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Paulo Ferreira de Castro

Musicologia

Paulo Ferreira de Castro estudou Piano, Canto e Composição no Conservatório e na Escola de Música do Porto, formando-se em Musicologia na Universidade de Estrasburgo (França) em 1985 com uma tese sobre Claude Debussy. Especializou-se depois nas áreas da Análise e Dramaturgia Musical, obtendo em 1988 o grau de Master of Arts pela Universidade de Leeds (Grã-Bretanha), em Estudos de Ópera.

Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Em 2007 obteve o seu Doutoramento pela Universidade de Londres (Royal Holloway College), com uma tese sobre música e linguagem baseada na filosofia de Wittgenstein.

Tem concentrado o essencial da sua actividade nos campos da investigação e da docência, principalmente no âmbito do Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa, sendo autor de numerosos estudos musicológicos, e co-autor, com Rui Vieira Nery, de uma História da Música Portuguesa distinguida com o Prémio de Investigação e Ensaísmo Musical do Conselho Português da Música. Foi colaborador do Expresso entre 1989 e 1992, como crítico musical, e tem participado em múltiplas iniciativas de divulgação musical (RTP, RDP, Os Amigos do São Carlos, Centro Nacional de Cultura, Culturgest, Centro Cultural de Belém, Casa da Música, Fundação de Serralves, Culturporto, Europarque, Jornadas Nova Música etc.), colóquios e conferências nacionais e internacionais.

Colaborador do Teatro Nacional de São Carlos desde 1986, a convite de João de Freitas Branco, foi nomeado em 1992 Director Artístico daquela instituição, cargo que desempenhou até ao ano 2000 (com uma interrupção em 1995-96), e que acumulou com os de Administrador (desde 1996) e Director (desde 1998). Nessa qualidade, foi responsável por mais de 60 produções operáticas, de Monteverdi a Ligeti (muitas das quais em estreia portuguesa), para além de inúmeros concertos e recitais, gerindo paralelamente a programação da Orquestra Sinfónica Portuguesa. Como encenador, assinou, no TNSC, Fidelio (Beethoven), Le Rossignol (Stravinski), Les Troyens (Berlioz) e A Flauta Mágica (Mozart). Em 1998, fundou o Festival Internacional de Músicas Contemporâneas de Lisboa, “Música em Novembro”.

Paulo Ferreira de Castro foi ainda Comissário para a Área de Espectáculos da Sociedade Portugal/Frankfurt 97. É membro do Conselho Português da Música, da Associação Portuguesa de Ciências Musicais e do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Universidade Nova de Lisboa. Actualmente, faz parte do Conselho Editorial do projecto de publicação de música portuguesa da iniciativa da Direcção-Geral das Artes (Ministério da Cultura), e desenvolve projectos de investigação em torno das temáticas da ópera e da modernidade musical, em parte financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia.

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