barítono José de Freitas

JOSÉ DE FREITAS

José de Freitas, de nome completo José Cirilo de Freitas Silva, nasceu na Madeira e foi padre da Congregação da Missão (Padres Vicentinos). Já depois de padre, estudou nos conservatórios do Porto e de Lisboa, onde concluiu o Curso Superior de Canto com excelente classificação. Em 1978 tornou-se artista residente do Teatro Nacional de São Carlos onde se estreou com Schaunard em La Bohème. Foi intérprete de importantes papéis de barítono e de baixo-barítono em Portugal e no estrangeiro. Foi também diretor de coros e compositor de cânticos litúrgicos.

ENTREVISTA

Qual foi o primeiro momento em que se lembra de ter tido consciência de que a música era importante para si?

O primeiro momento?! Preferiria falar de uma pequena série de momentos… Concretizando: No meu 5º ano do seminário (hoje 9º ano), cerca dos 16 anos, quando a chamada “mudança de voz” era já algo acentuada, o meu ilustre professor de música, Padre António Ferreira Telles, poucos dias após ter-me convidado para tocar harmónio em algumas cerimónias litúrgicas (ele era o harmonista oficial, obviamente) e pedir-me para, alternadamente com outro colega, iniciar os cânticos na liturgia (o equivalente a solista), veio falar comigo na véspera da festa do Padroeiro do seminário (S. José), e disse-me: “Confio muito em ti para “segurares” a 4ª voz na missa solene de amanhã.” Ora aí tem um “puzzle” com bastante significado na minha “consciência musical” de jovem seminarista…

Quais os professores que mais o influenciaram no tempo de seminário?

Vou referir-me apenas a professores de música, obviamente. Desde os primeiros anos, tive uma veneração especial por um ilustre mestre, muito “sui generis”, mas muito competente e sabedor: o Padre António Ferreira Telles, a que atrás aludi. Era excelente harmonista, compositor, ótimo harmonizador. O Pe. Fernando da Cunha Carvalho, felizmente ainda entre nós, também teve influência na minha orientação musical, e não só. Mas vou salientar, sem querer ser injusto para os atrás citados e porventura outros, o Pe. João Dias de Azevedo, que muito me ajudou sobretudo no harmónio e no órgão, no Seminário de Mafra, onde fiz o meu noviciado (1954-1956). Nesse período, cheguei a tocar órgão em algumas celebrações dominicais e festas na Basílica de Mafra… E, para completar os anos do seminário, não poderei omitir o Pe. Fernando Pinto dos Reis (1929-2010).

Depois de ir para o seminário e de ser padre, quando é que se apercebeu de que cantar era o mais importante na sua vida profissional?

Como disse, cedo me iniciei e fui crescendo na função de solista. Continuei-a ao longo de todo o curso, alternando-a com o múnus de harmonista. Terminado o curso, fui incumbido da disciplina de Música (além de outras), no seminário menor. O concílio do Vaticano II acabava de privilegiar o vernáculo na liturgia. Iniciei a renovação de todo o repertório vigente. Eu próprio dei largas a uma velha paixão e iniciei a composição de cânticos em português, incluindo o “ordinário” e o “próprio” da missa para determinadas solenidades, além de outros cânticos circunstanciais. Aconselhado por não poucos, matriculei-me no Conservatório do Porto. Canto? Composição? Duas paixões. Muito incitado e encorajado pela professora D. Isabel Mallaguerra, decidi-me mais seriamente pelo canto, sem descurar a composição musical.

Após o curso geral de canto no Conservatório do Porto, vim a concluir o Curso Superior no Conservatório Nacional com a professora D. Helena Pina Manique. Com o programa do exame do curso superior concluído com alta classificação, fui convidado para vários recitais em Lisboa e não só. Iniciei logo de seguida o curso de ópera com o professor Álvaro Benamor e D. Helena Pina Manique. Fui admitido no Coro Gulbenkian, onde estive durante alguns meses até seguir para Paris com uma bolsa de estudos.

O diretor do Teatro Nacional de São Carlos, Eng. João Paes, que já me ouvira no Conservatório, convidou-me para, temporariamente, interromper o estágio em Paris e vir a Lisboa preparar o desempenho de um importante papel numa ópera portuguesa. Bem sucedido, pediu-me para, após o estágio parisiense, seguir para Florença, afim de preparar, com o famoso Gino Bechi, o importantíssimo papel de primeiro barítono (Lord Enrico d’Ashthon) da ópera Lucia di Lamermoor, de Donizetti. Cantei esse papel em novembro de 1977, no Teatro Rivoli (Porto)…

Toda esta “bola de neve” a partir da conclusão do curso superior de canto em 1974, todo o incrível desencadear de situações até finais de 1977, todo o ano de 1977 sobretudo, tudo isso responde à sua pergunta… Parafraseando, em contraste, um fadista, diria: “Ser cantor não foi meu sonho, mas cantar foi o meu fado…”

Dos anos em que estudou Música e Canto, que professores tiveram uma influência mais decisiva?

Nos conservatórios do Porto e de Lisboa, tive a felicidade de ser orientado respetivamente pelas professoras D. Isabel Mallaguerra e D. Helena Pina Manique, e ainda, por algum tempo, pela D. Arminda Correia, sem esquecer o Prof. Álvaro Benamor (cena).

Em Paris, como olvidar o trabalho com a famoso baixo Huc-Santana e o não menos célebre barítono Gabriel Bacquier? Em Itália, e aqui em Portugal, Gino Bechi foi simplesmente precioso no trabalho vocal e cénico. Este famoso barítono, que também me honrava com a sua amizade, cantou nos anos 40, em todos os grandes palcos do mundo. A sua famosa “entrega” aos espetáculos e nos espetáculos, quer cenicamente mas sobretudo vocalmente, levou-o a tal desgaste que teve de terminar a sua carreira por volta dos 40 anos, precisamente com a idade com que eu comecei…

Foi difícil deixar de ser padre e optar pela carreira musical?

Quando, em finais dos anos 60, me matriculei no Conservatório do Porto, confesso que o meu sonho era dar uma componente artística à minha missão de padre.

Começaram a surgir, porém, situações que não deixaram de me ir perturbando. Alguma confusão começou a instalar-se nos meus horizontes… Estávamos em pleno pós-74… Sobretudo a partir de 1977, comecei a sentir-me ultrapassado pelos acontecimentos. Tinham de ser tomadas decisões… Não podia viver na ambiguidade!… Houve muitas dúvidas, muitas incertezas… O meu Padre Provincial de então propôs-me fazer as duas coisas: padre e cantor… Tudo se desenrolava vertiginosamente… Eram convites para concertos, para óperas, etc.
Cheguei mesmo a atuar durante não pouco tempo, estando ainda no exercício do ministério… Fui chegando à conclusão de que as duas funções não faziam grande sentido… Em finais de 1978, acabei por tomar a decisão: pedi para Roma a dispensa do exercício das ordens. Não tive resposta fácil. Demorou mais de dois anos. Pelo meio, um apelo a que repensasse…

Qual foi o papel da Igreja na sua vida musical?

Primeiramente, como é obvio, penso em todo o curso do seminário. Para além de todos os aspetos da formação, a música da Igreja, o canto gregoriano, ocupou uma grande parte desse período, quer na teoria, quer na prática. O nosso Cantuale, um livro específico da Congregação da Missão com os mais belos cânticos gregorianos e muitos outros, a uma ou mais vozes, dominou grande parte desses anos, as nossas vozes e as nossas almas.

No seminário Maior, durante o curso de filosofia e teologia, para além das mais belas obras de polifonia sacra, cantávamos, todos os domingos e festas, o “comum” e o “próprio” em gregoriano, de acordo com o emblemático Liber Usualis, a mais completa obra do canto da Igreja. Tudo isto, naturalmente acompanhada da parte teórica, marca indelevelmente a minha personalidade e a minha formação musical. E não esqueço que quase sempre, alternadamente, fui organista e solista…

Após a ordenação, seguiram-se anos dominados pelo Concílio do Vaticano II, com uma série extraordinária de documentos sobre a música e a liturgia em vernáculo,com o aparecimento de excelentes compositores. E foram sempre surgindo, com os diversos papas, importantes documentos sobre a música litúrgica. Não posso esquecer os “famosos” cursos gregorianos de Fátima que frequentei.

Durante os anos 1977-1995, em que a vida artística teve o seu lado prioritário, nunca deixei de estar atento aos documentos da Igreja sobre música sacra e à obra de excelentes compositores que temos.

A partir de 1997, já no pós – S. Carlos, a pedido do meu grande amigo Conégo José Serrasina que acabava de ficar à frente da Paróquia dos Anjos, em Lisboa– a minha paróquia -, comecei a orientar o coro paroquial, tomando a peito a renovação dos cânticos e a dinamização litúrgica. Baseava-me sempre nos textos de cada celebração. Após 5 anos de intenso e profícuo trabalho, abracei outro projeto – na Capela do Palácio da Bemposta (Academia Militar), onde colaborei durante 13 anos (2003 – 2016). Durante este período, compus dezenas de cânticos que vieram a ser publicados pela Academia Militar, em 2012, num volume com o título Deus é Amor. Porque o “contexto” de então era “específico”, o referido volume irá “sofrer” brevemente substancial alteração.

Qual foi a maior deceção na sua vida?

