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Musicalbi

Ai lé

[ Maçadela ]

Ai lé! Ai lé!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Ai lé!

Quem tem burro leva o burro,
Quem no não tem vai a pé,
Quem no não tem vai a pé,
Quem no não tem vai a pé,
Quem no não tem vai a pé.
Ai lé!

Maçadeiras do meu linho,
Maçai-me o meu linho bem!
Maçai-me o meu linho bem!
Maçai-me o meu linho bem!
Maçai-me o meu linho bem!
Ai lé!

Não olheis para o caminho,
Que a merenda logo vem!
Que a merenda logo vem!
Que a merenda logo vem!
Que a merenda logo vem!
Ai lé!

Ai lé! Ai lé!
Ai la lé ló, meu bem!
Ai la lé ló, meu bem!
Ai la lé ló, meu bem!
Ai la lé ló, meu bem!
Ai lé!

Ai lé! Ai lé!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Ai lé!

Ai lé! Ai lé!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Ai lé!

Ai lé! Ai lé!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Senhora de Nazaré!
Ai lé!

Letra e música: Tradicional (Vila Maior, São Pedro do Sul, Beira Alta)
Intérprete: Ai!* (in CD “Lavra, Boi, Lavra: Canções de Trabalho”, Ai!/Coruja do Mato, 2015)

Ave-Maria sagrada

[ Ave-Maria Fadista ]

Ave-Maria sagrada
Cheia de graça divina
Oração tão pequenina
De uma beleza elevada

Nosso Senhor é convosco
Bendita sois vós, Maria
Nasceu Vosso Filho um dia
Num palheiro humilde e tosco

Entre as mulheres, Bendita
Bendito é o fruto, a luz
Do vosso ventre, Jesus,
Amor e Graça infinita

Santa Maria das Dores
Mãe de Deus, se for pecado
Tocar e cantar o fado
Rogai por nós, pecadores.

Nenhum fadista tem sorte
Rogai por nós, Virgem-Mãe,
Agora, sempre e também
Na hora da nossa morte.

Letra: Gabriel de Oliveira
Música: Francisco Viana (Vianinha)
Intérprete: Margarida Bessa (in CD “Fado”, Movieplay, 1995)
Versão original: Amália Rodrigues (in Single 78 rpm “Ave-Maria Fadista”, Melodia, 1952; CD “O Melhor de Amália”, vol. III, EMI-VC, 2003)

Maria

[ Para Maria ]

Intérprete: Mafalda Arnauth

Ó Pobre Pátria Trigueira

Ó pobre pátria trigueira
dás filhos como dás flores
Nossa Senhora das Dores
a chorar a vida inteira

dás filhos a todo o mundo
como um tronco sem raiz
mãe das mães que perdem tudo
e morrem no seu país

Ó pobre pátria trigueira
mãe da dor e da tristeza
separada pela fronteira
da nossa grande pobreza

com boca que ninguém beija
e a tua mesa vazia
longe de quem te deseja
ai! envelheces dia a dia

Ó pobre pátria trigueira
quando abraçarás teus filhos
que andam pelo mundo perdidos
a chorar a vida inteira?

Lá vão ao sabor das águas
em barquinhos de papel
com o mar à pele das mágoas
e ao sol que lhes cresta a pele

Ó pobre pátria trigueira
mãe da dor e da tristeza
separada pela fronteira
da nossa grande pobreza

com boca que ninguém beija
e a tua mesa vazia
longe de quem te deseja
ai! envelheces dia a dia

com boca que ninguém beija
e a tua mesa vazia
longe de quem te deseja
ai! envelheces dia a dia

Letra e música: Manuel Lima Brummon
Intérprete: Tereza Tarouca (in LP “Portugal Triste”, Alvorada/Rádio Triunfo, 1980; CD “Tereza Tarouca”, col. O Melhor dos Melhores, vol. 32, Movieplay, 1994)

Nossa Senhora das Dores

Nossa Senhora das Dores

Senhora do Almortão

Senhora…
Senhora do Almortão,
Senhora do Almortão,
Ó minha linda raiana,
Virai costas!…
Virai costas a Castela!
Virai costas a Castela!
Não queirais ser castelhana.

Senhora…
Senhora do Almortão,
Senhora do Almortão,
A vossa capela cheira…
Cheira a cravos…
Cheira a cravos, cheira a rosas,
Cheira a cravos, cheira a rosas,
Cheira a flor de laranjeira.

