Paulo Brandão

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Paulo Brandão

Composição

Paulo Brandão nasceu em Lisboa, em 1950, filho do violoncelista e compositor José Domingos Brandão. Iniciou os estudos musicais aos quatro anos na Fundação Musical dos Amigos das Crianças. Em 1965, frequentou a Academia de Amadores de Música e no ano seguinte o Conservatório Nacional, onde se diplomou em Trompa com Adácio Pestana e em Composição com Artur Santos, Elisa Lamas, Constança Capdeville e Álvaro Salazar.

A partir de 1974, surgem as suas primeiras composições. Frequentou, em 1975, o Seminário de Composição para a Nova Música, em Darmstad. No ano seguinte, ingressou no Grupo de Música Contemporânea de Lisboa. A convite da Fundação Calouste Gulbenkian, participou, em 1983, no Curso Internacional de Dança para Coreógrafos e Compositores Profissionais, em Surrey.

Na área da Direcção Coral, iniciou os seus estudos com Francisco D’Orey e Fernando Eldoro. Participou nos cursos organizados pela APEM, com os professores Heinz Henings do Knabenchor Hannover e com os maestros Michel Corboz e Vassili Arnaudov. Em 1980, frequentou o Seminário Internacional para Directores Corais em Albena, onde trabalhou com Gunter Toring e Anton Rubev. Em 1982, participou no curso Voz Actual, com o maestro Bernard Van Beurden.

Em 1984, frequentou o Curso Internacional de Música, em Cervera, tendo trabalhado Direcção Coral com Manuel Cabero e S. Krukovsky e Técnica Vocal com Helmut Lips. Participou em 1987 e 1988, nos cursos de Técnica e Criatividade Vocal para Crianças, com o professor Vitor Flusser.

Em 1978, a sua peça “Colecvisufonia I” foi seleccionada pela Sociedade Internacional de Música Contemporânea para o festival Dias Mundiais da Música, em Helsínquia. Iguais distinções para o mesmo festival com as peças “Estigma”, em 1986, em Budapeste e “Acqueous Fire”, em 1989, em Amesterdão. Incluem-se no seu catálogo partituras para teatro, cinema e bailado.

Na sua colaboração em encenações de Luís Miguel Cintra, compôs as partituras para as obras pessoanas: “Fausto”, apresentada no Centro George Pompidou, em Paris e “La Mort du Prince” apresentada no Festival de Avignon.

Em Janeiro de 1993, foi-lhe atribuído o Prémio da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro para a melhor música para teatro, referente ao ano de 1992, pela banda sonora das peças “Os Cavaleiros da Távola Redonda” e “Onde está a Música”, ambas produções do Teatro da Malaposta.

No cinema a sua actividade iniciou-se, em 1977, tendo composto para filmes de Solveig Nordelund, Jorge Silva Melo e Paulo Rocha (“A Ilha dos Amores”).

É professor da Classe de Coro do Conservatório Nacional, director artístico do Coral Públia Hortênsia, desde 1973 e do Grupo Vocal Arsis, desde 1989. É membro da Scholla Cantorum “Solemnis”, desde 2002.

É professor de direcção polifónica nas Semanas Gregorianas que se realizam anualmente por iniciativa do Instituto Ward, também tem participado noutros cursos de direcção coral organizados por instituições interessadas nessa área. Divide a sua actividade entre o ensino, a direcção coral e a composição.

14 Outubro 2004

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