Se me permite, não apresentaria uma mas duas deceções, e ambas no âmbito do mundo lírico. A primeira, logo de início. Tinha feito 40 anos. Eram diferentes, agora, o sonho e o ideal. Imaginava que perante mim, ia surgir um meio pleno de elevação, um ambiente superior, de arte, de cultura, etc. Cedo, porém, fui verificando e concluindo que as cores que sonhara belas, não, não o eram assim tanto… A realidade era bastante mais prosaica… Bem!… Respirei fundo, bem fundo, passe a expressão… E, vamos a isso!… Mas vamos mesmo! O desafio que ora iniciava era para ganhar, era mesmo para vencer!… E foi! Não tive o caminho atapetado de rosas, longe disso, muito longe! Foram necessárias uma fibra excecionalmente forte como considero ter, uma fé inabalável em Deus como efetivamente tenho, e também, obviamente, uma grande confiança nos talentos que Deus me deu, aliados à formação que tive (não poderei esquecê-lo!) E…aí vou eu!… E nem tudo foram espinhos, digamos em abono da verdade. Tive um público que me admirava e apoiava bastante, excelentes e excecionais críticas, outras nem tanto… E, entre um pessoal que rodava as três centenas (coro, orquestra, cantores, técnicos, etc), tive não poucos amigos e admiradores! Não esqueço que, logo no começo, nos primeiros ensaios, vi lágrimas nos olhos de algum do pessoal, ao verem a minha entrada enérgica, decidida, confiante, e pensando no “mundo” donde acabava de chegar… aos 40 anos!…

A segunda deceção foi no fim. Em finais de 92, a SEC, tendo à frente o Dr. Pedro Santana Lopes, achou por bem dissolver a Companhia Portuguesa de Ópera (cantores, orquestra, etc). Éramos 14 os cantores principais. Mesmo tendo em conta que eu continuava a cantar no país e não só, esta foi sem dúvida uma grande deceção. Aos 55 anos, encontrava-me no ponto mais alto da carreira, a nível vocal e cénico, na minha opinião e na de quantos me conheciam e ouviam! Esperava estar “em grande” mais uma boa dezena de anos… Lembrei-me então das palavras de Gino Bechi, quando, certo dia, nos anos 80, após fazer as célebres e espetaculares demonstrações, vocais e cénicas, durante um ensaio, e quando já contava perto dos 80 anos, teve este desabafo: “Agora é que eu sei cantar!”

Pois é!… Parafraseando o meu mestre, diria: “Agora… é que eu sabia cantar!…”

Qual foi o momento mais alto da carreira como cantor lírico?

Desempenhei os mais diversos papéis de 1º barítono, de baixo-barítono, papéis característicos, enfim, foram cerca de 50… Nunca tive um fracasso nos meus desempenhos. Pelo contrário! Escolher o momento mais alto?!… É difícil!… Estou a lembrar-me de não poucos… Do “Le Grand-Prêtre de Dagom” da ópera Samson et Dalila, de Saint-Saëns, em 1983. Quis preparar o papel em Lyon com o meu ex-professor de Paris, o grande barítono Gabriel Bacquier. Estou a recordar-me do “Dulcamara” da ópera L’Elisir d’Amore, de Donizetti, em 1984 e 1985… Do “Rocco”, da ópera Fidelio de Beethoven… Enfim, não vou alongar-me na citação de outras boas e belas hipóteses…

Mas vou escolher como momento mais alto uma ópera fora do estilo clássico: a ópera Kiú, do compositor espanhol Luís de Pablo, levada à cena em 1987 no Teatro Nacional de São Carlos. O meu papel de Babinshy, o pivô da ópera, na sua grande espetacularidade e dificuldade vocal e cénica, foi na verdade um momento muito alto na minha carreira! Não foi por acaso que o próprio compositor Luís de Pablo e o maestro Jesús Ramón Encimar me convidaram, 5 anos depois (dezembro de 1992 – janeiro de 1993), para interpretar em Madrid o mesmo papel!…

Quais foram os cantores líricos mundiais que mais o inspiraram?

Estavam na moda, nos anos 60, cantores líricos que deveras nos entusiasmavam. Lembro-me, por exemplo, de Mário Lanza, de Luís Mariano, de Alfredo Krauss que vim a conhecer em São Carlos, e com o qual contracenei, inicialmente, num ou noutro pequeno papel. E vários outros, quase todos tenores. O meu tipo de voz é de barítono ou de baixo-barítono. Mas foi sobretudo a partir do Curso Superior de Canto que comecei a interessar-me por vozes líricas, o que é absolutamente natural. Dado o meu tipo de voz, cerca de cinco ou seis cantores internacionais dominavam particularmente os meus gostos. Comecemos pelos alemães Dietrich Fischer-Dieskau e Hermann Prey, barítonos. O primeiro, absolutamente excecional em lied, tendo cantado praticamente tudo o que havia nesse domínio. Muitos o consideraram o maior músico do século XX. Foi inclusivamente maestro de música sacra. Ouvi-o ao vivo em Paris. Hermann Prey era superior como ator. As suas interpretações em óperas de Mozart, Rossini, Donizetti ficaram memoráveis. Outros dois barítonos ou baixo-barítonos, Fernando Corena e Rolando Panerai, eram também grandes cantores e atores, mais característicos que os anteriores. Outro barítono que, vocalmente (não cenicamente) me enchia as medidas, era Piero Cappuccilli. Era um barítono a que eu chamaria heróico-dramático, com uma incrível potência de voz. Jamais esquecerei o seu desempenho em Simon Boccanegra de Verdi, no São Carlos…

Poderia obviamente alongar-me, no que às vozes masculinas diz respeito. Mas também não posso deixar de me referir a vozes femininas que, além de nós deixarem siderados, tanto nos ensinaram! Antes de mais, Maria Callas!… Depois, uma Victoria de los Angeles que cheguei a ouvir na Gulbenkian. Fiorenza Cossotto, Mirella Freni, Christa Ludwig… Monserrat Caballé que ouvi em Paris dirigida por Leonard Bernstein… Uma Joan Sutherland, La Stupenda, a tal que cantou a Traviata no Coliseu na famosa noite de 24 para 25 de abril de 1974, com o já citado Alfredo Kraus… E eu estava lá!…

Quais os músicos portugueses mais influentes na sua carreira?

Por músicos, entendo compositores, professores, pianistas, ensaiadores, “pontos”, cantores, e, porque não, críticos… Antes de mais, as minhas duas professoras nos conservatórios do Porto e de Lisboa, respetivamente: Isabel Malaguerra e Helena Pina Manique. A professora D. Arminda Correia fez de forma extraordinária a breve transição entre uma e outra. Álvaro Benamor, na classe de ópera. A pianista Maria Helena Matos que me acompanhou com enorme competência desde o Conservatório Nacional, incluindo o exame final, e praticamente em todos os recitais que fui dando ao longo da carreira. O maestro Armando Vidal, músico de gema, com o qual preparei, como a generalidade dos artistas, quase todos os papéis que tinha a desempenhar nas dezenas de óperas em que fui interveniente. Entre os maestros – “pontos” – , não esquecerei o maestro Pasquali que tão competentemente orientou, durante os primeiros tempos, as nossas intervenções em palco, e o maestro Ascenso de Siqueira, grande e bom amigo e incrível ser humano… Tive a felicidade de trabalhar com encenadores como António Manuel Couto Viana, que me honrava com a sua amizade, Carlos Avillez (em várias óperas), Luís Miguel Cintra, João Lourenço…

Cantores? Álvaro Malta, Hugo Casaes, Elizette Bayan, Armando Guerreiro, e outros… Lembro-me ainda de preciosas “dicas” que me deu Álvaro Malta…

Compositores? Antes de mais, o Prof. Cândido Lima. Conheci-o em Paris. Conversávamos muito. Não esqueço o dia em que ele me apresentou ao seu amigo Iannis Xenakis… Fomos juntos a vários concertos. Preparei, com ele ao piano, algumas obras suas para canto. Foi meu pianista num concurso de canto em que fui premiado… Tudo isto em Paris, em 1977.

Com o grande compositor Fernando Lopes-Graça, tive a honra de preparar um importante papel de solista na sua obra As Sete Predicações d’Os Lusíadas, em vista à estreia mundial da mesma no VI Festival da Costa do Estoril (1980).
Joly Braga Santos honrava-me com a sua amizade e admiração. Com ele ensaiei o papel de solista na sua Cantata Das Sombras, sobre texto de Teixeira de Pascoaes, para primeira audição mundial no Teatro de S. Luís, a 27 de julho de 1985, com o Coro Gulbenkian, e enquadrada no XI Festival de Música da Costa do Estoril. De Joly Braga Santos nunca poderei esquecer as suas palavras, em pleno palco, no fim da última récita da sua Trilogia das Barcas, em maio de 1988: “Estou a compor uma ópera, para a Expo de Sevilha (daí a 4 anos), baseada numa obra de Frederico Garcia Llorca, Bodas de Sangue e tenho um muito bom papel para si”. Entretanto, o maestro falecia 2 meses depois, a 18 de julho de 1988, o que constituíu uma grande perda para o País, para a cultura portuguesa.

Quanto a críticos, devo dizer que, entre outros, Francine Benoit, João de Freitas Branco, José Blanc de Portugal muito me encorajaram e elogiaram!

E hoje, o que acha da evolução da ópera em Portugal?

Francamente, tenho dificuldade em responder. Há cerca de vinte e cinco anos, após a extinção da Companhia Portuguesa de Ópera e de ter dado como terminada a minha carreira lírica, abracei outro projeto e alheei-me bastante desse tema. Sei que, sobretudo por razões orçamentais, a programação se ressente, e muito. Tudo parece ser diferente. Repito: não tenho dados que me permitam fazer qualquer juízo de valor…

O que pensa do papel da música na Igreja?

Desde o Seminário Maior, fui lendo atentamente, e mais que uma vez, os documentos papais que surgiram desde o princípio do século XX:
o Motu próprio de São Pio X (1903) sobre a Restauração da Música Sacra;
a Constituição Apostólica Divini Cultus (1928) no pontificado de Pio XI, sobre a liturgia e a música sacra; a Encíclica Musicae Sacrae Disciplina (1953), do Papa Pio XII, sobre a Música Sacra, vocal e instrumental.

Logo após o Concílio do Vaticano II, surge a Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium (1963), a realçar que “a acção litúrgica reveste maior nobreza quando é celebrada com canto, com a presença dos ministros sagrados e a participação ativa do povo”. E quando fala de canto, obviamente que se refere ao canto sagrado intimamente unido com o texto. E se o canto gregoriano ocupa sempre um lugar privilegiado em igualdade de circunstâncias, não são excluídos os outros géneros de música sacra mormente a Polifonia, desde que em harmonia com o espírito da ação litúrgica, e de acordo com os diversos tempos litúrgicos, com as diversas celebrações e os vários momentos da celebração. Compositores, organistas, mestres de coro, cantores, músicos (instrumentistas) devem formar um todo para o esplendor do canto.

