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Dikanza é um instrumento tradicional de Angola (África) construído em madeira ou bambu. Como o reque, ou reco-reco de Portugal e do Brasil, é constituído por uma base onde se fizeram pequenos cortes com serrote. O som é produzido por meio de fricção de uma vareta.

Puíta, membranofone de fricção, Angola

Puíta, o mesmo que pwita, ou cuíca (Brasil), é um membranofone de friccão tradicional de Angola. Tem a forma de um tambor, mas é a fricção de uma varinha encostada à pele, no interior, que produz o seu timbre inconfundível. Pode ter sido levada para o Brasil por escravos africanos bantos, mas ligações podem ser traçadas a outras partes do nordeste africano, assim como à península Ibérica, onde existe ainda hoje a sarronca.

Ngoma da marca Remo

Ngoma é um tambor alto e cilíndrico, semelhante à conga, tradicional de Angola (África). Produz um som grave parecido com o do bombo. É tradicionalmente usado pelos Mbundu, Ovimbundu, Côkwe, Khumbi, Kioko, Kikongo, Kilengue, Ganguela, Luimbe, Songo e Minungo.

Mukupela, chokwe, Angola, 2ª metade do século XX

Mukupela é um tambor usado pela etnia Chokwe, em Angola, África. Usado em danças e rituais, servia também para comunicar de aldeia para aldeia.

Sanza, África

Sansa é um idiofone beliscado originário de Angola, feito de lamelas metálicas flexíveis sobre uma caixa de ressonância rectangular, em madeira.

Hungo

Hungu é um cordofone de percussão tradicional de Angola (África) da família dos arcos musicais. Tem amarrada na sua base uma cabaça com o fundo cortado. A mão esquerda, sustentando o conjunto, faz um movimentos de vai e vem contra a barriga. A mão direita, com uma vareta, percute a corda. É utilizado entre os Mbundu, Ovambo, Nyaneka, Humbi e Khoisan. O hungu foi levado pelos escravos para o Brasil, onde tem o nome de berimbau e serve para acompanhar a dança acrobática chamada capoeira.