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Criança com multideficiência tocando

Instrumentos acessíveis e fáceis de reciclar

Acessíveis e inclusivos são os instrumentos musicais que, adaptados a crianças com deficiência, são igualmente eficazes com crianças sem necessidades especiais.

Os instrumentos apresentados neste artigo foram utilizados por crianças em Unidade de Apoio Educativo a Crianças com Multideficiência. Podem ser replicados e tocados por todas as crianças, na escola e em casa, com a ajuda de familiares adultos. Por razões económicas, pedagógicas e ambientais, são uma vantagem para educadores de infância e professores de Música nas Atividades de Enriquecimento Curricular e Música Adaptada.

Tambor de tampa:

Tampa de balde de azeitona e baqueta de plástico

A tampa de um balde de azeitonas pode desenvolver a criatividade e o bem-estar da criança. Basta lavá-la e mantê-la limpa. Há tampas com vários tons de verde, vermelho, amarelo, castanho. São ferramentas úteis para desenvolver o conhecimento das cores. Muitas vezes, a própria criança mostra ao adulto o que consegue e gosta de fazer com o objeto. ]

Maraca-lagarta:

Maraca com arroz feita de tampas de amaciador 

A maraca-lagarta é um objeto múltiplo feito com tampas de amaciador da roupa que encaixam umas nas outras. Para fazer uma boa maraca basta colocar arroz lá dentro e encaixar bem, deixando a última sem tampa. Se o seu educando gosta de encaixar objetos, não coloque dentro grãos pequenos mas objetos maiores como castanha, ou castanha da Índia, ou outros (tendo sempre o cuidado de não serem risco para a segurança.) ]

Almofariz:

Utilização rítmica do almofariz 

O almofariz de madeira que utiliza na cozinha para pisar condimentos, nozes e alho pode funcionar como instrumento musical de percussão direta, batendo com o pilão na base ou nas paredes. ]

Clavas de encaixe:

Tubos de cana abertos num dos lados ]

Além de servirem para bater da forma convencional – batendo com a menor na maior – duas clavas de cana de bambu furadas, com diâmetros adequados, podem ser um instrumento musical e um brinquedo, quando a criança se diverte a encaixar uma na outra e a bater dessa forma. ]

Maraca de braço:

Maraca acessível feita por Sílvia Faria ]

Para crianças com sérias limitações em termos de motricidade, é possível fazer pulseiras sonoras ou maracas de pulso que proporcionam experiências sonoras e bem-estar. Se tiver um familiar que costure, dê asas à imaginação e crie alternativas sonoras para o seu educando.

Saqueta de sons:

Peúga com conchas ]

Tem meias bonitas que já não servem ao seu educando? Guarde-as e poderá criar com elas objetos sonoros interessantes com que pode fazer jogos de música e motricidade. O som e o cheiro vai variar conforme o que colocar na meia: conchas, pedrinhas, caroços de frutos, ervas aromáticas secas, sementes de melão.

Maraca cilíndrica:

Recipiente cilíndrico de toalhitas ]

Um recipiente cilíndrico de toalhitas ou de ração de tartaruga pode tornar-se um brinquedo ou um instrumento sonoro em que pode colocar, conforme as competências e características do seu educando, arroz, grãos ou objetos maiores. 

Pulseira sonora:

Pulseira sonora feita por Sílvia Faria ]

Se tiver na família ou entre os amigos alguém quem saiba de costura, obtenha pulseiras sonoras ou maracas de pulso que proporcionam experiências sonoras agradáveis ou surpreendentes.

Guizeira de pulso:

Instrumento acessível feito por Sílvia Faria ]

Maiores limitações exigem maior engenho. Quando as crianças têm grandes dificuldades em mover o braço, uma das soluções poderá ser criar guizeiras de pulso. 

Chincalho:

Cabo, tampas de frascos de néctar e parafuso ]

A faca partiu e resta um bom cabo? Basta fixar tampas metálicas (de frasco de sumo tipo COMPAL), depois de furadas com prego grosso e martelo. Atravessando-as com um parafuso grande, tem um chincalho seguro, funcional, resistente e duradoiro.

Tambor de frasco:

Frasco de champô percutido com pauzinho ]

Com um pauzinho e um frasco de champô lavado e seco, reciclado, pode ter um instrumento que pode ajudar o seu filho a desenvolver diversas competências psicomotoras, contar, dizer frases curtas, acompanhar canções. ]

Vaso metálico reutilizado:

Vaso utilizado com finalidade diferente ]

Um vaso metálico e uma baqueta que encontra no IKEA a bons preço pode servir para tocar, seja com baqueta de plástico seja com uma colher de pau, ou pauzinho.

Maracas geométricas:

Maracas geométricas ]

Diversos frascos e boiões tornar-se maracas com cores e formas diversas (cilíndricas, oval, paralelipipédica e esférica.) Basta colocar lá dentro sementes ou grãos de cereal.

Saqueta:

Resto de pano com feijão preto dentro ]

Saquetas podem ser reutilizadas para fins didáticos e musicais, colocando dentro cascas de noz, búzios ou conchas. Pode fazer jogos cantados como: “Fui ao saco das amêndoas sem a minha mãe saber. Tirei uma, tirei duas… (até 10).  Que guloso que tu és!

Redinha de pedras:

Rede com pedrinhas recolhidas na praia ]

Areias dentro de uma saqueta podem suscitar o interesse da criança, em termos de som, de cores e de textura. ]

Hemisférios às avessas:

Idiofone feito das metades de esfera ]

Metades coloridas de recipientes esféricos de chocolate ou de surpresas de máquina podem funcionar como castanholas reutilizadas.

