fadista Lucília do Carmo

Lucília do Carmo

Fado

Lucília do Carmo, de nome completo Lucília Nunes Ascenção do Carmo (Portalegre, 04 de novembro de 1919 – Lisboa, 19 de novembro de 1998) foi uma das figuras importantes do Fado de Lisboa, no qual se iniciou ainda em Portalegre, apresentando-se como amadora em sociedades de recreio e festas de beneficência.

Mudou-se para Lisboa e continuou a cantar fado na verbena do pessoal dos Caminhos de Ferro Portugueses, em Alcântara. Como profissional, fez a sua estreia no Café Mondego, em 1 de Abril de 1937, ensaiada pelo guitarrista Jaime Santos, onde obteve um grandioso êxito e que lhe abriu para depois cantar no Café Luso, na Parreirinha de Alfama e através das ondas da rádio, na Emissora Nacional, na Rádio Graça e na Rádio Luso.

Em 1947, com o seu marido – o empresário Alfredo Almeida -, abriu uma Casa de Fados a que deram o nome de A Adega da Lucília, na Rua da Barroca nº 56, onde passou a cantar diariamente, acompanhada pelo guitarrista Fernando Freitas e o violista Armando Machado. Foi neste estabelecimento do Bairro Alto, que mais tarde se viria a chamar Faia que Lucília do Carmo deu voz a vários fados que se tornaram célebres: Maria Madalena, Anda a Saudade Bem Alta, Fado da Azenha, A História do Nosso Fado, Canção de Vencedores, Tia Dolores, Antigamente, Verdades que a Noite Encobre, Senhora da Saúde, Foi na Travessa da Palha, Rapsódias de Fados e Olhos Garotos, Loucura, Zé Maria, Lá vai a Rosa Maria.

Quando atingiu os 60 anos de idade retirou-se da vida artística e deixou o seu legado fadista para ser continuado pelo seu filho Carlos do Carmo.

Toponímia de Lisboa, 08 de março de 2018