Alguns anos após o Concílio, a famosa Instrução Musicam Sacram (1967), da Sagrada Congregação dos Ritos, é a síntese, diria perfeita, do que à Música Sacra diz respeito, desde o canto na celebração da missa, passando pela preparação de melodias para os textos em vernáculo, depois a música para instrumental, o Canto no Ofício, etc etc.

O assunto levar-nos-ia ainda a três ou quatro intervenções de São João Paulo II, a uma célebre conferência do Cardeal Ratzinger (mais tarde Papa Bento XVI) em 1985, a uma Nota Pastoral dos nossos bispos por ocasião do Ano Europeu da Música (em novembro de 1985).

E o nosso Papa Francisco, por mais de uma vez, tem insistido que a Música Sacra e Canto Litúrgico devem estar plenamente inculturados nas linguagens artísticas atuais.

Quais os compositores que mais ouve e, desses, que obras prefere?

J.S. Bach é incontornável. Oiço com frequência, por exemplo, a Cantata do Café, cuja ária Hat man nicht mit seinen kindern fez parte do programa do meu exame do Curso Superior de Canto de Concerto, e foi uma das provas de acesso ao Coro Gulbenkian, em novembro de 1974; a Missa em Si m, cujas árias de baixo cantei; e a Paixão Segundo S. João, em que interpretei o papel de Jesus, no Porto, em abril de 1977, quando ainda estagiava em Paris…
Haëndel (O Messias, e Música Aquática); Beethoven (Sinfonias 3, 6 e 9) e a ópera Fidelio, cujo papel de Rocco desempenhei em junho de 1986; Mozart (o Requiem que, enquanto membro do Coro Gulbenkian, cantei no Coliseu em 1975, com gravação para a Erato; a Sinfonia nº 40, etc etc); Haydn (A criação, a Missa de Santa Cecília e a Sinfonia Concertante); Bizet (Carmen); Bramhs (Um Requiem Alemão);Rossini (Stabat Mater); Tchaickowsky (Romeu e Julieta e Francesa da Rimini; Dvorak (Sinfonia nº 9, O Novo mundo); Ravel (Bolero); Rodrigo (Concerto de Aranjuez); Strauss (valsas); Elgar (Concerto para violoncelo).

E muito, muito mais, obviamente.

O que o levou a colecionar livros e discos?

Certamente, e de uma forma geral, o meu gosto pela música, a ligação à Igreja, o meu profissionalismo, a cultura. É claro que tudo se desenrola de acordo com as diversas etapas da vida:

a minha função de professor de Música (além de outras disciplinas) no seminário menor, após a minha formação, e o começo dos meus estudos no Conservatório;

a minha transição para a vida pastoral, durante 3 anos;

a minha ida para Lisboa para concluir o curso Superior, do Conservatório, e a minha curta passagem pela Fundação Gulbenkian;

o meu estágio de dois anos em Paris, concluído com 2 meses em Itália;

o começo e a continuação da minha carreira lírica no Teatro Nacional de São Carlos;

os 3 anos pós-São Carlos em que continuei a minha carreira;

o abraçar de novo projeto: “trabalhar” um coro inserido numa missão pastoral na Paróquia dos Anjos (Lisboa), a minha Paróquia, a partir de 1997 e, posteriormente, de 2003 a 2016, na capela do Palácio da Bemposta (Academia Militar);

e porque não dizê-lo, as minhas viagens de automóvel, algumas longas, nos anos 70 e daí para cá, para já não falar da minha própria casa…

Como vê, são muitas as etapas e as circunstâncias em que procurei estar sempre em dia e dentro das exigências das mesmas. Livros, discos, cassetes, CDs, DVDs eram verdadeiros instrumentos de trabalho, de cultura, de ocupação, de prazer…

Julgo ter sintetizado as razões da minha importante biblioteca e discoteca, das quais progressivamente e criteriosamente, me vou voluntariamente desfazendo.

Antes da sua formação académica no conservatório, que lugar tinha a música erudita no seu papel de formador no seminário?

Além de renovar completamente o repertório de cânticos religiosos que vinha de há longos anos (o que supunha rodear-me de bom material), comecei a interessar-me por vozes maravilhosas que os discos faziam chegar até nós (Mario Lanza, Luis Mariano, Alfredo Krauss etc, e por orquestras excecionais que nos traziam as mais belas melodias clássicas, canções famosas, música de filmes históricos…

Tive sempre a preocupação de partilhar com os meus jovens alunos algum desse maravilhoso mundo musical… Era importante para a educação da sua sensibilidade, dos seus gostos, da sua cultura.

Lembro-me, e muitos ex-alunos (quer do seminário, quer do ensino público) se recordarão de ter dado a ouvir, entre outras obras, uma pequena peça do compositor russo Alexander Borodine. Tratava-se de Nas estepes da Ásia Central. Era a caravana que surgia ao longe, a marcha dos camelos, a intensidade instrumental que “subia” a anunciar a chegada da caravana, a permanência no terreno, o retomar da marcha, os sons que se iam extinguido… até a caravana se perder de vista!… Era tudo tão belo, tão claro! Apaixonante!… O interesse era enorme. Os alunos começavam a compreender que a música tem um sentido, um conteúdo, uma intenção, uma finalidade, uma expressão!
O mesmo sucedeu com outras obras, como o Hino da Alegria, da IX Sinfonia de Beethoven! Etc etc.

Mas adverti-os sempre para que nada disto desviasse a atenção do essencial da sua formação!…

Em três palavras como se caracteriza a si mesmo?

Persistente! Perfecionista! Brioso!

Lisboa, 19 de março de 2018

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JOSÉ DE FREITAS NA COMUNICAÇÃO SOCIAL

Um barítono que é crítico de si próprio

Correio da Manhã, 28 de abril de 1986

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De padre a cantor principal de ópera no Teatro São Carlos

Diário de Notícias do Funchal, 11 de maio de 1986

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José de Freitas: de padre a cantor

Correio da Manhã, 02 de agosto de 1987

Fresco de Melozzo da Forli

Dicionário de termos musicais

Italiano-Português

A

Accademia (s. f.): academia

Accelerando (s. m.): acelerando

Acciaccatura (s. f.): acicatura

Accompagnamento (s. m.): acompanhamento

Accordadura (s. f.): afinação

Accordo (s. m.): acorde

Accuto (adj.): agudo

Acustica (s. f.): acústica

Adagietto (s. m.): adagietto

Adagio (s. m.): adagio

Aerofono (instr.): aerofone

Affettuoso (adj.): Affettuoso (afectuoso)

Afrettando (ger.): afrettando (apressando um pouco)

Agitato (adj.): Agitato (agitado)

Allargando (ger.): allargando (alargando)

Allegretto (s. m.): allegretto

Allegro (s. m.): allegro

Alterazione (s. f.): alteração

Altezza (s. f.: altura

Alto (s. m.): alto

Amabile (adj.): amabile (amável)

Amoroso (adj.): amoroso (amoroso)

Ampiezza (s. f.): amplitude

Analisi (s. f.): análise

Ancia (s. f., instr.): palheta

Ancor piú: Ancor piú (ainda mais)

Andamento (s. m.): andamento

Andante (s. m.): andante

Andantino (s. m.): andantino

Angelo musicante: anjo músico

Animato (s. m.): animato (animado)

Antifona (s. f.): antífona

Antologia (s. f.): antologia

Appassionato (adj.): apassionato (apaixonado)

Apprendimento (subst.): aprendizagem

Archi (s. m. pl.): arcos

Archivio (s. m.: arquivo

Arco (s. m.): arco

> Arco musicale (s. f., instr.): arco musical

Argomento (s. m.): argumento

Aria (s. f.): ária

Arietta (s. f.): arieta, cantilena

Arioso (adj.): arioso

Armonia (s. f.): harmonia

Armonica (s. f.): harmónica

Armonium (instr.): harmónio

Arpa (s. f.): harpa

> Arpa eolia (instr.): harpa eólia

Arpeggio (s. m.): arpejo

Arrangiamento (s. m.): arranjo

Artistico (adj.): artístico

Ascendente (adj.): ascendente

Assai (adv.): bastante

Associazione (subst.): associação

Attaccare (v.): atacar

Attività (subst.): actividade

Atonalità (s. f.): atonalismo

Audio (s. m.): áudio

Aulos (gr., instr.): aulos

Autore (s. m.): autor

B

Bagatella (s. f.): bagatela

Bacchetta (s. f.): baqueta

Ballo (s. m.): baile

Bandoneon (instr.): bandoneon

Barcaruola (s. f.): barcarola

Barocco (adj.): barroco

Basso (s. m.): baixo

> Basso continuo: baixo contínuo

Batteria (s. f., instr.): bateria

Bemolle (subst.): bemol

Bequadro (subst.): bequadro

Bipelle (instr.): bimembranofone

Bombarda (s. f., instr.): bombarda

Bombardino (s. m.): bombardino

Bordone (instr.): bordão

Brillante (adj.): brillante (brilhante)

C

Cabaça (subst.): cabaça, afuché

Cadenza (s. f.): cadência, ritmo, harmonia

Cadenzare (v.): compassar

Cadenzato (adj.): cadenciado, ritmado

Calando (ger.): calando

Camera (instr.): câmara

> Musica da camera: música de câmara

Campana s. f., (instr.): sino

Campane tubolari (instr.): sinos tubulares

Campanello (subst., instr.): guiso

Canone (s. m.): cânone

Cantabile (s. m.): cantabile (cantável)

Cantafavola (s. f.): cantiga, lengalenga, cantilena

Cantafera (s. f.): cantilena, cantiga, lengalenga

Cantando (ger.): cantando

Cantante (s. m. e fem.): cantor

Cantare (v.): cantar

Cantata (s. f.): cantata

Cantatina (s. f.): pequena cantata

Cantato (adj.): cantato (cantado)