Castanholitas:

Doseadores de detergente para máquina de lavar roupa

Tampas maleáveis de doseador de detergente para máquina de lavar roupa podem servir de instrumento musical com timbre agradável e intensidade suave. Também pode utilizá-los para fazer jogo simbólico, fazendo de conta que é um copo (que pode passar-se entre adulto e criança ou encaixar.) ]

Tampa circular multiusos:

Tampa de balde de azeitona ]

Há crianças que, apesar de limitadas em termos de motricidade e fala, entendem muitas palavras e gestos dos adultos e gostam de fazer de conta. Uma tampa circular pode tornar-se um volante, uma máscara, um chapéu, um prato, uma pizza, um leque… Invente como fazia quando o seu filho era bebé, ou utilize canções tradicionais conhecidas. ]

Castanhola de parafuso:

Material para sustentação de cortinas e parafuso 

Em lojas ditas “dos Chineses” encontra estes objetos de madeira que servem para fixar varões de cortinas. Basta colocar um parafuso grande e tem um instrumento de percussão direta que dá para bater ou friccionar. Há crianças que gostam muito deste tipo de instrumentos. ]

António José Ferreira

Instrumento musical reciclado para crianças com ou sem necessidades educativas especiais

Este é um álbum de instrumentos reciclados inclusivos que podem ser replicados e tocados por todas as crianças, na escola e em casa, com a ajuda de familiares adultos. As fotografias deste artigo apresentam crianças portadoras de multideficiência e de necessidades especiais em ação e foram feitas ao longo de anos. Representam parte do trabalho em Unidade de Apoio Especializado à Multideficiência e crianças com NEE do Ensino Regular. Tendo em conta as vantagens económicas, pedagógicas e ambientais, são um recurso que beneficia a prática de educadores de infância e professores de Música nas Atividades de Enriquecimento Curricular/Música Adaptada.

Bombos reutilizados:

Baldes de óleo de motor de automóvel da Shell ]

Castanhola de parafuso:

Material para sustentação de cortinas e parafuso ]

Chinca-chinca:

Idiofone de madeira feito de peças de sustentação de cortina ]

Frascos de vento:

Cabide com frascos de champô presos por fios ]

Geme-geme:

Lata, cabo reutilizado e parafuso grande ]

Tambor de tampa circular reutilizado:

Tampa de balde de azeitona e baqueta de plástico ]

Maraca-lagarta:

Maraca com arroz feita de tampas de amaciador da roupa enfiadas umas nas outras ]

Maraca cilíndrica grande:

Recipiente cilíndrico de plástico (de ração para peixes), com grãos de arroz ]

Requemola:

Mola de guarda-chuva e raspador ]

Almofariz:

Utilização rítmica do almofariz ]

Clavas de cana:

Tubos de cana de bambu ]

Clavas de enfiamento:

Tubos de cana abertos num dos lados ]

Colar de argolas:

Argolas de cortina ]

Chincalho de argolas reutilizado:

Materiais para sustentação de cortina ]

Maraca de braço:

Maraca acessível com velcro feita por Sílvia Monteiro ]

Saqueta de sons:

Peúga com conchas ]

Maraca cilíndrica grande:

Recipiente cilíndrico de toalhitas ]

Pulseira sonora:

Pulseira sonora feita por Sílvia Monteiro ]

Saqueta sonora:

Saqueta com conchas ]

Guizeira de pulso:

Instrumento acessível feito por Sílvia Monteiro ]

Chincalho:

Cabo, tampas de frascos de néctar e parafuso ]

Tambor de frasco:

Frasco de champô percutido com pauzinho ]

Vaso metálico reutilizado:

Vaso utilizado com finalidade diferente ]

Maracas geomátricas:

Maracas geométricas ]

Saqueta:

Resto de pano com feijão preto dentro ]

Redinha de pedras:

Rede com pedrinhas recolhidas na praia ]

Litofone de mão:

Pedras recolhidas na praia ]

Paulitos:

5 pares de paulitos ]

Hemisférios às avessas:

Idiofone feito das metades de esfera ]

Clavas de cana de bambu:

Bocados de cana reutilizados ]

Círculos mágicos:

Tampas que se tornam diferentes objetos em jogos criativos ]

Chocalhos de vento:

Cabide com chocalhos pendentes ]

Castanholitas:

Doseadores de detergente para máquina de lavar roupa ]

Arena com bola:

Tampa circular com bola a rolar no sentido dos ponteiros do relógio ou em sentido contrário ]

Tampa circular multiusos:

Tampa de balde de azeitona ]

Maracas de tampas de amaciador:

Maracas de tampas de amaciador ]
Criança com multidefiência ao teclado

Álbum com crianças portadoras de multideficiência e necessidades especiais, em geral, tocando instrumentos musicais didáticos, tradicionais, digitais e reutilizados, de Unidades de Apoio Especializado à Multideficiência ou de turmas do Ensino Regular.

Guitarra clássica:

Criança com síndrome CHARGE dedilhando ]

Sinetas de botão de altura definida:

Tocando e vocalizando ]

Darabuca:

Criança com atraso do Ensino Regular ]

Pandeiro:

Criança com multideficiência tocando ]

Teclado digital:

Menina com síndrome de Angelman ]

Tambor multissensorial:

Criança com NEE em UAEM ]

Castanhola de cabo com elefante:

Menina com NEE em UAEM ]

Teclado:

Criança com multideficiência em UAEM ]

Pandeireta com abelha:

Menina com NEE em UAEM ]

Teclado:

Atento ao piano ]

Metalofone de lâminas soltas:

Tocando escala pentatónica ]

Maraca dupla de madeira:

Criança tocando em UAEM ]

Pandeireta:

Criança em UAEM ]

Guizeira didática:

Criança com deficiência em UAEM ]

Concertina de brincar:

Criança com síndrome de Angelman tocando ]

Rela:

Criança com multidefciência ]

Pianica de animais:

Menino com síndrome de Angelman ]

Maraca múltipla:

Criança da Pré-Escola tocando ]

Kashaka:

Menino com síndrome de Angelman em UAEM ]

Reco-reco didático:

Criança com síndrome CHARGE ]

Bateria digital Yamaha:

Instrumentos musicais didáticos, tradicionais e reutilizados tocados por crianças com necessidades educativas especiais em Unidades de Apoio Especializado à Multideficiência ou em turmas do Ensino Regular
Criança com NEE do Ensino Regular ]

Maraca cilíndrica de madeira:

Criança com NEE da educação pré-escolar ]

Jambé:

Menino com NEE em UAEM ]

Tamborete:

Criança com NEE em idade pré-escolar ]

Címbalo:

Menino com autismo, em UAEM ]

Maraquita cilíndrica:

Criança com NEE em idade pré-escolar ]

Pandeiro árabe:

Criança com NEE em Educação de Infância ]

Bongós:

