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Sebastião Antunes & Quadrilha

Doideira

É uma doideira
Como eu nunca vi
É que eu não faço outra coisa
Senão pensar em ti

Esta carta que eu te escrevo é a falar da minha afronta
Se calhar, vai cheia de erros mas a intenção é que conta
Eu vou ter de andar escondido até que o destino queira
Por naquele dia teres ido a dar comigo na eira
Eu vou ter que andar a monte, a dormir no meio da palha,
É que se o teu pai me apanha não há santo que me valha

É uma doideira
Como eu nunca vi
É que eu não faço outra coisa
Senão pensar em ti

Eu já me tinha constado que tu andavas guardada
Mas por também estar tentado fiz que não entendi nada
Cada qual sua vontade, cada vontade um olhado
Ambos quisemos o mesmo: nenhum de nós foi culpado
Espero que tu não me esqueças, nem te posso chegar perto
É que um tiro na cabeça é o que eu tenho mais certo

É uma doideira
Como eu nunca vi
É que eu não faço outra coisa
Senão pensar em ti

É uma doideira
Como eu nunca vi
É que eu não faço outra coisa
Senão pensar em ti

Letra e música: Sebastião Antunes
Intérprete: Sebastião Antunes & Quadrilha (in CD “Perguntei ao Tempo”, Sebastião Antunes/Alain Vachier Music Editions, 2019)
Versão original: Quadrilha (in CD “Entre Luas”, Ovação, 1997)
Outra versão: Quadrilha (in CD “Deixa Que Aconteça: Ao Vivo”, Vachier & Associados/Ovação, 2006)

Sebastião Antunes & Quadrilha
Sebastião Antunes & Quadrilha