Cantatore (s. m.): cantador

Cantautore (s. m.): cantautor, autor-compositor-intérprete

Cantica (s. f.): canto, poema

Canticchiare (v. trans. e intrans.): cantarolar, trautear

Cantico (s. m.): cântico

> Cantico dei Cantici: Cântico dos cânticos

Cantilena (s. f.): cantilena, cantiga, canção de embalar

Cantilenare (v.): cantarolar com voz monótona

Canto (s. m.): canto

> Canti liturgici: cantos litúrgicos

> Canti populari: cantos populares

> Canto a bocca chiusa: canto de boca fechada

> Canto a due voci: canto a duas vozes

> Canto corale: canto coral

> Canto di gioia: cântico de alegria

> Canto funebre: canto fúnebre

> Canto gregoriano: canto gregoriano

> Canto sacro: canto sagrado

> Canto trionfale: canto triunfal

> Intonare un canto: entoar um canto

> Schuola di canto: escola de canto

> Studiare canto: estudar canto

Cantoria (s. f.): tribuna, coro

Cantorino (s. m.): hinário, livro de cânticos

Canzone (s. f.): canção antiga

Canzonetta (s. f.): cançoneta

Canzonettista (subst.): cançonetista

Canzoniere (s. m.): cancioneiro

Capriccio (subst.): capricho

Capriccioso: Capriccioso (caprichoso)

Carattere (s. m.): carácter

Castrato (s. m.): (cantor) castrado

Catalogo (s. m.): catálogo

Cavatina (s. f.): cavatina

Celesta (s. f.): celesta

Cembalo, clavicembalo (instr.): cravo

Cent (subst.): cent

Centrale (adj.): médio

Chiave (s. f.): clave

Ciaramella, pipita (s. f.): charamela

Circolo delle quinte: círculo das quintas

Clarino (s. m.): clarim

Classe (subst.): aula

Claves (subst.): clavas

Clavicembalo (s. m.): cravo

Clavicordo (instr.): clavicórdio

Coda (s. f.): coda

Col legno: col legno, com a madeira

Collana (subst.fem.): colecção

Coloratura (s. f.): coloratura

Comma (s. m.): coma

Compilatore (s. m.): compilador

Compilazione (s. f.): compilação

Compositore (s. m.): compositor

Composizione (s. f.): composição

Concertante (adj.): concertante

Concertina (subst. subst.): concertina

Concertista (subst.): concertista

Concerto (s. m.): concerto

Conservatorio (s. m.): conservatório

Consonanza (s. f.): consonância

Contrabasso (subst.): contrabaixo

Contrapuntista (subst.): contrapuntista

Contrappunto (s. m.): contraponto

Contrattempo (s. m.): contratempo

Controfagotto (instr.): contrafagote

Con (prep.): com

> Con allegrezza: Con allegrezza (com alegria)

> Con anima: con anima (com alma)

> Con brio: con brio (com brio)

> Con espressione: Con espressione (com expressão)

> Con fuoco: con fuoco (com fogo)

> Con moto: con moto (movimentado)

> Con sentimiento: Con sentimiento (com sentimento)

> Con spirito: con spirito (com espírito)

> Con tenerezza: con tenerezza (com ternura)

Conga (instr.): conga

Conservatorio (s. m.): conservatório

Corale (adj., s. m.): coral

> Canto corale: canto coral

Corda (s. f.): corda

> Corde vocali: cordas vocais

> Le corde del violino: as cordas do violino

> Strumenti a corda: instrumentos de corda

Cordofono (s. m.): cordofone, instrumento de corda

Coreografico (adj.): coreográfico

Corista (s. m., s. f.): corista, diapasão

Cornamusa (subst.): cornamusa

Cornamusa, piva, zampogna (instr.): gaita-de-foles

Cornamuto torto, storto, piva torta, cromorna (instr.): cromorne

Cornetta (s. f., instr.): corneta, cornetim

Corno (s. m., instr.): corno, trompa

Coro (s. m.): coro

> Cantare in coro: cantar em coro

> Fare coro con qualcuno: fazer coro com alguém

> Tutti in coro: todos juntos

Corona (s. f.): suspensão

Corso (s. m.): curso

Crescendo (s. m.): crescendo

Croma (subst.): colcheia

Cromatico (adj.): cromático

Cromatismo (s. m.): cromatismo

Cromorno (instr.): cormorne

Cuadratura (s. f.): quadratura

Culto (s. m.): culto

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. 

Contacto

António José Ferreira
962 942 759

D

Danza (s. f.): dança

Danzare (v.): dançar

Decibel (subst.): decibel

Deciso (adj.): decidido

Decrescendo: descrescendo

Delicato (adj.): delicado

Diapason (s. m.): diapasão

Didattica (s. f.): Didáctica

Diesis (subst.): sustenido

Digitale (adj.): digital

Diminuendo (s. m.): diminuendo (diminuindo)

Diminutto (adj.): diminuto

Direttore d’orchestra: chefe de orquestra

Disperato (adj.): desesperado

Ditteggiatura (subst.): dedilhação

Divertimento (s. m.): divertimento

Dizionario (subst.masc.): dicionário

Do (s. m.): Dó

Dolce (adj.): doce

Dolcissimo (adj.): muito doce

Doloroso (adj.): doloroso

Dominante (subst.): dominante

Drammatico (adj.): dramático

Duettino (s. m.): duetino

Duetto (s. m.): dueto

Duo (s. m.): duo

E

Educazione (s. f.): educação

Elenco (s. m.): elenco

Elettronico (adj.): electrónico

Enarmonia (s. f.): enarmonia

Enarmonico (adj.): enarmónico

Equalizzazione (s. f.): equalização

Equipaggiamento (s. m.): equipamento

Esecuzione (s. f.): execução

Espressione (s. m.): Expressão

Espressivo (adj.): Expressivo

Estensione (s. f.): extensão

Estrepitoso (adj.): estrepitoso

Estensione (s. f.): extensão

Eufonio (instr.): eufónio, tuba tenor

F

Fa (s. m.): fá

Fagottista (subst.): fagotista

Fagotto (subst.): fagote, fagotista

Falsetto (s. m.): falsete

Famiglia (s. f.): família

Fermata (subst.): fermata

Figura (s. f.): figura

Fischietto (s. m.): apito

Flautino (s. m.): flautim

Flauto (instr.): flauta

> Flauto a becco (instr.): flauta doce

> Flauto a cursore (subst.): flauta de êmbolo

> Flauto da narice (instr.): flauta nasal

> Flauto di Pan (instr.): flauta de Pã

Flebile (adj.): choroso

Flexatone (instr.): flexatone

Folclore (s. m.): folclore

Folia (s.f.): folia

Fondamentale (s. f.): fundamental

Fonte sonora: fonte sonora

Forma-sonata: forma sonata

Formazione (s. f.): formação

Forte (adj.): forte

> Forte piano: forte piano

Fortissimo: fortissimo

Frequenza (s. f.): frequência

Frottola (s. f.): frótola

Fuga (s. f.): fuga

Fugato: fugato

Furioso (adj.): furioso

G

Gamba, viola da gamba (s. f.): gamba, viola da gamba

Gamelan (instr.): gamelão

Ghironda, rotata, stampella, gironda subs. fem., (instr.): sanfona

Ghitarra, chitarra s. f. (instr.): guitarra

Giga (s. f.): giga

Gioco (subst.): jogo

Giocoso (adj.): jocoso

Giusto (adj.): giusto (justo)

Glissando (ger.): glissando (deslizando)

Glossario (s. m.): glossário

Gracioso (adj.): gracioso (com graça)

Gradi della scala: graus da escala

Grado (s. m.): grau

Gupetto (s. m.): grupeto

Gruppo (s. m.): grupo

H

Hydraulis (subst., instr.): hidraulo, órgão hidráulico

Homonofo (adj.): homofónico

I

Iconografia (s. f.): iconografia

Idiofono (s. m.): idiofone

idraulico (adj.): hidráulico

Imboccatura (subst., instr.): embocadura

Imitazione (s. f.): imitação

Inno (s. m.): hino

Inocente (s. f.): inocente

Insegnamento (subst.): ensino

Insegnante (subst.): professor

Intensità (s. f.): intensidade

Intermezzo (s. m.: intermezzo

Intrada (s. f.): entrada

Iscrizione (s. f.): inscrição

J

K

L

La (s. m.): Lá

Larghetto (s. m.): larghetto

Largo (s. m.): largo

Lauto, liuto (instr.): alaúde

Leggiero (adj.): leggiero (ligeiro)

Legatissimo (subst.): legatissimo (muito ligado)

Legato (subst.): legato (ligado)

Legatura (s. f.): ligadura

> Legatura di valore: ligadura de prolongação

Legno (subst.): madeira

Lento (adj.): lento

Libretto (s. m.): libreto

Linguaggio (s. m.): linguagem

Línea (subst.): linha

Lira (instr.): lira

Litania (s. f.): litania, ladainha

Litofono (s. m., instr.): litofone

Liuto (instr.): alaúde

Lugubre (adj.): lugubre

Lusigando: lisonjeando-se

M

Madrigale (s. m.): madrigal

Maestoso (adj.): maestoso (majestoso)

Maestrina (s. f.): maestrina

Maestro (s. m.): maestro

Maggiore (adj.): maior

Malinconico (adj.): melancólico

Mandola (s. f.): mandola

Mandolino (s. m.): bandolim

Maniglia (subst.): guiseira

Manovella (s. f.): manivela

Maracas (subst.): maracas

Marcato (adj.): marcato (marcado)

Marimba (instr.): marimba

Martello (subst.): martelo

Marziale (adj.): marziale (marcial)

Mazurca (s. f.): mazurca

Mecanismo (s. m.): mecanismo

Mediante (subst.): mediante

Medievale (adj.): medieval

Membrana (subst.): membrana

Meno (adj. inv..): meno (menos)

Messa (s. f.): missa

Mesto (adj.): mesto (triste)

Mi (s. m.): mi

Minore (adj.): menor

Minuetto (s. m.): minueto

Mirliton (instr.): mirlitão

Misura (s. f.): medida

Moderato (adj.): moderato

Modulazione (s. f.): modulação

Molto (advt.): molto (muito)

Monodia (s. f.): monodia

Mordente (adj.): mordente

Mosso (adj.): mosso (animado)

