecto Xiquitsi, mas também por tocar oboé e divulgar o nome de Moçambique no mundo. Kika Materula é uma solista de mão cheia e faz parte da Orquestra Sinfónica do Porto, em Portugal, país onde se formou na Escola Superior de Música de Lisboa. Kika Materula lidera o Xiquitsi, um projecto sem fins lucrativos, criado em 2013 e que se dedica ao desenvolvimento da Música Clássica em Moçambique. (02/01/2020)

Maria João Pires personalidade do ano para a AIEP

Maria João Pires pianista
Maria João Pires, foto Eduardo Gageiro

A pianista portuguesa Maria João Pires foi eleita, em Lisboa, para receber o 30.º prémio personalidade do ano da Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP). Considerada a “mais internacional pianista portuguesa da atualidade”, Maria João Pires foi distinguida como Personalidade do Ano 2019 pela “crítica internacional”, que reconhece a artista como uma “das mais famosas intérpretes de música clássica”. (12/12/2019).

Canto a Vozes

Canto a vozes vai candidatar-se a património imaterial

O “canto a vozes” vai apresentar candidatura a património da UNESCO procurando dar destaque às polifonias tradicionais, com o objetivo de tornar-se Património Cultural Imaterial da Humanidade. A decisão saiu de um encontro que decorreu no sábado em São Pedro do Sul, onde teve lugar a mesa redonda “O património somos nós”, tendo ainda sido constituída a comissão organizadora de uma associação de defesa dos interesses dos grupos que formalmente ou informalmente cantam, a três e mais vozes, um repertório legado pela sociedade agrária tradicional, acrescenta o comunicado dos promotores. Segundo a comunicação, existem diferentes designações locais para o canto da polifonia tradicional: cramol, terno, lote, cantada, cantedo, cantarola, moda ou cantiga. “Cantado por grupos de mulheres ou mistos, este canto é, no século XXI, uma expressão artística e um património imaterial que vincula as mulheres e homens (com maior destaque na mulher) no combate à vulnerabilidade das comunidades onde residem, reforça a identidade local e “desoculta” o papel das mulheres nos processos e práticas culturais ancestrais”, refere ainda o documento hoje divulgado. (22/01/2020)

Mais mulheres em direção de orquestra

Grupo de mulheres brasileiras em Regência de Orquestras da 37ª Oficina de Música de Curitiba.
Grupo de mulheres brasileiras em Regência de Orquestras da 37ª Oficina de Música de Curitiba.

O número de mulheres em direção de orquestra tem vindo a aumentar significativamente. Na 37ª Oficina de Música de Curitiba, Brasil, oito dos 20 alunos inscritos para a classe de Regência de Orquestra são mulheres. O número reflete o crescimento da presença feminina nesse campo da atividade orquestral, não só no Brasil, mas no mundo, e a importância do evento cultural de Curitiba como porta de entrada para a profissionalização na área. (23/01/2020)

Kika Materula Ministra da Cultura

Kika Materula
Kika Materula

O Presidente da República de Moçambique nomeou Eldevina (Kika) Materula nova Ministra da Cultura e Turismo. Materula é oboísta moçambicana, directora artística e autora do Projecto Xiquitsi, cujo objetivo é tentar a integração, inserção social e capacitação profissional de crianças e jovens, de meios desfavorecidos, por intermédio do ensino coletivo da música. Inclui o Festival Internacional de Música de Maputo (oito edições) e pretende criar a primeira orquestra sinfónica do país. O projeto valeu à atual ministra da Cultura de Moçambique uma condecoração com a medalha da Ordem de Mérito, pelo Presidente da República Portuguesa, em 2016. Kika Materula iniciou os estudos musicais aos 7 anos de idade na Escola Nacional de Música de Maputo (Moçambique). Em 1995, em Portugal, deu continuidade aos estudos musicais. Terminou a licenciatura na ESML nas classes de  Andrew Swinnerton (oboé), e Olga Prats (Música de câmara) e terminou a pós-graduação na Malmö Academy of Music. Em 2001 venceu a XVI edição do Prémio Jovens Músicos na categoria de oboé. Colaborou como convidada com a Orquestra Clássica da Madeira, Orquestra Filarmonia das Beiras, Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, Orquestra Sinfonieta de Lisboa, Orquestra Gulbenkian, Malmö Symphonie Orchestra (Suécia), Malmö Opera Orchestra, Danish Radio Sinfonietta (Dinamarca), Orquestra Sinfónica da Bahia (Brasil), entre outras. É oboé solista na Orquestra Sinfónica do Porto Casa da Música.

