Ana Laíns

As Fontes

Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total,
À agitação do mundo do irreal,
E calma subirei até às fontes.

Irei até às fontes onde mora
A plenitude e o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor.

Irei beber a luz e o amanhecer,
Irei beber a voz, a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser.

Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total,
À agitação do mundo do irreal,
E calma subirei até às fontes.

Irei até às fontes onde mora
A plenitude e o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor.

Irei beber a luz e o amanhecer,
Irei beber a voz, a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser.

Irei beber a luz e o amanhecer…
Um voo me atravessa,
E nela cumprirei…
E nela cumprirei…
E nela cumprirei todo o meu ser.

Poema: Sophia de Mello Breyner Andresen (adaptado)
Música e arranjo: Filipe Raposo
Intérprete: Ana Laíns* com Filipe Raposo (in CD “Portucalis”, Ana Laíns/Seven Muses, 2017)

*Ana Laíns – voz
Participação especial:
Filipe Raposo – piano

Ana Laíns
Ana Laíns

As fontes

Sophia de Mello Breyner Andresen, in “Poesia”, Coimbra: Edição da autora, 1944; “Obra Poética I”, Lisboa: Editorial Caminho, 1990 – p. 60

Um dia quebrarei todas as pontes
Que ligam o meu ser, vivo e total,
À agitação do mundo do irreal,
E calma subirei até às fontes.

Irei até às fontes onde mora
A plenitude, o límpido esplendor
Que me foi prometido em cada hora,
E na face incompleta do amor.

Irei beber a luz e o amanhecer,
Irei beber a voz dessa promessa
Que às vezes como um voo me atravessa,
E nela cumprirei todo o meu ser.

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