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Marta Pereira da Costa

Guitarra portuguesa

A guitarrista Marta Pereira da Costa nasceu a 9 Setembro de 1982). Foi distinguida em 2014 pela Fundação Amália Rodrigues com o “Prémio Instrumentista”.

Iniciou a sua formação musical no piano aos quatro anos; a partir dos oito, começou também a estudar guitarra clássica e mais tarde aos 18 anos iniciou-se na guitarra portuguesa pela mão do guitarrista Carlos Gonçalves. A partir daí, e a par da licenciatura em engenharia, começou o seu percurso neste instrumento, frequentando o “Clube de Fado” em Lisboa, aprendendo com dois grandes guitarristas: o mestre Mário Pacheco e Fontes Rocha.

Acompanhou nomes como Mariza, Katia Guerreiro, Camané e Carlos do Carmo em diversas ocasiões. Procurou obter a máxima e mais variada formação na guitarra através de inúmeros guitarristas: Carlos Gonçalves, Mário Pacheco, José Fontes Rocha, Ricardo Rocha, Paulo Parreira, Pedro Caldeira Cabral, Paulo Soares, Ricardo Parreira, António Parreira, Arménio de Melo.

O seu registo discográfico assinala:

Em 2005, participou como guitarrista convidada no espectáculo de Mário Pacheco, de onde resultou o CD/DVD A Música e a Guitarra – Clube de Fado que teve edição mundial e foi premiado pela revista Songlines como melhor álbum do ano.

Em 2008, foi solista num tema do CD Fados d’Alma de Rodrigo Costa Félix, e participou na gravação do tema Pasa inserido no álbum Unidad de Canciones Intensivas, convidada pelo compositor e produtor espanhol Jaime Roldán.

Em 2011, foi gravado o CD Fados de Amor de Rodrigo Costa Félix, o primeiro disco da história do fado em que a guitarra portuguesa foi tocada, em exclusivo, por uma mulher, disco que foi distinguido pela Fundação Amália Rodrigues com o prémio de “Melhor Álbum” do ano de 2012.

Em 2012 iniciou a sua carreira a solo. Estreou-se em Toronto e apresentou-se em Lisboa, com enorme sucesso, num dos quatro concertos de guitarra portuguesa organizados no âmbito das Festas de Lisboa. Realiza concertos em Portugal e no estrangeiro.

Decidiu dedicar-se em exclusivo à música e à guitarra portuguesa e abandonou a sua actividade como engenheira civil. Actuou na TEDx Boavista (2012) e compôs o tema genérico da curta-metragem Minha Alma da realizadora Ana Rocha. Actuou em concertos vários destacando-se o CCB (2012), o Teatro Tivoli (2013), Rádio Alfa em Paris (2013) e nesse ano actuou também no Brasil, EUA, Canadá, Suíça, Espanha, Holanda, França, Eslovénia, Roménia, Tunísia e Israel.

Ainda em 2013, actuou em São Paulo e no Rio de Janeiro, e realizou uma digressão por nove salas da costa Leste dos EUA, incluíndo os míticos Johnny D`s em Boston e o espaço DROM em Nova Iorque. No ano seguinte repetiu a digressão, destacando a estreia de um espectáculo de Fado em Kansas City, cidade referência do Jazz mundial.

Em 2014, esgotou o Auditório da Boa Nova, no Estoril, Casino da Figueira da Foz e Casa da Música. Viajou até à Suíça, Israel (Felicja Blumental Festival) para 3 concertos que viria a repetir em 2015, e à Roménia ( Sala Radio de Bucareste). Paralelamente aos concertos abraçou o projecto Brincar aos Fados, gravando a guitarra portuguesa.

O seu tema original Terra serviu de banda sonora ao filme de lançamento da nova imagem da Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa.

Em 2015 iniciou, com sala esgotada, no CCB o ciclo A Guitarra Portuguesa e o Fado e apresentou o seu concerto a solo no Teatro Lethes, em Faro, assim como no Festival Musiques Rares, em Macôn (França).

No final deste ano termina as gravações do seu primeiro disco a solo, onde apresenta algumas composições próprias, presta tributo às suas referências musicais e transporta a Guitarra Portuguesa numa viagem por outras influências e registos, com convidados de renome nacional e internacional. O disco seria editado pela Warner Music em Maio de 2016, recebendo as melhores críticas por parte da imprensa.

Em 2016 o seu talento chamou a atenção de Dulce Pontes que a convidaria para fazer parte da sua banda, viajando por todo o mundo em digressão, por Salas como Palau de La Musica ( Barcelona), Teatro Nuevo Apolo ( Madrid), Teatro La Fenice ( Veneza), Holanda, França e muitos outros Festivais.

Em paralelo com esta digressão, continuou os seus próprios concertos durante o ano de 2017 tocando em Salas como o Teatro Lethes (Faro) ou o Auditório Carlos Paredes em Lisboa, assim como no Festival de Guitarra de Almeirim e em Oeiras no Ciclo Soam as Guitarras.

Em Maio produziu o seu primeiro grande concerto desde a edição do disco, juntando no palco todos os músicos que tinham participado no disco, e esgotou o Teatro Tivoli BBVA (Lisboa), naquela que foi a sua primeira produção com assinatura própria, e que confirma, quer pelo público quer pela crítica, Marta Pereira da Costa como um nome reconhecido no universo do Fado, mas também fora dele.

Na segunda metade do ano foi convidada para tocar em eventos públicos e privados, de onde se destaca o concerto privado na Casa Mateus ( Vila Real) para a Iberdrola e o concerto público na Igreja da Misericórdia, em Tavira, inserido na 1ª edição do Festival de Dieta Mediterrânica. Participou ainda como convidada em concertos de outros artistas. No final do ano em Novembro foi o nome escolhido pela Presidência da República para tocar na cerimónia privada de recepção do Presidente da Colômbia que teve lugar no Palácio da Ajuda.

Cf. Museu do Fado, acesso a 15 de abril de 2018

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