Letra e música: Tradicional (Idanha-a-Nova, Beira Baixa)
Arranjo: Manuel Maio
Intérprete: A Presença das Formigas com Teresa Campos (in CD “Pé de Vento”, A Presença das Formigas/Careto/XMusic, 2014)

Senhora do Almortão

Senhora do Almortão

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Ermida

Localizada em Idanha-a-Nova, a Ermida de Nossa Senhora do Almortão tem um estilo simples e harmonioso. Em 1229 D. Sancho II, no foral dado a Idanha-a-Velha mencionava a Santcam Mariam Almortam, quando demarcava os limites da Egitania. A capela-mor e o altar são revestidos de azulejos do sec. XVIII. O alpendre é formado por três arcos de granito.

Esta capela foi construída porque, como diz a lenda, um dia de madrugada uns pastores atravessavam o campo pelo sítio “Agua Murta” e notaram que havia algo de estranho por traz das murteiras grandes. Aproximaram-se e viram uma linda imagem da Virgem. Ficaram parados de joelhos a rezar, mas depois resolveram levar a imagem para a Igreja de Monsanto. Mas ela desapareceu e foi encontrada outra vez no mesmo lugar da aparição no murtão. Respeitando a vontade da Senhora, os habitantes da vila construíram a capela.

A romaria da Senhora do Almortão realiza-se todos os anos, 15 dias depois da Páscoa. Após a missa faz-se a tradicional procissão. Após as cerimónias segue-se o almoço, convívio entre famílias e amigos. Então o povo canta as várias quadras à Senhora entre elas estas que dizem os historiadores que traduzia o sentimento das pessoas em serem libertadas do domínio dos espanhóis.

Fonte: O Guia da Cidade

Senhora do Castelo

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

Não fiz tudo aquilo que pediste
Desde o dia em que tu me viste?
Porque mereço eu tal castigo?
Onde é que eu fui tão mal contigo?

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

Lá de cima do Castelo,
Prometi-me um futuro belo:
Alfazema e rosmaninho à beira,
Oliveira e pau de laranjeira.

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

A todos os santos eu rezei,
Mas a nenhum deles me queixei.
Cravo e rosa no mesmo bordado:
Era apenas o desejado.

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

Ó Minha Senhora do Castelo,
Porque me tirais a mim do sério?

Letra e música: António Pedro
Intérprete: Musicalbi
Versão original: Musicalbi (in CD “Solidão e Xisto”, Musicalbi, 2019)

Musicalbi

Musicalbi

Senhora do Livramento

Senhora do Livramento,
Livrai o meu namorado
Que me vai deixar sozinha
(Ai meu Jesus! ai meu Jesus!)
Pela vida de soldado!

As vossas tranças, Senhora,
São loiras como as espigas!
Senhora do Livramento,
(Ai meu Jesus! ai meu Jesus!)
Protegei as raparigas!

Hei-de bordar a toalha,
Senhora, do vosso altar,
E a camisa do meu noivo
(Ai meu Jesus! ai meu Jesus!)
Quando me for a casar.

Letra e música: Tradicional (Beira Litoral)
Arranjo: Luís Fernandes e Manuel Maio
Intérprete: Toques do Caramulo (in CD “Mexe!”, d’Eurídice/d’Orfeu Associação Cultural, 2016)

Toques do Caramulo, Mexe

Toques do Caramulo, Mexe

Em Canções Regionais Portuguesa (Série X), Fernando Lopes-Graça harmonizou “Senhora do Livramento”.

Senhora do Livramento

[ Senhoras ]

Senhora do Livramento
Que não me sais do pensamento,
Traz à Beira a minha canção
E ouve a minha oração!

Senhora do Almurtão,
Perdoai meu coração
Para que eu por ti ore,
Para que o meu coração chore!

Senhora do Livramento
Que não me sais do pensamento,
Traz à Beira a minha canção
E ouve a minha oração!

Senhora do Almurtão,
Perdoai meu coração
Para que eu por ti ore,
Para que o meu coração chore!

Senhora da Paiágua
Que me tirais toda a mágoa,
Para que eu viva em função
Do que diz meu coração!

Senhora que és da Beira
Eu me debruço na ribeira,
À procura em cada monte
A saudade dessa fronte.