Mottetto (s. m.): motete

Motuproprio (adv.): moto proprio, de moto próprio, espontaneamente

Musa (s. f.): musa

Musetta (s. f..): música tocada pela gaita-de-foles

Musica (s. f.): música

> Musica classica: música clássica

Musicabile (adj.): musicável

Musicale (adj.) musical

Musicalità (s. m.): musicalidade

Musicante (adj., subst.): músico, músico medíocre

Musicare (v.): musicar, pôr em música

Musicassetta (s. f.): audiocassete

Musicista (subst.): músico

Musico (adj., subst.): músico

Musicografo (susbt.): musicógrafao

Musicologia (s. f.): musicologia

Musicologico (adj.): musicológico

Musicologo (s. m.): musicólogo

Musicomania (s. m.): melomania, musicomania

Musicoterapia (s. f.): musicoterapia

N

Nacchera (subst.): castanholas

Ninfale, organetto, organino (instr.): órgão portativo

Nome (subst.): nome

Non (adv.): não

> Non legato: non legato

> Non tanto: non tanto (não tanto)

Non troppo: non troppo (não muito)

Nota (s. f.): nota

> Nota breve: nota breve

> Nota lunga: nota longa

Notazione (s. f.): notação

Notturno (s. m.): nocturno

O

Oboe (s. m.): oboé

> Oboé d’amore (instr.): oboe d’amore

Ocarina (s. f.): ocarina

Omofonia (s. f.): homofonia

Olifante (instr.): olifante

Onda (s. f.): onda

Opera (s. f.): ópera

> Scrivere un’opera: compor uma ópera

> Opera buffa: ópera bufa

> Opera comica: ópera cómica

> Teatro dell’Opera: Teatro da Ópera

Operetta (s. f.): opereta

Oratorio (s. m.): oratório

Orchestra (s. f.): orquestra

Orchestrazione (s. f.): orquestração

Organistico (adj.): organístico

Organo (subst. subst.): órgão

> Organo di Barberia (instr.): Órgão de manivela

> Organo elletronico (instr.): órgão electrónico

> Organo idraulico (instr.): hidraulo

> Organo portabile (instr.): órgão portativo

> Organo portativo a canne (instr.): órgão de tubos portativo

Ottava (s. f.): oitava

P

Parte (s. f.): parte

Partita (s. f.): partita

Partitura (subst.): partitura

Passacaglia (subst.): passaglia, passacalha

Passione (s. f.): Paixão

> Passione secondo Mateo: Paixão segundo S. Mateus

Patetico (adj.): patetico

Pedale (s. m.): pedal

Pedaliera (s. f.): pedaleira (órgão)

Pelle (s. f.): pele

Pentagramma (s. m.): pentagrama, pauta

Percussione (s. f.): percussione

Pesante (adj.): pesante (pesado)

Pezzo (s. m.): peça

Pianissimo (s. m.): pianissimo

Pianista (subst.): pianista

Piano (s. m.): piano

> Piano forte: piano forte

> Pianoforte: piano (instrumento)

Piatto (subst.): címbalo

Piffero (s. m.: pífaro, pífano

Pioggia (subst.): pau-de-chuva

Più (adv. e adj.): mais

Pizzicata (s. m.): dedilhação

Pizzicato (s. m.): pizzicato

Poco (adv.): poco (pouco)

Polifono (adj.): polifónico

Pomposo (adj.): pomposo

Positivo (instr.): positivo

Posizione (s. f.): posição

Prestissimo (adj.): prestissimo

Presto (adj.): presto

Prima (s. f.): primeira (nota da escala)

Produzione (s. f.): produção

Propagazione (s. f.): propagação

Prolungamento (s. m.): prolongamento

Publicazione (s. f.): publicação

Punto (s. m.): ponto

Q

Quarta (s. f.): quarta

Quartetto (s. m.): quarteto

Quinta (s. f.): quinta

Quintetto (s. m.): quinteto

Quasi (adv.): quase

R

Rallentando (ger..): rallentando

Rappresentazione (s. f.): representação

Rapsodia (s. f.): rapsódia

Re (s. m.): Ré

Registro (s. m.): registo

> Registro acuto: registo agudo

> Registro basso: registo grave

> Registro centrale: registo médio

Religioso (adj.): religioso

Repertorio (s. m.): repertório

Revisione (s. f.): revisão

Ricerca (s. f.): pesquisa

Ridurre (v.): reduzir

Rinascimentale (adj.): renascentista

Rinforzando (ger.): rinforzando (reforçando)

Risonante (adj.): sonoro, ressonante

Risonare (v.): ressoar, retumbar

> il teatro risonava di applausi: no teatro ecoavam os aplausos

Risonanza (s. f.): ressonância

> Cassa de risonanza: caixa de ressonância

Ripieno (subst.): ripieno

Risoluto (adj.): risoluto (resoluto)

Ritardando (ger.): ritardando

Ritenuto (adj.): ritenuto

Ritmo (s. m.): ritmo

Ritornello (subst.): ritornello

Romanza (subst.): romanza

Rondo (subst.): rondó

Rubato (s. m.): rubato

S

Sacro Testo: texto sagrado

Salmodia (s. f.): salmodia

Saxofono (instr.): saxofone

Scala (s. f.): escala

> Scala diatonica: escala diatónica

Sempre più (adv.): sempre mais

Scherzando (ger.): scherzando

Scherzo (s. m.): scherzo

Scordatura (s. f.): scordatura

Seconda (s. f.): segunda

Segno (s. m.): sinal

Seminima (s. f.): semínima

Semiografia (s. f.): semiografia

Semitono (s. m.): meio tom

Semplice (adj.): simples

Sensibile (subst.): sensível

Serbatorio (s. m.): reservatório

Serenata (s. f.): serenata

Serpentone (instr.): serpentão

Sesta (s. f.): sexta

Settima (s. f.): sétima

Sextetto (s. m.): sexteto

Sforzando (ger.): sforzando (reforçando)

Si (s. m.): si

Sincope (s. f.): síncopa

Sinfonia (s. f.): sinfonia

> Sinfonia n. 7 in La Maggiore: Sinfonia nº 7 em Lá Maior

Sintetizzatore (s. m.): sintetizador

Smorzando (ger.): smorzando

Sol (s. m.): sol

Solenne (adj.): solene

Solfeggiare (v.): solfejar

Solfeggio (s. m.: solfejo

> Solfeggio cantato: solfejo cantado

Solista (subst.): solista

Solo (s. m.): solo

Sonata (s. f.): sonata

Sonatina (s. f.): sonatina

Sonorità (s. f.): sonoridade

Sordina (s. f.): surdina

Sopradominante (subst.): sobredominante

Sopranista (s. m.): sopranista

Soprano (subst.): soprano

Sopratonica (subst.): sobretónica

Sostenuto: sostenuto (sustentado)

Sotto (prep.): sotto, sub, debaixo, por baixo

> Sotto-voce: sotto-voce

> Sottodominante (s. f.): subdominante

Spinetta (subst.): espineta

Sperimentazione (subst.): experimentação

Spiritoso (adj.): espirituoso

Staccato (s. m.): staccato (destacado)

Storia (s. f.): História

> Storia della Musica: História da Música

Stretto (adj.): stretto

Strofa (s. f.), o m. q. strofe: estrofe, estância

Strumentale (adj.): instrumental

Strumento (subst.): instrumento

> Strumenti a corda: instrumentos de corda

> Strumento a percussione: instrumento de percussão

> Strumenti musicali: instrumentos musicais

T

Tamburo (instr.): tambor

Tecnica (s. f.): técnica

Tema (subst.masc.): tema

Teneramente (adv.): teneramente (ternamente)

Tenor (s. m.): tenor

Teoria (s. f.): teoria

> Teoria Musicale: teoria musical

Teorico (adj.): teórico

Terapia (s. f.): terapia

Terza (s. f.): terceira

Terzetto (s. m.): terceto

Timbro (s. m.): timbre

Timpano (instr.): tímpano

Tiorba (s. f.): tiorba

Tiple (subst.): tiple

Toccata (s. f.): tocata

Tonica (s. f.): tónica

Tono (subst.): tom

> Tono vicino: tom próximo

Transcrizione (s. f.): transcrição

Tranquillo (adj.): tranquillo

Trasto (subst.): trasto

Traversa, traverso, flauto traverso: traverso, flauta traversa

Tremolo (adj.): tremolo

Triangolo (subst.): triângulo

Trillo (s. m.): trilo

Trio (s. m.): trio

Tristemente (adv.): tristemente

Trombone (instr.): Trombone

Trombetta (s. f.): trombeta

Troppo (adv.): troppo, demasidado

Trovatori (subst. pl..): trovadores

Trovieri (subst. pl.): troveiros

Tuba (instr.): tuba

> Tuba di Wagner (instr.): tuba wagneriana

Tubofono (s. m., instr.): tubofone

Tubolare (adj.): tubular

U

Udibilità (s. f.): audibilidade

Udibile (adj): audível

Unione (s. f.): união

V

Valore (s. m.): valor

Valzer (s. f.): valsa

Variazione (s. f.): variação

Varietà (s. f.): variedade

Verismo (s. m.): verismo

Vespro (s. m.): vésperas

Vibrafono (instr.): vibrafone

Vibrato (s. m.): vibrato

Vibrazione (s. f.): vibração

Viola (s. f.): viola

> Viola da gamba (instr.): viola da gamba

> Viola d’amore (instr.): viola d’amore

Violetta (s. f.): violeta

Violinaio (subst.): fabricante ou vendedor de violinos

Violino (s. m.): violino, rabeca

Violoncellista (subst.): violoncelista

Violoncello (subst.): violoncelo, violoncelista

Violone (subst.): rabecão

Virginale (instr.): virginal

Virtuoso (subst.): virtuoso

Vivace (adj.): vivace

Vivo (adj.): vivo

Vocale (adj.): vocal

Vocalità (s. f.): vocalidade

Vocalizzo (s. m.): vocalizo

Voce (s. f.): voz

Volume (s. m.): volume

W

X

Xilofono (s. m., instr.): xilofone

Y

Z

Fresco de Melozzo da Forli

Juan Gris

Dicionário de termos musicais

Espanhol-Português

A

Acento (s. m.): acento

Acompañamiento (s. m.): acompanhamento

Acorde (s. m.): acorde

Acordeón (s. m.): acordeão

Acústica musical: acústica musical

Adviento (s. m.): Advento

Afinación (s. f.): afinação

> Afinación temperada: afinação temperada

Agógica (s. f.): agógica

Agudo (adj.): agudo

Alma (s. f.): alma

Alteración (s. f.): alteração

Alteraciones de precaución: alterações de precaução

Alternancia (s. f.): alternância

Altura (s. f.): altura

> Altura determinada: altura definida

> Altura indeterminada: altura indefinida

Ambrosiano (adj.): ambrosiano (canto)