Morreu Qabous bin Said al-Said

Qabous bin Said al-Said em 2010
Qabous bin Said al-Said em 2010

Morreu Qabous bin Said al-Said (1940-2020), sultão de Omã, a 10 de janeiro de 2020. Personagem atípica conhecida pelo seu gosto pela ópera e a música clássica, desenvolveu no seu país uma imensa atividade na difusão da música e fez do Teatro da Ópera de Mascate um centro de produção cultural ativo na cena internacional. (10/01/2020)

Cancioneiro de Lovaina

Cancioneiro de Lovaina
Cancioneiro de Lovaina

Foi redescoberto um livro de canções de amor da Idade Média, datado do século XV. Canções que não tinham sido ouvidas há, pelo menos, seis séculos foram reencontradas. O Cancioneiro de Lovaina deve o seu nome à cidade da Bélgica onde se encontra atualmente. Comprado por um comerciante de arte em 2014 num leilão, o livro conheceu uma nova vida inesperada. Composto de 50 canções breves, todas manuscritas, contém contudo 12 textos que os investigadores conseguiram identificar. De facto, o comprador belga tinha-o confiado a um musicólogo da Universidade Católica de Lovaina, tendo percebido claramente que não se tratava de uma obra qualquer. (18/01/2019)

15 anos do Teatro das Figuras

O Teatro das Figuras completa, em 2020, 15 anos de existência. O seu surgimento veio alterar o panorama artístico local e regional. Com a abertura do Teatro das Figuras, o Algarve ganhou um palco de excelência para as artes performativas. Um palco capaz de dar resposta as maiores exigências técnicas que os espetáculos requerem. (06/01/2020)

Gaitas de Bravães

Uma oficina de formação em fabrico artesanal de gaitas de Bravães recuperou um ofício “perdido” há meio século naquela aldeia de Ponte da Barca e quer agora devolver o instrumento ao lugar de referência cultural de outros tempos.  Os dois primeiros instrumentos na oficina são réplicas de uma gaita produzida, em 1950, por Emílio de Araújo, um construtor da freguesia. O instrumento original integra o espólio do Museu de Etnologia de Lisboa, e está documentado nas recolhas do etnólogo Ernesto Veiga de Oliveira, entre anos de 60 e 63. (05/01/2020)

Dinis Sousa é maestro assistente dos três agrupamentos Monteverdi

maestro Dinis Sousa
maestro Dinis Sousa

​Dinis Sousa  é maestro assistente dos três agrupamentos Monteverdi, o que acontece pela primeira vez na história dos Monteverdi Choir & Orchestras. Nascido no Porto em 1988, reside em Londres onde trabalha com John Eliott Gardiner. Dinis Sousa é o maestro fundador do projecto da Orquestra XXI. (04/01/2020)

Music Moves Europe

No âmbito da Acção Preparatória 2019 – Music Moves Europe abriu uma nova chamada para projectos a desenvolver no sector da música, com foco na cocriação e coprodução. O objectivo geral deste convite é identificar e apoiar pelo menos 10 programas piloto inovadores e sustentáveis de coprodução e cocriação destinado a compositores e músicos, com um claro reconhecimento e valor agregado a fim de facilitar o desenvolvimento do repertório musical europeu. Todas as propostas devem indicar a singularidade das propostas em comparação com os esquemas de cocriação e coprodução já existentes para compositores e artistas. Todos as propostas devem incluir um método de avaliação dos resultados esperados e um resumo das boas-práticas apreendidas. (03/01/2020)

Ano Beethoven

A Bundeskunsthalle de Bona dedica uma exposição ao compositor alemão que serve de arranque simbólico da avalancha de celebrações que têm como motivo o 250º aniversário do seu nascimento. O comissariado da exposição esteve a cargo de uma historiadora da arte (Agnieszka Lulińska) e uma musicóloga (Julia Ronge), ambas conservadoras na Bundeskunsthalle e la Beethoven-Haus, o que garantiu um equilíbrio entre os conteúdos artísticos, sociológicos e estritamente musicais. (03/01/2020)

Música nas escolas

Governo britânico anuncia fundo de 85 milhões de libras para aulas de música nas escolas, esperando que as crianças se tornem capazes de ler e escrever música. Music Education Hubs proporcionará às crianças oportunidades de aprender um instrumento, cantar num coro ou fazer parte de uma banda. (03/01/2020)

Músicos Portugueses na Diáspora

soprano Susana Gaspar
soprano Susana Gaspar

Músicos Portugueses na Diáspora” é um projeto Meloteca em curso em 2020 que pretende conhecer e divulgar todos os músicos portugueses na diáspora. Cada resumo biográfico, de cerca de 300 palavras, valorizará os estudos feitos em Portugal, os laços familiares musicais, as circunstâncias que levaram a emigrar, a repercussão internacional da carreira e as relações mantidas com a música portuguesa. (01/01/2020)

