Maria Guinot

Maria Guinot

Voz, piano

Maria Guinot, de seu verdadeiro nome Maria Adelaide Fernandes Guinot Moreno, nasceu em Lisboa a 20 de Junho de 1945 e foi viver para Almada, onde começou a aprender piano com 4 anos de idade. Maria Guinot terá parentesco com a cantora Maria Emília Guinot, mas tão afastado que nem se conheciam.

Em 1968 participou num programa de rádio, o que acabou por conduzir à gravação do seu single de estreia. Lançou ainda um segundo single com o tema Criança Loura. Esteve afastada da música durante vários anos.

Ficpu em 3º lugar no Festival RTP da Canção de 1981 com o tema “Um Adeus, Um Recomeço”. Participou no Festival da Canção da Rádio Comercial com os temas “Falar Só Por Falar”, “Vai Longe O Tempo” e “Um Viver Diferente”. É lançado o single “Falar Só Por Falar”.

Em 1984 venceu o Festival RTP da Canção com “Silêncio e Tanta Gente”, que ficou em 11º lugar no Festival da Eurovisão.

O tema “Homenagem às mães da Praça de Maio” foi incluído no duplo álbum ‘Cem anos de Maio’, editado pela CGTP em 1986. No programa “Deixem Passar a Música”, gravado para a RTP, foi acompanhado da orquestra dirigida por José Mário Branco nas canções “Atlântida”, “Balada das Meias Palavras”, “Ai Quem Me Dera”, “O Baile das Segundas Feiras”, “Feiras das Existências” e “A Bela Adormecida”. Em play-back apresentou “As Mães da Praça de Maio” e “Saudação a José Afonso” (canção recusada pelo júri do Festival RTP da Canção desse ano, ainda com o nome de “A Título Póstumo”).

Ainda no mesmo programa, José Mário Branco cantou “Remendos e Côdeas”, António Vitorino de Almeida acompanhou-a, ao piano, no tema “Porque Choram os Teus Olhos”, e Manuela de Freitas disse o poema “Catarina”, de Sophia de Mello Breyner.

Em 1987 foi editado o álbum “Esta Palavra Mulher”, uma edição de autor. Participou no Festival da Canção desse ano ao assinar a letra de “Imaginem Só” defendida por Ana Alves.

Maria Guinot colaborou no disco “Correspondências” de José Mário Branco.

Em 1991 foi editado pela UPAV o álbum “Maria Guinot” com produção de José Mário Branco. Participam neste disco José Marinho, piano, teclados; Irene Lima, violoncelo; Luís Oliveira, viola acústica; Tony Rato, baixo eléctrico; Carlos Bica, contrabaixo; Ricardo Ramalho, flauta; Edgar Caramelo, saxofone tenor; João Nuno Represas, percussões; Fernando Ribeiro, acordeão; Maria Guinot, piano; e Artur Moreira, clarinete.

Em 1999 foi editado pelo Ediclube o livro “Histórias do Fado” de Maria Guinot, Ruben de Carvalho e José Manuel Osório, sob o tema de “Um século de Fado”.

Em 2004 lançou o livro “Memórias de um espermatozóide irrequieto”, que inclui também um CD com 13 inéditos de nome “Tudo Passa”.

Maria Guinot cede um tema para o disco “UM MAR DE SONS” comemorativo da 100ª edição do roteiro cultural de Oeiras com “Nove músicas cantadas ou tocadas por gentes de Oeiras, numa mistura de sons e estilos”. Outros nomes: Coro de Santo Amaro de Oeiras, Fade Out, Pedro Osório, Cramol, Desso Blues Gang, Pedro Carneiro, Flushot e Coro Infantil de Santo Amaro de Oeiras.

Desde 2010 que deixara de tocar piano, após três AVC. Veio a falecer vítima de infecção respiratória na Parede, no dia 03 de novembro de 2018, aos 73 anos.

03 de novembro de 2018

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