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Nuno da Câmara Pereira

Fado

Em 1977 apresenta-se pela primeira vez em público, no palco do Coliseu dos Recreios, integrando o elenco de um espectáculo de variedades, e no início da década de 80 grava o seu primeiro disco, “Fado!”, pela etiqueta da Valentim de Carvalho. Paralelamente, forma-se em Engenharia Técnica Agrária sem nunca deixar de cantar. Nuno da Câmara Pereira sentia que a agricultura não o deixava completamente realizado.

Natural de Lisboa, Nuno da Câmara Pereira (1 Janeiro, 1951) é o filho mais velho de oito irmãos, que nasceram no seio de uma família tradicional onde sempre se cantou o fado. Todos os convívios eram motivo para se cantar e ouvir, desde Amália Rodrigues, Maria Teresa de Noronha a Carlos Ramos.

Entre 1972 parte para Angola, onde se mantêm até 1974. Na sua permanência como militar na Guerra Colonial, o fadista afirma: “o fado era um bom remédio para nos aliviar. Lembro-me de estar no cenário de guerra e cantar….”.

Em 1977 apresenta-se pela primeira vez em público, no palco do Coliseu dos Recreios, integrando o elenco de um espectáculo de variedades, e no início da década de 80 grava o seu primeiro disco, “Fado!”, pela etiqueta da Valentim de Carvalho. Paralelamente, forma-se em Engenharia Técnica Agrária sem nunca deixar de cantar. Nuno da Câmara Pereira sentia que a agricultura não o deixava completamente realizado.

Em Campo de Ourique inaugura a casa de fados “Nove e Tal”, um projecto que durou cerca de 9 anos, os suficientes para a recordação de bons momentos de fadistagem, nomeadamente os passados entre os irmãos Nuno, Gonçalo e Mico.

Sucedem-se novas gravações, “Sonho Menino”, “Nuno da Câmara Pereira”, “Mar Português”, “A Terra, o Mar, e o Céu”, Guitarra” e com eles uma série de concertos e espectáculos pelo país e estrangeiro.

Na celebração dos 10 anos de carreira, é lançado o álbum “Colectânea”, com a recuperação de alguns êxitos e a recriação de outros temas. Em 1993 regista-se um marco na sua carreira com a edição de o álbum: “Tradição – Fados de Maria Teresa de Noronha”, juntamente com José e Vicente da Câmara, que dão voz a interpretações de fados dados a conhecer por Maria Teresa de Noronha.

A par da sua carreira de fadista, Nuno da Câmara Pereira é também um destacado político português, deputado e presidente do PPM, no seu decurso tem-se mobilizado por causas específicas. È autor do livro “O Usurpador” (2008), editado pela Dom Quixote.

Museu do Fado, acesso a 15 de abril de 2018

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