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O velho Teatro de S. João (1789-1908). Teatro e música no Porto do longo século XIX
O velho Teatro de S. João (1789-1908). Teatro e música no Porto do longo século XIX

No dia 7 de Novembro de 2020, no Teatro Nacional São João, Porto, teve lugar o lançamento do livro O velho Teatro de S. João (1789-1908). Teatro e música no Porto do longo século XIX, um volume coordenado por Luísa Cymbron e Ana Isabel Vasconcelos que conta com a participação de musicólogos, historiadores de teatro e um arquitecto.

Inaugurado em finais de setecentos, o Teatro de S. João foi o principal espaço teatral da cidade e do Norte do país durante todo o século XIX. Como muitos outros teatros desse período construídos por iniciativa privada, era a “menina dos olhos” da sociedade urbana e, por isso, emerge na obra de vários escritores, uns mais emblemáticos, como Camilo Castelo Branco ou Júlio Dinis, outros mais desconhecidos, como Júlio Lourenço Pinto.

Pelo seu palco passaram espetáculos de ópera e teatro declamado, mas também concertos, zarzuela e opereta, bailado e espetáculos de variedades, numa miscelânea de géneros dramáticos e musicais.

Todas essas experiências dramatúrgicas e sonoras tiveram um impacto considerável na vida e no imaginário cultural de várias gerações de habitantes da cidade e da região. Todavia, mais de 110 anos passados sobre o incêndio de 1908, não existia uma publicação que documentasse de forma abrangente e transversal as actividades que este teatro proporcionou.

Na génese do livro, está um puzzle de investigações parcelares sobre o S. João, não se tendo ainda conseguido ajustar todas as peças de forma a proporcionar um panorama integral desse passado. Não se pretendeu, assim, escrever uma história deste teatro e de tudo o que nele teve lugar. O que propomos é apenas – e pragmaticamente – um conjunto de olhares sobre aspectos da vida do teatro, procurando, através deles, resgatar a sua história do esquecimento a que tem sido votada.

Perante a «modernidade líquida» que o presente nos oferece, com a sua consequente imediatez, pretendeu-se, por ora, promover uma reflexão interdisciplinar e cientificamente actualizada que, partindo do velho Teatro de S. João, ajude a contribuir para reposicionar a cultura teatral e as artes do espectáculo na vanguarda da nossa consciência histórica.

Texto facultado por Luísa Cymbron, publicado na Meloteca a 15 de novembro de 2020

[ Porto e a sua música ]
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Torres Vedras: O órgão Histórico da Igreja da Misericórdia

Decorreu no domingo, dia 28 de Junho de 2020 pelas 17h00, o lançamento/apresentação do CD Torres Vedras: O Órgão Histórico da Igreja da Misericórdia que, devido às regras aplicadas à COVID-19, passou em streaming no Facebook do Teatro-Cine de Torres Vedras.

No ano em que a Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras celebra os seus 500 anos de existência, este trabalho discográfico representa os 12 anos de actividade deste órgão de tubos de 1773, construído por Bento Fontanes (restauro em 2008 por Dinarte Machado), importante organeiro galego do século XVIII, recriando as sonoridades e práticas musicais da época.

Obras de Domenico Zipoli (1688- 1726), Carlos Seixas (1704-1742) ou Tomaso Albinoni (1671-1750), são apenas alguns dos compositores apresentados neste disco, que apresenta também a paisagem sonora de um Portugal, fortemente influenciada pela cultura italiana de então.

Estiveram presentes nesta sessão de apresentação, a Dra. Ana Umbelino, vereadora da cultura da Câmara Municipal de Torres Vedras, José Elias, vice-provedor desta Santa Casa e François Sibertin-Blanc, editor discográfico e representante da editora francesa FSB Musique, a qual gravou este trabalho. O CD teve o apoio da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras e Câmara Municipal de Torres Vedras.

A apresentação contou com a interpretação de peças musicais a cargo de Daniel Oliveira, organista titular do instrumento e professor de órgão na Escola de Música Luís António Maldonado Rodrigues, e Marcos Lázaro, violinista e professor no Instituto Gregoriano de Lisboa, os intérpretes que se apresentam neste mesmo trabalho discográfico.

