Olga Violante maestrina

Olga Violante

Direção

Olga Violante frequentou o Conservatório Nacional, onde foi discípula de canto de António Garcia, continuando mais tarde o estudo da técnica e da interpretação com Lídia Opienska e J. C. de Vasconcellos. Luís de Freitas Branco e António Eduardo da Costa Ferreira tiveram marcada importância na sua formação musical.

Ficaram na memória de muitos as suas interpretações de Orfeu de Monteverdi, Elias de Mendelssohn, das Canções Populares de Lopes Graça. No entanto, a actividade de solista só de maneira restrita satisfazia a sua vocação, longe de corresponder ao modo como concebia a função da música e do músico na sociedade.

Já o canto gregoriano, assim como a música do Medievo e da Renascença, lhe proporcionavam nesse sentido um campo ideal de acção. Olga Violante passou então a exercer intensa actividade: pertenceu à Sociedade Coral Duarte Lobo e Sociedade Coral de Lisboa. Em 1941 foi um dos membros fundadores do grupo coral Polifonia.

Estudou canto gregoriano sob a direcção do Padre Pascal Piriou, de Pierre Carraz, de Manzarraga, e deslocou-se à Suíça, Itália e Bélgica para se aperfeiçoar na interpretação da música antiga com H. Tesseyre, Dom G. Biella e Safford Cape.

Fundou e dirigiu vários grupos corais. Interessou-se profundamente por pedagogia e dedicou-se ao ensino.

Em 1944, Olga Violante foi nomeada professora do Instituto de Odivelas, em 1957, convidada para a Direcção dos Serviços de Música da M. P. F. e, a partir de 1964, foi-lhe confiada a direcção do Coro Gulbenkian.

Adaptado de biografia inserida no XI Festival Gulbenkian de Música, 1967.

26 fevereiro 2007

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