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Jorge Vaz de Carvalho

Barítono

Jorge Vaz de Carvalho é licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Estudos Portugueses e Ingleses) pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, em 1989.

Concluiu o Mestrado em Literaturas Comparadas na Universidade Nova de Lisboa, com a mais alta classificação, defendendo tese sobre a obra de Teolinda Gersão. Foi sub-Director do IELT Instituto de Estudos de Literatura Tradicional, membro do Centro de Estudos Americanos da Universidade Aberta de Lisboa e professor de Português do Ensino Secundário durante 9 anos, entre 1975 e 1984.

O seu multifacetado percurso no panorama cultural tem-se, entretanto, centrado na actividade musical. Enquanto cantor lírico, estreou-se no Teatro de São Carlos de Lisboa, em 1984, a cuja companhia residente pertenceu até iniciar a carreira internacional, em países como a Alemanha, Austrália, Bélgica, China e Macau, Espanha, Croácia, França, Israel, Itália ou Japão. Além de dezenas de papéis principais que interpretou, em óperas de Mozart, Rossini, Donizetti, Verdi, Puccini, Bizet, Gounod, Massenet ou Wagner, desenvolve actividades de concertista e de recitalista.

Dedicado aos compositores portugueses, do barroco à música contemporânea, interpretou inúmeras obras, de Domingos Bomtempo (Requiem), Joly Braga Santos, Lopes-Graca, Alexandre Delgado: Turbilhão ou Eurico Carrapatoso). Desempenhou papéis principais em óperas de Alfredo Keil (“A Serrana”), Jerónimo Lima (“Lo Spirito di Contradizione”), Marcos Portugal (“As Damas Trocadas”, editada em CD pela Marco Polo), foi o criador de Mefístófeles de “As Três Máscaras”, de Maria de Lurdes Martins, do Visconde Henrique de “Os Canibais”, de João Paes, que gravou para o filme de Manoel de Oliveira, e protagonizou as óperas “Édipo” e “Os Dias Levantados”, de António Pinho Vargas. Criou também a obra de Eurico Carrapatoso “O Lobo Diogo e o Mosquito Valentim”, que lhe é dedicada. Artista ecléctico, a sua actividade lírica inclui a opereta e o musical americano, com particular destaque para os papéis de Dr. Falke de “Die Fledermaus”, de J. Strauss e do protagonista de “SweeneyTodd”, de Stephen Sondheim.

Enquanto Consultor Artístico do Círculo Portuense de Ópera, foi o principal responsável pelo enorme salto qualitativo da produção operática no Porto, pelas suas notáveis interpretações dos Carmina Burana de Cari Orff, de Escamillo da “Carmen”, de Bizet, Dulcamara de “L’Elisir d’Amore”, e o protagonista de “Don Pasquale”, de Donizetti, Leporello de “Don Giovanni” e Figaro, de “Le Nozze de Figaro” de Mozart, bem como Sacarpia na “Tosca” de Puccini. Também de Puccini encenou a ópera “La Bohème”.

Director da Orquestra Nacional do Porto desde 1999, elaborou e liderou o processo de construção da actual formação sinfónica.

É Director do Instituto das Artes.

2006

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