Menina com NEE, síndrome de Down, em UAEM ]

Castanhola de cabo:

Criança com NEE de UAEM ]

Caxixi:

Criança com NEE em UAEM ]

Crótalo didático:

Criança com deficiência ]

Tubo melódico:

Criança com síndrome de Angelman ]

Minimetalofone:

Menino com NEE em UAEM ]

Prato suspenso:

Menino com síndrome CHARGE ]

Guizeira semicircular:

Menina com NEE em UAEM ]

Metalofone:

Criança com autismo tocando lâminas do acorde de Dó ]

Metalofone colorido:

Criança com deficiência tocando ]

Nota solta de metalofone:

Criança com multideficiência tocando ]

Tambor circular Remo:

Criança com multideficiência ]

Darabuca:

Menino com síndrome de Angelman tocando ]

Bomwackers:

Menina com NEE em UAEM ]

Pratinhos de choque:

Criança com síndrome de Angelman ]

Teclado eletrónico:

Menino com multideficiência dedilhando ]

Clavas:

Menina com NEE em UAEM ]

António José Ferreira

Criança abraça a mãe

Jogo de bola à mesa: criança com criança – ou criança com adulto – sentam-se frente a frente nas cabeceiras da mesa, tendo uma pequena bola. Têm perto da mesa um papel e uma caneta para anotar os resultados. Cada um faz a bola rolar em direção à cabeceira adversária. Se a bola cair pelos lados, o adversário ganha um ponto. O jogador que fizer a bola entrar na “baliza” contrária também marca um ponto. Quando um jogador chega aos 5 pontos, venceu o jogo. Aponta-se o resultado e dá-se início a mais um jogo.

António José Ferreira

“Família meu amor”: comemora o Dia Internacional da Família (15 de maio).

I. Um abraço faz-me feliz

Este é um poema/canção para os pais abraçarem, tocarem, massajarem, brincarem com a criança com (ou sem necessidades educativas especiais).

Canta usando a melodia em MIDI.

Um sorriso faz-me feliz.
Um sorriso te quero dar.
Eu sorrio e tu sorris.
Que bom ter-te para brincar.

Um sorriso!

Um abraço faz-me feliz,
um abraço te quero dar.
Eu te abraço e tu sorris.
Que bom ter-te para brincar.

Um sorriso!
Um abraço!

Uma bola faz-me feliz,
uma bola te quero dar.
Passo a bola e tu sorris.
Que bom ter-te para brincar.

Um sorriso!
Um abraço!
Uma bola!

Criança abraça a mãe
Criança abraça a mãe

II. “No médico”, teatrinho criativo

Ouve a melodia AQUI.

Tente cantar com a melodia, ou improvise com ritmo corporal (palmas e mãos nas pernas, por exemplo, marcando a pulsação de forma alternada). Depois de estar preparado o texto, realize como se estivesse a representar uma pequena peça, tendo como personagens, a criança, o pai ou a mãe, o médico ou médica. Se possível, o pai ou outro familiar pode fazer de conta que é o médico. Toca diferentes partes do corpo, enquanto o adulto que faz de pai ou mãe canta o refrão. Não havendo mais ninguém em casa, o adulto canta e toca nas diferentes partes do corpo, se a criança não o conseguir fazer.

Olá, boa tarde,
ó senhor Doutor.
Veja o meu filho:
está com uma dor.

Veja a cabeça!

Veja as orelhas.

Veja o pescoço!

Veja os braços!

Veja as mãos!

Veja o peito!

Veja as costas!

Veja a barriga!

Veja as pernas!

Veja os pés!

Crianças em idade pré-escolar e até ao 3º Ano de Escolaridade gostarão de realizar esta atividade. Pelas suas características, pode ser bem sucedida também com crianças portadoras de NEE.

III. Vamos ao cinema

O adulto e a(s) crianças vêem uma AQUI uma curta metragem. Se possível, a mãe ou o pai fazem pipocas, sentindo com o tacto, o olfato e o ouvido. Depois comem as pipocas enquanto assistem ao filme.

O Dia Internacional da Família ocorre todos os anos a 15 de maio. Pretende realçar:

  • “a importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na base da educação infantil;
  • reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família;
  • chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para seus direitos e responsabilidades;
  • sensibilizar e promover o conhecimento relacionado com as questões sociais, económicas e demográficas que afetam a família.”

Com ligeiras adaptações, estas propostas podem realizar-se em casa ou na Escola, no 1º Ciclo ou na Pré-Escola, em Atividades de Enriquecimento Curricular ou Oficina dos Sons Adaptada. Com leves adaptações, esta sessão acessível e inclusiva pode comemorar não só o Dia Internacional da Família mas também o Dia do Pai (19 de março), Dia da Mãe (1º domingo de maio) e Dia Mundial dos Avós (26 de julho).

António José Ferreira
Copos para jogos

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I. Cuido da alimentação

A atividade promove alimentação saudável, competências vocais e coordenação motora.

Oiça aqui a melodia em MIDI.

Cuida sempre da alimentação.
Doces? Com moderação.
Aos salgados, tu dizes que não:
Fazem mal ao coração.

Come sopa de couve ou feijão,
de espinafre ou agrião.
Come coco, laranja, mamão,
Melancia e melão.

Musicatividades

1. O adulto diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e a criança repete.

2. Diz uma quadra toda e a criança repete.

Acompanham com a ponta dos dedos da mão direita (exceto polegar) na beira da mesa e, em simultâneo o pé direito no chão; alternando com mão esquerda/pé esquerdo da mesma forma.

II. Bebo um copo

A atividade pode realizar-se tanto em casa como na escola. Pode fazer-se com um copo de plástico, ou uma tampa reciclada de amaciador da roupa. Promove a coordenação motora e competências nas áreas do Português e da Música.

Oiça aqui a melodia em MIDI.

Bebo um copo,
Bebo outro.
Está calor,
Sabe-me a pouco.

Bebo água
Amiúde
É tão bom
para a saúde!

Musicatividades

1. Criança e adulto (ou duas crianças) estão sentadas à mesa. Um deles tem à sua frente um pequeno copo. (Ao início, é mais simples fazerem com um só copo).