Foi ainda recordado o provedor Vasco Fernandes, provedor da Santa Casa de Torres Vedras, falecido no início do mês de Junho, onde foi feita uma reconhecida homenagem pelo trabalho e dedicação a este projecto.

O CD está disponível em vários locais, incluíndo na própria igreja da Misericórdia em Torres Vedras. Estando também disponível online no sítio da editora FSB Musique.

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Teatro Thalia

No Ano Beethoven e Ano Internacional do Som, comemoraram-se:
10 anos da Glosas;
20 anos do Teatro Helena Sá e Costa, do Remix Ensemble e da carreira de Ana Laíns;
30 anos da morte de Alain Oulman;
40 anos das Jornadas de Música Antiga da Gulbenkian, do Departamento de Ciências Musicais da UNL, da Canto Firme e da morte de Frederico de Freitas;
50 anos do Grupo de Música de Câmara de Lisboa, de Bernardo Sassetti, e fim dos festivais de música da Gulbenkian;
60 anos de Miguel Azguime e da morte de Luís Costa;
70 anos de Fernando Lapa e Paulo Brandão, da morte de Tomás Borba, Guilhermina Suggia e António Tomás de Lima, e da criação do Hot Clube de Portugal;
80 anos de Jorge Peixinho, António Victorino d’Almeida e da Sociedade Coral de Lisboa;
90 anos de Clotilde Rosa e da morte de João Arroio;
100 anos do teatro Thalia e da morte de Miguel Ângelo Lambertini.

A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria é um projeto celebrou 9 anos em 2020. A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria (MPGDP) foi criada em 16 de janeiro de 2011, e o que começou por ser um canal digital de música com partilha de gravações de artistas portugueses, profissionais e amadores, tornou-se numa plataforma nacional de divulgação de práticas culturais assentes na música e na transmissão oral.

Ana Laíns é uma fadista portuguesa que comemorou em 2020 vinte anos de carreira, com três discos editados em nome próprio e concertos em centenas de palcos por todo o mundo.

Ano Internacional do Som (International Year of Sound ou IYS 2020) iniciativa global para ressaltar a importância das ciências e tecnologias sonoras e destacar a necessidade do controle do ruído na natureza e nos ambientes construídos. O Ano Internacional do Som foi declarado pela Comissão Internacional de Acústica. Ocorre nos moldes dos anos internacionais sancionados pela UNESCO e inclui atividades coordenadas em níveis regional, nacional e internacional. A iniciativa tem como principal objetivo fazer com que a importância do som no mundo de hoje atinja todas as regiões do planeta em 2020.

ArtEduca – Conservatório de Música de Vila Nova de Famalicão é uma escola de música que foi criada por uma família de jovens músicos famalicenses juntamente com alguns amigos, que em fevereiro de 2005 colocavam a primeira pedra daquele que viria a ser um projeto vibrante, ambicioso, apaixonado e com uma missão muito particular: através da música construir pessoas mais felizes, capazes, confiantes e generosas.

Bruno Borralhino, violoncelista e maestro, é membro da prestigiada Orquestra Filarmónica de Dresden, dirigida pelo maestro Raphael Frühbeck de Burgos, e membro fundador e Director Artístico do Ensemble Mediterrain. A 30 de janeiro de 2000 chegou com um violoncelo a Berlim, Alemanha, onde estudou na Universität der Künste Berlin e reside desde então.

Canto Firme – Associação de Cultura é uma associação que comemorou em 2020 o 40º aniversário da sua criação, em 1980, no seio da Sociedade Filarmónica Nabantina, em Tomar. A cada aniversário, a sede da Canto Firme em Tomar abre as portas para a “Festa da Música” convidando todos a entrar e perceber qual o dia-a-dia na formação, ensaios e interação entre todos os que ali se unem para aprender, ensinar e fazer música.

Estágio de Dança de Aveiro é um evento que, em 2020, celebrou a 25.ª edição, com uma programação especial ao longo de todo o ano, através de várias iniciativas de formação articuladas com a programação regular do Teatro Aveirense. Pelo quarto ano consecutivo, a curadoria do Estágio de Dança de Aveiro foi do coreógrafo Victor Hugo Pontes. A edição de 2020 foi pensada em continuidade com a programação das três edições anteriores, de modo a permitir o acesso de todos, de forma condensada e intensiva, a diferentes ferramentas técnicas e criativas. 

