Mário Vieira de Carvalho musicólogo

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Mário Vieira de Carvalho

Musicologia

Nascido em Coimbra a 7 de Outubro de 1943, Mário Vieira de Carvalho é musicólogo e professor catedrático, em regime de dedicação exclusiva, na Universidade Nova de Lisboa, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (desde 1997). Exerceu as funções de Vice-Reitor da mesma universidade de 17 de Fevereiro de 2003 a 31 de Dezembro de 2004, tendo assumido espcialmente a coordenação dos pelouros do Processo de Bolonha, da nova Área das Artes e dos Serviços Académicos.

Foi fundador e director do Centro de Estudos de Sociologia e Estética Musical da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (CESEM) (1997), unidade de investigação avaliada com a classificação de “Muito Bom”, na primeira avaliação da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (2003).

Coordenou o Projecto ‘Investigação, Edição e Estudos Críticos de Música Portuguesa dos Séculos XVIII a XX’, envolvendo várias instituições, avaliado como “Excelente” pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e integralmente executado entre 1 de Março de 1998 e 15 de Setembro de 2000 (financiamento de 500 mil euros). Co-Coordenador internacional do Projecto “Images of Music – A Cultural Heritage” (Iconografia Musical), em que participaram investigadores de sete países europeus (2002-2003).

Foi coordenador e co-organizador, desde 1990, de vários Colóquios Internacionais, designadamente, em 2003 e 2004, da «5th International Conference of Sociocybernetics: Social Knowledge for the Contemporary World», Research Committee 51 on Sociocybernetics, International Sociological Association (Lisboa, Portugal, July 26-31, 2004), “Images of Music – A Cultural Heritage”, organizado pelo CESEM (Fundação Gulbenkian, Maio de 2003) e “Expression, Truth and Authenticity: On Adorno’s Theory of Music and Musical Performance” comemorativo do centenário de Theodor W. Adorno, organizado pelo CESEM (Universidade Nova de Lisboa, FCSH, Novembro de 2003).

Desde 2003, é membro da direcção do Research Committee 51 – Sociocybernetics, da Associação Internacional de Sociologia, referee da revista Theory, Culture & Society, desde 2002, membro da Direcção da Europäische Musiktheater-Akademie, com sede em Viena (eleito na sessão plenária de 22 Setembro de 2001).

Foi presidente do Conselho Científico da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas de 12 de Janeiro de 1998 a 17 de Fevereiro de 2003 e presidente da Comissão Científica do Departamento de Ciências Musicais de 1987 a 1990 (após ter tomado posse como Professor Auxiliar) e entre Outubro de 1996 e Janeiro de 1998.

Foi fundador e coordenador internacional de uma rede Erasmus em Musicologia, envolvendo sete universidades europeias (1990-1998), responsável pelo Programa Erasmus neste domínio na UNL.

Agregação em Ciências Musicais, disciplina de Sociologia da Música, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Junho de 1996. Aprovado por unanimidade.

Obteve a aprovação por unanimidade no concurso para Professor Associado (1993), tendo apresentado relatório sobre os conteúdos e métodos da disciplina de Sociologia da Música.

Fez o doutoramento em Ciências Musicais, com a mais elevada classificação (summa cum laude), pela Universidade Humboldt de Berlim – RDA (1985) (dissertação com o título ‘Pensar é morrer’, ou O Teatro de São Carlos na mudança de sistemas sociocomunicativos; edição portuguesa: Lisboa, Imprensa Nacional-Casa da Moeda 1993; edição da versão original alemã, revista e actualizada, com o título Denken ist Sterben. Sozialgeschichte des Opernhauses Lissabon, Kassel, etc.: Bärenreiter, 1999).

Foi assistente do Prof. Joachim Herz para a dramaturgia e encenação da ópera Wozzeck de Alban Berg na Ópera de Dresden (Março a Junho de 1984).

Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian e da Universidade Humboldt entre 1980 e 1984. Teve bolsa de investigação do DAAD em Berlim (Freie Universität) de Outubro a Dezembro de 1992 e ‘Research fellow’ do King’s College da Universidade de Londres, Institute of Advanced Musical Studies, de Março a Julho de 1995 (bolseiro da Fundação para a Ciência e a Tecnologia).

Entre os seus campos de investigação contam-se: Sociologia da Música, Ópera, Música Contemporânea, Música e Literatura, Estudos do século XVIII, Wagner, Luigi Nono, Música Portuguesa dos séculos XVIII a XX.

Na Universidade Nova de Lisboa tem regido as disciplinas de Sociologia da Música e História da Música (séc. XX), entre outras, e orientado seminários temáticos diversos nos Cursos de Licenciatura, Mestrado e Doutoramento (p. ex. ‘O debate em torno do Pósmodernismo na Música’, ‘Musicologia e Gender Studies’, ‘O Som e o Sentido – Questões Aprofundadas de Hermenêutica Musical’, ‘Literatura e Cultura da Escuta’, ‘Sociologia das artes: Bourdieu versus Luhmann’, ‘Theodor W. Adorno: Estética e Sociologia da Música’).

Tem regido ainda cursos de Sociologia da Música, como professor convidado, na Universidade Humdoldt de Berlim (2000), Leopold-Franzens-Universität Innsbruck (2001), Universidade de S.Paulo (2002) e Universidade do Minho (2004).

Licenciado em Direito pela Universidade de Lisboa (1968), iniciou-se como crítico musical em 1968 em O Século a convite (e como colaborador) de João de Freitas Branco, mas o seu primeiro ensaio musicológico foi publicado no ano anterior na revista Movimento da Associação de Estudantes da Faculdade de Direito de Lisboa (com o título ‘Fernando Lopes-Graça: equação entre o artista e o seu meio’). Ainda em 1968 tornou-se crítico musical do Jornal do Comércio (a convite e em substituição de João José Cochofel) bem como da revista Vida Mundial. Em 1972, ingressou como crítico musical no Diário de Lisboa (a convite de José Saramago), ali permanecendo até 1989 (também como repórter, entre 1977 e 1980). Posteriormente exerceu a crítica musical no Jornal de Letras, publicando também, desde 1970, em revistas e jornais como Seara Nova, Comércio do Funchal, Vértice.

É membro da Sociedade Internacional de Musicologia, da Gesellschaft für Musikforschung, da Associação Internacional e da Associação Portuguesa de Sociologia, da Sociedade Portuguesa de Estudos do Século XVIII, da Sociedade Norte-Americana para o Estudo de Jean-Jacques Rousseau, da Associação Portuguesa de Escritores, da Sociedade Portuguesa de Autores, do Conselho Cultural da Fundação Eça de Queirós, e do PEN Clube Português.

Em 1986 foi distinguido com Medalha Liszt, atribuída pelo Governo da República da Hungria.

Desde 14 de Março de 2005 exerce funções governamentais como Secretário de Estado da Cultura do XVII Governo Constitucional.

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