Artigos

Tchakare, Moçambique

Tchakare é um cordofone em que a corda passa directamente por cima da caixa de ressonância, assim como acontece na viola. Esta caixa de ressonância é normalmente feita de madeira coberta de uma membrana de pele de lagarto (varano d’água). O tocador segura o instrumento de modo a que a caixa fique encostada ao seu abdómen ou ao seu ombro. Com uma das mãos faz pressão sobre a corda para variar o som, ao mesmo tempo que ela é friccionada com o arco, que segura na outra mão. A corda deste arco é feita de raiz de «murapa» embebida em resina da árvore «chakari». Nas Províncias de Niassa e Zambézia este instrumento é conhecido também pelo nome de siribo. Em Nampula e Cabo Delgado, para o mesmo instrumento utilizam-se respectivamente os nomes de viela e kanhembe.
Noutras zonas do País como Tete e Inhambane existe este tipo de instrumento, embora em número mais restrito e com algumas pequenas variações. É o caso do caligo em Tete e do mupsuikipsuiki em Inhambane (principalmente nas zonas onde se fala o chitswa). O tchakare pode ser tocado individualmente ou então acompanhado de mais instrumentos ou canções.

Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

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Xirupe, Moçambique

Xirupe é um instrumento do tipo flauta classificado como aerofone ou instrumento de sopro. Compõe-se de uma cabaça (massala ou outro fruto) e de um caniço grosso contendo três furos. A cabaça tem dois orifícios opostos sendo um deles utilizado para introduzir o caniço. Para fixar o caniço à cabaça usa-se normalmente barro, fio de «npejha» ou mesmo alcatrão. O tocador segura o xirupe com a mão esquerda e sopra o orifício da cabaça ao mesmo tempo que com os dedos da outra mão vai tapando e destapando os furos do caniço para variar o som. O xirupe pode ser encontrado nas Províncias de Gaza (onde tem o nome de xiropi) e de Maputo (sendo conhecido no Distrito de Magude par Tonguane). Normalmente utilizado pelos pastores, também é tocado para simples divertimento. É tocado individualmente, não sendo acompanhado de outros instrumentos ou canções.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

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Tsudi, Moçambique

O tsudi é um instrumento aerófono do tipo flauta, em que o som é produzido pelo sopro do tocador. É constituído por um tubo de caniço (ou bambu) com uma abertura na parte superior onde o tocador sopra. O tsudi é tocado na dança Xinveca, dançada geralmente por jovens, normalmente em noites de luar, por ocasião de festas ou em momentos de alegria. Nesta dança utilizam-se pelo menos seis flautas (de vários tamanhos), produzindo cada uma delas sons diferentes. Os dançarinos formam um círculo, dançando ora num sentido ora noutro. Por vezes, enquanto vão tocando a flauta, seguram na outra mão um chocalho. Podemos encontrar o tsudi na Província de Inhambane (nos distritos de ZavaJa, Inharrime, Maxixe e Morrumbene) e na Província de Maputo.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

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Chitata, Moçambique

Chitata é um tipo de piano de mão, que faz parte dos idiofones afinados. É constituído por uma tábua de madeira ou cavalete, na qual estão fixadas várias palhetas de ferro através de rim ou mais travessões metálicos. O cavalete é colocado sobre ou dentro de uma cabaça, que serve de caixa de ressonância. O tocador, metendo as mãos dentro da cabaça, utiliza os dois polegares e o indicador da mão direita para dedilhar as palhetas. Também se podem pôr na cabaça chocalhos ou tampinhas para produzir mais sons. Podemos encontrar este instrumento espalhado por todo o Centro e Norte do País, com algumas variações tanto no nome como na forma. Em Cabo Delgado, Nampula e Niassa, entre os macuas, é vulgar o uso da chitata. Na Província da Zambézia, este instrumento toma o nome de cassasse. Em Tete, a chitata é conhecida por sansi. Existe também a kalimba, em que a boca da cabaça é coberta por uma pele de animal. Nas províncias de Manica e de Sofala existe a mbira e em
Inhambane na localidade de Mabote, a malimba. A chitata acompanha normalmente canções.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

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Chipendane, Moçambique

Chipendane é um arco musical pertencente ao grupo dos instrumentos de corda. É composto por três partes: o arco de madeira, que possui uma saliência de forma cilíndrica; um fio de arame que está ligado ao meio do arco e uma varinha, que serve para bater no arame. O pequeno fio que une a corda maior ao centro do arco, pode ser afastado mais para a esquerda ou para a direita, variando assim o som. Ao tocar, o músico coloca a boca sobre o arco, segurando a madeira entre os dentes, para fazer de caixa de ressonância. O chipendane existe no nosso País, nas Províncias de Tete, Manica, Inhambane, Gaza e Maputo. É normalmente tocado por homens de todas as idades, como forma de entretenimento, servindo muitas vezes de companheiro das longas marchas.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

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Chigovia, Moçambique

Chigovia é um instrumento musical do tipo aerofone. “Para tocá-lo, o instrumentista sopra o buraco maior, enquanto que com os dedos vai tapando e destapando os outros dois buracos, para variar o som. É feito de um fruto redondo, que tanto pode ser massala, macuácua ou mabuma. No entanto, na ausência destes frutos, pode ser feito de barro. O número de orifícios também pode variar, e isto é consoante a habilidade do tocador. Este instrumento existe em abundância nas Províncias de Maputo, Gaza e Inhambane. Em Maputo pode também ter o nome de chibwewe. Na Província de Sofala existe no distrito do Búzi, com o nome de gorigo ou guerure. É principalmente utilizado por pastores enquanto encaminham o gado, e também pelas raparigas quando vão à machamba ou ao poço buscar água. Normalmente é acompanhado de canções e por outros instrumentos iguais.

Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980.

[ Instrumentos musicais de Moçambique ]
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Bendi, Moçambique

Bendi ou babiton é um cordofone (cujo som é produzido pelo dedilhar de uma corda). É composto de um tambor de madeira forrado num dos lados com uma membrana de pele de animal, que possui no centro um orifício. Deste orifício parte uma corda que tem na outra extremidade uma vara. Para tocar, coloca-se a vara sobre o tambor, de modo a esticar a corda que, ao ser dedilhada, produz sons fortes e baixos. O tambor serve de caixa de ressonância. O bendi existe em vários distritos da Província de Tete, muito embora hoje em dia se faça também com uma simples caixa de madeira oca, que substitui o tambor. É utilizado como acompanhamento de outros instrumentos musicais como o banjo, alguns tambores e chocalhos de mão.

(Fonte: Catálogo dos Instrumentos Musicais de Moçambique, República Popular de Moçambique, Ministério da Educação e Cultura 1980)

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Batuque

Batuque, ou tam-tam, é um unimembranofone tradicional de Angola (África) tipicamente utilizado pelos Mbundu. Existem vários tipos de batuque com diferenças no tamanho, forma, elementos decorativos e material de que são feitos. O batuque serviu antigamente como forma de comunicação.

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