Senhora do Livramento
Que não me sais do pensamento,
Traz à Beira a minha canção
E ouve a minha oração!

Senhora do Almurtão,
Perdoai meu coração
Para que eu por ti ore,
Para que o meu coração chore!

Letra: Valéria Carvalho
Música: António Pedro
Intérprete: Musicalbi
Versão original: Musicalbi (in CD “Solidão e Xisto”, Musicalbi, 2019)

Musicalbi

Musicalbi

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Ilha do Faial (Açores)

São Gonçalo

São Gonçalo já é velho,
De velho caiu-lhe os dentes;
Culpa tiveram as moças
Que lhe deram papas quentes.

São Gonçalo me chamou
Da janela da cozinha:
Que fosse jantar com ele
Uma perna de galinha.

São Gonçalo já é velho,
De velho caiu-lhe os dentes;
Culpa tiveram as moças
Que lhe deram papas quentes.

São Gonçalo me chamou
Da janela da cozinha:
Que fosse jantar com ele
Uma perna de galinha.

Nota: «A canção de São Gonçalo veio do norte do continente português. Cantou-se por quase todas as ilhas, mas caiu em desuso. Todavia há a registar algumas melodias em diversas ilhas, todas elas diferentes mas que conservam do original, trazido pelos povoadores, a designação e a letra.

Para este “São Gonçalo” inspiramo-nos na versão da Calheta do Nesquim, utilizando ambas as letras desta e da versão do Salão, a partir das “Cantigas do Povo dos Açores”, de Francisco José Dias. Visíveis são as influências dos ritmos tradicionais do norte de Portugal: a típica Chula e o ritmo de Santa Marinha.» (Helena Oliveira)

Letra e música: Tradicional (Ilha do Faial)
Intérprete: Helena Oliveira (in CD “EssênciasAcores”, Helena Oliveira/HM Música, 2010)

Ilha do Faial (Açores)

Ilha do Faial (Açores)

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São João

Ai, S. João adormeceu

[ S. João ]

Ai, S. João adormeceu
Ai, debaixo da laranjeira;
Ai, caiu-lhe a flor por cima,
Ai, S. João que tão bem cheira.

Ai, S. João p’ra ver as moças
Ai, fez uma fonte de prata;
Ai, as moças não vão à fonte,
Ai, S. João todo se mata.

Ai, S. João fora bom santo
Ai, se não fora tão gaiato;
Ai, levava as moças p’rá fonte,
Ai, iam três e vinham quatro.

Letra e música: Popular
Arranjo e direcção musical: José Manuel David
Intérprete: Gaiteiros de Lisboa (in CD “Avis Rara”, d’Eurídice/d’Orfeu Associação Cultural, 2012)

Bailava o Sol

[ São João ]

Bailava o Sol, bailava
Ai, na manhã do São João;
Raiavam cordas de amori
Ai, dentro do meu coração.

Naquela relvinha verde
Ai, foi a minha perdição;
Perdi lá o anel d’oiro
Ai, na manhã do São João.

Eu hei-de ir ao São João,
Ai, o meu amori não queri;
Deixai-o ir para fora,
Ai, eu farei o que eu quiseri.

Eu hei-de ir ao São João
Ai, com o meu amori ao lado;
No largo do São João
Ai, fica tudo adimirado.

Letra e música: Tradicional (Idanha-a-Nova, Beira Baixa)
Arranjo: Velha Gaiteira
Intérprete: Velha Gaiteira (in CD “Velha Gaiteira”, Velha Gaiteira/Ferradura, 2010)

Velha Gaiteira

Velha Gaiteira

Cântico dos Foliões

Ai São João foi baptizado
Ai lá no rio de Jordão;
Ai ele é sempre estimado
Ai p’ra fazer uma função.

Ai São João se bem soubesse
Ai quando era o seu dia,
Ai descia do Céu à Terra
Ai com prazer e alegria.

Ai nós somos todas mulheres
Ai e temos bom coração,
Ai e temos esta lembrança
Ai de cantar a São João.

