António Sousa Dias compositor

Bio+

Micro-sítios Meloteca
Clique para criar o seu micro-sítio

António de Sousa Dias

Composição

Nascido em Lisboa em Novembro de 1959, António Sousa Dias tem o diploma do Curso Superior de Composição (Conservatório Nacional), sob orientação de Constança Capdeville.

Possui o Mestrado em Ciências Musicais pela Universidade de Paris VIII, sob a orientação de Horacio Vaggione onde prepara o doutoramento como bolseiro da Fundação para a Ciência e Tecnologia, subordinado ao tema L’Objet Sonore: Situation, Évaluation et Potentialités: Un essai de généralisation de la notion d’objet sonore à la spectromorphologie et à l’objet sonore numérique.

Iniciou os estudos musicais com Albertina Saguer. Frequentou o curso de Electrónica e Telecomunicações do Instituto Superior Técnico (1977-1979), a Escola de Jazz do Hot Club de Portugal (1979-1980 e 1983-1984), o Curso de Ciências Musicais na Universidade Nova de Lisboa (1984-1985), o curso de Programação de Computadores no Instituto Nacional de Administração (1985-1986). Para além de vários seminários de formação profissional, tem frequentado, também, estágios na área de Composição e Análise, assistidas por computador.

Foi professor de Composição na Escola Superior de Música de Lisboa (desde 1987) tendo, também, exercido funções como subdirector (1995-2001).

Foi professor de Composição na Escola Profissional de Música de Almada (1991-1995) e na Escola de Música de Lisboa (1985-1987). Leccionou também Contraponto no Curso de Ciências Musicais (Universidade Nova de Lisboa), para além da apresentação de comunicações em seminários e congressos (JIM2003, IP-Lisboa, 1997, Cuenca – 1991, Essone – 1992, entre outros). Leccionou em vários cursos subordinados ao tema Novas Tecnologias e Música (Sindicato dos Músicos, Projecto Minerva, Diacoma, ESML) desde 1988, tendo colaborado com a Escola Superior de Música e das Artes do Espectáculo (ESMAE – IPP) em 1991, 1997 e em 2002.

Foi membro do grupo ColecViva dirigido por Constança Capdeville, do qual fez parte como assistente de direcção, síntese de som e percussão, desde 1985. Fundou juntamente com Constança Capdeville o grupo OPUS SIC (Obras Produzidas Utilizando Sons: Sintetizados Instrumentais e Computorizados). Desde 1992, colabora com o Grupo Música Nova, dirigido por Cândido Lima.

Na sua produção musical, a composição de música para cinema e televisão possui particular importância. A prática de gravação musical como intérprete, produtor e director musical, a par da prática como assistente de som em cinema, também influiu decisivamente no seu percurso como compositor.

O crescente interesse na reflexão sobre o som, seus modos de percepção, produção e problemáticas decorrentes, bem como a reflexão sobre o impacto das novas tecnologias na criação musical, levaram-no à concepção de uma música que se pode, talvez, definir como a obtenção de instantâneos de um “planeta” correspondente à totalidade da obra: assim, existem materiais que se projectam e prolongam de umas obras para outras, outros que apenas fazem sentido num local apenas, numa perspectiva decorrente das abordagens sistémicas.

Esta forma de encarar os materiais musicais enquanto instantâneos, filmes, pedaços de situações ou estados onde não tem que existir necessariamente a ideia de linguagem, de narratividade, mas sim de modos de presentificação, de contemplações musicais, permitindo até a coexistência de materiais e situações heterogéneas (e até mesmo heterostáticas) não só deriva da influência do cinema e suas técnicas, como também da música electroacústica.

Esta metáfora tem-se vindo a formalizar ao recorrer ao conceito de obra como um interface para uma base de dados, donde as suas obras mais recentes representam o estado actual de investigação sobre a formulação e aplicação deste conceito.