Loading
Meloteca
  • MELOTECA
    • Quem somos
    • Atividades
    • Testemunhos
    • Galeria
  • MEDIATECA
    • Listas
    • Partituras
    • Vídeos
  • BIOS
    • Atuais
    • Históricas
    • Catálogos
    • Entrevistas
  • MUSACADEMIA
    • Artigos
      • Pedagogia
      • Musicoterapia
      • História
      • Musicologia
      • Música Sacra
        • Magistério
        • Estudos
        • Textos
    • Citações
    • Repositório
    • Glossário
    • Dicionário
    • Efemérides
    • Cronologia
  • CANCIONEIRO
  • JORNAL
    • Notícias
    • Destaques
  • PORTAIS
    • Loja Meloteca
    • Musorbis
    • Lenga
    • Musis
    • Discorama
    • Reciclanda
  • Click to open the search input field Click to open the search input field Search
  • Menu Menu

Tag Archive for: Poesia e Música

Florbela Espanca
Cancioneiro

Canções sobre poesia

Canções sobre poesia

Letras

Dá-se aos que têm sede

[ Louvor da Poesia ]

Poema de Sebastião da Gama (in “Campo Aberto”, Lisboa: Portugália, 1951; Lisboa: Edições Ática, Colecção Poesia, 4.ª edição, 1983 – p. 45)
Recitado por José Nobre (in CD “Sebastião da Gama: Meu Caminho É por Mim Fora”, JGC, 2010)
Música: Rui Serôdio

Dá-se aos que têm sede,
não exige pureza.
Ah!, se fôssemos puros,
p’ra melhor merecê-la…

Sabe a terra, a montanhas,
caules tenros, raízes,
e no entanto desce
da floresta dos mitos.

Água tão generosa
como a que a gente bebe,
fuja dela Narciso
e quem não tenha sede.

Na viagem

[ Viagem do Verso ]

Letra: José Flávio Martins
Música: Cristina Bacelar
Intérprete: Frei Fado d’El Rei (in CD “Em Concerto”, Açor/Emiliano Toste, 2003)

Na viagem
De cada palavra,
Cada verso
Muda o tempo do saber!

No destino
Da estrofe nascente,
Cada frase,
É um rio solitário!

No regresso
Do verbo “chegar”,
Porque chego e me despeço,
À noite, ao luar!…

Sou um verso de marés…
Sobre a rima de um poema!
Sou um verso de marés…
Sobre a rima de um poema!

Em ti… mora, o meu beijo!
Porque… chora, meu poema!…

No destino
Da estrofe nascente,
Cada frase,
É um rio solitário!

No regresso
Do verbo “chegar”,
Porque chego e me despeço,
À noite, ao luar!…

Sou um verso de marés…
Sobre a rima de um poema!
Sou um verso de marés…
Sobre a rima de um poema!

Reciclanda

Reciclanda

O projeto Reciclanda promove a reutilização, reciclagem e sustentabilidade desde idade precoce.

Com música, instrumentos reutilizados, poesia e literaturas de tradição oral, contribui para o desenvolvimento global da criança e o bem estar dos idosos. Faz ACD e ALD (formações de curta e longa duração), realiza oficinas de música durante o ano letivo e dinamiza atividades em colónias de férias. Municípios, Escolas, Agrupamentos, Colégios, Festivais, Bibliotecas, CERCI, Centros de Formação, Misericórdias, Centros de Relação Comunitária, podem contratar serviços Reciclanda.

Contacte-nos:

António José Ferreira
962 942 759

Se ao menos houvesse um dia

Letra: João Monge
Música: Casimiro Ramos (Fado Três Bairros)
Intérprete: Camané (in CD “Esta Coisa da Alma”, EMI-VC, 2000)

Se ao menos houvesse um dia
Luas de prata gentia
Nas asas de uma gazela
E depois, do seu cansaço,
Procurasse o teu regaço
No vão da tua janela

Se ao menos houvesse um dia
Versos de flor tão macia
Nos ramos com as cerejas
E depois, do seu Outono,
Se dessem ao abandono
Nos lábios, quando me beijas

Se ao menos o mar trouxesse
O que dizer e me esquece
Nas crinas da tempestade
As palavras litorais
As razões iniciais
Tudo o que não tem idade

Se ao menos o teu olhar
Desse por mim ao passar
Como um barco sem amarra
Deste fado onde me deito
Subia até ao teu peito
Nas veias de uma guitarra

Senhores jurados sou um poeta

[ A Defesa do Poeta ]

Poema de Natália Correia (in O Sol nas Noites e o Luar nos Dias, 1993)
Recitado por Afonso Dias
Também recitado pela autora (in EP “Natália Correia Diz Poemas de Sua Autoria”, VC, 1969; CD “A Defesa do Poeta”, EMI-VC, 2003)

Senhores jurados sou um poeta
um multipétalo uivo um defeito
e ando com uma camisa de vento
ao contrário do esqueleto.

