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Rodrigo

Fado

Do seu repertório destacam-se os grandes êxitos: “Cais do Sodré” de Francisco V. Bandeiras, “Gente do Mar” e “Eu sou povo e canto esperança” de João Dias, “Coentros e Rabanetes” de Jorge Atayde.

Rodrigo (29 Junho, 1941) nasceu no seio de uma família com enormes carências económicas, pelo que aos 12 anos deixou de estudar e começou a trabalhar para ajudar a família, na UTIC, uma empresa de peças para automóveis. Mais tarde entrou para a Companhia Nacional de Navegação onde se manteve até aos 19 anos.

Neste período deu os primeiros passos na música fazendo parte de um grupo vocal chamado “Os Cinco Réis”, que interpretava músicas latino-americanas, em versões portuguesas. Essa banda chegou a gravar um disco: “O Pepe” e a aparecer em vários programas de televisão. Mas, entretanto Rodrigo foi chamado para o serviço militar e a banda terminou.

Aos 21 anos Rodrigo emigrou pela primeira vez, com destino a França, impelido por uma vontade de conhecer e aprender novas coisas. Na véspera da viagem, juntamente com os amigos, terminam a noite de despedida numa casa de Fados em Alcântara, a “Cesária”, uma experiência singular para Rodrigo, não só pelo ambiente que o rodeia, como pelo facto de cantar pela primeira vez em público o único Fado que sabia: “Biografia do Fado” de Carlos Ramos. Foi esta a sua “apresentação ao Fado”, um sucesso entre os que o ouviam, deixando-o definitivamente seduzido pelo género.

Este momento deixou marcas na sua vida e durante a permanência em França sintonizava os programas da Emissora Nacional para ouvir Fado.

Rodrigo regressou em definitivo a Portugal aos 26 anos e passa a frequentar e a cantar assiduamente nas casas de Fado amador, a sua grande maioria situadas em Cascais e arredores, onde conhece uma singular geração de fadistas; Teresa Tarouca, António Melo Correia, João Braga, José Pracana, Carlos Zel, Carlos Guedes Amorim, Teresa Siqueira, entre outros. Começou a ser solicitado para espectáculos ao vivo e convidado para a primeira gravação.

Profissionalizou-se em 1975, mas ainda como amador gravou os seus primeiros discos, como é o caso de “Eu sou povo e canto esperança”, em 1973.

A projecção nacional chegará com o álbum “Coentros e Rabanetes”, editado em 1976, e com ele inúmeros concertos, entrevistas e programas na televisão. Rodrigo chega inclusivé a ser convidado para uma Gala no Casino da Figueira da Foz.

No início dos anos 80 abriu a sua própria casa de Fados, em Birre, nos arredores de Cascais, “O Arreda”, seguiu-se o “Picadeiro” e o “Estribo” que passou para “Forte D. Rodrigo”, dedicando-se quase em exclusivo à sua grande paixão, o Fado.

Em meados da mesma década Rodrigo foi um dos impulsionadores da União Portuguesa de Artistas de Variedades (UPAV).

Face ao assinalável êxito, foram inúmeras as viagens e espectáculos que integra, salientando a forte ligação às comunidades portuguesas espalhadas por todo o mundo. Todos os espectáculos eram preparados ao ínfimo pormenor, desde o cuidado na escolha do repertório, dos músicos que o acompanham, – habitualmente António Parreira, José Nobre Costa na guitarra portuguesa, Francisco Gonçalves e Raúl Silva na viola – até a uma pequena introdução sobre o poema que se ia cantar.

Recebeu um título de Cidadão Honorário atribuído pelo Senado do Estado de Rhode Island (E.U.A.)

Do seu repertório destacamos os grandes êxitos: “Cais do Sodré” de Francisco V. Bandeiras, “Gente do Mar” e “Eu sou povo e canto esperança” de João Dias, “Coentros e Rabanetes” de Jorge Atayde.

Cf. Museu do Fado, acesso a 15 de abril de 2018

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