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Joana Gama

Piano

Joana Gama (Braga, 1983) é pianista. Estudou no Conservatório e Música Calouste Gulbenkian de Braga, Royal Academy of Music – Londres e na Escola Superior de Música de Lisboa.

Em 2010, na classe de António Rosado, concluiu o Mestrado em Interpretação na Universidade de Évora, onde defendeu em 2017 a tese de doutoramento “Estudos Interpretativos sobre música portuguesa contemporânea para piano: o caso particular da música evocativa de elementos culturais portugueses” na Universidade de Évora, como bolseira da FCT, e em Setembro passou a integrar o corpo docente do Departamento de Música da Universidade do Minho.

Frequentou classes de alto aperfeiçoamento com Helena Sá e Costa, Luiz de Moura Castro, Sofia Lourenço, Ralf Natkemper, Vitaly Margulis e Vladimir Viardo (piano) e com Olga Prats, Felix Rengli, Avedis Kouyoumdjan e Igor Naidin (Quarteto Borodin) em música de câmara.

Privilegia o repertório para piano dos séculos XX e XXI, incorporando frequentemente música contemporânea portuguesa nos seus programas, tendo efectuado a estreia de obras de compositores como Luís Tinoco, [ka’mi], Fernando Lobo, Ana Seara, Hugo Ribeiro, João Antunes, Sara Claro, Sofia Rocha e Luís Cardoso, nomeadamente nos concertos “Peças Frescas” realizados no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz em Lisboa.

Tocou a solo no “Festival Música Portuguesa, Hoje”, realizado em Julho de 2008 no Centro Cultural de Belém (CCB) e nas edições de 2010 , 2011 e 2014 dos “Dias da Música em Belém”, no CCB.

No Prémio Jovens Músicos/Antena 2 (PJM) obteve o 1º lugar na categoria de piano – nível superior (2008) e acompanhamento de piano (2005). Obteve ainda o 3º lugar na categoria de música de câmara – nível superior (2004). Tocou a solo com a Orquestra Gulbenkian no Concerto dos Laureados do PJM 2008 na Casa da Música, com transmissão directa para a Antena 2 e UER/EBU. No seguimento do PJM, apresentou-se em recitais no Teatro São Luiz, na Casa da Música e foi ainda solista com a Orquestra do Algarve.

Entre 2005 e 2009, integrou com regularidade a Orquestra Metropolitana de Lisboa, onde foi dirigida por maestros como Cesário Costa, Michael Zilm, Jean-Sébastien Béreau ou Pablo Heras-Casado. Integrou igualmente a Orquestra Sinfónica Juvenil na estreia de obras de Christopher Bochmann e, mais recentemente, o Lisbon Ensemble 20/21, a Orchestrutopica e o Sond’Ar-Te Electric Ensemble.

Entre 2004 e 2010 fez parte do corpo docente da Metropolitana, exercendo funções de pianista acompanhadora da ANSO e professora de piano no CMML.

Como pianista e performer, nos últimos anos, Joana tem estado envolvida em projectos que associam a música às áreas da dança – “Danza Ricercata” e “27 Ossos” de Tânia Carvalho; “Trovoada” de Luís Guerra, “Pele” da companhia Útero, “Nocturno” em co-criação com Victor Hugo Pontes -, do teatro – “Benny Hall” de Esticalimógama -, da fotografia e do vídeo – “Antropia”, “Linha” e “terras interiores” de Eduardo Brito -, e do cinema – “La Valse” de João Botelho, “Incêndio” de Miguel Seabra Lopes e Karen Akerman, “A Glória de fazer Cinema em Portugal” de Manuel Mozos e “Penúmbria” de Eduardo Brito.

O duo de piano e electrónica partilhado com Luís Fernandes, passou por festivais como Novas Frequências (Rio de Janeiro) e MADEIRADIG. O primeiro disco, editado pela Shhpuma, foi considerado um dos melhores álbuns de 2014 por diversos críticos portugueses. Em 2017, em resposta a um desafio do Westway LAB festival (Guimarães), criaram “at the still point of the turning world”, uma colaboração com a Orquestra de Guimarães que sairá em disco em 2018.

Em 2016, com o apoio da Antena 2, Joana Gama dedicou-se a SATIE.150 – Uma celebração em forma de guarda-chuva, que assinalou, em Portugal, os 150 anos do nascimento do compositor francês Erik Satie. Nesse âmbito, para além dos recitais, realizou palestras em escolas e coordenou o livro “Embryons dessechés | Embriões ressequidos”, uma edição especial da partitura homónima de Satie, lançada pela Pianola Editores no dia do aniversário do compositor. A 8 de Julho de 2016 fez uma performance ininterrupta, com a duração de 15h, da peça “Vexations” de Erik Satie no Festival Jardins Efémeros, em Viseu.

Em Dezembro lançou o disco HARMONIES (Shhpuma), projecto partilhado com Luís Fernandes na electrónica e Ricardo Jacinto no violoncelo, inspirado na música e no universo fantástico de Erik Satie. Este trabalho foi apresentado nas principais salas portuguesas e, mais recentemente, em Berlim, Valência e Dumfries, com o apoio da DGARTES.

O corolário das celebrações SATIE.150 aconteceu no final de 2017 com o lançamento do disco SATIE.150, uma edição apoiada pela Fundação GDA, com o selo da Pianola Editores. Nessa altura, Joana começou um novo capítulo do seu trabalho à volta de Erik Satie: I LOVE SATIE. recital a solo e Eu gosto muito do Senhor Satie, recital comentado para crianças.

No início de 2018 fez uma interpretação ininterrupta da peça Vexations de Erik Satie durante 14h na Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do Festival Pianomania! e tocou a solo no Panteão Nacional no âmbito do Festival Rescaldo.
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E membro fundador do CAAA Centro para os Assuntos da Arte e Arquitectura de Guimarães e d’O Homem do Saco, atelier de tipografia e edições – Lisboa.

Talvez por se ter iniciado na música e no ballet em simultâneo, Joana Gama convoca para o acto de tocar piano uma particular expressividade, como se a postura e os graciosos movimentos que aprendeu na dança lhe tivessem ficado marcados no corpo.

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