Sou um vestíbulo do impossível um lápis
de armazenado espanto e por fim
com a paciência dos versos
espero viver dentro de mim.

Sou em código o azul de todos
(curtido couro de cicatrizes)
uma avaria cantante
na maquineta dos felizes.

Senhores banqueiros sois a cidade
o vosso enfarte serei
não há cidade sem o parque
do sono que vos roubei.

Senhores professores que pusestes
a prémio minha rara edição
de raptar-me em crianças que salvo
do incêndio da vossa lição.

Senhores tiranos que do baralho
de em pó volverdes sois os reis
sou um poeta jogo-me aos dados
ganho as paisagens que não vereis.

Senhores heróis até aos dentes
puro exercício de ninguém
minha cobardia é esperar-vos
umas estrofes mais além.

Senhores três quatro cinco e sete
que medo vos pôs na ordem?
que pavor fechou o leque
da vossa diferença enquanto homem?

Senhores juízes que não molhais
a pena na tinta da natureza
não apedrejeis meu pássaro
sem que ele cante minha defesa.

Sou um instantâneo das coisas
apanhadas em delito de paixão
a raiz quadrada da flor
que espalmais em apertos de mão.

Sou uma impudência a mesa posta
de um verso onde o possa escrever.
Ó subalimentados do sonho!
a poesia é para comer.

Ser poeta

[ Existir (O Homem e o Universo) ]

Poema: Fernando Pessoa/Alberto Caeiro (compilação de versos extraídos d’ “O Guardador de Rebanhos” e de “Poemas Inconjuntos”, in “Poemas de Alberto Caeiro”, col. Obras Completas de Fernando Pessoa, Lisboa: Edições Ática, 1946, 10.ª edição, 1993 – p. 22, 25, 50, 48, 83, 99, 57, 62, 68-69)

Adaptação: Samuel Lopes
Música: Samuel Lopes
Intérprete: Citânia com Luís Filipe Sarmento

Versão original: Citânia com Luís Filipe Sarmento (in Livro/CD “Segredos do Mar”, Seven Muses, 2011)

Ser poeta não é uma ambição minha.
É a minha maneira de estar sozinho.
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência é não pensar…
O essencial é saber ver,
Saber ver sem estar a pensar,
Saber ver quando se vê,
E nem pensar quando se vê,
Nem ver quando se pensa.
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
Assim é e assim seja.
Basta existir para se ser completo.
Basta existir para se ser completo.
Quero as coisas que existem,
Não o tempo que as mede.
A nossa alma e o céu e a terra bastam-nos.
Querer mais é perder isto, e ser infeliz.
Bendito seja o mesmo Sol de outras terras,
Que faz meus irmãos todos os homens.
Porque todos os homens, um momento no dia, o olham como eu.
Basta existir para se ser completo.
Basta existir para se ser completo.
Procuro dizer o que sinto,
Sem pensar em que o sinto.
Procuro despir-me do que aprendi,
Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram,
Desencaixotar as minhas emoções verdadeiras,
Desembrulhar-me e ser eu.
E assim escrevo, querendo sentir a Natureza, nem sequer como um homem,
Mas como quem sente a Natureza, e mais nada.
E assim escrevo, ora bem, ora mal,
Caindo aqui, levantando-me acolá,
Mas indo sempre no meu caminho.
Ainda assim, sou alguém.
Sou o Descobridor da Natureza.
Sou o Argonauta das sensações verdadeiras.
Trago ao Universo um novo Universo
Porque trago ao Universo ele-próprio.

Ser poeta é ser mais alto

[ Perdidamente ]

Poema: Florbela Espanca
Música: João Gil
Intérprete: Trovante (in CD “Terra Firme”, EMI-VC, 1987)

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhas de oiro e de cetim…
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente…
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/09/florbela-espanca-poetisa.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-05-07 07:04:332024-11-02 06:18:36Canções sobre poesia
Guerra Junqueiro
Letras

Guerra Junqueiro e a Música

Quatro leituras musicais do poema “Canção perdida” de Guerra Junqueiro

Ana Maria Liberal

Excerto de Quatro leituras musicais do poema “Canção perdida” de Guerra Junqueiro, por Ana Maria Liberal, Atas, Congresso Internacional “A Língua Portuguesa em Música” . Lisboa, Núcleo Caravelas, CESEM, FCSH, 2012, p. 20-27.