Amplitud (s. f.): amplitude

Análisis (s. f.): análise

Ángeles músicos (pint.): anjos músicos

Angélica (s. f.): angélica

Anticipación (s. f.): antecipação

Antífona (s. f.): antífona

Antifonal (adj.): antifonal

Aparejo (s. m.): aparelho

Apoyatura (s. f.): apogiatura

Arco (s. m.): arco

Aria (s. f.): ária

Armadura (s. f.): armação da clave

Armonía (s. f.): Harmonia

Armónica (adj.): harmónica

Armonio (s. m., instr.): harmónio

Arpa (subst., , instr.): harpa

Arpegio (s. m.): arpejo

Arreglo (s. m.): arranjo

Articulación (s. f.): articulação

Ascendiente (adj.): ascendente

Atabales (s. m.): atabales

Atonalidad (s. f.): atonalidade

Atril (subst.: estante (de música)

Aumentado (adj.): aumentado

B

Bagatela (s. f.): bagatela

Bajo (s. m.): baixo

> Bajo continuo: baixo contínuo

> Bajo de Alberti: baixo de Alberti

> Bajo eléctrico (instr.): baixo eléctrico

Bajón (subst., instr.): baixão, antecessor do fagote

Balalaika (s. f., instr.): balalaica

Bandoneón (s. m., instr.): bandoneão

Banjo (s. m., instr.): banjo

Baqueta (s. f.): baqueta

Barcarola (s. f.): barcarola

Barítono (s. m.): barítono

Barra de compás: barra de compasso

Battaglia (s. f.): batalha

Batteria (s. f., instr.): bateria

Becuadro (s. m.): bequadro

Bemol (s. m.): bemol

Biografía (s. f.): biografia

Birimbao (s. f., instr.): berimbau

Blanca (s. f.): mínima

Boca (s. f.): boca

Bombarda (s. f., instr.): bombarda

Bongos (subst., instr.): bongós

Bordón (s. m.): bordão

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. 

Contacto

António José Ferreira
962 942 759

C

Cabaza (s. f.): cabaça

Cabeza (s. f.): cabeça

Cadencia (s. f.): cadência

Caja (s. f.): caixa

> Caja de expresión: caixa de expressão

> Caja de música (instr.): caixa de música

Calderón (s. m.): caldeirão, suspensão

Campana (s. f., instr.): sino

Caña (s. f.): cana

Canal (s. m.): canal

Canción (s. f.): canção

> Canción eclesiástica: canção eclesiástica

Canon (s. m.): cânone

Canónico (adj.): canónico

Cantar de gesta: canção de gesta

Cantata (s. f.): cantata

> Cantata biblica: canta bíblica

Cantilena (s. f.): cantilena

Canto (s. m.): canto

> Canto coral: canto coral

> Canto de Navidad: canto de Natal

Capricho (s. m.): capricho

Castañuelas (s. f., instr.): castanholas

Cavatina (s. f.): cavatina

Celebración (s. f.): celebração

Celesta (s. f., instr.): celesta

Chantre (s. m., instr.): chantre

Chirimía (subst., instr.): charamela

Ciclo (s. m.): ciclo

> Ciclo de quintas: ciclo das quintas

Cifra (s. f.): cifra

Címbalo (s. m.): címbalo

Cinfonía (instr.): sanfona

Círculo de quintas: círculo das quintas

Cistro (subst., instr.): cistro

Cítara (s. f., instr.): cítara

> Cítara de concierto (instr.): cítara de concerto

Clarín (s. m.): clarim

Clarinete (s. m., instr.): clarinete

Cláusula (s. f.): cláusula

Clavicémbalo (s. m.): clave, cémbalo, gravicémbalo, cravo

Clave bien temperado: cravo bem temperado

Clave de Fa (subst.): clave de Fá

Clavicordio (s. m., instr.): clavicórdio

Coda (s. f.): coda

Coloratura (s. f.): coloratura

Columna (subst.): coluna

Coluna de ar vibrante: coluna de ar em vibração

Coma (subst.): coma

Compás (s. m.): compasso

> Compás ternario: compasso ternário

Composición (s. f.): composição

Concertina (s. f., instr.): concertina

Concierto (s. m.): concerto

Conclusiva: conclusiva (cadência)

Congas (subst., instr.): congas

conjunto (s. m.): conjunto

Consonancia (s. f.): consonância

Construcción (s. f.): construção

Contrabajo (s. m., instr.): contrabaixo

Contrafagot (s. m., instr.): : contrafagote

Contralto (subst.): contralto

Contrapuntista (subst.): contrapontista

Contrapunto (s. m.): contraponto

Contraste (s. m.): contraste

Contratenor (s. m.): contratenor

Contratiempo (s. m.): contratempo

Coral (adj.): coro

Corchea (s. f.): colcheia

Cordófono (s. m.): cordofone

Corneta (s. f., sl., instr.): corneta

Corno inglés (instr.): corne inglês

Corno recto (instr.): cornamusa

Corredera (s. f.): corrediça

Crítica (s. f.): crítica

Cromático (adj.): cromático

Crótalos (subst., instr.): crótalos

Cuadrada (s. f.): breve

Cuarteto (s. m.): quarteto

Cuaternario (adj.): quaternário

Cuatrillo (s. m.): quartina

Cuerdas (s. f.): cordas

Cuerno (s. m.): corno

Cuerpo (s. m.): corpo

Cuerpo del instrumento: corpo do instrumento

Currículo (s. m.): currículo

Curvatura (s. f.) curvatura

D

Danza (s. f.): dança

Décima (s. f.): décima

Desarrollo (s. m.): desenvolvimento

Descendiente (adj.): descendente

Diapasón (s. m.): diapasão

Diatónica (adj.): diatónica

Diccionario (s. m.): dicionário

Director (s. m.): director

Disjunto (adj.): disjunto

Disminuído (adj.): diminuto

Disonancia (s. f.): dissonância

Disposición (s. f.): disposição

Ditirambo (s. m.): ditirambo

División binaria: divisão binária

Divisória: barra de divisão

Dó (s. m.): Dó

Doble (adj.): duplo (a)

> Doble barra final: barra dupla final

> Doble bemol: duplo bemol

> Doble lengüeta: palheta dupla

Dodecafonia (s. f.): dodecafonia

Dominante (s. f.): dominante

Dórico (adj.): dórico

Dosillo (s. m.): duína

Dulciana (s.f., instr.): baixão

Dulzaina (subst., instr.): dulçaina

Dulcemel, dulcémele (s. m., instr.): dulcimer

Duo (s. m.): duo

Duodécima (s. f.): duodécima

Duplicación (s. f.): duplicação

Duración (s. f.): duração

E

Edición (s. f.): edição

Encadenamiento (s. m.): encadeamento

Escala (s. f.): escala

> Escala mayor: escala maior

Estructura (s. f.): estrutura

Ejecución (s. f.): execução

Electrófono (s. m.): electrofone

Embocadura (s. f.): embocadura

Enarmonía (s. f.): enarmonia

Entonación (s. f.): intonação

Eólico (adj.): eólico

Epístola (s. f.): epístola

Eptáfona (adj.): heptáfona (escala)

Escenário (s. m.): cenário

Espineta (s. f., instr.): espineta

Estética (s. f.): estética

Estilística (adj.): estilística

Estrofa (s. f.): estrofe

Etnología (s. f.): etnologia

Evangelista (s. m.): evangelista

Extensión (s. f.): extensão

F

Fa (s. m.): Fá

Falsete (s. m.): falsete

Figuración (s. f.): figuração

Fagot (s. m., instr.): fagote

Falsa relación: falsa relação

Falsete (subst.): falsete

Fantasía (s. f.): fantasia

Fase (s. f.): fase

Fauxbourdon (s. m.): fabordão

Fídula (subst.): fídula

Figura (s. f.): figura

Filosofía (s. f.): filosofia

Fin (s. m.): fim

Fisiología (s. f.): Fisiologia

Flauta (s. f.): flauta

> Flauta de Pan: Flauta de Pã

> Flauta doble (instr.): flauta dupla

> Flauta dulce (instr.): flauta doce

> Flauta transversal (instr.): flauta trnasversal

> Flauta traversera (instr.): flauta traversa

Flautín (s. m.): flautim

Folía (s. f.): folia

Forma (s. f.): forma

Foso (s.m.): fosso

> Foso de la orquesta: fosso da orquestra

Frase (s. f.): frase

Frecuencia (s. f.): frequência

Frigio (adj.): Frígio

Fuentes (s. f.): Fontes

Fuga (s. f.): Fuga

Fundamental (s. f.): fundamental

Fusa (s. f.): Fusa

G

Gaita (s. f., instr.): gaita, gaita-de-foles

> Gaita zamorana, o m. q. gaita de pobre, o m. q. gaita de rabil: sanfona

> Gaita de fuelle (instr.): gaita-de-foles

Género (s. m.): género

Gitana (adj.): cigana (escala)