2. Um agarra e passa, o outro agarra e passa, de forma regular, mecânica, sem perder a pulsação, sempre na mesma velocidade (andamento). Primeiro, aprendem a passar. Para ajudar, o adulto diz: agarra e passa, gar pas.

3. Depois dizem as rimas. O adulto reforça que beber água faz bem à saúde. Quando a criança já consegue dizer (ou cantar) o texto e passar corretamente o copo, juntam-se as duas atividades.

III. Um, dois, feijão com arroz

A atividade desenvolve competências vocais, rítmicas, linguísticas e matemáticas.

Oiça aqui a melodia em MIDI.

Um, dois,
feijão com arroz.
Três, quatro,
salmão para o prato.
Cinco, seis,
bem comem os reis.
Sete, oito,
comemos biscoito.
Nove, dez,
tomamos cafés.

Musicatividades

1. O adulto diz cada dueto e a criança repete.

2. O adulto diz os números (um, dois, por exemplo) e a criança responde com a rima respetiva.

3. Depois dizem a lengalenga completa.

4. Praticam a percussão na mesa, com 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 dedos na beira da mesa.

5. Criança e adulto estão sentados à mesa à uma distância adequada para percutirem com os dedos na beira da mesa.

6. De acordo com a lengalenga, percutem com 1, 2 dedos; depois 3, 4; depois 5, 6; depois 7, 8; depois 9, 10 dedos, completando com todos os dedos.

[ António José Ferreira ]

Acenos

Ser educado e atencioso

Em contexto de pandemia e para além dela, as atividades desta página em desenvolvimento podem ser feitas em casa com crianças portadoras de NEE, mas poderão ser utilizadas também em educação pré-escolar e mesmo no 1º e 2º anos de escolaridade em AEC.

A gentileza gera gentileza, cria bom ambiente, promove o bem-estar e contribui para a saúde mental. Ela é, por isso, muito importante para a boa convivência social. Saudar, dizer “bom dia” ou “boa tarde” de forma cordial, contribui para a felicidade, incluindo as crianças com necessidades especiais.

Na escola em contexto de UAEM, as rotinas dão previsibilidade e segurança. A música pode dar uma ótima ajuda nesse sentido, começando com uma “canção do olá” e terminando com a “canção do adeus”, por exemplo.

A família desempenha um papel insubstituível na assimilação de práticas de gentileza. Nesta atividade, o adulto nomeia e saúda a criança com voz e gesto e ela responde à saudação, na medida das suas possibilidades. Em famílias com crianças NEE, o toque, a brincadeira e o humor poderão ocupar um papel muito importante.

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Saudação

Oiça em formato MIDI.

Bom dia, ó Joana,
é bom estarmos lado a lado!
Com a música, o dia
fica bem mais animado.

O adulto diz a quadra e tenta cantar com a melodia, ou dizer à maneira de poesia ritmada (RAP), com palmas, ou pés no chão, ou movendo ritmicamente a mão da criança. E improvisa ou utiliza outras rimas:

Bom dia, ó Gonçalo,
é bom ‘star à tua beira.
Hoje é dia de tocarmos
porque é segunda-feira.

Tratando-se de crianças que não falam, ou que têm um vocabulário muito reduzido, as expressões faciais do adulto, o desafio é maior. Proporcionará movimento, usará criativamente a voz, e usará contrastes e diversos andamentos. Quando a criança não bate palmas sozinha mas consegue percutir com uma das mãos, por exemplo, pode bater na palma do adulto ou num tupperware.

O dia da semana

Oiça em formato MIDI.

Há crianças que têm dificuldades em dizer ou não dizem mesmo o dia da semana. Adaptando-se às circunstâncias, o adulto canta depois de ouvir o MIDI. E brincam com o “Yeah”, que pode ser acompanhado de um gesto com a mão e de uma expressão facial.

É segunda-feira!
Yeah!
Estou à tua beira!
Yeah!
Hoje tenho música e danço,
depois vou p’ra a brincadeira.
Yeah!

Esta é uma adaptação da canção de Boss AC, tendo em conta as características das crianças com necessidades especiais. Despois de cantar, as crianças podem dizer expressivamente o texto, se possível, ou realçar algumas palavras, como “yeah”, “música”, “danço”, “brincadeira”.

Ritmo com o corpo

Oiça em formato MIDI.

A adaptação de uma canção dos brasileiros Rionegro e Solimões nasceu da sugestão de uma criança em Unidade de Apoio Especializado à Multideficiência.

É na sola da bota,
é na palma da mão. (bis)
Põe na cara um sorriso,
diz adeus à solidão. (bis)

É na sola da bota,
é na palma da mão. (bis)
Faz do corpo um instrumento
que tem mais animação. (bis)

É na sola da bota,
é na palma da mão. (bis)
Pisca o olho e acena,
dá um abraço, amigão! (bis)

Professor e alunos realçam em cada estrofe o ritmo com o pé, as palmas, o sorriso, o adeus, o vir, o abraço.

António José Ferreira

Limões e hortelã

As “Canções para Sentir” nascem em contexto de pandemia para famílias com crianças portadoras de deficiência. Propõem atividades originais e acessíveis que podem melhorar o bem-estar dos educandos, promover o desenvolvimento e fomentar as relações entre pais e filhos. Podem ser realizadas com crianças sem NEE, tanto em casa como na escola, nº 1º Ciclo e Jardim de Infância.

António José Ferreira

Nas crianças com (multi)deficiência, tal como nos bebés, o tato e o olfato devem ser muito valorizados. Os familiares e educadores devem ter em conta as portas de acesso ao mundo de que a criança dispõe. Se a criança não tem visão, se não ouve, se não fala, o adulto tem um desafio pela frente no sentido de valorizar as capacidades da criança.

Dá-me

Esta canção pode ser recitada de forma teatral e criativa, ou com duas notas. Se a criança entender as palavras, mesmo que não acompanhe o texto, pode vocalizar; ou bater palmas; ou percutir com uma colher de pau num tupperware.

O adulto favorece a fruição do abraço, do beijinho, da mão e do toque.

Oiça a melodia AQUI.

Dá-me,
dá-me um abraço,
forte como um laço,
forte como um laço.
Um abraço!

Dá-me,
dá-me um beijinho,
cheio de carinho,
cheio de carinho.
Um beijinho!