A obra poética de Guerra Junqueiro (1850-1923) foi objecto de tratamento musical por parte de vários compositores portugueses e brasileiros. Desde Gustavo Romanoff Salvini (1825-1894) a Fernando Valente (1952-), foram 23 os autores que musicaram o poeta de Freixo de Espada à Cinta, num total de 34 obras.

Ana Maria Liberal

O lied é o género musical que predomina, mas há também música sinfónica – Depois de uma leitura de Guerra Junqueiro. Fantasia para orquestra, de Luís de Freitas Branco – e de câmara – A Moleirinha para quinteto de sopros, de Berta Alves de Sousa.

A predilecção dos nossos criadores musicais pela obra do poeta transmontano pode ser explicada através das palavras de Henrique Manuel Pereira quando afirma que “há (…), música na poesia de Junqueiro, sendo essa uma das características mais relevantes e determinantes da sua majestosa linguagem, entre sarcástica, épica, lírica e religiosa”. A lista de poesias musicadas engloba nove livros ou opúsculos, com Os Simples, publicado em 1892, a ocupar a liderança.

Foram quatro os compositores portugueses que se debruçaram sobre a “Canção Perdida”, belíssimo poema de amor que integra esta colectânea: José Viana da Mota (1868-1948), António Tomás de Lima (1887-1950), António de Lima Fragoso (1897-1918) e Fernando Lopes-Graça (1906-1994). Um horizonte temporal de cerca de um século implica, obviamente, uma diversidade de linguagens musicais. É esta pluralidade de discursos que esta comunicação se propõe abordar, através de uma análise comparativa das quatro versões da canção.

(…) cabe salientar que pluralidade e diversidade são substantivos que caracterizam as quatro versões da Canção Perdida que constituem a temática desta comunicação. Todavia, todos os compositores comungaram do propósito, plenamente conseguido, na minha opinião, de criar quatro obras com uma estética musical de carácter nacionalista.

Guerra Junqueiro
Guerra Junqueiro
https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2020/03/guerra-junqueiro.jpg 400 400 António Ferreira https://www.meloteca.com/wp-content/uploads/2018/03/Logomarca-MELOTECA-300x86.jpg António Ferreira2020-03-10 21:19:502021-07-05 15:03:49Guerra Junqueiro e a Música

Outros Artigos

  • César Viana, compositor
    César Viana e a Música Sacra29 Fevereiro, 2024 - 14:25
  • Gillian Lynne
    Gillian Lynne20 Julho, 2021 - 14:29
  • João Pedro Oliveira, compositor, 04082029
    Lista dos Compositores15 Agosto, 2026 - 23:44
  • Fanfarra dos Bombeiros Voluntários Famalicenses
    Lista das Fanfarras14 Agosto, 2026 - 20:59
  • Albertino Gonçalves, músico e padre vicentino
    Músicos na CM28 Junho, 2021 - 12:57

Outras Notícias

  • Concurso Nacional de Composição BSP
    Concurso Nacional de Composição BSP9 Março, 2024 - 0:08
  • Prémio de Composição Francisco de Lacerda
    Prémio de Composição Francisco de Lacerda8 Março, 2024 - 23:52
  • A Garota Não
    Prémio José da Ponte17 Fevereiro, 2024 - 23:11
  • Prémio de Composição Acordeão Associação Folefest
    Folefest20 Janeiro, 2024 - 16:52
  • Operafest, Catarina Molder, créditos Susana Paiva
    Operafest28 Agosto, 2023 - 9:47

MELOTECA

Lançada em 2003, por António José Ferreira, a Meloteca é uma plataforma enciclopédica de músicas e artes com destaque para a Educação, a História da Música e o Património. Adquira edições de apoio à música na infância ou planos de divulgação na Loja.

Artigos Recentes

  • João Malha, composição
  • Concurso Nacional de Composição BSP
  • Prémio de Composição Francisco de Lacerda
  • César Viana e a Música Sacra
  • Prémio José da Ponte
  • Folefest

Cancioneiro

  • Poluição
    Canções e Ecologia2 Maio, 2023 - 20:56
  • Senhor Vadio, Cartas de um marinheiro
    Canções de sedução10 Junho, 2021 - 20:13
  • Jardim da Luz, Lisboa
    Canções sobre Portugal10 Junho, 2021 - 14:25
  • Penha Garcia
    Canções às Almas9 Junho, 2021 - 13:40

CONTACTOS MELOTECA

Morada:
Rua da Serra da Estrela, 86

4415-891 SANDIM VNG

Telefone:
+351 962 942 759
(Chamada para rede fixa nacional)

E-mail:
meloteca@meloteca.com

© Meloteca 2017 | By Blendup Marketing Digital
  • Link to Facebook
  • Link to Instagram
  • Link to Pinterest
  • Link to LinkedIn
  • Política de privacidade
Scroll to top Scroll to top Scroll to top