MÚSICA EM IDADE PRECOCE

Os primeiros contactos da pessoa com a música acontecem no ventre materno, no âmbito familiar, depois na creche e no jardim infantil.

Segundo a pedagoga Elvira Drummond,

“A música é uma das poucas atividades que conseguem ativar os hemisférios direito e esquerdo do cérebro. A prática musical também ativa toda a rede de neurónios, trazendo benefícios ao desenvolvimento motor e social, ao processo de aquisição da linguagem.”

As canções tradicionais, canções de embalar, música instrumental (com harpa, celesta, violino, viola, violoncelo, clarinete e flauta) são muito importantes nesta fase.

Mesmo que os encarregados de educação não disponham de bases musicais teóricas, podem sempre cantar e pôr a tocar canções de embalar, saltar, divertir, ensinar. As edições de canções tradicionais disponíveis aumentaram significativamente nos últimos anos em Portugal, com ampla divulgação nos meios de comunicação de massa – o que torna o acesso dos pais e avós à música muito mais fácil.

Para a criança, o canto não é uma simples imitação: desperta o sentido do ritmo, da melodia e da harmonia, da escala, dos acordes e da tonalidade. Favorece a integração na idiossincrasia do povo e na comunidade em que a criança se encontra.

As primeiras canções são naturalmente simples, com pequenos saltos, tendo a mímica um papel importante no seu acompanhamento plástico. Devem ser escolhidas com critério, tendo em conta a pertinência dos textos, melodia, ritmo, intervalos, modos.

Nas famílias em que se ouve apenas música ligeira de qualidade questionável, tanto em termos de texto com em termos de melodia, é natural que seja esse o tipo de canção que a criança cante com os amigos. E é natural também que a audição regular de música clássica em casa e a ida a concertos influenciem nessa linha os gostos musicais da criança.

António José Ferreira

Citando

A música favorece o desenvolvimento do senso estético, lidando com a beleza e a emoção.

Elvira Drummond