Luís Ribeiro, guitarra

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Luís Ribeiro

Guitarra portuguesa

Luís Manuel Ribeiro, nasceu em Bragança, a 2 de dezembro de 1953. Desde muito cedo, ficou a gostar da sonoridade da guitarra, porque seu pai tocava o instrumento.

O pai estava no negócio das madeiras (Serração Ribeiro), e um dia um “guitarreiro” de Bragança precisando de um determinado tipo de madeira, que este tinha em stock, quis negociar a sua aquisição. O Sr. Ribeiro, logo ali viu a possibilidade de ter um instrumento em casa, e assim, propôs ao “guitarreiro”, dar-lhe a madeira que ele necessitasse, mas em pagamento, queria uma guitarra para ele, o que este aceitou.

E assim o jovem Luís lá foi dedilhando na guitarra, com a ajuda do pai e de um vizinho que também tocava, o Sr. Adérito, com quem aprendeu a afinar o instrumento, e sempre que podia ensaiava, e ia aprendendo de ouvido os fados mais conhecidos na época.

Tirou o Curso Industrial de Electromecânica, e em 1972 veio para Lisboa, sendo admitido nos quadros da Portugal Telecom, onde se manteve até se reformar em 2002.

Em Lisboa esteve dois anos sem tocar na guitarra. Certo dia um patrício levou-o a frequentar a Casa de Trás-os-Montes, onde conheceu uns senhores do Ousilhão, que eram primos dos Cancelas, e que tinham lá umas guitarras, tendo conhecido através deles, um senhor já de certa idade, que dava aulas de guitarra, que o entusiasmou, levando-o de novo ao contacto com a guitarra, e a aprender com mais rigor.

Com um amigo alentejano que tocava viola, começaram a reunir na Casa de Trás-os-Montes, todas as terças-feiras, para ensaiar, mas a partir de certa altura, os ensaios passaram a ser noites de fado, tendo levado, a que a Casa de Trás-os-Montes, vivesse um período áureo, uma vez que às terças-feiras passou a registar grande afluência, o que constituiu para ele uma grande e valiosa experiência.

Segue-se o ritual de começar a frequentar as casas de fado, e passado pouco tempo começou a ser convidado para acompanhar alguns fadistas, e raro era o fim de semana que não frequentasse o “fado vadio”, onde tocava, e passou a ser apreciado, tendo tocado para amadores e muitos profissionais.

Foi também na Casa de Trás-os-Montes, que conheceu o Rodrigo, tendo-se tornado amigos. Nessa altura, Rodrigo, além da sua casa de Fados em Cascais, o Forte D. Rodrigo, tinha muitos espectáculos e havia necessidade de, quando ele saía, ficar alguém a assegurar o acompanhamento dos fadistas ali contratados, e assim o Luís Ribeiro lá se manteve durante cerca de 3 anos.

Seguidamente foi contratado por Fernando Martins, ex-presidente do Benfica, e dono do Hotel Altis, para tocar no restaurante do hotel todas as noites, das 21 horas à meia-noite, para acompanhar os artistas que iam sendo convidados, tais como, Lenita Gentil, Simone de Oliveira, Maria Valejo, Maria do Espírito Santo, e muitos outros, tendo estado ao serviço do hotel cerca de 5 anos.

Seguiu-se uma breve passagem pela Casa da Simone, tendo passado a ter “agenda solta” acompanhando os mais variados fadistas.

Tocou também em vários programas de televisão, de que se destacam o “Bravo Bravíssimo”, “Diogo Infante” e “Chuva de Estrelas”, para além de outros.

Foi guitarrista de Amália Rodrigues, que começou a acompanhar em 1970, precisamente no dia do seu aniversário, num espectáculo em Santiago de Compostela. Manteve-se com Amália durante 5 anos, tendo feito espectáculos com ela por quase todo o mundo.

Continua a tocar quer em espectáculos, quer em gravações, para numerosos artistas.

Luís Ribeiro tem também como passatempo, a construção de guitarras portuguesas. Já fez duas, mas para uso próprio.

[ Músicos naturais de Bragança ]

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