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Jovem tocando tambor

Onomatopeias e necessidades educativas especiais.

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A utilização de onomatopeias pode ter particular interesse em crianças com deficiência que não falam. Tendo a certeza de que a criança ouve, há toda a vantagem em proporcionar-lhe sons e palavras simples e funcionais que lhe dêem prazer, estimulem a curiosidade e que eventualmente possa vir a usar para pedir coisas e exprimir-se melhor. Acompanhadas com gestos, as onomatopeias melhoram a atenção.

Oiça a melodia em MIDI.

Pipi!

Sabes, eu comprei um carro novo.
Vem comigo passear,
vem ver o mar,
e lanchar.

Popó!

A onomatopeia – palavra grega que chegou ao Português por via do Latim (onomatopoeia) – é um fenómeno linguístico e uma figura de retórica. Resulta da semelhança, através da imitação ou reprodução, entre o som de uma palavra e a realidade representada (sons da natureza, de animais, de ações humanas). A onomatopeia não é reprodução exata mas uma aproximação.

As onomatopeias podem ser puras, quando consistem na imitação fonética, tanto quanto possível exacta, dos sons que representam, por exemplo: trrrrrim (campainha).

Estas classificam-se como onomatopeias não vocabulizadas, (não lexicalizadas) pois não constituem vocábulos da língua, apenas imitam os sons que representam, muitas vezes apenas com consoantes apostas, facilmente pronunciadas como imitação, mas dificilmente representadas ortograficamente, como é o caso de pfffff, existindo também as onomatopeias vocabulizadas (onomatopeias lexicalizadas) que são vocábulos como outros quaisquer, que seguem as regras de construção ortográficas e possuem uma classificação sintáctica e morfológica, idêntica às restantes palavras, como é o caso de piar, miar, às quais correspondem onomatopeias puras (piu miau, respectivamente). Quase todas as onomatopeias são passíveis de lexicalização, bastando para tal antepor-se um determinante artigo, como por exemplo: um tic-tac / o tic-tac.

Lurdes Aguiar Trilho

A partir deste fenómeno, surgiram alguns vocábulos com uma configuração onomatopaica, que são aqueles que têm o poder de sugerir uma imagem mais ou menos aproximada do facto que exprimem, a partir da existência de certos fonemas, cuja natureza faz lembrar o facto designado. É este onomatopeísmo que dá expressividade às palavras que designam fenómenos sonoros (clique, crepitar, estalido, estrondo, matraquear, murmúrio, sussurro, tilintar), às que designam vozes de animais (cacarejar, coaxar, grunhir, miar, piar, uivar, zurrar), ou actos sonoros produzidos pelas cordas vocais e afins (assobiar, cochichar, fungar, roncar, tossir). 

A construção onomatopaica tem grande importância estilística e poética, pois nela se concentram a melodia, a harmonia e o ritmo da frase. Daí que a poesia seja particularmente sensível a este recurso bastante sugestivo, que a aproxima da música. No uso da onomatopeia como artifício estilístico, o efeito baseia-se não tanto nas palavras individuais como na combinação de valores sonoros que podem ser reforçados pela aliteração, ritmo e rima.”

Do ponto de vista semântico, há que distinguir a onomatopeia primária que consiste na imitação do som pelo som e a onomatopeia secundária que evoca não uma experiência acústica, mas um movimento.

Visto que a onomatopeia exige uma afinidade entre o nome e o sentido, seria de esperar que tais vocábulos fossem semelhantes nas diferentes línguas. Contudo, há que concordar que cada língua convencionou a onomatopeia de uma maneira própria e que até formações nitidamente onomatopaicas têm poucas semelhanças nos diferentes idiomas quando se traduzem graficamente. Por exemplo, o ladrar do cão é reproduzido em inglês como bow-wow. (…)

Interessa-nos especialmente saber, no caso das crianças com atraso passageiro ou permanente na fala, que uma das características da onomatopeia é acudir “à falta ou ao desconhecimento de determinados termos abstractos, como sucede, por exemplo, com certos termos da linguística infantil (popópipi, mémé)”. Para certas crianças com deficiência, as vocalizações e onomatopeias são uma das formas de se exprimir e comunicar.