Dá-me,
dá-me a tua mão,
sente o coração,
sente o coração.
Tua mão!

Dá-me,
dá-me uma bola,
p’ra jogar na escola,
p’ra jogar na escola.
Uma bola!

Antonio José Ferreira

Limão

Para crianças com certas deficiências, é especialmente importante envolver na música sentidos que a ela muitas vezes não estão ligados.

Seja verde ou amarelo,
que bem cheira o limão.
Se o agarro fica logo
perfumada a minha mão.

António José Ferreira

Oiça a melodia em MIDI.

O adulto entrega à criança um limão e ela experimenta o limão, a cor, forma, a textura (rugosidade), o cheiro, conforme as suas capacidades. Aproveita a oportunidade para cheirar a mão da criança, colocar a mão na sua face, criando momentos de brincadeira e bem-estar.

Se a criança fala, repete os versos, um de cada vez; em seguida, dois a dois; finalmente os quatro versos. Neste caso, improvisam como se cantassem em teatro musical. Se a criança não fala, o adulto proporciona à criança experiências auditivas, tácteis e olfativas.

Mãos bem lavadas

Molha as mãos, molha as mãos,
Bem molhadas, bem molhadas.
Esfrega as tuas mãos, esfrega as tuas mãos,
bem esfregadas, bem esfregadas.

Com a música de “Frère Jacques” , o adulto canta o texto com andamentos e timbres diferentes. Depois lava bem as mãos da criança com sabão durante 40 segundos, envolvendo os sentidos, enquanto improvisa sobre a canção.

Oiça a melodia AQUI.

Rosas

Seja branca ou vermelha,
é a rosa a minha flor.
Tem espinhos, tem perfume,
vou dar-te uma, meu amor.

Amarela ou cor de rosa,
é a minha flor preferida.
Uma é para a minha avó,
outra para a mãe querida.

António José Ferreira

Oiça a melodia AQUI.

O adulto colhe uma rosa, se possível, com a criança, sentindo o perfume, vendo se há algum inseto, verificando os botões e as flores abertas, o caules espinhoso e as folhas. Se aplicável, a criança diz um verso, ou dois, depois quatro. Cantam com uma melodia conhecida como “As pombinhas da Cat’rina”. Se a criança não fala, o adulto recita e canta em andamentos e com timbres diferentes fazendo sentir à criança a cor, textura e cheiro do botão ou da rosa aberta.

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Comunicação gestual e inclusão

Palavra, gesto, rima: junte ritmo, melodia e improvisação

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A comunicação gestual aumenta a capacidade de atenção, integração, simpatia e compreensão mútua. Neste contexto, a comunicação gestual inspirada no método aumentativo ou alternativo de comunicação Makaton pretende ser uma estratégia de inclusão na turma no Jardim de Infância e 1º Ciclo, especialmente em crianças com necessidades educativas especiais.

O método Makaton pode contribuir para aumentar as possibilidades de comunicação de crianças com dificuldades expressivas. Em contexto de terapia da fala, os gestos visam fomentar a expressividade e, para as crianças em geral, a utilização dos gestos pode ser muito interessante no âmbito das AEC, potenciando jogos de vários tipos e criação/recriação de estórias. Esta página é dedicada às crianças com atraso ou deficiência auditiva e psicomotora, passageira ou permanente. Quando é possível, um movimento repetido conforme o número de sílabas ajuda à oralidade, ao ritmo e à distinção das sílabas.

Tendencialmente, as ações fazem-se duas vezes e os objectos uma vez.

A pé:
O indicador e o médio movem-se como se fossem pernas.

Vou a pé, vais a pé,
vamos ambos ao café.

António José Ferreira

Adeus:
Com a palma para fora, a mão roda um pouco para baixo e para cima.

Digo estas palavras
quando está na hora.
Adeus, até logo,
tenho de ir embora.

António José Ferreira

Água:
O polegar e o mínimo abertos dirigindo-se à boca.

A água dá para beber
e bons pratos cozinhar.
Diz-se que a do rio é doce,
e é salgada a do mar.

António José Ferreira

Aranha:
Os dedos de ambas as mãos abrem-se e e fecham-se três vezes, avançando.

Anha é uma aranha
e dizem que é muito feia.
Mas ela não se importa
e lá vai tecendo a teia.

António José Ferreira

Autocarro:
Com ambas as mãos a um volante grande imaginário, roda-se à direita e à esquerda. Como o camião.

[ Como objeto brinquedo a criança usa uma tampa circular que faz de volante. ]

Se queres ser motorista
tens de fazer atenção.
Quando o tempo está de chuva
guia com mais precaução.

António José Ferreira

Árvore:
A palma da mão esquerda está por baixo do cotovelo direito. O antebraço direito está na vertical e a mão, aberta, roda um pouco.

Esta árvore que planto
boa sombra te vai dar,
lindas flores para ver,
frutos p’ra saborear.

António José Ferreira

Avião:
O polegar e mínimo imitam o voo de um avião de fora para a frente do próprio.

Eu já tenho dois bilhetes
para irmos de avião
ver as lindas cerejeiras
que florescem no Japão.

António José Ferreira

Balão:
As mãos abertas partem da boca e desenham a figura oval do balão.

O balão
do João
sobe, sobe pelo ar.
‘Stá feliz,
o petiz
a cantarolar.

Tradicional

Banana:
Com os dedos da mão esquerda, unidos, a mão direita move-se para fora, como se afastasse a casca da banana.

Eu vou comer, comer, comer,
eu vou comer banana.

Tradicional

Barco:
As mãos, unidas na ponta dos dedos, imitam a quilha de barco e avançam como se estivessem a cortar as ondas.

Um barquinho ligeiro andava,
ligeirinho andava no mar.

Tradicional

Bebé:
Mão direita por baixo do braço esquerdo junto ao cotovelo, movendo-se (como se embalasse).

Bicicleta:
Os punhos fechados descrevendo círculos para a frente, à maneira dos pedais de bicicleta.

Beber:
Os dedos curvos, na posição de agarrar um copo, dirigem-se à boca.

Bebe água natural
que faz bem à digestão.
Ela ajuda a emagrecer,
faz bem à criculação.

António José Ferreira

Bem:
O polegar para cima e os outros dedos fechados em frente do peito.

