Foto José Caldeira, Teatro Municipal Campo Alegre

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José Valente

Violeta

Não é surpreendente que José Valente insista no ecletismo provocador que caracteriza a sua música. Depois de uma década fora do país onde trabalhou com artistas diversificados na génese musical como o Acies Streichquartett, Dave Douglas, Paquito d’Rivera (que o convidou a ser solista no célebre Carnegie Hall), Hank Roberts ou Don Byron, o violetista portuense continuou a explorar a combinação de vocabulários e de disciplinas artísticas em projetos internacionais (o colectivo Human Evolution com o citarista indiano Shakir Kahn e o pianista galego Alberto Conde) e nacionais (o duo Valente Maio com o violinista Manuel Maio).

Ou, mais especificamente, no seu Doutoramento em Arte Contemporânea que terminou com distinção e por unanimidade no Colégio das Artes da Universidade de Coimbra. Um convívio de possibilidades artísticas que lhe têm proporcionado também variadas distinções e experiências: em 2012 recebeu The Hannah S. and Samuel A. Cohn Memorial Foundation Endowed Fellowship, depois da estreia da sua peça “Invasão” na Djerassi Residency Artists Program na California, EUA; em 2009 foi premiado com uma Menção Honrosa no Prémio de Composição Lopes Graça; em 2015 fez uma digressão no Chipre com o bailado “Unconnected” do qual foi co-criador com Mafalda Deville e Israel Pimenta; em 2017 correu a Índia com o espectáculo infantil “As Fabulosas Fábulas” concebido juntamente com Marta Bernardes; em 2018 foi-lhe encomendada pela RTP a peça obrigatória para viola d’arco da 32ª edição do Prémio Jovens Músicos.

Para além dos inúmeros concertos em festivais e salas nacionais e internacionais: Dizzy’s Club at Lincoln Center, Encontros Internacionais de Jazz de Coimbra, Fundação Serralves, Festival Paredes de Coura, Festival Imaxinasons, Fundação Calouste Gulbenkian, Teatro Maria Matos, Union Square Park de Nova Iorque (concerto a solo); uma digressão pela Índia com actuações no JKK (Jaipur) e no Bookaroo Book Festival (Dehli); entre outros.

José Valente prepara-se agora para editar o seu segundo álbum “Serpente Infinita” onde, continuando a reflexão proposta no seu primeiro disco “Os Pássaros estão estragados” (disco do ano pelo crítico Rui Eduardo Paes), se debruça sobre a experiência angustiada e encarcerada da humanidade na sucessão dos seus dias.

Ou seja, o quotidiano, terreno fértil para a normalização, para a apatia, para a rotina e para a banalidade, é agora o ponto de partida para este novo trabalho, gravado a convite do Centro Internacional de Danças e Músicas do Mundo Ibérico – Musibéria, que publica “Serpente Infinita” sob a alçada da sua plataforma editorial, Respirar de Ouvido. O disco estará disponível a partir de Novembro de 2018.

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