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Valdemar Sequeira

Maestro . Compositor

Natural de Moimenta, Cinfães do Douro, Valdemar Sequeira iniciou a sua formação musical no trompete aos 11 anos na Banda de Tarouquela. Mais tarde, ao ingressar na Banda da Região Militar Norte, começou os estudos em tuba e, posteriormente, em trompa na Região Militar Centro. Em 1983, ingressou no Curso de Formação de Sargentos Músicos, concluído em 1985.

Desenvolveu uma sólida carreira militar, alcançando o posto de Sargento-Chefe e concluindo o Curso de Trompa no Conservatório de Música do Porto.

A sua trajetória no Exército incluiu também a regência de formações e a orientação de classes de aperfeiçoamento de trompa em diversas regiões do país, sendo agraciado com a Medalha de D. Afonso Henriques em 2012.

Como executante e instrumentista de relevo, colaborou com variadas formações de prestígio, atuando como solista em orquestras como a Orquestra Camerata do Porto, Orquestra do Norte e Orquestra Regie Sinfonia, além de tocar a solo na Casa da Música.

Apresentou-se sob a direção de conceituados maestros nacionais e internacionais. No âmbito da música de câmara, destacou-se como membro fundador de grupos representativos, como o Quinteto de Metais de Coimbra e o Quinteto de Sopros QUINTECTANDO.

Paralelamente à sua prestação enquanto instrumentista, assumiu a direção artística de diversas bandas civis e filarmónicas, destacando-se a Banda de Castanheira de Pêra, a Banda de Piães, a Banda dos Bombeiros Voluntários de Esposende São Paio D’Antas (que dirigiu entre 1989 e 2012) e a Sociedade Artística Banda de Vale de Cambra, Banda Arcuense de Arcos de Valdevez e Banda Musical de Avintes.

Dedicou-se fortemente à pedagogia, lecionando na Academia de Música de Esposende e em diversas escolas de música, além de atuar como maestro coordenador dos estágios da Orquestra Jovem “Sopros do Minho” e orientar cursos de direção e aperfeiçoamento musical por todo o país e nos Açores.

Além do seu trabalho técnico junto da Federação de Bandas Filarmónicas do Minho e da Confederação Musical Portuguesa, construiu um catálogo de composições e arranjos que inclui marchas de rua e de procissão, rapsódias, hinos, transcrições e obras para coro e orquestra, como “O Senhor da Cruz”.

A sua dedicação e contributo para a música e a cultura valeram-lhe várias distinções, incluindo a Medalha de Mérito Cultural da Câmara Municipal de Esposende, o Diploma de Mérito da Federação Regional de Bandas do Minho, a Medalha de Serviços Distintos Grau Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses e a Clave de Sol em Ouro atribuída em Vila Nova de Cerveira.

21 de outubro de 2026

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