O Fado é a obra que celebra os 125 anos do nascimento de Florbela Espanca, e apresenta pela primeira vez a poesia de Florbela Espanca em livro e disco nas vozes do fado no feminino. O livro inclui textos e os poemas, o CD 18 temas com 9 gravações novas.

Pólo de Machico do Conservatório – Escola Profissional das Artes da Madeira Eng. Luiz Peter Clode é uma extensão do Conservatório que em 2020 celebrou 25 anos. Nele aprendem música mais de uma centena e meia de alunos.

Teatro das Figuras, teatro de Faro, completou, em 2020, 15 anos de existência. O seu surgimento veio alterar o panorama artístico local e regional. Com a abertura do Teatro das Figuras, o Algarve ganhou um palco de excelência para as artes performativas. Um palco capaz de dar resposta as maiores exigências técnicas que os espetáculos requerem.

Teatro Thalia, situado nas Laranjeiras, em Lisboa, foi construído em 1820.  É uma das casas da Metropolitana desde 2013, ano em que se tornou “sede” da Temporada Clássica da Orquestra Metropolitana de Lisboa. O nascimento do Thalia, nome da musa da comédia da mitologia grega, aconteceu graças do Conde de Farrobo, um entusiasta das artes cénicas, que decidiu construir um teatro junto ao Palácio das Laranjeiras. Vinte e dois anos depois foi reedificado e renovado com um projeto de Fortunto Lodi, o autor do Teatro Nacional D. Maria II. Na sua inauguração, a 26 de fevereiro de 1843, foi oferecida uma grande festa à Rainha D. Maria II. Antes mesmo de Lisboa ter iluminação pública, o Thalia já tinha a sua própria iluminação a gás, mas em 1862, o teatro e a sala de baile eram destruídos por um incêndio. O Thalia ficou abandonado à sorte, até porque o Conde de Farrobo, que viria a morrer na completa miséria, já não pôde fazer nada. Só quando o Estado tomou posse do imóvel é que o Teatro voltou a ser reconstruído e reabilitado, sendo hoje um dos mais dinâmicos polos de animação cultural e científica da cidade de Lisboa.

Teatro Thalia
Teatro Thalia
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Jovem bailarina Carolina Costa

Carolina Costa premiada nos EUA

Aos 12 anos a jovem bailarina Carolina Costa regressa a casa com mais três medalhas de ouro, que ganhou a dançar no Ballet Beyond Borders, EUA. Carolina é aluna do Conservatório Internacional de Ballet e Dança Annarella Sanchez, em Leiria. Começou a ter aulas de ballet aos três anos – a ideia foi da avó – e até aos sete quis desistir. Os pais disseram-lhe: “Experimenta mais um ano.” A partir dos oito, começou a participar em concursos de dança e tudo mudou. A jovem bailarina conseguiu o primeiro lugar nas três categorias em que participou, no escalão de estudante: solo contemporâneo, solo clássico, de Le Corsaire, e pas de deux, de Flames of Paris, que dançou com o também português Francisco Gomes. (25/01/2020)

Anarella Sanchez bailarina e professora
Anarella Sanchez bailarina e professora
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Curiosidades da Música em Portugal

Entre 2006 e 2019, a Casa da Música, o edifício projetado pelo arquiteto holandês Rem Koolhaas e inaugurado 2005 registou um total de 7.249.846 milhões de pessoas que nele entraram. Espanhóis, ingleses, franceses e brasileiros constituem a maioria dos estrangeiros que visitam a Casa. “O público não residente tem tido um crescimento sustentável ao longo dos anos, representando cerca de 60% do público das visitas guiadas e 15% dos espectadores de concertos”. Construída para fazer parte da Porto Capital Europeia da Cultura em 2001, a Casa da Música foi inaugurada em 2005, mas os trabalhos só terminaram efetivamente em maio de 2006.

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Música para todos no Cerco

Música para Todos

No dia 15 de janeiro de 2020, decorreu nos Paços do Concelho do Porto a cerimónia de entrega dos instrumentos aos 28 novos estudantes do 5.º ano Agrupamento de Escolas do Cerco do Porto que passam a integrar o projeto “Música para Todos“. Marta Ren, madrinha da iniciativa, afirmou dirigindo-se aos alunos: “precisam de tocar o vosso instrumento todos os dias; para alguns não vai ser fácil, pois não vão sentir uma evolução imediata, mas é preciso insistirem e não desistirem até terem resultados”.

O presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira, destacou que este projeto “contribui para o sucesso escolar dos alunos e é um desafio para todos os intervenientes no sistema de ensino”. São vários os fatores que podem influenciar o rendimento escolar dos alunos, mas a educação e o ensino artístico, em particular a música, “assume um papel preponderante para que os alunos possam encontrar o pleno desenvolvimento do seu potencial como alunos e como cidadãos”, acrescentou Rui Moreira.

A iniciativa foi lançada em 2010 pelo Município do Porto, através da Fundação Porto Social, em parceria com o Curso de Música Silva Monteiro e o Agrupamentos de Escolas do Cerco do Porto e do Viso. O principal objetivo do projeto é a promoção do ensino articulado da música a alunos dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico, de Territórios Educativos de Intervenção Prioritária (TEIP) da cidade do Porto, de forma a combater o insucesso e o abandono escolar. (15/01/2020)

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Eva da fadista Cristina Branco

Eva, de Cristina Branco

Com data de estreia agendada para março, Cristina Branco assina a produção musical do CD Eva em conjunto com os seus músicos: Bernardo Couto (guitarra portuguesa), Bernardo Moreira (contrabaixo) e Luís Figueiredo (piano). O trabalho gráfico desenvolvido conta com a visão de Joana Linda, realizadora, que já tinha colaborado com Cristina Branco na capa do último álbum “Branco” e também nos vídeos: “Namora Comigo”, “Aula de Natação” ou “Alvorada”. (16/01/2020)

Artur Pizarro grava Poulenc e Koechlin

Já está à venda o CD Couleurs pelo pianista portugês Artur Pizarro com a Bamberger Symphoniker sob a direção de Thomas Rösner, da editora discográfica norte-americana Odradek, com obras dos compositores franceses Francis Poulenc e Charles Koechlin. (03/01/2020)

Couleurs, por Artur Pizarro com a Sinfónica de Bamberga
Couleurs, por Artur Pizarro com a Sinfónica de Bamberga

I Am The Escaped One de Carlos Bica

One Man’s Jazz elegeu o álbum I Am The Escaped One do compositor e contrabaixista português Carlos Bica com Daniel Erdmann e DJ Illvibe como o melhor álbum de jazz editado em 2019: “Outside the box, unique, and highly recommended.” I Am The Escaped One também está na lista dos Melhores Discos de 2019 para a Jazz.pt. (03/01/2020)

Carlos Bica, I am the escaped one
I am the escaped one

Archipelago de Luís Tinoco

O álbum Archipelago, editado pela Odradek, apresenta composições de Luís Tinoco interpretadas pelo Drumming GP e pelo Quarteto de Matosinhos. Foi gravado no claustro do Mosteiro de S. Bento da Vitória, no Porto. O disco inclui as peças “Short Cuts”, “Mind the Gap”, “Genetical Modified Fados/Fados Geneticamente modificados”, “Zoom In – Zoom out”, “Archipelago” e “Steel Factory”. Reúne várias peças para percussão, algumas compostas para outros músicos, como “Mind the Gap”, peça inspirada na cidade Londres e dedicada ao percussionista Pedro Carneiro. Quanto ao título escolhido, “Archipelago”, corresponde “por um lado à peça mais recente incluída no CD, que data deste ano”. Segundo o compositor, “estas peças constituem uma espécie de arquipélago de momentos musicais que tenho vindo a juntar ao longo dos anos”. (01/01/2020)

Archipelago de Luís Tinoco pelo Drumming
Archipelago de Luís Tinoco pelo Drumming

O Fado de Florbela Espanca

O Fado é a obra que celebra os 125 anos do nascimento de Florbela Espanca, apresenta pela primeira vez a poesia de Florbela Espanca em livro e disco nas vozes do fado no feminino. O livro inclui textos e os poemas, o CD 18 temas com 9 gravações novas. O Presidente da República disse ser uma justíssima e magnífica homenagem a Florbela Espanca. (01/01/2020)