Efemérides na Casa da Música

Curiosidades da Música em Portugal
Casa da Música

2020 é para a Casa da Música um ano cheio de efemérides: passarão 20 anos sobre a criação do Remix Ensemble e a transformação da orquestra numa formação sinfónica, e em Abril irão cumprir-se 15 anos sobre a abertura ao público do edifício projectado por Rem Koolhaas. (03/12/2019)

Pallco é um destinado ao ensino das artes performativas

Ensino das artes performativas

O “Pallco” mantém durante todo o ano um calendário regular de actividades nas mais diversas áreas das artes performativas. Acções não só destinadas aos estudantes e praticantes profissionais e amadores como também ao público em geral que prefira exercitar o corpo e o espírito com actividades diferentes num espaço surpreendentemente inovador.

No âmbito do ensino da música, os cursos oficiais básicos e secundários contemplam os seguintes instrumentos: acordeão, bateria, canto, clarinete, contrabaixo, flauta transversal, guitarra clássica, guitarra portuguesa, harpa, oboé, percussão, piano, saxofone, trombone, tuba, trompete, tuba, violeta, violino e violoncelo. Os cursos livres de  jazz e pop rock são ministrado nos seguintes instrumentos: acordeão, bateria, canto, clarinete, contrabaixo, guitarra, harpa, percussão, piano, saxofone, vibrafone, trombone, trompete, violino e violoncelo.

Pelas suas qualidades, dimensões e objectivos, o “Pallco” é um espaço único em Portugal destinado ao ensino das artes performativas da dança, música e teatro musical, tanto na vertente profissional como lúdica. Concebido e construído de raiz num espaço com 2.400 metros quadrados de área, a infraestrutura oferece tudo o que é necessário para a aprendizagem e a prática destas artes. O “Pallco” resulta de um investimento inteiramente privado que ultrapassou 1 milhão e 700 mil euros.

«Com estas qualidades e o potencial que a escola oferece, estamos também em condições de atrair alunos e professores estrangeiros como nunca foi possível em Portugal. Na verdade, já foi possível conquistar uma grande atenção internacional e conseguir parcerias com escolas renomadas», afirmou a empreendedora e directora Sofia Marques dos Santos.

O “Pallco” foca a sua actividade nas artes performativas de dança, música e teatro musical, também dispõe serviços complementares para os seus alunos: fisioterapia, nutrição, mind coach, podologia, apoio escolar e explicações individuais e de grupo, pelo que é mais do que uma escola de artes.

ABERTO À POPULAÇÃO

Para a população em geral, o “Pallco” oferece outras actividades: Pilates, Yoga, Body & Mind, ginástica, treino funcional, sénior training, ballet para adultos, dança contemporânea para adultos, Salsa fit e danças de salão. Toda esta diversidade é proporcionada pelo grande espaço de dois pisos, que oferecem amplos estúdios de dança e de música, várias salas polivalentes, um auditório com 200 lugares e um grande jardim exterior privado com 1000 metros quadrados (mil). O “Pallco” poderá, assim, acolher eventos nacionais e internacionais de diversa natureza como não é muito possível na Área Metropolitana do Porto.

O “Pallco” assume-se ainda como um conceito diferenciado e inovador, devendo ser encarado como uma “casa-escola” não só por parte dos seus alunos, como pelos docentes e amantes das artes do espetáculo. Na verdade, Sofia Marques dos Santosdeseja que o “Pallco” «seja mais do que um espaço de ensino de artes e de formação técnica de artistas. Desejo incutir valores, cultivar a paixão pela arte e cultura como uma forma de vida. O “Pallco” é, portanto, um local onde a performance artística ganha vida, mas onde também se respira arte e cultura e conhecimento», acrescentou.

Sofia Marques dos Santos diz ainda que este posicionamento permite ao “Pallco” aspirar à criação de intercâmbios internacionais com as melhores escolas e conservatórios de artes performativas a nível global, com o objetivo de proporcionar uma experiência internacional a todos os seus alunos. Esta postura constitui uma oportunidade única de integrar programas de formação especializados, nas diferentes modalidades, e de preparar artistas para o maior palco de todos: o mundo.

A par do impacto que proporciona, o “Pallco” traz consigo professores de excelência, tanto na vertente escola como conservatório, não só nacionais como internacionais.

Pallco é um destinado ao ensino das artes performativas

Pallco, espaço