Bola:
As mãos abertas, com as palmas para baixo e os dedos ligeiramente curvos, descrevem um círculo, de cima para baixo.

A bola passa passa
e vai de mão em mão.
Cuidado para a bola
não te cair ao chão.

António José Ferreira

Bolacha:
A mão direita faz gesto de agarrar com polegar e indicador, mas junto à face direita, na perpendicular.

Fui à caixa das bolachas,
uma só bolacha havia:
A bolacha era dourada
e chamava-se Maria.

António José Ferreira

Bolo:
Com os dedos da mão esquerda arqueados para cima, a mão direita coloca-se por cima com os dedos arqueados, para baixo, como se o próprio colocasse um pequeno bolo num prato.

É hora de cantar,
e os anos festejar.
Ao nosso amigo [ Carlos ],
um bolo vamos dar.

António José Ferreira

Boneca:
Os braços encontram-se na posição de embalar, com o cotovelo esquerdo mais acima que o direito.

Borboleta:
As mãos abertas unidas pelos polegares com as palmas voltadas para o próprio e os dedos a mexer.

Lá vem ela para aqui,
lá vai ela para ali.
Voa leve a borboleta
parte branca, parte preta.

António José Ferreira

Cadeira:
Com as mãos em punho, voltadas para o próprio, movem-se ligeiramente os antebraços na vertical de cima para baixo.

Caixa:
As mãos abertas estabelecem duas linhas paralelas (dois lados da caixa) e depois outras duas (os outros dois lados); primeiro com as palmas voltas uma para a outra, depois uma com palma voltada para as costas da outra.

Fui à caixa das bolachas
sem a minha mãe saber.
E da caixa tirei uma
e mais uma p’ra comer.

António José Ferreira, adapt.

Cama:
Unem-se as palmas das mãos e colocam-se junto à face direita.

Camião:
Com ambas as mãos a um volante grande imaginário, roda-se à direita e à esquerda. Como o autocarro.

Sabes, eu comprei um camião.
Vem comigo a Monção,
no camião,
a Monção.

António José Ferreira

Cão:
Coloca-se a mão direita com dedos arqueados entre o queixo e o lábio inferior.

O avô comprou um cão
e Badocha é seu nome.
Gosta pouco da ração.
Dou-lhe carne e ele come.

António José Ferreira

Carro:
Faz-se o gesto de rodar um volante imaginário, à direita e esquerda.

Eu já sei guiar o carro
e vou com velocidade!
Viro à esquerda e à direita
até chegar à cidade.

António José Ferreira

Casa:
Mãos e braços fazem um triângulo (como o telhado de uma casa).

– Minha casa tem terraço.
minha casa tem jardim.
– Minha tem espaço
para ti e para mim.

António José Ferreira

Cavalo:
Passa-se o indicador e o médio na testa, na horizontal, por cima da sobrancelha direita, da esquerda para a direita.

Era uma vez um cavalo
que andava num lindo carrossel.
Tinha as orelhas espetadas
e a cabeça era feita de papel.

Tradicional

Cinco:
Mostra-se os dedos da mão com a palma para forma.

Coelho:
O indicador e médio em frente da testa mexem-se para o lado de fora, enquanto os outros dedos da mão estão fechados.

– Coelhinho da monte,
que tens para me dar?
– Tenho muito carinho
e ternura p’ra dar!

António José Ferreira

Comer:
Os dedos da mão direita, unidos nas pontas, vão à boca duas vezes.

Vou comer a sopa toda
e o peixe vou comer.
Não quero refrigerante:
água é o que vou beber.

António José Ferreira

Comida:
Os dedos da mão direita, unidos nas pontas dos dedos, vão à boca uma vez.

Cuida sempre que a comida
faça bem à tua vida.

António José Ferreira

Comboio:
Puxa-se a sineta imaginária de um comboio antigo.

Tchu, tchu, apita o comboio,
tchu tchu, lá vem a apitar.
Tchu tchu, tem muito cuidado,
Passa depois dele passar.

António José Ferreira

Copo:
Os dedos curvos movimentam-se como se agarrassem um copo e o colocassem em cima da mesa.

Copo, copo, passa o copo.
Passa o copo por favor.
Se não passas bem o copo
é que não me tens amor.

António José Ferreira

Dá-me:
Com a mão direita aberta e palma para cima, a pessoa mexe os dedos para si mesmo.

Dá-me, dá-me uma bola.
para eu jogar na escola.

António José Ferreira

Dois:
Indicador e médio levantados, os outros recolhidos.

Dormir:
As mãos estão unidas pelas palmas, junto à face direita.

Elefante:
A mão direita fechada levanta-se e abre-se em frente da boca.

Havia um elefante
que andava numa savana sem fim.
Pequeno elefante,
tinha uma tromba assim!

António José Ferreira

Escova de dentes:
O indicador na horizontal passa para cima e para baixo, como escova, em frente da boca.

Fantasma:
Ambas as mãos por cima da cabeça e um pouco à frente, com os dedos abertos.

Flor:
A mão direita tem os dedos unidos nas pontas, abrindo-se em frente do nariz.

Fui colher a flor mais linda
que havia no jardim:
a rosa que tu adoras,
rosa és tu para mim.

António José Ferreira

Galinha:
Com a mão direita aberta na vertical em frente da cara, representa-se a crista, e fecha-se a mão, imitando uma bicada, na palma da mão esquerda.

Gato:
A mão direita fecha-se e abre-se como se estivesse a arranhar a mão esquerda, que está em punho.

Gelado:
A mão direita em punho passando em frente da boca e rodando ligeiramente.

Iogurte:
A mão esquerda agarra um iogurte imaginário e o indicador e médio dirigem-se para a boca.

Janela:
Mão direita sobre o braço esquerdo, como se estivesse ao parapeito de uma janela.

Leite:
Com a mão direita aberta com polegar junto à têmpora direita, o mínimo, o anelar e o médio fecham-se.

Lavantar:
Ambas as mãos abertas sobem.

Limão:
Com a mão esquerda em punho, a direita a roda como se espremesse um limão.

Livro:
As mãos unidas, palma contra palma, abrem-se e ficam com as palmas para cima, unidas nos dedos mínimos.