Gong (s. m., sub.): gongo

Gong javanés (instr.): gongo javanês

Grado (s. m.): grau

Gran orquesta sinfónica: grande orquestra sinfónica

Grave (adj.): grave

Gregoriano (adj.): gregoriano

Grupetto (s. m.): grupeto

Guitarra (s. f., instr.): guitarra

> Guitarra eléctrica (instr.): guitarra eléctrica

H

Heterofonía (s. f.): heterofonia

Himno (s. m.): hino

Hoquetus (s. m.): hoqueto

I

Iconografía (s. f.): iconografia

Idiófono (s. m.): idiofone

> Idiófonos percutidos: idiofones percutidos

Imitación (s. f.): imitação

Improvisación (s. f.): improvisação

Intervalo (s. m.): intervalo

Instrumentación (s.f.): instrumentação

Instrumentista (subst.): instrumentista

Instrumentos músicos: instrumentos musicais

Intensidad (s. f.): intensidade

Interpretación (s. f.): interpretação

Introducción (s. f.): introdução

Isorritmia (s. f.): isorritmia

Invertido (adj.): invertido

J

Jónico (adj.): jónico

Juego (s.m.): jogo

> Juego principal: Principal

Justo (adj.): justo

K

L

La (s. m.): Lá

Labio (s. m.): lábio

Lamentación (s. f.): lamentação

Lámina (s. f.): lâmina

Laringe (s. f.): laringe

Laúd (s. m., instr.): alaúde

Legato (it.): legato

Lenguëta (s. f.): lingueta

> Lengüeta doble: palheta dupla

Libro (s. m.): Livro

Lidio (adj.): lídio

Ligadura (s. f.): ligadura

Línea (s. f.): linha

> Líneas adicionales: linhas suplementares

Lira (s. f.): lira

Lírico (adj.): lírico

M

Maderas (s. f.): madeiras

Madrigal (subst.): madrigal

Manual (s. m.): manual

Maracas (subst.): maracas

Martillo (s. m.): martelo

Matraca (s. f., instr.): matraca

Mazurca (s. f., instr.): mazurca

Mayor (adj.): maior

Mediante (s. f.): mediante

Melisma (subst.): melisma

Melismático (adj.): melismático

Melodía (s. f.): melodia

Melódica (s. f., adj.): melódica

Melódico (adj.): melódico

Membrana (s. f.): membrana

Membranófono (s. m.): membranofone

Menestral (s. m.): menestrel

Metales (s. m.): metais

Metalófono (s. m, instr..): metalofone

Metrónomo (s. m.): metrónomo

Mi (s. m.): Mi

Minueto (s. m.): minueto

Misa (s. f.): missa

Mixolidio (adj.): mixolídio

Mixto (adj.): misto

> Mixta (adj.): mista (escala)

Mixtura (s. f.): mistura

Modal (adj.): modal

Modalidad (s. f.): modalidade

Modo (s. f.): modo

> Modos eclesiásticos: modos eclesiásticos

Modulación (s. f.): modulação

Monocordio (s. m., instr.): monocórdio

Monodia (s. f.): monodia

Mordente (subst.): mordente

Motete (s. m.): motete

Motivo (s. m.): motivo

Musa (s. f.): musa

Musette (s. f., instr.): musette

Música (s. f.): música

> Música culta: música culta

> Música para organo: música para órgão

> Música Sacra: Música Sacra

Musicalización (s. f.): musicalização

Musicología (s. f.): musicologia

N

Narrador (s. m.): narrador

Natural (adj.): natural

Navidad (s. f.): Natal

Negra (s. f.): semínima

Neuma (subst.): neuma

> Neuma ornamental: neuma ornamental

Nocturno (s. m.): nocturno

Nota (s. f.): nota

> Nota accidental: nota acidental

> Nota de pedal: nota pedal

> Nota de paso: nota de passagem

Notación (s. f.): notação

> Notación cuadrada: notação cuadrada

Novena (s. f.): nona

O

Obertura (s. f.): abertura

Oblicuo (adj.): oblíquo

Oboe (s. m., instr.): oboé

Obra (s. f.): obra

Ocarina (s. f., instr.): ocarina

Octava (s. f.): oitava

> Octava corta: oitava curta

Ofertorio (s. m.): ofertorio

Oficio (s. m.): ofício

Oficleíde (s. m., instr.): oficleide

Oído (s. m.): ouvido

Olifante (s. m., instr.): olifante

Onda (s. f.): onda

Opera (s. f.): ópera

Opereta (s. f.): opereta

Oratorio (s. m.): oratório

Ordinário (s. m.): ordinário

Organístico (adj.): organístico

Organo (s. m., instr.): órgão

> Órgano portátil, órgano portativo, órgano de mano: órgão portativo

Organografía (s. f.): organografia

Organología (s. f.): organologia

Orifício (s. m.): orifício

Orlo, cromorno (instr.): cromorne

Orquesta (s. f.): orquestra

> Orquesta romántica: orquestra romântica

> Orquesta sinfónica clasica: orquestra sinfónica clássica

Orquestal (adj.): orquestral

Oscilación (s. f.): oscilação

P

Pandereta (s. f., instr.): pandeireta

Parodia (s. f.): paródia

Parte (s. f.): parte

> Parte harmónica: parte harmónica

Partitura (s. f.): partitura

Páscua (s. f.): Páscoa

Pasión (s. f.): Paixão

Pausa (s. f.): pausa

Pavana (s. f.): pavana

Pedal (s. m.): pedal

Pentáfona (adj.): pentáfona

Pentagrama (s. m.): pentagrama

Pentatónica (adj.): pentatónica

Percusión (s. f.): percussão

Perfecto (adj.): perfeito

Pianista (subst.): pianista

Piano (s. m., instr.): piano

Pianoforte (s. m., instr.): pianoforte

Pieza (s. f.): peça

Pistón (s. m.): pistão

Placas (s. f.): placas

Plagal (adj.): plagal

Plectro (s. m.): plectro

Pochette (s. f., instr.): pochette

Poema (s. f.): poema

> Poema sinfónico: poema sinfónico

Policoral (adj.): policoral

Polifonía (s. f.): polifonia

Portativo (adj.): portativo

Positivo (adj.): positivo

Prefacio (s. m.): prefácio

Prelúdio (s. m.): prelúdio

Programática (adj.): programática (música)

Prosodia (s. f.): prosodia

Psicolgía (s. f.): psicologia

Puntillo (s. m.): ponto

> Puntillo de complemento: ponto de complemento

> Puntillo de prolongación: ponto de aumentação

Q

Quinta (s. f.): quinta

Quintillo (s. m.): quintina

R

Rabil de manubrio (instr.): sanfona

Rapsodia (s. f.): rapsódia

Re (s. m.): Ré

Recitativo (s. m.): recitativo

Reco-reco (s. m., instr.): reco-reco

Redonda (s. f.): semibreve

Reducción pianística: redução para piano

Registro (s. m.): registo

> Registro simples: registo simples

Renacimiento (s. m.): Renascimento

Repetición (s. f.): Repetição

Resolución (s. f.): resolução

Resonador (s. m.): ressoador

Retardo (s. m.): retardo

Ritmo (s. m.): ritmo

Rítmico (adj.): rítmico

Rondó (s. m.): rondó

Rumba (subst.): rumba

S

Salmodia (s. f.): salmodia

Salmos (s. m.): salmos

Saltério (s. m., instr.): saltério

Salto (s. m.): salto

> Salto cadencial: salto cadencial

Samba (s. m.): samba

Sarabanda (s. f.): sarabanda

Saxofón (s. m., intr.): saxofone

Sección (s. f.): secção

Semicadencia (s. f.): meia cadência

Semiconsonancia (s. f.): semiconsonância

Semicorchea (s. f.): semicolcheia

Semifusa (s. f.): semifusa

Semitono (s. m.): meio tom

Sensible (s. f.): sensível

Septillo (s. m.): septina

Sequencia (s. f.): sequência

Serenata (s. f.): serenata

Serial (adj.): serial

Serie de armónicos: série dos harmónicos

> Série dodecafónica: série dodecafónica

Serpentón (s. m., instr.): serpentão

Sexta (s. f.): sexta

Sextillo (s. m.): sextina

Si (s. m.): si

Silábico (adj.): silábico

Silencio (s. m.): silêncio

Sincopa (s. f.): síncopa

Sinfonia (s. f.): sinfonia

Sistro (s. m.): sistro

Sociología (s. f.): sociologia

Sol (s. m.): sol

Solista (subst.): solista

Solmización (s. f.): solmização

Sonata (s. f.): sonata

Sonido (s. m.): som

> Sonidos armónicos: sons harmónicos

Sonoridad (s. f.): sonoridade

Soplo (s. m.): sopro

Soprano (subst.): soprano

Sopranino (subst.): sopranino

Sordina (s. f.): surdina

Sousaphon (s. m., instr.): sousafone

Subdominante (s. f.): subdominante

Subtónica (s. f.): subtónica

Superdominante (s. f.): sobredominante

Supertónica (s. f.): sobretónica

Suite (s. f.): suite

Supresión (s. f.): supressão

Suspensiva (adj.): suspensiva

T

Tablatura (s. f.): tablatura

Tambor (s. m.): tambor

Tango (s. m.): tango

Tapado (adj.): tapado

Tecla (s. f.): tecla

Teclado (s. m., instr.): teclado

Técnica imitativa: técnica imitativa

Tema (s. m.): tema

Temperamento (s. m.): temperamento

Tenor (s. m.): tenor

Teoria (s. f.): teoria

Tercera (s. f.): terceira

Terminología (s. f.): terminologia

Tesitura (s. f.): tessitura

Tetracordo (s. m.): tetracorde

Tetragrama (s. m.): tetragrama

Tiempo (s. m.): tempo

> Tiempo débil: tempo fraco

> Tiempo fuerte: tempo forte

Tiento (s. m.): tiento

Timbales (s. m., instr.): timbales

Timbre (s. m.): timbre

Tímbrico (adj.): tímbrico

Tirador de registro: Puxador de registo

Toccata (s. f.): tocata

Tom-tom (subst.): tam-tam

Tonal (adj.): tonal

Tonalidad (s. f.): tonalidade

> Tonalidad vecina: tonalidade próxima

Tónica (s. f.): tónica

Tono (s. m.): tom

Transcripción (s. f.): transcrição

Transposición (s. f.): transposição

Tratado (s. m.): tratado

Traversa (s. f., instr.): flauta traversa

Trémolo (s. m.): trémulo

Tresillo (s. m.): tercina

Triángulo (s. m., instr.): triângulo

Trino (s. m.): trilo

Trítono (s. m.): trítono

Trombetta (s. f., instr.): trombeta

Trombón (s. m. instr.): trombone

Trompa (s. f., instr.): trompa

> Trompa alpina (s. f., instr.): trompa alpina

Trompeta (s. f.): trompete

Tropo (s. m.): tropo

Trovador (s. m.): trovador

Tuba (s. f.): tuba

> Tuba wagneriana (instr.): tuba wagneriana

Tubería (s. f.): tubaria

Tubo (s. m.): tubo

> Tubo de resonancia: tubo de ressonância

> Tubo labial: tubo flautado

> Tubos de bisel: tubos flautados

> Tubos tapados: tubos tapados

U

Undécima (s. f.): undécima

Unísono (s. m.): uníssono

V

Válvula (s. f.): válvula

Variación (s. f.): variação

Ventilador eléctrico: ventilador eléctrico

Vibráfono (s. m.): vibrafone

Vibrato (s. m.): vibrato

Viento (s. m.): vento, sopro

> Viento de madera: sopro de madeira

Viento de metal: sopro de metal

Vihuela (s.f.): viola

> Vihuela d’arco (instr.): viola d’arco

Villancico (s. m.): vilancico

Viola (s. f.): viola

> Viola da gamba, o m. q. viola de regazo: viola da gamba

> Viola de rueda (instr.): sanfona

Violín (s. m.): violino

Violonchelo (s. m.): violoncelo

Virginal (subst.): virginal

Vísperas (subst.): vésperas

Voces (subst.): vozes

> Voces extremas: vozes extremas

> Voces intermedias: vozes intermédias

Voluta (s. f.): voluta

Voz (s. f.): voz

> Voz humana: voz humana

W

X

Y

Z

Zanfona, o m. q. zanfonía (instr.): sanfona

Juan Gris

Terra

Canções sobre a terra

Letras

Brota a água

Brota a água da pedra bruta:
Sua luta, labuta,
De tudo dessedentar;
Ganha altura, desmesura
De tanto querer ser mar.

