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Violinista Carlos Damas tocando

Violino é um cordofone de arco de 4 cordas, o menor dos instrumentos de arco da orquestra clássica e do quarteto de cordas.

Cordofones de arco
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Violoncelista Guilhermina Suggia

Violoncelo é um cordofone de arco tocado entre os joelhos na vertical, maior do que o violino e a viola de arco, embora tenha uma forma semelhante. Tem origem no século XVI, sendo o italiano Andrea Amati um dos primeiros construtores conhecidos, tendo feito em 1572 o “King Amati”.

Cordofones de arco
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Clarinetista Crispim Luz tocando

Clarinete (clarinet em Inglês) é um aerofone de madeira de palheta simples, constituído por tubo cilíndrico, boquilha e chaves. Possui os registos grave, médio, agudo e superagudo. Desenvolveu-se no início do século XIX a partir do “chalumeau”.

Instrumentos de sopro de madeira
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Pedro Meireles, violetista, tocando

Violeta, também chamada viola d’arco ou viola simplesmente, é um instrumento de quatro cordas e arco da orquestra, semelhante ao violino na aparência e no modo de tocar. Sendo maior que o violino, tem um som mais doce e grave, situando-se num registo intermédio entre violino e violoncelo.

Cordofones de arco
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Trombone de vara

Trombone é um aerofone da família dos metais cuja invenção remonta ao século XV. O seu nome deriva do italiano e significa trompete grande, sendo mais grave que a trompete e mais agudo que a tuba. Não sendo um instrumento transpositor, tem sua notação na clave de fá – para as regiões grave e média da tessitura – e clave de dó na quarta ou terceira linha – para os médios e agudos. Eventualmente, especialmente na composição francesa e para a região aguda, o trombone tem sua notação em clave de sol.

Instrumentos de sopro de metal
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Oboé, palheta dupla

Oboé é um aerofone de madeira com corpo cónico e palheta dupla, que constitui por si mesmo uma subfamília (oboé soprano em Dó, o oboé d’amore em Lá, o corne inglês em Fá, e outros mais raros). A palavra deriva do francês “hautbois”. O executante deste instrumento chama-se oboísta.

Instrumentos de sopro de palheta
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Trompetista tocando

Aerofone de vibração labial, de subcategoria trompetes cromáticos, da família dos metais, o trompete moderno é um instrumento de sopro de registo agudo, de bocal hemisférico, corpo cilíndrico de latão banhado em níquel (cerca de 1,30 metros) em forma elíptica que, na secção final, diverge para um pavilhão cónico de abertura pronunciada, com mecanismo de pistões ou rótulas com respectivos tubos adicionais.

Museu das Bandas Filarmónicas, Região Autónoma da Madeira

Instrumentos de vibração labial, da sub-categoria organológica dos trompetes naturais (sem mecanismos de alteração de altura sonora, tais como orifícios, varas, chaves ou pistões) estão documentados desde o período Neolítico. Conchas ou tubos cilíndricos ou cónicos, de execução por orifício de embocadura lateral ou na extremidade, construídos em cabaça, marfim (olifante), madeira, corno de animal (shofar), bambu ou metal serviam/servem funções simbólicas, práticas ou musicais em várias culturas.

Tais antecessores do moderno trompete, de entre os quais aqueles construídos em metal (snb, civilização egípcia; hasoserah, civilizações egípcia e assíria, Hebreus; carnix, povos Celtas; salpinx, civilização helénica; cornu, lituus, tuba e bucina, civilizações etrusca e romana) adoptavam uma morfologia rectilínia (snb) ou circular (tuba).

Em trompetes naturais, a execução da fundamental, primeiro harmónico e parciais pares e ímpares superiores é alcançada por variação, por aumento ou diminuição da pressão da coluna de ar em vibração, desta feita obtida por intermédio da tensão dos lábios e músculos faciais, posição da língua e exalação com apoio do diafragma. Nos trompetes naturais medievais e primo-renascentistas europeus, construídos em formato retilínio ou em forma de S, a execução restringia-se aos primeiros harmónicos (2-8), num âmbito de duas oitavas (oitava da fundamental, quinta, quarta, terceiras maior, menor, menor e segunda maior).

Inovações posteriores na técnica da forja do metal possibilitaram a construção do instrumento em formato elíptico, com duplo comprimento do tubo (dobrado sobre si mesmo), o que possibilitou a execução nos registos grave e médio (principal e, harmónicos 2-12) e médio-agudo e sobre-agudo (clarino, harmónicos 12-24). Embora frequentemente utilizado como instrumento melódico nos registos agudo e sobreagudo nos séculos XVII e XVIII, vários intérpretes e construtores procuraram habilitar a execução cromática do instrumento em toda a tessitura, então apenas acessível em instrumentos com vara, tais como a tromba da tirarsi e trombone. A esse propósito, as inovações morfológicas e os mecanismos desenvolvidos para a trompa encontraram célere adaptação ao trompete.

