Ronda de Vila Chã

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    A Ronda de Vila Chã tem uma existência mais que centenária, embora em anos afastados, para lá de 1930, não estivesse organizada, em moldes regulares – o que sucedia a todos os quantos hoje dançam e cantam em Portugal. A Ronda existia por aí, como necessidade artística da gente do planalto vilachanês e, como instrumento de defesa, acompanhavam as vigias noturnas que policiavam a aldeia, no tempo das guerrilhas e das maltas de bandoleiros. Espertava o sono às atalaias e os ladrões, que ouviam de longe os espertinhos cavaquinhos e o varejar das violas e bandurras, punham-se ao largo! Rara era a casa de Vila Chã onde não houvesse um instrumento musical, pendurado em torno da varanda ou num gancho na cozinha: viola ou cavaquinho e espertelho, fole de harmónica, ferrinhos, bombo. Pelas esfolhadas e espadeladas, “arrigas” do linho e malhadas das casas abastadas, gente aldeã, velhos e novos, solteiros e casados, davam expansão à sua alegria, tocando, cantando e dançando, em ruidosas festas campestres, em valor da abundância da colheita, do orago, do regresso de algum “brasileiro”… Vinham depois, as romarias e as feiras de ano e, pelo inverno fora, os movimentados serões de fiadeiras, das dobadas, o assear dos linhos, o esguedelhar das lãs surras… Participou em diversas atividades, sendo de salientar: Exposição do Mundo Português (1934); 2º lugar no Festival de Trajes, em Barcelos (1957); ainda, neste ano de 1957, filia-se na FNAT; diversas atuações na RTP e noutras emissoras nacionais; participação nos mais importantes Festivais de Folclore em Portugal; no estrangeiro, participou no 8º Festival Internacional de folclore do Rio de Janeiro (Brasil); com o mesmo objetivo, deslocou-se a Espanha, França e Bélgica. É portadora da medalha de Mérito Cultural, grau prata, atribuída pelo Município de Esposende.

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