Luís Cília

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Luís Cília

Cantautor

Luís Cília (de seu nome, Luís Fernando Cília) é um cantautor português nascido em Nova Lisboa/Huambo, Angola, a 01 de fevereiro de 1943. Veio para Portugal em 1959, para prosseguir os estudos.

Em 1962 conheceu o poeta Daniel Filipe que o incentivou a musicar poesia. Datam desse ano as suas primeiras experiências nesse campo (“Meu país”, ” O menino negro não entrou na roda”, etc.), mais tarde incluídos no seu primeiro disco gravado em França, para a editora Chant du Monde. Em abril de 1964 partiu para Paris, onde viveu até 1974. Em França estudou guitarra clássica com António Membrado e composição com Michel Puig.

Entre 1964 e 1974 realizou recitais em quase todos os países da Europa.

Depois do seu regresso a Portugal continuou a gravar discos, como compositor e intérprete e a realizar recitais. Como intérprete, gravou dezoito discos, alguns dos quais dedicados exclusivamente a poetas tais como Eugénio de Andrade (“O Peso da Sombra”), Jorge de Sena (“Sinais de Sena”) ou David Mourão Ferreira (“Penumbra”).

No exílio, Luís Cília compôs muitas canções de intervenção, entre elas, o célebre “Avante Camarada!”, cuja letra e música são de sua autoria. Foi escrita em 1967 durante o seu exílio em Paris, destinando-se à transmissão na “Rádio Portugal Livre”. A interpretação ficou a cargo da cantora Luísa Basto (de seu verdadeiro nome: Úrsula Lobato – nascida em 1947 na aldeia de Vale de Vargo, perto de Serpa).

Ao longo da sua carreira gravou poemas de Eugénio de Andrade, José Gomes Ferreira, Manuel da Fonseca, Florbela Espanca, João Fernando, entre outros.

Em 1973 licenciou-se em música em Moscovo no Instituto Musical Superior do Estado.

Em fevereiro de 1974 estava em Paris para ficar mas acabou por regressar a Portugal, após a Revolução dos Cravos, no dia 3 de maio. Gravou uma nova versão de “Avante Camarada” para a editora Sassetti (Zip Zip 30064/S) com arranjos e direcção de Pedro Osório. Adoptada mais tarde pelo Partido Comunista português, tornou-se o hino do partido.

“Luís Cília foi o primeiro cantor de intervenção que no exílio denunciou a guerra colonial e a falta de liberdade em Portugal. Gravando ininterruptamente a partir de 1964, realizou uma atividade musical, tanto discográfica como no que concerne à realização de recitais, tendo-se profissionalizado em 1967. Mas para além disso, Luís Cília, durante vários anos dedica-se ao estudo de harmonia e composição, o que é algo invulgar no universo dos cantores de intervenção. Esta formação musical fez de Luís Cília um dos mais respeitados compositores da atualidade, procurado pelas mais importantes instituições, nomeadamente desde que, nos anos 80, optou pela composição pura, o que aconteceu também, devido às muitas solicitações.”

Eduardo Raposo, in Canto de Intervenção 1960-1974, Lisboa,2000, p. 74.

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