Violino Barroco

Pouco se sabe acerca da origem do violino. Os primeiros modelos surgem, em Itália, no final do séc. XVI com, entre os mais célebres luthiers de violino, Andrea Amati (ca 1511- ca 1580) e Gasparo da Salò (1540-1609). Durante muitos anos, seu tamanho e forma não estavam estabilizados, sendo, este instrumento, principalmente utilizado para acompanhar música de dança. Evoluiu, consideravelmente, sendo, no final do séc. XVI, um dos principais responsáveis pelo desenvolvimento da virtuosidade, tornando-se, no início do séc. XVII, um sucesso, em Itália, sobretudo nas igrejas.

A sua construção estabilizou-se no séc. XVIII com luthiers (Stradivarius, Guarnierius, entre outros) que representam um marco incontestável para esta arte. A maior parte dos violinos, do séc. XVIII, conservados até hoje (e, felizmente tocados) sofreram, durante séculos, importantes transformações, tais como: a substituição da barra harmónica por uma barra maior, o alongamento do braço (conservando a voluta de origem), o aumento da escala para possibilitar execução de notas mais agudas, e a inclinação do braço do violino (possibilitando uma maior tensão e, consequentemente, uma maior amplitude sonora).

A prática do instrumento a que chamamos hoje de violino “barroco” caracteriza-se como um conjunto de diferenças técnicas e pela utilização de um arco específico, convexo e pontiagudo, com menos tensão na metade superior. O violino deve pousar no ombro, toca-se sem almofada e sem queixeira, técnica, denominada chin-off, que perdurou até ao final do séc. XVIII, início do séc. XIX. O arco também sofreu modificações no final do séc. XVIII; o archetier francês François-Xavier Tourte inverteu a curvatura da vara e implementou o sistema de parafuso.

Por fim, convém ainda referir que as cordas de tripa foram utilizadas até ao início do séc. XX. A sua substituição pelas cordas metálicas apenas se generalizou após a guerra de 1914-1918.

[ Ana Clérigo, publicado na Meloteca a 18 de junho de 2019 ]

“…c’est celui duquel l’on use en dancerie…”

Philibert Jambe de Fer
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