Maçã:
Com com os dedos da mão direita unidos, como comer, mas desde a parte inferior do queixo para fora.

Macaco:
A pessoa coça-se com ambas as mãos, em concha, fechando perto dos sovacos.

O macaco imita;
imita o gibão.
Todos começamos
pela imitação.

António José Ferreira

Menina:
Lembramos a menina com o polegar e o indicador agarrando a orelha direita no lugar do brinco.

Mesa:
Unidas pelos polegares, com a palma para baixo, as mãos afastam-e-se na horizontal.

Morango:
A mão esquerda está em punho e a mão direita com os dedos unidos nas pontas realça as pintas dos morangos.

Mota:
Um pulso roda, como se estivesse a dar gás.

Obrigado:
Leva-se a mão aberta ao queixo e desloca-se um pouco para a frente.

A palavra é simples,
fácil de dizer.
Digo “obrigado”
para agradecer.

António José Ferreira

Olá:
Move-se a mão com a palma voltada para a outra pessoa.

Olá, amigos,
olá, como estão?
Tenho um sorriso
na palma da mão.

Olá, Makaton
Olá, Makaton

Ovelha:
Com a mão direita em gancho, descreve-se círculos à volta da orelha, de trás para a frente.

Berra a ovelha, berra, berra.
Não o faz por estar zangada.
É assim que a ovelha fala,
esteja calma ou irritada.

António José Ferreira

Pão:
A mão direita aberta vai ao encontro da mão esquerda, que está aberta com a palma voltada para cima, entre o polegar e o médio.

Pássaro:
Com a mão em bico de pássaro, polegar e indicador ao lado da boca, imita-se um bico a abrir e fechar.

Tem coragem, passarinho,
salta agora do teu ninho.
Tem cuidado com o gatinho,
que ele pode ser mauzinho.

António José Ferreira

Pato:
Com a mão em forma de pato – os dedos da mão direita alinhados – faz-se o gesto de abrir e fechar.

Pata aqui, pata acolá,
vai o pato a caminhar.
Se é livre, também voa,
se tem água, vai nadar.

António José Ferreira

Peixe:
A mão direita está em cima da esquerda, ambas com palma para baixo. Os polegares mexem-se, como barbatanas.

Pente:
Com os dedos curvos e unidos, para baixo, a mão direita mexe-se como se fosse um pente.

Pera:
Com o indicador e o médio abertos na horizontal, da face direita para a frente.

Por favor:
A mão direita aproxima-se da boca e desce.

Digo “por favor”
se estou a pedir.
Quando alguém me pede,
gosto de as ouvir.

António José Ferreira

Porco:
Cinco dedos da mão direita, curtos e separados uns dos outros, rodam em frente da boca e do nariz.

Porta:
Mãos abertas levantadas com palma para fora, a direita abre para o próprio ficando com o polegar à direita.

Trus trus!
– Quem é?
É um amigo
da Guiné.

António José Ferreira

Quatro:
Os dedos da mão, exceto o polegar, recolhido.

Sopa:
Com a mão esquerda em concha, representado o prato, a direita, côncava, vai à boca como se fosse uma colher.

Sopa. Vou fazer sopa,
Sopa de couve ou agrião.
Sopa. Ralo a batata.
Sal só um pouco. Ponho feijão.

António José Ferreira

Tartaruga:
A mão direita, fechada, desliza por baixo da mão esquerda, em concha, como a cabeça a sair da carapaça.

Devagar, vai devagar.
Não precisas de apressar.
Tu tens tempo para chegar.

António José Ferreira

Telefone:
Com polegar em cima e o mínimo em baixo, abertos, e outros dedos fechados, entre o ouvido e a boca.

Touro:
Coloca-se a mão direita com o polegar, o indicador e o mínimo abertos, em frente da testa.

Três:
Os três dedos centrais, os outros dois recolhidos.

Tu:
Aponta-se com o indicador.

Tu, Makaton
Tu, Makaton

Urso:
As mãos, unidas na ponta dos dedos, na cabeça, dirigem-se duas vezes à cabeça.

Ai que medo,
ai que susto.
Há um urso
atrás do arbusto.

António José Ferreira

Um:
Indicador levandado, os outros dedos recolhidos.

Uvas:
A mão esquerda tem o polegar, indicador e médio unidos; a mão direita do mesmo modo indo à boca como se levasse bagos de uva.

Vaca:
O polegar e mínimo estão abertos em frente da testa, como cornos, e afastam-se para o lado direito.

Orientação da Dra. Alexandrina Martins, terapeuta da fala

Makaton é um tipo de signos gestuais que provém da linguagem gestual australiana (AUSLAN). Os sinais utilizados são conceitos/ideias selecionados de acordo com o que é mais apropriado para as necessidades da criança com défices de comunicação. O Makaton usa um discurso gramatical normal com sinais de palavras-chave e usa também figuras e expressões faciais. Utilizar o Makaton com crianças com autismo pode ajudá-las na comunicação. O Makaton proporciona pistas visuais, que a criança pode aprender a associar às instruções. Isto é essencial nas crianças com autismo, pois estas possuem boas capacidades de memória visual. É importante que a família, professores e amigos aprendam a utilizar o Makaton, pois as crianças aprendem através de modelagem e experiência em diferentes contextos.

Stephen von Tetzchner, Harald Martinsen
Criança saltando

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1. Noções espaciais e salto

O adulto diz um dueto e a criança repete e faz a ação referida pelo texto.

Dou um salto para a frente,
Que eu já sou competente.

Dou um salto para o lado.
Isto tu já tenho treinado.

Dou um salto para o outro,
Que ainda saltei pouco.

Dou um salto à direita:
P’ra crescer é uma receita.

Dou um salto à canguru,
e a seguir vais saltar tu.

Oiça a melodia em MIDI.

O adulto pode improvisar com canto ou recitar como em teatro musical, com acompanhamento de um tambor. Pode repetir cada dueto de modo que a criança preveja o que irá ser pedido.

Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, esta atividade desenvolve competências nas áreas do Português e da Matemática.

2. Imitar animais que saltam

Salto eu e saltas tu
Como salta o canguru. (2 v.)

Salta agora ao pé coxinho,
Mais e mais um bocadinho. (2 v.)

Salto eu e saltas tu,
Como salta o cavalo. (2 v.)

