José Bruto da Costa, cantor e maestro

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José Bruto da Costa

Direção . Canto

Natural de Lisboa, José Bruto da Costa licenciou-se no Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa.

Exerceu funções de docência no Instituto Superior de Educação e Ciências, na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa e na Academia de Música de Santa Cecília.

Foi colaborador da Revista Portuguesa de Musicologia. Atualmente, colabora com o Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian e com a Revista Brotéria.

Paralelamente, concluiu o Curso Geral de Canto na classe de Filomena Amaro, na Escola de Música do Conservatório Nacional, tendo ainda estudado Composição com Eurico Carrapatoso e Música de Câmara com Armando Vidal, Gabriela Canavilhas, José Manuel Brandão e Rui Pinheiro.

Participou em classes de aperfeiçoamento orientadas por Elisabete Matos, Jill Feldman, Liliane Bizinech, Peter Harrison e Tom Krause.

A sua atividade como solista abrange, sobretudo, o domínio da oratória, destacando-se o Magnificat e as Missas BWV 234 e BWV 235 de J. S. Bach, Stabat Mater de Caldara, Te Deum de Charpentier, Stabat Mater de João Rodrigues Esteves, Requiem de Jommelli, Requiem de Fauré, Messiah de Händel, Lauda Sion de Mendelsshon, as Missas KV 49, 192, 194, 220 e a Missa da Coroação de Mozart e Stabat Mater de Rossini.

No domínio da ópera cantou os papéis de Buona Fede (Il mondo della luna de Pedro Avondano, na sua estreia moderna), Conde de Almaviva (Beaumarchais de Pedro Amaral), Dom Pedro (L’Africaine de Meyerbeer), Leporello (Don Giovanni de Mozart), Orfeu (Orfeu ed Euridice de Gluck), Papagueno (Die Zauberflöte de Mozart) e Riff (West Side Story de Bernstein)

Foi elemento fundador do Officium Ensemble. Enquanto cantor do ensemble Banchetto Musicale participou no Festival de Música Antiga de Juíz de Fora, com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, no Brasil, e no Festival de Música de Haut-Jura, em França, a convite de Maria Cristina Kiehr.

Colabora, regularmente, com o coro Voces Caelestis. É elemento do Coro Gulbenkian desde 1998.

Fundou, em 1998, o coro Opus21, do qual é diretor artístico, bem como os Lisbon Consort Players, com os quais deu, em 1ª audição em Portugal, o Magnificat de Francesco Durante, os Responsórios Fúnebres de João de Deus Castro Lobo e a Missa em Ré maior “Hofkapellmesse” (1783) de Johann Albrechstsberger.

Com os mesmos agrupamentos dirigiu os Motetes de Johann Sebastian Bach, a Missa a oito voces de João Rodrigues Esteves, a Messe Basse e o Requiem de Gabriel Fauré, as Matinas de Natal de Maurício Nunes Garcia, o Glória de G.F.Händel, as Litaniae Lauretane kv.197 e o Requiem kv.626 de W.A.Mozart, o Stabat Mater de Domenico Scarlatti, os Responsórios de S. Vicente de António Teixeira, o Glória de Vivaldi, bem como diversa polifonia portuguesa dos séculos XVI-XVIII.

Em 2017, foi convidado a assumir a direção artística do ensemble Polyphōnos, com o qual se apresentou em concerto no Festival Terras sem Sombra (2017), no Centro Cultural Dom Luís I (2018) e no festival Música a Norte – Ciclo de Música Barroca (2019).

Em 2020, foi convidado a assumir a direção interina do Coro da Universidade Nova de Lisboa.

[ Bio facultada por José Bruto da Costa, publicada na Meloteca a 03 de janeiro de 2021 ]

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