Por outro lado, a onomatopeia “é um complemento expressivo para transmitir o som ou o movimento contido na frase, tornando-a mais viva, mais comunicativa. Daí que a autora apresente a seguinte definição para onomatopeia: «palavra motivada que se mantém em relação com a realidade que exprime – ou por imitação de um som, ou por sugestão de um movimento, ou ainda por simultaneidade dos dois.» (Maria Teresa Rita Lopes).

A onomatopeia permite jogar com a música, o ritmo, a poesia.

Fonte: Lurdes Aguiar Trilho

Jovem tocando tambor
Jovem tocando tambor
Rolhas de cortiça, para jogos musicais de somar

Os “jogos musicais em casa” foram concebidos para recursos e competências acessíveis às famílias de língua portuguesa. Podem ser feitos com adaptações e diferentes recursos na escola por professores de Música, Oficina dos Sons e Atividades Lúdico-Educativas.

António José Ferreira

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1. O potencial educativo dos jogos

Os jogos têm um potencial de inclusão e desenvolvimento que não deve ser menosprezado e as crianças com NEE podem beneficiar especialmente das suas vantagens. O jogo seguinte desenvolve competências nas áreas do Português e da Matemática.

2. As parcelas e a soma

Há crianças com muitas dificuldades em fazer somas, mesmo que sejam simples. Em cima de uma mesa, o adulto coloca uma taça e, ao lado, um recipiente com feijões. Vai representando as somas com feijões. A criança vai dizendo a soma correta. Pode também representar as parcelas e a soma com os dedos. Numa primeira fase, a criança observa os dedos do adulto; posteriormente deve dizer a rima sem precisar de ajuda.

Zero mais zero, zero,
Nem tu queres nem eu quero.

Um mais zero, um,
Quero bifes de atum.

Um mais um, dois,
Quero ir lanchar depois.

Dois mais um, três,
Quero carne do Chinês.

Três mais um, quatro,
Quero é fazer teatro.

Quatro mais um, cinco,
Quero ir comprar um brinco.

Cinco mais um, seis,
Quero um jantar de reis.

Seis mais um, sete,
Quero carne e esparguete.

Sete mais um, oito,
Quero que me dês biscoito.

Oito mais um, nove,
Quero um caldo de couve.

Nove mais um, dez,
Quero um bolo português.

O adulto (e a criança) podem dizer como se estivessem a cantar em teatro musical, ou cantar numa nota só; ou cantar do 1 ao 8, em dó na primeira rima, ré na segunda, e assim sucessivamente.

Rolhas de cortiça, para jogos musicais de somar
Rolhas de cortiça, para jogos musicais de somar

3. Os meses do ano

Criança e adulto dizem a seguinte lengalenga:

A vaca leiteira
Disse ao leiteiro:
– Paga-me a renda
de janeiro.

Depois associam o mês do ano ao respetivo número:

Janeiro, 1
fevereiro, 2;
março, 3;
abril, 4;
maio, 5;
junho, 6;
julho, 7;
agosto, 8;
setembro, 9;
outubro, 10;
novembro, 11;
dezembro, 12.

Em seguida, a criança salta, com corda, ou sem corda (enquanto o adulto diz os meses). Depois, diz saltando e memoriza o máximo de saltos que conseguiu. Se ultrapassar os 12, o seu máximo passará a ser 1 ano e 1 mês, e assim sucessivamente.

Além de promover o exercício físico e a coordenação motora, a atividade desenvolve a memória, os conhecimentos de Estudo do Meio e de Matemática.

[ António José Ferreira, jogos testados com criança portadora de NEE ]

Estas brincadeiras cantadas e saltadas contribuem ainda “para que os alunos desenvolvam competências relativas à performance/execução musical, ou seja, cantar, tocar, movimentar, bem como as relativas a formas de comunicar/partilhar publicamente as performances e/ou criações.”

