Jorge Chaminé barítono

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Jorge Chaminé

Barítono

Nascido no Porto de mãe espanhola, residente em Paris, Jorge Chaminé, barítono polifacetado, ocupa um lugar de destaque no mundo da lírica internacional.

Demonstrando excepcionais dotes musicais desde criança, estudou piano, violoncelo, guitarra, direcção, tendo-se estreado como cantor (soprano) aos 12 anos de idade.

Depois de estudos de Direito na Universidade de Coimbra, Chaminé opta definitivamente pela carreira de cantor e, como bolseiro da Fundação “Calouste Gulbenkian”, prossegue a sua formação em Paris (École Normale de Musique, onde se diploma com a mais alta classificação e se aperfeiçoa com Jean-Pierre Blivet), Madrid (último discípulo e um dos preferidos de Lola Rodríguez Aragón), Munique (onde trabalha o reportório alemão com Hans Hotter) e Nova Yorque (onde se aperfeiçoa com Daniel Ferro na Juilliard School). Recebe também os conselhos de Teresa Berganza com a qual cantará inúmeras vezes.

Barítono de Ópera (aplaudido em Nova Yorque, Boston, Paris, Florença, Roma, Washington, Hamburgo, Avinhão, Sevilha, Madrid, Marselha) é habitualmente convidado como solista por orquestras como as Boston Symphony, London Symphony, Filarmónica Checa, Sinfónica de Berlim, RIAS, Enescu de Bucarest, Sinfónica de Madrid, Nacional do Porto, Ensemble Intercontemporain…, sob a direcção de prestigiados maestros como Seiji Ozawa (com quem fez o seu “début” no Carnegie Hall de Nova Yorque), C. Scimone, Lord Menuhin (com quem, depois de ter obtido por unanimidade o Prémio da Fundação Menuhin, cantou inúmeras vezes, nomeadamente os “Requiem” de Fauré e de Brahms, ou a IX Sinfonia de Beethoven), M. Corboz, R. Frühbeck de Burgos, Placido Domingo, Giuseppe Sinopoli, Manuel Ivo Cruz, Josep Pons, Mark Foster, Ros Marbà, A. Tamayo, Jonathan Darlington.

Contracenou com famosos cantores como Mirella Freni (Boston e Nova Yorque), Montserrat Caballé (Opera Paris-Bastilha) e sobretudo Teresa Berganza na histórica “Carmen” da Expo de Sevilha, concerto de árias e duos de Mozart e Rossini, na ópera “Rinaldo” de Haendel para a abertura do Ano Santo em Santiago de Compostela, programas de televisão para France 2.

O seu conhecimento das línguas (francês, italiano, russo, alemão, inglês e, claro está, espanhol e português) assim como a originalidade dos seus programas fazem de Chaminé um recitalista sem par, tendo-o levado a cantar nas mais prestigiosas salas de concerto do mundo (Carnegie Hall, Teatro Real, Contcertgebow, Gulbenkian, Théâtre des Champs-Elysées, Salle Pleyel,…) assim como nos principais festivais internacionais.

Jorge Chaminé é o criador de obras que lhe foram dedicadas por Bussotti, Lenot, Markeas, Schwarz, Petit, Vlad e Xenakis. Paralelamente ao reportório clássico, Jorge Chaminé celebrou o Tango ao lado de Olivier Manoury e acaba de gravar um disco homenagem a Vinicius de Moraes com o guitarrista Norberto Pedreira, interessando-se também pelo fado, boleros ou as canções de Cole Porter.

Detentor de inúmeros prémios e distinções internacionais, Jorge Chaminé recebeu a Medalha dos Direitos Humanos da Unesco, de mãos de Federico Mayor, pela sua acção a favor das crianças abandonadas no mundo.

Realiza habitualmente cursos de aperfeiçoamento artístico na Europa, Brasil, Canadá e Estados Unidos. A partir de 2001, funda um Atelier Musical no Centro Cultural Calouste Gulbenkian de Paris para cantores, pianistas e grupos de música de câmara: dado o grande êxito deste Atelier, com mais de 160 músicos inscritos, oriundos de 46 nacionalidades diferentes, Jorge Chaminé foi convidado a continuar esta original experiência pedagógica em 2005 no Colégio de Espanha da Cidade Universitária de Paris.

Jorge Chaminé é o Director da prestigiosa Fundação Concertante, fundação de apoio e promoção a jovens músicos e Director Artístico do Festival CIMA na Toscana. É também vice presidente da Associação Georges Bizet.

Jorge Chaminé foi nomeado Embaixador de Boa Vontade da organização “Music in ME” (Music in Middle East), em homengaem ao trabalho desenvolvido pelo barítono na aproximação dos músicos árabes e judeus assim como no desenvolvimento de projectos pedagógicos e artísticos por ele criados.

A 31 de agosto 2018, foi nomeado Officier da Ordre des Arts et des Lettres pelo governo francês.

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