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Torre de Moncorvo

Quetobia Patorra (cantiga das malhas)

A quetobia patorra
Está debaixo do torrão;
A quetobia patorra, ai!
A quetobia patorra
Está debaixo do torrão,
Mas ai! ai! ai! ai! ai!

Moidinha com pancadas
Que lhe deu o gafanhão;
Moidinha com pancadas, ai!
Moidinha com pancadas
Que lhe deu o gafanhão.
Mas ai! ai! ai! ai! ai!

Lá em baixo vem a raposa
Pela rodeira do carro;
Lá em baixo vem a raposa, ai!
Lá em baixo vem a raposa
Pela rodeira do carro;
Mas ai! ai! ai! ai! ai!

Traz os olhos na carcota
E o cu debaixo do rabo;
Traz os olhos na carcota, ai!
Traz os olhos na carcota
E o cu debaixo do rabo.
Mas ai! ai! ai! ai! ai!

O lagarto é pintado
Da cabeça até ao meio;
O lagarto é pintado, ai!
O lagarto é pintado
Da cabeça até ao meio;
Mas ai! ai! ai! ai! ai!

Não sei como às mulheres pode
Com tanta carne no seio;
Não sei como às mulheres pode, ai!
Não sei como às mulheres pode
Com tanta carne no seio.
Mas ai! ai! ai! ai! ai!

Quetobia Patorra (cantiga das malhas)
Letra e música: Popular (Cardanha, Torre de Moncorvo, Trás-os-Montes)
Recolha/transcrição: Maestro Afonso Valentim (de “Coreografia Popular Transmontana – III – O Galandum”, in “Douro Litoral”, Porto, 1953, 5.ª série, VII-VIII; “Cancioneiro Popular Português”, de Michel Giacometti e Fernando Lopes-Graça, Lisboa: Círculo de Leitores, 1981 – p. 120)
Arranjo e orquestração: Carlos Barata
Intérprete: Ronda dos Quatro Caminhos com a Orquestra Sinfónica Portuguesa & as Cantadeiras do Vale do Neiva (in CD “Tierra Alantre”, Ocarina, 2014)

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