(Direção Geral da Educação, Aprendizagens Essenciais, Música, 1º Ciclo)

Copos reciclados para jogos em casa

Copos com ritmo

Jogos musicais de copos são muito fáceis de fazer em casa e são muito benéficos para o seu filho com necessidades educativas especiais, com dificuldades de aprendizagem ou com atraso. (Obviamente os jogos de copos podem ser realizados com crianças que não tenham qualquer necessidade especial, ou entre adultos). Crie o seu conjunto de pequenos objetos reutilizados, como uma ou duas tampas de amaciador.

Exercício prévio

O adulto e a criança colocam-se à mesa, um de frente para o outro. O adulto dirá “Eu passo, tu passas”, para ajudar a passar o copo sem perder a pulsação. Em “eu”, o adulto agarra o copo; em “passo”, coloca o copo em frente da criança; em “tu” é a criança que agarra; em “passas”, coloca o copo em frente do adulto. Primeiro fazem com a mão direita; depois com a mão esquerda. Depois, dizem a lengalenga passando o copo.

Unidades, dezenas, centenas, milhares

O adulto agarra e diz “um” quando bate o copo em frente da criança, e ela fará o mesmo, até 10. Em seguida, faça o mesmo com dezenas (10, 20, até 100); e centenas (100, duzentos, até 1000).

Lengalenga criativa

Copo copo jericopo,
jericopo copo cá.
Quem lavar melhor o copo
sumo fresco beberá.

[ António José Ferreira, testado em criança com necessidades educativas especiais ]

Concebidos para a família com os recursos, “Jogos musicais em casa” podem ser realizados na escola por técnicos e professores de “Música Adaptada” e “Oficina dos Sons Adaptada”.

António José Ferreira
Copos reciclados para jogos em casa
Copos reciclados para jogos rítmicos em casa
Diospiro

1. Importância do jogo

Tal como acontece em animais selvagens ou domésticos, a brincadeira e o jogo na infância humana contribuem para o desenvolvimento psicomotor das crianças. No caso de crianças com necessidades educativas especiais, a família tem um papel importantíssimo, criando condições para que a criança supere dificuldades e adquira competências de forma lúdica. Este jogo envolve alimentação saudável, Estudo do Meio e Língua Portuguesa, Música e Expressão Dramática.

2. Fruta faz bem

Adulto e criança descascam uma laranja e uma maçã, e cortam-nas para fazer salada de fruta. Põem numa taça. O adulto diz à criança a parte que lhe compete:

Apetece-me salada
Com a fruta que houver:

Com laranja, com maçã,
Com banana, com romã,
Com ameixa, com melão,
Com papaia, com mamão.

O adulto responderá:

– Nem papaia nem mamão,
Nem ameixa nem melão,
Nem banana nem romã,
só laranja e maçã!

Depois de aprenderem as quadras, improvisam melodicamente como se estivessem a cantar teatro musical.

3. Caminhar é saudável

Saudável é também caminhar, onde for possível e seguro. Treinam as seguintes falas:

– Quero convidar-te! – diz o adulto à criança.
– Convidar para quê? – responde.
– Para ir ao parque.
– Em que dia é?

– Dia 30! (ou outro) – diz o adulto.

A criança conta quantos dias faltam, desde o dia em que está:
– 25, 26, 27, 28, 29, 30.
Depois, diz acompanhando cada dia com um salto.

[ António José Ferreira, testado em criança com NEE ]

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Diospiro
Diospiro, fruto do outono
Moeda, jogos em família

Da importância do jogo

Este é um jogo a fazer em família, com dinheiro verdadeiro, para a criança desenvolver a autonomia e as competências matemáticas. Trabalha conteúdos escolares nas áreas da Matemática, do Estudo do Meio, do Português e da Música.