O fado de Florbela Espanca
O fado de Florbela Espanca

Sempre, de Katia Guerreiro

Sempre, de Katia Guerreiro foi escolhido pelo crítico francês do Le Monde Patrick Labesse como um dos cinco discos melhores do ano. “Voz soberana e intensa, Katia Guerreiro transporta também uma memória, a do fado tradicional. Sem com isso por de lado a poesia contemporânea e o prazer da digressão, como é testemunho o seu brilhante Sempre”. (31/12/2019)

Sempre de Katia Guerreiro
Sempre de Katia Guerreiro

Porto Romântico, por Sofia Lourenço

No dia 15 de dezembro de 2019, Sofia Lourenço apresentou o seu mais recente CD, “Porto Romântico – Mazurkas e Romanzas”, no Museu Romântico da Quinta da Macieirinha, ao piano inglês Collard & Collard que agitou os jornais portuenses na época de 1848/49. O sarau de piano decorreu no Salão de Baile e contou com a presença do historiador Germano Silva para falar do Porto na época do Rei Carlos Alberto da Sardenha e do musicólogo e diretor da Cultura da Fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vieira Nery, para uma abordagem sobre a época do Romantismo na História da Música em Portugal e na Europa. (15/12/2019)

Porto Romântico - Mazurkas e Romanzas
Porto Romântico – Mazurkas e Romanzas

Solo, de Bernardo Sassetti

O disco Solo, publicado pela Casa Bernardo Sasseti, reúne um conjunto de gravações que o pianista efectuou no Teatro Micaelense, em Ponta Delgada, no ano de 2005. Na altura corria a crença de que o piano do teatro tinha características únicas e Sassetti foi aos Açores gravar a sua música, composições novas e antigas, na companhia do produtor Nelson Carvalho. (07/12/2019)

Solo de Bernardo Sassetti
Solo de Bernardo Sassetti
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O Grande Te Deum Português Setecentista por José Maria Pedrosa Cardoso

O Grande Te Deum Setecentista Português

O lançamento da obra O Grande ‘Te Deum’ Setecentista Português decorreu no Auditório Biblioteca Nacional de Portugal a 09 de janeiro de 2020. A apresentação da coedição bilingue BNP CESEM, do estudo de José Maria Pedrosa Cardoso, esteve a cargo de Manuel Pedro Ferreira e de David Cranmer. A sessão contou ainda com a demonstração musical de um trecho dos Grandes Te Deum, a cargo de David Cranmer e de Manuel Rebelo. Entre as especificidades da música histórica portuguesa figura certamente o Grande Te Deum setecentista, assim chamado pela sua monumentalidade formal e estética, composto expressamente para a grande função de ação de graças do último dia do ano, na igreja de S. Roque ou na Capela Real da Ajuda. A sua macro forma consta de quatro elementos: 1. Sinfonia (abertura), 2. O salutaris hostia, 3. Te Deum propriamente dito, 4. Tantum ergo, todos eles existentes nas 13 grandes partituras bem conservadas na BNP (11), na Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra e na Igreja do Loreto, em Lisboa. O seu barroco colossal a vários coros, solistas e orquestra, de que é exemplo o protótipo conhecido dos mesmos, o Te Deum a vinte vocci de António Teixeira, afirma bem a vontade cultural e a opção magnânima de D. João V por uma liturgia tão solene como as maiores do Vaticano. Destes Te Deum, em jeito de introdução, se fala neste livro, nele se justificando a origem litúrgica e a história da sua divulgação na Europa cristã e em Portugal, e se abordam as particularidades estilísticas de todos eles, sobretudo o de A. Teixeira (1734) e os de Sousa Carvalho (1769, 1789, 1792). (09/09/2020)

Coleção “Músicos Ocultos”

Coleção Músicos Ocultos
Coleção Músicos Ocultos

Em dezembro de 2019 foi lançada pelas Edições Colibri uma colecção de biografias de músicos que abriram caminhos entre “mundos da música” e mobilizaram no seu percurso, audiências, músicos amadores e instituições, edição no âmbito do projecto “A nossa música, o nosso mundo: Associações musicais, bandas filarmónicas e comunidades locais (1880-2018)”. O projeto foi desenvolvido pelo INET-md/Universidade de Aveiro. Os livros publicados são: Maestro e Etnógrafo Virgílio Pereira entre a descoberta do folclore e o compromisso de transformação social, por Maria do Rosário Pestana com prefácio de Salwa Castelo Branco; Maestro Silva Dionísio e o Contexto das Bandas Filarmónicas Em Portugal, por Bruno Madureira, com prefácio de Alberto Roque; José dos Santos Pinto, retrato de um músico profissional durante o estado novo, por Ana Margarida Cardoso, com prefácio de Manuel Deniz Silva. Edições Colibri. (04/01/2020)