Letra e música: Tradicional (Ilha de Santa Maria, Açores)
Informantes: Gualter Eusébio Figueiredo Coelho (11 anos), José da Trindade Fontes Correia (9 anos) e José Manuel de Sousa Medeiros (11 anos) (canto, tambor e címbalos)
Recolha: Artur Santos (campanha de 1958) (“Cântico de Foliões”, do Império chamado ‘das crianças’ ou ‘dos inocentes’ em dia de S. João, in 12EP “O Folclore Musical nas Ilhas dos Açores: Antologia Sonora da Ilha de Santa Maria”, Instituto Cultural de Ponta Delgada, 1963; 2CD “O Folclore Musical nas Ilhas dos Açores: Antologia Sonora da Ilha de Santa Maria”: CD 2, faixa 7, Açor/Emiliano Toste, 2002)
Adaptação: Segue-me à Capela
Intérprete: Segue-me à Capela (in Livro/CD “San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher”, Segue-me à Capela/Fundação GDA/Tradisom, 2015)

Ilha de Santa Maria, Açores

Ilha de Santa Maria, Açores

Manhaninha de São João

Ó ó, São João do meio,
Ai hei-de morar noutra rua!
Ainda não tenho casa,
Ai menina, arrende-me a sua!

Manhaninha de São João,
Ao redor da alvorada,
Ai Jesus Cristo se passeia
Ao redor da fonte clara.

Eu hei-de ir ao São João,
Ai hei-de lá ir, se lá for,
Ou a pé ou a cavalo
Ai ou nos braços do amor.

Jesus Cristo se passeia
Ao redor da fonte clara,
Ai e a água fica benzida
E a fonte fica sagrada.

Eu hei-de ir ao São João,
Ai hei-de lá ir, se lá for,
Ou a pé ou a cavalo
Ai ou nos braços do amor.

Jesus Cristo se passeia
Ao redor da fonte clara…

Manhaninha de São João,
Manhaninha de São João.

Letra e música: Tradicional (“S. João” – Idanha-a-Nova, Beira Baixa / “Manhaninha de S. João” – Moimenta da Raia, Vinhais, Trás-os-Montes)
Recolhas: José Alberto Sardinha (“S. João”, 1981, in “Portugal – Raízes Musicais”: CD 4 – Beira Baixa e Beira Trasmontana, BMG/JN, 1997) e Michel Giacometti (“Manhaninha de S. João”, 1960, in LP “Trás-os-Montes”, série “Antologia da Música Regional Portuguesa”, Arquivos Sonoros Portugueses/Michel Giacometti, 1960; 5CD “Portuguese Folk Music”: CD 2 – Trás-os-Montes, Strauss, 1998; 6CD “Música Regional Portuguesa”: CD 3 – Trás-os-Montes, col. Portugal Som, Numérica, 2008)
Arranjo vocal: Cristina Martins e Segue-me à Capela
Arranjo de percussão: João Balão
Intérprete: Segue-me à Capela (in Livro/CD “San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher”, Segue-me à Capela/Fundação GDA/Tradisom, 2015)

Segue-me à Capela, San'Joanices

San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher

 

Oh meu São João Baptista!

[ São João de Alpalhão ]

Oh meu São João Baptista!
Oh meu Baptista João!
Vamos ir à água nova
Na noite de São João!

São João baptiza Cristo,
Cristo baptiza João:
Ambos foram baptizados
Lá no rio do Jordão.

São João p’ra ver as moças
Fez uma fonte de prata;
As moças não vão a ela,
São João todo se mata.

Meu divino São João
Que na mão tem a bandeira!
Vamos ir ao rosmaninho
P’ra fazermos a fogueira!

Letra e música: Tradicional (Alpalhão, Nisa, Alto Alentejo)
Recolha: Michel Giacometti (in série documental “Povo Que Canta”, ep. “O S. João na Tradição Musical Popular”, RTP-1, 04 Set. 1972)
Intérprete: Segue-me à Capela (in Livro/CD “San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher”, Segue-me à Capela/Fundação GDA/Tradisom, 2015)

Alpalhão, Nisa

Alpalhão, Nisa

Olha o balão

Olha o balão,
na noite de São João
Para poder dançar bastante
com quem tenho à minha espera

Ó-I-ó-ai,
pedi licença ao meu Pai,
e corri com o meu estudante
Que ficou como uma fera

Ó-I-ó-ai,
fui comprar um manjerico
Ó-I-ó-ai,
vou daqui pró bailarico

E tenho um gaiato
aqui dependurado
Que é mesmo o retrato
do meu namorado
E tenho um gaiato
aqui dependurado
Que é mesmo o retrato
do meu namorado