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I. O barqueiro

Antes da jogada, o adulto entrega uma pequena soma de dinheiro à criança, conforme a sua competência e desenvolvimento, dando as explicações que sejam necessárias. Em seguida, o adulto faz de barqueiro e a criança de cliente. E fazem o diálogo:

– Ao chegar ao barco,
Disse-me o barqueiro. – diz a criança.
– São 5 euros.
Dê-me o dinheiro. – responde o adulto.
– Tome 1, mais 1 são 2,
mais 1 são 3, mais 1 são 4,
mais 1 são 5.
Tome lá o seu dinheiro.

Em seguida, o adulto dá duas moedas de dois euros e uma moeda de um euro, adaptando o diálogo. A criança deve somar corretamente as parcelas.

Em seguida, fazem o diálogo, como se estivessem a fazer um teatro musical.

António José Ferreira, jogo testado em criança com NEE.

“A voz e o corpo da criança, bem como os objetos do seu quotidiano, são os recursos privilegiados para o desenvolvimento musical neste ciclo de ensino. As atividades musicais deverão ser exploradas a partir dos elementos musicais de melodia, harmonia, ritmo, pulsação, divisão, métrica, dinâmica, textura, forma e timbre.”

Direção Geral da Educação, Aprendizagens Essenciais, Música, 1º Ciclo
Moeda, jogos em família
Moeda, jogos de música e matemática em família
Representação de ritmo com feijões em casa

Em casa, mesmo sem instrumentos convencionais, é possível fazer jogos pedagógicos e experiências recorrendo a objetos que não são normalmente associados à música. Este jogo rítmico de representação e leitura de sons desenvolve conteúdos de Música, Matemática e Português. Esta atividade tem potencial de inclusão, podendo desenvolver competências em crianças com NEE sem deixar de ser interessante para as outras.

Em casa ou na escola, a falta de recursos musicais pode tornar-se um desafio e dar asas à criatividade.

António José Ferreira

Materiais necessários

4 taças, 8 feijões

Instruções

Nível 1, sem professor

1. Com a assistência de um adulto (pai, mãe, avô, avó, irmão mais velho), a criança colocará sobre a mesa 4 taças, lado a lado: 2+2, tendo o cuidado de separar visualmente os grupos de taças. Dentro de cada taça, a criança coloca um feijão.

2. A criança vai imaginar que cada taça representa uma pulsação, ou tempo. Representa as pulsações com palmas dizendo: “Sim, não, sim, não!”.

3. A criança põe dois feijões em cada taça. Divide-se a pulsação, pelo que cada feijão vai representar sons mais curtos (metade do tempo ou pulsação). Diz “Come carne, come peixe!” e marca o ritmo com palmas.

4. Deixa só um feijão na quarta taça. Conta 1,2; 3,4; 5,6; 7. Depois, diz:
Cuida da alimentação,
come sopa com feijão!”

Nível 2, com professor

Na escola, no 1º Ciclo do Ensino Básico, o professor aplica as noções de compasso, compasso binário, compasso simples, pulsação, pausa, tempo forte, tempo fraco, melodia, ritmo, padrão, ostinato, altura, nota, andamento, intensidade.

Concebidos para a família com os seus recursos, “Jogos musicais em casa” podem ser realizados também na escola por técnicos e professores de “Música Adaptada” e “Oficina dos Sons Adaptada”.

António José Ferreira
Representação de ritmo com feijões em casa
Feijões e representação do ritmo
Rolhas e ritmo

As dificuldades das famílias

A pandemia veio acentuar os problemas das crianças com necessidades educativas especiais e suas famílias. Muitas vezes os pais já têm pouco tempo, recursos, disponibilidade e conhecimentos para apoiar as crianças de forma divertida e criativa. Mas em casa é fácil fazer diversos jogos pedagógicos e experiências.

A falta de instrumentos musicais em casa pode tornar-se um desafio e dar asas à criatividade dos adultos, pais, avós, professores e educadores. É o caso deste jogo rítmico de representação e leitura de sons que desenvolve conteúdos de Música, Matemática e Português. Esta atividade tem potencial de inclusão, podendo desenvolver competências em crianças com NEE sem deixar de ser interessante para as outras.