O Fado de Florbela Espanca

O fado de Florbela Espanca
O fado de Florbela Espanca

O Fado é a obra que celebra os 125 anos do nascimento de Florbela Espanca, apresenta pela primeira vez a poesia de Florbela Espanca em livro e disco nas vozes do fado no feminino. O livro inclui textos e os poemas, o CD 18 temas com 9 gravações novas. O Presidente da República disse ser uma justíssima e magnífica homenagem a Florbela Espanca. (01/01/2020)

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Contemporary Works for Accordion

Música contemporânea para um virtuoso do acordeão

Teresa Cascudo

A integração do acordeão no âmbito da música clássica data de pouco mais de um século. Deveu-se, em parte, à casa Hohner, fábrica alemã, que deu um impulso notável ao ensino do instrumento e à composição de música especificamente para ele destinada.

Costuma considerar-se que as Sete novas peças, escritas em 1927 por Hugo Herrmann, protegido de Paul Hindemith, inauguraram o moderno repertório acordeonístico. A história organológica do acordeão explica esta incorporação tardia. Embora tenham existido ao longo da história diversos instrumentos aerófones de palheta, antecedentes, portanto, do acordeão, um instrumento com o nome Akordion só foi patenteado em 1829, em Viena, por um construtor de origem arménia. Era um instrumento de acompanhamento, fácil de tocar, pelo que teve um sucesso imediato. Foi tornando-se um instrumento cada vez mais complexo: a sua evolução deteve-se em 1959, quando uma nova solução técnica permitiu a alternância entre os dois tipos de baixos.

Da mesma forma que os pianistas compositores marcaram durante décadas o caminho para a exploração da sonoridade própria do piano para a criação musical, acordeonistas-compositores como o próprio Paulo Jorge Ferreira têm toda a responsabilidade na ampliação do repertório do acordeão. A sua primeira suite para acordeão, incluída nesta gravação, explora a capacidade técnica do intérprete, testada em muitos momentos. Especialmente nos andamentos 1º, 4º e 8º, existem passagens de execução técnica bastante exigentes, em que se utilizam alguns efeitos técnicos e sonoros típicos da técnica acordeonística, como o bellows shake, ricochete, cluster, gliss ou percussão. Paulo Jorge Ferreira relembra nesta peça a sua lua de mel na vila Maia de Pac-Chen, um projeto de ecoturismo que combina o respeito pela tradição e os costumes com o cuidado da natureza, no ambiente paradisíaco. da Península de Yucatan, no México. Relata, através do uso virtuoso dos diversos sons do instrumento, a chegada a Pac-Chen, o contato fascinante com os descendentes dos Maias que ainda ali moram e os momentos mais destacados da visita. A propósito de Densus, de 2011, o compositor enfatiza o seu caráter essencialmente lírico e o facto do seu título se dever ao tipo de textura sonora “densa” trabalhada. Tal como foi concebida por Paulo Jorge Ferreira, no seu duplo papel de intérprete e compositor, é uma peça essencialmente descritiva. O discurso musical apresentado em cada mão deve ser tocado de forma transparente. Está dividido em quatro secções principais, mas é comum a toda a partitura a sua atmosfera calma e meditativa e a predominância de uma gama de intensidades ao redor do piano. Por isso, o domínio do acordeão nos diferentes níveis de som é muito importante.