Toca o fungagá,
toca o Sol e Dó
Vamos lá,
nesta marcha a fulambó
Toca o fungagá,
toca o Sol e Dó
Vamos lá,
nesta marcha a um fulambó

Olha o balão,
na noite de São João
Para não andar maçado
da pequena me livrei

Ó-I-ó-ai,
não sei com quem ela vai,
cá para mim estou governado
Com uma outra que eu cá sei

Ó-I-ó-ai,
fui comprar um manjerico
Ó-I-ó-ai,
vou daqui pró bailarico
Tenho uma gaiata
aqui dependurada
Que tem mesmo a lata,
lá da namorada
Tenho uma gaiata
aqui dependurada
Que tem mesmo a lata,
lá da namorada

Toca o fungagá,
toca o Sol e Dó
Vamos lá,
nesta marcha a um fulambó
Toca o fungagá,
toca o Sol e Dó
Vamos lá,
nesta marcha a um fulambó

Intérprete: Beatriz Costa

São João santo bonito

[ São João Bonito ]

Marcha Popular

São João santo bonito,
bem bonito que ele é
Bem bonito que ele é
Com os seus caracóis de oiro,
e o seu cordeirinho ao pé
E o seu cordeirinho ao pé

Não há nenhum assim,
pelo menos para mim
Nem mesmo São José

Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar

São João vem ver as moças,
que bonitas que elas são
Que bonitas que elas são
São ainda mais bonitas,
na noite de S. João
Na noite de S. João
Não escapa um só rapaz
O que é que o Santo lhes faz
Vai tudo no balão.

Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar

São João santo bonito,
dos milagres sem igual
Dos milagres sem igual
Conserva a santa alegria,
da gente de Portugal
Da gente de Portugal
Ouve a nossa canção,
e livrai de todo o mal
Meu rico São João

Santo António já se acabou
O São Pedro está-se acabar
São João, São João
Dá cá um balão
Para eu brincar

Intérprete: Lenita Gentil, Voz à Solta

São João

São João

São João perdeu

São João perdeu, perdeu…
Ai São João que perderia?
Perdeu o lenço da mão
Ai, ai à vinda da romaria.

São João, se bem soubera
Ai quando era o seu dia,
Descia do Céu à Terra
Ai com prazer e alegria.

Letra e música: Tradicional (Estorãos, Ponte de Lima, Minho)
Recolha: Michel Giacometti (in série documental “Povo Que Canta”, ep. “Cantos do Trabalho em Estorãos”, RTP-1, 13 Dez. 1973)
Intérprete: Segue-me à Capela (in Livro/CD “San’Joanices, Paganices e Outras Coisas de Mulher”, Segue-me à Capela/Fundação GDA/Tradisom, 2015)

Estorãos, Ponte de Lima

Estorãos, Ponte de Lima

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São João

Cá vai a marcha

Intérprete: Cuca Roseta

Hoje há festa na rua

[ Balão ]

Hoje há festa na rua, as fitas já estão penduradas
A noite é longa, as sardinhas já estão assadas
Escrevi no meu balão, antes de o lançar,
Uma quadra de S. João só p’ra te falar

Ai, que o Santo António não se zangue
Mas eu hoje peço ao S. João
Que me traga o meu amor
Que o escrevi no meu balão

Tê-lo longe é bem mais duro que alho-porro no nariz
Ele anda por aí no mundo e nada me diz
O baile começou e eu sem par para dançar
O João Maria veio lampeiro com um manjerico p’ra me dar

Mas eu não quis
Ai, fado infeliz!

Ai, que o Santo António não se zangue
Mas eu hoje peço ao S. João
Que me traga o meu amor
Que o escrevi no meu balão

Há quadras, há festa, há bailes p’ra dançar
Há vinho do Porto e foguetes no ar
Mas meu amor não vai voltar
Ali vai meu coração na esperança de te encontrar

Na esperança de te encontrar…

Letra e música: Vânia Couto
Intérprete: Pensão Flor
Versão original: Pensão Flor (in CD “O Caso da Pensão Flor”, Pensão Flor/Brandit Music, 2013)

Pensão Flor

Pensão Flor

Letras aos Santos Populares

De várias regiões de Portugal

Santo António

Santo António é o primeiro
A trazer a gente à rua,
Santinho casamenteiro,
Juntou o Sol e a Lua.

