Padre Manuel Rodrigues de Azevedo

Manuel Rodrigues de Azevedo

Liturgia

Manuel Rodrigues de Azevedo nasceu em Forjães – Esposende a 16 de fevereiro de 1915. Faleceu na residência paroquial de Vila das Aves a 4 de dezembro de 1988, estando sepultado na terra natal.

Após os estudos primários em Forjães, Manuel entrou no seminário arquidiocesano de Braga em outubro de 1927. Depois de onze anos de estudo, concluiu com distinção, em 1938, o 4.º ano do curso de Teologia.

Logo após a ordenação sacerdotal em 1938, ficou ao serviço do Seminário Conciliar de Braga como professor de Liturgia. Além desta disciplina, ao longo dos anos, lecionou outras, nomeadamente, Inglês, Português, Latim, Música e Piano. Como educador, de 1940 a 1949, foi prefeito no Seminário Conciliar de Teologia.

De 1939 a 1940, foi vigário cooperador de Maximinos.

Durante vários anos, foi capelão do Colégio Dublin em Braga.

Foi assistente de vários organismos arquidiocesanos – JACF (Juventude Agrária Católica Feminina) de 1945 a 1955, LACF (Liga Agrária Católica Feminina) de 1951 a 1955, JOCF (Juventude Operária Católica Feminina) de 1952 a 1954 – e director-adjunto das Associações Marianas Arquidiocesanas a 4 de Maio de 1951.

Em Março de 1960, foi nomeado Cónego Capitular da Catedral Bracarense e, em 1984, Cónego Penitenciário. Orador sacro, dedicou-se à pregação pelas vastas paróquias do Minho (distritos de Braga e Viana do Castelo).

De 4 de abril de 1939 a outubro de 1983, exerceu o cargo de Mestre de Cerimónias da Sé Primacial de Braga.

Foi durante 36 anos, 1947-1983, calendarista do rito bracarense da Arquidiocese de Braga, e publicou anualmente, em latim, o Ordo para orientação da Liturgia das Horas e celebração da Eucaristia do clero bracarense até finais da década de setenta do século passado. Depois, o Ordo foi substituído, em português, pelo Directório Litúrgico Bracarense.

Como poeta, escreveu poesia de temática religiosa (mais de meia centena de poemas) que está, praticamente, toda musicada.

Ocasionalmente jornalista, elaborou uma longa e minuciosa reportagem para o jornal Diário do Minho, entre julho e agosto de 1947, em treze “Notas de Viagem”, aquando da canonização de S. João de Brito, em Roma, pelo Papa Pio XII.

Como liturgista, escreveu vários artigos e levou a cabo algumas publicações.

Compositores de música sacra, os padres Manuel Rodrigues de Azevedo e Manuel de Faria Borda publicaram, em co-autoria, dois livros: Florilégio Mariano em 1949, e Florilégio Eucarístico (um álbum de cânticos para crianças com acompanhamento de órgão), em 1952.

Em Março de 2013, após vasculhamento do espólio musical deste sacerdote, muitas composições musicais foram encontradas e transcritas musicalmente em computador pelo Dr. António da Costa Gomes.

Este espólio foi publicado em Março de 2014 no livro Espólio Musical do Cónego Manuel Rodrigues de Azevedo.