Filipe Monteiro

Bateria

Biografia de um músico multifacetado

Natural do Porto, Filipe Monteiro é baterista, percussionista, pedagogo, diretor artístico, produtor musical e bandleader.

Ao longo de mais de duas décadas de atividade, tem desenvolvido um percurso artístico marcado pela versatilidade, pela consistência e por uma permanente procura de excelência, conciliando a interpretação, a criação, a direção musical, a pedagogia e a produção. A sua atividade estende-se pelos universos do jazz, música improvisada, música erudita, pop, rock, música latina e música tradicional, afirmando uma presença regular na cena jazzística portuense e nos principais palcos e projetos nacionais.

A sua formação musical iniciou-se aos seis anos de idade, sob orientação familiar, Joaquim Monteiro (pai), António Monteiro (tio) e Augusto Monteiro (avô), que despertaram desde cedo o seu interesse pela música e contribuíram decisivamente para a construção dos primeiros alicerces do seu percurso artístico.

Prosseguiu os estudos na Escola de Jazz do Porto, onde concluiu os cursos de Bateria e Formação Musical, sob orientação dos professores Koen Van Esch e Vera Lúcia.

Posteriormente ingressou na Escola Profissional de Música de Espinho (EPME), reconhecida como uma das mais conceituadas instituições portuguesas na área da Percussão, onde concluiu o Curso de Percussão, estudando com os professores Joaquim Alves, Rui Sul Gomes, Nuno Aroso e Pedro Oliveira.

É licenciado em Bateria Jazz pela Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo (ESMAE), onde desenvolveu a sua formação sob orientação dos professores Michael Lauren, Nuno Ferreira, António Augusto Aguiar, Telmo Marques, Paulo Perfeito, Carlos Azevedo, Mário Santos e Pedro Guedes.

Mais tarde concluiu o Mestrado em Ensino de Música, na Universidade de Aveiro, onde defendeu a sua tese «Contributo de Buddy Rich para o Desenvolvimento da Bateria», um trabalho de investigação dedicado à influência artística, técnica e pedagógica de uma das figuras mais marcantes da história da bateria no jazz.

A constante procura pelo aperfeiçoamento artístico e técnico conduziu-o, desde cedo, à participação em diversos projetos de formação especializada. Enquanto baterista, percussionista e baixista, participou na 2.ª edição do Adams International Percussion Festival e nas 2.ª e 3.ª edições do Festival de Percussão dos Carvalhos, experiências que complementou com uma intensa participação em workshops e masterclasses ministrados por algumas das mais relevantes figuras da música e do jazz contemporâneo.

Entre os músicos e pedagogos com quem teve oportunidade de trabalhar encontram-se Jeffery Davis, Nicholas Arnicho Perazza, Virgil Donati, TM Stevens, Carlos Barretto, Nicolas Martyciow, Dan Weiss, Greg Ritchie, Jacob Sacks, Samir Zarif, Zack Lober, Ralph Alessi, Tony Malaby, Andy Milne, Drew Gress, Mário Delgado, Carlos Bica, João Moreira, Alexandre Frazão, Rob Brown, Randy Ingram, Ross Pederson, Andrew D’Angelo, Gerald Cleaver, Ben Street, Filipe Melo, Reut Regev, Taylor Ho Bynum, Adam Lane, Tomas Fujiwara, Chris Cheek, Billy Cobham, Jamie Baum, Jeff Hirshfield, Luis Perdomo, Werner Otten, Marc Miralta e Jeff Williams, entre muitos outros.

Este contacto permanente com músicos de diferentes gerações, escolas e linguagens estéticas contribuiu decisivamente para a construção de uma identidade artística própria, caracterizada pela abertura à improvisação, pela versatilidade e pela capacidade de transitar entre diferentes universos musicais sem perder uma voz interpretativa consistente.

29 de julho de 2026

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