Há um troféu para o primeiro.
Quem será que vai ganhá-lo. (2 v.)

Oiça a melodia em MIDI.

A criança está numa linha de partida. Quando o adulto bate uma palma e jogador salta o mais longe possível em direção à linha de chegada. Verifica-se o tempo que demorou com cronómetro. A criança aprende também a cronometrar.

Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, esta atividade desenvolve competências na área do Português.

3. A canguru e o filhote

O que tens, ó canguru,
nessa bolsa tão fofinha?
Eu vou levar o meu filho
Que já anda na escolinha.

Diz-me lá, ó canguru:
Vais de carro ou a pé?
Eu cá vou a dar saltinhos
E a brincar com o bebé.

Oiça a melodia em MIDI.

O adulto diz dois versos de cada vez, em andamento moderado, e a crianças repete. Diz uma quadra toda e a criança repete. A criança diz a quadra, com acompanhamento rítmico pelo adulto.

4. Quantos?

No início, o adulto pergunta e a criança responde. Depois invertem-se os papeis.

– Quantos anos viverei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!

– Quantos filhos eu terei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!

– Quantos cursos eu farei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!

– Quantas línguas falarei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!

– Quantos carros comprarei?
– Nem tu sabes nem eu sei!

– Quantos jogos ganharei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!

– Que instrumentos tocarei?
– Nem tu sabes, nem eu sei!

1, 2, 3, 4, 5…

Oiça a melodia em MIDI.

Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, esta atividade desenvolve competências nas áreas do Português e da Matemática.

António José Ferreira

Concebidos para a família com os seus recursos, pensados para crianças com ou sem necessidades educativas especiais, os “Jogos musicais em casa” podem ser realizados também na escola por técnicos e professores de “Música Adaptada” e “Oficina dos Sons” e “Oficina dos Sons Adaptada”.

António José Ferreira
Criança saltando
Criança saltando
Copo cheio, copo vazio

A rubrica “Brincar Musical NEE” inclui jogos e dinâmicas musicais promotores de desenvolvimento para crianças com dificuldades de aprendizagem e necessidades educativas especiais que frequentam o Ensino Regular. Os planos Meloteca de apoio a professores, educadores e famílias, têm caráter lúdico e beneficiam a relação pais-filhos para além da pandemia.

Materiais necessários

4 copos, 4 rolhas, colher de pau, tampa circular, bolinha

Plano de sessão

  1. Organização dos materiais
  2. Dizer e jogar um poema de salto
  3. Marcar o ritmo com palmas
  4. Jogo da bola na arena
  5. Representar e tocar um padrão

Instruções

1. Mesmo que não haja em casa instrumentos convencionais, há na cozinha objetos que podem funcionar como instrumentos. Com o seu filho, escolha dois copos com pé. Com uma colher de pau, batam suavemente e vejam se o som é agradável. Depois encham um deles: verificarão que o copo cheio tem um som mais grave. Sobre a mesa da sala, coloque os copos, um à frente do outro de modo que se possa bater facilmente com a colher de pau. Coloque também os outros materiais que vão ser necessários para a sessão.

2. Adulto e criança vão em seguida fazer um jogo de saltos, mas a primeira coisa a fazer será aprender:
Salto eu,
saltas tu,
para vermos quem mais salta.
Não sou eu,
não és tu,
quem mais salta é o canguru.

Oiça a melodia em MIDI.

A criança aprende o texto e acompanha com gestos. Depois, o adulto diz sozinho batendo palmas em Eu e tu. A criança salta só nessas palavras. Se não se enganar, ganha um jogo. Repete-se até a criança se torne competente.

3. Marca-se intuitivamente o ritmo do texto anterior com palmas, ou de outra forma que a criança pode sugerir.

4. A atividade seguinte supõe uma arena de plástico (tampa reutilizada de balde de azeitonas, ou uma tampa larga circular de um tupperware), e uma pequena bola (como a bola que pode tirar de um desodorizante roll-on gasto. Diz-se ou canta-se o trava-línguas:

Roda a bola,
Roda, rola,
Numa arena
Da escola.

Oiça a melodia em MIDI.

Depois de dizer bem, a criança acompanha percutindo alternadamente nos copos cheio e vazio com colher de pau. Em seguida faz-se um jogo. Coloca-se a bolinha na tampa circular e verificam quanto tempo consegue rodar sem deixar cair ao chão. Pode rodar no sentido dos ponteiros do relógio, ou em sentido contrário. O adulto – ou a criança – cronometra com o telemóvel.

5. Sobre a mesa, há quatro copos. Dentro de cada copo, há uma rolha (que representa uma palma). Criança e adulto percutem: tá tá tá tá (palma, palma, palma, palma). A criança tira a segunda rolha a contar da esquerda, por exemplo, e o adulto bate (palma, silêncio (faz de conta mas não bate), palma, palma), se for o caso. Depois invertem-se os papeis.

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Objetivos da Oficina dos Sons Adaptada

A “Oficina dos Sons Adaptada”, implementada no concelho de Gaia, tem por objetivos:

  • “Estimular o sistema sensorial auditivo, tátil e propriocetivo;
  • Desenvolver a motricidade fina;
  • Estimular os processos da perceção, da atenção e da memória;
  • Promover a capacidade de expressão e comunicação;
  • Estimular o desenvolvimento emocional, a conscientização de si mesmo e a espontaneidade;
  • Desenvolver competências de integração em equipa e a comunicação interpessoal;
  • Aumentar a capacidade de autorregulação emocional e a tolerância à frustração (e.g., relaxamento); 
  • Promover a autoconfiança e a autoestima;
  • Promover a autonomia nas rotinas do quotidiano;
  • Fomentar o cumprimento de regras e a adesão às convenções sociais.” (Atividades de Enriquecimento Curricular Adaptadas, Departamento de Educação da Câmara Municipal de Gaia, Guia para o/a Técnico/a, 2020)

António José Ferreira

Apoios:

Instrumento fácil:
https://www.meloteca.com/maraca-transparente/

Curta metragem:
https://www.youtube.com/watch?v=A6PWu3EH7Xw

Artigo:
https://www.meloteca.com/musica-para-nee/

Copo cheio, copo vazio
Copo cheio, copo vazio