José Luís Tinoco, autor, Leiria

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José Luís Tinoco

Composição . Piano

José Luís Tinoco nasceu em Leiria em 27 de dezembro de 1932, filho da pianista e professora Maria Carlota Tinoco e de Agostinho Gomes Tinoco (1896-1969, licenciado em Filologia Germânica que exerceu funções de docente e foi reitor do Liceu de Rodrigues Lobo de Leiria, organizador das Horas de Arte [na década de 30], e director do Círculo de Cultura Musical e do Museu e Arquivo Distrital de Leiria).

Cresceu num ambiente em que a música e as artes visuais estiveram sempre presentes. O seu irmão João José Tinoco (1924-1983) pertenceu à geração de arquitectos portugueses nascidos nos anos 10 e 20, formados no pós-guerra nas escolas de Lisboa e Porto, e que foram viver e trabalhar sobretudo para Angola e Moçambique ao longo das décadas de 40, 50 e 60, deixando uma vasta obra em Angola e Moçambique (projectou, entre outras obras, a aerogare de Nampula e a sede do Governo do Niassa, em Lichinga, 1966-68).

Entre outros familiares próximos ligados às artes refiram-se, ainda, os tios (irmãos de Maria Carlota Tinoco) Abílio de Mattos e Silva (1908-1985, pintor, cenógrafo e figurinista) e Maria Isabel Leal de Mattos e Silva (1918-2007, bailarina e professora de ballet clássico – nome artístico “Isabel Affonseca”).

Normalmente descrito como arquitecto, pintor, músico e poeta (classificação que rejeita) José Luís Tinoco tem-se manifestado em diversas áreas da criação artística.

Avesso a qualquer aprendizagem musical, começou a tocar de ouvido ainda criança. Nos anos 40 tinha já um repertório baseado em temas de filmes musicais e nos boogies.

No Porto estreou-se em rádio, em 1951. Tocou com a Orquestra Académica de Coimbra e, mais tarde, com o conjunto de Heinz Wörner.

Desde os primeiros tempos em Lisboa foi presença assídua no Hot-Clube, tocando piano e contrabaixo.

Foi pianista do primeiro grupo a actuar regularmente com o saxofonista Jean-Pierre Gebler.

No início da década de 70 participou em alguns festivais RTP da canção, assinando a música e a letra de canções (como “No Teu Poema” ou “Os Lobos e Ninguém”), ou em parceria com escritores como Yvette Centeno, Pedro Tamen e Ary dos Santos.

Em 1975, compôs e escreveu a letra da canção “Madrugada”, vencedora da edição do Festival nesse mesmo ano e que representou Portugal no concurso da Eurovisão, em Estocolmo.

No ano seguinte gravou o seu primeiro trabalho discográfico (em LP), Homo Sapiens – com o grupo Saga, que ajudou a fundar e dirigiu. Neste álbum, Tinoco compôs e instrumentou a totalidade dos temas, assinou alguns dos poemas e interpretou um conjunto de instrumentos (piano, sintetizador, órgão e guitarras).

José Luís Tinoco compôs também música instrumental para cinema, teatro, televisão e suporte de poesia declamada.

Em 1997, compôs diversos fados e canções para o CD Margens, com Carlos do Carmo, onde, à semelhança do que fizera com Um Homem na Cidade (1977), tentou expandir o fado tradicional introduzindo elementos inovadores nos planos melódico, harmónico e tímbrico.

1998 marcou o regresso de José Luís Tinoco ao jazz (como compositor) através de um concerto com o sexteto de Bernardo Sassett, realizado em Lisboa, no auditório da Culturgest, e onde foram interpretados temas inéditos. Dois destes temas figuram no mais recente trabalho discográfico de José Luís Tinoco, Arquipélago, editado em Dezembro de 2008 na sequência do prémio que lhe foi atribuído no mesmo ano pela Sociedade Portuguesa de Autores. Neste CD, a música de Tinoco foi gravada por Bernardo Sassetti, Mário Laginha e João Paulo Esteves da Silva, entre outros.

[ Músicos de Leiria ]

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