Em casa ou na escola, a falta de recursos musicais pode tornar-se um desafio e dar asas à criatividade.

António José Ferreira

Materiais necessários

8 taças, 8 rolhas

Instruções

Nível 1, sem professor

1. Com a assistência de um adulto (pai, mãe, avô, avó, irmão mais velho), a criança colocará sobre a mesa 8 taças, lado a lado: 4+4, tendo o cuidado de separar visualmente os grupos de taças. Dentro de cada taça, a criança coloca uma rolha.

2. A criança vai imaginar que cada rolha representa uma palma e percute alternando com o adulto.

3. A criança retira as rolhas em posição par (par, ímpar; noção de menos); e imagina que palmas terá de bater. Os copos vazios continuam a ter o seu lugar, que é de silêncio. Nesses casos, a criança vai fazer de conta que bate (ou leva o indicador aos lábios).

4. A criança coloca rolhas em todos os copos (somas, noção de mais). Retira as rolhas que estão em posição ímpar, e percute como no passo anterior.

5. Em vez de executarem com palmas, dizem o som “r” (de rolha).

5. Dizem o trava-línguas:
O rato roeu
o robe do Romeu,
um robe bem rico
que a Rita lhe deu.

Nível 2, com professor

Na escola, no 1º Ciclo do Ensino Básico, o professor aplica as noções de compasso, compasso quaternário, compasso simples, pulsação, pausa, tempo forte, tempo fraco, melodia, ritmo, padrão, ostinato, altura, nota, andamento, intensidade.

Concebidos para a família com os seus recursos, “Jogos musicais em casa” podem ser realizados também na escola por técnicos e professores de “Música Adaptada” e “Oficina dos Sons Adaptada”.

António José Ferreira

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Rolhas e ritmo
Rolhas de cortiça para representação de ritmo em casa
Tampas e frascos de iogurte, e representação de ritmo

Brincadeira musical sobre higiene e saúde

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Materiais

4 tampas circulares, 4 frascos de iogurte

Instruções

1. Junte quatro tampas de balde de azeitona ou tremoço, por exemplo, que pedirá numa frutaria grande. Vão dar-lhe jeito para fazer vários jogos, incluindo para lançar o disco. As tampas representam, neste caso, a pulsação (de som ou de silêncio). Em casa, se não tiver estas tampas, use pratos normais, ou taças. Recicle também oito ou mais frascos de iogurte que não rolem, para representarem o ritmo. Se não tiver frascos de iogurte, pode usar rolhas, tangerinas, castanhas.

2. Sobre uma mesa, alinhe as quatro tampas. Coloque um frasco de iogurte na primeira tampa e outro na terceira. Na tampa/pulsação com frasco, bate-se uma palma; na pulsação/tampa sem frasco, leva-se o indicador aos lábios, ou faz-se de conta que se bate palmas. O primeiro ritmo para acompanhar a canção poema seguinte é: tá sh tá sh.

3. A criança diz uma quadra, uma, duas, três vezes, com ajuda do adulto.

Lava as mãos antes do almoço,
lava-as bem, tem juízo;
e no fim escova os dentes,
‘sfrega e lava, que é preciso.

Lava as folhas da alface
e as uvas, tem juízo;
mas o queijo e a banana,
não laves, não é preciso.

Lava a pera, a maçã
e as cerejas, tem juízo;
mas a noz e a romã,
não laves, não é preciso.

Lava as uvas e ameixas
bem lavadas, tem juízo;
melancia e melão,
não laves, não é preciso.

[ Indicado para o Dia Mundial da Alimentação, a 16 de outubro; Dia Mundial da Higiene das Mãos ]

Concebidos para a família com os seus recursos, “Jogos musicais em casa” podem ser realizados também na escola por técnicos e professores de “Música Adaptada” e “Oficina dos Sons Adaptada”.

António José Ferreira
Tampas e frascos de iogurte, e representação de ritmo
Tampas e frascos de iogurte para representação de padrões rítmicos