Santo António de Lisboa

Santo António de Lisboa

 

É noite de Santo António
Estalam foguetes no ar;
Põem o manjerico á janela
E vem para a rua dançar.

Fiz quadras a Santo António
E até mesmo a São João
Para São Pedro vou tentar
Mas falta-me inspiração.

Quando chove a tarde inteira
Até a noiva molha a luva
São Pedro fecha a torneira
Não te armes em manda-chuva.

Santo António é a treze
São João a vinte e quatro
São Pedro a vinte e nove
São os Santos Populares
Que existem em Portugal.

Há marchas por todo o lado
E fogueiras para saltar
E as sortes para tirar
Há moças por toda a parte
Pois elas querem casar.

Santos Populares

Primeiro Santo António;
Depois São João;
Depois São Pedro
Para o fim da reinação.

Ora viva o mês de Junho
Viva o mês dos casamentos
Quem pedir ao Santo António
Não vai perder o seu tempo.

Porque o Santo é casamenteiro
Amigo das raparigas
A noite de Santo António
É a noite das cantigas.

As moças pedem ao Santo
Uma coisa que não têm
Porque nunca foram amadas
Precisam de amar alguém.

Ó meu senhor Santo António
Atendei ao meu pedido
Eu quero uma companhia
Senhor dê-me um bom marido.

Eu agradeço ao meu Santo
Te ponho um cravo na mão
Vem o dia vinte e quatro
O dia de S. João.

S. João é engraçado
E tem coisas divertidas
Vão á fonte buscar água
Para ver as raparigas.

Traz uma infusa na mão
De passinho miudinho
Para ver as moças chegar
Espera lá num cantinho.

A fonte de S. João
É uma nascente e tem valor
No alto de uma serra
Em que S. João é pastor.

Pastando suas ovelhas
De bordãozinho na mão
Anda sempre acompanhado
Quem andar com S. João.

Já lá foi vinte e quatro
Vamos para vinte e nove
Que tem muito que falar
S. Pedro Pescador
Tem muitas histórias para contar.

Vamos todos marchar

Vamos todos marchar
Com o manjerico na mão
Para oferecer à eleita
Do seu terno coração.

Este dia de S. João
É um dia bem lembrado
Atum, maçaroca e feijão
Assim, ele é festejado.

As marchas de S. João
Fazemos com alegria
Cantamos e bailamos
Fazemos uma romaria.

Ó meu S. João de Braga
Ó meu belo marinheiro
Levai a nossa barca
Para o Rio de Janeiro.

Manjericão vira a folha
Quando o tempo está do mar
E também viro as costas
A quem não me sabe amar.

Na janela do meu quarto
Não quero manjericão
Dá-lhe o sol, vira a folha
Faz-me uma grande escuridão.

Recordo-me de ser criança
De ir à festa me alegrar
Ia-se à igreja ver o S. João
Depois, a casa regressar.

A fogueira é para saltar,
A brasa para assar,
A sardinha é para comer,
E o vinho para beber.

O passado é para recordar,
O presente para viver,
O futuro para aguardar
E a sardinha para comer.

São João para ver as moças,
Fez uma fonte de prata.
As moças não vão lá,
São João todo se mata.

Sardinhas e manjericos,
ando a cheirar pelo ar.
Que tal uma quadra fazer
ao meu Santo Popular?

São João,
São Joãozinho.
Quando não posso com o maior,
trago o mais pequenino.

Para fazer a fogueira,
vamos buscar pinhas ao Covão.
Depois saltamos a fogueira,
na noite de São João.

Nas marchas populares
Saltam cantigas aos molhos
Os corações se alegram
Com sorrisos nos olhos.

Neste dia de festa

Neste dia de festa
Traz uma cantiga e vem pró arraial
Anda rapariga prá nossa festa
E brincar no areal.

São os Santos Populares
Festa dos balões e manjericos
Os cheiros andam no ar
E adoçam os namoricos.

Ó meu rico São João
Dá-me cá um balão
P’ra na roda entrar
E cantar uma canção.

Ó meu rico São João
Arranja-me um rapaz solteiro
Que seja bom e bonito
E que tenha muito dinheiro.

Vou pedir-te um milagre
Meu São Pedro Padroeiro
Dá-nos sol e bom tempo
Durante o ano inteiro.