Jesper Koch não é acordeonista, mas o seu atracção pelo instrumento aparece em mais de uma peça do seu catálogo. Jabberwocky é uma delas. O título refere-se a um poema incluído por Lewis Caroll em Alice Through the Looking Glass, em que o escritor usa palavras de sua invenção, dando-lhes significados loucos, para a narrar a morte de um monstro fantástico chamado Jabberwock. No resultado de sua peça, Koch transfere para sua partitura a intenção humorística presente no poema de Caroll. Como o sentido de humor é um dos aspetos fundamentais desta peça, Paulo Jorge Ferreira, cuida, na sua interpretação, de lhe dar a abordagem estilística adequada, de modo a transmitir o seu caráter, por assim dizer, caprichoso. Deve-se notar que o domínio da estrutura das suas peças, juntamente com um extraordinário talento para contar histórias através da composição, são dois aspectos do estilo de Koch apreciados nos círculos da música contemporânea em que ele se move, especialmente nos países do norte da Europa.

Este CD também contém duas peças de compositores de origem russa. Arkady Borisovich Tomchin nasceu em 10 de abril de 1947 na cidade de São Petersburgo (então, Leningrado), onde obteve a sua formação musical. Ativo como membro da União dos Compositores Russos desde 1970, é autor de um vasto catálogo de obras para várias combinações instrumentais e também para coros e vozes solistas. Dedicou a Sonata para acordeão, de 1978, ao virtuoso Oleg Sharov, cujo nome constitui uma referência mundial em termos de ensino e interpretação de repertório para o instrumento. É dividida em dois andamentos, nos quais, usando a técnica do tema com variações, são exploradas diferentes texturas puramente acordeonísticas. Apresenta várias passagens de intenso virtuosismo e aborda efeitos sonoros interessantes. Em particular, o segundo movimento começa de uma forma brilhante, com duas páginas de execução em bellows shake, o que constitui um enorme desafio para qualquer acordeonista. Scythians of the XXth Century, de Aleksander Pushkarenko, é, ao contrário, uma obra bastante popular entre os instrumentistas.

Pushkarenko, nascido em 1952 na Ucrânia, estudou no Conservatório de São Petersburgo, onde se formou na especialidade do “bayan”, um tipo de acordeão cromático que teve um desenvolvimento específico na Rússia no início do século XX. Peça regularmente tocada em concursos de acordeão, Scythians of the XXth Century carateriza-se pela sua energia contagiante. O título misterioso da peça refere-se aos domadores de cavalos míticos e guerreiros sanguinários da estepe, os citas. O seu caráter guerreiro é traduzido musicalmente numa escrita quase sempre virtuosística: como nos mostra Paulo Jorge Ferreira nesta gravação, destreza e agilidade são requisitos indispensáveis para uma boa performance desta obra.

Contemporary Works for Accordion

Contemporary Works for Accordion

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Yuki Rodrigues, Peças Portuguesas e Japonesas para Piano Solo

PEÇAS PORTUGUESAS DE JAPONESAS PARA PIANO SOLO

Yuki Rodrigues (Piano)

Breve Comentário sobre o CD (Agradecimento)

Um trabalho de piano solo, apenas em nome é uma obra solitária.

O nascimento deste CD, embora tenha sido já mais de uma década, só foi possível com a inestimável ajuda, amizade e amor de muitos dos meus familiares, amigos, colaboradores e apoiantes. Destacar alguns em detrimento dos outros é sempre um acto de injustiça, mas não poderei deixar de distinguir aqueles que estiveram mais diretamente ligados a este projeto.

Ao Dr. Pedro Barreiros, Comissário da Comemoração dos Cento e Cinquenta Anos de Wanceslau de Moraes, pela sua confiança inabalável neste projeto.

Ao Instituto Camões, especialmente à Dra Elisa Frugnoli, uma palavra de agradecimento pelo apoio concedido.

À Câmara Municipal do Seixal e ao Auditório Municipal do Seixal, pelo apoio e cedência de um maravilhoso espaço de gravação.

Ao Fernando Rocha, ao Prof. Eurico Carrapatoso e ao Maestro António Victorino D’Almeida, um agradecimento sincero por todo o apoio incansável e amizade.

À equipa da Numérica, pelo seu profissionalismo e empenho.

Ao Rafael Marques, pelo seu apoio especial.

Ao José Fortes pelo seu profissionalismo, empenho e paciência.

Por fim, a Wanceslau de Moraes, cuja obra e vida foram fonte de constante inspiração na realização deste projeto musical.

Yuki Rodrigues, Peças Portuguesas e Japonesas para Piano Solo

Yuki Rodrigues

Peças Portuguesas e Japonesas

Peças Portuguesas e Japonesas

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