Corre campos, cria formas
Que nem ousara sonhar;
Dança ritmos, canta trovas
Antes de chegar ao mar.

A ciência que o mar tem
Não tem nada de pasmar:
Não há regato nem rio
Que ao mar não vá parar.

Brota a água da pedra bruta:
Sua luta, labuta,
De tudo dessedentar;
Ganha altura, desmesura
De tanto querer ser mar.

Corre campos, cria formas
Que nem ousara sonhar;
Dança ritmos, canta trovas
Antes de chegar ao mar.

Brota a água da pedra bruta:
Sua luta, labuta,
De tudo dessedentar;
Ganha altura, desmesura
De tanto querer ser mar.

Corre campos, cria formas
Que nem ousara sonhar;
Dança ritmos, canta trovas
Antes de chegar ao mar.

Letra e música: Pedro Mestre
Intérprete: Pedro Mestre com Janita Salomé (in CD “Campaniça do Despique”, Viola Campaniça Produções Culturais/Pedro Mestre, 2015)
Outra versão de Pedro Mestre com Janita Salomé (in DVD “No CCB: Pedro Mestre & Convidados”, Pedro Mestre, 2017)

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Horas mortas

[ Árvores do Alentejo ]

Horas mortas… Curvada aos pés do Monte
A planície é um brasido… e, torturadas,
As árvores sangrentas, revoltadas,
Gritam a Deus a bênção duma fonte!

E quando, manhã alta, o sol posponte
A oiro a giesta, a arder, pelas estradas,
Esfíngicas, recortam desgrenhadas
Os trágicos perfis do horizonte!

Árvores! Corações, almas que choram,
Almas iguais à minha, almas que imploram
Em vão remédio para tanta mágoa!

Árvores! Não choreis! Olhai e vede:
– Também ando a gritar, morta de sede,
Pedindo a Deus a minha gota de água!

Poema: Florbela Espanca (in “Charneca em Flor”, 1930)
Música: Teresa silva Carvalho
Intérprete: Teresa silva Carvalho (in CD “Teresa Silva Carvalho: O Melhor dos Melhores”, vol. 35, Movieplay, 1994)
Também recitado por Eunice Muñoz

Luz que actua

[ Gaia de Saia ]

Luz que actua, Lua cheia em ti, faz querer viver mais
Expões o corpo receptivo à noite, dons de fértil musa

Iluminar põe o clima a subir, noite de clara Lua
Numa dança de saia rodada a sorrir, que essa tua vida é tua

Mãe dos homens que gera vida e luz
Gaia Deusa, musa, Mulher nua
Não se tomba, não se deixa cair
Que essa tua, que essa tua vida, que essa tua vida é tua

Mãos de força vergam o tempo a teimar, a lutar sem desistir
Tais direitos nem se devem questionar, direito a se expressar

Ser um ventre e um colo protector, e voluntária na sua dor
Ser mulher é existir entre os iguais, é resistir muito mais

Mãe dos homens que gera vida e luz
Gaia Deusa, musa, Mulher nua
Não se tomba, nem se deixa cair
Que essa tua vida é tua, vida é tua

Mãe dos homens que gera vida e luz
Gaia Deusa, Mulher nua
Não se tomba, nem se deixa cair
Que essa tua, que essa tua vida, que essa tua vida é tua

Letra e música: Luís Pucarinho
Intérprete: Luís Pucarinho* (in CD “SaiArodada”, Luís Pucarinho/Alain Vachier Music Editions, 2018)

Quero sempre ver as estrelas

Quero sempre ver as estrelas
Todo o mundo a navegar
Quer sempre ver o Sol
E o brilho do teu olhar

Corre, corre, maré alta
Correm rios e oceanos
Cresce a erva na ribeira
Fazem ninhos todos os anos

Quero ver as baleias
Todo o mundo a navegar
Quero sempre ver as estrelas
Quero ver o Sol raiar

Quero ver as baleias
Todo o mundo a navegar
Quero sempre ver as estrelas
Quero ver o Sol raiar

Voam bandos ao entardecer
Garças brancas e o algravão
Pássaros cheios de esperança
O riozinho e o espigão

Quero ouvir sempre o marulho
E as tempestades de Inverno
Quero ouvir sempre os sinos
E o silêncio que é eterno

Quero ver as baleias
Todo o mundo a navegar
Quero sempre ver as estrelas
Quero ver o Sol raiar

Quero ver as baleias
Todo o mundo a navegar
Quero sempre ver as estrelas
Quero ver o Sol raiar

Quero ver as baleias
Todo o mundo a navegar
Quero sempre ver as estrelas
Quero ver o Sol raiar

Letra: José Francisco Vieira
Música: Ana Figueiras e José Francisco Vieira
Intérprete: Flor de Sal (in CD “Flor de Sal”, José Francisco Vieira & Ana Figueiras/Alain Vachier Music Editions, 2016)

Quero ver o que a terra me dá

[ Cantiga da Terra ]

Quero ver o que a terra me dá
ao romper desta manhã:
o poejo, o milho e o araçá,
a videira e a maçã.

Ó mãe-d’água, ó mãe de chuvas mil,
já não quero teu aguaceiro;
quero ver a luz do mês de Abril
e a folia ao terreiro.

E vou colher inhames e limões,
hortelã e alecrim;
e vou cantar charambas e canções,
p’ra te ver ao pé de mim.

E os requebros deste teu bailar,
quero ser o cantador;
e vou saudar a várzea desse olhar,
ao compasso do tambor.

E vou colher inhames e limões,
hortelã e alecrim;
e vou cantar charambas e canções,
p’ra te ver ao pé de mim.

E os requebros deste teu bailar,
quero ser o cantador;
e vou saudar a várzea desse olhar,
ao compasso do tambor.

Letra e música: José Medeiros (1988 – para a série ficcional “O Barco e o Sonho”, RTP-Açores, 1989)
Intérprete: Musica Nostra (in CD “Cantos da Terra”, Açor/Emiliano Toste, 2009)
Versão original: José Medeiros (in 2LP “O Barco e o Sonho | Balada do Atlântico | Xailes Negros”: LP 2, Philips/Polygram, 1989; CD “7 Anos de Música”, 2.ª edição, DisRego, 1992)

Laurissilva madeirense

Laurissilva madeirense

Terra mãe

[ Terra Global ]

Terra mãe que me viu nascer
Cheia de encantos à beira do mar
Tem água e sede de vencer
Tem desertos de mágoa
Lá longe há outra terra
Esquecida no tempo
Enquanto há tempo, nunca é tarde demais
Nos sentimentos somos todos iguais
Enquanto há esperança e o sonho não morrer
Haja mudança que a terra vai renascer
Cresci entre o amor e o perdão
Sempre vi o mundo no horizonte
A minha terra é o meu coração
Que ama, grita e sente
Lá longe há outra gente
Que sofre em silêncio
Enquanto há tempo, nunca é tarde demais
Nos sentimentos somos todos iguais
Enquanto há esperança e o sonho não morrer
Haja mudança que a terra vai renascer
Enquanto há tempo, nunca é tarde demais
Nos sentimentos somos todos iguais
Enquanto há esperança e o sonho não morrer
Haja mudança que a terra vai renascer

Letra: Samuel Lopes
Música: João Lopes
Intérprete: Citânia
Versão original: Citânia (in Livro/CD “Segredos do Mar”, Seven Muses, 2011)

Terra-Mãe

Terra-mãe! Terra-mãe! Terra-mãe!…

Tens olhos de água,
Tens brincos de trigo
e um filho em cada mão.

Tens lábios de terra,
Tens dedos de mágoa
e um lugar nesta canção.

És sal tão amargo,
És sonho adiado,
És fruto guardado
desta primavera.

Terra-mãe! Terra-mãe! Terra-mãe! Terra-mãe!…

Tens corpo de vento
e um rosto de mar
e as cores da alvorada.

Tens nome de guerra
em tempo de paz
que te faz ser tão amada.

És sangue, és mudança,
És data marcada,
És cais de chegada
no dia da esperança.

Terra-mãe! Terra-mãe! Terra-mãe! Terra-mãe!…

Letra: José Jorge Letria
Música: Carlos Mendes
Intérprete: Carlos Mendes (in LP “Triângulo do Mar”, Triângulo/Sassetti, 1982; reed. digital: World Music Records, 2021)

Verdes são os campos

[ Verdes São os Campos ]

Verdes são os campos,
Da cor de limão:
Assim são os olhos
Do meu coração.

Campo, que te estendes
Com verdura bela;
Ovelhas, que nela
Vosso pasto tendes;

De ervas vos mantendes
Que traz o Verão,
E eu das lembranças
Do meu coração.

Isso que comeis
Não são ervas, não:
São graças dos olhos
Do meu coração.

Poema (excerto): Luís de Camões
Música: José Afonso
Intérprete: José Afonso (in “Traz Outro Amigo Também”, Orfeu, 1970, reed. Movieplay, 1987; CD “Poesia Encantada”, vol. 2, EMI-VC, 2004)
Outra versão: Teresa Silva Carvalho (in “Ó Rama, Ó Que Linda Rama”, Orfeu, 1977, reed. Movieplay, 1994)