Helena Caspurro

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Helena Caspurro

Voz, piano

Pianista, natural do Porto, onde vive, deixa ‘estragar’ a sua formação clássica de raiz pelos meandros do Jazz, tornando-se numa das poucas mulheres portuguesas com trabalhos de originais inspirados naquelas sonoridades.

É docente na Universidade de Aveiro, colaborando desde 2009 com a Universidade Nova de Lisboa. O tema da improvisação na aprendizagem, ao qual dedicou, de maneira pioneira no país, a sua dissertação de doutoramento (2006), é um dos objetos de eleição na orientação dos assuntos que desenvolve enquanto professora.

É frequentemente convidada para a direção artística e pedagógica de workshops para crianças, jovens ou professores de música. Um Sonho Americano foi dos mais empolgantes projetos que dirigiu no âmbito do Serviço Educativo da Casa da Música, tendo resultado num espetáculo musical e cénico apresentado na sala Suggia para comemorar o dia Mundial da Criança. Foi recentemente convidada pelo mesmo Serviço desta instituição para dirigir e realizar o Em Canto Se Conta o Natal, com vários concertos previstos para 6 e 7 de Dezembro próximo.

Artisticamente, gosta de (re)inventar e (re)criar num género que caracteriza ironicamente como piano acompanhado, usando a voz para a dupla. Para além de Paluí, seu terceiro CD de originais cujo lançamento no mercado está previsto para 2 de Dezembro próximo, editou, a solo, Mulher Avestruz (2003), que contou com uma edição especial comemorativa dos 30 anos da Universidade de Aveiro, e, Colapsopira (2009), onde participa a percussionista Elizabeth Davis, apresentandoos em diversos concertos pelo país.

A sua música, estruturada sobretudo em torno da Canção e do texto poético escrito em português – também este quase sempre da sua lavra – caracteriza-se pela presença da improvisação e da fusão estilística: Jazz, Blues, Pop, Bossa Nova, Fado… matriz que mantém no seu novo álbum, Paluí, desta vez num formato instrumentalmente mais diversificado, onde colaboram músicos como Brendan Hemsworth, António Aguiar (Togu), Arnaldo Fonseca (Nocas), Carlos Mendes, Andrés Tarabbia (Pancho), Telmo Marques, Mário Santos, José Lima, Pedro Almeida, Luís Trigo, Filipe Monteiro, Nuno Aragão, António Miguel (Tomi), Diana Basto, Inês Lamela, Quarteto em Si, bem como, Mário Barreiros e António Pinheiro da Silva na mistura e masterização, e, que se associará às comemorações dos 40 anos da mesma Universidade.

‘Se…’, tema do seu último álbum e que fez parte da banda Sonora da Telenovela Deixa que Te Leve (TVI), continua a ser ouvido na Rádio, sobretudo na Antena 1, assim como o seu último álbum que, sendo elogiado pela crítica, recebeu recentemente destaque no programa Paixões Cruzadas, de A. Macedo e A. Cartaxo (Antena 1) e Cinco Minutos de Jazz, de José Duarte (Antena 1) – que lhe dedicou cinco programas consecutivos (18 a 22 de Março 2013).

Foi uma das performers convidadas para o TedxAveiro, realizado em Maio do ano passado no Centro de Congressos da mesma cidade, onde teve oportunidade de apresentar de forma interativa com o público dois dos temas deste novo álbum. Com o objectivo de integrar na sua obra públicos mais jovens, executou-os ainda com crianças em workshops que orientou na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, em Julho de 2012, no âmbito do projeto Opus Tutti (Companhia de Música Teatral).

A interação com o público em contexto de espetáculo, fazendo-o participar com voz, corpo ou até mesmo execução instrumental (ao piano ou em metalofones preparados, jogos de sinos, instrumentos menos convencionais, etc), é um dos aspectos que tem procurado desenvolver no âmbito das suas atuações ao vivo, inspirada em analogias que encontrou com a experiência educativa realizada durante vários anos com crianças, razão que a levou em Junho passado a apresentar em Porto Alegre, Brasil, no congresso Performa, uma conferência-recital dedicada ao tema.

Um filme sobre o Paluí, que acompanha o álbum, foi especialmente criado ficando acessível aos ouvintes neste site, através de QR Code impresso no CD. Este filme, dedicado às crianças e adultos sem idade, resultou, pela mão do realizador Carlos Silva, do Cine Clube de Avanca, e do designer Pedro Carvalho de Almeida, docente da Universidade de Aveiro, da animação de um conjunto de desenhos que um grupo de crianças dos 4 aos 12 anos de idade construiu a partir da audição e leitura daquela obra.

Paluí, que vai ser apresentado na rádio especialmente por José Duarte no Cinco Minutos de Jazz, a 27 de nov de 2013, foi nomeado pela RTP como CD Antena 1. Se queres saber o que é o Paluí … põe o teu dedo aqui. Aqui.

Na senda do que realizou em álbuns anteriores, nomeadamente, Colapsopira, Paluí é mais uma palavra inventada pela autora, sendo também o título da primeira das suas músicas. Paluí é, qual convite ao imaginário mágico de cada um, um sítio encantado, talvez até mesmo um ser, uma pessoa ou quiçá um gesto… Cada um o saberá, enfim, se até ele viajar com um dos sentidos bem desperto: o ouvido! Como a autora canta: “Se queres saber o que é o Paluí … põe o teu dedo aqui. Aqui”.

OUTRAS COISAS

Iniciou o seu percurso musical aos 9 anos de idade na Juventude Musical Portuguesa, Porto. Marília Vaz e Viana, Helena Sá e Costa, Lina Reis Porto e Lino Gaspar contribuíram decisivamente para a sua formação clássica.

Licenciada em Filosofia pela Universidade do Porto, concluiu o Curso Superior de Piano no Conservatório de Música do Porto e o Mestrado em Ciências Musicais na Universidade de Coimbra. A sua tese de doutoramento, “Efeitos da aprendizagem da audiação da sintaxe harmónica no desenvolvimento da improvisação”, apresentada na Universidade de Aveiro em 2006, resultou de um estudo experimental realizado com alunos do 9º ano da escola profissional artística de música ARTAVE.

É com Paulo Gomes que, em 1996, inicia os estudos de Jazz como pianista, na Escola de Jazz do Porto, estreando-se em palco no 7º Festival de Jazz do Porto com o Quarteto da mesma escola. Posteriormente, apresenta-se com o Quarteto Isabel Ventura e lidera várias formações, como o Trio/4, o Quinteto Helena Caspurro, o Helena Caspurro & José Fidalgo, donde resultaram diversas actuações pelo país. É com o concerto Impressões Íntimas e, posteriormente, Falas da Pele que aprofunda e desenvolve o seu trabalho de originais, e, ainda, faz a estreia da sua própria voz “anexando-a” à interpretação pianística.

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