Wöggel criaria em 1777 o Stopftrompete, um instrumento que possibilitava a alteração da fundamental e dos parciais superiores do instrumentos por via da execução de bouché – a colocação e recolocação da mão no interior do instrumento, desenvolvida por Hampel e Stich para a trompa. Ainda naquele período, Wöggel e Stein aplicaram, no Inventionstrompette (1780), o sistema de inserção de bombas de vários comprimentos para transposição do instrumento, criado para a trompa por Werner e Hampel. Clagget obteve em 1788 a patente para a “trompete cromática e trompa francesa”, em suma, dois instrumentos de afinação distinta, com mecanismo para troca rápida do bocal. Em finais do século XVIII se iniciou a construção de modelos com orifícios e chaves. Shaw construiu, em 1787, uma trompete com quatro orifícios com respectivos três discos e chave, que serviam exclusivamente a transposição e correcção da afinação do instrumento.

Dos iniciais experimentos com a escavação de sete orifícios nos tubos de trompete e trompa, realizados pelo físico alemão Claus, e da frutífera criação de uma trompa de chaves por Kölbel resultou a construção de vários modelos de trompetes de chaves, com 4 a 6 chaves, activadas por patilhas de maior ou menor comprimento, na última secção de um tubo cilíndrico: naqueles modelos, a abertura consecutiva dos orifícios, no sentido inverso à circulação da coluna de ar, possibilita a execução da escala cromática ascendente no registo grave (e nos registos médio e agudo); o primeiro orifício ascende meio tom, o segundo um tom inteiro etc.

A um primeiro modelo, datado de circa 1770, sucedeu novo modelo congénere, fabricado por Nessmann entre 1791-2, e o “Organisirte Trompete” de Anton Weidinger. Joseph Haliday desenvolveu, em 1810, a corneta de chaves, um instrumento de corpo cónico de diâmetro largo (um clarim, de formato similar ao actual fliscorne) com cinco a doze chaves. Richard Curtis desenvolveu o regent’s bugle, uma corneta de cinco chaves com bomba para transposição.

Utilizadas nos centros musicais europeus durante a primeira metade do século XIX, as cornetas de chaves seriam paulatinamente abandonadas, desde a década de 1840, por modelos com pistões e rótulas, de mais fácil execução e de som uniforme em toda o âmbito do instrumento. Desenvolvido para a trompa por Heinrich Stölzel em 1815 e patenteado por Stölzel e Friedrich Bluhmel em 1818, a activação de êmbolo(s) em movimento vertical permite a recondução do ar do tubo principal para tubos anexos, aumentando a dimensão do instrumento e a alteração de notas fundamentais; Bluhmel e Stölzel criaram ainda, naquele último ano, as rótulas, êmbolos de movimento circular (em eixo horizontal).

Tomando o modelo de dois pistões de Stölzel-Bluhmel, com recondução do ar pela base do pistão, Étienne François-Périnet realizou um conjunto de significativos melhoramentos entre 1829 e 1835, tais como a adição de um terceiro pistão e a recolocação do tubo principal e dos tubos adicionais na secção lateral da caixa de pistões. Robert Shaw desenvolveu o pistão Albert, o êmbolo em duas secções conectadas por rosca correntemente utilizado. Outras inovações e melhoramentos oitocentistas, tais como novos tipos de êmbolo ou a caixa hermética de protecção dos receptáculos dos pistões de Coeffet, terão sido descartadas aquando da produção em série dos novos cornetins e trompetes.

O trompete moderno está equipado com mecanismo de três pistões, que, quando activados, desviam a coluna de ar para tubos adicionais laterais: ao primeiro pistão corresponde um tubo adicional equivalente a uma transposição descendente de um tom; ao segundo, meio tom e ao terceiro, tom e meio; o uso de seis combinações permite assim obter sete maiores comprimentos do tubo, os consequentes primeiros harmónicos (à distância de uma quinta diminuta – fá #-sol b, sol, sol #-lá b, lá, lá #-si b, si, dó) e os parciais superiores, garantindo uma ampla tessitura cromática de fá#2 a dó5 (ou superior); as fundamentais do trompete, raramente empregues na escrita para trompete, podem ser obtidas pelo relaxamento dos lábios.

Fonte: Museu das Bandas Filarmónicas, Região Autónoma da Madeira

Trompetista tocando
Trompetista tocando
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Contrabaixo

Contrabaixo (doublebass em Inglês) é o maior e mais grave da secção de cordas da orquestra, muito utilizado na música clássica e no jazz, podendo ser tocado com ou sem arco (com os dedos, em pizzicato). As suas cordas, do agudo para o grave, têm a seguinte afinação: sol2, ré2, lá-1, mi-1.

Cordofones de arco

 

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