Ó meu rico São João
Venho aqui à tua beira
Colher uma lenhinha
P’ra acender a fogueira.

A São João vou cantar
Pois é dele este dia
E a todos vou desejar
Paz, Amor e Alegria.

São João lindo santinho
Os teus caracóis são d’ouro
E o teu alvo cordeirinho
É o teu maior tesouro.

Chamam-lhe o Santo bonito
Isso não sei se ele é
Mas nele eu acredito
E tenho devota fé.

Se eu saltar a fogueira
E queimadinha ficar
Não hei-de ser a primeira
A com o fogo brincar.

São Pedro

O São Pedro, é um artista,
Que diz aos jovens foliões;
Usem o beijo como isca
Para pescarem corações.

Com tanta gente a pecar
Do Jordão até ao Mondego,
São Pedro pode ir parar
Às portas do desemprego.

Oh! São Pedro pescador…
Ai que noite atribulada.
Fui pescar com o meu amor,
Fiquei com a rede furada.

S. Pedro é pescador
Lança ao mar sua barquinha
Rema, rema todo o dia
E só volta de tardinha.

S. Pedro sente-se feliz
Nas ondas no mar sagrado
Quem se junta a S. Pedro
Anda bem acompanhado.

Eu vejo que são corajosos
E suas almas são boas
Lançam as redes ao mar
Mesmo a volta das canoas.

Parecem ser honestos
Trabalham em união
Passa Jesus e convida-os
Para outra embarcação.

Vamos ao calhau

Vamos ao calhau de S. Jorge
Que há-de ser sempre lembrado
Porque em dia de S. Pedro
Estava sempre acompanhado.

À sessenta anos atrás
Eu lembro-me muito bem
Vinha gente de S. Jorge e de Santana
Também lá cantavam e brincavam
Passavam o dia bem.

A última festa que houve
Parece que estou a ver
A banda de Santana
Que foi bonito a valer.
E também comes e bebes
Melhor não podia haver.

Era uma vez por ano
Que esta festa se fazia
Pelas voltas do calhau
Saíam em romaria.

Ao chegar ao fim da tarde
Cantigas por toda a banda
Começavam no bailinho
E acabavam no charamba.

Eu vou dar por terminado
Tenho a caneta na mão
Agora já não fazem festas
Acabou a tradição.

[ Madeira ]

A fogueira é para saltar

A fogueira é para saltar,
A brasa para assar,
A sardinha é para comer,
E o vinho para beber.

O passado é para recordar,
O presente para viver,
O futuro para aguardar
E a sardinha para comer.

São João para ver as moças,
Fez uma fonte de prata.
As moças não vão lá,
São João todo se mata.

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São Martinho de Tours

Canções a São Martinho

Castanhas, castanhas,
Assadinhas com sal,
Quentinhas, quentinhas,
Que não te façam mal!

Saltitam, crepitam,
Toma lá e dá cá.
S. Martinho sem vinho,
Castanhas não há.

Pelo S. Martinho

Pelo S. Martinho
Eu faço um magusto.
Estalam castanhas
Mas eu não me assusto.

Ai vamos assar castanhas
Que é dia de S. Martinho;
Castanhas quentes e boas
Ai, eu te dou com carinho!

Pelo S. Martinho
Que ando a fazer?
Assando o bacalhau
Para se comer!

São Martinho de Tours

São Martinho de Tours

S. Martinho indo nos montes

S. Martinho indo nos montes…
A cavalgar encontrou um pobre
Que lhe pediu uma esmola.
Como ele não tinha nada para lhe dar
Cortou a capa para o abafar.

Que dia de Outono tão belo!
É dia de S. Martinho.
Comemos bacalhau e castanhas
E tomamos uns copinhos de vinho.

Castanheiro dá castanhas
Menina, parta os ouriços!
Se adoecer
Não diga que são feitiços.

Ó meu rico São Martinho

Ó meu rico São Martinho
Ó meu adorado santo
Dá-me castanhas e vinho
É coisa que eu gosto tanto.

És padroeiro do meu pai
Serás sempre também meu
Quando a pipa a meio vai
Eu já espero um milagre teu.

São Martinho milagroso
São Martinho da alegria
Todos vivem ansiosos
Esperam pelo seu dia.

Foi São Martinho
Que trinta pipas encheu
Com um só cacho
E ainda bagos cresceu.

[ Tradicional da Madeira ]

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