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Manuel Maio

Assim Como Quem Não Quer

Como és tão prendada!
Dá-me um dedinho
Um só para eu provar
De que é feito o carinho,
Assim como quem não quer!

Como és tão docinha!
Deixa me trincar
Essa tenra bochechinha
Que me põe a salivar,
Assim como quem não quer!

Eu não sei, não sei, não
De que padece o coração
Saciada a gula sobra o embaraço,
Assim como quem não quer.

Como és tão prendada!
Dá-me um dedinho
Um só para eu provar
De que é feito o carinho,
Assim como quem não quer!

Como és tão docinha!
Deixa me trincar
Essa tenra bochechinha
Que me põe a salivar,
Assim como quem não quer!

Eu não sei, não sei, não
De que padece o coração
Saciada a gula sobra o embaraço
Assim como quem não quer

Letra e música: Manuel Maio
Intérprete: A Presença das Formigas com João Afonso & Teresa Campos (in CD “Pé de Vento”, A Presença das Formigas/Careto/XMusic, 2014)

Manuel Maio
Manuel Maio
A Presença das Formigas, Pé de Vento

Vai Tão Sozinho

Vai, menino, vai!
Cuida do teu fulgor!
Cuida de ti, amor!

Vai, segue o rumo das estrelas
Que, caindo, se centelham
Em faúlhas de mil cores!

Vai, menino, vai,
Brilho que o mundo tem!
Cuida de ti, meu bem!

És como sol a dar na eira!
Branca flor, és cerejeira
que eu rego ao cantar!

(Ao meu benzinho faz chegar
Formoso melro este cantar)

Vai tão sozinho…
Vai devagarinho sem saber…

Vai, menino, vai,
Brilho que o mundo tem!
Cuida de ti, meu bem!

És como sol a dar na eira!
Branca flor, és cerejeira
que eu rego ao cantar!

(Ao meu benzinho faz chegar
Formoso melro este cantar)

(Ao meu benzinho faz chegar
Formoso melro este cantar)

Vai tão sozinho…
Vai devagarinho sem saber…

Letra e música: Manuel Maio
Intérprete: A Presença das Formigas (in CD “Pé de Vento”, A Presença das Formigas/Careto/XMusic, 2014)

A Presença das Formigas, Pé de Vento
A Presença das Formigas, Pé de Vento
Senhora do Almortão

Senhora…
Senhora do Almortão,
Senhora do Almortão,
Ó minha linda raiana,
Virai costas!…
Virai costas a Castela!
Virai costas a Castela!
Não queirais ser castelhana.

Senhora…
Senhora do Almortão,
Senhora do Almortão,
A vossa capela cheira…
Cheira a cravos…
Cheira a cravos, cheira a rosas,
Cheira a cravos, cheira a rosas,
Cheira a flor de laranjeira.

Letra e música: Tradicional (Idanha-a-Nova, Beira Baixa)
Arranjo: Manuel Maio
Intérprete: A Presença das Formigas com Teresa Campos (in CD “Pé de Vento”, A Presença das Formigas/Careto/XMusic, 2014)

Senhora do Almortão
Senhora do Almortão
A presença das formigas

Ai que ricas orelhinhas!

Na verdade
Odeias e destróis
Tão certo de uma vã verdade
Que constróis

Na verdade
Amas a quem matou
Tão firme numa crença
Que alguém inventou

A verdade é bonita é
Quando nua então é que é linda
Sinuosos os contornos
Irresistivelmente doces
E pecaminosos

Na verdade
Não tens por que saber
Não tens por que pensar
Não tens por que querer

Na verdade
Não tens por que sentir
Não tens por que amar
Não tens por que sorrir

A verdade é bonita é
Quando nua então é que é linda
Sinuosos os contornos
Irresistivelmente doces
E pecaminosos

Mas que ricas orelhinhas que tu tens
Tão lindas como a verdade que deténs
Redondinhas
Tão perfeitas que mais parecem conchinhas
Delicadas e tão bem torneadinhas
Dá vontade de trincá-las, tão fofinhas

Ai que ricas orelhinhas que tu tens
Tão lindas como a verdade que deténs
São de BURRO!!!
Asininas e muito pouco garbosas
Não te tiro que ao menos são vistosas
Bem compridas, felpudinhas e mimosas
Ai que ricas orelhinhas!

A verdade tem mil caras e mil crenças
É volátil, é mutante
Evapora-se no ar

E condensa-se em gotículas escuras
No espelho dos interesses
De quem manda ou quer mandar

A verdade é bonita é
Quando nua então é que é linda
Sinuosos os contornos
Irresistivelmente doces
E pecaminosos

Mas que ricas orelhinhas que tu tens
Tão lindas como a verdade que deténs
Redondinhas
Tão perfeitas que mais parecem conchinhas
Delicadas e tão bem torneadinhas
Dá vontade de trincá-las, tão fofinhas

Ai que ricas orelhinhas que tu tens
Tão lindas como a verdade que deténs
São de BURRO!!!
Asininas e muito pouco garbosas
Não te tiro que ao menos são vistosas
Bem compridas, felpudinhas e mimosas
Ai que ricas orelhinhas!

A verdade é bonita é
Quando nua então é que é linda
Sinuosos os contornos
Irresistivelmente doces
E pecaminosos

A verdade é bonita é
Quando nua então é que é linda
Sinuosos os contornos
Irresistivelmente doces
E pecaminosos

Letra e música: Manuel Maio
Intérprete: A Presença das Formigas (in CD “Pé de Vento”, A Presença das Formigas/Careto/XMusic, 2014)

A presença das formigas

Dá-me o amanhã!
Dá-mo, que depois de amanhã já cá não estou
Vou na senda dos demais que se perdem

Quero o teu calor
Quero o teu ser, o teu eu, o teu haver
Quero provar-te e beber a tua dor

Quero-te nos braços
Toma-me nos braços!
Quero as lágrimas que choras
Não por mim, mas já que as choras
Quero a pele que elas molham
E os meus lábios as sorvam
Quero o corpo onde moras

Dá-me o amanhã!
Dá-mo, que depois de amanhã já cá não estou
Vou na senda dos demais que se perdem

Quero-te as entranhas
Quero-te por dentro e por fora e já agora
Quero roubar-te os sentidos
Quero-te a ti por inteiro
Quero que unamos destinos
Quero-te a ti por inteiro
Por inteiro

Letra e música: Manuel Maio
Intérprete: A Presença das Formigas (in CD “Pé de Vento”, A Presença das Formigas/Careto/XMusic, 2014)

A presença das formigas
A Presença das Formigas