Ricardo Martins

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Ricardo Martins

Piano

Ricardo Martins iniciou os estudos musicais no Instituto Gregoriano de Lisboa, na classe de Manuel Fernandes. No último ano desta etapa, obteve uma bolsa de estudo da Livraria Barata e foi finalista de uma bolsa de estudo da Yamaha Music Foundation of Europe.

Entre 2004 e 2008, realizou os estudos superiores de piano na Escola Superior de Música de Lisboa com Jorge Moyano. Teve também a oportunidade de estudar música de câmara com Olga Prats, Paulo Pacheco, Nuno Inácio e Fernando Fontes.

Posteriormente, frequentou o Mestrado em Ensino de Música na mesma instituição, sob a supervisão de Jorge Moyano e Miguel Henriques, com “Leitura à primeira vista ao piano” como tema de dissertação (disponível para consulta no Repositório Científico do Instituto Politécnico de Lisboa).

Participou como pianista acompanhador em classes de aperfeiçoamento com Rudolf Knoll, Ana Leonor Pereira, Hansjörg Schellenberger (Fundação Calouste Gulbenkian), Nuno Inácio, Nuno Ivo Cruz e Sophie Perrier (Escola de Música Nossa Senhora do Cabo) e Fergus McWilliam (Escola Superior de Música de Lisboa), assim como em workshops para correpetidores com João Paulo Santos, Claudio Desderi, Jory Vinikour e Paul McCreesh (inseridos nos cursos da European Network of Opera Academies).

Participou como correpetidor na ópera Bastien e Bastienne de Mozart com o maestro Jorge Matta e a Orquestra Gulbenkian (2012), no festival “Terras sem Sombra” com a ópera Ohneama de João Guilherme Ripper, com o Coro do Teatro Nacional de São Carlos e o maestro Marcelo de Jesus (2016), e no Atelier de Ópera da Orquestra Metropolitana de Lisboa, onde foi trabalhada A Flauta Mágica de Mozart (2017-2018), com encenação de Jorge Vaz de Carvalho e direcção de Pedro Amaral.

Participou também em masterclasses de piano e aperfeiçoamento técnico com Galina Eguiazarova, Sequeira Costa, Miklos Spaniy, Fausto Neves, Roberto Turin, Artur Pizarro, Mikhail Markov e António Rosado.

Lecciona, como professor acompanhador e de piano, na Escola de Música Nossa Senhora do Cabo. Colabora frequentemente com o Coro Gulbenkian como pianista acompanhador, tendo trabalhado com maestros como Joana Carneiro, Lawrence Foster, Jorge Matta, Michel Corboz, Fernando Eldoro, Paulo Lourenço, John Nelson, Ludovic Morlot, Paul McCreesh e Ludwig Wicki. Colabora também com a Orquestra Gulbenkian como instrumentista convidado. Conta também com algumas colaborações como correpetidor convidado da Orquestra Metropolitana de Lisboa.

Apresentou-se em concerto com o Coral de São José e o maestro Luís Filipe Carreiro nas comemorações dos 75 anos da SATA, na Açor Arena (2016).

No contexto de música de câmara, realizou vários recitais com cantores e instrumentistas, destacando-se alguns concertos com saxofone e piano.

A solo, conta com recitais no Museu Nacional da Música, inseridos nos ciclos “À tarde no Museu” (2016 e 2017) e “Músicas do Acervo” (2018) — este último dedicado à obra de compositores portugueses, mais concretamente Fernando Lopes-Graça e Armando José Fernandes —, e também no Auditório CGD do Instituto Superior de Economia e Gestão, no contexto das comemorações dos 40 anos do Instituto Gregoriano de Lisboa.

Estreou-se com orquestra com o Concerto para Piano de Poulenc, com a Orquestra Sinfónica da Escola Superior de Música de Lisboa, sob a direcção do maestro Vasco Azevedo.

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