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Saxofonista Carlos Canhoto

Saxofone é um instrumento de sopro transpositor, da família das madeiras, com palheta batente simples heteroglote de cana (arundo donax) ou plástico e corpo cónico (ou parabólico) de metal (latão, ou ainda cobre, bronze ou prata), com vinte e dois a vinte quatro grandes orifícios e dois pequenos orifícios de registo, cobertos por chaves. Aerofone da sub-categoria dos clarinetes, o saxofone distingue-se daquele instrumento pela construção do corpo em cone ou em formato parabólico – por conseguinte, um tubo aberto, que possibilita a execução, para uma específica digitação, da fundamental e dos harmónicos pares e ímpares.

Museu das Bandas Filarmónicas, Região Autónoma da Madeira

Inventado por volta de 1840 pelo construtor de ascendência belga Adolphe Sax, que na época se havia especializado, com seu pai, Charles-Adolph, na construção e melhoramento de instrumentos da família dos metais, o saxofone combina a aplicação de uma palheta simples batente de um clarinete ao corpo cónico de um oficleide baixo – instrumento de vibração labial, de bocal, com corpo em metal com a morfologia típica do fagote e com orifícios, cobertos por chaves, destinado à execução das linhas melódicas graves – com um sistema misto de dedilhação, em botões fixos sobre as cápsulas que cobrem os orifícios, ou em chaves montadas em sistema Boehm, sobre eixos (e com figuração da flauta doce ou transversal). Óbvias as afinidades e os fins do novo instrumento, Adolphe Sax denominou-o inicialmente como “ophicleide à bec (“oficleide com boquilha”), intitulando-o, na Segunda Exibição Industrial de Bruxelas (1841), “saxophone basse en cuivre”, designação tomada e popularizada por Berlioz na descrição redigida em Junho de 1842.

Fabricado correntemente em diversas tipologias – sopranino, soprano, alto, tenor, barítono, baixo e contrabaixo -, a família dos saxofones é construída em duas ou três partes: boquilha com palheta e braçadeira; tudel, com bordo em cortiça para correcção da afinação (por movimento da boquilha) e corpo, sendo a sua morfologia caracterizada pela formato cónico, retílínio do tubo nos modelos de menor dimensão, pela curva em U na última parte do tubo e campânula projectada para a frente (adoptada em todas as tipologias acima descritas) ou ainda pelo loop na parte superior do tubo, nos modelos de maior dimensão.

Findo o período de quinze anos da patente e da extensão de cinco anos obtidas por Adolphe Sax em 1846, outros construtores franceses iniciaram a construção de saxofones, oferecendo diversos melhoramentos, de entre as quais merecem particular menção a adopção do sistema de Boehm (para a mão esquerda) por Paul Goumas em 1875 e a introdução de chaves de registo automáticas e de rolamentos nas chaves correspondentes aos dedos mínimos por Lecomte em 1888.

Fonte: Museu das Bandas Filarmónicas, Região Autónoma da Madeira

Flauta de Pã

Flauta de Pã é um aerofone constituído por canas ou tubos cilíndricos de tamanhos diferentes. Os antigos gregos chamavam-lhe “syrinx”. É um instrumento típico nos Andes e no Perú.

Flauta doce Yamaha

Recorder em Inglês; flûte à bec em Francês; blockflöte em Alemão; flauto dolce em Italiano, flauta de bisel é um instrumento de sopro constituído por um tubo cilíndrico com diversos orifícios e um bocal com apito no qual se sopra diretamente.

Atena tocando aulos, arte grega do séc. IV a.C.

Aulos é um aerofone de palheta (à semelhança do oboé), sendo o instrumento mais popular na Grécia antiga. Também chamado flauta dupla, o seu timbre é mais próximo do oboé por causa da sua palheta. Caiu em desuso há cerca de 2000 anos. Há 3500 anos, os egípcios utilizavam um instrumento semelhante.

Adriana Ferreira, flauta transversal

Flauta transversal, flauta transversa ou apenas flauta, é um aerofone da família dos sopros de madeira, embora seja na atualidade construída em metal.

A flauta transversal, tubo cilíndrico de metal aberto numa das extremidades, é composta por três peças independentes que o executante tem de montar de cada vez que vai tocar. Esta divisão facilita o transporte do instrumento mas, o que é mais importante, permite afiná-lo consoante se introduz mais ou menos a cabeça na parte superior do corpo.

As três secções são compostas pela cabeça (que acolhe a embocadura), o corpo (onde se encontra o complexo sistema de chaves), e o pé. Cada uma é montada na outra através das braçadeiras de encaixe metálico. A cabeça mede aproximadamente 22 cm de comprimento e possui um diâmetro que oscila entre os 17 e os 19 mm.

Museu Nacional das Bandas Filarmónicas

A embocadura apresenta um orifício lateral rodeado por uma chapa metálica na qual repousa o lábio inferior do executante. O corpo ou parte central é a de maior tamanho, cerca de 35,5 cm. Por ultimo, o pé tem um comprimento de 13 cm e é rematado por um aro final. Este instrumento não possui nenhuma palheta, mas o som é produzido através do bisel, colocado sob o lábio inferior do interprete. O bordo mais afastado do bisel corta a corrente de ar, na flauta moderna, uma chapa ajuda a dirigi-la corretamente e deste modo, é produzida a vibração da coluna interior e, por conseguinte, o som.
Tem um som agradável e suave e oferece uma grande quantidade de matrizes sonoros consoante se toque no registo grave (mais quente) ou agudo (mais penetrante).

Fonte: Museu Nacional das Bandas Filarmónicas

Adriana Ferreira, flauta transversal
Adriana Ferreira, flauta transversal